Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

América Latina: Brasileiros Se Opõem à Legalização da Maconha por Ampla Margem, Descobre Pesquisa

Uma pesquisa de adultos brasileiros conduzida pelo jornal Folha de São Paulo descobriu que esmagadores 79% acham que o fumo de maconha deveria continuar sendo crime. Apenas 18% favoreceram a legalização do consumo de maconha.

A maconha é cultivada no nordeste brasileiro e também é importada das plantações paraguaias. A droga é amplamente consumida no Brasil, com o Escritório da ONU Contra Drogas e Crime estimando que quase dois milhões de brasileiros fumaram maconha pelo menos uma vez no ano passado.

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out-door da Psicotropicus que promove a legalização da maconha.
Tem havido pedidos de liberalização das leis sobre a maconha do país, não apenas nas marchas anuais pró-maconha, mas também de alguns dos políticos importantes do país. No ano passado, o Ministro da Cultura (e músico extraordinário), Gilberto Gil, foi a público com o seu consumo de maconha, dizendo que a fumara durante anos. “Eu acho que as drogas deveriam ser tratadas como os remédios, legalizadas, embora sob as mesmas normas e supervisão que os medicamentos”, disse na época.

Mas parece que os brasileiros estão um pouco conservadores atualmente. A pesquisa pediu aos entrevistados que se identificassem politicamente e descobriu que 47% se diziam de direita, 23% de centro e 30% de esquerda. A tendência conservadora foi ainda mais forte nas questões morais e da justiça criminal, com 63% opondo-se ao aborto, 84% apoiando a redução da maioridade penal e 51% apoiando a pena de morte.

Os observadores brasileiros culparam bastante os Estados Unidos. O ex-secretário nacional antidrogas, Walter Maierovitch, disse à Folha que os resultados mostram “uma falta de informação generalizada” entre a população. “O brasileiro é muito mal-informado sobre esses temas polêmicos e acabam se alinhando com posições que emanam dos Estados Unidos, onde estas discussões são mais profundas e conservadoras”, disse ele à Folha.

O cientista político estadunidense, David Fleischer, professor na Universidade de Brasília, concordou com isso. “A televisão é a grande fonte de informação do brasileiro. O imperialismo estadunidense cultural e de costumes, que ficou muito conservador nos últimos 20 anos, é uma forte referência”.

(Os brasileiros que quiserem ajudar a mudar as coisas devem se unir à Psicotropicus.)

Ásia: China Começa Debate Sobre Primeira Lei Compreensiva Sobre as Drogas

Apesar da China ter declarado há muito tempo uma guerra contra os consumidores e traficantes de drogas, nunca teve estatutos que objetivassem especificamente o tráfico de drogas e o trato dos consumidores de drogas. Isso está prestes a mudar. Na terça-feira, os legisladores chineses começaram a debater um novo projeto que expandiria os poderes da polícia para realizar operações contra o tráfico de drogas nas fronteiras e estabelecer padrões para o tratamento químico, informou a agência de notícias do Estado Chinês, Xinhua.

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cartaz antidrogas chinês
“É importante apresentar tal lei já que a China enfrenta agora uma situação grave no controle das drogas”, disse Zhang Xinfeng, vice-ministro de segurança pública, ao presente comitê do parlamento da China. As drogas do Afeganistão e do Triângulo Dourado estão “se derramando” sobre a China e “apresentando uma ameaça grave aos esforços de controle das drogas da China”, acrescentou Zhang.

As autoridades chinesas estimam que o país tenha mais de 1.1 milhão de consumidores de drogas, incluindo 700.000 viciados em heroína. Além da heroína e do ópio, as autoridades relatam problemas com o consumo de metanfetamina e êxtase.

A parte do projeto proposto que trata do tráfico de drogas expandiria os poderes da polícia, de acordo com a Xinhua. “O projeto também dará permissão à polícia para que procure drogas ilegais nas pessoas e nas bagagens delas em lugares públicos importantes como as estações ferroviárias, rodoviárias de longa distância e fronteiras”.

A polícia também teria o poder de forçar os suspeitos de consumo de drogas a se submeterem a amostras urinárias ou sanguíneas – uma prática limitada até agora a lugares primitivos como Dakota do Sul – e os donos de bares e danceterias teriam que publicar propaganda antidrogas nas suas dependências.

Mas, embora o projeto proposto assuma uma linha dura contra o tráfico, é mais indulgente quando se trata dos consumidores e dependentes de drogas. Inclui disposições que impediriam os centros de tratamento de punir fisicamente ou humilhar verbalmente os dependentes e exige que lhes paguem pelo trabalho que fazem. O projeto também estipula que as pessoas em tratamento forçado o recebam em suas comunidades em vez de forçá-las a irem a centros de tratamento. As admissões a centros de tratamento estariam limitadas aos usuários de drogas injetáveis, as pessoas que recusam a ajuda comunitária ou às pessoas que vivem em comunidades sem recursos de tratamento.

“Os consumidores de drogas são infratores da lei, mas também são pacientes e vítimas. O castigo é necessário, mas a educação e a assistência são mais importantes”, disse Zhang.

Maconha: Iniciativas de “Menor Prioridade” Vão a Votação em Santa Bárbara, Santa Cruz, Santa Mônica e Missoula

É oficial. As iniciativas municipais que tornariam as infrações adultas da legislação antimaconha a menor prioridade legal estarão na votação de Novembro em três cidades californianas – Santa Bárbara, Santa Cruz e Santa Mônica – e a cidade universitária de Missoula, Montana. Os funcionários da Comarca de Missoula certificaram o esforço na quinta-feira e as certificações das eleições municipais da Califórnia foram feitas durante o verão.

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Santa Mônica
Em Missoula, o Citizens for Responsible Crime Policy usou uma doação do Marijuana Policy Project para coletar mais de 20.000 assinaturas em três meses, muito mais do que as necessárias para entrar na votação. Os organizadores esperam ganhar ali com base na vitória da maconha medicinal em todo o estado em 2004.

Na Califórnia, os organizadores em Santa Bárbara, Santa Cruz y Santa Mônica também tiveram sucesso em reunir assinaturas suficientes para entrar na votação. As três iniciativas municipais da Califórnia contêm um texto quase idêntico e se descrevem similarmente. Como observa a página de Santa Mônica, a iniciativa “torna as infrações da legislação antimaconha, onde a cannabis seja pretendida para consumo pessoal adulto, a menor prioridade da polícia” e “libera recursos policiais para se concentrar na criminalidade violenta e séria, em vez de deter e encarcerar usuários não-violentos de cannabis”.

A iniciativa de Santa Cruz dá mais um passo ao estabelecer uma posição oficial da cidade a favor da legalização da maconha. “Os eleitores em Santa Cruz estão cansados da guerra federal contra as drogas fracassada e imoral”, disse Andrea Tischler, presidente da Santa Cruz Citizens for Sensible Marijuana Policy. “Vamos nos mover rumo a políticas mais razoáveis de maconha e garantir que a nossa polícia e os nossos tribunais não fiquem desperdiçando os recursos e o tempo deles prendendo e processando infratores não-violentos da legislação antimaconha. Ao aprovar esta iniciativa, Santa Cruz pode ser o raio de luz que mostre o caminho rumo a políticas mais sensíveis que sejam compatíveis com os valores da maioria dos cidadãos”.

As iniciativas de menor prioridade já foram aprovadas em Seattle e Oakland, que foi o modelo e inspiração para as iniciativas municipais da Califórnia deste ano, assim como um punhado de cidades universitárias ao redor do país.

Condenação: Guerra às Drogas do Illinois Está a Todo Vapor, Descobre Estudo

Um estudo lançado na terça-feira pelo Instituto de Assuntos Metropolitanos da Universidade Roosevelt em Chicago descobriu que o Illinois está em segundo lugar apenas atrás da Califórnia quando se trata de enclausurar os presos da guerra às drogas. Uns 13.000 infratores da legislação antidrogas foram mandados à prisão no Illinois em 2002, atrás apenas dos quase 40.000 da Califórnia. O Illinois ganhou dos estados com populações maiores, como Texas e Nova Iorque.

Não é apenas nos números brutos que o Illinois está bem posicionado, de acordo com "Intersecting Voices: Impacts of Illinois' Drug Policies" [Vozes Cruzadas: Os Impactos das Políticas de Drogas do Illinois]. Quando se trata de prisioneiros por porte de drogas per capita, o Illinois está novamente em segundo lugar no país, apenas atrás do Mississippi e joga pessoas na prisão por porte de drogas mais rápido do que estados “encarceradores” como Oklahoma, Missouri, Geórgia e Carolina do Sul.

Sem surpresa nenhuma, o estudo, assinado pelas pesquisadoras Kathleen Kane-Willis e Jennifer Janichek (integrante da diretoria do Students for Sensible Drug Policy), descobriu que embora os brancos e negros tenham usado drogas ilícitas em índices iguais, os negros eram presos em um índice de seis para cada infrator branco da legislação antidrogas. Aqui, o Illinois pode reclamar o primeiro lugar nacional no índice per capita de afro-americanos presos por delitos de drogas.

“O número de pessoas que enfrentam a prisão no Illinois por porte de drogas – e a disparidade racial daqueles que estão presos – é simplesmente desconcertante”, disse Kathleen Kane-Willis, autora principal do estudo e diretora-adjunta do Instituto de Assuntos Metropolitanos.

“O que é desconcertante é o crescimento explosivo em presos da guerra às drogas no Illinois. Em 1983, os infratores da legislação antidrogas eram 4,9% da população prisional do estado; em 2002, eles eram 37,9%. A população de presos da guerra às drogas foi de pouco mais de 400 em 1983 para mais de 13.000 em 2002, um aumento incrível de 2.748% em duas décadas”.

O que também é desconcertante é o custo de prender milhares de infratores não-violentos da legislação antidrogas. O estudo estima que o Illinois gastou cerca de $280 milhões para prender os infratores da legislação antidrogas em 2002. Há uma saída melhor, disse Kane-Willis. “O abuso químico é um problema de saúde pública e o nosso estudo sugere que o tratamento para os infratores da legislação antidrogas é mais adequada, mais rentável e dá resultados melhores que o encarceramento”.

Cânhamo Industrial: Assembléia da Califórnia Aprova Projeto Sobre o Cânhamo, Será que Schwarzenegger Vai Assiná-lo?

Na segunda-feira, a Assembléia da Califórnia aprovou um projeto que permitiria que os agricultores produzissem azeite, sementes e fibra de cânhamo para fins nutricionais e industriais. O projeto, o AB 1147, foi defendido pelos Deputados Mark Leno (D-São Francisco) e Chuck DeVore (R-Irvine), e aprovado por uma margem de 43-28. Já foi aprovado pelo Senado estadual e agora aguarda a assinatura do Gov. Arnold Schwarzenegger (R).

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plantas de cânhamo
O cânhamo é uma indústria de $270 milhões, porém os agricultores estadunidenses estão em desvantagem porque a legislação federal proíbe a sua produção – mas não a sua importação. A lei californiana espelha atualmente a lei federal em não fazer distinção nenhuma entre cânhamo industrial e maconha. Se transformado em lei, o projeto da Califórnia não significaria que os agricultores podem começar a cultivar cânhamo, mas adicionaria pressão sobre o governo federal para revisar a questão.

Tanto o cânhamo quanto a maconha são membros da família da cannabis, mas são cultivos diferentes dentro dessa família. O cânhamo contém apenas níveis mínimos de THC, o principal ingrediente psico-ativo na maconha recreativa, mas as suas fibras são usadas em papel, panos, peças automotivas e materiais de construção, e suas sementes e azeites são usados como produtos alimentares.

“Centenas de produtos de cânhamo são feitos aqui na Califórnia, mas os fabricantes são forçados a importar a semente, o azeite e a fibra de cânhamo de outros países”, disse Leno durante o debate sobre o projeto. “Quando isto virar lei, será uma bonança econômica para a Califórnia”.

O projeto foi aprovado em linhas partidárias, com apenas um republicano unindo-se aos democratas para votar a favor dele. Os legisladores do Partido Republicano recorreram a posturas alarmistas para explicar a oposição deles. “Como republicano conservador, não posso ter o meu nome relacionado com o cânhamo”, disse o Deputado Dennis Mountjoy (R-Monrovia). De acordo com Mountjoy, o projeto dificultaria o combate ao cultivo de maconha porque o cânhamo “manda o mesmíssimo sinal de calor que é usado para localizar os cultivos de maconha”. O Deputado John Benoit (R-Palm Desert) disse a mesma coisa, afirmando que as plantas de maconha e cânhamo são “indistinguíveis”.

Mas os oficiais do aparato judiciário-legal nos 30 países em que o cânhamo é cultivado legalmente parecem capazes de distinguir, questão colocada pelo Deputado Leno. As diferenças entre a maconha e o cânhamo são tantas que “uma criança de cinco anos podia mostrar a diferença... O aparato judiciário-legal que tiver o dom da visão não teria problema nenhum”.

“Agradecemos aos legisladores de ambos os partidos que ouviram os fatos sobre o cânhamo industrial e tomaram a decisão histórica de recuperar o cultivo”, disse Eric Steenstra, presidente do Vote Hemp, um grupo que apoiou o projeto. “A aprovação na Assembléia da Califórnia é uma conquista importantíssima para os autores e defensores do projeto, assim como para milhares de eleitores, agricultores e negócios ambientalmente conscientes que escreveram aos legisladores californianos”, diz Steenstra.

Não se sabe ainda se Schwarzenegger assinará ou vetará o projeto.

Maconha Medicinal: Já Não Há Ameaça de Prisão para Renee Boje Depois que Federais Aceitam Acordo Simbólico

Um dos casos mais importantes e pungentes de processo criminal federal de pessoas envolvidas no movimento pró-maconha medicinal chegou a um fim relativamente bom. Renee Boje, que fugiu para o Canadá em 1998 em vez de enfrentar uma sentença mínima obrigatória de entre 10 anos e prisão perpétua pelo envolvimento periférico dela em um cultivo de pesquisa de maconha medicinal de Los Ângeles, se confessou culpada na semana passada de porte de meio-grama de maconha, foi condenada a um ano de liberdade vigiada e pode voltar ao Canadá. A boa notícia de Boje acontece pouco mais de quatro meses depois que outro refugiado estadunidense famoso pela maconha medicinal no Canadá, Steve Kubby, viu o seu próprio caso resolvido com uma quantidade relativamente curta de tempo de cadeia.

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Renee Boje
Boje, que cultivava pouco mais de plantas aquáticas, foi presa quando a DEA sitiou uma horta mantida pelo autor e paciente de AIDS, Peter McWilliams, e o paciente de câncer e ativista pró-maconha, Todd McCormick. McCormick cumpriu uma sentença federal de cinco anos pelo papel dele na operação, mas McWilliams nunca teve essa chance. Ele engasgou com o próprio vômito dele até morrer após não poder usar maconha enquanto estava sob regime de liberdade vigiada aguardando o julgamento.

Estando à mercê do sistema federal de justiça criminal dos EUA, Boje fugiu para o país mais amigo da cannabis, o Canadá, onde ela foi acolhida pelo movimento pró-maconha desse país. Em 2001, ela se casou com o ativista e autor Chris Bennett, e no ano seguinte deu a luz a um filho no Canadá. Apesar das súplicas de pessoas ao redor do mundo e de suas relações crescentes com o Canadá, o governo canadense recusou todos os esforços dela de ficar no país e parecia que ela seria deportada para enfrentar a justiça à estadunidense.

Mas, os procuradores federais em Los Ângeles aparentemente perderam o interesse em processar criminalmente a jovem e comunicaram que estavam interessados em solucionar o caso. No dia 10 de Agosto, Boje reentrou nos Estados Unidos e no dia 14 de Agosto, ela se confessou culpada perante o Juiz George King, o mesmo juiz que presidiu as audiências de McWilliams e McCormick. Quando condenou Boje a liberdade vigiada, ele também permitiu que ela voltasse ao Canadá.

Embora os oficiais canadenses de imigrações tenham ameaçado não permitir a volta dela ao país – afinal, agora ela se confessara culpada de portar meio-grama de maconha e podia ter a sua entrada negada segundo a lei canadense --, eles lhe concederam um visto de visitante de seis meses de validade. Boje usará esse tempo para obter a cidadania canadense.

Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana

Temos um trio sulista nesta semana, com provas desaparecidas no Alabama, uma força-tarefa bandida no Mississippi, e, claro, um agente penitenciário traficante de drogas na Luisiana. Vamos ao que interessa:

Em Tuskegee, Alabama, os agentes da Agência de Investigação do Alabama estão investigando a Polícia de Tuskegee para ver o que aconteceu com as drogas e o dinheiro que supostamente desapareceram do cofre de provas. Os policiais não falaram muito, mas “fontes próximas ao caso”, disseram à WSFA-12 News que $26.000 em espécie e uma quantidade desconhecida de drogas confiscadas de supostos traficantes de drogas desapareceram. De acordo com a WSFA, pelo menos quatro casos de drogas podem estar em perigo. A Agência de Investigação do Alabama disse à emissora que a investigação pode durar mais outro mês.

Em Hattiesburg, Mississippi, pelo menos 34 casos de drogas foram retirados no mês passado porque os adjuntos que trabalhavam na Força-Tarefa de Narcóticos do Sudeste do Mississippi plantaram provas em suspeitos ou plantaram provas de algum outro jeito, informou o Hattiesburg American na terça-feira. Aqueles adjuntos foram acusados criminalmente e espera-se que se confessem culpados nesta semana de acusações que incluem agressão, obstrução da justiça e formação de quadrilha. De acordo com o Xerife Larry Dykes da Paróquia e Comarca de Jones, embora a força-tarefa tenha sido fechada, o problema das drogas continua, então ele está formando uma divisão de repressão às drogas no departamento dele.

Em Colúmbia, Luisiana, um ex-guarda do Centro Correcional de Caldwell foi preso na terça-feira sob acusações de vendas de maconha a internos da cadeia, informou a KATC-TV. Dennis Cartridge, 23, foi acusado de porte de maconha, improbidade no cargo, introduzir contrabando numa instalação correcional e conspiração para distribuir maconha. Cartridge, que fora um guarda durante apenas dois meses, está agora numa cadeia diferente tentando arrecadar $15.000 para sair sob fiança.

A DRCNet no MySpace

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Claro, usamos o nosso antigo logotipo da placa de pare como nossa foto no perfil do MySpace
Mesmo a pesar de não termos anunciado publicamente a existência da conta Stop the Drug War (DRCNet) no MySpace (até hoje, é claro), de alguma forma 1.800 pessoas a encontraram e se inscreveram como “amigos”.

Se você for um entusiasta do MySpace, esperamos que vire amigo da DRCNet no MySpace também para que os seus amigos e os amigos dos seus amigos possam nos descobrir dessa maneira e virar parte da causa.

Visite http://www.myspace.com/drcnet para relacionar a DRCNet no MySpace no seu MySpace!

Latin America: Guatemala Imposes "State of Prevention" in Drug Crackdown

The Guatemalan government announced Tuesday that it was suspending some constitutional rights in municipalities along the Mexican border as part of an effort to uproot opium crops and drug trafficking in the region. Residents of Concepción Tutuapa, Ixchiguán, San Miguel Ixtahuacán, Tajumulco and Tejutla woke up Tuesday morning to find their towns and villages surrounded by 800 police who arrived in the middle of the night, the Guatemala City newspaper Prensa Libre reported.

Under an emergency two-week order called a state of prevention, the government has suspended the right to carry firearms or hold demonstrations or meetings in the affected area. The measure also expands the government's right to conduct searches. In addition, the government warned the news media "to not incite rebellion because on previous occasions radio stations have urged people to resist the destruction of drug crops."

On Tuesday, police checkpoints blocked access to the affected region and all vehicles were being subjected to searches. Police had also raided at least 22 locations by Tuesday afternoon, when Guatemalan officials held a press conference to announce the offensive.

"The idea of this high impact operation, at the end of 15 days, is to have eradicated the poppy crops, captured people linked to the trade, and confiscate heavy arms," Guatemalan President Oscar Berger told reporters. "We are trying to fight drug trafficking and organized crime," Interior Minister Carlos Vielman added.

For residents of the municipalities, all located in the department of San Marcos, the police operation is causing some nervousness. "The neighbors came to see me very worried, and the only thing I could tell them was that he who has nothing has nothing to fear," Jeronimo Navarro, the mayor of Ixchiguan told Prensa Libre.

ONCDP Media Campaign: Drug Czar's Anti-Drug Ads a Flop, GAO Says

The Government Accountability Office (GAO) has found that the $1.4 billion anti-drug advertising campaign aimed at youth and managed by the Office of National Drug Control Policy (the drug czar's office, ONDCP) doesn’t work. The title of the GAO report, "ONDCP Media Campaign: Contractor's National Evaluation Did Not Find That the Youth Anti-Drug Media Campaign Was Effective in Reducing Youth Drug Use, pretty much says it all.

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evidently doesn't work...
The GAO report is at least the third to criticize the program in the past three years. In 2003, the White House Office of Management and Budget qualified the program as "non-performing" and lacking any demonstrable results. In 2005, Westat, Inc. and the University of Pennsylvania did a $43 million federally-funded study that again found the campaign didn’t work. That evaluation found that kids and parents remembered the ads and their messages, but that the ads did not change kids' attitudes toward drugs. It also suggested that reported drops in teen drug use came not from the ad campaign but from a range of other factors.

The GAO study released last Friday evaluated Westat's evaluation of the ad campaign and found it credible. "GAO’s review of Westat’s evaluation reports and associated documentation leads to the conclusion that the evaluation provides credible evidence that the campaign was not effective in reducing youth drug use, either during the entire period of the campaign or during the period from 2002 to 2004 when the campaign was redirected and focused on marijuana use," GAO said in its executive summary.

ONDCP has, unsurprisingly, attacked the GAO report. Spokesman Tom Riley told USA Today the report is "irrelevant to us. It's based on ads from 2 ½ years ago, and they were effective, too. Drug use has been going down dramatically. Cutting the program now would imperil its progress."

Drug czar John Walters also complained that Westat wanted proof of an actual link between the ads and figures suggesting lower drug use among teens. "Establishing a causal relationship between exposure and outcomes is something major marketers rarely attempt because it is virtually impossible to do," Walters said in a letter. "This is one reason why the 'Truth' anti-tobacco advertising campaign, acclaimed as a successful initiative in view of the significant declines we've seen in teen smoking, did not claim to prove a causal relationship between campaign exposure and smoking outcomes, reporting instead that the campaign was associated with substantial declines in youth smoking."

Unlike Walters, Congress may want to see some sort of causal relationship between the ad campaign and drug use figures before it funds it for another year. The Bush administration wants another $120 million for fiscal year 2007, but the GAO said that absent a better plan from Walters, funding should be cut. Congress will consider the issue this fall.

First Amendment: Kenneth Starr Joins Appeal of 9th US Circuit Ruling in "Bong Hits 4 Jesus" Case

Former Whitewater special prosecutor Kenneth Starr is offering his services pro bono to the Juneau, Alaska, school district in a case pitting First Amendment rights against the district's tough anti-drug policies. The 9th US Circuit Court of Appeals ruled in March that Principal Deborah Morse had violated the rights of Juneau-Douglas High School student Joseph Frederick when she suspended him for 10 days for holding aloft a banner reading "Bong Hits 4 Jesus" during a January 2002 parade. School officials told Frederick he was suspended for advocating illegal drug use.

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Ken Starr's new target: t-shirts about bongs
The 9th Circuit was having none of that. In a unanimous ruling, a three-judge panel held that even high school students have a right to express themselves if they don't disrupt school or its educational mission. "A school cannot censor or punish students' speech merely because the students advocate a position contrary to government policy," wrote Judge Andrew Kleinfeld for the panel.

Starr, whose main claim to fame was investigating the relationship between President Bill Clinton and intern Monica Lewinsky, filed a petition Monday urging the Supreme Court to hear the case. It's not a done deal; at least four of the nine justices must vote to hear it if it is to make it before the high court.

School district Superintendent Peggy Cowan told the Associated Press the district is appealing to seek clarity on the rights of administrators to impose discipline on students who break the district's drug message policy. "The district's decision to move forward is not disrespectful to the First Amendment or the rights of students," she said. "This is an important question about how the First Amendment applies to pro-drug messages in an educational setting."

It looks like someone needs to go back to school on the meaning of the First Amendment.

Law Enforcement: This Week's Corrupt Cops Stories

Another week, another set of bad apples. We see so many bad apples, we're beginning to wonder if there isn't something wrong with the barrel. In any case, this week we have an encore performance by an Alabama judge with a serious bad habit, some Chicago cops copping pleas for robbing drug dealers, a pair of US air marshals being sentenced for acting as drug couriers, and a small-town Texas police chief looking for work after there were too many questions about where some drug money went. Let's get to it:

In Carollton, Alabama, speed-freaking Pickens County District Judge Ira Colvin is in trouble again. Regular readers will recall that Judge Colvin was arrested just two weeks ago on meth and meth precursor charges in neighboring Lowndes County, Mississippi. He was arrested again Saturday morning on Alabama meth possession charges based on the discovery of meth in his office at the Pickens County Judicial Center on August 15. His office was searched at the orders of Circuit Court Judge James Moore the day after his Mississippi arrest. According to the Tuscaloosa News, Pickens County officials said they had been investigating Colvin's alleged drug use since May. He has been suspended as a judge, and is out on bond on both the Mississippi and Alabama charges. In a late, but not unexpected, twist to the story, Colvin resigned Wednesday.

(This is not necessarily an example of corruption -- it's a tough call sometimes to decide if any given case of legal trouble involving law enforcers should make this column -- Judge Colvin presumably sits in judgment on others accused of drug use, so we decided to include it.)

In Chicago, two former Chicago police officers pleaded guilty this week to charges they robbed thousands of dollars worth of marijuana and cocaine from drug dealers, the Associated Press reported. Former officers Derek Haynes, a nine-year veteran, and Broderick Jones were part of a ring of five former Chicago police officers charged with stopping drug dealers and taking their drugs on the city's South Side. All five were charged with conspiracy to possess and distribute cocaine; now Haynes and Jones two others who have already pleaded to those charges. They face between 15 and 40 years in prison.

In Houston, two US air marshals caught plotting to smuggle cocaine by using their positions to get around airport security were sentenced to prison Tuesday, Reuters reported. Shawn Nguyen, 38, and Burlie Sholar, 33, were arrested in February in an FBI sting after agreeing to carry 33 pounds of coke on a flight from Houston to Las Vegas. They were to earn $75,000 for their efforts. The pair went down after an informant told investigators Nguyen, a former US drug agent, was involved in trafficking. Nguyen got seven years, while Sholar got nine. They faced up to life in prison.

In Troy, Texas, Police Chief David Seward was fired at a Monday night city council meeting after being suspended July 11 because of an ongoing investigation into the handling of money seized after drugs were found in a vehicle during a traffic stop. According to KWTX-TV 10 in Waco, council members questioned how that money was spent. Seward admitted that some money was spent improperly, but argued he should not be terminated. The city council wasn’t buying, though. It voted unanimously to fire him.

Law Enforcement: Drug War Takes Another Officer's Life

A Beckley, West Virginia, narcotics officer was shot and killed early Tuesday morning in an undercover drug buy gone bad, the Beckley Register-Herald reported Wednesday. Detective Cpl. Charles "Chuckie" Smith, 29, was hit by numerous gunshots as he attempted to make an arrest after a late-night crack cocaine purchase.

Two area men were arrested and charged with first-degree murder in Smith's death and are at the Southern Regional Jail awaiting a bond hearing in Raleigh County Circuit Court.

According to the criminal complaint filed against the pair, Smith contacted one of them to make a crack cocaine purchase, then met the pair near a Beckley night club. When one of the men delivered some rocks to Smith, he flashed his badge. One man ran, but the other pulled a gun and shot Smith multiple times.

According to the National Law Enforcement Officer Memorial Fund, in the last decade, law enforcement officers have been killed at the rate of about 165 per year, with slightly more than half of those deaths due to accidents. The drug war takes the lives of about a dozen officers each year.

Apelo: Uma Recomendação Ardorosa da Crônica da Guerra Contra as Drogas

Com o lançamento do “Bar Clandestino da Stop the Drug War”, a DRCNet publicará textos todos os dias – visite a nossa página todos os dias para conferi-los! Dito isso, a Crônica da Guerra Contra as Drogas continuará sendo uma parte central do nosso programa educacional. Acerca dessa observação, acho que você gostaria de ler esta nota maravilhosa de apoio que recebemos de um antigo reformador das políticas de drogas, Troy Dayton, o qual eu conheci em 1995 e que atualmente faz um trabalho espetacular como diretor-adjunto da Interfaith Drug Policy Initiative.

Troy escreveu isto esperando que você se inspirasse a fazer uma doação para permitir que a Crônica da Guerra Contra as Drogas continue sendo publicada. O apoio dos membros é uma parte crítica do nosso orçamento – eu espero que possamos contar com o seu apoio neste mês! Para fazer uma doação via Internet, por favor visite http://stopthedrugwar.org/donate -- a informação para doações por correio aparece abaixo.


Desde 1997, pelo menos folheei toda edição da Crônica da Guerra Contra as Drogas quando erra chamada Week Online. Você conhece essa sensação de emoção quando o seu programa predileto de televisão vai ser apresentado? Assim eu me sinto às sextas de manhã quando vejo a Crônica da Guerra Contra as Drogas na minha caixa de entrada. É como uma velha amiga.

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Troy Dayton
Durante os 10 últimos anos, passei seis deles trabalhando integralmente nas políticas de drogas. Definitivamente, leio-a mais atentamente quando as políticas de drogas são o meu trabalho, mas pelo menos a folheei e li um ou dois artigos quando tive outras profissões. Como diretor-adjunto da Interfait Drug Policy Initiative, ela desempenha um papel crítico no meu trabalho. Nós somos uma pequena organização que se enfoca estritamente em levar a comunidade da fé ao movimento e fazer com que contatem os legisladores deles em esforços fundamentais de políticas.

Isso significa que nos fiamos no MPP, na DPA, MAP y DRCNet para o conhecimento acerca do qual agimos e compartilhamos com a nossa comunidade. Os alertas eletrônicos do MPP y da DPA servem a um propósito vital para nós já que a nossa meta principal é ajudá-los com os seus esforços legislativos. Mas a Crônica da Guerra Contra as Drogas serve a um propósito singularmente valioso. É uma reportagem original e vigorosa que não é enviesada em relação à perspectiva de um grupo de reforma das políticas de drogas. Quando digo às pessoas o que está acontecendo em geral nas políticas de drogas, estou lhes dizendo principalmente o que leio na Crônica da Guerra Contra as Drogas.

Toda semana os nossos pontos de vista são desafiados pelo senso comum. O editorial de toda semana é um alívio imediatamente relevante acerca do panorama do motivo pelo qual me levanto todas as manhãs... acabar com o sofrimento humano causado pela proibição das drogas.

Se a Crônica da Guerra Contra as Drogas desaparecesse, o valor tangível óbvio que ela tem estaria perdido. Mas uma coisa que poderia ser ignorada é a inspiração que dá às pessoas que lutam a boa luta e a reanimação do moral que acontece quando as pessoas percebem a grande obra que está sendo feita nesta frente pelas pessoas de consciência em todo o mundo.

Sinceramente,

Troy Dayton, diretor-adjunto
Interfaith Drug Policy Initiative
http://www.idpi.us

Mais uma vez, espero que possamos contar com o seu apoio neste mês! Para fazer uma doação via Internet, visite http://stopthedrugwar.org/donate -- ou envie um cheque ou ordem de pagamento para: a Fundação DRCNet (doações dedutíveis do imposto de renda que apoiarem à Crônica da Guerra Contra as Drogas ou a Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas ou Drug Reform Coordination Network (doações não-dedutíveis ao nosso trabalho lobista), P.O. Box 18402, Washington, DC 20036.

Sinceramente,

David Borden
Diretor Executivo

Matéria: O Festival do Cânhamo de Seattle Comemora os Seus 15 Anos

O Festival do Cáñamo de Seattle cumpriu 15 primaveras neste ano e os participantes do maior “protestival” pró-maconha do mundo se bronzearam ao sol, provaram os aperitivos, compraram narguilés de vidro em grandes quantidades, ouviram uma formação estelar de bandas da área e em turnê, e alguns fizeram discursos sérios sobre a reforma das políticas de drogas. Com o comparecimento para os dois dias do evento anual estimado em cerca de 150.000 pessoas, o espaço físico estava lotado, mas havia espaço suficiente para a festa e a política.

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foto da multidão no Festival do Cânhamo (cortesia Festival do Cânhamo)
O Festival do Cânhamo acontece no Parque Myrtle Edwards, uma faixa longa e estreita de terra defronte ao Puget Sount ao norte do centro de Seattle. Ao sul, surge a massa nevada do Monte Rainier. Durante o dia inteiro no sábado e domingo, milhares de pessoas inundaram o parque através de um par de acessos estreitos apenas para confrontar quilômetros de vendedores de cachimbos, negociantes de produtos à base de cânhamo, barracas de alimentos exóticos, várias organizações políticas e bandas que tocavam em vários palcos.

Entre essas bandas estava Los Marijuanos, um grupo bilíngüe de hip-hop que se descreve como “poetas mexicanos pró-maconha”. O repertório pró-maconha de Los Marijuanos foi de canções inspiradas pelo Cypress Hill a regravações de músicas sertanejas clássicas, para grande diversão e assombro da multidão.

Embora possa assumir a aparência de um concerto gigantesco de roque, o Festival do Cânhamo se trata de legalizar a maconha. Numa cidade como Seattle, na qual os habitantes aprovaram uma iniciativa de “menor prioridade legal” em 2003, a batalha está meia-vencida – mas apenas meia-vencida. Porém, as fileiras das forças pró-legalização da maconha estão crescendo e quem seria a melhor pessoa para demonstrar isso que o ex-comandante da polícia da cidade, Norm Stamper?

Stamper, membro da Law Enforcement Against Prohibition, surgiu como importante crítico policial da guerra às drogas e certamente garantiu o tempo de discurso (entre outros) no palco principal que recebeu. Os cidadãos de Seattle que se lembram de Stamper principalmente como o chefe da polícia durante os distúrbios contra a Organização Mundial do Comércio de 1999 ficaram surpresos.

Stamper falou sobre os oficiais da polícia que ele conheceu ou comandou que foram mortos ou feridos impondo a legislação sobre as drogas e ele falou sobre a futilidade dessas políticas. “É risível quando as pessoas dizem que estamos vencendo a guerra às drogas”, disse. “Precisamos legalizar todas as drogas. A polícia deveria estar concentrada nos crimes violentos”, disse ele à multidão.

Stamper não foi o único reformador importante das políticas de drogas que participou do Festival do Cânhamo; na verdade, provavelmente seria mais rápido nomear aqueles que não estavam presentes. Eles estavam reunidos no Canhamório, um grande tenda cheia de tapetes, na qual os freqüentadores do festival podiam entrar e sentir o gostinho do que líderes como Ethan Nadelmann da Drug Policy Alliance, Rob Kampia do Marijuana Policy Project, Keith Stroup, o fundador da National Organization for the Reform of Marijuana Laws ou David Guard da DRCNet estão pensando atualmente.

Mas o número de pessoas no Canhamório foi pequeno. Para a maioria das pessoas, o Festival do Cânhamo é uma festa, uma oportunidade de ver algumas bandas, e, sim, uma celebração da cultura cannábica, mas isso não implica necessariamente numa consciência política especialmente elevada. Estruturado como evento realizado integralmente por voluntários e aberto ao público, o Festival do Cânhamo atrai muitos cujo compromisso com a causa pode ser seriamente questionado se eles tivessem que pagar entrada.

“Estou aqui pela erva e as bandas e as minas, cara”, disse um jovem descamisado de olhos vermelhos que usava um chapéu. “A maconha é legal. O Festival do Cânhamo é legal”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. Mas, quando inquirido se ele pusera um dólar em um dos receptáculos ubíquos de doação que eram passados pelos voluntários, ele apenas encolheu os ombros.

De fato, se havia uma constante no Festival do Cânhamo que não fosse o odor doce da queima de sem semente era o pedido implacável de doações feito pelos voluntários do festival. Com um orçamento de centenas de milhares de dólares, o Festival do Cânhamo confia no apoio do seu público, mas se se prestar atenção aos rumores proféticos do diretor do Festival do Cânhamo, Vivian McPeak, e à legião de voluntários, a multidão não está contribuindo com dinheiro suficiente para garantir a próxima edição do Festival. Não chegou a hora de cobrar pela entrada?

Seqüestro de Bens: Recurso Federal Sustenta Apreensão de Dinheiro Apesar de Ausência de Drogas

Um tribunal federal de apelações sustentou que a polícia agiu dentro da lei quando confiscou quase $125.000 em espécie do carro de um homem durante uma batida de trânsito, apesar de não haver nenhuma droga no carro. Um painel composto por três juízes do Tribunal de Apelações do 8° Circuito dos EUA decidiu em EUA vs. $124.700 em Moeda Estadunidense que o dinheiro pode ter estado relacionado com o tráfico de drogas, anulando uma decisão anterior de um juiz da Magistratura dos EUA em Nebraska.

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A Casa do Mal: o Tribunal de Apelações do 8° Circuito
Emilio Gonzolez foi parado por dirigir em alta velocidade na Rodovia 80 em 2003. Gonzolez disse ao oficial que o carro que ele estava dirigindo fora alugado por alguém chamado Luis, que ele nunca fora preso e que ele não levava nem drogas nem armas nem altas somas de dinheiro. Então, Gonzolez consentiu com uma busca do veículo, que rendeu $124.700 em espécie em um refrigerador portátil no banco traseiro. A polícia também soube que Gonzolez fora preso por dirigir embriagado e que a pessoa que alugou o carro não se chamava Luis. Daí, a polícia chamou um cão farejador para que cheirasse o veículo e o cachorro alertou no dinheiro e no banco em que estava guardado.

No tribunal, Gonzolez depôs que ele viajara da Califórnia a Chicago e planejava usar o dinheiro para comprar um caminhão refrigerado ali, mas quando chegou ao lugar, o caminhão já fora vendido. Ele decidiu voltar à Califórnia, mas precisava alugar um carro porque não tinha cartão de crédito, disse ele no depoimento. Gonzolez disse que mentiu sobre ter o dinheiro porque temia que levar grandes somas de dinheiro pudesse ser ilegal e escondeu o dinheiro no refrigerador portátil porque tinha medo de que fosse roubado. Ele depôs que não revelou a detenção por condução ébria porque não achava que a condução ébria fosse crime.

A estória de Gonzolez pode ter sido pouco crível, mas era difícil de aparecer qualquer prova positiva que relacionasse o dinheiro escondido dele ao tráfico de drogas. Porém, o tribunal de apelações anulou a decisão original. “Nós achamos que as provas como um todo demonstram... que há uma conexão considerável entre a moeda e a uma infração de tráfico de drogas”, escreveu a corte. “Adotamos um ponto de vista de bem senso de que o abrigo e ocultação de grandes quantidades de moeda, combinados com outras circunstâncias suspeitas, sustentam uma conexão entre o dinheiro e o tráfico de drogas”.

Isso não bastava para o Juiz Donald Lay, que dissentiu e debateu que não havia provas que relacionassem o dinheiro ao tráfico de drogas. “Na melhor das hipóteses, as provas apresentadas sugerem que o dinheiro confiscado pode ter estado envolvido em alguma atividade ilegal – atividade que é incapaz de ser averiguada oficialmente diante de nós”, escreveu Lay.

Mas, e o cão farejador que alertou no dinheiro e no banco do carro? “Por fim, o mero fato de que o canino tenha alertado a presença de resíduos de drogas em um carro alugado, sem dúvida nenhuma dirigido por dúzias, talvez grandes números, de clientes durante o curso de um determinado ano, mais o fato de que o alerta veio do mesmo local em que a moeda foi descoberta, faz pouco para relacionar o dinheiro a uma infração de substância controlada”, raciocinou Lay.

O advogado de São Diego, Donald Yates, que representa Gonzolez, disse à Associated Press que eles vão recorrer da decisão. As pessoas que não tiverem nem crédito nem contas bancárias e que fizerem negócios em espécie estão sendo tratadas injustamente, disse. “Eles não permitem que ninguém tenha um estilo de vida diferente do das pessoas normais no Nebraska”.

Matéria: Terapeuta da Dor William Hurwitz Terá Novo Julgamento

Em um caso com implicações nacionais observado bem de perto, um tribunal federal de apelações concedeu um novo julgamento ao terapeuta da dor muito famoso do Norte da Virgínia enviado à prisão por 25 anos como traficante de drogas. Os defensores dos pacientes da dor e as associações de medicina elogiaram a decisão no caso do Dr. William Hurwitz, que foi condenado no fim de 2004 por 50 acusações em um indiciamento de 62 acusações, inclusive conspiração para distribuir substâncias controladas.

Hurwitz recorreu da condenação dele, debatendo que o Juiz Leonard Wexler errou ao não dar instruções ao júri de que Hurwitz não deveria ser condenado se houvesse agido de “boa fé”. Tipicamente, em casos em que a qualidade dos cuidados médicos está em questão, tais problemas são decididos por conselhos médicos ou tribunais civis na forma de ações judiciais por negligência. Só os médicos que não estiverem prescrevendo de boa fé, ou seja, que não estiverem alinhados com as práticas aceitas pela medicina, enfrentam acusações criminais. Em suas instruções ao júri, o Juiz Wexler tirou a única defesa eficaz de Hurwitz.

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o Dr. Hurwitz em 1996 (foto de Skip Baker)
Para os procuradores federais, que apontaram vários exemplos de prescrições de altas doses que Hurwitz escrevera e os quais afirmaram que ele deveria ter reconhecido que alguns dos pacientes dele eram viciados ou traficantes, Hurwitz não passada de um Dr. Vida Boa, que não é diferente do – ou talvez pior do que – garoto que vende crack na esquina. Mas, para os defensores dos pacientes e um número crescente de profissionais da medicina, o caso foi o exemplo mais visível até agora de um Departamento de Justiça e da DEA criando um clima terrível em relação à disposição dos médicos de tratarem a dor crônica com analgésicos opiáceos.

Por isso, embora alguns tenham criticado as práticas de prescrição de Hurwitz, o recurso dele conseguiu o apoio de organizações profissionais como a http://www.painmed.org “>Academia Estadunidense de Medicina da Dor, a http://www.painfoundation.org “>Fundação Estadunidense da Dor e a http://www.painconnection.org “>Fundação Nacional da Dor, todas as quais entraram com documentos de respaldo. Quem também se somou à refrega foi a Drug Policy Alliance, que entrou com a sua própria alegação em nome dos especialistas em dor.

Um painel composto por três juízes no Tribunal de Apelações do 4° Circuito dos EUA em Richmond concordou com Hurwitz e seus aliados no seu parecer na segunda-feira. O painel sustentou que o Juiz Wexler errara quando disse aos jurados que eles não podiam ponderar se Hurwitz agira de “boa fé” quando ele prescreveu doses grandes de analgésicos opiáceos como o Oxycontin aos pacientes.

“A boa fé de um médico no tratamento dos pacientes dele é relevante para que o júri determine se o médico agiu além dos limites da prática médica legítima”, escreveu o Juiz William Traxler. “Na verdade, a corte distrital privou o júri da oportunidade de considerar a defesa de Hurwitz”. Foi um erro fatal, sustentou o painel. “Não podemos dizer que nenhum jurado razoável podia ter concluído que a conduta de Hurwitz esteve dentro de um padrão de boa fé definido objetivamente”, escreveu Traxler.

“Estamos muito agradecidos por esta decisão”, disse a Drª. Jane Orient, diretora executiva da Associação de Médicos e Cirurgiões Estadunidenses de tendência libertariana, um grupo que esteve na vanguarda da profissão médica na questão de proteger os terapeutas e pacientes da dor. “Anular um destes veredictos é algo que quase nunca acontece e esperamos que represente um ponto de mudança”, disse ela à DRCNet. “Esperamos que as cortes finalmente comecem a prestar atenção às questões fundamentais de justiça envolvidas aqui. Um médico não é um traficante de drogas nem um policial. Os médicos não podem ser responsabilizados pela má conduta dos pacientes”.

“Estou encantado”, disse o Dr. Frank Fisher, um médico californiano indiciado originalmente de cinco acusações de homicídio doloso pelas suas práticas de prescrição por procuradores e agentes estaduais zeloso demais, mas que, afinal, foi exonerado completamente. “Isto significa que eles terão que soltar o Billy. O tribunal de apelações esteve absolutamente correto na sua decisão”, disse ele à DRCNet.

O parecer do tribunal de apelações é uma vitória para Hurwitz e os defensores dele, mas é apenas uma batalha numa guerra maior para determinar quem controla a prescrição de analgésicos – a profissão médica ou os policiais -, e, enquanto isso, os médicos e pacientes são as baixas.

“Eles ainda estão assediando e investigando os médicos”, disse Orient. “Em si mesmo, isso pode destruir o consultório dele. Ainda há médicos definhando na prisão porque eles tentaram fazer o melhor para os pacientes deles e ainda há pacientes que têm dificuldade em encontrar médicos dispostos a dar o tratamento necessário da dor para torná-los funcionais em vez de gente suicida acamada que sofre de dores crônicas”, disse. “Mais médicos estão cientes do risco extremo que eles correm ao se envolverem com os pacientes de dores crônicas. A DEA quer que eles tratem os pacientes como se fossem criminosos suspeitos”.

Fisher apontou o caso do Dr. Richard Heberle, um médico de Ohio, para mostrar como pode ser devastador defender-se de tais acusações. “Veja só o que aconteceu com o Dr. Heberle”, disse. “Ele venceu, mas o consultório dele está arruinando, a reputação dele está arruinada, a vida dele está arruinada. A única coisa pior do que vencer um destes casos é perder um, ou talvez cair com um péssimo caso de dor crônica”.

Latinoamérica: Brasileños Se Oponen a la Legalización de la Marihuana por Amplia Margen, Descubre Encuesta

Una encuesta de adultos brasileños conducida por el periódico Folha de São Paulo descubrió que abrumadores 79% creen que el fumo de marihuana debería seguir siendo crimen. Apenas 18% favorecieron la legalización del consumo de marihuana.

La marihuana, conocida localmente como “maconha”, es cultivada en el noreste brasileño y también es importada de las plantaciones paraguayas. La droga es ampliamente consumida en Brasil, con la Oficina de la ONU Contra Drogas y Crimen estimando que casi dos millones de brasileños fumaron marihuana por lo menos una vez el año pasado.

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cartelera de la Psicotropicus que promueve la legalización de la marihuana (maconha).
Ha habido pedidos de liberalización de las leyes sobre la marihuana del país, no apenas en las marchas anuales pro marihuana, sino también de algunos de los políticos importantes del país. El año pasado, el Ministro de la Cultura (y músico extraordinario), Gilberto Gil, se fue a público con su consumo de marihuana, diciendo que la había fumado durante años. “Yo creo que las drogas deberían ser tratadas como los remedios, legalizadas, aunque bajo las mismas normas y supervisión que los medicamentos”, dijo en la época.

Pero parece que los brasileños están un poco conservadores actualmente. La encuesta pidió a los respondientes que se identificasen políticamente y descubrió que 47% se decían derechistas, 23% centristas y 30% izquierdistas. La tendencia conservadora fue aún más fuerte en las cuestiones morales y de la justicia criminal, con 63% oponiéndose al aborto, 84% apoyando a la reducción de la mayoría de edad en la cual los jóvenes pueden ser acusados como adultos y 51% apoyando a la pena de muerte.

Los observadores brasileños echaron demasiado culpa a los Estados Unidos. El ex secretario nacional antidroga, Walter Maierovitch, le dijo a la Folha que los resultados muestran “una falta de información generalizada” entre la población. “Los brasileños son muy mal informados sobre esos temas polémicos y terminan alineándose con posiciones que emanan de los Estados Unidos, donde estas discusiones son más profundas y conservadoras”, le dijo él a la Folha.

El científico político estadounidense, David Fleischer, profesor en la Universidad de Brasilia, estuvo de acuerdo con eso. “La televisión es la gran fuente de información de los brasileños. El imperialismo estadounidense cultural y de costumbres, que se puso muy conservador en los últimos 20 años, es una fuerte referencia”.

(Los brasileños que quieran ayudar a cambiar las cosas deben unirse a la Psicotropicus.)

Semanal: Esta Semana en la Historia

27 de Agosto de 2002: La Canadian Press, el servicio nacional de noticias de Canadá, informa que la Ministra de la Salud, Anne McLellan, dijo que el gobierno federal no va a descumplir su plan de ofrecer marihuana a los pacientes. Encolerizándose con informes anteriores de que el proyecto había sido guardado, McLellan dijo, “En verdad, lejos de guardarlo, lo que estamos haciendo es implementar el segundo estadio”.

28 de Agosto de 1964: Los Beatles son presentados a la marihuana.

28 de Agosto de 1995: La Organización Mundial de la Salud (OMS) publica el "WHO Project on Health Implications of Cannabis Use: A Comparative Appraisal of the Health and Psychological Consequences of Alcohol, Cannabis, Nicotine and Opiate Use” [Proyecto de la OMS sobre las Implicaciones del Consumo de Cannabis en la Salud: Una Evaluación Comparativa de las Consecuencias Sicológicas y de la Salud del Consumo de Alcohol, Cannabis, Nicotina y Opiáceos]. La versión original – no la oficial – declara, “... hay buenos motivos para decir que [los riesgos del cannabis] probablemente no serían [comparados] seriamente a los riesgos del alcohol y el tabaco sobre la salud pública aun si muchas personas consumieran cannabis como toman alcohol o fuman tabaco ahora”.

29 de Agosto de 2001: El Dallas Morning News informa que Ernesto Samper, ex presidente de Colombia, dijo, “El problema es que la ley del mercado está apoderándose de la ley del estado... Tenemos que preguntarnos, ¿la legalización es la salida para esto? No podemos seguir luchando esta guerra solos. Si los países consumidores no hacen nada para disminuir la demanda, controlar el lavado de dinero, detener al flujo de químicos que son ofrecidos a los laboratorios de producción de drogas, entonces, en pocos años el mundo va a ver la legalización como la respuesta”.

30 de Agosto de 1996: El Washington Post informa que el candidato a presidencia, Bob Dole, le golpeó al Presidente Clinton por sus políticas de drogas y volvió la guerra contra las drogas uno de sus temas principales de campaña. Declarando que el Presidente Clinton se había “rendido” en la guerra contra las drogas, Dole pidió la expansión del papel de la Guardia Nacional y que los servicios militares y de la inteligencia combatieran las drogas.

Asia: China Empieza Debate Sobre Primera Ley Comprehensiva Sobre las Drogas

Pese a que China haya declarado hace mucho una guerra contra los consumidores y traficantes de drogas, nunca tuvo estatutos que objetivaran específicamente al tráfico de drogas y al trato de los consumidores de drogas. Eso está a punto de cambiar. El martes, los legisladores chinos empezaron a debatir un nuevo proyecto que expandiría los poderes de la policía para realizar operaciones contra el tráfico de drogas en las fronteras y establecer estándares para el tratamiento químico, informó la agencia de noticias del Estado Chino, Xinhua.

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cartel antidroga chino
“Es importante presentar dicha ley ya que China se enfrenta ahora a una situación grave en el control de las drogas”, le dijo Zhang Xinfeng, viceministro de seguridad pública, al presente comité del parlamento de China. Las drogas de Afganistán y del Triángulo Dorado están “derramándose” sobre China y “presentando una amenaza grave a los esfuerzos de control de las drogas de China”, añadió Zhang.

Las autoridades chinas estiman que el país tenga más de 1.1 millón de consumidores de drogas, incluyendo a 700.000 adictos a la heroína. Además de la heroína y del opio, las autoridades relatan problemas con el consumo de metanfetamina y éxtasis.

La parte del proyecto propuesto que trata del tráfico de drogas expandiría los poderes de la policía. De acuerdo con Xinhua, “El proyecto también dará permiso a la policía para que busque drogas ilegales en las personas y sus bagajes en lugares públicos importantes como las estaciones ferroviarias, terminales de larga distancia y cruces de frontera”.

La policía también tendría el poder de forzar a los sospechosos de consumo de drogas a someterse a muestras urinarias o sanguíneas – una práctica limitada hasta ahora a lugares primitivos como Dakota del Sur – y los dueños de bares y salones de fiesta tendrían que publicar propaganda antidroga en sus dependencias.

Pero aunque el proyecto propuesto asuma una línea dura contra el tráfico, es más indulgente cuando se trata de los consumidores y adictos a las drogas. Incluye a disposiciones que impedirían los centros de tratamiento de castigar físicamente o humillar verbalmente a adictos y exige que les pague por el trabajo que hacen. El proyecto también estipula que las personas en tratamiento forzado lo reciban en sus comunidades en vez de forzarlas a irse a centros de tratamiento. Los ingresos a centros de tratamiento estarían limitados a los usuarios de drogas inyectables, las personas que rehúsan la ayuda comunitaria o las personas que viven en comunidades sin recursos de tratamiento.

“Los consumidores de drogas son infractores de la ley, pero también son pacientes y víctimas. El castigo es necesario, pero la educación y la asistencia son más importantes”, dijo Zhang.

Marihuana: Iniciativas de “Menor Prioridad” Van a Votación en Santa Bárbara, Santa Cruz, Santa Mónica y Missoula

Es oficial. Las iniciativas municipales que volverían las infracciones adultas de la legislación antimarihuana la menor prioridad legal estarán en la votación de Noviembre en tres ciudades californianas – Santa Bárbara, Santa Cruz y Santa Mónica – y la ciudad universitaria de Missoula, Montana. Los funcionarios de la Comarca de Missoula certificaron el esfuerzo el jueves y las certificaciones de las elecciones municipales de California fueron hechas durante el verano.

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Santa Mónica
En Missoula, la Citizens for Responsible Crime Policy usó una donación del Marijuana Policy Project para colectar más de 20.000 firmas en tres meses, mucho más que las necesarias para entrar en la votación. Los organizadores esperan ganar allí con base en la victoria de la marihuana medicinal en todo el estado en 2004.

En California, los organizadores en Santa Bárbara, Santa Cruz y Santa Mónica también tuvieron éxito en reunir firmas suficientes para entrar en la votación. Las tres iniciativas municipales de California contienen un texto casi idéntico y se describen similarmente. Como observa la página web de Santa Mónica, la iniciativa “vuelve las infracciones de la legislación antimarihuana, donde el cannabis sea pretendido para consumo personal adulto, la menor prioridad de la policía” y “libera recursos policíacos para concentrarse en la criminalidad violenta y seria, en vez de arrestar y encarcelar a usuarios no-violentos de cannabis”.

La iniciativa de Santa Cruz da más un paso al establecer una posición oficial de la ciudad a favor de la legalización de la marihuana. “Los votantes en Santa Cruz están cansados de la guerra federal contra las drogas fracasada e inmoral”, dijo Andrea Tischler, presidente de la Santa Cruz Citizens for Sensible Marijuana Policy. “Vamos a movernos hacia políticas más razonables de marihuana y asegurar que nuestra policía y nuestros tribunales no estén desperdiciando sus recursos y tiempo arrestando y procesando a infractores no-violentos de la legislación antimarihuana. Al aprobar esta iniciativa, Santa Cruz puede ser el rayo de luz que muestre el camino hacia políticas más sensibles que sean compatibles con los valores de la mayoría de los ciudadanos”.

Las iniciativas de menor prioridad ya han sido aprobadas en Seattle y Oakland, que fue el modelo e inspiración para las iniciativas municipales de California de este año, así como un puñado de ciudades universitarias alrededor del país.

Condenación: Guerra a las Drogas de Illinois Está a Toda Máquina, Descubre Estudio

Un estudio lanzado el martes por el Instituto de Asuntos Metropolitanos de la Universidad Roosevelt en Chicago ha descubierto que Illinois está en segundo lugar apenas detrás de California cuando se trata de enclaustrar los presos de la guerra a las drogas. Unos 13.000 infractores de la legislación antidroga fueron mandados a la prisión en Illinois en 2002, atrás apenas de los casi 40.000 de California. Illinois le ganó a los estados con poblaciones más grandes, como Tejas y Nueva York.

No es apenas en los números brutos que Illinois está bien situado, de acuerdo con "Intersecting Voices: Impacts of Illinois' Drug Policies" [Voces Cruzadas: Los Impactos de las Políticas de Drogas de Illinois]. Cuando se trata de prisioneros por tenencia de drogas per capita, Illinois está nuevamente en segundo lugar en el país, apenas detrás de Mississippi y pone personas en la prisión por tenencia de drogas más rápido que estados “encarceladores” como Oklahoma, Missouri, Georgia y Carolina del Sur.

Sin ninguna sorpresa, el estudio, firmado por las investigadoras Kathleen Kane-Willis y Jennifer Janichek (integrante de la directoria del Students for Sensible Drug Policy), descubrió que aunque los blancos y negros hayan usado drogas ilícitas en índices iguales, los negros eran presos en un índice de seis para cada infractor blanco de la legislación antidroga. Aquí, Illinois puede reclamar el primer lugar nacional en el índice per capita de afroamericanos presos por delitos de drogas.

“El número de personas que se enfrentan a la prisión en Illinois por tenencia de drogas – y la disparidad racial de aquellos que están presos – es simplemente desconcertante”, dijo Kathleen Kane-Willis, autora principal del estudio y directora-adjunta del Instituto de Asuntos Metropolitanos.

“Lo que es desconcertante es el crecimiento explosivo en presos de la guerra a las drogas en Illinois. En 1983, los infractores de la legislación antidroga eran 4,9% de la población penal del estado; en 2002, ellos eran 37,9%. La población de presos de la guerra a las drogas fue de poco más de 400 en 1983 para más de 13.000 en 2002, un aumento increíble de 2.748% en dos décadas".

Lo que también es desconcertante es el costo de encarcelar millares de infractores no-violentos de la legislación antidroga. El estudio estima que Illinois gastó cerca de $280 millones para prender los infractores de la legislación antidroga en 2002. Hay una salida mejor, dijo Kane-Willis. “El abuso químico es un problema de salud pública y nuestro estudio sugestiona que el tratamiento para los infractores de la legislación antidroga es más adecuado, más rentable y da resultados mejores que el encarcelamiento”.

Cáñamo Industrial: Asamblea de California Aprueba Proyecto Sobre el Cáñamo, ¿Será que Schwarzenegger Va a Firmarlo?

El lunes, la Asamblea de California aprobó un proyecto que permitiría que los agricultores produjeran aceite, semillas y fibra de cáñamo para fines nutricionales e industriales. El proyecto, el AB 1147, fue defendido por los Asambleístas Mark Leno (D-San Francisco) y Chuck DeVore (R-Irvine), y aprobado por una margen de 43-28. Ya fue aprobado por el Senado estadual y ahora aguarda la firma del Gob. Arnold Schwarzenegger (R).

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plantas de cáñamo
El cáñamo es una industria de $270 millones, pero los agricultores estadounidenses están en desventaja porque la legislación federal prohíbe su producción – pero no su importación. La ley californiana espeja actualmente la ley federal en no hacer ninguna distinción entre cáñamo industrial y marihuana. Si transformado en ley, el proyecto de California no significaría que los agricultores pueden empezar a cultivar cáñamo, pero agregaría presión sobre el gobierno federal para revisar la cuestión.

Tanto el cáñamo como la marihuana son miembros de la familia del cannabis, pero son cultivos distintos dentro de esa familia. El cáñamo contiene apenas niveles mínimos de THC, el principal ingrediente psicoactivo en la marihuana lúdica, pero sus fibras son usadas en papel, paños, repuestos automotores y materiales de construcción, y sus semillas y aceites son usados como productos alimentares.

“Centenas de productos de cáñamo son hechos aquí en California, pero los fabricantes son forzados a importar la semilla, el aceite y la fibra de cáñamo de otros países”, dijo Leno durante el debate sobre el proyecto. “Cuando esto se vuelva ley, será una bonanza económica para California”.

El proyecto fue aprobado en líneas partidarias, con apenas un republicano uniéndose a los demócratas para votar a favor de ello. Los legisladores del Partido Republicano recurrieron a posturas alarmistas para explicar su oposición. “Como republicano conservador, no puedo tener mi nombre relacionado con el cáñamo”, dijo el Asambleísta Dennis Mountjoy (R-Monrovia). De acuerdo con Mountjoy, el proyecto dificultaría el combate contra el cultivo de marihuana porque el cáñamo “manda la mismísima señal de calor que es usada para localizar los cultivos de marihuana”. El Asambleísta John Benoit (R-Palm Desert) dijo lo mismo, afirmando que las plantas de marihuana y cáñamo son “indistinguibles”.

Pero los oficiales del aparato judiciario-legal en los 30 países en que el cáñamo es cultivado legalmente parecen capaces de distinguir, cuestión planteada por el Asambleísta Leno. Las diferencias entre la marihuana y el cáñamo son tantas que “un niño de cinco años puede mostrar la diferencia... El aparato judiciario-legal que tenga el don de la vista no tendría ningún problema”.

“Agradecemos a los legisladores de ambos partidos que escucharon a los hechos sobre el cáñamo industrial y tomaron la decisión histórica de recobrar el cultivo”, dijo Eric Steenstra, presidente de Vote Hemp, un grupo que apoyó al proyecto. “La aprobación en la Legislatura de California es un logro importantísimo para los autores y defensores del proyecto, así como para millares de votantes, agricultores y negocios ambientalmente concientes que se correspondieron con los legisladores californianos”, dice Steenstra.

No se sabe aún si Schwarzenegger firmará o vetará el proyecto.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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A partir de esta edición, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saber de ello por otra persona, porque eso ni siempre sucede.

Ansiamos por informarlo a usted de más reportajes nuevos de nuestra nueva página web así que estén disponibles.

Marihuana Medicinal: Ya No Hay Más Amenaza de Prisión para Renee Boje Después que Federales Aceptan Acuerdo Simbólico

Uno de los casos más importantes y punzantes de proceso criminal federal de personas involucradas en el movimiento pro marihuana medicinal ha llegado a un fin relativamente bueno. Renee Boje, que se escapó a Canadá en 1998 en vez de enfrentarse a una sentencia mínima obligatoria de entre 10 años y prisión perpetua por su envolvimiento periférico en un cultivo de pesquisa de marihuana medicinal de Los Ángeles, se confesó culpable la semana pasada de tenencia de medio gramo de marihuana, fue condenada a un año de libertad vigilada y puede regresar a Canadá. La buena noticia de Boje sucede poco más de cuatro meses después que otro refugiado estadounidense famoso por la marihuana medicinal en Canadá, Steve Kubby, vio su propio caso resuelto con una cantidad relativamente corta de tiempo de cárcel.

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Renee Boje
Boje, que cultivaba poco más que plantas acuáticas, fue arrestada cuando la DEA allanó un jardín mantenido por el autor y paciente de SIDA, Peter McWilliams, y el paciente de cáncer y activista pro marihuana, Todd McCormick. McCormick cumplió una sentencia federal de cinco años por su papel en la operación, pero McWilliams nunca tuvo esa oportunidad. Él se atoró con su propio vómito hasta morirse tras no poder usar marihuana en tanto que estaba bajo régimen de libertad vigilada aguardando el juicio.

Estando a la merced del sistema federal de justicia criminal de EE.UU., Boje se fugó al país más amigo del cannabis, Canadá, donde ella fue acogida por el movimiento pro marihuana de ese país. En 2001, ella se casó con el activista y autor Chris Bennett, y al año siguiente dio luz a un hijo en Canadá. A pesar de las súplicas de gente alrededor del mundo y de sus relaciones crecientes con Canadá, el gobierno canadiense rechazó todos sus esfuerzos de quedarse en el país y parecía que ella sería deportada para enfrentarse a la justicia a la estadounidense.

Pero los fiscales federales en Los Ángeles aparentemente perdieron interés en procesar criminalmente a la joven y comunicaron que estaban interesados en solucionar el caso. El 10 de Agosto, Boje reentró en los Estados Unidos y el 14 de Agosto, ella se confesó culpable delante del Juez George King, el mismo juez que presidió las audiencias de McWilliams y McCormick. Cuando condenó Boje a libertad vigilada, él también le dio permiso para regresar a Canadá.

Aunque los oficiales canadienses de inmigraciones hayan amenazado no permitirle su regreso al país – al fin, ahora ella se había confesado culpable de tener medio gramo de marihuana y podía tener su ingreso negado según la ley canadiense --, ellos le concedieron por fin una visa de visitante de seis meses de validez. Boje usará ese tiempo para obtener la ciudadanía canadiense

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Pill Testing, Safer Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psilocybin / Magic Mushrooms, Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School