Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Lista de Empregos: Auxiliar de Comunicação, Justice Policy Institute, Washington, DC

O Justice Policy Institute é uma das principais organizações não-governamentais de pesquisa e políticas públicas do país, dedicada a acabar com a confiança da sociedade na reclusão e a promover soluções eficazes e justas dos problemas sociais. O JPI está localizado em Washington, DC, e funciona com organizações de defesa, cidadãos e legisladores de todo o país para promover reformas progressistas na justiça criminal e do menor.

O auxiliar de comunicação ajudará o diretor de comunicação no desenvolvimento e implementação de todas as atividades midiáticas e comunicacionais. As responsabilidades incluirão o desenvolvimento e manutenção de listas de comunicação; redação e edição de materiais midiáticos que incluem comunicados e notas à imprensa, cartas abertas, cartas ao editor, artigos, folhetos e materiais promocionais; apresentar artigos à mídia em nome do JPI, de organizações e projetos aliados; assistir no desenvolvimento de estratégias de comunicação para o JPI e organizações aliadas; manter a página e os boletins eletrônicos; orquestrar eventos midiáticos e publicitários; monitorar as notícias sobre questões da justiça para adultos e jovens; rastrear e catalogar as aparições na mídia; administrar o boletim eletrônico; falar e apresentar-se em público; outras tarefas administrativas relacionadas à comunicação quando forem designadas.

Qualificações: incluir uma compreensão declarada e um compromisso com a missão, questões e projetos do JPI; um mínimo de dois anos de experiência em um campo relacionada, como a comunicação estratégica ou de campanha, relações públicas ou outra experiência relevante no setor não-governamental ou público, comunicação escrita e oral excelente; habilidade interpessoal excelente no trato com diversos grupos que incluem defensores, mídia, profissionais de organizações não-governamentais, figuras dos sistemas de justiça criminal e organizações de base; destreza com computadores, web design e manutenção. A experiência como treinador é um ponto positivo; a disponibilidade para viagens e flexibilidade são condições indispensáveis.

Oferecem-se benefícios. O salário competitivo é medido de acordo com a experiência. As candidaturas eletrônicas são encorajadas. Os candidatos devem enviar uma carta de interesse, currículo e amostra escrita (de preferência uma nota à imprensa ou um artigo) a: [email protected] ou Laura Jones, Auxiliar de Busca de Comunicação, Justice Policy Institute, 1003 K Street, NW, Suíte 500, Washington, DC 20001. Por favor, revisite o trabalho do JPI em http://www.justicepolicy.org antes de se candidatar. Ligações não são aceitas.

As pessoas de cor e os indivíduos com experiência direta com o sistema de justiça criminal são muito encorajados a se candidatar. O Justice Policy Institute é um empregador de oportunidade igual.

Anúncio: Os Feeds RSS da DRCNet Estão Disponíveis

Os feeds RSS são uma onda do futuro – e a DRCNet os oferece agora! A última edição da Crônica da guerra Contra as Drogas está disponível usando RSS em http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Temos muitos outros feeds RSS disponíveis também, sobre cerca de cem subtópicos diferentes das políticas de drogas que começamos a rastrear desde o relançamento da nossa página neste verão – relacionando não somente os artigos da Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas também as publicações no Bar Clandestino, as listas de eventos, os links a notícias externas e mais – e para as nossas publicações diárias nos blogs e em seus diferentes subendereços. Visite o nosso Mapa do Sítio para ler a série completa.

Obrigado por se sintonizar na DRCNet e na reforma das políticas de drogas!

Anúncio: Novo Formato para o Calendário do Reformador

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Com o lançamento da nossa nova página, O Calendário do Reformador não aparecerá mais como parte do boletim Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas será mantido como seção de nossa nova página:

O Calendário do Reformador publica eventos grandes e pequenos de interesse para os reformadores das políticas de drogas ao redor do mundo. Seja uma grande conferência internacional, uma manifestação que reúna pessoas de toda a região ou um fórum na universidade local, queremos saber para que possamos informar os demais também.

Porém, precisamos da sua ajuda para mantermos o calendário atualizado, então, por favor, entre em contato conosco e não suponha que já estamos informados sobre o evento ou que vamos saber dele por outra pessoa, porque isso nem sempre acontece.

Ansiamos por informá-lo de mais matérias novas de nossa nova página assim que estejam disponíveis.

Semanal: Esta Semana na História

11 de Janeiro de 1906: Nasce o Dr. Albert Hoffman, o inventor do LSD.

09 de Janeiro de 1923: Davis, o Ministro do Trabalho dos EUA, apóia a idéia de uma campanha nacional contra o perigo das drogas formadoras de vício.

11 de Janeiro de 1923: O New York Times publica o artigo "A Maconha É a Mais Nova Droga" e a firma que o Estado de Nova Iorque tem 50.000 dependentes.

05 de Janeiro de 1985: A Colômbia extradita quatro traficantes a Miami. Em poucos dias, os EUA ficam sabendo da "lista de jurados de morte" do cartel de Medellín, que inclui membros do consulado, suas famílias, homens de negócios dos EUA e jornalistas.

08 de Janeiro de 1990: O General Manuel Noriega é condenado por oito acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e estelionato e é condenado a 40 anos em prisão federal.

09 de Janeiro de 1996: Os agentes da DEA em Miami prendem Jorge Luis Cabrera, um doador de $20.000 ao Partido Democrata que comparecera a uma Festa de Natal da Casa Branca um ano antes. Ele foi preso com milhares de quilos de cocaína.

07 de Janeiro de 1997: A Câmara dos Deputados dos EUA vota 226 a 202 a favor de 25 mudanças no regimento interno da Câmara, inclusive a solicitação de exames em busca de consumo de drogas ilegais em deputados e seus empregados.

05 de Janeiro de 1998: Em um discurso feito às suas bases, o Presidente da Câmara Newt Gingrich (R- Geória) pede aos seus colegas políticos que aumentem enormemente os esforços antidrogas federais: "Agora, digam, o que é preciso para fechar a fronteira?" pergunta Gingrich. "O que é preciso para perseguir os narcotraficantes? O que é preciso, francamente, para aumentar o preço para os usuários de drogas?" Gingrich insta o Secretário Antidrogas Barry McCaffrey a traçar um "plano de batalha à II Guerra Mundial" para acabar com o consumo de drogas nos Estados Unidos.

08 de Janeiro de 1998: O Projeto da Câmara 196 do Mississippi do Dep. Bobby Moka (R-Comarca de Lincoln) propõe "A remoção de uma parte do corpo no lugar de outras sentenças impostas pelo tribunal por violações da Lei de Substâncias Controladas [Controlled Substances Law]”.

06 de Janeiro de 1999: Uma ação judicial aberta em Paris acusa Fidel Castro de tráfico internacional de drogas.

06 de Janeiro de 2001: O General Barry McCaffrey deixa o seu cargo como Diretor do Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (ONDCP)

Europa: O Apoio à Legalização da Maconha Anda em Baixa

Apenas cerca de um quarto dos adultos na Europa acha que a maconha deveria ser legal para o consumo pessoal, de acordo com uma pesquisa Eurobarômetro conduzida pela Comissão Européia. Na pesquisa de uns 29.000 moradores da União Européia, os pesquisadores descobriram que 26% dos adultos em toda a UE estavam prontos para legalizar a erva. O dado foi mais alto na Holanda, onde a venda de maconha nos cafés é ignorada pelas autoridades, mas, mesmo ali, o apoio à legalização não era a posição da maioria, chegando a 49%.

Em uma segunda seção de países, o apoio à legalização variou entre os 30% e os 40%, com a aprovação atingindo os 40% na Espanha, 32% na Grã-Bretanha e na República Tcheca e 30% na Irlanda. Do outro lado da balança, na Romênia, Suécia e Finlândia, menos de 10% dos pesquisados concordavam que a maconha deveria ser legalizada. Entre os demais países europeus, o apoio à legalização foi de 28% na Áustria, França e Itália, 27% em Portugal, 26% na Bélgica e de 19% na Alemanha.

Surpreendentemente, o apoio à legalização da maconha é mais baixo na Europa do que nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa Gallup de um ano atrás, 36% dos adultos estadunidenses favoreciam a legalização, com esse dado chegando aos 47% no Litoral Oeste.

De acordo com os autores do Eurobarômetro, que inclui mais de 40 perguntas sobre o apoio à União Européia e as condutas a respeito de várias questões sociais, "O alto nível de oposição à idéia de que o consumo pessoal de cannabis deva ser legalizado por toda a Europa proporciona mais provas de que os europeus acham que há tolerância demais atualmente".

América Latina: Soldados mexicanos ocupam Tijuana em combate ao tráfico

Nesta semana, mais de 3.000 soldados e policiais federais mexicanos foram despachados à cidade fronteiriça de Tijuana para combater o narcotráfico, anunciaram os funcionários mexicanos na terça-feira. No mesmo dia, comboios que continham centenas de policiais vestidos com coletes à prova de balas entraram na cidade, a sede de uma das organizações mais poderosas e violentas do narcotráfico no México, o cartel Arellano Félix.

A entrada em Tijuana, onde mais de 300 pessoas foram mortas na violência relacionada à proibição das drogas no ano passado, é o segundo golpe duro contra os cartéis de parte do novo presidente mexicano, Felipe Calderón. No mês passado, ele enviou mais de 7.000 soldados ao estado de Michoacán para erradicarem a maconha e a papoula e irem de encontro aos traficantes localizados ali.

"As operações nos permitirão restabelecer as condições mínimas de segurança em pontos diferentes do México para que possamos recuperar pouco a pouco as nossas ruas, os nossos parques e as nossas escolas", disse o presidente Calderón ao país em uma mensagem de Ano Novo na terça-feira.

"Levaremos a cabo todas as ações necessárias para retomarmos cada região do território nacional", disse o ministro do interior do México, Francisco Ramírez Acuña, em entrevista coletiva no mesmo dia. "Não permitiremos que nenhum estado seja refém dos narcotraficantes ou do crime organizado".

Ramírez Acuña acrescentou que a força de Tijuana incluirá 2.620 soldados, 162 marinheiros e 510 agentes da polícia federal. Eles estarão equipados com 28 botes, 21 aviões e nove helicópteros para tentarem esmagar o tráfico florescente em cocaína, maconha e metanfetaminas entre as fronteiras. Os soldados e a polícia patrulharão a costa, cuidarão dos pontos de identificação e caçarão os narcotraficantes procurados na transbordante Tijuana, que fica do outro lado da fronteira EUA-México saindo de São Diego.

A intervenção federal foi bem recebida pelo prefeito de Tijuana, Jorge Hank Rhon, o qual, sob ataque dos interesses dos negócios municipais, anunciou no fim do ano passado que ia colocar toda a corporação da polícia municipal sob investigação por corrupção relacionada às drogas. Nesta semana, Rhon disse aos repórteres em Tijuana que esperava que os soldados e a polícia federal trabalhassem com os policiais municipais - supostamente os que já foram checados - que está estabelecendo pontos aleatórios de identificação.

"Espero que isto transforme Tijuana em um lugar mais seguro", disse, enquanto negava que dispersão significa que a cidade está sendo militarizada.

Como o seu predecessor, Vicente Fox, o presidente Calderón está fazendo uma grande demonstração de perseguição dos tais cartéis, cujas batalhas sangrentas deixaram em torno de 2.000 mortos no ano passado. Mas, os golpes de Fox contra os cartéis, que eliminaram parte da sua liderança prévia, são o que levaram à violência sangrenta enquanto os cartéis se debatiam um com o outro para se reajustarem. Dada a natureza lucrativa do negócio e o apetite insaciável por drogas ilícitas ao norte da fronteira, há poucas provas para sugerir que o resultado será diferente desta vez.

América Latina: Senador Colombiano Pede Debate Sobre a Legalização das Drogas

Um senador colombiano está pedindo um debate urgente sobre as alternativas á proibição das drogas e não é só um senador. O Senador Juan Manuel Galán, do Partido Liberal da oposição, é filho de Luis Carlos Galán, que estava a semanas de alcançar a presidência colombiana quando foi morto pelos assassinos do Cartel de Medellín de Pablo Escobar em 1990.

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Juan Manuel Galán
Chegou a hora de um debate sobre a legalização das drogas no Congresso, disse Galán à Associated Press em entrevista concedida no dia 28 de dezembro. "A abordagem repressiva atual contra o narcotráfico não funcionou apesar das enormes quantidades de sangue que os colombianos derramaram", disse Galán. "Chegou a hora de examinar as diferentes opções, em conjunto com outros países produtores de drogas, como forma de quebrar a espinha dos narcotraficantes".

O porte de drogas já é legal na Colômbia segundo uma decisão da Corte Constitucional da Colômbia, mas o cultivo de plantas das quais se extraem as drogas - a coca, as papoulas e a maconha - é ilegal, assim como o tráfico de drogas. O país recebeu mais de $4 bilhões em auxílio estadunidense - em sua maioria militar - para derrotar o narcotráfico, sem causar um impacto considerável nele. Apesar da tremenda campanha de erradicação com a fumigação de herbicidas que objetivava a coca no ano passado, o governo dos EUA admite que a quantidade de terra dedicada ao cultivo cresceu 26% neste ano.

Embora outros políticos colombianos tenham tocado no assunto antes, Galán traz uma estatura particular por causa da alta estima que os colombianos têm pelo pai dele. Inimigo dos cartéis, Luis Carlos Galán foi morto como parte de uma campanha de Escobar para aterrorizar o establishment político colombiano a fim de impedir a sua extradição para os EUA. O próprio Escobar foi morto em 1993, mas então, dúzias de figuras políticas, juízes, policiais e jornalistas haviam sido mortos pelos assassinos do cartel.

O Galán pai aprovaria a posição do filho dele, disse Juan Manuel Galán. "Acho que duas décadas depois, vendo o impacto violento do narcotráfico, ele não ficaria fechado a novas idéias sobre como dar um golpe final nos narcotraficantes". Embora os Estados Unidos provavelmente se oponham à discussão, disse Galán, "a Colômbia tem a autoridade moral para liderar este debate em escala internacional. Duas décadas metidos na guerra às drogas e continuamos tendo máfias ilegais que espalham a violência por todo o país, continuamos tendo guerrilhas, continuamos tendo paramilitares", disse Galán. "E, apesar de tudo, não há solução real em vista para o problema".

Mas, o governo conservador do presidente Álvaro Uribe é inalteravelmente contrário à legalização e até agora o próprio Partido Liberal de Galán não respaldou o seu pedido de debate no Congresso.

Proibição das Drogas: Promotor de Vermont Pede "Negociações de Paz" na Guerra Contra as Drogas e Consideração de Abordagem de Saúde Pública

Em um artigo de opinião publicado na quinta-feira no Rutland Herald, o Promotor da Comarca de Windsor de Vermont, Robert Sand, pediu "negociações de paz" na guerra contra as drogas. Ao invés de declarar vitória ou derrota, "chegou a hora de idear uma estratégia de saída inteligente, uma que inclua a consideração de uma abordagem regulada de saúde pública às drogas no lugar do nosso modelo atual de justiça criminal".

A abordagem atual às políticas de drogas, com a sua forte confiança na repressão legal "pode até ser contraproducente para a segurança pública e pessoal", escreveu Sand. A proibição das drogas engendra três formas de violência, observou - a violência estrutural (isto é, batalhas armadas para resolver as disputas de negócios), a violência aquisitiva (isto é, dependentes recorrendo ao roubo para arcarem com os preços excessivos do mercado negro para as drogas) e, em um grau muito menor, a violência biofarmacêutica (isto é, as pessoas que ficam altas e atacam os demais).

De acordo com Sand, qualquer inquérito das políticas de drogas deve responder cinco perguntas críticas:

  • Se falamos sério sobre lidarmos com a dependência química, por que tratamos os dependentes como criminosos?
  • Dada a natureza viciante e perigosa de certas drogas, por que deixamos que os criminosos controlem a distribuição delas (criminosos com interesse financeiro em achar novos clientes e manter viciados os demais)?
  • Por que recusar uma abordagem reguladora às drogas, mas regular o álcool e o tabaco, duas substâncias viciantes e perigosas?
  • Se uma abordagem reguladora aumentasse os custos da saúde, esses custos seriam mais do que superados pelas economias no sistema de justiça criminal?
  • Se a nossa abordagem atual está funcionando, por que os índices de consumo de drogas, potência, detenções e encarceramento aumentam e não caem enquanto os gastos na repressão têm subido?

Sand também sugeriu que uma abordagem reguladora às drogas atualmente ilegais pode resultar em menos consumo de drogas de parte dos adolescentes, citando jovens que dizem que é mais fácil obter maconha do que álcool. Ao afastar-se da proibição à regulação, o efeito do "fruto proibido" também seria reduzido, argumentou Sand.

O interesse na mudança das políticas de drogas deveria cruzar as linhas partidárias, sugeriu Sand. "A reforma das políticas de drogas deveria recorrer a um espectro político amplo. A reforma nos permitiria lidar com os dependentes com mais compaixão e eficácia. Tiraria o governo das escolhas privadas dos adultos e podia resultar em economias consideráveis ao reduzir os gastos na justiça criminal e nas correções. Sugerir que propor a reforma é equivalente a 'ser indulgente com as drogas' é reduzir uma questão altamente complexa a um bordão unidimensional. Podemos e devemos ter mais consideração do que isso".

Enfim, Sand discutiu que a mudança precisa acontecer tanto no nível estadual quanto no federal. Observando que o estado, representado em Washington pelos Senadores Patrick Leahy (D) e Bernard Sanders (I) e o Deputado Peter Welch (D), tem alguma influência no novo Congresso, Sand instou a delegação a influenciar a mudança nas políticas de drogas. "Mesmo se os cidadãos de Vermont procurassem uma nova abordagem atrevida e corajosa às políticas de drogas", notou, "o governo federal poderia tentar sufocar a inovação. Os estados e o governo federal devem tentar trabalhar em conjunto nestas questões".

Os promotores municipais são o bastião da guerra contra as drogas. Só um punhado se pronunciou contra ela. Vamos esperar que a posição de Sand desencadeie um dilúvio deles.

Maconha Medicinal: Mercado Florescente da Califórnia Oferece Receita Considerável, Descobre Relatório

A maconha medicinal é um negócio bilionário na Califórnia, de acordo com um novo relatório, e o balanço do estado pode melhorar enormemente se fosse taxada como os demais medicamentos ervais. O relatório, "Revenue and Taxes from Oakland's Cannabis Economy” [Ingressos e Impostos da Economia da Cannabis de Oakland], foi preparado para o Comitê de Supervisão da Medida Z dessa cidade pelo diretor da NORML Califórnia, Dale Gleringer, e o membro da diretoria da Oakland Civil Liberties Alliance, Richard Lee.

Embora o relatório se concentrasse em Oakland, que tem presenciado a tremenda queda dos ingressos da maconha medicinal e dos impostos derivados deles desde que a cidade endureceu as regras sobre os dispensários nos últimos anos, também examinou os dados estaduais e federais para fazer um retrato do tamanho da indústria da cannabis terapêutica em todo o estado. De acordo com os dados, os pacientes de maconha medicinal do estado estão consumindo atualmente algo entre $870 milhões e $2 bilhões em erva ao ano. Isso se traduziria em algo entre $70 milhões e $120 milhões em arrecadação de impostos sobre as vendas no estado, estimaram os autores.

Mas, atualmente, o tesouro estadual não está recebendo nada que se aproxime disso porque muitos dispensários não pagam impostos sobre as vendas nem mantêm outros registros que possam ser usados contra eles em uma investigação federal. Outros dispensários e grupos de pacientes debatem que os coletivos e cooperativas sem fins lucrativos deveriam ser isentos de impostos.

O estudo estimou o número de pacientes de maconha medicinal da Califórnia em entre 150.000 e 350.000. Não há dados firmes, porque diferentemente de muitos outros estados com maconha medicinal, não há registros abrangentes e estaduais dos pacientes. Aqueles pacientes fumam cada um cerca de trinta gramas de maconha por ano.

Os pacientes de maconha medicinal respondem por cerca de 10% dos usuários de maconha da Califórnia, descobriu o estudo, sugerindo que a arrecadação de impostos de um mercado legal de maconha recreativo chegaria à casa dos bilhões de dólares todos os anos. O estado está gastando atualmente cerca de $160 milhões ao ano para deter, processar e prender os infratores da legislação antimaconha e não arrecada nenhum imposto das vendas recreativas.

Os funcionários estaduais têm uma responsabilidade fiduciária com os cidadãos que representam. Este relatório deixa claro como os funcionários da Califórnia estão se evadindo dessa responsabilidade.

Maconha: Juíza Descarta Defesa Religiosa em Caso de Maconha do Arizona e Diz que os Réus Carecem de Crença "Sincera"

No dia 22 de dezembro, uma juíza federal decidiu que os fundadores de uma igreja do Arizona que usa a maconha como sacramento devem ser julgados por acusações de tráfico de maconha apesar de suas afirmações de serem protegidos segundo a Lei de Restauração da Liberdade de Credo [Religious Freedom Restoration Act]. Isso significa que Dan e Mary Quaintance, fundadores da Igreja da Cognição, enfrentam um julgamento no dia 16 de janeiro por acusações relacionadas a uma apreensão de 78kg de maconha no Novo México. Cada um pode pegar até 40 anos de prisão.

Há dez meses, em um caso que opunha a Lei de Restauração da Liberdade de Credo à Lei de Substâncias Controladas [Controlled Substances Act], a Suprema Corte sustentou o direito de uma igreja do Novo México a usar uma substância controlada como sacramento. Os Quaintance citaram o caso procurando derrubar as acusações levantadas contra eles. Mas, a Juíza Distrital dos EUA em Albuquerque, Judith Herrera, se recusou a dispensar as acusações contra o casal, dizendo que as crenças religiosas deles não eram "sinceras" e que eles tinham "adotado a sua crença religiosa na cannabis como sacramento e deidade a fim de justificarem a sua escolha de estilo de vida de usar maconha".

"Ela não entende completamente a nossa doutrina", disse Dan Quaintance à Associated Press depois da decisão. "Isto é muito incômodo para os membros da nossa igreja. Foi um presente de festas e tanto. Normalmente, teríamos compartilhado a erva com os nossos amigos e correligionários no Natal", disse Quaintance. "Ao invés disso, recebemos presentes. Nos sentimos um tanto vazios... O que está acontecendo conosco é uma clara violação da Constituição dos Estados Unidos. É lógico que somos sinceros".

A Igreja da Cognição foi fundada em 1991 e entrou com uma declaração de "sentimento religioso" junto às autoridades municipais em 1994. De acordo com os Quaintance, a igreja tem 40 ou 50 membros no Arizona e um número desconhecido por todo o país. O lema da igreja é: "Com boas idéias, boas palavras e boas ações, honramos a maconha; como a professora, a provedora, a protetora".

O casal continua em liberdade sob fiança no lar deles perto de Pima, Arizona, enquanto aguarda o julgamento. Eles se afastaram como líderes da igreja.

Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana

A Crônica da Guerra Contra as Drogas pode ter tirado uma folga de uma semana, mas os policiais corruptos não fizeram o mesmo. Há Desavença contínua pela apreensão do gabinete do xerife da Comarca de Henry, Virgínia em outubro, outro policial do Tennessee era o intermediário dos narcotraficantes, um funcionário de Imigrações foragido há muito e, é lógico, um par de agentes penitenciários levando contrabando aos presos. Vamos ao que interessa:

Em Roanoke, Virgínia, dois ex-auxiliares do xerife da Comarca de Henry se confessaram culpados de acusações de fazerem parte de uma quadrilha para vender drogas confiscadas a narcotraficantes. O ex-Auxiliar James Alden Vaught se confessou culpado de estelionato, enquanto que o ex-Auxiliar David Allan King se confessou culpado de estelionato e formação de quadrilha relacionada com as drogas. Ambos estavam entre 20 pessoas, inclusive o Xerife da Comarca de Henry, H. Franklin Cassell, e mais 12 de seus ajudantes, os quais foram indiciados em outubro. O Xerife Cassel já admitiu que foi acusado de fazer vista grossa enquanto os seus auxiliares vendiam as drogas apreendidas nas investigações, assim como outras más ações. King pode pegar até 40 anos de prisão e Vaught até 20, mas as sentenças deles dependerão de quanto cooperam com o governo nos casos contra os seus colegas. Enquanto isso, outro ex-auxiliar da Comarca de Henry foi indiciado no caso. O ex-Auxiliar Robert Keith Adams foi acusado primeiro de fazer declarações falsas, mas foi atingido com uma nova incriminação de seis acusações no dia 21 de dezembro. Adams supostamente sabia que Vaught roubara dois quilogramas de cocaína e $40.000 em espécie, mas ao invés de entregá-lo, exigiu $20.000. Ele é acusado de ocultar um crime, tentativa de obstruir um procedimento oficial ao encorajar uma testemuna em potencial a reter e/ou apresentar provas falsas aos investigadores federais, dar falsas declarações e tentar induzir os investigadores federais ao erro.

Em Nashville, um oficial da polícia municipal foi indiciado por um júri federal no dia 21 de dezembro por usar o cargo dele para ajudar o seu sobrinho a distribuir cocaína. O Oficial Ernest Cecil, 49, com 15 anos de serviços prestados, enfrenta acusações de formação de quadrilha para distribuir mais de cinco quilogramas de cocaína, porte com a intenção de distribuir mais de 500 quilogramas de cocaína, brandir arma de fogo durante um crime de narcotráfico e roubo em violação da Lei Hobbs [Hobbs Act], uma lei federal que proíbe a extorsão que afeta o comércio interestadual. Cecil foi detetive do departamento de narcóticos de 1997 a 2004. Ele é acusado de, entre outras coisas, proteger a operação de tráfico de drogas do seu sobrinho ao avisá-lo sobre as investigações da polícia.

Em El Paso, um ex-funcionário do Serviço de Imigração e Naturalização foragido foi capturado no dia 22 de dezembro. José Trinidad Carrillo fora condenado por formação de quadrilha para importar maconha, favorecimento da importação de maconha e suborno de funcionário público em 1994, mas fugiu para o México. Ele voltou à área de El Paso em uma data desconhecida e alguém avisou os agentes federais que ele estava por aí. Eles o prenderam sem nenhum incidente, embora estivesse armado. Carrillo estava portando uma identidade falsa quando foi detido.

Em Indianápolis, uma agente penitenciária da Cadeia Municipal de Marion foi presa no dia 24 de dezembro por tentar contrabandear maconha e cigarros para dentro da cadeia. Tacaria Eskew foi presa depois que os supervisores carcerários disseram à polícia que ela recebeu um pacote que continha 20 cigarros e dois saquinhos de maconha escondidos dentro de embalagens de comida. Eskew disse ao Indianapolis Star que armaram para ela e que não sabia quem lhe mandara o pacote.

Em Albermarle, Carolina do Norte, uma guarda da Cadeia Distrital de Albemarle foi presa no dia 22 de dezembro sob acusações de contrabandear drogas para dentro da cadeia. Ryan White, 25, trabalhara na cadeia durante cerca de seis meses quando foi detida. Ela portava as drogas prescritíveis Flexaril e Darvocet quando aconteceu a apreensão. Ela foi acusada de porte com intenção de vender/distribuir uma substância controlada de classe IV, porte de substância controlada em uma prisão e de dar substância controlada a um interno. Todas são acusações criminais. White foi solta sob fiança não garantida de $10.000.

Recurso: Guia de Exibição Disponível para o Vídeo “Waiting to Inhale”

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Muitos leitores da DRCNet pediram cópias de Waiting to Inhale [Esperando para Inalar], um novo documentário importante sobre o movimento para legalizar o consumo de maconha.

Os produtores de Waiting to Inhale criaram um Guia de Exibição e Discussão para cidadãos motivados que queiram usar o vídeo para espalharem a mensagem e estimularem a discussão e o debate. Um versão em PDF do Guia está disponível na rede aqui (em inglês).

Se você ainda não pediu a sua cópia de Waiting to Inhale, pode solicitá-la da DRCNet com uma doação de $30 ou mais – visite a nossa página eletrônica de doação para fazer uma doação eletrônica ou para imprimir um formulário com o intuito de mandá-lo junto com o seu cheque pelo correio. Obrigado por participar deste esforço importante.

Anúncio: Agora os Feeds de Agregação de Conteúdo da DRCNet Estão Disponíveis para a SUA Página!

Você é fã da DRCNet e tem uma página que gostaria de usar para difundir a mensagem com mais força do que um único link ao nosso sítio pode conseguir? Temos o prazer de anunciar que os feeds de agregação de conteúdo da DRCNet estão disponíveis. Tanto se o interesse dos seus leitores está na reportagem investigativa quanto na Crônica da Guerra Contra as Drogas, o comentário corrente nos nossos blogs, a informação sobre subtópicos específicos da guerra às drogas, agora podemos dar-lhes códigos personalizáveis para que você os ponha nos lugares adequados no seu blog ou página e atualizem automaticamente os links ao conteúdo de conscientização da DRCNet.

Por exemplo, se você for um grande fã da Crônica da Guerra Contra as Drogas e acha que os seus leitores tirariam benefícios dela, pode ter as manchetes da última edição, ou uma porção delas, aparecendo e atualizando-se automaticamente quando sair cada nova edição.

Se a sua página é dedicada às políticas de maconha, pode publicar o nosso arquivo temático, com links a todos os artigos que publicamos na nossa página acerca da maconha – os artigos da Crônica, as publicações nos blogs, a lista de eventos, links a notícias externas e mais. O mesmo vale para a redução de danos, o seqüestro de bens, a violência do narcotráfico, os programas de troca de seringas, o Canadá, as iniciativas eleitorais, quase cem tópicos diferentes que rastreamos correntemente. (Visite o portal da Crônica, na coluna direita, para ver a lista atual completa.)

Se você gosta especialmente da nossa nova seção do Bar Clandestino, há conteúdo novo todos os dias lidando com todas as questões e você pode colocar links a essas publicações ou a subseções do Bar Clandestino.

Clique aqui para ver uma amostra do que está disponível - por favor, note que a extensão, a aparência e demais detalhes de como isso aparecerá na sua página podem ser personalizados para se adequarem às suas necessidades e preferências.

Por favor, note também que ficaremos felizes em fazer-lhe mais permutas do nosso conteúdo disponível sob pedido (apesar de não podermos prometer o cumprimento imediato de tais solicitações já que, em muitos casos, a oportunidade dependerá da disponibilidade do nosso web designer). Visite o nosso Mapa do Sítio para ver o que está disponível atualmente – qualquer feed RSS disponível ali também está disponível como feed de javascript para a sua página (junto com o feed da Crônica que não aparece ainda, mas que você já pode encontrar na página de feeds relacionada acima). Experimente o nosso gerador automático de feeds aqui.

Entre em contato conosco se quiser assistência ou informe-nos sobre o que está relacionando e aonde. E obrigado de antemão pelo seu apoio.

Cânhamo: DEA Gastou $175 Milhões Erradicando Plantas de Cânhamo Selvagem que Não Inebriam

Nas duas últimas décadas, a Administração de Repressão às Drogas (DEA) gastou pelo menos $175 milhões em gastos e subvenções diretas aos estados para erradicar as plantas de cânhamo selvagem, conhecidas popularmente como “erva ruim”. As plantas, descendentes resistentes das plantas de cânhamo cultivadas pelos agricultores na solicitação do governo federal durante a II Guerra Mundial não contêm THC suficiente, o principal ingrediente psico-ativo na maconha, para inebriar as pessoas.

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gráfico de Jon Gettman para a Vote Hemp
De acordo com os dados do Programa de Erradicação/Supressão da Cannabis Doméstica da DEA, ela confiscou ou destruiu 4,7 bilhões de plantas de cânhamo selvagem desde 1984. Isso está em contraste com os 4,2 milhões de plantas de maconha que confiscou o destruiu durante o mesmo período. Em outras palavras, 98,1% de todas as plantas erradicadas sob o programa eram erva ruim, da qual observa-se popularmente que “dá para fumar um baseado do tamanho de um poste e tudo o que se consegue é uma dor de cabeça e uma garganta inchada”.

Embora a DEA esteja gastando milhões de dólares do contribuinte, inclusive $11 milhões em 2005, para suprimir as plantas de cânhamo, os agricultores no Canadá e nos países europeus estão ganhando milhões cultivando cânhamo para consumo em uma ampla variedade de alimentos, roupas e outros produtos. Os fabricantes dos produtos do cânhamo nos Estados Unidos devem importar o seu cânhamo dos países com políticas mais esclarecidas.

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gráfico de Jon Gettman para a Vote Hemp
“É orwelliano que o maior alvo do Programa de Erradicação da DEA não seja uma droga, mas uma planta útil para tudo, de alimentos e roupas a autopeças, e que atualmente deve ser importada para suprir uma indústria de $270 milhões”, disse Eric Steenstra, presidente da Vote Hemp, um grupo que faz pressão pelo crescimento da aceitação da planta versátil. “Embora a Vote Hemp tenha instado a DEA a reconhecer a diferença entre o cânhamo e a maconha para que os agricultores possam cultivá-la aqui, a agência federal está gastando milhões de dólares para destruir centenas de milhões de plantas de cânhamo inofensivas”.

Os funcionários da DEA argumentam regularmente que não há diferença entre cânhamo e maconha, mas as suas próprias estatísticas desmentem essa afirmação. Em seus relatórios sobre o programa de erradicação doméstica, a agência distingue claramente entre erva ruim e “maconha cultivada”.

Não só o programa de erradicação da erva ruim é um desperdício de dinheiro, pode até ser contraproducente, disse o coordenador de contato nacional da Vote Hemp, Tom Murphy. “Acredita-se que grande parte da erva ruim erradicada é queimada, convertendo uma planta consumidora de carbono em um contribuinte de gases prejudiciais à Camada de Ozônio”, disse Murphy em uma nota à imprensa pós-Natal. “Apesar de todo o esforço para encontrar e destruir essas plantas inofensivas de cânhamo selvagem, elas voltam ano após ano. É provável que os programas de erradicação ajudem a semear novamente os locais em que a erva ruim é encontrada. A oportunidade do fim do verão e os métodos de remoção fazem com que inumeráveis sementes maduras caiam no chão de onde brotarão de novo no ano que vem”.

Assim é empregado o dinheiro dos seus impostos.

Matéria: Dilema do Ópio Afegão Dá Origem a Novos Pedidos de Desenvolvimento Alternativo, “Normalizando” a Papoula

Com o cultivo de papoulas do Afeganistão alcançando níveis recordes no ano passado e aparentemente destinado a repetir o desempenho neste ano, legisladores e funcionários em ambos os lados do Atlântico estão buscando soluções inovadoras. Ou pelo menos alguns deles estão. Aparentemente privados de novas idéias, a linha oficial do governo dos EUA é a de que a solução é erradicar o máximo possível do cultivo com herbicidas, como anunciou o secretário antidrogas John Walters em Cabul há duas semanas.

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espécimes talhados de papaver (papoulas)
Embora o governo afegão do Presidente Hamid Karzai tenha endossado a noção – apesar de ainda não ter entrado em vigor -, o fez com muita relutância, sabendo que a erradicação enfurecerá centenas de milhares de agricultores pobres que dependem da colheita da papoula para alimentar as famílias deles. Como o governo Karzai sabe muito bem, agricultores de papoulas bravos significam tempo ruim para o governo e tempo bom para o ressurgente Talibã, que aguarda os cultivadores prejudicados de braços abertos.

Mas, embora o governo estadunidense e um governo afegão de má vontade estejam adotando as táticas padrões da guerra às drogas, a situação no Afeganistão criou o espaço político para a ponderação de outras soluções. Algumas, como as propostas de desenvolvimento alternativo, são quase uma resposta tão usada quanto a da erradicação, enquanto que outras, inclusive vários esquemas para legitimar o cultivo de papoulas, representam uma ruptura com o consenso proibicionista global.

Desenvolvimento alternativo – a substituição das papoulas por outros cultivos lucrativos e a criação de novas atividades econômicas – é a solução predileta de uma série de acadêmicos e de organizações não-governamentais, bem como da comunidade internacional representada pelas Nações Unidas e o Banco Mundial. Em um relatório altamente detalhado sobre a economia do ópio afegão lançado no fim de novembro, o Banco Mundial pediu uma estratégia antinarcóticos “esperta” que conte tanto com o desenvolvimento alternativo quanto com a ação de repressão legal contra o tráfico, mas mesmo enquanto fazia isso, sublinhava que o desenvolvimento alternativo seria uma solução de longo prazo – não de curto prazo.

“Uma estratégia antinarcóticos ‘esperta’ será essencial para a eficácia e a sustentabilidade da luta contra as drogas”, observou o relatório. “A diversidade, flexibilidade e caráter dinâmico da indústria das drogas têm sido amplamente demonstrados recentemente. Deve-se reconhecer que os esforços antinarcóticos – sejam ações repressivas, seja o desenvolvimento dos sustentos alternativos – inevitavelmente não podem ser tão espertos nem tão rápidos quanto as atividades contra as quais se dirigem e inevitavelmente tomam tempo, medido em décadas em vez de anos em caso de programas de sustentos alternativos”.

Mas, faltam provas de que uma estratégia antinarcóticos “esperta” esteja sendo implementada. Como observou o acadêmico sobre o Afeganistão, Barnett Rubin, em um artigo recente na Foreign Affairs, o governo dos EUA não consolidou os ganhos que teve com uma pequena redução na área cultivada em 2005. “Apesar de que a diminuição fosse devida quase totalmente à persuasão política dos agricultores pelo governo, os Estados Unidos não entregaram os sustentos alternativos que os agricultores esperavam e continuaram pressionando o governo afegão a tomar parte no sustento dos cultivadores de papoulas”.

O problema do apoio ao desenvolvimento alternativo não está limitado às comunidades isoladas que cultivam a papoula, notou Barnett. “Como numerosos estudos documentaram durante todos estes anos, o Afeganistão não recebeu os recursos necessários para estabilizá-lo. Os comandantes militares internacionais, que confrontam os resultados desta pobreza todos os dias, estimam que Washington deve dobrar os recursos que dedica ao Afeganistão. Carências de suma importância incluem a aceleração da construção de estradas, a compra de óleo diesel para a produção imediata de energia elétrica, a expansão de comprar de eletricidade entre as fronteiras, o investimento em projetos hidráulicos para melhorar a produtividade da agricultura, o desenvolvimento da infra-estrutura para a exploração de minérios e um programa enorme de construções para os setores público e privado”.

E esse é o impasse de eliminar a papoula através do desenvolvimento alternativo. Embora a falta de estradas, de energia elétrica e de outra infra-estrutura para o desenvolvimento dificulte a decolagem, isso sem falar do desenvolvimento alternativo sustentável, a economia do ópio, com a sua hostilidade para com a interferência do governo central e do Ocidente e a sua aliança de facto com os insurgentes e os matadores mercenários, torna a criação de tal infra-estrutura crucial do desenvolvimento quase impossível. Na verdade, em vista de um Talibã revitalizado, algumas das organizações não-governamentais que trabalham com o desenvolvimento alternativo saíram das regiões que cultivam a papoula.

Rubin é um duro crítico das políticas antinarcóticos estadunidenses no Afeganistão, observando que os EUA ignoraram a princípio o tráfico dos caudilhos que queriam como aliados, então, enquanto o alvoroço sobre o aumento da produção de papoulas ficava mais barulhento, pediu a erradicação do cultivo. “Para os afegãos”, escreveu, “esta política tem se parecido a uma maneira de recompensar os ricos narcotraficantes enquanto se punem os agricultores pobres”.

Após observar que o regime atual da proibição global não reduz o consumo de drogas, senão rende enormes lucros aos criminosos, insurretos armados e funcionários corruptos do governo, Rubin recomenda lidar com o problema da papoula como questão de segurança e desenvolvido. Mas então, voltamos ao impasse. Porém, ele faz certas recomendações concretas: “O desenvolvimento rural tanto nas áreas que cultivam a papoula quanto nas que não a cultivam, inclusive a construção de estradas e de instalações com refrigeração para tornar os demais produtos vendáveis, a criação de empregos através do desenvolvimento de novos setores rurais; e a reforma do Ministério do Interior e dos demais corpos governamentais para desenraizar dados importantes envolvidos com os narcóticos, apesar das relações políticas ou familiares”.

Mas, a expansão contínua da economia da papoula afegã, combinada com o ressurgimento do Talibã e de seus aliados da Al Qaeda e a necessidade de que soldados dos EUA e da OTAN combatam e morram tentando detê-los, levaram a pedidos crescentes de uma abordagem que transcende tanto a repressão quanto o desenvolvimento alternativo. Recentemente, nos últimos dias, um congressista estadunidense e um parlamentar britânico pediram separadamente o desvio da papoula para o mercado medicinal legítimo de analgésicos opiáceos.

O instituto de consultoria europeu em políticas de drogas e defesa, o Conselho Senlis, foi o primeiro a dar o seu apoio à noção, revelando uma proposta abrangente para isso. Mas, essa proposta conseguiu pouca tração até agora, granjeando o apoio de apenas um punhado de políticas ocidentais. Mas, os temores crescentes no Ocidente de que tentativas de erradicar o cultivo levem ao aumento da instabilidade política e à violência ao voltarem os agricultores afegãos para os braços do Talibã parecem estar conduzindo a uma nova receptividade à noção – ou a algo similar.

Aqui nos EUA, o Dep. Russ Carnahan (D-MO) disse na semana passada que usaria a sua cadeira recém-adquirida no Comitê de Relações Internacionais na Câmara para levantar a questão neste mês. “Não dá simplesmente para cortar as papoulas porque elas são o sustento da gente que mora ali”, disse Carnahan. “Mas, dar-lhes mercados alternativos legais para a medicação analgésica é uma maneira de ajudar a diminuir essa oferta de heroína”.

Carnahan citou as experiências bem-sucedidas da Turquia e da Índia no início dos anos 1970, quando os funcionários estadunidenses estavam preocupados com uma onda crescente de heroína extraída dos cultivos de papoulas desses dois países. Os funcionários no governo Nixon redigiram um tratado que desbaratou a ameaça ao permitirem à Turquia e à Índia que vendessem os seus cultivos para fazerem analgésicos como parte de suas economias legítimas. Carnahan também está explorando a idéia de usar papoulas alteradas e sem morfina que contenham tebaína, as quais podem ser transformadas em uma série de compostos terapêuticos, inclusive a oxicodona, oximorphon, naltrexona e buprenorfina. As papoulas alteradas que produzem a tebaína são a variedade que é usada na Austrália, onde são cultivadas sob autorização para o mercado medicinal.

“A idéia de criar um mercado para a papoula livre da morfina vale muito a pena e precisa ser ponderada cuidadosamente”, disse Toni Kutchan, bioquímica no Centro de Ciências da Planta Donald Danforth em São Luiz. “Isso não deveria ser deixado de fora da discussão por um reflexo contrário”.

“Certamente gostaria de ver um estudo sobre a sua factibilidade”, disse James Dobbins, diretor do Centro de Segurança Internacional e Políticas de Defesa na Corporação RAND. “Eu acho sim que o esforço estadunidense e internacional é, na melhor das hipóteses, uma espécie de paliativo que não pode causar mais do que um impacto marginal”.

“Eu acho que o governo deveria pensar seriamente em tentar implementar esse tipo de programa”, disse o Dr. Charles Schuster, ex-diretor do Instituto Nacional de Abuso Químico. As políticas estadunidenses atuais “nunca vão ser a solução para isto”, ele acrescentou.

Porém, o antigo funcionário do Departamento de Estado que dirige os esforços dos EUA para combater o tráfico de drogas afegão zombou disso. Tom Schweich disse que a idéia não era “nada realista”. Em troca, aconselhou mais do mesmo. “Na verdade, é preciso mantê-la ilegal e erradicá-la”, disse Schweich.

Enquanto isso, um parlamentar britânico estava pedindo na semana passada que o governo britânico comprasse as papoulas afegãs e as usasse em redor do mundo para o alívio da dor. O Parlamentar de South West Beds, Andrew Selous, perguntou à Câmara dos Comuns, por que não? “Por que, visto que a heroína pode ter usos medicinais legítimos, não podemos comprar a heroína afegã e usá-la em redor do mundo para o alívio da dor? Isso a impediria de inundar este país ilegalmente. Precisamos pensar seriamente nessa questão”.

Selous citou os assassinatos das cinco prostitutas viciadas em Ipswich no mês passado. “Li as biografias das mulheres que foram tão brutal e horrivelmente assassinadas e não posso ter sido o único a ficar consternado com o fato de que todas eram viciadas em heroína”, disse. “Esse é um problema que afeta todos os nossos constituintes – não há nenhum parlamentar que não tenha um problema com a heroína nas suas bases. Como sabemos que 90% da heroína no Reino Unido vêm do Afeganistão e que temos uma enorme presença militar lá, é extraordinário que não possamos fazer mais para determos a papoula que acaba aqui”.

Embora o governo Bush esteja fazendo pressão por medidas mais duras e erradicação química dos cultivos e a ONU, o Banco Mundial e alguns acadêmicos estejam defendendo estratégias intensificadas de desenvolvimento e construção do estado como adjunto ou alternativa, o coro de críticos que procuram uma maneira melhor de arranjar as coisas está crescendo.

Editorial: Reide vs. Reide

As imagens da guerra no Iraque viraram uma visão diária nas redes de notícias da tevê a cabo. Um dos segmentos que recorreram nesta semana foi uma fita de soldados estadunidenses entrando à força em uma casa, supostamente em busca de insurgentes ou outros perpetradores da violência terrorista.

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David Borden
Apesar de que a imagem fosse transmitida apenas como segundo plano para a discussão dos repórteres sobre a situação política dos EUA, ela saltou à minha vista.

O que me chamou a atenção era a maneira cuidadosa com que os soldados faziam o trabalho deles. Com uma força cuidadosamente medida eles abriram a porta, ficaram de lado, olharam com cautela e só então entraram – com armas empunhadas, é lógico, mas lenta e cuidadosamente.

Isso chamou a minha atenção pelo forte contraste que tinha com a forma que as equipes paramilitarizadas da “SWAT” conduzem as operações aqui nos EUA. Originalmente, as equipes da SWAT foram criadas como unidades seletas para serem usadas em situações emergenciais de alta intensidade – seqüestros, disparos, esse tipo de coisa. Elas eram dispersas alguns milhares de vezes por ano, mas, agora, o número anual gira em torno de 40.000. De acordo com "Overkill”, um relatório lançado no ano passado pelo Instituto Catão, a grande maioria de dispersões da SWAT são para serviços rotineiros de mandados de busca em casos menores de drogas.

Tipicamente, ou pelo menos comumente, as equipes da SWAT não mostram o tipo de cuidado e moderação que os nossos soldados no Iraque mostraram quando entraram naquele imóvel. Ao invés disso, vemos freqüentemente os oficiais da SWAT vestidos de preto derrubando rapidamente a porta, entrando depressa e gritando, atirando bombas de impacto moral e apontando armas contra as cabeças de adultos, crianças e animais confusos e desorientados, os quais foram infelizes o suficiente para estarem em casa quando isso acontecia. Os reides tendem a ser feitos de madrugada ou em plena noite, para aumentar a desorientação e a confusão. Lógico, com isto também aumentando o trauma, mesmo quando ninguém acaba ferido fisicamente.

Como é de se esperar, a crítica destas táticas pode ficar intensa. Muitos defensores da polícia os defendem com igual intensidade. Entre os principais argumentos está o de que a polícia precisa usar estas táticas, porque algumas pessoas lá dentro são criminosos perigosos, que terão mais chances de sacar as armas deles e atirar se não o fizerem. Um dos contra-argumentos é o de que tais táticas tendem a intensificar as situações – a maioria das quais na verdade começa sim como uma operação rotineira e inócua – em algo mais tenso, mais chocante, com mais probabilidade de acabar em tragédias desnecessárias.

Tragédias como o assassinato da octogenária Kathryn Johnston pela polícia de Atlanta no ano passado. Quando a polícia tomou o apartamento dela de assalto, Johnston, incapaz de raciocinar com ponderação nos escassos segundos disponíveis que os invasores armados, barulhentos e súbitos do seu lar eram em realidade apenas policiais que não queriam machucá-la, sacou uma arma dada a ela pela sua sobrinha para sua proteção no bairro barra-pesada em que morava e abriu fogo. Ela feriu três dos invasores (quero dizer, oficiais de paz), antes que eles pudessem atirar nela e matá-la. Obviamente, as táticas da SWAT não produziram um resultado favorável neste caso, nem para Johnston nem para os mesmos oficiais. É lógico, eles estavam com o endereço errado, não encontraram droga nenhuma ali e tudo estava baseado na palavra não-corroborada de um informando anônimo e remunerado. Vários indícios de improbidade policial foram divulgados na mídia desde então, uma por uma contradizendo as declarações feitas pelos porta-vozes do departamento pressionados para esconderem a tremenda culpa que o departamento merece.

Então, voltamos aos nossos soldados em Bagdá, aqueles naquele vídeo, que apesar do grande perigo de sua situação demonstravam tanto cuidado quando entravam na casa de um insurgente suspeito, que apesar da possibilidade muito real de que alguém lá dentro tentaria atirar neles ou explodi-los. Tenho certeza de que as coisas deram errado a respeito da conduta dos soldados estadunidenses em muitas ocasiões, porque isso está incrustado na natureza da guerra. Mas, também entendo que a maneira pela qual estes soldados em particular lideram com este reide é na verdade o que se esperava deles e que isso é o que os nossos soldados costumam fazer.

Então, acho difícil aceitar o argumento da polícia de que eles têm que usar as táticas paramilitares em reides antidrogas rotineiros pelo bem da segurança da polícia. E a segurança para nós? Respeito o risco que os nossos policiais correm todos os dias, só por serem policiais. Porém, o propósito do trabalho é proteger a segurança pública, não pôr membros do público em perigo. Há pouquíssimas situações de imposição da lei em que a polícia nos EUA está sob uma ameaça tão grande quanto a que os nossos soldados enfrentam no Iraque todos os dias. Se os nossos soldados podem mostrar tanto cuidado e moderação quanto demonstraram enquanto caçavam insurgentes em Bagdá naquela gravação, os nossos policiais podem fazer a mesma coisa enquanto servem mandados de busca rotineiros a infratores suspeitos, pequenos e não-violentos da legislação antidrogas aqui.

Além do mais, muitos policiais claramente não sabem como lidar adequadamente com estes tipos de táticas – as dúzias de matanças desnecessárias nas últimas décadas sob circunstâncias similares às de Kathryn Johnston demonstram isso muito bem. Chegou a hora de separarmos novamente a nossa polícia e os nossos militares e devolvermos os nossos oficiais da polícia às funções de oficiais de paz como destinados a ser. Já é tarde demais para salvar Kathryn Johnston do destino horrível que a polícia de Atlanta lhe infligiu. Mas não é tarde demais para salvar a próxima Kathryn Johnston.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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Con el lanzamiento de nuestra nueva página web, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saberlo por otra persona, porque eso no siempre sucede.

Deseamos informarle sobre nuevos reportajes de nuestra nueva página web apenas estén disponibles.

Listado de Empleos: Auxiliar de Comunicación, Justice Policy Institute, Washington, DC

El Justice Policy Institute es una de las principales organizaciones no gubernamentales de pesquisa y políticas públicas del país, dedicada a terminar la confianza de la sociedad en la reclusión y a promover soluciones eficaces y justas de los problemas sociales. El JPI está ubicado en Washington, DC, y funciona con organizaciones de defensa, ciudadanos y legisladores de todo el país para promover reformas progresistas en la justicia criminal y del menor.

El auxiliar de comunicación ayudará al director de comunicación en el desarrollo e implementación de todas las actividades mediáticas y comunicacionales. Las responsabilidades incluirán el desarrollo y mantenimiento de listas de comunicación; redacción y edición de materiales mediáticos que incluyen comunicados y notas a la prensa, cartas abiertas, cartas al editor, artículos, folletos y materiales promocionales; presentar artículos a los medios en nombre del JPI, de organizaciones y proyectos aliados; asistir en el desarrollo de estrategias de comunicación para el JPI y organizaciones aliadas; mantener la página web y los boletines electrónicos; orquestar eventos mediáticos y publicitarios; monitorear las noticias sobre cuestiones de la justicia para adultos y jóvenes; rastrear y catalogar las apariciones en los medios; administrar el boletín electrónico; hablar y presentarse en público; otras tareas administrativas relacionadas con la comunicación cuando sean asignadas.

Calificaciones: incluir una comprensión declarada y un compromiso con la misión, cuestiones y proyectos del JPI; un mínimo de dos años de experiencia en un campo relacionado, como la comunicación estratégica o de campaña, relaciones públicas u otra experiencia relevante en el sector no gubernamental o público, comunicación escrita y oral excelente; habilidad interpersonal excelente en el trato con diversos grupos que incluyen defensores, medios, profesionales de organizaciones no gubernamentales, figuras de los sistemas de justicia criminal y organizaciones de base; destreza con computadoras, diseño web y mantenimiento. La experiencia como entrenador es un punto positivo; disponibilidad para viajes y flexibilidad son condiciones indispensables.

Se ofrecen beneficios. El salario competitivo es medido de acuerdo con la experiencia. Las postulaciones electrónicas son alentadas. Los postulantes deben enviar una carta de interés, currículo y muestra escrita (preferiblemente un comunicado de prensa o un artículo) a: [email protected] o Laura Jones, Auxiliar de Búsqueda de Comunicación, Justice Policy Institute, 1003 K Street, NW, Suite 500, Washington, DC 20001. Por favor, revise el trabajo del JPI en http://www.justicepolicy.org antes de postular. No se aceptan llamadas telefónicas.

La gente de color y los individuos con experiencia directa con el sistema de justicia criminal son muy alentados a postular. El Justice Policy Institute es un empleador de oportunidad igual.

Anuncio: Los Feeds RSS de DRCNet Están Disponibles

Los feeds RSS son una onda del futuro – ¡y la DRCNet los ofrece ahora! La última edición de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas está disponible usando RSS en http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Tenemos muchos otros feeds RSS disponibles también, sobre cerca de cien subtópicos distintos de las políticas de drogas que empezamos a rastrear desde el relanzamiento de nuestra página web este verano – relacionando no solamente los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, sino también las publicaciones en el Bar Cladestino, los listados de eventos, los enlaces a noticias externas y más – y para nuestras publicaciones diarias en los blogs y en sus distintas subdirecciones. Visite nuestro Mapa del Sitio para leer la serie completa.

¡Gracias por sintonizarse en la DRCNet y en la reforma de las políticas de drogas!

Semanal: Esta Semana en la Historia

11 de Enero de 1906: Nace el Dr. Albert Hoffman, el inventor del LSD.

09 de Enero de 1923: Davis, el Ministro del Trabajo de los EE.UU., apoya la idea de una campaña nacional contra el peligro de las drogas formadoras de vicio.

11 de Enero de 1923: El New York Times publica el artículo “La Marihuana Es la Más Nueva Droga” y afirma que el Estado de Nueva York tiene 50.000 drogadictos.

05 de Enero de 1985: Colombia extradita a cuatro narcotraficantes a Miami. En pocos días, los EE.UU. tienen ciencia de la “lista de jurados de muerte” del cartel de Medellín, que incluye a miembros de la embajada, sus familias, hombres de negocios de EE.UU. y periodistas.

08 de Enero de 1990: El General Manuel Noriega es condenado por ocho acusaciones de tráfico de drogas, lavado de dinero y estelionato y es condenado a 40 años en prisión federal.

09 de Enero de 1996: Los agentes de la DEA en Miami arrestan a Jorge Luis Cabrera, un donador de $20.000 al Partido Demócrata que había comparecido a una Fiesta de Navidad de la Casa Blanca un año antes. Él fue preso con miles de kilos de cocaína.

07 de Enero de 1997: La Cámara de los Diputados de los EE.UU. vota 226 a 202 a favor de 25 cambios en las reglas internas de la Cámara, incluso la solicitación de exámenes en busca de consumo de drogas ilegales en diputados y sus empleados.

05 de Enero de 1998: En un discurso hecho a sus bases, el Presidente de la Cámara Newt Gingrich (R-Georgia) les pide a sus colegas políticos que aumenten enormemente los esfuerzos antidrogas federales. “Ahora, digan, ¿qué se necesita para cerrar la frontera?” pregunta Gingrich. “¿Qué se necesita para perseguir a los narcotraficantes? ¿Qué se necesita, francamente, para aumentar el precio para los usuarios de drogas?” Gingrich insta al Secretario Antidroga Barry McCaffrey a trazar un “plan de batalla a la II Guerra Mundial” para terminar el consumo de drogas en los Estados Unidos.

08 de Enero de 1998: El Proyecto de la Cámara 196 de Mississippi del Dip. Bobby Moka (R-Comarca de Lincoln) propone “La remoción de una parte del cuerpo en vez de otras sentencias impuestas por el tribunal por violaciones de la Ley de Sustancias Controladas [Controlled Substances Law]”.

06 de Enero de 1999: Una acción judicial abierta en París acusa a Fidel Castro de tráfico internacional de drogas.

06 de Enero de 2001: El General Barry McCaffrey deja su cargo como Director del Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas (ONDCP).

Europa: El apoyo a la legalización de la marihuana anda bajo

Apenas cerca de un cuarto de los adultos en Europa cree que la marihuana debería ser legal para el consumo personal, de acuerdo con una encuesta Eurobarómetro conducida por la Comisión Europea. En la encuesta de unos 29.000 residentes de la Unión Europea, los encuestadores descubrieron que 26% de los adultos en toda la UE estaban listos para legalizar la hierba. El dato fue más alto en los Países Bajos, donde la venta de marihuana en los cafés es ignorada por las autoridades, pero, aun allí, el apoyo a la legalización no era la posición de la mayoría, llegando a 49%.

En una segunda sección de países, el apoyo a la legalización varió entre los 30% y los 40%, con la aprobación atingiendo los 40% en España, 32% en Gran Bretaña y la República Checa y 30% en Irlanda. Del otro lado de la balanza, en Rumania, Suecia y Finlandia, menos de 10% de los encuestados estaban de acuerdo que la marihuana debería ser legalizada. Entre los demás países europeos, el apoyo a la legalización fue de 28% en Austria, Francia e Italia, 27% en Portugal, 26% en Bélgica y de 19% en Alemania.

Sorpresivamente, el apoyo a la legalización de la marihuana es más bajo en Europa que en los Estados Unidos. De acuerdo con una encuesta Gallup de un año atrás, 36% de los adultos estadounidenses favorecían la legalización, con ese dato llegando a los 47% en la Costa Oeste.

De acuerdo con los autores del Eurobarómetro, que incluye a más de 40 preguntas sobre el apoyo a la Unión Europea y las conductas respecto de varias cuestiones sociales, “El alto nivel de oposición a la idea de que el consumo personal de cannabis deba ser legalizado por toda Europa proporciona más pruebas de que los europeos creen que hay demasiada tolerancia actualmente”.

Latinoamérica: Soldados mexicanos ocupan Tijuana en lucha contra el narcotráfico

Esta semana, más de 3.000 soldados y policías federales mexicanos fueron despachados a la ciudad fronteriza de Tijuana para combatir el narcotráfico, anunciaron los funcionarios mexicanos el martes. Al mismo día, convoyes que contenían cientos de policías vestidos con chalecos antibalas entraron a la ciudad, la sede de una de las organizaciones más poderosas y violentas del narcotráfico de México, el cartel Arellano Félix.

La entrada a Tijuana, donde más de 300 personas fueron muertas en la violencia relacionada con la prohibición de las drogas el año pasado, es el segundo golpe duro contra los carteles de parte del nuevo presidente mexicano, Felipe Calderón. El mes pasado, él envió más de 7.000 efectivos al estado de Michoacán para erradicar la marihuana y la adormidera e ir en contra de los traficantes ubicados allí.

“Las operaciones nos permitirán restablecer las condiciones mínimas de seguridad en distintos puntos de México para que podamos recuperar poco a poco nuestras calles, nuestros parques y nuestras escuelas”, le dijo el presidente Calderón al país en un mensaje de Año Nuevo el martes.

“Llevaremos a cabo todas las acciones necesarias para retomar cada región del territorio nacional”, dijo el ministro del interior de México, Francisco Ramírez Acuña., en una rueda de prensa al mismo día. “No permitiremos que ningún estado sea rehén de los narcotraficantes o del crimen organizado”.

Ramírez Acuña añadió que la fuerza de Tijuana incluirá a 2.620 soldados, 162 marinos y 510 agentes de la policía federal. Estarán equipados con 28 botes, 21 aviones y nueve helicópteros para intentar aplastar el tráfico floreciente en cocaína, marihuana y metanfetaminas entre las fronteras. Los soldados y la policía patrullarán la costa, cuidarán de los puntos de identificación y cazarán a los narcotraficantes buscados en la rebosante Tijuana, que queda del otro lado de la frontera EE.UU.-México desde San Diego.

La intervención federal fue bien recibida por el alcalde de Tijuana, Jorge Hank Rhon, el cual, bajo ataque de los intereses de los negocios municipales, anunció a fines del año pasado que iba a poner toda la corporación de la policía municipal bajo investigación por corrupción relacionada con las drogas. Esta semana, Rhon le dijo a los reporteros en Tijuana que esperaba que los soldados y la policía federal trabajaran con los policías municipales – presuntamente los que ya han sido chequeados – que están estableciendo puntos aleatorios de identificación.

“Espero que esto convierta a Tijuana en un lugar más seguro”, dijo, mientras negaba que el despliegue significa que la ciudad está siendo militarizada.

Como su predecesor, Vicente Fox, el presidente Calderón está haciendo una gran demostración de persecución de los dichos carteles, cuyas batallas sangrientas dejaron en torno de 2.000 muertos el año pasado. Pero, los golpes de Fox contra los carteles, que eliminaron parte de su liderazgo previo, son lo que llevaron a la violencia sangrienta mientras los carteles se debatían el uno con el otro para reajustarse. Dada la naturaleza lucrativa del negocio y el apetito insaciable por drogas ilícitas al norte de la frontera, hay pocas pruebas para sugestionar que el resultado será diferente de esta vez.

Latinoamérica: Senador Colombiano Pide Debate Sobre la Legalización de las Drogas

Un senador colombiano está pidiendo un debate urgente sobre las alternativas a la prohibición de las drogas y no es sólo un senador. El Senador Juan Manuel Galán, del Partido Liberal de la oposición, es hijo de Luis Carlos Galán, que estaba a semanas de alcanzar la presidencia colombiana cuando fue muerto por los asesinos del Cartel de Medellín de Pablo Escobar en 1990.

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Juan Manuel Galán
Ya es hora de un debate sobre la legalización de las drogas en el Congreso, le dijo Galán a la Associated Press en entrevista concedida el 28 de diciembre. “El abordaje represivo actual contra el narcotráfico no ha funcionado a pesar de las enormes cantidades de sangre que los colombianos han derramado”, dijo Galán. “Ya es hora de examinar las distintas opciones, en conjunción con otros países productores de drogas, como forma de romper el espinazo de los narcotraficantes”.

La tenencia de drogas ya es legal en Colombia según una decisión de la Corte Constitucional de Colombia, pero el cultivo de plantas de que se extraen las drogas – la coca, las adormideras y la marihuana – es ilegal, así como el tráfico de drogas. El país ha recibido más de $4 billones en auxilio estadounidense – en su mayoría militar – para derrotar el narcotráfico, sin causarle un impacto considerable. A pesar de la tremenda campaña de erradicación con la fumigación de herbicidas que objetivaba la coca el año pasado, el gobierno de los EE.UU. admite que la cantidad de tierra dedicada al cultivo creció 26% este año.

Aunque otros políticos colombianos hayan tocado en el asunto antes, Galán trae una estatura particular a causa de la alta estima que los colombianos le tienen a su padre. Enemigo de los carteles, Luis Carlos Galán fue muerto como parte de una campaña de Escobar para aterrorizar el establishment político colombiano a fin de impedir su extradición a los EE.UU. El propio Escobar fue muerto en 1993, pero entonces, docenas de figuras políticas, jueces, policías y periodistas habían sido muertos por los asesinos del cartel.

El Galán padre aprobaría la posición de su hijo, dijo Juan Manuel Galán. “Creo que dos décadas después, viendo el impacto violento del narcotráfico, él no se quedaría cerrado a nuevas ideas sobre cómo dar el golpe final a los narcotraficantes”. Aunque los Estados Unidos probablemente se opongan a la discusión, dijo Galán, “Colombia tiene la autoridad moral para liderar este debate a escala internacional. Dos décadas metidos en la guerra a las drogas y seguimos teniendo mafias ilegales que diseminan la violencia por todo el país, seguimos teniendo guerrillas, seguimos teniendo paramilitares”, dijo Galán. “Y, a pesar de todo, no hay solución real en vista para el problema”.

Pero, el gobierno conservador del presidente Álvaro Uribe es inalterablemente contrario a la legalización y hasta ahora el propio Partido Liberal de Galán no ha respaldado su pedido de debate en el Congreso.

Prohibición de las Drogas: Fiscal de Vermont Pide “Negociaciones de Paz” en la Guerra Contra las Drogas y Consideración de Abordaje de Salud Pública

En un artículo de opinión publicado el jueves en el Rutland Herald, el Fiscal de la Comarca de Windsor de Vermont, Robert Sand, ha pedido “negociaciones de paz” en la guerra contra las drogas. En vez de declarar victoria o derrota, “ya es hora de idear una estrategia de salida inteligente, una que incluya la consideración de un abordaje regulado de salud pública a las drogas en vez de nuestro modelo actual de justicia criminal”.

El abordaje actual a las políticas de drogas, con su fuerte confianza en la represión legal “puede aun ser contraproducente para la seguridad pública y personal”, escribió Sand. La prohibición de las drogas engendra tres formas de violencia, observó - la violencia estructural (es decir, batallas armadas para resolver las disputas de negocios), la violencia adquisitiva (es decir, drogadictos recurriendo al robo para sufragar los precios excesivos del mercado negro para las drogas) y, en un grado mucho menor, la violencia biofarmacéutica (es decir, la gente que se coloca y ataca a los demás).

De acuerdo con Sand, cualquier inquisición de las políticas de drogas debe contestar cinco preguntas críticas:

  • Si hablamos en serio sobre tratar de la drogodependencia, ¿por qué tratamos a los adictos como criminales?
  • Dada la naturaleza adictiva y peligrosa de ciertas drogas, ¿por qué dejamos que los criminales controlen su distribución (criminales con interés financiero en hallar nuevos clientes y mantener adictos a los demás)?
  • ¿Por qué rechazar un abordaje regulador a las drogas pero regular el alcohol y el tabaco, dos sustancias adictivas y peligrosas?
  • Si un abordaje regulador aumentara los costos de la salud, ¿esos costos serían más que superados por los ahorros en el sistema de justicia criminal?
  • Si nuestro abordaje actual está funcionando, ¿por qué los índices de consumo de drogas, potencia, arrestos y encarcelamiento aumentan y no caen mientras que los gastos en la represión han subido?

Sand también sugirió que un abordaje regulador a las drogas actualmente ilegales puede resultar en menos consumo de drogas de parte de los adolescentes, citando a jóvenes que dicen que es más fácil obtener marihuana que alcohol. Al alejarse de la prohibición a la regulación, el efecto del “fruto prohibido” también sería reducido, argumentó Sand.

El interés en el cambio de las políticas de drogas debería cruzar las líneas partidarias, sugirió Sand. “La reforma de las políticas de drogas debería recurrir a un espectro político amplio. La reforma nos permitiría tratar a los adictos con más compasión y eficacia. Quitaría el gobierno de las opciones privadas de los adultos y podía resultar en ahorros considerables al reducir los gastos en la justicia criminal y en las correcciones. Sugerir que proponer la reforma es equivalente a ‘ser indulgente con las drogas’ es reducir una cuestión altamente compleja a una bordón unidimensional. Podemos y debemos tener más consideración que eso”.

Por ende, Sand discutió que el cambio necesita ocurrir tanto en el nivel estadual como en el federal. Observando que el estado, representado en Washington por los Senadores Patrick Leahy (D) y Bernard Sanders (I) y el Diputado Peter Welch (D), tiene alguna influencia en el nuevo Congreso, Sand instó la delegación a influenciar el cambio en las políticas de drogas. “Aun si los ciudadanos de Vermont buscaran un nuevo abordaje atrevido y corajoso a las políticas de drogas”, notó, “el gobierno federal podría intentar sofocar la innovación. Los estados y el gobierno federal deben intentar trabajar en conjunto en estas cuestiones”.

Los fiscales municipales son el bastión de la guerra contra las drogas. Sólo un puñado se ha pronunciado en contra de ella. Vamos a esperar que la posición de Sand desencadene un diluvio de ellos.

Marihuana Medicinal: Mercado Floreciente de California Ofrece Ingresos Tributarios Considerables, Descubre Informe

La marihuana medicinal es un negocio billonario en California, de acuerdo con un nuevo informe, y el balance del estado puede mejorar enormemente si fuera tasada como los demás medicamentos herbales. El informe, "Revenue and Taxes from Oakland's Cannabis Economy” [Ingresos e Impuestos de la Economía del Cannabis de Oakland], fue preparado para el Comité de Supervisión de la Medida Z de esa ciudad por el director de la NORML California, Dale Gleringer, y el miembro de la directoria de la Oakland Civil Liberties Alliance, Richard Lee.

Aunque el informe se concentrara en Oakland, que ha presenciado la tremenda caída de los ingresos de la marihuana medicinal y de los impuestos derivados de ellos desde que la ciudad endureció las reglas sobre los dispensarios en los últimos años, también examinó los datos estaduales y federales para hacer un retrato del tamaño de la industria del cannabis terapéutico en todo el estado. De acuerdo con los datos, los pacientes de marihuana medicinal del estado están consumiendo actualmente algo entre $870 millones y $2 billones en hierba al año. Eso se traduciría en algo entre $70 millones y $120 millones en réditos tributarios sobre las ventas en el estado, estimaron los autores.

Pero, actualmente, el tesoro estadual no está recibiendo nada que se aproxime de eso porque muchos dispensarios no pagan impuestos sobre las ventas ni mantienen otros registros que puedan ser usados contra ellos en una investigación federal. Otros dispensarios y grupos de pacientes debaten que los colectivos y cooperativas sin fines lucrativos deberían ser exentos de impuestos.

El estudio estimó el número de pacientes de marihuana medicinal de California en entre 150.000 y 350.000. No hay datos firmes, porque diferentemente de muchos otros estados con marihuana medicinal, no hay registros abarcadores y estaduales de los pacientes. Aquellos pacientes fuman cada uno cerca de treinta gramos de marihuana por año.

Los pacientes de marihuana medicinal responden por cerca de 10% de los usuarios de marihuana de California, descubrió el estudio, sugiriendo que la recaudación de impuestos de un mercado legal de marihuana lúdica llegaría a la casa de los billones de dólares todos los años. El estado está gastando actualmente cerca de $160 millones al año para arrestar, procesar y prender a los infractores de la legislación antimarihuana y no recauda ningún impuesto de las ventas lúdicas.

Los funcionarios estaduales tienen una responsabilidad fiduciaria con los ciudadanos que representan. Este informa deja claro cómo los funcionarios de California están evadiéndose de esa responsabilidad.

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