Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana

Graças a Deus os agentes penitenciários estão mantendo a parte deles no trato, porque a polícia tem se comportado direitinho nesta semana. A única matéria sobre policiais corruptos que temos nesta semana apareceu na verdade na semana passada e estava baseada em acontecimentos que ocorreram no mês passado. Vamos ao que interessa:

Em Baltimore, pela segunda vez neste ano, a Polícia de Baltimore debandou uma de suas “Equipes Especiais de Repressão” e lançou uma investigação interina de suas atividades, pondo em risco dúzias de casos criminais pendentes, informou o Baltimore Sun na semana passada. O departamento dissolveu o esquadrão no mês passado, mas não anunciou isso até a semana passada. De acordo com o porta-voz do departamento, Matt Jablow, a investigação envolve “alegações de improbidade”. “Fontes próximas à investigação” disseram ao Sun que os oficiais são acusados de mentir nos documentos da acusação, cuja maioria envolve detenções por delitos de drogas. As “Equipes Especiais de Repressão” de Baltimore deveriam ser “acionadas rapidamente para responderem aos problemas emergentes de criminalidade violenta por toda Baltimore”, de acordo com o relatório anual de 2005 do departamento, mas das mais de 7.000 detenções que fez junto ao SET do sudeste, a maior parte foi de casos de drogas e perturbação da ordem. Entre Dezembro e Janeiro passados, um “esquadrão flexível” da polícia de Baltimore no sudoeste foi dissolvido após alegações de uma mulher ter sido estuprada pelos oficiais. Aqueles oficiais também foram acusados de roubar e plantar provas. Eles enfrentam julgamento em Dezembro. Nenhum oficial foi preso ainda no último escândalo que surgiu.

Em Malone, Nova Iorque, um agente penitenciário foi preso por supostamente vender heroína a internos na Instalação Correcional de Bare Hill, informou a North Country Gazette na segunda-feira. Michael Bradish, 43, oficial durante 16 anos, caiu após meses de investigação da Inspetoria-Geral do Departamento de Correções. Ele é acusado de porte de substância controlada, corrupção passiva, tentativa de porte de contrabando, receber recompensa por improbidade oficial e formação de quadrilha. Ele está na Cadeia da Comarca de Franklin até e a menos que consiga os $100.000 da fiança.

Em Douglas, Arizona, um oficial do Departamento de Correção do Arizona foi preso na sexta-feira passada sob acusações de porte e vendas de cocaína. O agente penitenciário Renee Dias, 29, foi detido no complexo da Prisão de Douglas, informou o Douglas Dispatch. Os oficiais que entregaram um mandado de busca no lar de Días encontraram pouco mais de 100 gramas de cocaína estimados em mais de $5.000, de acordo com a Polícia de Douglas. Días é acusado de porte de narcóticos, porte de narcóticos para venda e porte de apetrechos de drogas. Atualmente, reside na Cadeia da Comarca de Cochise na vizinha Bisbee.

Anúncio: Novo Formato para o Calendário do Reformador

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A partir desta edição, O Calendário do Reformador não aparecerá mais como parte do boletim Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas será mantido como seção de nossa nova página:

O Calendário do Reformador publica eventos grandes e pequenos de interesse para os reformadores das políticas de drogas ao redor do mundo. Seja uma grande conferência internacional, uma manifestação que reúna pessoas de toda a região ou um fórum na universidade local, queremos saber para que possamos informar os demais também.

Porém, precisamos da sua ajuda para mantermos o calendário atualizado, então, por favor, entre em contato conosco e não suponha que já estamos informados sobre o evento ou que vamos saber dele por outra pessoa, porque isso nem sempre acontece.

Ansiamos por informá-lo de mais matérias novas de nossa nova página assim que estejam disponíveis.

Editorial: Agora Se Importam com o que É Certo?

David Borden, Diretor Executivo

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David Borden
Uma das matérias informadas pela maioria das redes de notícias nesta semana foi sobre a detenção nos EUA do famoso caçador de recompensas Duane “Dog” Chapman, procurado para extradição pelo México pelo que as autoridades disseram que era uma detenção ilegal. Chapman e os membros da equipe dele tinham capturado um herdeiro rico de uma empresa de cosméticos, Andrew Luster, que era procurado nos EUA por acusações de estupro (e que agora está cumprindo uma sentença de 124 anos). Os mexicanos queriam que Luster fosse entregue a eles, prendeu os caçadores de recompensas depois que se recusaram e, então, os soltaram sob fiança até a audiência à qual Chapman e companhia não compareceram.

Chapman e sua esposa Beth são figuras supremamente excêntricas. São especialmente famosos no seu estado natal do Havaí, mas têm um público nacional através do programa popular da tevê baseado no trabalho deles, “Dog the Bounty Hunter”. No início deste ano, estive literalmente a poucos minutos de aparecer com Chapman em um programa nacional de tevê a cabo discutindo a metanfetamina, antes que uma mudança no formato frustrasse isso.

Os tipos da procuradoria que apareceram nos noticiários nesta semana foram bem simpáticos em relação a Chapman e achei um dos argumentos deles bem desconcertante. Basicamente, a abordagem deles era a de que embora ele pudesse ter infringido a lei mexicana e embora a infração pudesse ou não ser extraditável pelos EUA segundo a lei estadunidense, o importante – esta é a parte desconcertante – é o que é “certo” a se fazer. Não é certo extraditar Chapman ao México porque a coisa pela qual ele se encrencou era boa e importante.

O desconcertante não é a idéia em si – tenho muito simpatia pela idéia de que o que é certo e justo tem maior importância do que o que é legalmente prescrito quando estão em conflito. Nem todos concordam com isto, mas não é um argumento desconhecido.

O desconcertante é quem estava usando esse argumento. Os mesmos procuradores também diriam que os juízes que ignoram as sentenças mínimas obrigatórias por delitos de drogas se eles acharem que os termos de encarceramento requeridos são injustamente longos – por exemplo – estão “errados”? Se opuseram aos pedidos de extradição do governo dos EUA para recuperar refugiados por maconha medicinal como Steve Kubby e Renee Boje – por sentenças de prisão que muitos temiam na época que seriam duríssimas ou pela negação do acesso ao medicamento – porque que o Canadá lhes desse abrigo em vista de tais sentenças seria “certo”? Eles dariam o apoio deles às cidades e corporações da polícia que permitem a operação de programas ilegais de troca de seringas, porque é crítico deter a disseminação da Hepatite e do HIV, e às pessoas que entregam as seringas dignas de elogios por fazerem isso?

Talvez fizessem isso. Mas, acho que há chances de que não fizessem, em alguns ou todos estes casos. Para a maioria, os procuradores e os aliados deles professam o ponto de vista de que a lei é a lei, trabalhe politicamente para mudá-la se não concorda com ela, mas se a infringir você sabia que corria o risco de castigo e não tem nada que reclamar.

Não é que eu esteja defendendo a extradição neste caso. Os defensores de Chapman têm bons argumentos. O indivíduo que ele capturou era acusado de um crime sério e vil e as autoridades mexicanas não tinham conseguido apreendê-lo. Se pudesse permanecer foragido, ele podia ter cometido os mesmos crimes contra mulheres no México. A captura de Luster feita por Chapman fez um serviço aos mexicanos e às suas vítimas aqui nos EUA. Não tenho em alta conta a sua “detenção cidadã” aleatória de usuários de metanfetamina, mesmo quando ele os leva a clínicas de tratamento em vez de levá-los à polícia, mas esta não é a questão aqui. E pelo menos ele é a favor da legalização da maconha.

Mas, não é como se não houvesse argumentos do outro lado. Chapman não compareceu à audiência dele na corte. Ele infringiu as leis de um país que o autorizara como convidado. Se Chapman pode ignorar as leis e os procedimentos de um país, outros podem ignorá-los também – possivelmente vitimando pessoas sem querer ou até causando dano ou perdas de vidas no processo. Se os EUA podem ignorar os tratados de extradição dos quais são signatários, outros países com gente sob custódia que nós queremos também podem ignorá-los. Os corpos legislativos democraticamente eleitos do México redigiram certas regras que governam esta área de atividade. Aquelas regras podem ser sábias ou não, mas presumivelmente o corpo legislativo que as promulgou teve mais tempo para ponderar as implicações, benefícios e custos delas do que Chapman no calor do momento quando desobedeceu às ordens da polícia mexicana.

Entonces, porque hay argumentos del otro lado – ya estén de acuerdo con ellos o no – es revelador ver que las personas que sirven efectivamente como voceras de la procuraduría se pronuncien por alguien que a ellos les gusta, pero de una manera que probablemente contestarían en la mayor parte de los otros casos.

Sea lo que fuere lo correcto en este caso, lo correcto que los fiscales tienen que empezar a hacer es comenzar a honrar sus juramentos de buscar justicia en vez de buscar solamente lo máximo posible de condenaciones con lo máximo posible de duración en las sentencias de prisión, como sucede comúnmente ahora. Si justicia es tener prioridad sobre el texto de la ley para sus amigos, ellos también deberían defender la justicia real para todos.

Então, porque há argumentos do outro lado – concordem com eles ou não – é revelador que as pessoas que servem efetivamente como porta-vozes da procuradoria se pronunciam por alguém de quem eles gostam, mas de uma maneira que provavelmente contestariam na maior parte dos outros casos.

Seja o que for a coisa certa neste caso, o certo que os procuradores têm que iniciar a fazer é começar a honrar os juramentos deles de procurarem a justiça em vez de buscarem somente o máximo possível de condenações com o máximo possível de duração nas sentenças de prisão, como acontece comumente agora. Se justiça é ter prioridade sobre o texto da lei para os amigos deles, eles também deveriam defender a justiça real para todos.

Matéria: Detenções por Drogas Atingem Outra Alta Recorde, Mais de 786.000 Detenções por Maconha Só em 2005

O FBI lançou o seu Relatório Uniforme Sobre a Criminalidade na segunda-feira e mostrava que apesar de quase duas décadas de esforços de reforma das políticas de drogas, a guerra às drogas continua irredutível, pelo menos quando medida pelas detenções. De acordo com o relatório, o total de detenções por drogas atingiu um recorde de 1,8 milhão no ano passado, respondendo por 13,1% de todas as detenções no país. As detenções por maconha totalizaram 786.545, outra alta histórica.

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apreensão de drogas em Bristol, Virgínia
Mais pessoas foram presas por delitos de drogas no ano passado do que por qualquer outra infração. Cerca de 1,6 milhão de pessoas foram presas por crimes contra o patrimônio, 200.000 menos do que as que foram detidas sob acusações de delitos de drogas. O número de pessoas presas sob acusações de delitos de drogas foi mais que três vezes maior do que as 603.500 pessoas presas por crimes de sangue.

As pessoas presas por tráfico, fabricação ou cultivo de drogas respondiam por apenas 18% de todas as detenções por drogas, o que significa que aproximadamente 1,5 milhão de pessoas esteve à mercê do sistema de justiça criminal meramente porque portaram a substância errada. Quando se trata das detenções por maconha, apenas 12% foram por venta ou cultivo, o que quer dizer que umas 696.000 pessoas foram presas por porte de maconha.

As detenções por maconha foram 42,6% de todas as detenções por drogas, o que sugere que se a erva fosse legal, a guerra às drogas seria reduzida quase pela metade. A heroína e a cocaína responderam por outros 30,2% das detenções por drogas, enquanto que as drogas sintéticas e “outras drogas não-narcóticas perigosas” responderam por 27,2%.

As detenções por maconha mais que dobraram desde 1993, quando estiveram em 380.000. Por volta do começo do governo Bush em 2001, o número era 723.000. O dado caiu para 697.000 em 2002, mas tem aumentado a cada ano desde então.

“Estes números desmentem a falácia de que a polícia não objetiva nem prende os pequenos infratores por maconha”, disse o diretor executivo da National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML), Allen St. Pierre, que observou que nos índices atuais, um fumante de maconha é preso a cada 40 segundos nos Estados Unidos. “Este esforço é um tremendo desperdício de recursos da justiça criminal que desvia o pessoal da lei de se concentrar na criminalidade séria e violenta, inclusive a guerra contra o terrorismo”, debateu.

“Uma detenção por maconha a cada 40 segundos”, suspirou Tom Angell, diretor de comunicação do Students for Sensible Drug Policy (SSDP). “Eu acho que os números mostram que a maioria das pessoas presas por porte de maconha é jovem, e presumivelmente muitas delas são estudantes. Quanto mais os jovens são presos por delitos de maconha, mais são condenados e perdem o auxílio financeiro deles”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “As conseqüências de uma detenção por delito de drogas não acabam com as algemas e as celas da cadeia; é importante lembrar isso quando saem estes dados todos os anos. Mesmo se as pessoas não estiverem sendo enviadas à cadeia por longos períodos, ainda sofrem muito ao perderem o acesso aos benefícios públicos e terem antecedentes criminais que os caçarão pelo resto de suas vidas”.

“Este é um quebra-cabeça interessante”, disse Bruce Mirken, diretor de comunicação do Marijuana Policy Project. “Sempre ouvimos que a polícia não está fazendo da maconha uma prioridade, mas os números continuam subindo. Poder-se-ia começar a pensar que alguns desses agentes da lei que fazem essas afirmações podem não estar dizendo a verdade”, disse ele à Crônica.

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porcentagens de detenções por drogas, 1994-2003 (fonte: FBI)
Os dados enormes de detenções por maconha são detectados de alguma forma, disse Mirken. “Quando conversei com os repórteres sobre estes números, ficaram consternados. Muitas pessoas parecem não saber que durante três anos prendemos mais de três-quartos de milhão de pessoas por maconha, quase 90% delas por porte. Gostaria de poder dizer que era um choque que o número tenha subido novamente, mas simplesmente continua aumentando”.

“Prender desnecessariamente centenas de milhares de estadunidenses que fumam maconha responsavelmente destrói as vidas de cidadãos obedientes à lei”, disse St. Pierre, acrescentando que mais de 8 milhões de estadunidenses foram presos por acusações de delitos de maconha na última década. Durante este mesmo tempo, as detenções por cocaína e heroína caíram pronunciadamente, implicando que o aumento na imposição das leis sobre a maconha está sendo realizado às custas da imposição das leis contra o porte e o tráfico de drogas mais perigosas.

“Impor a proibição da maconha custa aos contribuintes entre $10 e $12 bilhões anualmente e tem levado à detenção de quase 18 milhões de estadunidenses”, concluiu St. Pierre. “Não obstante, uns 94 milhões de estadunidenses reconhecem ter usado maconha durante as vidas deles. Não faz nenhum sentido continuar tratando os estadunidenses como criminosos pelo consumo de uma substância que não apresenta mais riscos – e, questionavelmente, muito menos – à saúde do que o álcool ou o tabaco. Uma solução mais sensível seria taxar e regular a cannabis de uma maneira similar ao álcool e ao tabaco”.

“Estes tipos de números mostram os desafios que o movimento de reforma das políticas de drogas continua enfrentando”, disse Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da Drug Policy Alliance. “Comparado com 20 ou 30 anos atrás, estamos fazendo um bom trabalho de manter as pessoas fora da cadeia. A maioria das pessoas é presa por acusações de delitos de drogas, pelo menos por porte, provavelmente pegam liberdade vigiada, e isso é importante”, disse ele à Crônica. “Dito isso, o desafio para nós é desconstruirmos as instituições que apóiam isso. Embora a maior parte das detenções ocorra nos níveis estadual e municipal, o financiamento que o governo federal proporciona ao aparato judiciário-legal está relacionado com as detenções, então as corporações estadual e municipal da polícia têm um incentivo muito forte para continuarem prendendo os infratores da legislação antidrogas”.

Matéria: Câmara Vota na Exigência de Políticas de Buscas Aleatórias e Arbitrárias Permitidas pelos Distritos Escolares

Em uma votação oral na terça à noite, a Câmara dos Deputados dos EUA votou na aprovação de uma medida que forçaria os distritos escolares de todo o país a adotarem políticas que permitem que os professores e funcionários escolares realizem buscas aleatórias e arbitrárias de todos os estudantes a qualquer momento com base na “suspeita razoável” de que um estudante pode estar portando drogas ou armas. Defendida pelo Dep. Geoff Davis (R-KY), o Ato de Segurança dos Estudantes de 2006 [Student Safety Act of 2006 (H.R. 5295)] não teve audiência nenhuma e foi acelerada pela Câmara.

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espere mais disto se o projeto Davis for aprovado
“As drogas e a violência não pertencem às nossas escolas”, disse o Dep. Davis durante o debate na terça-feira. “Acredito firmemente na nossa Constituição e na nossa Carta de Direitos e esta legislação não dá carta branca a qualquer um para conduzir buscas aleatórias e arbitrárias. A Suprema Corte sustentou que os professores e funcionários escolares podem usar o juízo deles para tomar decisões que ajudarão a controlar as suas salas de aula e proteger os seus estudantes. É uma lei simples de bom senso”.

Na verdade, o projeto não dá carta branca para buscas, faz que os distritos escolares a engulam. De acordo com uma análise do projeto feita pelo Serviço de Pesquisa do Congresso , “requer que os estados, as agências educacionais e os distritos escolares municipais considerem razoável a revista de um estudante menor de idade em terreno escolar público e permissível se conduzida por um professor ou funcionário escolar de tempo integral, agindo sobre qualquer suspeito plausível [mudada na versão final para “razoável”] com base na experiência e juízo profissionais para garantir que a escola continua livre de todo e qualquer tipo de armas, materiais perigosos ou narcóticos ilegais”. E para garantir que os distritos escolares entenderam o recado, observa a análise, o projeto “nega as verbas Escolas Seguras e Educação Cidadã, proporcionadas de acordo com o Ato de Educação Elementar e Secundária de 1965 [Elementary and Secondary Education Act of 1965], a estados, agências educacionais e distritos escolares municipais que não considerarem tais buscas razoáveis e permissíveis”.

Alguns democratas da Câmara se levantaram em oposição ao projeto. “Este projeto retiraria o financiamento de qualquer distrito escolar que decidir que os professores e administradores municipais sabem mais que o Congresso como tornar as suas escolas seguras”, disse a Dep. Lynn Woolsey (D-CA). “É um erro supor que todo estudante é tão culpado quanto alguma pessoa problemática. Deteremos qualquer novo programa que quiser rotular a juventude inteira como culpada”, prometeu.

“Como alguém que lecionou durante seis anos em uma das escolas e comunidades mais duras no país, tenho sérias reservas quanto ao que esta legislação faz de verdade”, disse o Dep. Danny Davis (D-IL). “Não estou sozinho. A Associação Estadunidense de Administradores de Escolas, a Associação Nacional de Conselhos Escolares, a Associação de Pais e Mestres, a ACLU, a Federação Estadunidense de Professores e o meu próprio distrito escolar de Chicago estão todos preocupados. Estamos preocupados que esta legislação invalide as políticas de buscas nas escolas que já foram promulgadas por uma política única. Este projeto estabelece uma política que dá aos professores a autoridade de realizar buscas quando essa autoridade deve estar com o conselho escolar. E criminaliza as escolas por não obedecerem ao negar-lhes as verbas do Ato de Escolas Seguras e Livres das Drogas [Safe and Drug-Free Schools Act]. Embora todos nós queiramos que as nossas escolas sejam lugares seguros e protegidos, este projeto é dúbio, desnecessário e tira os direitos que deveriam ser reservados às comunidades locais”.

Embora os democratas se pronunciassem contra o projeto em debate na terça à noite, nenhum deles deu o passo simples de pedir uma votação aberta, o que poderia ter resultado na derrota da medida. Já que o projeto foi acelerado, exigia a votação de dois-terços na Câmara e não está claro que o projeto pudesse ter ultrapassado esse obstáculo se os congressistas tivessem sido forçados a votar abertamente. Agora, o projeto se dirige ao Senado para ser ponderado.

“Estamos decepcionados não somente com a Câmara ao aprovar este projeto, mas com a covardia demonstrada pelos democratas ao não pedirem uma votação aberta para fazer que os legisladores fossem a público”, disse Tom Angell, diretor de comunicação do Students for Sensible Drug Policy (SSDP). “Qualquer membro podia ter pedido votação aberta, mas ninguém fez isso e isso pode ter feito a diferença. Nenhum congressista sentiu que era importante o bastante fazer que os seus colegas fossem a público a respeito desta questão”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

Junto com a DRCNet e a Drug Policy Alliance, o SSDP trabalhou quase sem aviso prévio para mobilizar a oposição ao projeto, o qual acreditava-se ter tido uma morte pacífica, mas que foi revivido de última hora como manobra de campanha do Dep. Davis. A ACLU e uma série de outros grupos de conscientização se uniram aos grupos de reforma que se opunham ao projeto. O único grupo grande de conscientização que apoiava o projeto era a Associação Nacional da Educação.

“Fizemos uma análise muito boa quando recebemos a legislação e o que nos deixou intrigados de verdade era a maneira que eles definiam as buscas como uma atividade desempenhada por um professor ou um funcionário da escola pública de tempo integral”, disse Tor Cowan, diretor de legislação da Federación Estadunidense de Professores, que se opôs ao projeto. “Não achamos que os professores devam ser treinados para ser policiais. Se um professor achar que um estudante está levando uma arma ou porta drogas, deveria encaminhá-lo ao vice-diretor ou supervisor de disciplina, que foi treinado pelo distrito com relação ao que é permissível e ele determinaria qual seria o próximo passo. Isso é preferível a ter 50 professores, todos com um entendimento diferente do que significava suspeita razoável, tentando fazer isto”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

“Da perspectiva de um administrador”, prosseguiu Cowan, “eles sentem que têm políticas a postos que podem ser colocadas em perigo por este projeto. Já temos requerimentos e mandados federais suficientes e isto pode levar a desafios de políticas que já foram estabelecidas pela Suprema Corte. A corte dá condições aos distritos escolares quando se trata de estabelecer a suspeita razoável”.

Na terça-feira, apesar dos legisladores terem martelado o tema de que o projeto protegeria a segurança dos professores e estudantes igualmente, Cowan se encolerizou com a implicação de que os opositores do projeto não estavam preocupados com a segurança. “É um argumento falso dizer que as pessoas que não apóiam isto não se importam com a segurança escolas”, disse. “Já é muito claramente do interesse do professor – não apenas em si mesmo, mas no interesse de seus estudantes e de sua escola – informar suas suspeitas de que um estudante está levando uma arma ou usando drogas ao administrador adequado na escola. Já existem os meios para garantir a segurança e assegurar que as escolas continuem livres das drogas e da violência”.

“Temos um par de problemas com este projeto também”, disse Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da Drug Policy Alliance, um dos grupos de reforma das políticas de drogas que lidera a oposição. “Primeiro, o Congresso está dizendo que se não se estabelecer uma política que permita que os professores e administradores revistem os estudantes, então não se receberá dinheiro federal. Os autores do projeto dizem que estão tentando manter o status quo, mas é absurdo. Agora, os distritos escolares podem estabelecer as suas próprias políticas e deveriam poder estabelecer as suas próprias políticas. Se quiserem proteger os direitos de privacidade dos estudantes, deveriam poder fazer isso sem medo de perderem o financiamento federal”, disse ele à Crônica.

“Segundo, do jeito que este projeto está redigido, implica fortemente que a política do distrito escolar tem que ser uma em que eles possam realizar buscas massivas e aleatórias”, prosseguiu Piper. “Se o diretor ouvir o rumor de que alguém está vendendo maconha, pode revistar todos os estudantes no prédio, e quem sabe se esses tipos de revistas são constitucionais. A nossa grande preocupação é que os administradores escolares tenham a idéia errada sobre os limites de seus poderes constitucionais”.

“Nos casos controladores da Suprema Corte sobre estas buscas, a corte sustentou que os administradores escolares não precisavam de causa provável para revistar os estudantes, somente a ‘suspeita razoável’, a qual é um padrão menor”, disse Jesselyn McCurdy, consultora legislativa no Gabinete Legislativo de Washington da ACLU. “Mas, a corte não decidiu especificamente sobre se tem que haver ou não a suspeita individualizada; na verdade, na sua decisão, disse especificamente que não estava expressando um parecer sobre as buscas massivas”, disse ela à Crônica.

“Estamos preocupados que o texto vago no projeto leve aos administradores a pensar que podem fazer buscas massivas e completas como a que fizeram em Goose Creek”, o local de um agora notório reide antidrogas no qual a polícia brandiu armas e os cães farejadores invadiram um colégio secundário de Carolina do Sul, disse McCurdy. “Sem levar em conta se o projeto realmente permite isso, é meio bobo. É possível aprovar qualquer projeto que se quiser, mas se for inconstitucional, alguém o desafiará e forçará a Suprema Corte a determinar a sua constitucionalidade. Dado que a maior parte dos distritos escolares já têm políticas sobre as buscas nas escolas a postos, isto apenas causará mais confusão a respeito do que as escolas podem e não podem fazer”.

“Nos opomos a esta legislação porque é uma política ordenada de Washington”, explicou Angell do SSDP. “Envia o recado de que o Congresso sabe mais que os administradores escolares como manter as drogas fora das escolas, e isso é ofensivo, por isso todos estes grupos de conscientização se pronunciaram contra isso. Se virar lei, corremos perigo de ver mais reides à Goose Creek. Muitas escolas já permitem as buscas com base no padrão bem frágil de suspeita razoável, mas atualmente têm uma escolha. Agora, o Congresso está tentando fazer que façam isso sob a ameaça de perderem o financiamento federal”.

Agora, o projeto vai ao Senado, onde os reformadores esperam que seja derrubado. Se não, estão preparados para lhe cravar uma estaca no seu coração. “Vamos observar o Senado para garantirmos que não tentem transformar este projeto em lei”, disse Angell. “Muitas vezes no final da sessão as coisas são atadas a projetos totalmente não-relacionados e estamos muito cansados disso. Vamos alertas as massas e pedir às pessoas que liguem para o Senado se formos informados que este projeto está passando”, disse.

Embora o esforço de oposição não tenha conseguido deter o projeto na Câmara, as organizações conseguiram entregar milhares de mensagens eletrônicas e fazer inumeráveis ligações telefônicas aos deputados em menos de uma semana. E eles vão observar o que acontece a seguir.

Matéria: Os EUA Usam Relatório Anual de Certificação Sobre as Drogas para Atacar a Bolívia e a Venezuela

Na segunda-feira, o governo Bush lançou o seu relatório anual “Determinação Presidencial sobre os Grandes Países Produtores ou de Trânsito de Drogas” e tanto o próprio relatório quanto os porta-vozes do governo Bush usaram a ocasião para lançar ataques contra a Bolívia e a Venezuela. O ataque contra a Bolívia está relacionado com a mudança da erradicação forçada dos cultivos de coca sob a política “zero cocaína, não zero coca” do Presidente Evo Morales, mas o ataque contra a Venezuela, que não é nem um grande país produtor de drogas nem atípico na região em ser usado como ponto de transferência para a cocaína colombiana, parece ter pouco a ver com a sua adesão às metas das políticas estadunidenses de drogas e muito a ver com a relação cada vez mais contrária entre o Presidente da Venezuela Hugo Chávez e o governo Bush.

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a coca boliviana (fonte: Departamento de Estado dos EUA)
Chávez e Morales são aliados próximos em um eixo esquerdista e antiimperialista emergente na América Latina. A Bolívia anunciou nesta semana que aceita a assistência venezuelana para construir novas instalações militares perto da fronteira paraguaia.

A lista de grandes países produtores ou traficantes de drogas continua a mesma desde o ano passado. Estão incluídos o Afeganistão, as Bahamas, Bolívia, Brasil, Colômbia, a República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Índia, Jamaica, Laos, México, Birmânia, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Apenas dois países – a Birmânia e a Venezuela – estavam determinados a terem “fracassado demonstravelmente” em cumprir suas obrigações segundo os tratados internacionais de controle das drogas. A Birmânia tem reduzido a produção de papoulas, mas continua sendo uma ditadura militar isolada. As sanções contra a Venezuela foram suspensas apesar de tudo, por causa de uma crença do governo de que “os programas para ajudar as instituições democráticas da Venezuela são vitais para os interesses nacionais dos Estados Unidos” (apesar de que muitos no hemisfério tenham suspeitas sobre o que isso realmente significa desde o apoio tácito do governo Bush a uma tentativa de golpe contra Chávez em Abril de 2002 e em razão do destino do dinheiro).

“A importância da Venezuela como ponto de transferência de drogas destinadas aos Estados Unidos e à Europa continuou crescendo nos últimos 12 meses, uma situação tanto permitida quanto explorada por funcionários venezuelanos corruptos”, acusou o secretário de imprensa Snow.

O governo Bush poderia ter um pouco mais de tração com tais acusações se não destacasse a Venezuela. O México, por exemplo, não mencionado no texto do relatório anual, exceto na lista dos grandes países traficantes apesar da corrupção descontrolada, a violência relacionada ao narcotráfico em níveis recordes e uma resposta governamental que é curiosamente fraca. A Guatemala também não é mencionada, apesar do fato de que o diretor de sua agência antidrogas, Adam Castillo, se confessou culpado em tribunal federal em Washington há apenas duas semanas por conspirar para contrabandear cocaína ao país.

“Esta é a mesma farsa pela qual passam todos os anos”, disse Sanho Tree, diretor do Projeto de Políticas de Drogas do Institute for Policy Studies. “Essencialmente, são determinações políticas”. A suspensão para continuar canalizando dinheiro a grupos antichavistas é um sinal claro disso, disse Tree. “Se eles tirarem a certificação da Venezuela sem a suspensão, não podem canalizar todo esse dinheiro através da chamada oposição pró-democracia”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

O governo venezuelano, de sua parte, recusou a sua designação como colaborador fracassado na guerra contra as drogas e acusou o governo dos EUA de “politizar” as políticas internacionais antidrogas. Em uma declaração oficial emitida na segunda-feira, o governo disse que “Venezuela denuncia a contínua politização de importantes questões bilaterais pelo Departamento de Estado dos EUA. O governo Bush continua praticando conscientemente uma política de substituir os fatos por declarações infundadas, motivadas por simples diferenças políticas cujo propósito explícito é o de isolar a Venezuela”.

A declaração continuou observando que a Venezuela confiscara mais de 35.000 quilogramas de drogas no ano passado e que seus esforços antidrogas tinham recebido elogios internacionais. Em comentários no início deste mês, os funcionários britânicos elogiaram a “tremenda cooperação” da Venezuela no combate às drogas, enquanto que os franceses falaram da “intensa cooperação” e disseram que as autoridades espanholas e venezuelanas “são eficientes em registrar e deter indivíduos que podem estar transportando drogas”.

A declaração venezuelana também levava uma ameaça implícita. O governo Chávez expulsou a DEA da Venezuela no ano passado em meio a acusações de que estava espionando o governo venezuelano, e, desde então, os dois países estiveram negociando um novo acordo que permita o funcionamento da agência ali. “Acusações infundadas, como aquelas contidas no relatório do governo Bush, não ajudarão a finalizar um acordo tão importante como este”, advertiu a declaração.

Embora o ataque de Bush contra os antecedentes antidrogas da Venezuela tenha indícios de política das potências globais, as suas críticas da Bolívia estão baseadas em preocupações estadunidenses mais tradicionais com as políticas de drogas. “O meu governo está preocupado com a queda da cooperação antinarcóticos boliviana desde Outubro de 2005”, disse Bush no relatório. “A Bolívia, o terceiro maior produtor de cocaína do mundo, tem levado a cabo políticas que permitiram a expansão do cultivo da coca e desacelerado o passo da erradicação até meados do ano, quando a retomou. A política do Governo da Bolívia de ‘zero cocaína, mas não zero coca’ se tem concentrado principalmente na interdição, para a quase exclusão de seus complementos necessários, a erradicação e o desenvolvimento alternativo”.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Tony Snow, amplificou aqueles comentários em uma entrevista coletiva na segunda-feira. “Apesar do aumento na interdição das drogas, a Bolívia tem levado a cabo políticas que têm permitido a expansão do cultivo da coca e diminuído consideravelmente a erradicação”, disse. Snow advertiu que o governo dos EUA está esperando para ver se o governo boliviano vai erradicar o número mínimo de hectares, fazer as mudanças na lei boliviana desejadas pelos EUA e controlar estritamente a venda da folha da coca. Os EUA vão revisar a observância boliviana às metas das políticas de drogas dos EUA em seis meses, disse.

Os bolivianos responderam somente com um pouco menos de rispidez que os venezuelanos. “O governo dos Estados Unidos cometeu um erro de leitura a respeito das políticas antidrogas bolivianas”, disse o porta-voz do governo Alex Contreras em uma declaração oficial na segunda-feira. “A Bolívia convida os EUA a se juntarem à política da cocaína zero e lembra que são os principais produtores de precursores químicos para transformar a coca em cocaína. Além do mais, têm o maior mercado de consumidores de drogas ilegais”.

O governo boliviano alcançará a sua meta de erradicar 5.000 hectares de coca neste ano, disse Contreras, acrescentando que essa marca “terá sido suavemente ultrapassada, não pela imposição do governo dos EUA, mas pela nossa própria vontade e sem usar gás lacrimogêneo nem repressão nem confrontos”, uma clara referência aos conflitos sangrentos entre os cocaleiros e os governos bolivianos passados que tentaram impor as políticas de erradicação forçada à estadunidense.

A erradicação voluntária está acontecendo de verdade, disse Kathryn Ledebur da Andean Information Network sediada na Bolívia, que questionou os prazos estritos do governo Bush. “Acho que é irônico que a erradicação forçada tenha tomado nove meses durante o governo Banzer e agora queiram resultados radicais em seis meses. Nenhum país pode cumprir isso”, disse ela à Crônica. “A questão verdadeiramente difícil é o prazo de seis meses para eliminar as plantações pessoais de coca dos agricultores. Isso pode levar o governo boliviano ao extremo. Isto sugere que o governo Bush não faz a menor idéia sobre o que deveria ser feito, mas quer uma reprimenda firme oficialmente”.

Ledebur também encontrou ironia nas denúncias dos EUA acerca da falta de progresso no desenvolvimento alternativo. “Isso é financiado e motivado pelos EUA”, apontou.

Tanto Ledebur como Tree concordaram que a Bolívia está abordando energicamente o tráfico de cocaína. “A interdição da cocaína é um resultado concreto que o governo boliviano pode apontar”, disse Tree. “A coca não se iguala à cocaína e até que vire cocaína, a coca deveria ser um problema doméstico e não algo na pauta dos EUA. Se a Bolívia puder regular com sucesso o destino da coca, não deveria ser um problema. Avaliar a Bolívia sobre quantos hectares de coca ela erradica é uma métrica insignificante”.

Dê Só Uma Olhada: Muitos Novos Comentários e Notícias Diárias e Mais na DRCNet

Caro leitor da Crônica da Guerra Contra as Drogas:

Na maioria das semanas, eu escrevo um editorial para este boletim. Hoje, achei que seria melhor chamar a sua atenção para o novo e extenso conteúdo que está entrando na nossa página diariamente desde o relançamento do nosso sítio.

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O enfoque dos nossos novos esforços expandidos (apesar de não ser a totalidade deles) é o projeto blogosférico do “Bar Clandestino da Stop the Drug War”, você pode ler as notícias diárias, comentários, notas à imprensa e anúncios dos nossos muitos grupos aliados no movimento, links para outros artigos interessantes em outros blogs, o ponto de vista da DRCNet sobre o que é novo e importante na questão sem ter que esperar até sexta-feira.

Algumas das publicações mais recentes incluem as seguintes:

Também, há um fomento de links Últimas Notícias para matérias sobre as políticas de drogas na mídia, uma seção atualizada Os Policiais Contra a Guerra às Drogas e muito mais em breve.

Obrigado por se juntar a nós! Por favor, se puder, faça uma doação para apoiar este e outros trabalhos.

Sinceramente,


David Borden
Diretor Executivo

Semanal: Esta Semana en la Historia

23 de Septiembre de 2002: El dispensario de marihuana medicinal de Mike y Valerie Corral cerca de Santa Cruz, California, es allanado poco antes del amanecer por agentes federales. Los Corral son dominados a punto de tiro mientras que su jardín cultivado cooperativamente es destruido.

24 de Septiembre de 1997: Un gran jurado federal en San Diego incrimina al líder del cartel mexicano Ramón Arellano-Félix bajo acusaciones de contrabando de drogas. Al mismo día, él es añadido a la lista de los 10 Más Buscados del FBI.

25 de Septiembre de 1996: Pocos días antes que el Congreso entrara en receso, el Dip. Newt Gingrich (R-GA) presenta el H.R. 4170, la “Ley de Pena de Muerte para el Importador de Drogas de 1996” [Drug Importer Death Penalty Act of 1996]. Dentro de pocos días, el proyecto atrae a una coalición de 26 codefensores republicanos. La legislación exige o una sentencia de prisión perpetua o la pena de muerte para cualquiera atrapado trayendo más de 60 gramos de marihuana a los Estados Unidos.

26 de Septiembre de 2002: En una acción que eventualmente resulta en una acción judicial que alega la interferencia ilegal en una elección, la Administración de Servicios de Abuso Químico y Salud Mental (SAMHSA) concede una donación de $3.000.000 al gobierno en Nevada durante la época en que el Secretario Antidroga de los EE.UU., John Walters, está intentando construir la oposición a la iniciativa electoral de Nevada, la Cuestión 9, que propone enmendar la constitución del estado al volver la tenencia de 90 gramos o menos de marihuana legal para los adultos. (Apenas dos otros estados reciben grandes donaciones de la SAMHSA en esa época – Michigan y Ohío, que también se enfrentan a iniciativas de reforma de las políticas de drogas.)

27 de Septiembre de 2004: Atropellado por un conductor ebrio cuando tenía cuatro años de edad y paralizado del cuello para abajo, el tetrapléjico Jonathan Magbie muere de cuidados médicos inadecuados mientras cumplía una sentencia de diez días por tenencia de marihuana en una cárcel de Washington, DC.

28 de Septiembre de 2001: Los agentes de la Administración de Represión a las Drogas confiscan archivos que contienen registros legales y médicos de más de 5.000 pacientes de marihuana medicinal asociados con el Centro de Pesquisa Médica de California en la Comarca de El Dorado cuando allanaron al hogar y oficina de la Dra. Mollie Fry, una médica, y su marido, Dale Schafer, un abogado que había anunciado anteriormente su candidatura a la fiscalía de la Comarca de El Dorado.

Búsqueda en la Red

comentarios sobre preñez y consumo de drogas, de la Women’s Enews

la página web de reforma de la justicia criminal de Maryland, incluyendo un informe sobre el tratamiento y el encarcelamiento, del Justice Policy Institute

el discurso antidroga histórico de Ronald y Nancy Reagan

Cultural Baggage for 09/15/06, incluso el Juez Arthur L. Burnett y Vincent Hayden de la National African American Drug Policy Coalition y Howard Wooldridge de Law Enforcement Against Prohibition

Suroeste Asiático: Propuesta de transformar opio afgano en morfina legal logra apoyo

Una propuesta para autorizar la producción ilegal de adormideras de Afganistán y transformarla en morfina para el mercado medicinal global legítimo consiguió más apoyo esta semana mientras la Cruz Roja Italiana y el Creciente Rojo Afgano lanzaban una campaña para promover la idea. Aunque hasta ahora los gobiernos de Afganistán, EE.UU. y los países de la OTAN se hayan burlado de ella, la propuesta cuidadosamente investigada de autorización del Consejo de Senlis, un instituto europeo de consultoría en seguridad, desarrollo y políticas de drogas, ya ha logrado el respaldo de algunas figuras políticas en Inglaterra y del gobierno italiano.

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los artículos del traficante de opio (foto de Phil Smith, editor de la Crónica, durante la visita de septiembre de 2005 a Afganistán)
Las Naciones Unidas informaron hace menos de tres semanas que a pesar de los esfuerzos corrientes de erradicación, el cultivo afgano de adormideras había aumentado el asombroso 60% y produciría un récord histórico de 6.100 toneladas de adormideras este año. Actualmente, Afganistán responde por el 92% de la producción ilícita de opio en todo el mundo.

De acuerdo con la ONU, unos 2,9 millones de afganos están involucrados en el cultivo de adormideras, representando más de 12% de la población. El cultivo rendirá una estimativa de $3 billones este año, con los agricultores embolsando cerca de $750 millones y el resto yendo a los traficantes y sus aliados, que van del Talibán y la Al Qaeda a los ministros del gobierno, parlamentarios, gobernadores provinciales y caudillos.

En una conferencia de prensa el lunes, la Cruz Roja Italiana se juntó a la campaña en pro de la propuesta del Consejo de Senlis. “Este sistema que defendemos estipula que una parte del opio afgano sea usado para hacer la morfina legal, en vez de la heroína ilegal”, le dijo el presidente de la Cruz Roja Italiana, Massimo Barra, a los reporteros en Roma. Transformar los campos de adormideras ilícitas en lícitas “reduciría la importancia de las prácticas ilegales en Afganistán y trataría del crisis del dolor en los países en vías de desarrollo”, donde los analgésicos hechos de opio son necesarios para tratar a los pacientes con cáncer, SIDA y otras enfermedades, dijo Barra.

El Creciente Rojo Afgano también está juntándose al pedido de adopción de la propuesta del Consejo de Senlis. El Creciente, la Cruz Roja Italiana y el Consejo de Senlis también usaron la rueda de prensa del lunes para anunciar la inauguración de una ala hospitalaria de 50 lechos en Kabul para el tratamiento de drogadictos.

Para el director ejecutivo del Consejo de Senlis, Emmanuel Reinert, que también habló en la rueda de prensa, la erradicación ha probado ser ineficaz y contraproducente porque está quitando los sustentos de los agricultores apremiados.

“En este momento, los agricultores no tienen opción; si pudieran, a ellos les gustaría hacer lo correcto”, dijo, añadiendo que no sería difícil pagar a los agricultores autorizados el equivalente de su renta total oriunda del cultivo ilegal. “Los agricultores tendrán el mismo incentivo financiero”, dijo Reinert.

Europa: Es Más Probable que la Policía Londinense Arreste a Negros que Blancos por Tenencia de Marihuana

Un informe de la Scotland Yard, el cuartel general de la Policía Metropolitana de Londres, sobre la raza y los arrestos por marihuana, está llevando a acusaciones de racismo. El informe descubrió que las personas de ascendencia africana o caribeña eran 40% de todas las personas arrestadas por marihuana en Londres, a pesar de ser apenas 12% de la población. Para empeorar las cosas, apenas alguien fuera parado por la policía por infringir las leyes sobre la marihuana, tendría más chances de ser preso si fuera negro.

El informe examinó todas las 24.916 infracciones por tenencia de marihuana en la ciudad entre Enero y Abril de este año. Ello sucedió como parte de un estudio general del control de la marihuana desde que la hierba fue rebajada para droga de Clase C en 2004. Desde entonces, la policía ha retenido el poder de arrestar a la gente por simple tenencia, pero también tiene la opción de darles una advertencia formal o una “advertencia callejera” informal.

Parecen estar ejerciendo ese poder discrecional de manera discriminatoria. Aunque 18,5% de los negros fueran presos, apenas 14% de los blancos lo eran. Los números se invirtieron cuando se trataba de aquellos que recibieron una advertencia, con 19,3% de los blancos recibiéndola, comparados con los 14,2% de negros.

La Scotland Yard se rehusó a echar la culpa de racismo a las filas – un tópico sensible en la Policía Metropolitana en los últimos años – y dijo que “ninguna acción de enmienda es planeada” hasta que haya más pesquisa. “Estamos llevando a cabo más pesquisa de estos datos a fin de comprender cuál es la causa de la sobrerrepresentación”, dijo una vocera de la policía. “No es posible llegar a una conclusión sin que más trabajo sea conducido. La decisión de arrestar y acusar variará de acuerdo con cada caso y a menudo depende de una variedad compleja de factores”.

Pero George Rhoden, presidente de la Asociación de la Policía Negra de la Scotland Yard, no aceptaba eso. “Tiene que tratarse de racismo. Estos datos muestran que el racismo desempeña un rol considerable en la manera por la cual la policía trata de la gente de color”, le dijo él al Guardian. Él dijo que la policía había tenido ciencia del problema de la desproporcionalidad durante muchos años. “Entonces, ¿por qué aún estamos en este estadio?”

Las críticas de Rhoden tuvieron el apoyo de las del Dr. Richard Stone, que presidió una comisión anterior que le echaba un vistazo al racismo dentro de la Policía Metropolitana. Stone tenía “gran simpatía” por Rhoden, le dijo él al Guardian. “Donde hay una desproporción de cualquier tipo se intenta excluir cualesquiera otros motivos posibles, pero ninguno justifica la desproporción continua. Hay que pensar que el color de la piel del sospechoso es un factor considerable. Pero la palabra racismo ha salido de la agenda”, dijo.

La Scotland Yard puede no querer decir la palabra, pero los números hablan por sí mismos.

Policial: Alcalde loco Melton de Jackson, Mississippi es incriminado por crímenes de represión a las drogas

El alcalde de Jackson, Mississippi, Frank Melton, fue incriminado el viernes pasado por seis acusaciones criminales relacionadas con la destrucción parcial de un presunto hueco de drogas el mes pasado. Él también fue acusado de tres infracciones relacionadas con armas, una de ellas criminal, y puede recibir hasta 50 años de prisión. Dos detectives de la policía de Jackson que actuaron como guardaespaldas de Melton también fueron incriminados en el ataque contra el hueco de drogas.

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Frank Melton como secretario antidroga, con el gobernador Ronnie Musgrove, 2002
Melton es un ejecutivo de la televisión que entró en el servicio público como “secretario antidroga” de Mississippi en diciembre de 2002. Rápidamente hizo su marca, administrando puestos de fiscalización de drogas ilegales y participando de aprehensiones aunque no fuera un oficial certificado de la ley antes que le ordenaran que parara y desistiera por verdaderos oficiales de la ley. Él también causó repercusiones en la primavera siguiente cuando prometió emplear medios inconstitucionales para perseguir a los preparadores de metanfetamina, por los cuales era aparentemente obcecado.

Como alcalde de Jackson desde julio de 2005, Melton ha seguido su postura de luch contra la criminalidad y la droga al mejor estilo justiciero. Él empezó su mandato de alcalde con una barredura de la criminalidad que duró tres días “sólo para informar a la gente que estamos presentes”, como dijo en la época. Esas barreduras periódicas, completas con el alcalde Melton dando vueltas en la Unidad del Comando Móvil de la Policía de Jackson y usando un uniforme del comando de la policía, siguieron durante su mandato, incluso una el diciembre último que capturó a decenas de escolares haraganes.

Las actividades aspirantes a la policía de Melton dieron inicio a la indignación y a la preocupación de la comunidad a principios de este año, incitando a la fiscal de la Comarca de Hinds, Faye Peterson, a investigar si él había cometido algún crimen. La fiscal no logró nada en la primavera, pero cuando Melton, sus guardaespaldas y algunos adolescentes que por lo común se quedan con él irrumpieron en lo que Melton llamó de “un hueco de drogas” el mes pasado, se pasaron.

Melton y su turba rompedora atacaron la fachada de la casa con mazos, derribando parte de la pared frontal de una casa alquilada por un hombre llamado Evans Welch. No había pruebas de tráfico de cocaína, pero Welch fue arrestado por tenencia contraventora de marihuana y tenencia de pertrechos para consumo de drogas. Él ha sido libertado de la cárcel.

Melton y su pandilla estaban actuando sin orden de búsqueda ni cualquier causa probable aparente. Ahora, intentará convencer a una corte que no debería ser preso por infringir la ley en su entusiasmo fervoroso por apoyarla.

Pese a que ahora exista un número cada vez más grande de pedidos de su renuncia, el alcalde combatiente de la criminalidad aún tiene apoyo dentro de la ciudad, incluso del pobre barrio de Virden Addition donde ocurrió el ataque del mazo. El Jackson Courier-Ledger informó el martes por la noche que unos 150 defensores de Melton, los cuales llevaban señales que decían cosas como “Declaren la inocencia de Frank Melton”, convergieron en una reunión del concejo municipal de Jackson aquella noche para manifestar su apoyo.

Marihuana medicinal: Programa de Rhode Island tiene inicio

Los ciudadanos de Rhode Island están inscribiéndose en el nuevo programa de marihuana medicinal del estado en un índice de apenas menos de uno por día, de acuerdo con las autoridades sanitarias. Por lo menos 131 pacientes han obtenido los carnés de registro del estado desde que el programa entró en funcionamiento en abril y otras 129 personas han sido certificadas como proveedoras.

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la importante paciente y activista de RI, Rhonda O’Donnell, en una protesta en DC
Rhode Island se volvió el 11º estado a legalizar el consumo medicinal de marihuana en enero. De acuerdo con la legislación de Rhode Island, los pacientes con una de diversas enfermedades crónicas, incluso el cáncer y el SIDA, deben proveer documentación de un médico de que los beneficios de consumir marihuana por su dolencia superan los riesgos. La Secretaría de Sanidad del estado emite entonces un carné de registro. Los pacientes y sus proveedores designados pueden tener hasta 12 plantas o 75 gramos de la hierba.

La ley de Rhode Island no estipula ningún dispositivo para la manera por la cual los pacientes obtendrán las semillas o la marihuana y los funcionarios de la salud del estado no quieren ni saber, ni tampoco van a dar consejos sobre dónde conseguirla. “Yo no hago preguntas”, dijo Charles Alexandre, director de reglamentación de las profesiones sanitarias, el departamento que administra el programa. “Me preguntan con frecuencia dónde conseguirla. Tengo que explicarles un poco”, le dijo él al Providence Journal.

De acuerdo con Alexandre, 89 médicos han firmado recomendaciones de marihuana medicinal, aliviando los temores de que los pacientes terminarían yendo a un pequeño número de “médicos de la marihuana”.

Ahora, Rhode Island se junta a las filas de estados en que los pacientes en estado grave pueden tomar sus remedios en paz – por lo menos, con tanto que los federales no aparezcan.

Imposición de la Ley: Policías Usaron Alta Tecnología en Frecuentadores de Festival de Rock de Kansas

La Crónica de la Guerra Contra las Drogas informó en Junio sobre “los puntos de sobriedad y represión en el tránsito” hechos para atrapar a las personas que comparecieron al Festival de Música de Wakarusa en las afueras de Lawrence, Kansas. Poco sabíamos nosotros que eso fue lo mínimo que la ley hizo. Ahora, parece que los oficiales de la ley estadual y municipal hicieron un trabajo en equipo con una empresa de vigilancia y seguridad con tecnología de punta de California para poner al festival y sus 50.000 participantes bajo vigilancia constante en vídeo de alta resolución.

En lo que fue esencialmente una estrategia de marketing auspiciada por el estado de la NS Microwave, Inc., la fabricante de la tecnología, los miembros del FBI, la DEA, la Agencia de Investigación de Kansas, la Policía de Lawrence y el Gabinete del Sherif de la Comarca de Douglas comparecieron todos al festival para ver el equipo de $250.000 aumentar la imagen de las compras de drogas, de la confección de pitillos y de actividades similarmente íntimas. (La NS Microwave, una subsidiaria del licitante de defensa, el Allied Defense Group, se jactó de este golpe en un comunicado de prensa agresivamente descortés que indudablemente reveló el secreto.)

El montaje incluyó cámaras escondidas, aparatos de visión nocturna y un remolque de comando de más de 6 metros establecido en el medio del festival y disfrazado como remolque de una emisora de radio. De acuerdo con un artículo alabador en la publicación comercial Government Security News, “Cuando los oficiales de la ley vieron los monitores de vigilancia en el remolque de comando, se sorprendieron al descubrir que el sistema de la NS Microwave estuviera mostrando detalles nunca esperados. En las pantallas, los aparatos exhibían una gama enorme de actividades ilegales, incluso mucho narcotráfico, uso de vehículos para almacenar los narcóticos de los traficantes y transacciones entre traficantes y mulas”.

“Fue una gran sorpresa”, le dijo el Ten. Doug Woods, comandante de la patrulla del Gabinete del Sherif de la Comarca de Douglas, al News. “Tuvimos resultados muy buenos”.

De acuerdo con los informes de la policía y la prensa, unos 140 arrestos relacionados con las drogas fueron realizados. Pero, no está claro cuántos ocurrieron como resultado de la vigilancia escondida. De acuerdo con Woods, 15 oficiales patrullaron durante el turno vespertino y 20 en el nocturno, con 50 a mano para el clímax de la noche de sábado del festival.

El aparato judiciario-legal de Kansas jamás le contó a alguien sobre la vigilancia secreta con tecnología de punta y el espionaje no habría sido percibido sin la publicación del comunicado de prensa de la NS y el artículo positivo de la Government Security News, pero después que eso pasó, el Lawrence Journal-World informó el reportaje localmente y la reacción adversa empezó a aparecer. El Journal-World citó a frecuentadores que decían que las cámaras escondidas eran “una vergüenza y medio embarazosas”. La asistente Ali Mangan le dijo al periódico local, “Siento que fue realmente un gran error porque las personas en el festival estaban intentando pasarla bien y relajarse. Estaría dispuesta a apostar que la mayoría de las personas no aceptaría eso si hubiera sabido”.

Por vuelta de esta semana, el periódico de la Universidad de Kansas, el Daily Kansan, estaba denunciando el espionaje en su página editorial. En un editorial intitulado francamente “Cámaras Secretas Infringieron la Privacidad” ["Secret Cameras Violated Privacy”], el periódico castigó al aparato judiciario-legal municipal y estadual. “Las ganancias económicas les ganaron a la privacidad en el festival. Si el aparato judiciario-legal hubiera publicado carteles que declararan la presencia de vigilancia electrónica, el tráfico de drogas podría haber disminuido desde el principio”, notó el periódico. “En vez de eso, el dinero sospechoso de venir de las drogas que fue confiscado y las multas colectadas serán añadidas a los cofres de la ciudad, que aún no ha dicho lo que va a hacer con el dinero”.

“Lo que es más perturbador”, prosiguió el editorial, “es que la ley probablemente nunca habría revelado su esquema secreto de facturación si el artículo de la GSN no hubiera aparecido. ¿El aparato legal municipal ha instalado secretamente cámaras en otros lugares públicos? Quizá no lo sabremos hasta que otro artículo sea publicado en un oscuro periódico comercial”.

El martes, el organizador del festival Wakarusa, Brent Mosiman, dio su opinión en la página web de Wakarusa con un pedido de disculpas a los asistentes y una crítica de la ley. “No podemos ni decirles cómo lo sentimos que estos problemas [de espionaje] hayan ocurrido en el Wakarusa de este año y, sinceramente, les pedimos disculpas a todos por cualquier infracción de sus derechos y de su privacidad. Para darles algunos antecedentes, fuimos informados que habría un aumento en la presencia de la ley en el evento de este año. Inicialmente, lo apoyamos cuando fue presentado como esfuerzo para aumentar la seguridad de todos en la platea. Con todo, se hizo aparente que la represión, no la seguridad y la protección, era la verdadera misión del incremento en la imposición de la ley. Debemos dejar perfectamente claro que no sabíamos de ninguna de las medidas, tácticas o instrumentos específicos que las varias agencias de la ley usaron en el evento. Lo más importante es que Wakarusa no cree que dichas tácticas y aparatos fueran necesarios y no apoya su uso. Si no hay garantías considerables de que procedimientos similares no se materializarán en el futuro, no vamos a hacer otro Festival Wakarusa de Música y Campamento”, escribió Mosiman.

Imposición de la Ley: Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana

Gracias a Dios los agentes penales están manteniendo su parte en el trato, porque la policía se ha comportado muy bien esta semana. El único reportaje sobre policías corruptos que tenemos esta semana apareció en verdad la semana pasada y estaba basado en sucesos que ocurrieron el mes pasado. Vamos a ello:

En Baltimore, por segunda vez este año, la Policía de Baltimore ha desbandado a uno de sus “Equipos Especiales de Represión” y ha lanzado una investigación interina de sus actividades, poniendo en riesgo a docenas de casos criminales pendientes, informó el Baltimore Sun la semana pasada. El departamento desbandó al escuadrón el mes pasado, pero no lo anunció hasta la semana pasada. De acuerdo con el vocero del departamento, Matt Jablow, la investigación involucra “alegaciones de improbidad”. “Fuentes próximas a la investigación” les dijeron al Sun que los oficiales son acusados de mentir en los documentos de la acusación, cuya mayoría involucra arrestos por delitos de drogas. Los “Equipos Especiales de Represión” de Baltimore deberían ser “desplegados rápidamente para responder a los problemas emergentes de criminalidad violenta por toda Baltimore”, de acuerdo con el informe anual de 2005 del departamento, pero de los más de 7.000 arrestos que hizo junto al SET del sureste, la mayor parte fue de casos de drogas y perturbación del orden. Entre Diciembre y Enero pasados, un “escuadrón flexible” de la policía de Baltimore en el suroeste fue desbandado tras alegaciones de que una mujer fue violada por los oficiales. Aquellos oficiales también fueron acusados de robar y plantar pruebas. Ellos se enfrentan a un juicio en Diciembre. Ningún oficial ha sido arrestado todavía en el último escándalo que surgió.

En Malone, Nueva York, un agente penal veterano ha sido preso por supuestamente vender heroína a internos en la Instalación Correccional de Bare Hill, informó la North Country Gazette el lunes. Michael Bradish, 43, oficial durante 16 años, cayó tras meses de investigación de la Inspectoría General del Departamento de Correcciones. Él es acusado de tenencia de sustancia controlada, corrupción pasiva, tentativa de tenencia de contrabando, recibir recompensa por improbidad oficial y conspiración. Él está en la Cárcel de la Comarca de Franklin hasta y a menos que consiga los $100.000 de la fianza.

En Douglas, Arizona, un oficial del Departamento de Corrección de Arizona fue arrestado el viernes pasado bajo acusaciones de tenencia y ventas de cocaína. El agente penal Renee Días, 29, fue arrestado en el complejo de la Prisión de Douglas, informó el Douglas Dispatch. Los oficiales que entregaron una orden de búsqueda en el hogar de Días encontraron poco más de 100 gramos de cocaína estimados en más de $5.000, de acuerdo con la Policía de Douglas. Días es acusado de tenencia de narcóticos, tenencia de narcóticos para venta y tenencia de pertrechos de drogas. Actualmente, reside en la Cárcel de la Comarca de Cochise en la cercana Bisbee.

Reportaje: Los EE.UU. Usan Informe Anual de Certificación Sobre las Drogas para Atacar a Bolivia y Venezuela

El lunes, el gobierno Bush lanzó su informe anual “Determinación Presidencial sobre los Grandes Países Productores o de Tránsito de Drogas” y tanto el propio informe como los voceros del gobierno Bush usaron la ocasión para lanzar ataques contra Bolivia y Venezuela. El ataque contra Bolivia está relacionado con el cambio de la erradicación forzada de los cultivos de coca bajo la política “cero cocaína, no cero coca” del Presidente Evo Morales, pero el ataque contra Venezuela, que no es ni un gran país productor de drogas ni atípico en la región en ser usado como punto de transferencia para la cocaína colombiana, parece tener poco que ver con su adhesión a las metas de las políticas estadounidenses de drogas y mucho que ver con la relación cada vez más contraria entre el Presidente de Venezuela Hugo Chávez y el gobierno Bush.

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la coca boliviana (fuente: Departamento de Estado de los EE.UU.)
Chávez y Morales son aliados próximos en un eje izquierdista y antiimperialista emergente en Latinoamérica. Bolivia anunció esta semana que acepta la asistencia venezolana para construir nuevas instalaciones militares cerca de la frontera paraguaya.

La lista de grandes países productores o traficantes de drogas sigue la misma desde el año pasado. Están incluidos Afganistán, las Bahamas, Bolivia, Brasil, Colombia, la República Dominicana, Ecuador, Guatemala, Haití, India, Jamaica, Laos, México, Birmania, Nigeria, Pakistán, Panamá, Paraguay, Perú y Venezuela.

Apenas dos países – Birmania y Venezuela – estaban determinados a haber “fracasado demostrablemente” en cumplir sus obligaciones según los tratados internacionales de control de las drogas. Birmania ha reducido la producción de adormideras, pero sigue siendo una dictadura militar aislada. Las sanciones contra Venezuela fueron suspendidas a pesar de todo, a causa de una creencia del gobierno de que “los programas para ayudar a las instituciones democráticas de Venezuela son vitales para los intereses nacionales de los Estados Unidos” (pese a que muchos en el hemisferio tengan sospechas sobre lo que eso realmente significa desde el apoyo tácito del gobierno Bush a una tentativa de golpe contra Chávez en Abril de 2002 y en razón del destino del dinero).

“La importancia de Venezuela como punto de transferencia de drogas destinadas a los Estados Unidos y Europa ha seguido creciendo en los últimos 12 meses, una situación tanto permitida como explorada por funcionarios venezolanos corruptos”, acusó el secretario de prensa Snow.

El gobierno Bush podría tener un poco más de tracción con dichas acusaciones si no destacara a Venezuela. México, por ejemplo, no es mencionado en el texto del informe anual, excepto en la lista de los grandes países traficantes a pesar de la corrupción incontrolada, la violencia relacionada con el narcotráfico en niveles récordes y una respuesta gubernamental que es curiosamente débil. Guatemala tampoco es mencionada, a pesar del hecho de que el director de su agencia antidroga, Adam Castillo, se confesó culpable en tribunal federal en Washington hace apenas dos semanas por conspirar para contrabandear cocaína al país.

“Ésta es la misma farsa por la cual pasan todos los años”, dijo Sanho Tree, director del Proyecto de Políticas de Drogas del Institute for Policy Studies. “Esencialmente, son determinaciones políticas”. La suspensión para seguir canalizando dinero a grupos antichavistas es una señal clara de eso, dijo Tree. “Si ellos quitaran la certificación de Venezuela sin la suspensión, no pueden canalizar todo ese dinero a través de la llamada oposición pro democracia”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas.

El gobierno venezolano, de su parte, rechazó su designación como colaborador fracasado en la guerra contra las drogas y acusó al gobierno de los EE.UU. de “politizar” las políticas internacionales antidrogas. En una declaración oficial emitida el lunes, el gobierno dijo que “Venezuela denuncia la seguida politización de importantes cuestiones bilaterales por el Departamento de Estado de los EE.UU. El gobierno Bush sigue practicando conscientemente una política de reemplazar los hechos por declaraciones infundadas, motivadas por simples diferencias políticas cuyo propósito explícito es el de aislar a Venezuela”.

La declaración siguió observando que Venezuela había confiscado más de 35.000 quilogramos de drogas el año pasado y que sus esfuerzos antidrogas habían recibido elogios internacionales. En comentarios a principios de este mes, los funcionarios británicos elogiaron la “tremenda cooperación” de Venezuela en el combate a las drogas, en tanto que los franceses hablaron de la “intensa cooperación” y dijeron que las autoridades españolas y venezolanas “son eficientes en registrar y detener individuos que pueden estar transportando drogas”.

La declaración venezolana también llevaba una amenaza implícita. El gobierno Chávez echó a la DEA de Venezuela el año pasado en medio de acusaciones de que estaba espionando al gobierno venezolano, y, desde entonces, los dos países han estado negociando un nuevo acuerdo que permita el funcionamiento de la agencia allí. “Acusaciones infundadas, como aquellas contenidas en el informe del gobierno Bush, no ayudarán a finalizar un acuerdo tan importante como éste”, advirtió la declaración.

Aunque el ataque de Bush contra los antecedentes antidrogas de Venezuela tenga indicios de política de las potencias globales, sus críticas de Bolivia están basadas en preocupaciones estadounidenses más tradicionales con las políticas de drogas. “Mi gobierno está preocupado con la caída de la cooperación antinarcóticos boliviana desde Octubre de 2005”, dijo Bush en el informe. “Bolivia, el tercer productor más grande de cocaína del mundo, ha llevado a cabo políticas que han permitido la expansión del cultivo de la coca y desacelerado el paso de la erradicación hasta mediados del año, cuando la retomó. La política del Gobierno de Bolivia de ‘cero cocaína, pero no cero coca’ se ha concentrado principalmente en la interdicción, para la casi exclusión de sus complementos necesarios, la erradicación y el desarrollo alternativo”.

El secretario de prensa de la Casa Blanca, Tony Snow, amplificó aquellos comentarios en una rueda de prensa el lunes. “A pesar del aumento en la interdicción de las drogas, Bolivia ha llevado a cabo políticas que han permitido la expansión del cultivo de la coca y han disminuido considerablemente la erradicación”, dijo. Snow advirtió que el gobierno de los EE.UU. está esperando para ver si el gobierno boliviano va a erradicar el número mínimo de hectáreas, hacer los cambios en la ley boliviana deseados por los EE.UU. y controlar estrictamente la venta de la hoja de la coca. Los EE.UU. van a revisar la observancia boliviana a las metas de las políticas de drogas de los EE.UU. en seis meses, dijo.

Los bolivianos respondieron solamente con un poco menos de rispidez que los venezolanos. “El gobierno de los Estados Unidos ha cometido un error de lectura respecto de las políticas antidrogas bolivianas”, dijo el vocero del gobierno Alex Contreras en una declaración oficial el lunes. “Bolivia invita a los EE.UU. a juntarse a la política de la cocaína cero y recuerda que son los principales productores de precursores químicos para transformar la coca en cocaína. Además, tienen el mercado más grande de consumidores de drogas ilegales”.

El gobierno boliviano logrará su meta de erradicar 5.000 hectáreas de coca este año, dijo Contreras, añadiendo que esa marca “habrá sido suavemente ultrapasada, no por la imposición del gobierno de los EE.UU., sino por nuestra propia voluntad y sin usar gas lacrimógeno, ni hablar de la represión y las confrontaciones”, una clara referencia a los conflictos sangrientos entre los cocaleros y los gobiernos bolivianos pasados que intentaron imponer las políticas de erradicación forzada a la estadounidense.

La erradicación voluntaria está sucediendo de veras, dijo Kathryn Ledebur de la Andean Information Network sedeada en Bolivia, que cuestionó los plazos estrictos del gobierno Bush. “Creo que es irónico que la erradicación forzada haya llevado nueve meses durante el gobierno Banzer y ahora quieran resultados radicales en seis meses. Ningún país puede cumplir eso”, le dijo ella a la Crónica. “La cuestión verdaderamente difícil es el plazo de seis meses para eliminar las plantaciones personales de coca de los agricultores. Eso puede llevar el gobierno boliviano al extremo. Esto sugiere que el gobierno Bush no tiene la menor idea sobre lo que debería ser hecho, pero quiere una reprimenda firme oficialmente”.

Ledebur también encontró ironía en las denuncias de los EE.UU. acerca de la falta de progreso en el desarrollo alternativo. “Eso es financiado y motivado por los EE.UU.”, señaló ella.

Tanto Ledebur como Tree estuvieron de acuerdo que Bolivia está abordando enérgicamente al tráfico de cocaína. “La interdicción de la cocaína es un resultado concreto que el gobierno boliviano puede señalar”, dijo Tree. “La coca no se iguala a la cocaína y hasta que se vuelva cocaína, la coca debería ser un problema doméstico y no algo en la agenda de los EE.UU. Si Bolivia puede reglamentar con éxito el destino de la coca, ello no debería ser un problema. Evaluar a Bolivia sobre cuántas hectáreas de coca erradica es una métrica insignificante”.

Reportaje: Cámara Vota en la Exigencia de Políticas de Búsquedas Aleatorias y Arbitrarias Permitidas por los Distritos Escolares

En una votación oral el martes por la noche, la Cámara de los Diputados de los EE.UU. votó en la aprobación de una medida que forzaría a los distritos escolares de todo el país a adoptar políticas que permiten que los profesores y funcionarios escolares realicen búsquedas aleatorias y arbitrarias de todos los estudiantes a cualquier momento con base en la “sospecha razonable” de que un estudiante pueda estar portando drogas o armas. Defendida por el Dip. Geoff Davis (R-KY), la Ley de Seguridad de los Estudiantes de 2006 [Student Safety Act of 2006 (H.R. 5295)] no tuvo ninguna audiencia y fue acelerada por la Cámara.

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espere más de esto si el proyecto Davis es aprobado
"Las drogas y la violencia no pertenecen a nuestras escuelas”, dijo el Dip. Davis durante el debate el martes. “Creo firmemente en nuestra Constitución y nuestra Carta de Derechos y esta legislación no ofrece carta blanca a cualquiera para conducir búsquedas aleatorias y arbitrarias. La Corte Suprema ha sostenido que los profesores y funcionarios escolares pueden usar su juicio para tomar decisiones que ayudarán a controlar sus clases y proteger a sus estudiantes. Es una ley sencilla de buen sentido”.

En verdad, el proyecto no da carta blanca para búsquedas, hace que los distritos escolares se la traguen. De acuerdo con un análisis del proyecto hecho por el Servicio de Pesquisa del Congreso, ello “requiere que los estados, las agencias educacionales y los distritos escolares municipales consideren razonable la búsqueda de un estudiante menor de edad en el terreno escolar público y permisible si conducida por un profesor o funcionario escolar de tiempo integral, actuando sobre cualquier sospecha plausible [cambiada en la versión final para “razonable”] con base en la experiencia y juicio profesionales para asegurar que la escuela siga libre de todo y cualquier tipo de armas, materiales peligrosos o narcóticos ilegales”. Y para asegurarse que los distritos escolares entendieron el mensaje, observa el análisis, el proyecto “niega los fondos Escuelas Seguras y Educación Ciudadana, proporcionados de acuerdo con la Ley de Educación Elementar y Secundaria de 1965 [Elementary and Secondary Education Act of 1965], a estados, agencias educacionales y distritos escolares municipales que no consideren dichas búsquedas razonables y permisibles”.

Algunos demócratas de la Cámara se levantaron para oponerse al proyecto. “Este proyecto retiraría la financiación de cualquier distrito escolar que decida que los profesores y administradores municipales saben más que el Congreso cómo volver sus escuelas seguras”, dijo la Dip. Lynn Woolsey (D-CA). “Es un error suponer que todo estudiante es tan culpable como alguna persona problemática. Detendremos cualquier nuevo programa que quiera rotular a toda la juventud como culpable”, prometió.

“Como alguien que enseñó durante seis años en una de las escuelas y comunidades más duras en el país, tengo serias reservas en cuanto a lo que esta legislación hace de verdad”, dijo el Dip. Danny Davis (D-IL). “No estoy solo. La Asociación Estadounidense de Administradores de Escuelas, la Asociación Nacional de Consejos Escolares, la Asociación de Padres y Maestros, la ACLU, la Federación Estadounidense de Profesores y mi propio distrito escolar de Chicago están todos preocupados. Estamos preocupados que esta legislación invalide las políticas de búsquedas en las escuelas que ya fueron promulgadas por una política única. Este proyecto establece una política que da a los profesores la autoridad de realizar búsquedas cuando esa autoridad debe estar con el consejo escolar. Y ello penaliza a las escuelas por no obedecer al negarles los fondos de la Ley de Escuelas Seguras y Libres de las Drogas [Safe and Drug-Free Schools Act]. Aunque todos nosotros queramos que nuestras escuelas sean lugares seguros y protegidos, este proyecto es dubio, innecesario y quita los derechos que deberían ser reservados a las comunidades locales”.

Aunque los demócratas se pronunciaran contra el proyecto en debate el martes por la noche, ninguno de ellos dio el paso sencillo de pedir una votación abierta, lo que podría haber resultado en la derrota de la medida. Ya que el proyecto fue acelerado, exigía la votación de dos tercios en la Cámara y no está claro que el proyecto pudiera haber ultrapasado esa valla si los congresistas hubieran sido forzados a votar abiertamente. Ahora, el proyecto se dirige hacia el Senado para ser ponderado.

“Estamos decepcionados no solamente con la Cámara al aprobar este proyecto, sino con la cobardía demostrada por los demócratas al no pedir una votación abierta para hacer que los legisladores fueran a público”, dijo Tom Angell, director de comunicación del Students for Sensible Drug Policy (SSDP). “Cualquier miembro podía haber pedido votación abierta, pero nadie lo hizo y eso puede haber hecho la diferencia. Ningún congresista sintió que era lo suficientemente importante hacer que sus colegas fueran a público respecto de esta cuestión”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas.

Junto con la DRCNet y la Drug Policy Alliance, el SSDP trabajó casi sin aviso previo para movilizar a la oposición al proyecto, el cual se creía haber tenido una muerte pacífica, pero que fue revivido en el último momento como maniobra de campaña del Dip. Davis. La ACLU y una serie de otros grupos de concienciación se unieron a los grupos de reforma que se oponían al proyecto. El único grupo grande de concienciación que apoyaba al proyecto era la Asociación Nacional de la Educación.

“Hicimos un análisis muy bueno cuando recibimos la legislación y lo que nos dejó intrigados de verdad era la manera que ellos definían las búsquedas como una actividad desempeñada por un profesor o un funcionario de la escuela pública de tiempo integral”, dijo Tor Cowan, director de legislación de la Federación Estadounidense de Profesores, que se opuso al proyecto. “No creemos que los profesores deban ser entrenados para ser policías. Si un profesor cree que un estudiante está llevando un arma o tiene drogas, debería encaminarlo al vicedirector o supervisor de disciplina, que ha sido entrenado por el distrito respecto de lo que es permisible y él determinaría cuál sería el próximo paso. Eso es preferible a tener 50 profesores, todos con una comprensión distinta de lo que significaba sospecha razonable, intentando hacer esto”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas.

“Desde la perspectiva de un administrador”, prosiguió Cowan, “ellos sienten que tienen políticas a puestos que pueden ser puestas en peligro por este proyecto. Ya tenemos requerimientos y órdenes federales suficientes y esto puede llevar a desafíos de políticas que ya han sido establecidas por la Corte Suprema. La corte da condiciones a los distritos escolares cuando se trata de establecer la sospecha razonable”.

El martes, pese a que los legisladores le hayan dado al tema de que el proyecto protegería la seguridad de los profesores y estudiantes igualmente, Cowan se encolerizó con la implicación de que los opositores del proyecto no estaban preocupados con la seguridad. “Es un argumento falso decir que a las personas que no apoyan esto no les importa la seguridad escolar”, dijo. “Ya es muy claramente de interés del profesor – no apenas en sí mismo, sino en el interés de sus estudiantes y de su escuela – informar sus sospechas de que un estudiante está llevando un arma o usando drogas al administrador adecuado en la escuela. Ya existen los medios para garantizar la seguridad y asegurar que las escuelas sigan libres de las drogas y de la violencia”.

“Tenemos un par de problemas con este proyecto también”, dijo Bill Piper, director de asuntos nacionales de la Drug Policy Alliance, uno de los grupos de reforma de las políticas de drogas que lidera la oposición. “Primero, el Congreso está diciendo que si no se establece una política que permita que los profesores y administradores pasen a los estudiantes en revista, entonces no se recibirá dinero federal. Los autores del proyecto dicen que están intentando mantener el estatus quo, pero es absurdo. Ahora, los distritos escolares pueden establecer sus propias políticas y deberían poder establecer sus propias políticas. Si quieren proteger los derechos de privacidad de los estudiantes, deberían poder hacerlo sin miedo de perder la financiación federal”, le dijo él a la Crónica.

“Segundo, de la manera que este proyecto está redactado, implica fuertemente que la política del distrito escolar tiene que ser una en que ellos puedan realizar búsquedas masivas y aleatorias”, prosiguió Piper. “Si el director escucha el rumor de que alguien está vendiendo marihuana, puede buscar a todos los estudiantes en el edificio, y quien sabe si esos tipos de buscas son constitucionales. Nuestra gran preocupación es que los administradores escolares tengan la idea equivocada sobre los límites de sus poderes constitucionales”.

“En los casos controladores de la Corte Suprema sobre estas búsquedas, la corte sostuvo que los administradores escolares no necesitaban causa probable para pasar a los estudiantes en revista, solamente la ‘sospecha razonable’, la cual es un estándar menor”, dijo Jesselyn McCurdy, consultora legislativa en el Gabinete Legislativo de Washington de la ACLU. “Pero, la corte no decidió específicamente sobre si tiene que haber o no la sospecha individualizada; en realidad, en su decisión, dijo específicamente que no estaba expresando un fallo sobre las búsquedas masivas”, le dijo ella a la Crónica.

“Estamos preocupados que el texto vago en el proyecto lleve a los administradores a pensar que pueden hacer buscas masivas y completas como la que hicieron en Goose Creek”, el local de un ahora notorio allanamiento antidroga en que la policía blandió armas y los sabuesos invadieron un colegio secundario de Carolina del Sur, dijo McCurdy. “Sin tener en cuenta si el proyecto realmente permite eso, es medio tonto. Se puede aprobar cualquier proyecto que se quiera, pero si es inconstitucional, alguien lo desafiará y forzará a la Corte Suprema a determinar su constitucionalidad. Dado que la mayor parte de los distritos escolares ya tienen políticas sobre las búsquedas en las escuelas a puestos, esto apenas causará más confusión respecto de lo que las escuelas pueden y no pueden hacer”.

“Nos oponemos a esta legislación porque es una política única ordenada desde Washington”, explicó Angell del SSDP. “Envía el mensaje de que el Congreso sabe más que los administradores escolares cómo mantener las drogas fuera de las escuelas, y eso es ofensivo, por eso todos estos grupos de concienciación se pronunciaron contra ello. Si se vuelve ley, corremos peligro de ver más allanamientos a la Goose Creek. Muchas escuelas ya permiten las búsquedas con base en el estándar bien frágil de sospecha razonable, pero actualmente tienen una opción. Ahora, el Congreso está intentando hacer que lo hagan bajo la amenaza de perder la financiación federal”.

Ahora, el proyecto va al Senado, donde los reformadores esperan que sea derribado. Si no, están preparados para clavarle una estaca en su corazón. “Vamos a observar al Senado para asegurar que no intenten transformar este proyecto en ley”, dijo Angell. “Muchas veces al final de la sesión las cosas son atadas a proyectos totalmente no-relacionados y estamos muy cansados de eso. Vamos a alertar a las masas y pedirle a la gente que llame al Senado si somos informados que este proyecto está pasando”, dijo.

Aunque el esfuerzo de oposición no haya logrado detener el proyecto en la Cámara, las organizaciones lograron entregar miles de correos-e y hacer innumerables llamadas telefónicas a los diputados en menos de una semana. Y ellos van a observar lo que sucede a continuación.

Reportaje: Detenciones por Drogas Atingen Otra Alza Récord, Más de 786.000 Detenciones por Marihuana Apenas en 2005

El FBI lanzó su Informe Uniforme Sobre la Criminalidad el lunes y mostraba que a pesar de casi dos décadas de esfuerzos de reforma de las políticas de drogas, la guerra a las drogas sigue irreducible, por lo menos cuando medida por las detenciones. De acuerdo con el informe, el total de arrestos por drogas atingió un récord de 1,8 millón el año pasado, respondiendo por 13,1% de todas las detenciones en el país. Los arrestos por marihuana totalizaron 786.545, otra alza histórica.

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redada de drogas en Bristol, Virginia
Más personas fueron arrestadas por delitos de drogas el año pasado que por cualquier otra infracción. Cerca de 1,6 millón de personas fueron arrestadas por crímenes contra el patrimonio, 200.000 menos que las que fueron arrestadas bajo acusaciones de delitos de drogas. El número de personas arrestadas bajo acusaciones de delitos de drogas fue más que tres veces más grande que las 603.500 personas arrestadas por crímenes violentos.

Las personas arrestadas por tráfico, fabricación o cultivo de drogas respondían por apenas 18% de todas las detenciones por drogas, lo que significa que aproximadamente 1,5 millón de personas estuvo a la merced del sistema de justicia criminal meramente porque tuvieron la sustancia equivocada. Cuando se trata de los arrestos por marihuana, apenas 12% fueron por venta o cultivo, lo que quiere decir que unas 696.000 personas fueron presas por tenencia de marihuana.

Las detenciones por marihuana fueron 42,6% de todos los arrestos por drogas, lo que sugiere que si la hierba fuera legal, la guerra a las drogas se reduciría a casi la mitad. La heroína y la cocaína respondieron por otros 30,2% de los arrestos por drogas, en tanto que las drogas sintéticas y “otras drogas no-narcóticas peligrosas” respondieron por 27,2%.

Los arrestos por marihuana han más que doblado desde 1993, cuando estuvieron en 380.000. Por vuelta del comienzo del gobierno Bush en 2001, el número era 723.000. El dato cayó para 697.000 en 2002, pero ha aumentado a cada año desde entonces.

“Estos números desmienten la falacia de que la policía no objetiva ni arresta a los pequeños infractores por marihuana”, dijo el director ejecutivo de la National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML), Allen St. Pierre, que observó que en los índices actuales, un fumador de marihuana es arrestado a cada 40 segundos en los Estados Unidos. “Este esfuerzo es un tremendo desperdicio de recursos de la justicia criminal que desvía al personal legal de concentrarse en la criminalidad seria y violenta, incluso la guerra contra el terrorismo”, debatió.

“Un arresto por marihuana a cada 40 segundos”, suspiró Tom Angell, director de comunicación del Students for Sensible Drug Policy (SSDP).”Yo creo que los números muestran que la mayoría de las personas arrestadas por tenencia de marihuana es joven, y presumiblemente muchas de ellas son estudiantes. Cuanto más los jóvenes sean arrestados por delitos de marihuana, tanto más son condenados y pierden su auxilio financiero”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas. “Las consecuencias de un arresto por delito de drogas no terminan con las esposas y las celdas de la cárcel; es importante recordar eso cuando salen estos datos todos los años. Aun si las personas no están siendo enviadas a la cárcel por largos períodos, aún sufren mucho al perder el acceso a los beneficios públicos y tener antecedentes criminales que los cazarán por el resto de sus vidas”.

“Éste es un rompecabezas interesante”, dijo Bruce Mirken, director de comunicación del Marijuana Policy Project. “Siempre escuchamos que la policía no está haciendo de la marihuana una prioridad, pero los números siguen subiendo. Se podría empezar a pensar que algunos de esos agentes de la ley que hacen esas afirmaciones pueden no estar diciendo la verdad”, le dijo él a la Crónica.

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porcentajes de arrestos por drogas, 1994-2003 (fuente: FBI)
Los datos enormes de arrestos por marihuana son detectados de alguna forma, dijo Mirken. “Cuando conversé con los reporteros sobre estos números, se quedaron consternados. Muchas personas parecen no saber que durante tres años hemos arrestado a más de tres cuartos de millón de personas por marihuana, casi 90% de ellas por tenencia. Me gustaría poder decir que era un choque que el número haya subido nuevamente, pero simplemente sigue aumentando”.

“Arrestar innecesariamente a centenas de millares de estadounidenses que fuman marihuana responsablemente destruye las vidas de ciudadanos obedientes a la ley”, dijo St. Pierre, añadiendo que más de 8 millones de estadounidenses han sido arrestados por acusaciones de delitos de marihuana en la última década. Durante este mismo tiempo, los arrestos por cocaína y heroína han caído pronunciadamente, implicando que el aumento en la imposición de las leyes sobre la marihuana está siendo realizado a costa de la imposición de las leyes contra la tenencia y el tráfico de drogas más peligrosas.

“Imponer la prohibición de la marihuana cuesta a los contribuyentes entre $10 y $12 billones anualmente y ha llevado al arresto de casi 18 millones de estadounidenses”, concluyó St. Pierre. “Sin embargo, unos 94 millones de estadounidenses reconocen haber usado marihuana durante sus vidas. No tiene sentido seguir tratando a los estadounidenses como criminales por el consumo de una sustancia que no presenta más riesgos – y, cuestionablemente, mucho menos – a la salud que el alcohol o el tabaco. Una solución más sensible sería tasar y reglamentar el cannabis de una manera similar al alcohol y al tabaco”.

“Estos tipos de números muestran los desafíos que el movimiento de reforma de las políticas de drogas sigue enfrentándose”, dijo Bill Piper, director de asuntos nacionales de la Drug Policy Alliance. “Comparado con 20 ó 30 años atrás, estamos haciendo un buen trabajo de mantener a las personas fuera de la cárcel. La mayoría de las personas es arrestada por acusaciones de delitos de drogas, por lo menos por tenencia, probablemente reciben libertad vigilada, y eso es importante”, le dijo él a la Crónica. “Dicho eso, el desafío para nosotros es desconstruir las instituciones que lo apoyan. Aunque la mayor parte de las detenciones ocurra en los niveles estadual y municipal, la financiación que el gobierno federal proporciona al aparato judiciario-legal está relacionada con las detenciones, entonces las corporaciones estadual y municipal de la policía tienen un incentivo muy fuerte para seguir arrestando a los infractores de la legislación antidroga”.

Editorial: ¿Ahora Les Importa lo Correcto?

David Borden, Director Ejecutivo

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David Borden
Uno de los reportajes informados por la mayoría de las redes de noticias esta semana fue sobre el arresto en los EE.UU. del famoso cazador de recompensas Duane “Dog” Chapman, buscado para extradición por México por lo que las autoridades dijeron que era una detención ilegal. Chapman y los miembros de su equipo habían capturado a un heredero rico de una empresa de cosméticos, Andrew Luster, que era buscado en los EE.UU. por acusaciones de estupro (y que ahora está cumpliendo una sentencia de 124 años). Los mexicanos querían que Luster les fuese entregado, arrestó a los cazadores de recompensas después que se rehusaron y, entonces, los libertaron bajo fianza hasta la audiencia, a la cual Chapman y compañía no comparecieron.

Chapman y su mujer Beth son figuras supremamente excéntricas. Son especialmente famosos en su estado natal de Hawai, pero tienen un público nacional a través del programa popular de la tele basado en su trabajo, “Dog the Bounty Hunter”. A principios de este año, estuve literalmente a pocos minutos de aparecer con Chapman en un programa nacional por cable discutiendo la metanfetamina, antes que un cambio en el formato lo frustrara.

Los tipos de la fiscalía que aparecieron en los noticieros esta semana fueron bien simpáticos con relación a Chapman y hallé uno de sus argumentos bien desconcertante. Básicamente, su abordaje era el de que aunque él pudiera haber infringido la ley mexicana y aunque la infracción pudiera o no ser extraditable por los EE.UU. según la ley estadounidense, lo importante – ésta es la parte desconcertante – es lo que es “correcto” que hacer. No es correcto extraditar a Chapman a México porque la cosa por la cual se metió en problemas era buena e importante.

Lo desconcertante no es la idea en sí – tengo mucha simpatía por la idea de que lo que es correcto y justo tiene mayor importancia que lo que es legalmente prescrito cuando están en conflicto. No todos están de acuerdo con esto, pero ello no es un argumento desconocido.

Lo desconcertante es quién estaba usando ese argumento. ¿Los mismos fiscales también dirían que los jueces que ignoran las sentencias mínimas obligatorias por delitos de drogas si ellos creen que los términos de encarcelamiento requeridos son injustamente largos – por ejemplo -- están “equivocados”? ¿Se opusieron a los pedidos de extradición del gobierno de los EE.UU. para recobrar a refugiados por marihuana medicinal como Steve Kubby y Renee Boje – por sentencias de prisión que muchos temían en la época que serían durísimas o por la negación del acceso al medicamento – porque que Canadá les diera abrigo en vista de dichas sentencias sería “correcto”? ¿Ellos darían su apoyo a las ciudades y corporaciones de la policía que permiten la operación de programas ilegales de trueque de jeringas, porque es crítico detener la diseminación de la Hepatitis y del VIH, y la gente que entrega las jeringas dignas de elogios por hacerlo?

Quizá lo hicieran. Pero, creo que hay chances de que no lo hicieran, en algunos o todos estos casos. Para la mayoría, los fiscales y sus aliados profesan el punto de vista de que la ley es la ley, trabaje políticamente para cambiarla si usted no está de acuerdo con ella, pero si la infringe usted sabía que corría el riesgo de castigo y no tiene nada que reclamar.

No es que yo esté defendiendo la extradición en este caso. Los defensores de Chapman tienen buenos argumentos. El individuo que él capturó era acusado de un crimen serio y vil y las autoridades mexicanas no habían logrado aprehenderlo. Si pudiera permanecer forajido, él podía haber cometido los mismos crímenes contra mujeres en México. La captura de Luster hecha por Chapman hizo un servicio a los mexicanos y a sus víctimas aquí en los EE.UU. No tengo en alta cuenta su “detención ciudadana” aleatoria de usuarios de metanfetamina, aun cuando él los lleva a clínicas de tratamiento en vez de llevarlos a la policía, pero ésta no es la cuestión aquí. Y por lo menos es a favor de la legalización de la marihuana.

Pero, no es como si no hubiera argumentos del otro lado. Chapman no compareció a su cita en la corte. Él infringió las leyes de un país que lo había autorizado como invitado. Si Chapman puede ignorar las leyes y los procedimientos de un país, otros pueden ignorarlos también – posiblemente victimando personas sin querer o aun causando daño o pérdidas de vidas en el proceso. Si los EE.UU. pueden ignorar los tratados de extradición de los cuales son signatarios, otros países con gente bajo custodia que nosotros queremos también pueden ignorarlos. Los cuerpos legislativos democráticamente elegidos de México redactaron ciertas reglas que gobiernan esta área de actividad. Aquellas reglas pueden ser sabias o no, pero presumiblemente el cuerpo legislativo que las promulgó tuvo más tiempo para ponderar sus implicaciones, beneficios y costos que Chapman en el calor del momento cuando desobedeció las órdenes de la policía mexicana.

Entonces, porque hay argumentos del otro lado – ya estén de acuerdo con ellos o no – es revelador ver que las personas que sirven efectivamente como voceras de la procuraduría se pronuncien por alguien que a ellos les gusta, pero de una manera que probablemente contestarían en la mayor parte de los otros casos.

Sea lo que fuere lo correcto en este caso, lo correcto que los fiscales tienen que empezar a hacer es comenzar a honrar sus juramentos de buscar justicia en vez de buscar solamente lo máximo posible de condenaciones con lo máximo posible de duración en las sentencias de prisión, como sucede comúnmente ahora. Si justicia es tener prioridad sobre el texto de la ley para sus amigos, ellos también deberían defender la justicia real para todos.

Eche un Vistazo: Muchos Nuevos Comentarios y Noticias Diarias y Más en DRCNet

Caro lector de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas:

En la mayoría de las semanas yo escribo un editorial para este boletín. Hoy día, pensé que sería mejor llamar su atención al nuevo y extenso contenido que está entrando en nuestra página web diariamente desde el relanzamiento de nuestra página web.

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El enfoque de nuestros nuevos esfuerzos expandidos (pese a que no la totalidad de ellos) es el proyecto blogosférico del “Bar Clandestino de Stop the Drug War”, usted puede leer las noticias diarias, comentarios, comunicados de prensa y anuncios de nuestros muchos grupos aliados en el movimiento, enlaces a artículos interesantes en otros blogs, el punto de vista de DRCNet sobre lo que es nuevo e importante en la cuestión sin tener que esperar hasta el viernes.

Algunas de las publicaciones más recientes incluyen las siguientes:

También, hay un fomento de enlaces Últimas Noticias para reportajes sobre las políticas de drogas en los medios, una sección actualizada Los Policías Contra la Guerra a las Drogas y mucho más pronto.

¡Gracias por juntarse a nosotros! Por favor, si puede, haga una donación para apoyar a éste y otros trabajos.

Sinceramente,


David Borden
Director Ejecutivo

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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A partir de esta edición, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saber de ello por otra persona, porque eso ni siempre sucede.

Ansiamos por informarlo a usted de más reportajes nuevos de nuestra nueva página web así que estén disponibles.

Editorial: Now They Care About What's Right?

David Borden, Executive Director

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David Borden
One of the stories carried by major news networks this week was the arrest in the US of famed bounty hunter Duane "Dog" Chapman, sought for extradition by Mexico over what authorities there said was an illegal detention. Chapman and members of his team had captured a wealthy cosmetics company heir, Andrew Luster, who was wanted in the US on rape charges (and who is now serving a 124-year sentence). The Mexicans wanted Luster turned over to them, arrested the bounty hunters after they refused, then released them on bond pending a court hearing, which Chapman and company skipped.

Chapman and his wife Beth are supremely colorful figures. They are especially well-known in their home state of Hawaii, but have a national following through a popular reality TV show based on his work, "Dog the Bounty Hunter." I was literally minutes away from appearing with Chapman on a national cable show earlier this year, discussing methamphetamine, before a format change nixed it.

Prosecutor-types appearing on news talk programs this week were fairly sympathetic to Chapman, and I found one of their arguments rather stunning. Basically, their take was that while he might have violated Mexican law, and while the violation might or might not be extraditable by the US under US law, the important issue -- this is the stunning part -- is what the "right" thing to do is. It's not right to extradite Chapman to Mexico, because the thing he got into trouble doing was good and important.

What's stunning is not the idea itself -- I am fairly sympathetic to the idea that that which is right and just is ultimately of greater importance than that which is legally prescribed when they are in conflict. Not everyone agrees with this, but it's not an unknown argument.

What's stunning is who was making that argument. Would the same prosecutors also say that judges should ignore mandatory minimum sentences for drug offenses if they believe the terms of imprisonment required are unjustly long -- e.g., are "wrong"? Did they oppose the extradition requests by the US government to get back medical marijuana refugees like Steve Kubby and Renee Boje -- for prison terms many feared at the time would be draconian, or for denial of access to medicine -- because for Canada to give them safe harbor in the face of such sentences would be "right"? Would they lend their support to cities and police forces who allow illegal needle exchange programs to operate, because it's critical to stop the spread of Hepatitis and HIV and the people handing out the needles are praiseworthy for doing so?

Maybe they would. But I am guessing there is a good chance they would not, in some or all of these cases. For the most part, prosecutors and their allies profess the view that the law is the law, work politically to change it if you disagree with it, but if you break the law you knew you were risking punishment and you have nothing to complain about.

Not that I am rooting for extradition in this case. Chapman's supporters have some good arguments. The individual he captured was accused of a serious and vile crime, and Mexican authorities had failed to apprehend him. If allowed to stay on the loose, he could have committed the same crimes against women in Mexico. Chapman's capture of Luster did Mexicans, and his victims here in the US, a service. I don't think much of his random "citizen arrests" of meth users, even when he takes them to treatment instead of police, but that's not the issue here. And at least he's in favor of marijuana legalization.

But it's not as if there aren't arguments on the other side. Chapman did skip out on a court date. He violated the laws of a country that had allowed him in as a guest. If Chapman can ignore a nation's laws and enforcement procedures, others can ignore them too -- possibly victimizing innocent people by mistake or even causing harm or loss of life in the process. If the US can ignore the extradition treaties to which it's a signatory, other countries with people in custody who we want can also ignore them. Mexico's democratically-elected legislative bodies laid out certain rules governing this area of activity. Those rules may be wise or unwise, but presumably the legislative body that enacted them took more time to consider their implications, their benefits and costs, than Chapman did in the heat of the moment when he disobeyed the orders of Mexican police.

And so because there are arguments on the other side -- agree with them or not -- it is revealing to see people who effectively serve as spokespersons for the prosecutorial profession speak up for someone they like, but in a way they would likely argue against in most other cases.

Whatever the right thing is in this case, the right thing for prosecutors to start doing is to begin to honor their oaths to seek justice instead of just seeking as many convictions as they can, with the longest prison terms that they can, as is commonly the case now. If justice is to take priority over the letter of the law for their friends, they should also stand up for real justice for all.

Web Scan

commentary on pregnancy and drug use, from Women's Enews

Maryland criminal justice reform page, including report on treatment and imprisonment, from the Justice Policy Institute

historic anti-drug address of Ronald and Nancy Reagan

Cultural Baggage for 09/15/06, including Judge Arthur L. Burnett & Vincent Hayden of the National African American Drug Policy Coalition and Howard Wooldridge of Law Enforcement against Prohibition

Announcement: New Format for the Reformer's Calendar

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With the launch of our new web site, The Reformer's Calendar no longer appears as part of the Drug War Chronicle newsletter but is instead maintained as a section of our new web site:

The Reformer's Calendar publishes events large and small of interest to drug policy reformers around the world. Whether it's a major international conference, a demonstration bringing together people from around the region or a forum at the local college, we want to know so we can let others know, too.

But we need your help to keep the calendar current, so please make sure to contact us and don't assume that we already know about the event or that we'll hear about it from someone else, because that doesn't always happen.

We look forward to apprising you of more new features of our new web site as they become available.

Take a Look: Extensive New Daily News, Commentary and More on DRCNet

Dear Drug War Chronicle reader:

DRCNet now has extensive new content that is now going onto our web site on a daily basis since the re-launch of our web site.

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The focus of our new expanded efforts (though not the totality of them) is the "Stop the Drug War Speakeasy" blogosphere project. In the Speakeasy, you can read daily news, commentary, press releases and announcements from our many allied groups in the movement, links to interesting articles in other blogs, DRCNet's take on what's new and important in the issue without having to wait until Friday.

Some of the latest posts include the following:

There is also a Latest News feed of links to drug policy stories in the media, an updated Cops Against the Drug War section, and much more coming soon.

Thanks for joining us! Please if you're able to make a donation to support this and other work.

Sincerely,


David Borden
Executive Director

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, Vaping, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Pill Testing, Safer Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psilocybin / Magic Mushrooms, Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School