Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Maconha: DEA Se Mete em Enrascada em Denver com Esforço Abortivo para Derrotar a Iniciativa de Legalização em Novembro

Jeff Sweetin, o agente especial da DEA em Denver, provavelmente deseja ter ficado quieto. Já era muito ruim que o jornal da Universidade do Colorado, o Daily Camera, informasse no domingo que um dos seus agentes especiais enviara um e-mail através de uma conta do Departamento de Justiça em busca de um agente de campanha para o “Comitê de Informação sobre a Maconha do Colorado”, aparentemente uma organização estabelecida para derrotar a iniciativa de legalização da maconha do Colorado. Essa iniciativa legalizaria o porte adulto de até trinta gramas de maconha.

Mas então Sweetin cometeu uma gafe de verdade, dizendo ao Daily Câmera que a lei “permite que a sua agência se envolva no processo de dizer aos eleitores por que eles não deveriam descriminalizar a maconha” e que o comitê arrecadara $10.000 de “doações privadas, inclusive algum dinheiro das próprias contas dos agentes”.

Isso foi suficiente para provocar o defensor da iniciativa, a SAFER Colorado, que criticou a agência pela interferência arbitrária em uma questão eleitoral estadual. “O dinheiro do contribuinte não deveria ir para a defesa do poder executivo de um lado ou outro”, disse o diretor executivo do grupo, Steve Fox, ao Daily Câmera. “É um uso totalmente inadequado do dinheiro do contribuinte”.

Mas, a SAFER Colorado não estava sozinha em sentir-se ofendida com as ações contrárias da DEA. Os dois maiores e mais influentes jornais do estado, o Rocky Mountain News e ol Denver Post, condenaram a ação em editoriais. A posição do News era clara pela sua manchete: "DEA Should Keep Out of State Politics” [A DEA Deveria Ficar Longe da Política Estadual].

O Post teve uma abordagem mais preocupada com que a politicagem da DEA possa ultrapassar os limites do apropriado, senão da legalidade. “Proporcionar os fatos às pessoas que os queiram é uma coisa”, escreveu o Post. “Usar a agência como plataforma para influenciar as eleições é outra. Sweetin diz que entende claramente a diferença. Com certeza, esperamos que isso seja assim”.

Se Sweetin esperava que a matéria simplesmente desaparecesse, ele não ajudou nada quando nublou ainda mais as coisas quando a KMGH-TV em Denver informou na terça-feira que: “Sweetin disse que, apesar dos informes contrários, o gabinete dele não está nem fazendo campanha contra ela nem arrecadando fundos. Quando indagado sobre o comitê e os $10.000 mencionados no e-mail, Sweetin disse, ‘Eu nunca soube dos $10.000 em dinheiro’”.

Isso levou a SAFER Colorado a levantar toda uma série de perguntas sobre qual versão do ativismo da DEA era a verdadeira, a qual eles enviaram bondosamente aos meios de comunicação do Colorado. “Achamos que é muito suspeito que o mesmo agente da DEA que deixou claro que o comitê tinha verbas de doadores e agentes privados esteja dizendo agora que nunca ficou sabendo deste dinheiro”, disse o coordenador de campanha, Mason Tvert. “Achamos que a DEA pensava que podia fazer campanha ativamente contra a gente, mas então lhes disseram por algum tipo de aconselhamento legal que isso não podia acontecer assim. De qualquer jeito, estamos tentando transformar isto na matéria mais relevante possível”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

Campanha Midiática do ONDCP: Anúncios Antidrogas do Secretário Antidrogas São um Fracasso, Diz GAO

O Tribunal de Contas do Governo (GAO) descobriu que a campanha publicitária antidrogas de $1.4 bilhão que visa à juventude e é administrada pelo Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (a secretaria antidrogas, ONDCP) não funciona. O título do relatório do GAO, “ONDCP Media Campaign: Contractor's National Evaluation Did Not Find That the Youth Anti-Drug Media Campaign Was Effective in Reducing Youth Drug Use” [A Campanha Midiática do ONDCP: A Avaliação Nacional de Licitantes Não Achou que a Campanha Midiática Antidrogas para a Juventude Fosse Eficaz na Redução do Consumo de Drogas da Juventude], basicamente diz tudo.

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evidentemente, não funciona...
O relatório do GAO é pelo menos o terceiro a criticar o programa nos últimos três anos. Em 2003, o Gabinete de Administração e Orçamento da Casa Branca qualificou o programa como “ineficiente” e carente em quaisquer resultados demonstráveis. Em 2005, a Westat, Inc. e a Universidade da Pensilvânia fizeram um estudo de $43 milhões financiado federalmente que descobriu que a campanha não funcionava. Essa avaliação descobriu que as crianças e os pais se lembravam dos anúncios e das mensagens deles, mas os anúncios não mudavam as condutas das crianças a respeito das drogas. Também sugeriu que a baixa porcentagem informada no uso de drogas entre adolescentes era resultado não da campanha publicitária, mas de uma série de outros fatores.

O estudo do GAO lançado na sexta-feira passada averiguou a avaliação da campanha publicitária feita pela Westat e a achou crível. “A revisão das avaliações da Westat realizada pelo GAO e a documentação acompanhante levam à conclusão de que a avaliação proporciona provas críveis de que a campanha não era eficiente na redução do consumo de drogas da juventude, seja durante todo o período da campanha, seja durante o período de 2002 a 2004 quando a campanha foi remanejada e esteve concentrada no consumo de maconha”, disse o GAO em seu sumário executivo.

Previsivelmente, o ONDCP atacou o relatório do GAO. O porta-voz Tom Riley disse ao USA Today que o relatório é “irrelevante para nós. Tem como base os anúncios de dois anos e meio atrás, e eles também foram eficazes. O consumo de drogas esteve caindo enormemente. Cortar o programa agora poria o seu progresso em perigo”.

O secretário antidrogas, John Walters, também se queixou que a Westat carecia de provas de uma relação real entre os anúncios e os dados que sugerem a diminuição do consumo de drogas entre adolescentes. “Estabelecer uma relação causal entre a exposição e os resultados é algo que os marqueteiros importantes raramente tentam porque é virtualmente impossível de fazer”, disse Walters em uma carta. “Este é o motivo pelo qual a campanha publicitária antitabagismo ‘Verdade’, aclamada como iniciativa bem-sucedida em vista das quedas consideráveis que temos visto no fumo adolescente, não afirmou provar uma relação causal entre a exposição da campanha e os resultados no fumo, informando ao contrário que a campanha estava associada às quedas consideráveis no fumo entre os jovens”.

Diferentemente de Walters, o Congresso pode querer ver algum tipo de relação causal entre a campanha publicitária e os dados de consumo de drogas antes de financiá-la durante outro ano. O governo Bush quer mais $120 milhões para o ano fiscal 2007, mas o GAO disse que sem um plano melhor de parte de Walters, o financiamento deveria ser cortado. O Congresso ponderará a questão neste outono.

Primeira Emenda: Kenneth Starr Se Une a Recurso de Decisão do 9º Circuito dos EUA em Caso “Bong Hits 4 Jesus”

O ex-promotor especial de Whitewater, Kenneth Starr, está oferecendo os seus serviços pro bono ao distrito escolar de Juneau, Alasca em um caso que opõe os direitos à Primeira Emenda contra as severas políticas antidrogas do distrito. O Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA decidiu em Março que a Diretora Deborah Morse infringira os direitos do estudante do Colégio Secundário de Juneau-Douglas, Joseph Frederick quando ela o suspendeu por 10 dias por segurar uma faixa que dizia “Bong Hits 4 Jesus” durante um desfile de Janeiro de 2002. Os funcionários do colégio disseram a Frederick que ele estava suspenso por defender o consumo ilegal de drogas.

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o novo alvo de Ken Starr: as camisetas sobre narguilés
O 9º Circuitop não concordava com isso. Em decisão unânime, um painel composto por três juízes sustentou que mesmo os estudantes do segundo grau têm o direito a se expressarem se não fizerem que a escola perca a sua missão educacional. “Uma escola não pode censurar nem punir a expressão dos estudantes meramente porque os estudantes defendem uma posição contrária às políticas do governo”, escreveu o Juiz Andrew Kleinfeld pelo painel.

Starr, cujo principal trampolim à fama foi investigar a relação entre o Presidente Bill Clinton e a estagiária Mônica Lewinsky, entrou com uma petição na segunda-feira que instava a Suprema Corte a ouvir o caso. Não é um assunto encerrado; pelo menos quatro de nove ministros devem votar a favor de uma audiência se ficar aprovado que deve aparecer perante a corte alta.

A Superintendente do distrito escolar, Peggy Cowan, disse à Associated Press que o distrito está recorrendo para buscar clareza nos direitos dos administradores a imporem a disciplina contra estudantes que infringirem as políticas da mensagem antidrogas do distrito. “A decisão do distrito de seguir adiante não é desrespeito nem da Primeira Emenda nem dos direitos dos estudantes”, disse ela. “Esta é uma questão importante sobre como a Primeira Emenda se aplica a mensagens pró-drogas em um ambiente educacional”.

Parece que alguém precisa voltar à escola para aprender o significado da Primeira Emenda.

América Latina: Guatemala Impõe “Estado de Prevenção” em Operação Antidrogas

O governo guatemalense anunciou na terça-feira que ia suspender alguns direitos constitucionais em municipalidades ao longo da fronteira com o México como parte de um esforço para desenraizar os cultivos de papoulas e o tráfico de drogas na região. Os habitantes de Concepción Tutuapa, Ixchiguán, San Miguel Ixtahuacán, Tajumulco e Tejutla acordaram na terça de manhã para encontrarem os seus municípios e aldeias cercados por 800 policiais que chegaram no meio da noite, informou Prensa Libre, o jornal da Cidade da Guatemala.

De acordo com uma ordem emergencial de duas semanas chamada estado de prevenção, o governo suspendeu o direito a portar armas de fogo ou realizar manifestações ou reuniões na área afetada. A medida também expande o direito governamental a conduzir buscas. Além do mais, o governo fez advertências aos meios de comunicação para que “não incitem à rebelião, porque em ocasiões anteriores as emissoras de rádios instigaram as pessoas a se oporem à destruição dos cultivos”.

Na terça-feira, os pontos de identificação da polícia cortaram o acesso à região afetada e todos os veículos estavam sendo submetidos a revistas. A polícia também sitiara, pelo menos, 22 locais por volta da terça à tarde, quando os funcionários guatemalenses realizaram uma entrevista coletiva para anunciar a ofensiva.

“A idéia deste operativo de alto impacto, no fim dos 15 dias, é ter erradicado o plantio da papoula, capturar as pessoas vinculadas a este tráfico e ao de pessoas, e confiscar armamento pesado”, disse o Presidente guatemalense Óscar Berger aos repórteres. “Estamos tentando combater o tráfico de drogas e o crime organizado”, acrescentou o Ministro do Interior Carlos Vielman.

Para os moradores das municipalidades, todas elas localizadas no departamento de São Marcos, a operação policial está causando algum nervosismo. “Os vizinhos vieram para me achar muito preocupado e a única coisa que pude lhes dizer era que aquele que nada deve não tem nada a temer”, disse Jerônimo Navarro, o prefeito de Ixchiguán, à Prensa Libre.

Busca na Rede: Mark Fiore, Tony Papa, Dean Kuipers

a animação de Mark Fiore: The United States of Incarceration [Os Estados Unidos do Encarceramento]

o ex-preso feito ativista Anthony Papa golpeia promotor de narcóticos por distorsão em reforma Rockefeller em carta ao editor do NYT

o autor de “Burning Rainbow Farm”, Dean Kuipers sobre “The Spirit of Tommy Chong” [O Espírito de Tommy Chong], publicado no Drug Reporter da Alternet

Semanal: Esta Semana na História

01 de Setembro de 2003: Em um esforço para economizar mais de $30 milhões em arrecadação geral em cinco anos, o Texas implementa uma nova lei que exige a supervisão comunitária obrigatória para infratores primários da legislação antidrogas considerados culpados de porte de quantidade inferior a um grama de certas substâncias controladas ou de quantidade inferior a 454g de maconha. De acordo com a lei anterior, tais infratores somente eram elegíveis para supervisão comunitária na cadeia estadual ou encarceramento em instalação carcerária estadual.

02 de Setembro de 1994: Em Detroit, a Juíza Helen E. Brown condena Lázaro Vivas à prisão perpétua por porte de mais de 650 gramas de cocaína. A Juíza Brown diz a Vivas, “Eu não acho que isto seja justo. Não é uma sentença que eu te daria, se tivesse alguma escolha. Mas, eu tenho que te dar esta sentença, porque tenho que seguir a lei. Então, a tua sentença é prisão perpétua”.

04 de Setembro de 1991: O Juiz Distrital dos EUA, Juan Burciaga, diz, “A luta contra os narcotraficantes é um fogo cruzado que ameaça consumir aqueles direitos fundamentais do indivíduo estabelecidos deliberadamente na nossa Constituição”.

04 de Setembro de 2001: Dois importantes reformadores da legislação sobre a maconha do Michigan são mortos a tiros, depois de um cerco de uma semana de duração de seu recinto de 34 acres chamado “Rainbow Farm” em Vandália, Michigan. O confronto aconteceu depois de uma investigação de dois anos de alegações de consumo de maconha no acampamento.

05 de Setembro de 1989: Em seu primeiro discurso televisionado nacionalmente do Salão Oval, o Presidente George Bush declara que os narcóticos são “a maior ameaça que a nossa nação enfrenta” e que ele vai intensificar a guerra contra as drogas. Bush mostra um pacote de crack confiscado em cadeia nacional e declara, “Isto é crack, confiscado há alguns dias pelos Agentes de Repressão às Drogas em um parque do outro lado da rua da Casa Branca”, uma afirmação que é desmentida depois. Durante o mesmo discurso, Bush também exige a pena de morte para narcotraficantes como Pablo Escobar e pede o maior aumento orçamentário até hoje na história da guerra às drogas ao prometer $2 bilhões em ajuda aos países andinos.

05 de Setembro de 1990: O Comandante da Polícia de Los Ângeles, Daryl F. Gates, depõe ante o Comitê Judiciário do Senado dos EUA que os consumidores casuais de drogas deveriam ser fuzilados. Ele não menciona o consumo casual de drogas do próprio filho dele.

05 de Setembro de 2002: Os agentes da DEA prendem Valerie e Michael Corral da Wo/Men's Alliance for Medical Marijuana (WAMM) e destroem 150 plantas de maconha pretendidas para consumo de membros da WAMM, cuja maioria é de pacientes terminais.

06 de Setembro de 1988: Após duas audiências, o juiz de direito administrativo da DEA, Francis Young, recomenda a transferência da maconha para a Classe II para que possa ser prescrita como medicamento. Ele diz, “Seria insensato, arbitrário e caprichoso que a DEA continuasse entre aqueles pacientes e os benefícios desta substância à luz das provas neste registro”. O Juiz Young observa que a maconha é segura e que tem um “uso médico atualmente aceito no tratamento” e que “a maconha, em sua forma natural, é uma das substâncias terapeuticamente ativas mais seguras que o homem conhece”.

06 de Setembro de 1999: Jorge Castañeda, que depois vira o ministro de relações exteriores do México durante o governo Vicente Fox, escreve na Newsweek: “Afinal, a legalização de certas substâncias pode ser a única maneira de abaixar os preços e fazê-lo pode ser o único remédio para alguns dos piores aspectos da peste das drogas: a violência, a corrupção e o colapso do império da lei”.

06 de Setembro de 2000: O Ottawa Citizen informa que Jaime Ruiz, o ministro plenipotenciário do presidente colombiano, disse, “Do ponto de vista colombiano, [a legalização] é a solução fácil. Quero dizer, simplesmente legalizá-la e não teremos mais problemas. Provavelmente, em cinco anos já não teríamos mais guerrilhas. Problema nenhum. Teríamos um grande país sem problemas”.

07 de Setembro de 2001: Treze oficiais atuantes e passados da polícia de Miami são acusados por autoridades estadunidenses de abrir fogo contra pessoas desarmadas e conspirar para encobrir os fatos plantando provas. O indiciamento é o escândalo mais recente para a força policial assolada por problemas da cidade. Todos aqueles acusados são veteranos alocados a equipes da SWAT, unidades de narcóticos ou equipes especiais de supressão da criminalidade no fim dos anos 1990.

Anúncio: ASA Procura Pacientes que Não Usaram Maconha Medicinal em Razão de Afirmações do Governo

O Americans for Safe Access está conduzindo um estudo investigativo nacional e está procurando pacientes nos EUA (de qualquer estado) que durante algum período de tempo não tenham usado cannabis em razão da afirmação do governo federal de que isso não é medicamento.

POR FAVOR, REVISE OS CRITÉRIOS DE LIMITAÇÕES ABAIXO PARA SABER SE VOCÊ OU ALGUÉM QUE VOCÊ CONHEÇA CUMPRE AS EXIGÊNCIAS DE ELEGIBILIDADE PARA PARTICIPAR DESTE ESTUDO.

FAVOR NÃO RESPONDER ESTA MENSAGEM A MENOS QUE VOCÊ SATISFAÇA TODOS OS CRITÉRIOS SEGUINTES:

1. Um paciente NÃO consumiu maconha durante algum período de tempo dentro dos últimos 5 anos PORQUE O GOVERNO FEDERAL DISSE QUE NÃO TINHA VALOR MEDICINAL NENHUM?

2. O paciente consegue demonstrar, ATRAVÉS DE REGISTROS MÉDICOS VERIFICÁVEIS, que após começar a consumir maconha medicinal, melhorou a sua saúde ou aliviou os sintomas?

3. O paciente DEVE ter (ou poder obter) PROVAS DOCUMENTAIS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE que mostrem os efeitos nocivos da sua doença antes de usar cannabis e as provas de alívio ou diminuição de efeitos como resultado do consumo de cannabis.

4. Seus registros médicos devem documentar uma mudança na doença dentro dos últimos 5 anos.

5. Além das PROVAS MÉDICAS DOCUMENTADAS, seria útil, porém não necessário, se o seu médico estivesse disposto a atestar a melhoria da doença como resultado do consumo de cannabis.

Um exemplo seria mais ou menos assim:

Fulano de Tal (que é HIV+) se recusou a consumir cannabis até dois anos atrás porque o governo federal diz que não tem valor medicinal. Como conseqüência disso, Fulano sofreu algum dano físico (náusea, dores, perda de peso, etc.). Finalmente, Fulano decide usar cannabis sob incentivo de seu(s) amigo(s), médico)s) e outro(s) indivíduo(s). Como resultado de seu NOVO uso de cannabis, Fulano pôde demonstrar com REGISTROS MÉDICOS que a sua saúde melhorou.

É importante entender que você não contrairá nem obrigações nem benefícios financeiros pela sua participação neste estudo.

Caso você ou alguém que você conhece cumprir os critérios supracitados e estivesse interessado em participar deste estudo investigativo importantíssimo e oportuno, por favor, entre em contato com o Americans for Safe Access (ASA) o mais rápido possível.

Por favor, mande todas as perguntas a [email protected] ou entre em contato com o ASA por telefone através do (510) 251-1856 ramal 306.

Listagem de Empregos: Assistente Administrativo, NORML

Há uma vaga imediata em uma organização progressista de reforma da lei sobre as drogas, tempo integral, preferência dada a graduados da universidade, experiência em escritórios, com necessidade de habilidades em informática (dbase).

Os deveres incluem telefones, entrada diária de dados, processamento da correspondência e a organização/manutenção dos voluntários.

O salário está entre $20-25 mil, envie carta com currículo para: NORML, c/o Executive Director, (202) 483-0057 (f), [email protected]. Favor não ligar nem fazer visitas.

Imposição da Lei: A Guerra às Drogas Tira a Vida de Outro Oficial

Um oficial de narcóticos de Beckley, Virgínia Ocidental, foi morto a tiros na terça-feira de manhã em uma compra disfarçada de drogas que deu errado, informou o Beckley Register-Herald na quarta-feira. O Detetive Charles “Chuckie” Smith, 29, foi alvejado por numerosos tiros enquanto tentava realizar uma detenção após uma compra de crack.

Dois homens da área foram presos e acusados de homicídio qualificado na morte de Smith e estão na Cadeia Regional do Sul aguardando uma audiência de fianças no Tribunal do Circuito da Comarca de Raleigh.

De acordo com a queixa prestada contra o par, Smith contatou um deles para fazer uma compra de crack, daí se encontrou com o par perto de uma danceteria de Beckley. Quando um dos homens entregou algumas pedras a Smith, ele exibiu o distintivo dele. Um homem saiu correndo, mas o outro sacou uma arma e fez vários disparos contra Smith.

De acordo com o National Law Enforcement Officer Memorial Fund, na última década, os oficiais da lei têm sido mortos em um índice de cerca de 165 por ano, com pouco mais da metade daquelas mortes devida a acidentes. A guerra às drogas tira as vidas de cerca de uma dúzia de oficiais a cada ano.

Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana

Outra semana, outro cesto de maçãs podres. Vemos tantas maçãs podres que começamos a imaginar se não há um problema no barril. De qualquer maneira, nesta semana temos um desempenho repetido de um juiz do Alabama com um mau hábito de verdade, alguns policiais de Chicago aceitam acordos por roubarem traficantes de drogas, um par de aviadores estadunidenses sendo condenados por agirem como entregadores de drogas e um delegado de uma pequena cidade do Texas procurando trabalho depois que lhe fizeram perguntas demais sobre o paradeiro de algum dinheiro de transações de drogas. Vamos ao que interessa:

Em Carollton, Alabama, o Juiz Distrital Ira Colvin da Comarca de Pickens está metido novamente em problemas pelo seu consumo de anfetamina. Os leitores antigos talvez de lembrem que o Juiz Colvin foi preso há duas semanas atrás sob acusações relacionadas à metanfetamina e aos precursores da metanfetamina na vizinha Comarca de Lowndes, Mississippi. Ele foi preso novamente no sábado de manhã no Alabama sob acusações de porte de metanfetamina com base na descoberta de metanfetamina no escritório dele no Centro Judicial da Comarca de Pickens no dia 15 de Agosto. O escritório dele foi revistado sob as ordens do Juiz James Moore do Tribunal do Circuito um dia depois de sua detenção no Mississippi. De acordo com o Tuscaloosa News, os funcionários da Comarca de Pickens disseram que eles estiveram investigando o suposto consumo de drogas de Colvin desde Maio. Ele foi suspenso como juiz e está livre sob fiança pelas acusações abertas tanto no Mississippi como no Alabama. Em uma reviravolta tardia e inesperada na estória, Colvin se demitiu na quarta-feira.

(Este não é um exemplo de corrupção – às vezes, é difícil decidir se qualquer caso de problemas legais que envolvam impositores da lei deve entrar nesta coluna – o Juiz Colvin presumivelmente julga os demais acusados de consumo de drogas, então decidimos inclui-lo.)

Nesta semana em Chicago, dois ex-oficiais de Chicago se confessaram culpados de acusações de roubo de milhares de dólares em maconha e cocaína de traficantes de drogas, informou a Associated Press. Os ex-oficiais Derek Haynes, um veterano de nove anos, e Broderick Jones foram parte de uma quadrilha de cinco ex-oficiais da polícia de Chicago acusados de deter traficantes de drogas e tirar as droga deles na Zona Sul da cidade. Os cinco foram acusados de conspiração para portar e distribuir cocaína; agora, Haynes e Jones já se confessaram culpados dessas acusações. Eles podem pegar uma sentença de entre 15 e 40 anos de prisão.

Em Houston, dois aviadores estadunidenses pegos enquanto tramavam contrabandear cocaína usando os cargos deles para burlar a segurança do aeroporto foram condenados à prisão na terça-feira, informou a Reuters. Shawn Nguyen, 38, e Burlie Sholar, 33, foram presos em Fevereiro em uma armação do FBI após concordarem em levar quase 15 quilos de cocaína em um vôo de Houston a Las Vegas. Eles iam receber $75.000 pelos seus esforços. O par caiu depois que um informante disse aos investigadores que Nguyen, um ex-agente antidrogas federal, estava envolvido no tráfico. Nguyen pegou sete anos, enquanto que Sholar recebeu nove. Eles podiam receber pena de prisão perpétua.

Em Troy, Texas, o Delegado de Polícia, David Seward, foi despedido em uma reunião da câmara dos vereadores na segunda à noite após ser suspenso no dia 11 de Julho por causa de uma investigação corrente do trato do dinheiro confiscado depois que se encontraram drogas em um veículo durante uma batida de trânsito. De acordo com a KWTX-TV 10 em Waco, os vereadores lhe perguntaram sobre como gastou esse dinheiro. Seward admitiu que gastou algum dinheiro inadequadamente, mas debateu que ele não deveria ser demitido. A câmara não aceitou isso, apesar de tudo. Votou unanimemente para despedi-lo.

Chamado: Por Favor, Envie Publicações, Notícias e Eventos à Nova Página da DRCNet!

Entre as características disponíveis na nova página da DRCNet estão as possibilidades interativas para que você seja parte da equipe eletrônica. Para começar, há os Blogs dos Leitores, uma seção do novo projeto blogosférico “O Bar Clandestino da Stop the Drug War”. Visite http://stopthedrugwar.org/speakeasy/reader para conferi-lo e começar a publicar! (Se você já tentou isso e teve problemas, por favor, tente novamente – consertamos alguns dos problemas técnicos iniciais, apesar de não termos corrigido todos ainda.) Vamos dedicar cada vez mais atenção com o tempo que passa aos Blogs do Leitor – isto é só o começo!

Você pode nos informar sobre notícias importantes ou interessantes ao enviá-las diretamente à nossa nova seção de Últimas Notícias – visite http://stopthedrugwar.org/node/add/content-recent_news para enviar as sus sugestões de links de notícias aos nossos moderadores.

A DRCNet continua publicando listagens de eventos grandes ou pequenos que estiverem relacionados com a causa, mas agora os publicamos em uma listagem que aparece na maioria das página no nosso sítio e que tem um link para o calendário completo. Se você estiver envolvido ou conhece algum evento relevante, pode publicá-lo diretamente – não só uma descrição curta como as que fizemos anteriormente, mas o anúncio completo – na nossa página de eventos em http://stopthedrugwar.org/node/add/event.

Agora, os artigos da Crônica da Guerra Contra as Drogas têm seções de comentários debaixo deles, outra maneira de entrar na discussão.

A seguir: publicações agenciadas que você pode publicar na sua página, uma base de dados considerável com links de políticas de drogas e conteúdo geograficamente objetivado para a sua consulta personalizada do sítio. Para conseguir esse conteúdo geograficamente objetivado, você terá que se conectar às nossas novas contas (o mesmo endereço eletrônico que você nos deu antes, se for assinante) e dar-nos a sua localização, se já não fez isso. Visite http://stopthedrugwar.org/user para se conectar, se registrar ou atualizar a sua informação. (Por favor, conte-nos se lhe aparecer qualquer mensagem de erro ou se você tiver quaisquer problemas com as contas – consertamos alguns dos problemas, mas queremos chegar o mais perto possível da perfeição.)

Matéria: Vivendo na Época do Katrina – Perdidos no Gulag Lodoso da Luisiana

A moradora de Nova Orleans, Pearl Bland, foi presa e encarcerada por acusações de porte de apetrechos para consumo de drogas em Agosto de 2005, poucas semanas antes que o Furacão Katrina devastasse a cidade. Ela se confessou culpada no dia 11 de Agosto e o juiz dela ordenou que fosse libertada no dia seguinte para que fosse posta em um programa de reabilitação química. Reconhecendo que Bland era indigente, ele suspendeu as multas e taxas, mas Bland não foi solta no dia seguinte. A Prisão Paroquial de Orleans (OPP) a manteve presa porque ela devia $398 em multas e taxas de uma detenção anterior. Ela tinha uma audiência judicial em Agosto e outra marcada para o dia 20 de Setembro na qual as multas e taxas muito provavelmente teriam sido suspensas.

Pearl não pôde comparecer à audiência de Setembro. Ao invés disso, quando chegou o Katrina, ela se juntou aos milhares de prisioneiros atolados no purgatório. Após ser espancada pelas suas companheiras na OPP enquanto os adjuntos encolhiam os ombros, Bland foi evacuada, primeiro para a prisão estadual de segurança máxima em Angola e, por fim, para uma cadeia na Paróquia de Avoyelles. Em Junho, ela contatou desesperadamente a American Civil Liberties Union (ACLU), que por sua vez contatou advogados junto à Clínica de Direito Penal da Universidade de Tulane, os quais conseguiram soltá-la no dia 28 de Junho. Bland não pôde comparecer à audiência de soltura dela, assim como não pode estar presente nas quatro audiências das semanas anteriores, porque os carcereiros dela não queriam entregá-la ao tribunal.

“Pearl Bland passou 10 meses em prisões por todo o estado em razão de $398 em multas e taxas que o juiz dela provavelmente teria suspendido se ela houvesse comparecido ao tribunal”, disse Tom Javits, advogado do Projeto Nacional de Prisões da ACLU. “Mas, por causa da tempestade e da resposta a ela, Bland teve que esperar meses para que tivesse a sua vez na corte, e apenas porque procurou ajuda”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

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o relatório da ACLU
Já seria ruim se Pearl Bland fosse uma exceção, mas infelizmente, o caso dela é típico do que aconteceu com muita gente azarada para estar atrás das grades quando o Katrina chegou ou para ser presa pouco tempo depois da tempestade. Como documentaram o Projeto Nacional de Prisões da ACLU e a ACLU da Luisiana no seu relatório do início de Agosto, "Abandoned and Abused: Orleans Parish Prisoners in the Wake of Katrina” [Abandonados e Abusados: Os Prisioneiros da Paróquia de Orleans Depois do Katrina], milhares de cidadãos de Nova Orleans sob custodia quando a tempestade atingiu o litoral foram deixados à própria mercê enquanto os guardas fugiam do nível crescente das águas. Desde então, aqueles presos têm sido espalhados ao vento, deixados sem defesa, os guardas abusaram deles e eles têm sido abandonados por um sistema de justiça que parece estar satisfeito ao esquecer-se deles. E com a reconstrução pós-Katrina levando uma forte marca de imposição da lei, eles foram somados por milhares, muitos deles presos por crimes triviais como cuspir na calçada, embriaguez em público e porte simples de drogas.

Um ano depois do Katrina, milhares de presos não viram nem advogado nem foram citados, nem sequer compareceram ante um juiz. Escandalosamente, ninguém tem uma contagem certa – ou se a tem, não a dizem. “Ninguém sabe os números”, disse a professora de direito Pámela Metzger, que dirige a Clínica de Direito Penal da Faculdade de Direito de Tulane e aqueles estudantes que foram às cadeias e prisões da Luisiana em busca dos presos do Katrina. “Quando pedimos à promotoria que nos ajude com isto, para que as pessoas possam ter advogados, eles dizem que não é trabalho deles. Só desde Junho, os meus estudantes conseguiram rastrear e soltar cerca de 95 pessoas”, disse Metzger. “Mas não temos nenhuma maneira de saber quantos estão na cadeia”.

Quando a Crônica fez a mesma pergunta ao diretor executivo da ACLU da Luisiana, Joe Cook, ele deu a mesma resposta. “Eu não sei qual é o número. Pergunte ao promotor”, disse.

A promotoria de Nova Orleans não atendeu as muitas chamadas em busca de informação sobre o número de pessoas presas antes ou depois do Katrina que ainda têm que ver um advogado ou ter uma audiência judicial. Igualmente, e isso talvez seja um indício do estado das coisas na defensoria pública, ninguém atendeu o telefone apesar de diversas ligações. (Isso não é bem verdade. Em uma ocasião, uma mulher atendeu, mas ela disse que era contadora e que não havia ninguém no escritório.)

As estimativas publicadas do número de presos de Nova Orleans aos quais se negou seus direitos básicos à defesa legal e a um julgamento ligeiro estiveram entre os 3.000 e 6.000.

Parte do problema é o colapso quase total do sistema de defesa dos indigentes na cidade. Já estava em péssima forma antes da tempestade e entrou em colapso junto com o resto do sistema de justiça criminal depois da tormenta. Mas, embora as autoridades fossem rápidas em consertar o aparato de repressão legal, foi preciso esperar até Junho para que os tribunais criminais começassem a funcionar, e a defensoria pública, que depende da arrecadação das multas para financiar as operações dela, não tinha dinheiro. Agora, quase três-quartos dos defensores públicos simplesmente foram embora apesar de serem necessários para representar quase 85% dos réus criminais da cidade.

A situação chamou a atenção do Departamento de Justiça dos EUA, que em um relatório lançado em Abril concluiu que: “As pessoas esperam na cadeia sem nenhuma acusação e os julgamentos não podem ser realizados; mesmo os réus que desejam se confessar culpados devem ter um advogado para que o juiz aceite o acordo. Sem os advogados de defesa dos indigentes, atualmente Nova Orleans sente falta de um verdadeiro processo de defesa, o processo para garantir que mesmo a pessoa presa mais pobre receba um acordo justo, que o governo simplesmente não pode enclausurar suspeitos e esquecer-se deles... para a vasta maioria dos indivíduos presos”, descobriu o estudo, “a justiça simplesmente não está disponível”.

A situação também está começando a irritar os juízes de Nova Orleans. Em Maio, o Presidente da Vara Criminal do Distrito, Calvin Johnson, emitiu uma ordem que exigia que todos os acusados de infrações de trânsito ou do código municipal fossem citados, em vez de encarcerados. A cidade tem “um número limitado de vagas na cadeia e não podemos enchê-las de gente acusada de infrações menores como a perturbação da ordem, a invasão de propriedade ou por cuspirem na calçada... Não estou exagerando. Havia gente na cadeia por cuspir na calçada”, reclamou.

Na semana passada, outro juiz da vara criminal de Nova Orleans, Arthur Hunter, virou notícia quando ameaçou começar a realizar audiências nesta semana para soltar alguns dos presos detidos durante meses sem advogados nem audiências judiciais. Isso deveria ter acontecido na terça-feira, mas não ocorreu. Ao invés disso, o Juiz Hunter adiou a audiência depois que os promotores apresentaram as suas preocupações.

Embora os distúrbios no sistema fossem inevitáveis depois do Katrina, Metzger da Universidade Tulane pôs parte da culpa na promotoria. “Eles tomaram decisões muito ruins e são impedidos por uma espécie de resposta reflexiva de que tudo tem que ser processado totalmente. Eles não procuram esclarecer os casos; ao invés disso, eles deixam que as pessoas esperem sem advogados até que estejam dispostas a se confessarem culpadas”, disse. “É uma forma de extorsão acusatória”.

Não são apenas as pessoas que estavam na cadeia quando chegou o Katrina, mas muitos daqueles presos desde então que desapareceram no gulag lodoso, disse Metzger. “Na semana passada, encontramos um homem que estivera detido na prisão de segurança máxima de Angola desde Janeiro. Ele foi pego por porte de drogas, o seu único antecedente era por maconha e ele esteve aguardando em uma das piores prisões no país sem nem sequer consultar um advogado durante oito meses”, exclamou ela. “Conseguimos um alvará de soltura. Ele deveria ter saído na terça-feira, mas ainda está na cadeia. Simplesmente não sabemos quantos mais há como ele”.

A promotoria não só não está cooperando, está muito obstinada, denunciou Metzger. “Entramos com um pedido de direito a julgamento ligeiro em nome de um homem chamado Gregory Lewis que já cumpriu 10 meses de uma contravenção de drogas com um máximo de seis meses. A promotoria combateu isso e a moção dela dizia na verdade que, vou citá-la, ‘Não é insensato deter supostos viciados em drogas na cadeia durante mais tempo que as outras pessoas; isso permite que as drogas mortíferas saiam dos metabolismos delas’”, disse ela.

A moção da promotoria se referia obliquamente à desintoxicação, o que é irônico dado que não existe tal instalação em Nova Orleans. “Não há nenhum leito de desintoxicação em toda a cidade”, disse Samantha Hope da Hope Network, um grupo que busca financiamento privado para abrir um centro de tratamento e recuperação no coração da cidade. “A maioria das pessoas na OPP agora é gente que não pôde ter acesso ao tratamento de um problema com o álcool ou as drogas. Assim têm sido as coisas desde o princípio”, disse ela à Crônica. “Em vez de criminalizar as pessoas que têm problemas com o álcool ou as drogas, precisamos encontrar uma maneira de dar-lhes apoio. Confrontar o nosso sistema correcional devorador de dinheiro, a nossa rede conservadora e o racismo, isso é que são elas”.

Os estudantes de Tulane entraram com alguns casos de julgamento ligeiro, mas nem todos tiveram sorte o bastante para terem um estudante de direito de Tulane trabalhando no caso deles para que possam abrir um pedido de julgamento ligeiro. “A fim de entrar com uma moção para julgamento ligeiro, é preciso ter um advogado e milhares ainda nem têm defesa”, explicou Cook da ACLU da Luisiana. “O sistema de defesa dos indigentes estava falido muito antes do Katrina e agora é um completo desastre”, disse ele à Crônica.

Os presos da guerra às drogas são um número considerável, porém desconhecido, daqueles que cumprem “Katrina time”, disse Cook. “Definitivamente, é uma proporção considerável deles”, disse, “mas muitos deles nem sequer foram acusados formalmente. Em Nova Orleans, como na maior parte das grandes áreas urbanas, provavelmente é seguro dizer que uma pluralidade de detenções criminais mantém relação com as drogas”.

Há soluções, mas não virão facilmente. “Precisamos ter uma defensoria pública que seja financiada com dinheiro seguro e previsível”, recomendou Metzger. “Temos que ir além da confiança nas multas para financiar este escritório. Se houvéssemos tido defensores públicos, teria havido alguém atento para registrar os abusos”, disse ela.

“Segundo, precisamos ter promotores que entendam as suas obrigações para com a comunidade”, prosseguiu Metzger. “O trabalho deles não é simplesmente conseguir condenações, mas fazer justiça, e o que isso significa variará de acordo com os fatos e circunstâncias individuais. O que a justiça pós-Katrina exige não é o que a justiça exigia antes do Katrina. Se você estivesse vivendo em Nova Orleans no outono de 2005 e não estivesse bêbado ou drogado, provavelmente estava com um problema. Todos estavam medicados ou se automedicando”.

Cook tinha a sua própria série de recomendações para um conserto. “Primeiro, ligamos o aquecimento. Fiz uma visita ao promotor nesta semana e lhe pedi que acelerasse os processos”, revelou. “Queremos garantir que exista um plano coordenado de evacuação de emergência para todas as prisões e cadeias e pedimos à divisão de direitos civis do Departamento de Justiça que dê uma olhada no que aconteceu na OPP e desde então. Parte dela examinará por que estas pessoas não tiveram advogados de defesa nem a vez delas na corte”.

Ligar o aquecimento é precisamente o que um grupo comunitário recém-formado está tentando fazer. E não estão objetivando somente os promotores e o sistema de defesa pública. “A polícia adotou um novo ponto de vista do que pertence à cidade agora e esse ponto de vista não inclui os negros pobres”, disse Ursula Price da Safe Streets, Strong Communities, um grupo que organiza as pessoas que estiveram na cadeia ou foram brutalizadas de qualquer outra forma pela polícia. A Safe Streets, Strong Communities está administrando duas campanhas, uma para fortalecer a defensoria pública de indigentes e outra para melhorar as condições na própria cadeia. “Eles dizem aos nossos membros que ‘você não deveria ter voltado, não queremos a sua laia aqui’”, disse ela à Crônica. “A raça é um problema, a economia é um problema e os nossos adolescentes estão suportando o pior de tudo. Eles sempre são assediados pela polícia”.

É uma questão de escolhas, disse Price. “Temos tantos policiais como antes da tempestade e metade do total de pessoas e acabamos de lhes dar um aumento. O departamento municipal de finanças gasta deliberadamente a vasta maioria do seu dinheiro em segurança pública, e, então, já não resta nada para os serviços sociais, que estão sendo sacrificados de propósito”, disse ela. “Mas, estou encorajada porque a comunidade está começando a perceber. Quando as pessoas descobrirem que estávamos gastando meio-milhão de dólares por semana na Guarda Nacional sem ter impacto nenhum, elas começarão a se mobilizar”.

Cook tinha uma lista completa de reformas necessárias, que vão da diminuição da população carcerária a parar a prática de usá-la para deter presos estaduais e federais, criar programas adequados de saúde e tratamento dentro da cadeia e diminuir o número de pessoas presas como detidas pré-julgamento. “Precisamos de remanejamento antes do julgamento, a reforma das fianças e citar e lançar políticas para diminuir a população carcerária”, debateu. “Precisa-se de vontade política para fazer isto. É um crime encarcerar uma criança quando há uma escolha e há muitas outras escolhas. E devemos tratar o abuso químico como questão de saúde pública, não como uma questão de repressão legal”.

As perspectivas parecem sombrias. “Vai ser necessária uma liderança esclarecida e vejo apenas muito pouca esperança disso”, disse Cook. “Mas não vamos desistir. O sistema estadual do juizado de menores está finalmente passando por reformas por causa da pressão das famílias e dos ativistas e acho que será necessário o mesmo tipo de esforço para consertar as coisas no tocante aos adultos e aqui em Nova Orleans, no nível paroquial. Isso já está acontecendo por aqui com a Coalizão de Reforma da OPP, o pessoal da Safe Streets e tudo isso”.

Mas falta muito para que isso aconteça em Nova Orleans.

Matéria: Presidente Brasileiro Assina Nova Lei Sobre as Drogas – Os Usuários Não Serão Mais Presos

Na semana passada, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva assinou um projeto que cria uma nova lei sobre as drogas no maior e mais populoso país da América do Sul. Segundo a nova lei, os consumidores e portadores de drogas não serão mais presos e encarcerados, mas citados, e receberão reabilitação e terão que prestar serviço comunitário. A nova lei marca uma mudança importante nas políticas brasileiras de drogas, com os usuários de drogas sendo vistos oficialmente não como criminosos, mas como gente carente de ajuda médica e psiquiátrica.

“Um usuário de drogas não é caso de polícia, é um viciado”, disse Elias Murad, o deputado que defendeu o projeto, ao Christian Science Monitor depois que Lula transformou o projeto em lei. “É mais um problema médico e social do que um problema de polícia e é assim que se pensa hoje, não só aqui no Brasil, mas em todo o mundo. Achamos que não é possível mandar alguém que está doente à cadeia”.

“Fumar maconha não é crime”, concordou Paulo Roberto Uchoa, que dirige a Secretaria Nacional Antidrogas do Brasil. “Um usuário de drogas é... alguém que precisa de aconselhamento e informação. Os que traficam drogas são os criminosos”.

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out-door da Psicotropicus que promove a legalização da maconha
Com 170 milhões, o Brasil tem emergido como grande mercado de drogas. O consumo de maconha é comum e o Brasil reclama a distinção ambígua de ser o segundo maior mercado de cocaína do mundo, atrás dos Estados Unidos. Tradicionalmente, o Brasil tem encarcerado os consumidores de drogas, mas isso é caro e coloca o risco de que eles serão expostos e se juntarão às gangues violentas e fortemente armadas do tráfico de drogas ou “comandos”.

Antes, os portadores de pequenas quantidades enfrentavam uma sentença de entre seis meses e dois anos de prisão, mas segundo a nova lei, eles podem pegar uma ou mais das seguintes: tratamento, serviço comunitário, multas ou suspensão de suas carteiras de motorista. As penas para traficantes e vendedores de drogas, contudo, foram ligeiramente aumentadas. Segundo a lei antiga, os traficantes recebiam entre três ou 15 anos de prisão; agora, eles podem pegar entre cinco e 15. A lei também cria o crime novo de ser um “capitalista do narcotráfico”, punível por entre oito e 20 anos de prisão.

Embora os funcionários do governo brasileiro se parabenizem pela abordagem progressista deles, nem todos estavam contentes. “Não nos enganemos, o consumo de drogas ainda é crime”, disse Martín Arangurí Soto, estudante de pós-graduação em ciência política que investiga o encarceramento na Pontifícia Universidade Católica de São Pulo (e que também trabalha como tradutor da DRCNet). “Sim, o novo mantra é o de que isto mudou de ser um caso de polícia para um problema de saúde pública”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Mas, as pessoas ainda andam sendo punidas pelas escolhas que fizeram e se não obedecerem às ‘medidas socioeducativas’ que a lei menciona – quaisquer que elas sejam, ainda podem ser presas de seis a 24 meses. Como se se devesse algo à sociedade por consumir drogas ou houvesse a necessidade de ser ‘educado’ ou ‘corrigido’”.

E embora os funcionários brasileiros estejam mostrando as penas alternativas como uma abordagem melhor, Arangurí Soto sugeriu que o motivo principal era o de desafogar as prisões superlotadas e superaquecidas do Brasil, lar de alguns nos narcotraficantes mais duros do país (que comandam o tráfico atrás das grades) e o palco de várias rebeliões violentas, que vêm acontecendo desde Maio, nas quais mais de 160 pessoas foram mortas em revoltas nas prisões e em combates armados organizados pelos comandos do narcotráfico.

“O grande argumento para apoiar as penas alternativas é o de que elas vão aliviar a superlotação nas prisões”, disse. “Também há a retórica sobre evitar a ‘contaminação moral’ – a mesma fórmula antiga repetida pelos criminologistas durante quase 200 anos”.

O Promotor Ricardo de Oliveira Silva, que defendeu a nova lei, apoiou o argumento de Arangurí Soto, dizendo ao Christian Science Monitor que a nova lei pode significar um corte de um-terço no número de pessoas enviadas à cadeia pelos juízes. Isso reduziria enormemente a superlotação, disse.

“Esta lei não descriminaliza o consumo de drogas”, denunciou Arangurí Soto. “Continua punindo os usuários, mas agora os trata como se fossem doentes. Ativa a justiça terapêutica e legitima o papel moralizador do estado quando se trata da conduta individual”, debateu. “A nova lei é uma armadilha, uma armadilha ‘moderna’, compassiva, curativa e terapêutica”.

Arangurí e seus colegas brasileiros se juntaram a um debate que tem criado alvoroço nos círculos estadunidenses da reforma durante anos, mas que foi intensificado com a campanha pela, e a aprovação da, Proposição 36 da Califórnia nas eleições de Novembro de 2000. Um ponto de vista mais esperançoso foi assumido numa entrevista de 2003 concedida à Crônica da Guerra Contra as Drogas pelo diretor do Projeto de Políticas de Drogas da Ordem dos Advogados da Comarca de King, Roger Goodman. “A reforma sempre se dá com dois passos para frente, um passo para trás”, disse Goodman, “mas agora toda esta idéia de tratamento em vez de encarceramento passou para a corrente principal. Já não é mais radical. O próximo passo é a regulamentação governamental das drogas em vez da regulamentação governamental do comportamento humano. Isso é muito mais radical”.

De qualquer maneira, a nova lei do Brasil tem sido esperada durante muito tempo. Apresentada pela primeira vez pelo Deputado Murad em 1991, o projeto demorou cinco anos para ser aprovado pela câmara dos deputados e outros cinco para passar pelo Senado. Então, definhou durante outros cinco anos antes que o governo Lula se dispusesse a assiná-lo.

Agora, o Brasil deu um passo adiante. A pergunta é como a nova lei será implementada e se servirá como pedra angular ou obstáculo para políticas de drogas mais progressistas.

Matéria: Vitória da Maconha Medicinal em Tribunal de Dakota do Sul por Súmula Eleitoral

A iniciativa de maconha medicinal de Dakota do Sul e seus organizadores, a South Dakotans for Medical Marijuana, conseguiram uma importante vitória legal na sexta-feira passada quando um juiz do tribunal do circuito ordenou que os funcionários estaduais descartassem a explicação eleitoral redigida pelo inimigo da maconha medicinal, o Procurador-Geral Larry Long (R). Os organizadores da iniciativa haviam aberto uma ação que desafiava a explanação eleitoral de Long por ser desesperadamente enviesada contra a iniciativa, e na sua decisão na sexta-feira passada, o Juiz Max Gors do Tribunal do Circuito de Pierre, a capital do estado, concordou com isso.

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Nem sequer se é deixado em paz em Dakota do Sul...
De acordo com a lei de Dakota do Sul, o procurador-geral está encarregado de escrever um “sumário objetivo, claro e simples” das medidas eleitorais. Mas o original do Procurador-Geral Long nem chegou perto disso. Mesmo antes de fazer a própria súmula eleitoral, ele decidiu mudar o próprio nome da medida. Conhecida desde o começo e aberta junto ao estado como “Uma lei para proporcionar o acesso seguro à maconha medicinal a certas pessoas qualificadas”, Long decidiu que estaria mais bem intitulada se se chamasse “Uma Iniciativa para autorizar o consumo de maconha para adultos e crianças com doenças específicas”. O texto completo de sua explicação eleitoral original é o seguinte:

Atualmente, o porte, consumo, distribuição ou cultivo de maconha é crime tanto de acordo com a lei estadual quanto com a federal. A lei proposta legalizaria o consumo ou porte de maconha para qualquer adulto ou criança que tiver uma das diversas doenças listadas e que estiver registrado no Departamento de Saúde. A lei proposta também proporcionaria uma defesa às pessoas que cultivam, transportam ou distribuem maconha somente para pessoas registradas. Mesmo se esta iniciativa for aprovada, o porte, consumo ou distribuição de maconha continua sendo crime federal. As pessoas contempladas pela lei proposta ainda estariam sujeitas a processo federal por infração das leis federais de controle das drogas. Os médicos que derem certificações escritas podem estar sujeitos à perda de suas licenças federais para dispensar drogas prescritíveis.

Em sua decisão na sexta-feira passada, o Juiz Gors ordenou que o Procurador-Geral Long reescrevesse a súmula eleitoral ou usasse o texto que o próprio Juiz Gors redigiu:

Esta iniciativa permitiria que as pessoas, inclusive menores com autorização dos seus pais, que tiverem uma doença debilitante cultivem (não mais de seis plantas), portem (não mais de trinta gramas) e usem pequenas quantidades de maconha para fins medicinais. A “doença debilitante” é definida para incluir câncer, glaucoma, HIV, AIDS ou uma doença crônica e debilitante que inclua a caquexia, síndrome debilitante, dores intensas ou crônicas, náuseas crônicas, convulsões, inclusive as convulsões epiléticas, espasmos musculares crônicos ou persistentes, inclusive aqueles causados por ferimentos na coluna, esclerose múltipla, Mal de Chrohn, fibromialgia ou qualquer outra doença aprovada pelo Departamento da Saúde. A certificação pode ser conseguira ao enviar os registros médicos ao Departamento da Saúde ou enviando a recomendação de um médico. Uma pessoa não pode dirigir enquanto estiver intoxicada com maconha nem pode fumar maconha em qualquer lugar em que o fumo de tabaco esteja proibido. O cultivo, porte e consumo de maconha ainda serão ilegais segundo a lei federal, mas a certificação é uma defesa contra o processo criminal de acordo com a lei estadual.

Sarah Raeburn, porta-voz da procuradoria-geral, disse à Crônica da Guerra Contra as Drogas na quarta-feira que Long decidira aceitar a versão do juiz como está. “Essa é a que usaremos”, disse ela. “As únicas mudanças são dois erros de pronúncia que corrigimos”.

“Ficamos muito satisfeitos com a decisão do juiz”, disse o advogado de Huron, Ron Volesky, que debateu o caso a favor da principal demandante, Valerie Hanna, da South Dakotans for Medical Marijuana, uma ex-enfermeira do exército que padece de males neurológicos relacionados à sua exposição a químicos durante a Guerra do Golfo. “Sentimos que é uma vitória para a justiça nas urnas. O tribunal do circuito expôs um remédio com um texto novo que é justo em sua essência”, disse ele à Crônica.

Volesky, um ex-legislador estadual que é o indicado democrata ao cargo do procurador-geral neste ano, era o homem perfeito para o trabalho. Não só ele está entre os poucos políticos de Dakota do Sul interessados na maconha medicinal – ele apresentou um projeto que não chegou a lugar nenhum na assembléia em 2002 --, ele teve experiência anterior em desafiar as súmulas eleitorais do Procurador-Geral Long em 2004.

A demandante Hanna também se pronunciou satisfeita. “Estou muito contente e satisfeita com a decisão”, disse ela à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Este é um bom dia para as pessoas doentes em Dakota do Sul”.

O Marijuana Policy Project, sediado em Washington, DC, que ajudou a financiar o esforço de coleta de assinaturas para colocar a iniciativa na votação, também se satisfez. “Graças a esta decisão sensível, Dakota do Sul terá agora uma descrição justa da iniciativa de maconha medicinal nas urnas e os habitantes de Dakota do Sul podem tomar uma decisão que não for enviesada sobre se querem proteger os pacientes de maconha medicinal de Dakota de Sul de detenção e processo criminal por usar o medicamento que lhes dá mais resultados”, disse a porta-voz do MPP, Rebecca Greenberg, à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

Agora, com o problema do texto eleitoral no passado, os defensores da maconha medicinal em Dakota do Sul voltarão suas atenções para a vitória nas urnas em Novembro. O estado socialmente conservador será um grande desafio, mas os organizadores estão otimistas.

“Continuaremos fazendo pressão”, disse Hanna. “Estamos falando com a imprensa e estou contatando os membros do clero agorinha mesmo. Com sorte, encontraremos alguns que tiverem coragem para se pronunciar publicamente, mas é bem assustador defender algo assim por aqui. Mas tenho muita esperança que as pessoas vão responder positivamente a esta iniciativa”.

“Chegou a hora das pessoas se pronunciarem”, disse Volesky. “Quando a assembléia não age, temos o poder do povo através de medidas eleitorais e referendos para passar a legislatura. Em vez de tentar conseguir um punhado de legisladores controlados pelo governo, o povo pode tomar a sua própria decisão”.

Se a campanha for bem-sucedida, Dakota do Sul virará o 12º estado a legalizar a maconha medicinal e o nono a fazê-lo através do processo de iniciativas.

Listado de Empleos: Asistente Administrativo, NORML

Hay una vacante inmediata en una organización progresista de reforma de la ley sobre las drogas, tiempo integral, preferencia dada a egresos de la universidad, experiencia en oficinas, con necesidad de habilidades en informática (dbase).

Los deberes incluyen a teléfonos, entrada diaria de datos, procesamiento de la correspondencia y la organización/manutención de los voluntarios.

El salario está entre $20-25 mil, envíe carta con currículo a: NORML, c/o Executive Director, (202) 483-0057 (f), [email protected]. Por favor, no llame ni haga visitas.

Anuncio: ASA Busca Pacientes que No Usaron Marihuana Medicinal en Razón de Afirmaciones del Gobierno

El Americans for Safe Access está conduciendo un estudio investigativo nacional y está buscando pacientes en los EE.UU. (de cualquier estado) que durante algún período de tiempo no hayan usado cannabis en razón de la afirmación del gobierno federal de que ello no es medicamento.

POR FAVOR, REVISE LOS CRITERIOS DE LIMITACIONES ABAJO PARA SABER SI USTED O ALGUIEN QUE USTED CONOZCA CUMPLE LAS EXIGENCIAS DE ELEGIBILIDAD PARA PARTICIPAR DE ESTE ESTUDIO.

POR FAVOR, NO CONTESTE ESTE MENSAJE A MENOS QUE USTED SATISFAGA TODOS LOS CRITERIOS SIGUIENTES:

1. ¿Un paciente NO consumió marihuana durante algún período de tiempo dentro de los últimos 5 años PORQUE EL GOBIERNO FEDERAL DIJO QUE NO TENÍA NINGÚN VALOR MEDICINAL?

2. ¿El paciente puede demostrar, A TRAVÉS DE REGISTROS MÉDICOS VERIFICABLES, que tras empezar a consumir marihuana medicinal, mejoró su salud o alivió los síntomas?

3. El paciente DEBE tener (o poder obtener) PRUEBAS DOCUMENTALES DE PROFESIONALES DE LA SALUD que muestren los efectos nocivos de su enfermedad antes de usar cannabis y las pruebas de alivio o disminución de efectos como resultado del consumo de cannabis.

4. Sus registros médicos deben documentar un cambio en la enfermedad dentro de los últimos 5 años.

5. Además de las PRUEBAS MÉDICAS DOCUMENTADAS, sería útil, pero no necesario, si su médico estuviera dispuesto a atestar la mejoría de la enfermedad como resultado del consumo de cannabis.

Un ejemplo sería más o menos así:

Fulano de Tal (que es VIH+) se rehusó a consumir cannabis hasta dos años atrás porque el gobierno federal dice que no tiene valor medicinal. Como consecuencia de eso, Fulano sufrió algún daño físico (náusea, dolores, pérdida de peso, etc.). Finalmente, Fulano decide usar cannabis bajo incentivo de su(s) amigo(s), médico(s) y otro(s) individuo(s). Como resultado de su NUEVO uso de cannabis, Fulano pudo demostrar con REGISTROS MÉDICOS que su salud ha mejorado.

Es importante comprender que usted no contraerá ni obligaciones ni beneficios financieros por su participación en este estudio.

Si usted o alguien que usted conoce cumple los criterios susodichos y estuviera interesado en participar de este estudio investigativo importantísimo y oportuno, por favor contacte al Americans for Safe Access (ASA) lo más pronto posible.

Por favor, mande todas las preguntas a [email protected] o contacte al ASA por teléfono a través del (510) 251-1856 ext. 306.

Semanal: Esta Semana en la Historia

01 de Septiembre de 2003: En un esfuerzo para ahorrar más de $30 millones en réditos generales en cinco años, Tejas implementa una nueva ley que exige la supervisión comunitaria obligatoria para infractores primarios de la legislación antidroga considerados culpables de tenencia de cantidad inferior a un gramo de ciertas sustancias controladas o de cantidad inferior a 454g de marihuana. De acuerdo con la ley anterior, dichos infractores solamente eran elegibles para supervisión comunitaria en la cárcel estadual o encarcelamiento en instalación carcelaria estadual.

02 de Septiembre de 1994: En Detroit, la Jueza Helen E. Brown condena a Lázaro Vivas a prisión perpetua por tenencia de más de 650 gramos de cocaína. La Jueza Brown le dice a Vivas, “Yo no creo que esto sea justo. No es una sentencia que yo te daría, si tuviera alguna opción. Pero yo tengo que darte esta sentencia, porque tengo que seguir la ley. Entonces, tu sentencia es prisión perpetua”.

04 de Septiembre de 1991: El Juez Distrital de los EE.UU., Juan Burciaga, dice, “La lucha contra los narcotraficantes es un fuego cruzado que amenaza consumir aquellos derechos fundamentales del individuo establecidos deliberadamente en nuestra Constitución”.

04 de Septiembre de 2001: Dos importantes reformadores de la legislación sobre la marihuana de Michigan son muertos a tiros, después de un sitio de una semana de duración de su recinto de 34 acres llamado “Rainbow Farm” en Vandalia, Michigan. El confronto ocurrió después de una investigación de dos años de alegaciones de consumo de marihuana en el acampamento.

05 de Septiembre de 1989: En su primer discurso televisado nacionalmente desde la Sala Oval, el Presidente George Bush declara que los narcóticos son “la amenaza más grande que se enfrenta nuestra nación” y que él va a intensificar la guerra contra las drogas. Bush muestra un paquete de crack confiscado en cadena nacional y declara, “Esto es crack, confiscado hace algunos días por los Agentes de Represión a las Drogas en un parque del otro lado de la calle de la Casa Blanca”, una afirmación que es desmentida después. Durante el mismo discurso, Bush también exige la pena de muerte para narcotraficantes como Pablo Escobar y pide el aumento presupuestario más grande hasta el día de hoy en la historia de la guerra a las drogas al prometer $2 billones en ayuda a los países andinos.

05 de Septiembre de 1990: El Comandante de la Policía de Los Ángeles, Daryl F. Gates, atesta ante el Comité Judiciario del Senado de los EE.UU. que los consumidores casuales de drogas deberían ser fusilados. Él no menciona el consumo casual de drogas de su propio hijo.

05 de Septiembre de 2002: Los agentes de la DEA arrestan a Valerie y Michael Corral de la Wo/Men's Alliance for Medical Marijuana (WAMM) y destruyen 150 plantas de marihuana pretendidas para consumo de miembros de la WAMM, cuya mayoría es de pacientes terminales.

06 de Septiembre de 1988: Tras dos audiencias, el juez de derecho administrativo de la DEA, Francis Young, recomienda la trasferencia de la marihuana para la Clase II para que pueda ser prescrita como medicamento. Él dice, “Sería irrazonable, arbitrario y caprichoso que la DEA siguiera entre aquellos pacientes y los beneficios de esta sustancia a la luz de las pruebas en este registro”. El Juez Young observa que la marihuana es segura y que tiene un “uso médico actualmente aceptado en el tratamiento” y que “la marihuana, en su forma natural, es una de las sustancias terapéuticamente activas más seguras que el hombre conoce”.

06 de Septiembre de 1999: Jorge Castañeda, que se vuelve después el ministro de relaciones exteriores de México durante el gobierno Vicente Fox, escribe en Newsweek: “Al fin, la legalización de ciertas sustancias puede ser la única manera de bajar los precios y hacerlo puede ser el único remedio para algunos de los peores aspectos de la peste de las drogas: la violencia, la corrupción y el colapso del imperio de la ley”.

06 de Septiembre de 2000: El Ottawa Citizen informa que Jaime Ruiz, el ministro plenipotenciario del presidente colombiano, dijo, “Desde el punto de vista colombiano, [la legalización] es la solución fácil. Digo, legalizarla no más y no tendremos más problemas. Probablemente en cinco años ya no tendríamos más guerrillas. Ningún problema. Tendríamos un gran país sin problemas”.

07 de Septiembre de 2001: Trece oficiales actuantes y pasados de la policía de Miami son acusados por autoridades estadounidenses de disparar contra personas desarmadas y conspirar para encubrir los hechos plantando pruebas. La incriminación es el escándalo más reciente para la fuerza policíaca plagada por problemas de la ciudad. Todos aquellos acusados son veteranos asignados a equipos de la SWAT, unidades de narcóticos o equipos especiales de supresión de la criminalidad a fines de los años 1990.

Búsqueda en la Red: Mark Fiore, Tony Papa, Dean Kuipers

la animación de Mark Fiore: The United States of Incarceration [Los Estados Unidos del Encarcelamiento]

el ex preso convertido en activista Anthony Papa golpea fiscal de narcóticos por distorsión en reforma Rockefeller en carta al editor del NYT

el autor de “Burning Rainbow Farm”, Dean Kuipers sobre “The Spirit of Tommy Chong” [El Espíritu de Tommy Chong], publicado en Drug Reporter de Alternet

Latinoamérica: Guatemala Impone “Estado de Prevención” en Operación Antidroga

El gobierno guatemalteco anunció el martes que iba a suspender algunos derechos constitucionales en municipalidades a lo largo de la frontera con México como parte de un esfuerzo para desenraizar los cultivos de adormideras y el tráfico de drogas en la región. Los habitantes de Concepción Tutuapa, Ixchiguán, San Miguel Ixtahuacán, Tajumulco y Tejutla se despertaron el martes por la mañana para encontrar sus municipios y pueblos cercados por 800 policías que llegaron en el medio de la noche, informó Prensa Libre, el periódico de Guatemala.

De acuerdo con una orden de emergencia de dos semanas llamada estado de prevención, el gobierno ha suspendido el derecho a tener armas de fuego o a realizar manifestaciones o reuniones en el área afectada. La medida también expande el derecho gubernamental a conducir búsquedas. Además, el gobierno les hizo advertencias a los medios de comunicación para que “no inciten a la rebelión, porque en ocasiones anteriores las emisoras de radio han instigado a que la gente se oponga a la destrucción de cultivos”.

El martes, los puntos de identificación de la policía cortaron el acceso a la región afectada y todos los vehículos estaban siendo sometidos a búsquedas. La policía también había allanado, por lo menos, 22 locales por vuelta del martes por la tarde, cuando los funcionarios guatemaltecos realizaron una rueda de prensa para anunciar la ofensiva.

“La idea de este operativo de alto impacto, al final de los 15 días, es tener erradicada la siembra de amapola, capturar personas vinculadas a este trasiego y al de personas, y confiscar armamento pesado”, les dijo el Presidente guatemalteco Óscar Berger a los reporteros. “Estamos intentando combatir el tráfico de drogas y el crimen organizado”, añadió el Ministro del Interior Carlos Vielman.

Para los residentes de las municipalidades, todas ubicadas en el departamento de San Marcos, la operación policíaca está causando algún nerviosismo. “Los vecinos vinieron para encontrarme muy preocupado y la única cosa que pude decirles era que aquél que nada debe no tiene nada que temer”, le dijo Jerónimo Navarro, el alcalde de Ixchiguán, a la Prensa Libre.

Primera Enmienda: Kenneth Starr Se Une a Recurso de Decisión del 9º Circuito de los EE.UU. en Caso “Bong Hits 4 Jesus”

El ex fiscal especial de Whitewater, Kenneth Starr, está ofreciendo sus servicios pro bono al distrito escolar de Juneau, Alaska en un caso que opone los derechos a la Primera Enmienda contra las severas políticas antidrogas del distrito. El Tribunal de Apelaciones del 9º Circuito de los EE.UU. decidió en Marzo que la Directora Deborah Morse había infringido los derechos del estudiante del Colegio Secundario de Juneau-Douglas, Joseph Frederick cuando ella lo suspendió por 10 días por sujetar una pancarta que decía "Bong Hits 4 Jesus" durante un desfile de Enero de 2002. Los funcionarios del colegio le dijeron a Frederick que él estaba suspenso por defender al consumo ilegal de drogas.

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el nuevo blanco de Ken Starr: los polos sobre narguiles
El 9º Circuito no estaba de acuerdo con eso. En decisión unánime, un panel compuesto por tres jueces sostuvo que aun los estudiantes de secundaria tienen el derecho a expresarse si no hacen que la escuela pierda su misión educacional. “Una escuela no puede censurar o castigar la expresión de los estudiantes meramente porque los estudiantes defienden una posición contraria a las políticas del gobierno”, escribió el Juez Andrew Kleinfeld por el panel.

Starr, cuyo principal trampolín a la fama fue investigar la relación entre el Presidente Bill Clinton y la practicante Monica Lewinsky, entró con una petición el lunes que instaba a la Corte Suprema a oír el caso. No es un asunto encerrado; por lo menos cuatro de nueves desembargadores deben votar a favor de una audiencia si se aprueba que debe aparecer ante la corte alta.

La Superintendente del distrito escolar, Peggy Cowan, le dijo a la Associated Press que el distrito está recurriendo para buscar claridad en los derechos de los administradores a imponer la disciplina contra estudiantes que infrinjan las políticas del mensaje antidroga del distrito. “La decisión del distrito de seguir adelante no es una falta de respeto ni con la Primera Enmienda ni con los derechos de los estudiantes”, dijo ella. “Ésta es una cuestión importante sobre cómo la Primera Enmienda se aplica a mensajes pro drogas en un ambiente educacional”.

Parece que alguien precisa regresar al colegio para aprender el significado de la Primera Enmienda.

Campaña Mediática del ONDCP: Anuncios Antidrogas del Secretario Antidroga Son un Fracaso, Dice GAO

El Gabinete de Finanzas del Gobierno (GAO) ha descubierto que la campaña publicitaria antidroga de $1.4 billón que visa la juventud y es administrada por el Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas (la secretaría antidroga, ONDCP), no funciona. El título del informe del GAO, “ONDCP Media Campaign: Contractor's National Evaluation Did Not Find That the Youth Anti-Drug Media Campaign Was Effective in Reducing Youth Drug Use” [La Campaña Mediática del ONDCP: La Evaluación Nacional de Contratistas No Halló que la Campaña Mediática Antidroga para la Juventud Fuera Eficaz en la Reducción del Consumo de Drogas de la Juventud], básicamente lo dice todo.

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evidentemente, no funciona...
El informe del GAO es por lo menos el tercero a criticar el programa en los últimos tres años. En 2003, el Gabinete de Administración y Presupuesto de la Casa Blanca calificó el programa como “ineficiente” y carente en cualesquiera resultados demostrables. En 2005, la Westat, Inc. y la Universidad de Pensilvania hicieron un estudio de $43 millones financiado federalmente que descubrió que la campaña no funcionaba. Esa evaluación descubrió que los niños y padres se acordaban de los anuncios y sus mensajes, pero los anuncios no cambiaban las conductas de los niños respecto de las drogas. También sugestionó que el bajo porcentaje informado en el uso de drogas entre adolescentes era resultado no de la campaña publicitaria, sino de una serie de otros factores.

El estudio del GAO lanzado el viernes pasado averiguó la evaluación de la campaña publicitaria hecha por la Westat y la halló creíble. “La revisión de las evaluaciones de la Westat realizada por el GAO y la documentación acompañante llevan a la conclusión de que la evaluación proporciona pruebas creíbles de que la campaña no era eficiente en la reducción del consumo de drogas de la juventud, ya sea durante todo el período de la campaña o durante el período de 2002 a 2004 cuando la campaña fue redirigida y estuvo concentrada en el consumo de marihuana”, dijo el GAO en su sumario ejecutivo.

Previsiblemente, el ONDCP ha atacado el informe del GAO. El vocero Tom Riley le dijo al USA Today que el informe es “irrelevante para nosotros. Tiene como base los anuncios de hace dos años y medio, y ellos también fueron eficaces. El consumo de drogas ha estado cayendo enormemente. Cortar el programa ahora pondría su progreso en peligro”.

El secretario antidroga, John Walters, también se quejó que la Westat carecía de pruebas de una relación real entre los anuncios y los datos que sugieren la disminución del consumo de drogas entre adolescentes. “Establecer una relación causal entre la exposición y los resultados es algo que los marqueteros importantes raramente intentan porque es virtualmente imposible de hacer”, dijo Walters en una carta. “Éste es el motivo por el cual la campaña publicitaria antitabaco ‘Verdad’, aclamada como iniciativa exitosa en vista de las caídas considerables que hemos visto en el fumo adolescente, no afirmó probar una relación causal entre la exposición de la campaña y los resultados en el fumo, informando al contrario que la campaña estaba asociada con caídas considerables en el fumo entre los jóvenes”.

Diferentemente de Walters, el Congreso puede querer ver algún tipo de relación causal entre la campaña publicitaria y los datos de consumo de drogas antes de financiarla durante otro año. El gobierno Bush quiere más $120 millones para el año fiscal 2007, pero el GAO dijo que sin un plan mejor de parte de Walters, la financiación debería ser cortada. El Congreso ponderará la cuestión en este otoño.

Marihuana: DEA Se Mete en Lío en Denver con Esfuerzo Abortivo para Derrotar la Iniciativa de Legalización en Noviembre

Jeff Sweetin, el agente especial de la DEA en Denver, probablemente desea haberse quedado quieto. Era malísimo que el periódico de la Universidad de Colorado, el Daily Camera, informara el domingo que uno de sus agentes especiales había enviado un correo-e a través de una cuenta del Departamento de Justicia en busca de un gerente de campaña para el “Comité de Información sobre la Marihuana de Colorado”, aparentemente una organización establecida para derrotar la iniciativa de legalización de la marihuana de Colorado. Esa iniciativa legalizaría la tenencia adulta de hasta treinta gramos de marihuana.

Pero entonces Sweetin metió la pata de verdad, diciéndole al Daily Camera que la ley “permite que su agencia se involucre en el proceso de decirles a los electores por qué ellos no deberían despenalizar la marihuana” y que el comité había recaudado $10.000 de “donaciones privadas, incluso algún dinero de las propio cuentas de los agentes”.

Eso fue suficiente para provocar al defensor de la iniciativa, la SAFER Colorado, que criticó a la agencia por la interferencia arbitraria en una cuestión electoral estadual. “El dinero del contribuyente no debería dirigirse hacia la defensa del poder ejecutivo de un lado u otro”, le dijo el director ejecutivo del grupo, Steve Fox, al Daily Camera. “Es un uso totalmente inadecuado del dinero del contribuyente”.

Pero la SAFER Colorado no estaba sola en sentirse ofendida con las acciones contrarias de la DEA. Los dos periódicos más grandes e influyentes del estado, el Rocky Mountain News y el Denver Post, condenaron la acción en editoriales. La posición del News era clara por su titular: "DEA Should Keep Out of State Politics” [La DEA Debería Distanciarse de la Política Estadual].

El Post tuvo un abordaje más preocupado con que el politiqueo de la DEA pueda ultrapasar los límites de lo apropiado, sino de la legalidad. “Proporcionar los hechos a la gente que los quiera es una cosa”, escribió el Post. “Usar la agencia como plataforma para influenciar las elecciones es otra. Sweetin dice que comprende claramente la diferencia. Seguramente esperamos que eso sea así”.

Si Sweetin esperaba que el reportaje simplemente desapareciera, él no ayudó nada cuando nubló aún más las cosas cuando la KMGH-TV en Denver informó el martes que: “Sweetin dijo que, pese a los informes contrarios, su gabinete no está ni haciendo campaña contra ella ni recaudando fondos. Cuando indagado sobre el comité y los $10.000 mencionados en el correo-e, Sweetin dijo, ‘Yo nunca supe de los $10.000 en dinero’”.

Eso llevó la SAFER Colorado a plantear toda una serie de preguntas sobre qué versión del activismo de la DEA era la verdadera, la cual ellos enviaron bondadosamente a los medios de Colorado. “Creemos que es muy sospechoso que el mismo agente de la DEA que dejó claro que el comité tenía fondos de donadores y agentes privados esté diciendo ahora que él nunca supo de este dinero”, dijo el coordinador de campaña, Mason Tvert. “Creemos que la DEA pensaba que podía hacer campaña activamente contra nosotros, pero entonces se les dijo por algún tipo de asesoramiento legal que eso no podía suceder así. De cualquier manera, estamos intentando transformar esto en el reportaje más relevante posible”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas.

Imposición de la Ley: La Guerra a las Drogas le Quita la Vida a Otro Oficial

Un oficial de narcóticos de Beckley, Virginia Occidental, fue muerto a tiros el martes por la mañana en una compra encubierta de drogas que salió mal, informó el Beckley Register-Herald el miércoles. El Detective Charles “Chuckie” Smith, 29, fue albeado por numerosos tiros mientras intentaba realizar una detención tras una compra de crack.

Dos hombres del área fueron presos y acusados de homicidio calificado en la muerte de Smith y están en la Cárcel Regional del Sur aguardando una audiencia de fianzas en el Tribunal del Circuito de la Comarca de Raleigh.

De acuerdo con la parte abierta contra el par, Smith contactó a uno de ellos para hacer una compra de crack, de ahí se encontró con el par cerca de un salón de fiestas de Beckley. Cuando uno de los hombres le entregó algunas piedras a Smith, él exhibió su distintivo. Un hombre se fue corriendo, pero el otro sacó un arma y hizo varios disparos contra Smith.

De acuerdo con el National Law Enforcement Officer Memorial Fund, en la última década, los oficiales de la ley han sido muertos en un índice de cerca de 165 por año, con poco más de la mitad de aquellas muertes debida a accidentes. La guerra a las drogas quita las vidas de cerca de una docena de oficiales a cada año.

Imposición de la Ley: Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana

Otra semana, otra canasta de manzanas podridas. Vemos tantas manzanas podridas que empezamos a imaginar si no hay un problema en el barril. De cualquier manera, esta semana tenemos un desempeño repetido de un juez de Alabama con una mala costumbre seria, algunos policías de Chicago aceptan acuerdos por robar a traficantes de drogas, un par de aviadores estadounidenses siendo condenados por actuar como entregadores de drogas y un comisario de una pequeña ciudad de Tejas buscando trabajo después que le hicieron demasiadas preguntas sobre el paradero de algún dinero de transacciones de drogas. Vamos a ello:

En Carollton, Alabama, el Juez Distrital Ira Colvin de la Comarca de Pickens está metido nuevamente en problemas por su consumo de anfetamina. Los lectores antiguos quizá se recuerden que el Juez Colvin fue preso hace dos semanas bajo acusaciones relacionadas con la metanfetamina y los precursores de la metanfetamina en la vecina Comarca de Lowndes, Mississippi. Él fue preso nuevamente el sábado por la mañana en Alabama bajo acusaciones de tenencia de metanfetamina con base en la descubierta de metanfetamina en su oficina en el Centro Judicial de la Comarca de Pickens el 15 de Agosto. Su oficina fue buscada bajo las órdenes del Juez James Moore del Tribunal del Circuito un día después de su detención en Mississippi. De acuerdo con el Tuscaloosa News, los funcionarios de la Comarca de Pickens dijeron que ellos habían estado investigando al supuesto consumo de drogas de Colvin desde Mayo. Él ha sido suspenso como juez y está libre bajo fianza por las acusaciones abiertas tanto en Mississippi como en Alabama. En una vuelta tardía e inesperada en la historia, Colvin dimitió el miércoles.

(Éste no es un ejemplo de corrupción – a veces es difícil decidir si cualquier caso de problemas legales que involucren a impositores de la ley debe entrar en esta columna – el Juez Colvin presumiblemente juzga a los demás acusados de consumo de drogas, entonces decidimos incluirlo.)

Esta semana en Chicago, dos ex oficiales de la policía de Chicago se confesaron culpables de acusaciones de robar millares de dólares en marihuana y cocaína de traficantes de drogas, informó la Associated Press. Los ex oficiales Derek Haynes, un veterano de nueve años, y Broderick Jones fueron parte de una pandilla de cinco ex oficiales de la policía de Chicago acusados de detener a traficantes de drogas y quitarles sus drogas en el Cono Sur de la ciudad. Los cinco fueron acusados de conspiración para tener y distribuir cocaína; ahora, Haynes y Jones ya se han confesado culpables de esas acusaciones. Ellos pueden recibir una sentencia de entre 15 y 40 años de prisión.

En Houston, dos aviadores estadounidenses atrapados mientras tramaban contrabandear cocaína usando sus cargos para burlar la seguridad del aeropuerto fueron condenados a prisión el martes, informó la Reuters. Shawn Nguyen, 38, y Burlie Sholar, 33, fueron arrestados en febrero en un montaje del FBI tras estar de acuerdo en llevar casi 15 kilos de cocaína en un vuelo de Houston a Las Vegas. Ellos iban a recibir $75.000 por sus esfuerzos. El par cayó después que un informante les dijo a los investigadores que Nguyen, un ex agente antidroga federal, estaba involucrado en el tráfico. Nguyen recibió siete años, en tanto que Sholar recibió nueve. Ellos podían recibir pena de prisión perpetua.

En Troy, Tejas, el Comisario de la Policía, David Seward, fue despedido en una reunión del consejo municipal el lunes por la noche tras ser suspenso el 11 de Julio a causa de una investigación corriente del trato del dinero confiscado después que se encontraron drogas en un vehículo durante una batida de tránsito. De acuerdo con la KWTX-TV 10 en Waco, los regidores le hicieron preguntas sobre cómo gastó ese dinero. Seward admitió que gastó algún dinero inadecuadamente, pero debatió que él no debería ser dimitido. El consejo municipal no aceptó eso, a pesar de todo. Votó unánimemente para despedirlo.

Llamado: ¡Por Favor, Envíe Publicaciones, Noticias y Eventos a la Nueva Página Web de DRCNet!

Entre las características disponibles en la nueva página web de DRCNet están las posibilidades interactivas para que usted sea parte del equipo electrónico. Para empezar hay los Blogs de los Lectores, una sección del nuevo proyecto blogosférico “El Bar Clandestino de Stop the Drug War”. ¡Visite http://stopthedrugwar.org/speakeasy/reader para chequearlo y empezar a publicar! (Si usted ya lo ha intentado y ha tenido problemas, por favor, inténtelo nuevamente – hemos arreglado algunos de los problemas técnicos iniciales, pese a que no todos todavía.) Vamos a dedicar cada vez más atención con el tiempo que pasa a los Blogs del Lector -- ¡esto es apenas el comienzo!

Usted puede informarnos sobre noticias importantes o interesantes al enviarlas directamente a nuestra nueva sección de Últimas Noticias – visite http://stopthedrugwar.org/node/add/content-recent_news para enviar sus sugerencias de enlaces de noticias a nuestros moderadores.

La DRCNet sigue publicando listados de eventos grandes o pequeños que estén relacionados con la causa, pero ahora los publicamos en un listado que aparece en la mayoría de las páginas en nuestra página web y que tiene enlace para el calendario completo. Si usted está involucrado o sabe de algún evento relevante, puede publicarlo directamente – no apenas una descripción corta como las que hemos hecho anteriormente, sino el anuncio completo – en nuestra página de eventos en http://stopthedrugwar.org/node/add/event.

Ahora, los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas tienen secciones de comentarios debajo de ellos, otra manera de entrar en la discusión.

A continuación: publicaciones agenciadas que usted puede publicar en su página web, una base de datos considerable con enlaces de políticas de drogas y contenido geográficamente objetivado para su consulta personalizada a la página web. Para conseguir ese contenido geográficamente objetivado, usted tendrá que conectarse a nuestras nuevas cuentas (la misma dirección electrónica que usted nos dio antes, si es suscriptor) y darnos su ubicación, si ya no ha hecho eso. Visite http://stopthedrugwar.org/user para conectarse, registrarse o actualizar su información. (Por favor, díganos si le aparece cualquier mensaje de error o si tiene cualquier problema con las cuentas – hemos arreglado algunos de los problemas, pero queremos llegar lo más cerca posible de la perfección.)

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