Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Notícias da Organização: Os Sucessos da DRCNet Nesta Semana

Graças à iniciativa do usuário do Netscape mntnman444, a Crônica da Guerra Contra as Drogas foi uma das mais lidas no portal do Netscape, que agora conta com links de notícias indicados e votados pelos membros. Mais de 13.000 pessoas leram sobre o prisioneiro pela maconha Tyrone Brown e o esforço para conseguir-lhe a clemência em conseqüências disso. Clique aqui para ler os muitos comentários feitos pelos usuários do Netscape.

O diretor executivo da DRCNet, David Borden, foi gravado hoje para a Regional Network News, uma emissora de cabo que serve à área tri-estadual (Nova Iorque, Nova Jérsei e Connecticut), debatendo com o pastor de Newark, Nova Jérsei, o Rev. Jethro James, sobre o assunto dos programas de troca de seringas e a nova lei de Nova Jérsei. (Achamos que o debate foi transmitido hoje à noite, mas não pudemos assisti-lo para confirmar - informe-nos se você o viu.) Esperamos pôr o vídeo do segmento na rede no mês que vem.

Foi a Pior das Épocas: As Derrotas, Pontos Negativos e Decepções da Reforma das Políticas de Drogas em 2006

Como a Crônica da Guerra Contra as Drogas publica a sua última edição do ano - vamos entrar de férias na semana que vem -, chegou a hora de darmos uma olhada no ano de 2006. Em um artigo conjunto, examinamos os destaques para a reforma das políticas de drogas neste ano; aqui, examinamos os pontos negativos, dos fracassos nas pesquisas e das decisões judiciais ruins às tendências negativas. Abaixo - sem nenhuma ordem específica - está a nossa lista necessariamente arbitrária das dez derrotas e decepções mais significativas para a causa da reforma das políticas de drogas. (Também publicamos uma lista de "melhores de 2006" nesta edição acima.)

A guerra às drogas continuava a mesma nas ruas dos Estados Unidos. Apesar de duas décadas de esforços de reforma das políticas de drogas, a guerra contra as drogas continua convertendo os Estados Unidos em um país que devora a sua juventude. Em maio, informamos que a contagem de prisioneiros nos EUA passava de 2,1 milhões - uma nova alta - e incluía mais de 500.000 presos da guerra às drogas. Em setembro, o FBI lançou o seu Relatório Uniforme Sobre a Criminalidade anual, mostrando cerca de 800.000 detenções por maconha e 1,8 milhão de detenções por delitos de drogas em 2005 -- outra nova alta. E há apenas duas semanas, informamos que mais de sete milhões de pessoas estão na cadeia, na prisão ou no regime de liberdade vigiada ou condicional - mais outra alta.

A histeria pela metanfetamina continua a mesma e vira pretexto para as antiquadas leis repressivas contra as drogas e para novas leis ruins e ultrajantes. A guerra às drogas sempre precisa de uma droga demoníaca do dia para assustar o público e, neste ano, como nos anos anteriores, é a vez da metanfetamina. Pouco importante que a droga tenha existido durante décadas e que tenha existido durante décadas e que haja menos "epidemia da metanfetamina" do que parece. Os "perigos da metanfetamina" têm sido citados como razão para tudo, de objetivar dependentes sul-asiáticos de lojas de conveniência e de restringir o acesso a remédios para o resfriado que contenham pseudo-efedrina a novas penas severas para os delitos de maconha e mais de 20 estados que definem o consumo ou a produção de metanfetamina como abuso infantil. O Michigan chegou a aprovar leis que proíbem as receitas de metanfetamina na Internet, enquanto que os eleitores do Arizona se sentiram impelidos a retroceder uma década de reforma das sentenças. Segundo essa reforma, os infratores primários e secundários por porte de maconha não podiam ser condenados à cadeia ou à prisão, mas agora o Arizona criou uma exceção para os infratores por metanfetamina. Os guerreiros antidrogas gostam de dizer que a metanfetamina é o novo crack e, pela forma que a metanfetamina é usada como pretexto para abordagens "duras" às políticas de drogas, isso é certamente verdade.

A Suprema Corte dos EUA sustenta as buscas desavisadas da polícia. Em uma decisão de junho, a corte sustentou um reide antidrogas no Michigan em que a polícia anunciou a sua presença na porta, mas então entrou correndo imediatamente antes que o dono da casa pudesse responder. Antes, os tribunais tinham permitido tais entradas-surpresa só em caso de ordens de buscas inadvertidas, mas esta decisão, que vai de encontro a centenas de anos de direito comum e precedentes, eviscera efetivamente essa distinção. Os reides inadvertidos são perigosos, como informamos no mesmo mês e como a idosa de Atlanta, Kathryin Johnston, lhes diria se pudesse. Mas não pode -- Johnston foi morta em um reide inadvertido no mês passado.

As iniciativas de legalização da maconha perdem em Colorado e Nevada. Após quatro anos de esforço, o Marijuana Policy Project não conseguiu ganhar com a sua iniciativa de "taxação e regulação" em Nevada, embora aumentasse a sua parte dos votos de 39% a 44%. No Colorado, a SAFER Colorado levou a sua mensagem "a maconha é mais segura do que o álcool" a todo o estado depois dos sucessos nas universidades estaduais e em Denver no ano passado, mas não conseguiu convencer os eleitores, conseguindo apenas 41% dos votos.

Dakota do Sul vira o primeiro estado em que os eleitores derrotam uma iniciativa para legalizar a maconha medicinal. Em todo estado em que ela fora apresentada perante os eleitores como medida eleitoral, a maconha medicinal saíra vitoriosa. Mas, os eleitores no estado socialmente conservador e pouco povoado do Alto Meio Oeste a recusaram por pouco em novembro. A medida perdeu por 48% a 52%.

O movimento pró-maconha medicinal da Califórnia está sob ataque sustenido dos federais, de funcionários estaduais e municipais recalcitrantes e da polícia. Neste ano, parece que não há uma semana que passe sem um novo reide da DEA ou sem guerreiros antidrogas desajustados em uma comarca ou outra. São Diego foi particularmente atingida, mas também informamos sobre uma série de reides em outubro, e aconteceram mais desde então. Os federais também começaram o seu primeiro processo contra a maconha medicinal desde o fiasco de Ed Rosenthal em 2003, com o paciente e fornecedor de maconha medicinal da Comarca de Merced, Dustin Costa, indo a julgamento neste mês.

Centenas morrem de overdose de heroína misturada com fentanil, mas a resposta oficial quase não existe - exceto pelo aumento da pressão da polícia. Com os usuários de drogas injetáveis caindo mortos de Boston a Baltimore, da Filadélfia a Detroit e Chicago, estima-se que 700 pessoas foram mortas pelo coquetel mortífero. Demos informações sobre isso em junho, mas a onda de mortes continua até agora. Justo na semana passada, mais de 120 especialistas em medicina, departamentos da saúde pública e defensores dos usuários de drogas mandaram uma carta ao Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Mike Leavitt, instando-o a tomar providências agressivas. Que chato, quem se importa com os viciados mortos? Não o governo federal, pelo menos até agora.

O Plano Colômbia continua em marcha, acrescentando combustível às chamas da guerra civil da Colômbia enquanto consegue pouco no domínio de reduzir de verdade a oferta de cocaína. O Congresso dos EUA continua financiando o Plano Colômbia com centenas de milhões de dólares ao ano, apesar de seis anos de assistência militar e de erradicação aérea geral usando herbicidas, agora parece que a produção está mais alta do que qualquer um imaginava. Talvez um Congresso democrata acabe com este fiasco no ano que vem, mas os democratas certamente podem contar com influentes simpatizantes do Plano Colômbia entre suas fileiras - o próximo presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado e possível presidenciável, Joe Biden (DE), para nomear apenas um.

O Afeganistão pode virar um verdadeiro narco-estado. A guerra dos EUA contra o terror e a guerra dos EUA contra as drogas estão em rota de colisão no Afeganistão, que agora, cinco anos depois da invasão dos EUA, produz mais de 90% do ópio ilícito do mundo. Neste ano, a colheita de papoulas do Afeganistão atingiu uma nova alta recorde de 6.100 toneladas métricas, e, agora, o secretário antidrogas dos EUA, John Walters, está pressionando os afegãos a adotarem a erradicação com herbicidas. Mas, cada ação que os EUA e os afegãos tomam para suprimir o tráfico de ópio só volta mais afegãos para os braços do Talibã, que também está ganhando dinheiro com o tráfico para financiar a sua insurgência renascida. Enquanto isso, o governo afegão também está cheio de gente enriquecendo com a papoula. Todos estão ignorando as propostas sensíveis que foram postas em discussão para lidar com o problema, que vão de uma abordagem de desenvolvimento econômico e combate à corrupção apresentada pela ONU e o Banco Mundial como alternativa à erradicação e à proposta do Conselho Senlis de autorizar a produção e desviá-la para o mercado medicinal legítimo.

A Austrália está havendo-se com a Loucura do Baseado. Embora alguns estados australianos promulgassem reformas para suavizar as suas leis sobre a maconha nos anos anteriores, o governo do Primeiro Ministro John Howard gostaria de retroceder aquelas reformas. Os australianos parecem particularmente suscetíveis a pronunciamentos histéricos sobre as relações entre a maconha e a doença mental e eles também sustentaram a noção insondável de que a maconha cultivada hidroponicamente é mais perigosa do que a maconha cultivada no solo. Durante o fim de semana, o secretário nacional da saúde anunciou que quer proibir os narguilés. Isso não é surpreendente vindo de um homem que em maio anunciou que a maconha é mais perigosa do que a heroína. Com sorte, as cabeças mais sãs vencerão Lá Embaixo, mas isso não vai acontecer tão cedo.

Foi a Melhor das Épocas: As Vitórias e Avanços da Reforma das Políticas de Drogas em 2006

Como a Crônica da Guerra Contra as Drogas publica a sua última edição do ano - vamos entrar de férias na semana que vem -, chegou a hora de voltarmos o olhar para o ano de 2006. Tanto aqui nos EUA quanto no exterior, o ano teve progresso considerável em várias frentes, da reforma das leis sobre a maconha e dos avanços na redução de danos ao revés das leis repressivas contra as drogas na Europa e na América Latina. Abaixo - sem nenhuma ordem específica - está a nossa lista necessariamente arbitrária das 10 vitórias e avanços mais significativos para a causa da reforma das leis sobre as drogas.

O porte de maconha continua legal no Alasca. Um caso de 1975 da Suprema Corte do Alasca deu aos alasquenses o direito a portarem até um quarto de libra ou aproximadamente 113 gramas de maconha na privacidade dos seus lares, mas em 1991, os eleitores recriminalizaram o porte. Nesta década, uma série de casos judiciais restabeleceu o direito a portar maconha, provocando o Governador Frank Murkowski a passar dois anos em uma batalha bem-sucedida enfim para fazer que a assembléia a recriminalizasse de novo. Mas em julho, uma Suprema Corte do Alasca descartou a disposição da nova lei que proíbe o porte de maconha em casa. A corte reduziu a quantidade a uma onça ou 28 gramas e a Suprema Corte estadual ainda tem que dar a sua palavra, mas dadas as suas decisões anteriores, há pouca razão para achar que revogará a si mesma.

As iniciativas municipais que tornam a maconha a menor prioridade legal venceram em todos os lugares. Nas eleições de novembro, as iniciativas de menor prioridade conseguiram a vitória em Santa Bárbara, Santa Cruz e Santa Mônica, Califórnia, assim como na Comarca de Missoula, Montana, e Eureka Springs, Arkansas. No início deste ano, West Hollywood adotou um decreto-lei similar e, no mês passado, São Francisco fez o mesmo. Procure mais iniciativas como estas no ano que vem e em 2008.

Rhode Island vira o 11° estado a aprovar a maconha medicinal e o terceiro a fazê-lo via processo legislativo. Em janeiro, os legisladores anularam o veto do Governador Donald Carcieri (R) para transformar o projeto em lei. O projeto fora aprovado em ambas as câmaras em 2005, só para ser vetado por Carcieri. O Senado estadual votou na anulação em junho de 2005, mas a Câmara não tomou providência nenhuma até janeiro.

A disposição antidrogas da Lei de Ensino Superior [Higher Education Act] (HEA) sofreu um revés parcial. Em vista da oposição crescente ao dispositivo, que impede os estudantes com condenações por delitos de drogas - não importa quão triviais - de receber assistência financeira federal durante períodos específicos, o seu autor, o importante guerreiro antidrogas do Congresso dos EUA, o Dep. Mark Souder, encenou uma retirada tática. Para embotar o desejo de revogação total do movimento, liderado pela Campaign for HEA Repeal, Souder emendou o seu próprio dispositivo para que agora se aplique somente a estudantes que estão matriculados atualmente. A aprovação da disposição antidrogas emendada em fevereiro marca o primeiro grande revés da legislação de guerra às drogas em anos.

Nova Jérsei aprova um projeto de troca de seringas. Após uma luta de 13 anos e um número crescente de infecções de HIV/AIDS e de Hepatite C relacionadas com a injeção, na semana passada a assembléia de Nova Jérsei aprovou legislação que estabeleceria os programas-pilotos de troca de seringas em até seis municipalidades. O Governador Jon Corzine (D) a sancionou nesta semana. Com Delaware e Massachusetts aprovando também projetos de acesso a seringas neste ano, agora todo estado na união tem algum dispositivo para permitir aos usuários de drogas injetáveis uma maneira de obter seringas esterilizadas.

A Suprema Corte dos EUA sustenta o direito dos aderentes estadunidenses da igreja sediada no Brasil, a União do Vegetal (UDV), a usar um chá psicodélico (oasca) que contém uma substância controlada nas cerimônias religiosas. Usando a Lei de Restauração da Liberdade de Credo [Religious Freedom Restoration Act], um tribunal unânime sustentou que o governo deve mostrar um "interesse governamental convincente" para restringir a liberdade de credo e usar "os meios menos restritivos" de avançar esse interesse. Sem dúvida, a decisão de fevereiro abrirá a porta para que espiritualistas da maconha procurem reparação similar.

O local de injeção segura de Vancouver, Insite, consegue uma nova, porém limitada, autorização para prosseguir. O local do projeto-piloto, o único do seu tipo na América do Norte, tinha que ser renovado após o seu período inicial de três anos e o governo conservador do Primeiro Ministro Steven Harper era ideologicamente contrário a continuá-lo, mas graças à campanha bem orquestrada para mostrar apoio comunitário e global, o governo Harper concedeu uma extensão de um ano do programa. Alguns observadores sugeriram que a extensão limitada deveria entrar na lista dos "piores" em vez de estar na lista dos "melhores", mas manter o local durante tempo suficiente para sobreviver ao falecimento do governo conservador (provavelmente neste ano) tem que contar como vitória. O mesmo vale para a publicação de resultados de pesquisa que demonstram que o local salva vidas, reduz as overdoses e a doença e faz com que as pessoas entre em tratamento sem levar a aumentos na criminalidade ou no consumo de drogas.

A eleição de Evo Morales traz a paz da coca à Bolívia. Quando o líder cocaleiro Morales foi eleito presidente no outono de 2006, os cocaleiros do país finalmente tiveram um amigo em um cargo importante. Embora os anos anteriores houvessem presenciado tensão e violência entre os cocaleiros e o aparato repressivo do governo, Morales tem trabalhado com os cocaleiros para procurar limites voluntários sobre a produção e, com a ajuda financeira do Presidente Hugo Chávez, começou um programa de pesquisa sobre os usos da coca e a construção de plantas para transformá-la em chá ou farinha. Nem todos estão calmos - aconteceram conflitos mortíferos com os cocaleiros nas Yungas nos últimos meses -, mas a situação melhorou bastante em relação aos anos anteriores.

O Brasil pára de prender os usuários de drogas. Segundo a nova lei sobre as drogas sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Agosto, os usuários e portadores de drogas não serão detidos nem presos, mas citados e receberão ofertas de reabilitação e serviço comunitário. Embora a nova lei mantenha os usuários de drogas à mercê do estado, também os deixa fora da prisão.

A Itália revoga as leis severas contra a maconha. Antes da sua derrota nesta primavera, o governo do então Primeiro Ministro Silvio Berlusconi endureceu as leis relativamente sensíveis sobre as drogas da Itália, tornando as pessoas que têm mais de cinco gramas de maconha sujeitas à punição como traficantes de drogas. O novo governo esquerdista do Primeiro Ministro Romano Prodi tomou providências administrativas rápidas para melhorar os efeitos da lei antiga e, no mês passado, aumentou o limite para o porte de maconha sem castigo de cinco a 28 gramas. O governo Prodi também aprovou o consumo de derivados da maconha para o alívio da dor.

Semanal: Esta Semana en la Historia

24 de Diciembre de 1912: Merck patenta la MDMA. Sus efectos psicoactivos siguen desconocidos durante más de 60 años, pero la droga eventualmente se populariza bajo la jerga “éxtasis”.

28 de Diciembre de 1992: La Televisión ABC transmite un especial importante sobre la guerra a las drogas en Bolivia que, de acuerdo con el gobierno Bush, es nuestra “mejor esperanza” de vencer la guerra a las drogas en Sudamérica. La ABC concluye decisivamente que no hay esperanza y que la guerra contra la producción de drogas ya ha sido perdida.

25 de Diciembre de 1994: El Buffalo News informa, “Preocupados con las tres sentencias largas que se sintió forzado a imponer en las últimas semanas, el Juez Distrital de los EE.UU., John T. Curtin, dice que va a parar de oír casos de drogas el año siguiente en vez de seguir siendo parte de un sistema de punición que ‘simplemente no está funcionando’”. Curtin dice que a él le gustaría ver el gobierno federal gastando más dinero en los programas de concienciación, asesoramiento y prevención a las drogas, en vez de gastarlo para poner más gente en la prisión. “No se tiene que pensar en ello en términos morales. En términos financieros, simplemente no está funcionando”, dijo Curtin.

23 de Diciembre de 1995: Un editorial del British Medical Journal titulado “La Guerra Contra las Drogas” declara, “La estrategia de drogas del gobierno inglés para los tres próximos años dice llanamente ‘No habrá legalización de cualesquiera drogas actualmente controladas’. Pero alguna legalización ayudaría”.

26 de Diciembre de 1997: El San Francisco Chronicle informa que el Regidor de San Francisco, Gavin Newsom, dijo que ya es hora de tratar el abuso de heroína menos como crimen y más como problema médico. Él añadió que los esfuerzos para detener las drogas en la frontera o para “Decir No” han fracasado.

24 de Diciembre de 1998: El Times (UK) informa que el Príncipe de Gales expresó interés en la eficacia del cannabis en el alivio del dolor de enfermedades como la esclerosis múltiple. Durante su visita anual a la Casa Sue Ryder en Cheltenham, Gloucestershire, él le preguntó a la paciente de EM, Karen Drake: “¿Usted ha intentado usar cannabis? He escuchado decir que es lo mejor para eso”. Drake, 36, dijo después: “Me quedé sorprendida, pero creo que a mí me gustaría probarla. Cualquier cosa que pueda ayudarme a aliviar el dolor sólo puede ser para el bien”.

24 de Diciembre de 2001: El North Carolina Lexington Dispatch informa la retirada de 65 casos criminales investigados por tres funcionarios municipales de narcóticos acusados en una incriminación federal de conspiración para distribuir drogas. De acuerdo con un oficio federal lanzado en el caso, los funcionarios de la ley abusaron de su autoridad de una o varias maneras, incluso escribiendo órdenes falsas de búsqueda, plantando pruebas e inventando acusaciones, quedándose con las drogas y con el dinero confiscados durante las detenciones, intentando extorsionar más dinero de la gente arrestada e intimidando a los sospechosos y a los testigos en potencial.

22 de Diciembre de 2003: La Facultad Annenberg de Comunicación (ASC) en la Universidad de Pensilvania lanza un informe sobre la Campaña Mediática Antidroga Nacional para la Juventud del Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas. La ASC fue contratada por el ONDCP para analizar la campaña como un todo y su trabajo respecto de la marihuana específicamente. La ASC descubrió que había pocas pruebas de que las decenas de millones que están siendo gastados todos los años están teniendo cualquier impacto discernible sobre el uso de o las conductas hacia la marihuana entre los jóvenes del país.

25 de Diciembre de 2003: El Philippine Star informa que la campaña para librar la isla de las drogas hasta 2010 ha resultado en cárceles superpobladas y en la paralización del sistema de justicia.

Búsqueda en la Red

El astro de las bitácoras, Radley Balko, últimamente del Instituto Catón, está escribiendo para la revista Reason, en que está haciendo un artículo semanal llamado "Drug Propaganda Thursday" [Jueves de Propaganda Sobre las Drogas].

Los Demócratas Pueden Terminar las Normas Discriminatorias de Condenación a Prisión, Jackie Jones para la Black America Web, reimpreso en Alternet.

Bob Barr, un ex guerrero antidroga en el Congreso, se ha unido al Partido Libertariano y ¡está trabajando con ellos como vocero! Ya sabíamos que los puntos de vista de Barr sobre la cuestión de las drogas se habían ablandado con la jubilación política y por supuesto que él ha estado trabajando en cuestiones de privacidad con la ACLU. Ahora, ¿ha descartado de veras la ideología de la guerra a las drogas completamente? Aún no lo sabemos.

Otro listado de los diez más de artículos acerca de las leyes sobre las drogas, del Drug Law Blog de Alex Colman.

Pacífico Sur: Australia Quiere Prohibir el Narguile

El Secretario Parlamentario Federal de la Salud de Australia, Christopher Pyne, dijo durante el fin de semana que el gobierno del Primer Ministro John Howard quiere prohibir los narguiles. Los caños de agua usados generalmente para fumar marihuana son vendidos por toda Australia y no sólo en los “head shops”, sino también en las tabaquerías y aun en grifos.

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narguile con emblema de la hoja de marihuana
El comentario sucedió mientras el país pasa por un ataque de Locura del Pitillo relacionado con los temores de que la marihuana causa problemas de salud mental. Esos temores fueron incrementados la semana pasada por el lanzamiento de un informe del Consejo de Salud Mental de Australia que relacionaba fumar marihuana con aumentos en el riesgo de salud mental y empeoramiento de los problemas mentales existentes. Aunque el propio informe fuera cuidadoso en observar que dichos problemas ocurren solamente en un número diminuto de usuarios, la cobertura de la prensa australiana no ha tenido tantos cuidados así.

En comentarios comunicados por el Sydney Herald-Sun, Pyne dijo que dejar que los narguiles sigan siendo legales daba señales de que el gobierno aprobaba su uso y que la exposición de dichos artículos en las tiendas reducía la preocupación pública con el impacto del consumo de drogas. “Seguramente estoy preocupado con la proliferación del aparato para el consumo de sustancias ilícitas”, dijo el Sr. Pyne.

Además de aumentar la histeria acerca de la conexión marihuana-enfermedad mental, Pyne está siguiendo el liderazgo del National Cannabis Strategy Group, el cual el mayo pasado pidió “la reglamentación más estricta y adecuada de los pertrechos para consumo de drogas”.

Sin embargo, la prohibición nacional del narguile puede mostrarse impracticable. El gobierno estadual en Victoria prohibió los “equipos de cocaína” a principios de este año, pero descubrió que demasiados grupos étnicos usaban los narguiles para fumar tabaco y otras sustancias legales para permitirle imponer una prohibición general.

Además, sería impopular, por lo menos entre los comerciantes consultados por el Sun-Herald en una tienda de Sydney que vende narguiles y pipas. “No, a mí no me gusta fumar en botellas de plástico”, dijo un comerciante.

“Eso no va a impedir a nadie de fumarla”, dijo otro. “Encontrarán una manera menos saludable de fumarla”.

Latinoamérica: Presidente Peruano Elogia la Hoja de Coca en la Ensalada y Ataca las Guerrillas

El presidente peruano Alan García tenía la coca en mente esta semana. En respuesta a un ataque el sábado de parte de presuntas guerrillas del Sendero Luminoso que trabajan con los narcotraficantes que mataron a cinco policías y dos trabajadores de control de la coca del gobierno, García pidió la imposición de la pena de muerte. Un día después, tal vez para indicar que no es anticoca, dijo a una rueda de prensa con medios extranjeros que la coca sería maravillosa si fuera consumida en las ensaladas.

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brotes de coca
Perú es el segundo productor más grande de coca del mundo, después de Colombia, y los indígenas peruanos han estado cultivando la planta hojosa durante millares de años por sus propiedades sacramentales, nutricionales y suavemente estimulantes. La planta es cultivada legalmente en algunas partes del país bajo el arreglo con la ENACO, la Empresa Nacional de la Coca, que detiene el monopolio sobre las ventas y compras legales.

Pero, Perú también es el segundo productor más grande de cocaína del mundo, la cual es derivada de la coca o cultivada legalmente y desviada de la ENACO o cultivada ilegalmente. Durante años, el país ha adoptado una política de erradicación de los cultivos ilícitos, lo que ha agradado a Washington, pero ha dejado a los cocaleros peruanos nerviosos y frustrados. En octubre durante una reunión en Washington con el presidente Bush, el presidente García prometió seguir la política de erradicación.

Algunas áreas de cultivo de la coca han estado en estado de emergencia durante los dos últimos meses y el gobierno García anunció esta semana que ello seguiría durante otros dos meses después de las matanzas, que ocurrieron en la provincia de Ayacucho. El ataque, descrito como una emboscada cuidadosamente planeada, ocurrió durante un operativo policíaco contra la coca no-sancionada que estaba siendo cultivada en la región. Más de 20 policías han sido muertos en ataques similares el año pasado.

Dos días después del ataque, García les dijo a los legisladores que ellos deberían permitir la pena de muerte para crímenes así. Actualmente la pena de muerte en Perú sólo es permitida en casos de traición a la patria en tiempo de guerra. El Congreso debería “darles las herramientas necesarias a los jueces y al poder ejecutivo para eliminar definitivamente estos remanecientes [rebeldes del Sendero Luminoso]”. Ellos deberían ser tratados usando “la sanción más enérgica y severa que la ley... permite”, dijo García.

Pero, al día siguiente, García defendió la hoja de coca y sus políticas de drogas a los reporteros extranjeros. La hoja de coca es buenísima en las ensaladas, dijo García. “Insisto que puede ser consumida directa y elegantemente en la ensalada. Tiene un buen valor nutricional”. García añadió que uno de los chefs más conocidos del país, Gastón Acurio, había servido recientemente varios platos hechos con coca en el Palacio del Gobierno. “Él nos ofreció unos tamales y tortas hechas con harina de coca. Él nos ofreció un cóctel con licor de coca”, dijo García. “¿Comer coca puede ser nocivo? No, absolutamente no”.

Frases de ese tipo alinean a García con el presidente boliviano Evo Morales y el presidente venezolano Hugo Chávez. Aquellos dos líderes están defendiendo los usos industriales de la coca y están colaborando en una planta de producción en Bolivia.

García les dijo a los reporteros que la política antidroga de Perú está basada “fundamentalmente” en controlar la venta de precursores químicos usados para la producción de cocaína, pero que la policía peruana también debe trabajar más para combatir el tráfico de cocaína. Hasta 90% de la coca peruana va al tráfico de cocaína, no a la industria de la coca.

Reducción de Daños: Expertos Piden Providencias Urgentes Mientras Crece el Número de Muertes por Sobredosis Relacionada con Fentanil

Más de 120 expertos en medicina, departamentos de salud pública y defensores de la salud de los usuarios de drogas han pedido al gobierno federal que dé pasos más agresivos para tratar de una onda de muertes por sobredosis causada por heroína mezclada con fentanil, un analgésico opiáceo 50 a 80 veces más fuerte que la heroína. El llamado ocurrió en una carta abierta al Secretario de Salud y Servicios Humanos de los EE.UU., Mark Leavitt, redactada por la Harm Reduction Coalition, un grupo nacional de salud y derechos humanos que trabaja para reducir el daño relacionado con las drogas.

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fentanil
La epidemia corriente -- la Crónica de la Guerra Contra las Drogas ha dado informaciones sobre ella en junio - ha matado a más de 750 usuarios de drogas inyectables este año desde Chicago a la Costa Este. Chicago, Detroit y Filadelfia tienen en torno de 200 muertos.

El número real de muertes puede ser mucho más alto porque muchas jurisdicciones cerca de estas grandes ciudades no tienen los recursos y la pericia para monitorear las tendencias de las sobredosis. “Esta onda de muertes por sobredosis presenta una emergencia aguda de salud pública y una amenaza inmediata a las vidas de los usuarios de opiáceos, en tanto que destaca la debilidad persistente en la respuesta de los funcionarios de la salud a la epidemia creciente tanto de sobredosis legales como ilegales con opiáceos”, dijo la Dr. Sharon Stancliff, directora de medicina de la Harm Reduction Coalition.

La carta hace cinco recomendaciones, pidiéndole al Secretario Leavitt que asegure que:

  1. Los Centros de Control de Enfermedades (CDC) creen sistemas de vigilancia para monitorear las tendencias y amenazas de las sobredosis;
  2. El Instituto Nacional de Abuso Químico (NIDA) provea fondos de emergencia para proyectos de pesquisa a fin de responder preguntas urgentes que permitirán a las jurisdicciones tratar inmediata y efectivamente de la epidemia de sobredosis;
  3. La Administración de Servicios de Abuso Químico y Salud Mental (SAMHSA) haga réplicas rápidamente de los programas existentes de prevención a las sobredosis, y los financie completamente;
  4. La Administración de Represión a las Drogas (DEA) informe al CDC sobre los niveles de pureza y la presencia de fentanil u otros contaminantes peligrosos en ofertas de drogas locales para que el CDC pueda notificar al público;
  5. El Departamento de Salud y Servicios Humanos (HHS) prepare un informe de emergencia de la epidemia actual de sobredosis para el Congreso. Este informe debería hacer recomendaciones de emergencia para medidas de prevención que incluyan: Apoyar las respuestas comunitarias a las sobredosis, incluso el uso de naloxona, un remedio legal que reverte las sobredosis con opiáceos, de parte de usuarios y de sus entes queridos; mejorar las respuestas de la policía y de los servicios médicos de emergencia a las sobredosis; e incrementar la disponibilidad del tratamiento químico.

“Una cliente nos dijo que ella vio a su amigo morirse delante de ella y que no pudo hacer nada”, dijo Corey Davis, coordinador de servicios legales en el Prevention Point Philadelphia. “Si tuviera naloxona y estuviera entrenada para usarla, podía haber salvado la vida de su amigo. Hemos perdido muchas de nuestras personas debido al fentanil. Esto tiene que parar”.

Reducción de Daños: Gobernador de Nueva Yérsey Sanciona Proyecto de Cambio de Jeringas

El martes, el Gobernador Jon Corzine de Nueva Yérsey sancionó la Ley de Reducción de los Daños de las Enfermedades Transmisibles por la Sangre [Bloodborne Disease Harm Reduction Act], que permitirá a hasta seis municipalidades establecer programas de cambio de jeringas en un esfuerzo para reducir la diseminación de VIH/SIDA y Hepatitis C. La medida fue aprobada en ambas cámaras de la legislatura la semana pasada, 13 años después que los intentos para aprobar dicha legislación empezaron.

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el Gobernador Jon Corzine
Ahora, los reporteros ya no tendrán que usar el bordón polémico “Nueva Yérsey es el único estado sin programas de cambio de jeringas ni acceso a jeringas sin prescripción” cuando escriban sobre el SIDA en el Garden State. Además del proyecto de cambio de jeringas, esta sesión la legislatura también tomó providencias respecto de un proyecto sobre las ventas de jeringas sin prescripción, que fue aprobado por la Asamblea, pero que no llegó a votación en el Senado. Los defensores esperan que esté en la agenda cuando la legislatura regrese al trabajo el próximo año.

Anteriormente, Corzine había apoyado el proyecto de cambio de jeringas y su sanción no estaba en duda. Según la nueva ley, las ciudades interesadas en empezar los programas de cambio de jeringas deben aprobar una ordenanza y los participantes deben recibir encaminamientos a asesoramiento y exámenes de VIH, programas de tratamiento químico y servicios sanitarios y sociales. Dos ciudades, Atlantic City y Camden ya han aprobado dichas ordenanzas y diversas otras han expresado interés.

“Simplemente, este proyecto salvará vidas”, dijo el Gobernador Corzine en una declaración que anunciaba su sanción del proyecto. “La ciencia es clara: Los programas de cambio de jeringas han probado ser eficaces en la reducción de la diseminación del VIH y de la hepatitis C y sirven como ingresos al tratamiento”.

“El día de hoy termina el reinado dubio de Nueva Yérsey como último bastión del país contra las políticas progresistas y de buen sentido que salvarán vidas”, dijo el Presidente Joseph J. Roberts, Jr. (D-Camden). “Ahora, podemos empezar a revertir los índices casi epidémicos de VIH/SIDA y de Hepatitis C de nuestro estado. Los programas de cambio de jeringas y el acceso incrementado al tratamiento químico que autorizamos hoy día son una luz de esperanza para muchos que pueden haber conocido apenas la muerte y el desespero”.

“Hoy día, hemos tomado la responsabilidad de ayudar a prevenir la diseminación del VIH/SIDA en este estado al volver el acceso a jeringas esterilizadas parte de nuestra estrategia comprehensiva para combatir esta epidemia de salud pública”, dijo la Senadora Nia Gill (D-Essex), la defensora de esta legislación en el Senado.

Nueva Yérsey tiene el índice más alto de casos cumulativos de VIH/SIDA entre las mujeres, el tercer índice más alto de casos pediátricos de VIH/SIDA, el quinto índice más alto de casos adultos de VIH/SIDA y un índice de infección de VIH relacionada con la inyección que es casi el doble del promedio nacional.

Imposición de la Ley: Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana

Un combatiente de las drogas de Virginia es atrapado vendiendo drogas, así como un ex policía de la Policía de Nueva York y más otro agente penal caen. Además, hay una actualización interesante sobre la Operación Verde Vivo [Operation Lively Green], el montaje del FBI que atrapó a docenas de militares y funcionarios de la ley de Arizona por proteger el narcotráfico. Vamos a ello:

En Portsmouth, Virginia, un teniente de la policía de Portsmouth fue arrestado el martes por acusaciones de distribución de cocaína. El Teniente Brian Keith Muhammed Abdul Ali, un veterano de 21 años de la corporación que dirige la unidad de combate a las drogas del departamento, fue arrestado junto con su sobrino, un civil. Ambos se enfrentan acusaciones de conspiración criminosa para distribuir cocaína. Ali estaba en la cárcel sin fianza estipulada hasta el miércoles.

En la Ciudad de Nueva York, un oficial jubilado de la Policía de Nueva York fue uno de nueve hombres arrestados por acusaciones de revender drogas en una marina pública en Manhattan. Las detenciones de la semana pasada en la Marina de la Calle Dyckman fueron la culminación de una investigación de seis meses en la cual los oficiales encubiertos compraron heroína, crack, éxtasis y marihuana en por lo menos 48 ocasiones. Jeremy O’Rourke, 42, que salió del departamento a fines de los años 1980, es acusado de tramitar las transacciones entre los grandes traficantes y los compradores que resultaron ser agentes. Él se enfrenta a múltiples acusaciones de venta criminosa de sustancia controlada y conspiración. Su fianza está establecida en $500.000.

En Albany, Nueva York, dos guardias de la Cárcel Municipal de Montgomery han sido arrestados por vender marihuana a internos. Luis Morales Jr., 26, fue arrestado la semana pasada, en tanto que Alvin Hoyt Jr., 20, fue arrestado a principios de este año. La detención de Hoyt durante el verano por promover el contrabando llevó a una investigación que ahora también ha capturado a Morales. Morales fue impugnado el 13 de diciembre por acusaciones federales de tenencia de marihuana con intención de distribución, pero las acusaciones contra Hoyt fueron reducidas y el juez ha encerrado su caso. ¿Me pregunto cuál de ellos logró un acuerdo para atestar?

En Tucson, el Arizona Daily Star excavó el escándalo de corrupción de la Operación Verde Vivo y descubrió que una docena de reclutadores militares de los EE.UU. recibieron permiso para quedarse en el empleo, a veces durante años, después que el FBI supo que estaban involucrados en el tráfico de drogas. La Operación Verde Vivo fue el montaje de dos años del FBI que hasta ahora ha conseguido confesiones o veredictos de culpabilidad de 60 miembros de los militares y de las agencias de la ley de Arizona quienes aceptaron sobornos de agentes encubiertos para traficar cocaína. Los diez reclutadores que hasta ahora se han confesado culpables recaudaron $180.000 entre ellos.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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Con el lanzamiento de nuestra nueva página web, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saberlo por otra persona, porque eso no siempre sucede.

Deseamos informarle sobre nuevos reportajes de nuestra nueva página web apenas estén disponibles.

Anuncio: Los Feeds RSS de DRCNet Están Disponibles

Los feeds RSS son una onda del futuro – ¡y la DRCNet los ofrece ahora! La última edición de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas está disponible usando RSS en http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Tenemos muchos otros feeds RSS disponibles también, sobre cerca de cien subtópicos distintos de las políticas de drogas que empezamos a rastrear desde el relanzamiento de nuestra página web este verano – relacionando no solamente los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, sino también las publicaciones en el Bar Cladestino, los listados de eventos, los enlaces a noticias externas y más – y para nuestras publicaciones diarias en los blogs y en sus distintas subdirecciones. Visite nuestro Mapa del Sitio para leer la serie completa.

¡Gracias por sintonizarse en la DRCNet y en la reforma de las políticas de drogas!

Anuncio: ¡Ahora los Feeds de Agregación de Contenido de la DRCNet Están Disponibles para SU Página Web!

¿Usted es un aficionado a la DRCNet y tiene una página web que le gustaría usar para difundir el mensaje con más fuerza que un único enlace a nuestra página puede lograr? Tenemos la satisfacción de anunciar que los feeds de agregación de contenido de DRCNet están disponibles. Tanto si el interés de sus lectores está en el reportaje investigativo como en la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, el comentario corriente en nuestros blogs, la información sobre subtópicos específicos de la guerra a las drogas, ahora podemos darles códigos personalizables para que usted los ponga en los lugares adecuados en su blog o página web y actualicen automáticamente los enlaces al contenido de concienciación de DRCNet.

Por ejemplo, si usted es un gran aficionado a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas y cree que sus lectores sacarían beneficios de ella, puede tener los titulares de la última edición, o una porción de ellos, apareciendo y actualizándose automáticamente cuando salga cada nueva edición.

Si su página web es dedicada a las políticas de marihuana, puede publicar nuestro archivo temático, con enlaces a todos los artículos que publicamos en nuestra página acerca de la marihuana – los artículos de la Crónica, las publicaciones en los blogs, el listado de eventos, enlaces a noticias externas y más. Lo mismo vale para la reducción de daños, la confiscación de bienes, la violencia del narcotráfico, los programas de trueque de jeringas, Canadá, las iniciativas electorales, casi cien tópicos distintos que rastreamos corrientemente. (Visite la portada de la Crónica, en la columna derecha, para ver la lista actual completa.)

Si a usted le gusta especialmente nuestra nueva sección del Bar Clandestino, hay contenido nuevo todos los días tratando de todas las cuestiones y usted puede poner enlaces a esas publicaciones o a subsecciones del Bar Clandestino.

Haga clic aquí para ver una muestra de lo que está disponible - por favor, fíjese que la extensión, la apariencia y demás detalles de cómo ello aparecerá en su página pueden ser personalizados para adecuarse a sus necesidades y preferencias.

Por favor, fíjese también que estaremos contentos en hacerle más permutas de nuestro contenido disponible bajo pedido (pese a que no podamos prometer cumplimiento inmediato de dichas solicitaciones ya que, en muchos casos, la oportunidad dependerá de la disponibilidad de nuestro diseñador web). Visite nuestro Mapa del Sitio para ver lo que está disponible actualmente – cualquier feed RSS disponible allí también está disponible como feed de javascript para su página web (junto con el feed de la Crónica que no aparece todavía pero que usted puede encontrar en la página de feeds relacionada arriba). Experimente nuestro generador automático de feeds aquí.

Contáctenos si quiere asistencia o infórmenos sobre lo que está relacionando y adónde. Y gracias de antemano por su apoyo.

Noticias de la Organización: Los Éxitos de la DRCNet Esta Semana

Gracias a la iniciativa del usuario de Netscape mntnman444, la Crónica de la Guerra Contra las Drogas fue una de las más leídas en la portada de Netscape, que ahora cuenta con enlaces de noticias indicados y votados por los miembros. Más de 13.000 personas leyeron sobre el prisionero por la marihuana Tyrone Brown y el esfuerzo para conseguirle la clemencia en consecuencia de eso. Haga clic aquí para leer los muchos comentarios hechos por los usuarios de Netscape.

El director ejecutivo de la DRCNet, David Borden, fue grabado hoy día para la Regional Network News, una emisora de cable que sirve al área triestadual (Nueva York, Nueva Yérsey y Connecticut), debatiendo con el pastor de Newark, Nueva Yérsey, el Rev. Jethro James, sobre el asunto de los programas de cambio de jeringas y la nueva ley de Nueva Yérsey. (Creemos que el debate fue transmitido esta noche, pero no pudimos verlo para confirmar – infórmenos si usted lo vio.) Esperamos poner el vídeo del segmento en la red el próximo mes.

Reportaje: La Marihuana Es el Cultivo Lucrativo Número Uno de los Estados Unidos, Descubre Estudio

Un estudio lanzado el lunes descubre que la marihuana es ahora el cultivo lucrativo más grande del país, con el valor de la cosecha anual excediendo el del maíz, de la soja o del heno – los tres cultivos lucrativos legales más importantes del país. El estudio, conducido por el analista de políticas públicas y ex director de la National Organization for the Reform of Marijuana Laws, Jon Gettman, usó datos oficiales del gobierno para llegar a una estimativa de que la cosecha anual de marihuana vale $35 billones.

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cultivo interno de marihuana
De acuerdo con el informe, La Producción de Marihuana en los Estados Unidos (2006) [Marijuana Production in the United States (2006)], la producción doméstica de marihuana de los EE.UU. ha aumentado 10 veces en el último cuarto de siglo. Esto sucede a pesar de los programas de erradicación cada vez más intensivos en los niveles estadual y federal que han presenciado la confiscación y destrucción de más de 100 millones de plantas de marihuana desde principios de los años 1980.

Entre 1981 y 2006, la producción de marihuana de los EE.UU. aumentó 10 veces, de 1.000 toneladas métricas (2,2 millones de libras) para 10.000 toneladas métricas (22 millones de libras), de acuerdo con datos del gobierno citados por Gettman. La tremenda expansión de la producción de marihuana en vista del aumento de esfuerzos de erradicación sugestiona que “la marihuana se ha vuelto una parte generalizada e inerradicable de nuestra economía nacional” que debería ser puesta bajo un sistema de reglamentación legal, escribió Gettman.

Y está en todos los lugares. Aunque California, Tennessee, Kentucky, Hawai y Washington sean importantes estados productores, la marihuana es el cultivo lucrativo más importante en 12 estados y está entre los tres más importantes en 30 estados. “Hay mucha demanda por la marihuana en los EE.UU. y es natural que la producción aumentara aquí”, le dijo Gettman a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas.

Pero el aumento también es una función de los esfuerzos represivos del gobierno, argumentó Gettman. “En respuesta a la fumigación gubernamental de la marihuana mexicana con paraquat en los años 1970, la gente empezó a cultivarla en California y Hawai. Entonces, el gobierno empezó a circular helicópteros y aviones en busca de marihuana desde el cielo, de ahí el cultivo se diseminó”, explicó. “Por vuelta de 1982, eso pasaba en 32 estados. Ahora, está en todos los 50 estados. Los cultivadores también pasaron a plantar menos y a maximizar la producción con el uso de fertilizantes, mejores reservas genéticas y la producción de marihuana sin semilla, y se fueron adentro. Todo lo que el gobierno ha hecho para detener la producción de marihuana ha hecho que los cultivadores respondieran y ahora estamos en un punto en que hemos difundido el cultivo y la producción en pequeña escala por todo el país”, debatió el analista.

“Este informe nos dice que nuestras políticas de marihuana no están funcionando muy bien y eso es quitar la importancia del problema”, resumió Gettman. “Estos son los datos del gobierno, no los míos y muestran que no hay absolutamente ninguna prueba de que su programa sea exitoso de cualquier manera, modo o forma”.

“El hecho de que la marihuana sea el cultivo lucrativo número uno de los Estados Unidos tras más de tres décadas de esfuerzos gubernamentales de erradicación es la ilustración más clara de que nuestras presentes leyes sobre la marihuana son un fracaso total”, dijo Rob Kampia, director ejecutivo del Marijuana Policy Project, que encabezó el contacto con los medios después de la publicación del informe. “La marihuana de los Estados Unidos vale más que la producción nacional anual de maíz y de trigo juntas. Y las leyes de nuestro país garantizan que 100% de los réditos de las ventas de marihuana vayan a criminales irreglamentados en vez de ir a negocios legítimos que pagan impuestos para sustentar las escuelas, la policía y las carreteras”.

Aunque Gettman no estimara los posibles réditos en impuestos de la venta reglamentada de marihuana, sugestionó que serían considerables. “La producción legal bajaría los precios, pero el hecho de que las personas estén comprando marihuana a precios del mercado negro demuestra que la gente aprecia la marihuana y va a pagar por ella”, dijo Gettman. “La marihuana puede ser altamente tasada y aún proveerá precios más bajos que los de ahora en tanto que proporciona réditos al gobierno”, debatió.

En California, la Campaign Against Marijuana Planting (CAMP) del estado confiscó aproximadamente 1,7 millón de plantas este año, pero con base en los índices de confiscación durante los tres últimos años, Gettman situó la producción de marihuana de California en 21 millones de plantas, estimadas en cerca de $13 billones y responsables por desconcertantes 38% de la producción total de los EE.UU.

El país debería concentrarse en reglamentar el tráfico lucrativo en vez de intentar suprimirla en vano, concluyó Gettman. “Como todos los cultivos agrícolas lucrativos, la marihuana añade recursos y valor a la economía”, escribe en el informe. “El enfoque a favor de las políticas públicas debería ser el de cómo controlar efectivamente este mercado a través de la reglamentación y de la tasación a fin de lograr metas inmediatas y realistas, como la reducción del acceso de los adolescentes”.

Ni la CAMP ni el Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas (ONDCP) respondieron los pedidos de comentarios sobre el estudio hechos por la Crónica, pero Tom Riley del ONDCP le dijo al Los Angeles Times que aunque no disputara los datos de Gettman, él no estaba de acuerdo con sus conclusiones. “La coca es el cultivo más lucrativo de Colombia y eso no ha funcionado con ellos y las adormideras son el cultivo más grande de Afganistán y eso les ha sido desastroso”, dijo Riley. “No sé por que se aventuraría a ir en esa dirección”.

Fue la Peor de las Épocas: Las Derrotas, Puntos Negativos y Decepciones de la Reforma de las Políticas de Drogas en 2006

Como la Crónica de la Guerra Contra las Drogas publica su última edición del año – vamos a estar de vacaciones la próxima semana -, ya es hora de volver la mirada hacia el año de 2006. En un artículo conjunto, examinamos los destaques para la reforma de las políticas de drogas este año; aquí, examinamos los puntos negativos, de los fracasos en las encuestas y de las malas decisiones judiciales a las tendencias negativas. Abajo – sin ningún orden específico – se encuentra nuestra lista necesariamente arbitraria de las diez derrotas y decepciones más significativas para la causa de la reforma de las políticas de drogas. (También publicamos una lista de “mejores de 2006” en esta edición arriba.)

La guerra a las drogas sigue la misma en las calles de los Estados Unidos. A pesar de dos décadas de esfuerzos de reforma de las políticas de drogas, la guerra contra las drogas sigue convirtiendo a Estados Unidos en un país que devora a su juventud. En mayo, informamos que el cómputo de prisioneros en los EE.UU. pasaba de 2,1 millones – una nueva alza – e incluía más de 500.000 presos de la guerra a las drogas. En septiembre, el FBI lanzó su Informe Uniforme Sobre la Criminalidad anual, mostrando cerca de 800.000 detenciones por marihuana y 1,8 millón de detenciones por delitos de drogas en 2005 -- otra nueva alza. Y hace sólo dos semanas, informamos que más de siete millones de personas están en la cárcel, en la prisión o en régimen de libertad vigilada o condicional - más otra alza.

La histeria por la metanfetamina sigue la misma y deviene pretexto para las anticuadas leyes represivas contra las drogas y para nuevas leyes malas y ultrajantes. La guerra a las drogas siempre necesita una droga demoníaca del día para asustar al público y, este año, como en los años anteriores, le toca a la metanfetamina. Poco importa que la droga haya existido durante décadas y que haya menos “epidemia de la metanfetamina” que parece. Los “peligros de la metanfetamina” han sido citados como razón para todo, de objetivar a dependientes sudasiáticos de tiendas de conveniencia y de restringir el acceso a remedios para el resfriado que contengan seudoefedrina a nuevas penas severas para los delitos de marihuana y más de 20 estados que definen el consumo o la producción de metanfetamina como abuso infantil. Michigan llegó a aprobar leyes que prohíben las recetas de metanfetamina en la Internet, en tanto que los votantes de Arizona se sintieron impelidos a retroceder una década de reforma de las condenas. Según esa reforma, los infractores primarios y secundarios por tenencia de marihuana no podían ser condenados a la cárcel o a la prisión, pero ahora Arizona ha creado una excepción para los infractores por metanfetamina. A los guerreros antidrogas les gusta decir que la metanfetamina es el nuevo crack y, por la forma que la metanfetamina es usada como pretexto para abordajes “duros” a las políticas de drogas, eso es seguramente verdad.

La Corte Suprema de los EE.UU. sostiene las búsquedas desavisadas de la policía. En una decisión de junio, la corte sostuvo un allanamiento antidroga en Michigan en que la policía anunció su presencia en la puerta, pero entonces entró corriendo inmediatamente antes que el dueño de la casa pudiera responder. Antes, los tribunales habían permitido dichas entradas sorpresivas sólo en caso de órdenes de búsquedas inadvertidas, pero esta decisión, que va en contra de centenas de años de derecho común y precedentes, eviscera efectivamente esa distinción. Los allanamientos inadvertidos son peligrosos, como informamos al mismo mes y como la ciudadana mayor de Atlanta, Kathryn Johnston, les diría si pudiera. Pero no puede -- Johnston fue muerta en un allanamiento inadvertido el mes pasado.

Las iniciativas de legalización de la marihuana pierden en Colorado y Nevada. Tras cuatro años de esfuerzo, el Marijuana Policy Project no pudo ganar con su iniciativa de “tasación y reglamentación” en Nevada, pese a que aumentara su parte de los votos de 39% a 44%. En Colorado, SAFER Colorado llevó su mensaje “la marihuana es más segura que el alcohol” a todo el estado después de los éxitos en las universidades estaduales y en Denver el año pasado, pero no logró convencer a los electores, consiguiendo apenas 41% de los votos.

Dakota del Sur deviene el primer estado en que los electores derrotan una iniciativa para legalizar la marihuana medicinal. En todo estado en que ello había sido presentado delante de los electores como medida electoral, la marihuana medicinal había salido victoriosa. Pero los electores en el estado socialmente conservador y poco poblado del Alto Medio Oeste la rechazaron por poco en noviembre. La medida perdió por 48% a 52%.

El movimiento pro marihuana medicinal de California está bajo ataque sostenido de los federales, de funcionarios estaduales y municipales recalcitrantes y de la policía. Este año, parece que no hay una semana que pase sin un nuevo allanamiento de la DEA o sin guerreros antidrogas inadaptados en una comarca u otra. San Diego ha sido atingida particularmente, pero también informamos sobre una serie de allanamientos en octubre, y han ocurrido más desde entonces. Los federales también han empezado su primer proceso contra la marihuana medicinal desde el fiasco de Ed Rosenthal en 2003, con el paciente y proveedor de marihuana medicinal de la Comarca de Merced, Dustin Costa, yendo a juicio este mes.

Centenas se mueren de sobredosis de heroína mezclada con fentanil, pero la respuesta oficial casi no existe – excepto por el aumento de la presión de la policía. Con los usuarios de drogas inyectables cayendo muertos de Boston a Baltimore, de Filadelfia a Detroit y Chicago, se estima que 700 personas han sido muertas por el cóctel mortífero. Dimos informaciones sobre ello en junio, pero la onda de muertes sigue hasta ahora. Justo la semana pasada, más de 120 expertos en medicina, departamentos de la salud pública y defensores de los usuarios de drogas mandaron una carta al Secretario de Salud y Servicios Humanos, Mike Leavitt, instándolo a tomar providencias agresivas. Que aburrido, ¿a quién le importa los viciados muertos? No el gobierno federal, por lo menos hasta ahora.

El Plan Colombia sigue en marcha, añadiendo combustible a las llamas de la guerra civil de Colombia en tanto que logra poco en el dominio de reducir de veras la oferta de cocaína. El Congreso de los EE.UU. sigue financiando el Plan Colombia con centenas de millones de dólares al año, pese a seis años de asistencia militar y de erradicación aérea general usando herbicidas, ahora parece que la producción está más alta que cualquiera se imaginaba. Quizá un Congreso demócrata termine este fiasco el próximo año, pero los demócratas seguramente pueden contar con influyentes simpatizantes del Plan Colombia entre sus filas – el próximo presidente del Comité de Relaciones Exteriores del Senado y posible presidenciable, Joe Biden (DE), para nombrar apenas a uno.

Afganistán puede volverse un verdadero narcoestado. La guerra de EE.UU. contra el terror y la guerra de EE.UU. contra las drogas están en ruta de colisión en Afganistán, que ahora, cinco años después de la invasión de los EE.UU., produce más de 90% del opio ilícito del mundo. Este año, la cosecha de adormideras de Afganistán atingió una nueva alza récord de 6.100 toneladas métricas, y, ahora, el secretario antidroga de los EE.UU., John Walters, está presionando a los afganos a adoptar la erradicación con herbicidas. Pero cada acción que los EE.UU. y los afganos toman para suprimir el tráfico de opio sólo vuelve a más afganos hacia los brazos del Talibán, que también está ganando dinero con el tráfico para financiar su insurgencia renacida. Mientras tanto, el gobierno afgano también está lleno de gente enriqueciendo con el opio. Todos están ignorando las propuestas sensibles que han sido puestas en discusión para tratar del problema, que van de un abordaje de desarrollo económico y combate a la corrupción presentado por la ONU y el Banco Mundial como alternativa a la erradicación y a la propuesta del Consejo Senlis de autorizar la producción y desviarla al mercado medicinal legítimo.

Australia está agarrándose con la Locura del Pitillo. Aunque algunos estados australianos promulgaran reformas para suavizar sus leyes sobre la marihuana en los años anteriores, al gobierno del Primer Ministro John Howard le gustaría retroceder aquellas reformas. Los australianos parecen particularmente susceptibles a pronunciamientos histéricos sobre las relaciones entre la marihuana y la enfermedad mental y ellos también sustentaron la noción insondable de que la marihuana cultivada hidropónicamente es más peligrosa que la marihuana cultivada en el suelo. Durante el fin de semana, el secretario nacional de la salud anunció que quiere prohibir los narguiles. Eso no es sorprendente viniendo de un hombre que en mayo anunció que la marihuana es más peligrosa que la heroína. Con suerte, las cabezas más sanas vencerán Allá Abajo, pero eso no va a suceder tan temprano.

Fue la Mejor de las Épocas: Las Victorias y Avances de la Reforma de las Políticas de Drogas en 2006

Como la Crónica de la Guerra Contra las Drogas publica su última edición del año – vamos a estar de vacaciones la próxima semana -, ya es hora de volver la mirada hacia el año de 2006. Tanto aquí en los EE.UU. como en el extranjero, el año tuvo progreso considerable en varias frentes, de la reforma de las leyes sobre la marihuana y de los avances en la reducción de daños al revés de las leyes represivas contra las drogas en Europa y Latinoamérica. Abajo – sin ninguna orden específica – se encuentra nuestra lista necesariamente arbitraria de las 10 victorias y avances más significativos para la causa de la reforma de las leyes sobre las drogas.

La tenencia de marihuana sigue legal en Alaska. Un caso de 1975 de la Corte Suprema de Alaska les dio a los alasqueños el derecho a tener hasta un cuarto de libra o aproximadamente 113 gramos de marihuana en la privacidad de sus hogares, pero en 1991, los votantes repenalizaron la tenencia. Esta década, una serie de casos judiciales restableció el derecho a tener marihuana, provocando al Gobernador Frank Murkowski a pasar dos años en una batalla exitosa por fin para hacer que la legislatura la repenalizara de nuevo. Pero en julio, una Corte Suprema de Alaska descartó la disposición de la nueva ley que prohíbe la tenencia de marihuana en casa. La corte redujo la cantidad a una onza o 28 gramos y la Corte Suprema estadual aún tiene que dar su palabra, pero dadas sus decisiones anteriores, hay poca razón para creer que revocará a sí misma.

Las iniciativas municipales que vuelven la marihuana la menor prioridad legal vencieron en todos los lugares. En las elecciones de noviembre, las iniciativas de menor prioridad lograron la victoria en Santa Bárbara, Santa Cruz y Santa Mónica, California, así como en la Comarca de Missoula, Montana, y Eureka Springs, Arkansas. A principios de este año, West Hollywood adoptó una ordenanza similar y, el mes pasado, San Francisco hizo lo mismo. Busque más iniciativas como éstas el próximo año y en 2008.

Rhode Island deviene el 11° estado a aprobar la marihuana medicinal y el tercero a hacerlo vía proceso legislativo. En enero, los legisladores anularon el veto del Gobernador Donald Carcieri (R) para transformar el proyecto en ley. El proyecto había sido aprobado en ambas cámaras en 2005, sólo para ser vetado por Carcieri. El Senado estadual votó en la anulación en junio de 2005, pero la Cámara no tomó ninguna providencia hasta enero.

La disposición antidroga de la Ley de Enseñanza Superior [Higher Education Act] (HEA) sufrió un revés parcial. En vista de la oposición creciente al dispositivo, que impide a los estudiantes con condenaciones por delitos de drogas – no importa cuan triviales – de recibir asistencia financiera federal durante períodos específicos, su autor, el importante guerrero antidroga del Congreso de los EE.UU., el Dip. Mark Souder, escenificó una retirada táctica. Para embotar el deseo de revocación total del movimiento, liderado por la Campaign for HEA Repeal, Souder enmendó su propio dispositivo para que ahora se aplique solamente a estudiantes que están matriculados actualmente. La aprobación de la disposición antidroga enmendada en febrero marca el primer gran revés de la legislación de guerra a las drogas en años.

Nueva Yérsey aprueba un proyecto de cambio de jeringas. Tras una lucha de 13 años y un número creciente de infecciones de VIH/SIDA y de Hepatitis C relacionadas con la inyección, la semana pasada la legislatura de Nueva Yérsey aprobó legislación que establecería los programas pilotos de cambio de jeringas en hasta seis municipalidades. El Gobernador Jon Corzine (D) la sancionó esta semana. Con Delaware y Massachusetts aprobando también proyectos de acceso a jeringas este año, ahora todo estado en la unión tiene algún dispositivo para permitir a los usuarios de drogas inyectables una manera de obtener jeringas esterilizadas.

La Suprema Corte de los EE.UU. sostiene el derecho de los adherentes estadounidenses de la iglesia sedeada en Brasil, la Unión del Vegetal (UDV), a usar un té psicodélico (ayahuasca) que contiene una sustancia controlada en las ceremonias religiosas. Usando la Ley de Restauración de la Libertad Religiosa [Religious Freedom Restoration Act], un tribunal unánime sostuvo que el gobierno debe mostrar un “interés gubernamental convincente” para restringir la libertad religiosa y usar “los medios menos restrictivos” de avanzar ese interés. Sin lugar a dudas, la decisión de febrero abrirá la puerta para que espiritualistas de la marihuana busquen reparación similar.

El local de inyección segura de Vancouver, Insite, logra un nuevo, pero limitado, permiso para proseguir. El local del proyecto piloto, el único de su tipo en Norteamérica, tenía que ser renovado tras su período inicial de tres años y el gobierno conservador del Primer Ministro Steven Harper era ideológicamente contrario a continuarlo, pero gracias a la campaña bien orquestada para mostrar apoyo comunitario y global, el gobierno Harper concedió una extensión de un año del programa. Algunos observadores han sugestionado que la extensión limitada debería entrar en la lista de “los peores” en vez de estar en la lista de “los mejores”, pero mantener el local durante tiempo suficiente para sobrevivir a la defunción del gobierno conservador (probablemente este año) tiene que contar como victoria. Lo mismo vale para la publicación de resultados de pesquisa que demuestran que el local salva vidas, reduce las sobredosis y la enfermedad y hace que la gente ingrese al tratamiento sin llevar a aumentos en la criminalidad o en el consumo de drogas.

La elección de Evo Morales trae la paz de la coca a Bolivia. Cuando el líder cocalero Morales fue elegido presidente en el otoño de 2006, los cocaleros del país finalmente tuvieron un amigo en un cargo importante. Aunque los años anteriores hubieran presenciado tensión y violencia entre los cocaleros y el aparato represivo del gobierno, Morales ha trabajado con los cocaleros para buscar límites voluntarios sobre la producción y, con la ayuda financiera del Presidente Hugo Chávez, ha empezado un programa de pesquisa sobre los usos de la coca y la construcción de plantas para transformarla en té o harina. No todos están calmos – han ocurrido conflictos mortíferos con los cocaleros en las Yungas en los últimos meses -, pero la situación ha mejorado bastante con relación a los años anteriores.

Brasil para de prender a los usuarios de drogas. Según la nueva ley sobre las drogas sancionada por el Presidente Luiz Inácio Lula da Silva en Agosto, los usuarios y portadores de drogas no serán arrestados ni presos, sino citados y se les ofrecerá rehabilitación y servicio comunitario. Aunque la nueva ley mantenga a los usuarios de drogas a merced del estado, también los deja fuera de la prisión.

Italia revoca las leyes severas contra la marihuana. Antes de su derrota esta primavera, el gobierno del entonces Primer Ministro Silvio Berlusconi endureció las leyes relativamente sensibles sobre las drogas de Italia, volviendo la gente que tiene más de cinco gramos de marihuana sujeta a punición como narcotraficante. El nuevo gobierno izquierdista del Primer Ministro Romano Prodi tomó providencias administrativas rápidas para mejorar los efectos de la ley antigua y el mes pasado aumentó el límite para la tenencia de marihuana sin castigo de cinco a 28 gramos. El gobierno Prodi también ha aprobado el consumo de derivados de la marihuana para el alivio del dolor.

Web Scan

Star blogger Radley Balko, lately of the Cato Institute, is now writing for Reason, where he is doing a weekly "Drug Propaganda Thursday."

Democrats Could End Discriminatory Prison Sentencing Rules, Jackie Jones for Black America Web, reprinted on Alternet.

Bob Barr, former arch-drug warrior in Congress, has joined the Libertarian Party and is working with them as a spokesman! We already had heard Barr's views on the drug issue had mellowed with political retirement, and of course he has been working on privacy issues with the ACLU. Has he actually jettisoned the drug war ideology completely now? We're not sure yet.

Another top ten drug law story collection, from Alex Coolman's Drug Law Blog.

Announcement: New Format for the Reformer's Calendar

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With the launch of our new web site, The Reformer's Calendar no longer appears as part of the Drug War Chronicle newsletter but is instead maintained as a section of our new web site:

The Reformer's Calendar publishes events large and small of interest to drug policy reformers around the world. Whether it's a major international conference, a demonstration bringing together people from around the region or a forum at the local college, we want to know so we can let others know, too.

But we need your help to keep the calendar current, so please make sure to contact us and don't assume that we already know about the event or that we'll hear about it from someone else, because that doesn't always happen.

We look forward to apprising you of more new features of our new web site as they become available.

Announcement: DRCNet RSS Feeds Now Available

Posted in:

RSS feeds are the wave of the future -- and DRCNet now offers them! The latest Drug War Chronicle issue is now available using RSS at http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed online.

We have many other RSS feeds available as well, following about a hundred different drug policy subtopics that we began tracking since the relaunch of our web site this summer -- indexing not only Drug War Chronicle articles but also Speakeasy blog posts, event listings, outside news links and more -- and for our daily blog postings and the different subtracks of them. Visit our Site Map page to peruse the full set.

Thank you for tuning in to DRCNet and drug policy reform!

Announcement: DRCNet Content Syndication Feeds Now Available for YOUR Web Site!

Posted in:

Are you a fan of DRCNet, and do you have a web site you'd like to use to spread the word more forcefully than a single link to our site can achieve? We are pleased to announce that DRCNet content syndication feeds are now available. Whether your readers' interest is in-depth reporting as in Drug War Chronicle, the ongoing commentary in our blogs, or info on specific drug war subtopics, we are now able to provide customizable code for you to paste into appropriate spots on your blog or web site to run automatically updating links to DRCNet educational content.

For example, if you're a big fan of Drug War Chronicle and you think your readers would benefit from it, you can have the latest issue's headlines, or a portion of them, automatically show up and refresh when each new issue comes out.

If your site is devoted to marijuana policy, you can run our topical archive, featuring links to every item we post to our site about marijuana -- Chronicle articles, blog posts, event listings, outside news links, more. The same for harm reduction, asset forfeiture, drug trade violence, needle exchange programs, Canada, ballot initiatives, roughly a hundred different topics we are now tracking on an ongoing basis. (Visit the Chronicle main page, right-hand column, to see the complete current list.)

If you're especially into our new Speakeasy blog section, new content coming out every day dealing with all the issues, you can run links to those posts or to subsections of the Speakeasy.

Click here to view a sample of what is available -- please note that the length, the look and other details of how it will appear on your site can be customized to match your needs and preferences.

Please also note that we will be happy to make additional permutations of our content available to you upon request (though we cannot promise immediate fulfillment of such requests as the timing will in many cases depend on the availability of our web site designer). Visit our Site Map page to see what is currently available -- any RSS feed made available there is also available as a javascript feed for your web site (along with the Chronicle feed which is not showing up yet but which you can find on the feeds page linked above). Feel free to try out our automatic feed generator, online here.

Contact us for assistance or to let us know what you are running and where. And thank you in advance for your support.

Organization News: DRCNet Hits This Week

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Thanks to the initiative of Netscape user mntnman444, Drug War Chronicle made the top slot on the Netscape home page, which now features news links nominated and voted on by members. Over 13,000 people read about marijuana prisoner Tyrone Brown and the effort to gain him clemency as a result. Click here to read the many comments made by Netscape users.

DRCNet executive director David Borden was taped today for Regional Network News, a cable station serving the tri-state (NY, NJ & CT) area, debating Newark, New Jersey minister Rev. Jethro James on the subject of needle exchange programs and New Jersey's new law. (We believe the spot ran this evening, but were not able to watch it to confirm -- let us know if you saw it.) We hope to get video of the segment online sometime next month.

Feature: Marijuana is America's Number One Cash Crop, Study Finds

A study released Monday finds that marijuana is now the nation's biggest cash crop, with the value of the annual harvest exceeding that of corn, soybeans or hay -- the country's top three legal cash crops. The study, conducted by public policy analyst and former National Organization for the Reform of Marijuana Laws head Jon Gettman, used official government figures to arrive at an estimate that the annual pot crop is worth $35 billion.

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indoor marijuana grow
According to the report, Marijuana Production in the United States (2006), US domestic marijuana production has increased 10-fold in the past quarter-century. This despite ever more intensive eradication programs at the state and federal levels that have seen more than 100 million pot plants seized and destroyed since the early 1980s.

Between 1981 and 2006, US marijuana production increased ten-fold, from 1,000 metric tons (2.2 million pounds) to 10,000 metric tons (22 million pounds), according to government figures cited by Gettman. The massive expansion of pot production in the face of increased eradication efforts suggests that "marijuana has become a pervasive and ineradicable part of our national economy" that should be put under a system of legal regulation, Gettman wrote.

And it is everywhere. While California, Tennessee, Kentucky, Hawaii, and Washington are the top producing states, pot is the top cash crop in 12 states and among the top three in 30 states. "There is a lot of demand for marijuana in the US, and it's only natural that production would increase here," Gettman told Drug War Chronicle.

But the increase is also a function of government enforcement efforts, Gettman argued. "In response to the government spraying Mexican marijuana with paraquat in the 1970s, people began to grow in California and Hawaii. Then the government starting flying helicopters and airplanes around looking for marijuana from the sky, so cultivation spread out," he explained. "By 1982, it was in 32 states. Now, it's in all 50 states. Growers also moved to smaller plots and to maximize production with the use of fertilizers, better genetic stock, and the production of sinsemilla, and they moved inside. Everything the government has done to stop marijuana production has caused growers to respond, and now we are at a point where we have diffused cultivation and small-scale production all over the country," the analyst argued.

"This report tells us our marijuana policy is not working very well, and that's an understatement," Gettman summarized. "These are the government's numbers, not mine, and they show there is absolutely no evidence their program is successful in any way, shape, or form."

"The fact that marijuana is America's number one cash crop after more than three decades of governmental eradication efforts is the clearest illustration that our present marijuana laws are a complete failure," said Rob Kampia, executive director of the Marijuana Policy Project, which spearheaded the media outreach following the report's publication. "America's marijuana crop is worth more than our nation's annual production of corn and wheat combined. And our nation's laws guarantee that 100% of the proceeds from marijuana sales go to unregulated criminals rather than to legitimate businesses that pay taxes to support schools, police and roads."

While Gettman did not estimate possible tax revenues from the regulated sale of marijuana, he suggested they would be substantial. "Legal production would bring down the prices, but the fact that people are buying marijuana at black market prices demonstrates that people value marijuana and will pay for it," said Gettman. "Marijuana can be heavily taxed and still provide lower prices than now while providing revenues to the government," he argued.

In California, the state's Campaign Against Marijuana Planting (CAMP) seized nearly 1.7 million plants this year, but based on seizure rates over the last three years, Gettman puts California's pot production at 21 million plants, worth about $13 billion and responsible for a whopping 38% of total US production.

The country should focus on regulating the lucrative trade instead of vainly trying to suppress it, Gettman concluded. "Like all profitable agricultural crops marijuana adds resources and value to the economy," he writes in the report. "The focus for public policy should be how to effectively control this market through regulation and taxation in order to achieve immediate and realistic goals, such as reducing teenage access."

Neither CAMP nor the Office of National Drug Control Policy (ONDCP) returned Chronicle calls for comment on the study, but ONDCP's Tom Riley told the Los Angeles Times that while he wouldn’t argue Gettman's numbers, he disagreed with his conclusions. "Coca is Colombia's largest cash crop and that hasn't worked out for them, and opium poppies are Afghanistan's largest crop, and that has worked out disastrously for them," Riley said. "I don't know why we would venture down that road."

It Was the Worst of Times: Drug Reform Defeats, Downers, and Disappointments in 2006

As Drug War Chronicle publishes its last issue of the year -- we will be on vacation next week -- it is time to look back at 2006. In a companion piece, we looked at the highlights for drug reform this year; here, we look at the lowlights, from failures at the polls to bad court rulings to negative trends. Below -- in no particular order -- is our necessarily somewhat arbitrary list of the ten most significant defeats and disappointments for the cause of drug law reform. (We also publish a "best of 2006" list in this issue, above.)

The drug war continues unabated on the streets of America. Despite two decades of drug reform efforts, the war on drugs continues to make America a country that eats its young. In May, we reported that the US prisoner count topped 2.1 million -- a new high -- and included more than 500,000 drug war prisoners. In September, the FBI released its annual Uniform Crime Report, showing nearly 800,000 marijuana arrests and 1.8 million drug arrests in 2005 -- another new high. And just two weeks ago, we reported that more than seven million people are in jail or prison or on probation or parole -- yet another new high.

Methamphetamine hysteria continues unabated and becomes an excuse for old-school, repressive drug laws and bad, newfangled ones, too. The drug war always needs a demon drug du jour to scare the public, and this year, like the past few years, meth is it. Never mind that the stuff has been around for decades and that there is less to the "meth epidemic" than meets the eye. The "dangers of meth" have been cited as a reason for everything from targeting South Asian convenience store clerks to restricting access to cold medications containing pseudoephedrine to harsh new penalties for meth offenses to more than 20 states defining meth use or production as child abuse. Michigan even went so far as to pass legislation banning meth recipes on the Internet, while Arizona voters felt impelled to roll back a decade-old sentencing reform. Under that reform, first- and second-time drug possession offenders couldn't be sentenced to jail or prison, but now Arizona has created an exception for meth offenders. The drug warriors like to say meth is the new crack, and in the way meth is used as an excuse for "tough" approaches to drug policy, that is certainly true.

The US Supreme Court upholds unannounced police searches. In a June decision, the court upheld a Michigan drug raid where police called out their presence at the door, but then immediately rushed in before the homeowner could respond. Previously, the courts had allowed such surprise entries only in the case of "no-knock" warrants, but this ruling, which goes against hundreds of years of common law and precedent, effectively eviscerates that distinction. "No-knock" raids are dangerous, as we reported that same month, and as Atlanta senior citizen Kathryn Johnston would tell you if she could. But she can't -- Johnston was killed in a "no-knock" raid last month.

Marijuana legalization initiatives lose in Colorado and Nevada. After four years of effort, the Marijuana Policy Project still couldn't get over the top with its "tax and regulate" initiative in Nevada, although it increased its share of the vote from 39% to 44%. In Colorado, SAFER Colorado took its "marijuana is safer than alcohol" message statewide after successes at state universities and in Denver last year, but failed to convince voters, winning only 41% of the vote.

South Dakota becomes the first state where voters defeat an initiative to legalize medical marijuana. In every state where it had gone to the voters as a ballot measure, medical marijuana had emerged victorious. But voters in the socially conservative, lightly populated Upper Midwest state narrowly rejected it in November. The measure lost 48% to 52%.

California's medical marijuana movement is under sustained attack by the feds and recalcitrant state and local officials and law enforcement. This year, it seems like barely a week goes by without a new raid by the DEA or unreconstructed drug warriors in one county or another. San Diego has been particularly hard-hit, but we also reported on a spate of raids in October, and there have been more since. The feds have also started their first medical marijuana prosecution since the 2003 Ed Rosenthal fiasco, with Merced County medical marijuana patient and provider Dustin Costa going on trial last month.

Hundreds die from overdoses of heroin cut with fentanyl, but the official response is almost nonexistent -- except for increased law enforcement pressure. With injection drug users falling over dead from Boston to Baltimore, Philadelphia to Detroit and Chicago, an estimated 700 people have been killed by the deadly cocktail. We reported on it in June, but the wave of deaths continues to the present. Just last week, more than 120 medical experts, public health departments, and drug user advocates sent a letter to Health and Human Services Secretary Mike Leavitt urging him to take aggressive action. Ho-hum, who cares about dead junkies? Not the federal government, at least so far.

Plan Colombia continues to roll along, adding fuel to the flames of Colombia's civil war while achieving little in the realm of actually reducing the supply of cocaine. The US Congress continues to fund Plan Colombia to the tune of hundreds of millions of dollars a year, even though despite six years of military assistance and widespread aerial eradication using herbicides, it now appears that production is higher than anyone ever thought. Perhaps a Democratic Congress will put an end to this fiasco next year, but Democrats certainly can count influential Plan Colombia supporters among their ranks -- incoming Senate Foreign Relations Committee chairman and presidential hopeful Joe Biden (DE), to name just one.

Afghanistan is well on its way to becoming a true narco-state. The US war on terror and the US war on drugs are on a collision course in Afghanistan, which now, five years after the US invaded, produces more than 90% of the world's illicit opium. This year, Afghanistan's opium crop hit a new record high of 6,100 metric tons, and now, US drug czar John Walters is pressuring the Afghans to embrace eradication with herbicides. But each move the US and the Afghans make to suppress the opium trade just drives more Afghans into the waiting arms of the Taliban, which is also making enough money off the trade to finance its reborn insurgency. Meanwhile, the Afghan government is also full of people getting rich off opium. Everyone is ignoring the sensible proposals that have put on the table for dealing with the problem, which range from an economic development and anti-corruption approach put forward by the UN and World Bank as an alternative to eradication, and the Senlis Council proposal to license production and divert it to the legitimate medicinal market.

Australia is in the grips of Reefer Madness. While some Australian states enacted reforms to soften their marijuana laws in years past, the government of Prime Minister John Howard would like to roll back those reforms. The Australians seem particularly susceptible to hysterical pronouncements about the links between marijuana and mental illness, and they also hold the unfathomable notion that marijuana grown hydroponically is somehow more dangerous than marijuana grown in soil. Over the weekend, the national health secretary announced he wants to ban bongs. That's not so surprising coming from a man who in May announced that marijuana is more dangerous than heroin. Hopefully, saner heads will prevail Down Under, but it isn't happening just yet.

It Was the Best of Times: Drug Reform Victories and Advances in 2006

As Drug War Chronicle publishes its last issue of the year -- we will be on vacation next week -- it is time to look back at 2006. Both here at home and abroad, the year saw significant progress on various fronts, from marijuana law reform to harm reduction advances to the rollback of repressive drug laws in Europe and Latin America. Below -- in no particular order -- is our necessarily somewhat arbitrary list of the ten most significant victories and advances for the cause of drug law reform. (We also publish a top ten most significant defeats for drug law reform in 2006 below.)

Marijuana possession stays legal in Alaska. A 1975 Alaska Supreme Court case gave Alaskans the right to possess up to a quarter-pound of marijuana in the privacy of their homes, but in 1991, voters recriminalized possession. A series of court cases this decade reestablished the right to possess marijuana, provoking Gov. Frank Murkowski to spend two years in an ultimately successful battle to get the legislature to re-recriminalize it. But in July, an Alaska Superior Court threw out the new law's provision banning pot possession at home. The court did reduce the amount to one ounce, and the state Supreme Court has yet to weigh in, but given its past rulings, there is little reason to think it will reverse itself.

Local initiatives making marijuana the lowest law enforcement priority win across the board. In the November elections, lowest priority initiatives swept to victory in Santa Barbara, Santa Cruz, and Santa Monica, California, as well as Missoula County, Montana, and Eureka Springs, Arkansas. Earlier this year, West Hollywood adopted a similar ordinance, and last month, San Francisco did the same thing. Look for more initiatives like these next year and in 2008.

Rhode Island becomes the 11th state to approve medical marijuana and the third to do so via the legislative process. In January, legislators overrode a veto by Gov. Donald Carcieri (R) to make the bill law. The bill had passed both houses in 2005, only to be vetoed by Carcieri. The state Senate voted to override in June of 2005, but the House did not act until January.

The Higher Education Act (HEA) drug provision is partially rolled back. In the face of rising opposition to the provision, which bars students with drug convictions -- no matter how trivial -- from receiving federal financial assistance for specified periods, its author, leading congressional drug warrior Rep. Mark Souder, staged a tactical retreat. To blunt the movement for full repeal, led by the Coalition for Higher Education Act Reform, Souder amended his own provision so that it now applies only to students who are enrolled and receiving federal financial aid at the time they commit their offenses. Passage of the amended drug provision in February marks one of the only major rollbacks of drug war legislation in years.

New Jersey passes a needle exchange bill. After a 13-year struggle and a rising toll from injection-related HIV/AIDS and Hepatitis C infections, the New Jersey legislature last week passed legislation that would establish pilot needle exchange programs in up to six municipalities. Gov. Jon Corzine (D) signed it into law this week. With Delaware and Massachusetts also passing needle access bills this year, every state in the union now either has at least some needle exchange programs operating or allows injection drug users to obtain clean needles without a prescription.

The US Supreme Court upholds the right of American adherents of the Brazil-based church the Union of the Vegetable (UDV) to use a psychedelic tea (ayahuasca) containing a controlled substance in religious ceremonies. Using the Religious Freedom Restoration Act, a unanimous court held that the government must show a "compelling government interest" in restricting religious freedom and use "the least restrictive means" of furthering that interest. The February ruling may pave the way for marijuana spiritualists to seek similar redress.

The Vancouver safe injection site, Insite wins a new, if limited, lease on life. The pilot project site, the only one of its kind in North America, was up for renewal after its initial three-year run, and the Conservative government of Prime Minister Steven Harper was ideologically opposed to continuing it, but thanks to a well-orchestrated campaign to show community and global support, the Harper government granted a one-year extension of the program. Some observers have suggested the limited extension should make the "worst of" list instead of the "best of," but keeping the site long enough to survive the demise of the Conservative government (probably this year) has to rank as a victory. So does the publication of research results demonstrating that the site saves lives, reduces overdoses and illness, and gets people into treatment without leading to increased crime or drug use.

The election of Evo Morales brings coca peace to Bolivia. When coca-growers union leader Morales was elected president in the fall of 2004, the country's coca farmers finally had a friend in high office. While previous years had seen tension and violence between cocaleros and the government's repressive apparatus, Morales has worked with the growers to seek voluntary limits on production and, with financial assistance from Venezuelan President Hugo Chavez, begun a program of research on the uses of coca and the construction of factories to turn it into tea or flour. All is not quiet -- there have been deadly clashes with growers in Las Yungas in recent months -- but the situation is greatly improved from previous years.

Brazil stops imprisoning drug users. Under a new drug law signed by President Luis Inacio "Lula" Da Silva in August, drug users and possessors will not be arrested and jailed, but cited and offered rehabilitation and community service. While the new "treatment not jail" law keeps drug users under the therapeutic thumb of the state, it also keeps them out of prison.

Italy reverses tough marijuana laws. Before its defeat this spring, the government of then Prime Minister Silvio Berlusconi toughened up Italy's previously relatively sensible drug laws, making people possessing more than five grams of marijuana subject to punishment as drug dealers. The new, left-leaning government of Premier Romano Prodi took and last month raised the limit for marijuana possession without penalty from five grams to an ounce. The Prodi government has also approved the use of marijuana derivatives for pain relief.

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, Vaping, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Pill Testing, Safer Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psilocybin / Magic Mushrooms, Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School