Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Sudeste Asiático: Ministro Australiano de Relações Exteriores Se Diz “Agradecido” pela Posição Antidrogas Severa da Indonésia Depois que Quatro Australianos São Condenados à Morte por Contrabando

Depois que a Suprema Corte indonésia condenou quatro cidadãos australianos à morte por tentarem contrabandear heroína de Bali à Austrália, o Ministro Australiano de Relações Exteriores, Alexander Downer, disse em nota à imprensa na segunda à noite que ele estava “agradecido” pela posição severa da Indonésia nas políticas de drogas. Downer tinha pouca esperança que os quatro, e dois outros que já foram condenados à morte, fossem poupados.

Parte de um grupo conhecido como os “Nove de Bali”, os quatro australianos tinham sido sentenciados originalmente a longas sentenças de prisão, mas os procuradores recorreram das sentenças “indulgentes” e, no início desta semana, a Suprema Corte os recondenou à morte. Eles se juntaram a dois outros membros jovens dos “Nove de Bali” que já foram condenados a morrer em um caso que envolvia mais de 8 quilos de heroína.

Na entrevista coletiva convocada para confirmar a imposição das sentenças de morte, Downer disse que o caso não prejudicaria as relações entre os dois países. “Na verdade, instamos os indonésios a serem duros com o tráfico de drogas”, disse. “A última coisa que queremos é que a heroína seja levada da Indonésia à Austrália. Não se enganem. Agradecemos aos indonésios por serem duros com as drogas. O caso é que não queremos apoiar a pena de morte. Que eles tenham prendido pessoas que têm sido traficantes de drogas não significa que aquelas drogas não vão à Austrália e que australianos inocentes, ou usuários de drogas na Austrália, inocentes ou não, não vão usar aquelas drogas, e isso é bom”.

Apesar dos comentários otimistas de Downer, o Primeiro Ministro Liberal John Howard, ele mesmo um firme guerreiro antidrogas, anunciou que buscaria a clemência, apesar de ter advertido que isso seria algo improvável. “Não acho que as pessoas devam ter muitos pensamentos otimistas porque é difícil, mas tentaremos bastante e seremos contrários à pena de morte”, disse Howard na quarta-feira.

Outros políticos australianos protestaram mais alto. “O assassinato judicial é o que as autoridades indonésias têm em mente aqui. É uma prática repugnante e bárbara”, disse o Senador verde Bob Brown à Reuters.

Um grupo de políticos australianos que são membros da Anistia Internacional disse que protestaria contra o governo indonésio. “Não deveríamos ficar de braços cruzados e dizer que estas são as leis deles e que podem fazer o que quiserem”, disse o parlamentar Bruce Baird. Enquanto isso, os seis jovens australianos confrontam a morte iminente deles.

Um dos australianos sentenciados à morte, Scott Rush de 20 anos, disse que estava chocado com a decisão e que pediria ajuda. “Isto faz a minha cabeça girar. Estou para morrer, não é?”, disse. “A princípio, não quis recorrer por causa deste tipo de coisa. Estava assustado e os meus pais e eu nos estressamos. Mas, todos disseram que nenhum australiano seria executado e agora estou no corredor da morte. Se há algo que as pessoas podem fazer para impedir isto, por favor façam isso porque preciso de uma segunda chance na vida”.

Fazemos as coisas deste jeito na Indonésia, disse o General Sutanto. “Na Indonésia, o abuso químico é descontrolado porque o castigo tem sido indulgente demais. Se não falarmos sério em lidar com o problema, os narcotraficantes não serão dissuadidos”, disse Sutanto aos repórteres, de acordo com a Reuters.

Nota do Editor: É uma ingenuidade tola pensar que a pena de morte possa dissuadir o tráfico de drogas. Afinal, muitos participantes do narcotráfico já correm o risco de morrerem nas mãos dos seus competidores rotineiramente. Um governo que acrescente mais alguns corpos à pilha não faz nada para alterar fundamentalmente a realidade. É muito mais provável que leve o tráfico às mãos dos tipos mais perigosos de criminosos que se sentem mais confortáveis em assumirem o risco.

Sul Asiático: Rebeldes Indianos Ameaçam Matar Traficantes de Drogas e Tabaco

Um trio de grupos separatistas armados no estado de Manipur no nordeste indiano estão ameaçando matar traficantes de drogas e tabaco e atirar contra vendedores de licor na perna, informou o Indo-Asian News Service na quinta-feira. A ameaça foi feita em uma declaração conjunta da Frente Unida de Liberação Nacional (UNLF), o Kanglei Yawol Kanna Lup (KYKL) e o Partido Revolucionário do Povo de Kangleipak (PREPAK), todos postos na clandestinidade.

De acordo com a declaração, a venda e consumo de heroína, ópio, algo chamado “comprimidos de Spasmo Provyvon” e produtos de tabaco serão proibidos a partir do dia 15 de Setembro. Há uma exceção para o licor caseiro usado para fins religiosos.

“Os traficantes de drogas podem ser condenados à morte sem julgamento nenhum e qualquer um declarado culpado de vender licor receberia um tiro na perna”, advertiu a declaração rebelde. “O abuso químico só compôs o problema do HIV/AIDS, mas também teve forte impacto sobre a saúde física e mental dos jovens”, dizia a declaração.

O estado de Manipur – população de 2,4 milhões de habitantes – faz fronteira com a Birmânia e junto com grande parte do nordeste da Índia, que abrange o “triângulo dourado” produtor de ópio do Sudeste Asiático, tem um problema sério com a injeção de heroína, informou a agência de notícias. Até 100.000 usuários de drogas intravenosas moram em Manipur, muitos dos quais, segundo consta, são soropositivos.

Os três grupos separatistas querem territórios independentes da comunidade Metei majoritária que habita o vale central de Manipur, mas que está em conflito endêmico com os seus vizinhos planaltinos, os Naga. Eles são três de pelo menos 19 grupos rebeldes no estado que buscam de tudo, desde mais autonomia e governo centralizado à sucessão direta. Mais de 10.000 pessoas foram mortas em combate nas últimas duas décadas, disse a agência de notícias.

Embora esta declaração marque a primeira campanha formal contra os traficantes de drogas de parte dos grupos rebeldes, pelo menos uma dúzia já foram mortos em Manipur e mais foram alvejados nas pernas por “não se reformarem”. Os rebeldes moralistas põem muita ênfase nisso. Eles também atiraram em 10 pessoas na perna no ano passado por ajudarem estudantes a colar nas provas da universidade.

Semanal: Esta Semana na História

10 de Setembro de 2004: O serviço de notícias NewScientist.com lança um artigo intitulado “Cannabis Truly Helps Multiple Sclerosis Sufferers” [A Cannabis Ajuda de Verdade os Pacientes de Esclerose Múltipla], informando sobre a nova pesquisa que confirma a eficácia da maconha no tratamento das dores e dos espasmos musculares associados aos pacientes da doença.

12 de Setembro de 2002: Em Petalumo, CA, o dispensário de maconha medicinal Gênese 1:29 é sitiado pela DEA e Robert Schmidt, o dono, é preso. Os agentes também sitiam uma horta em Sebastopol, que supria o dispensário Gênese.

13 de Setembro de 1994: O Presidente Clinton assina o Ato de Controle e Repressão do Crime Violento de 1994 [The Violent Crime Control and Law Enforcement Act of 1994 (P.L. 103-322)], que inclui disposições para incrementar as penas para certos crimes relacionados com as drogas e financiar novos programas relacionados com as drogas.

13 de Setembro de 1999: O Tribunal do 9° Circuito dos EUA decide que os pacientes terminais devem poder usar maconha se houver necessidade.

13 de Setembro de 2000: Alberto Sepúlveda, 11, de Modesto, Califórnia, é morto a tiros durante um reide da DEA que procurava o pai dele, quando um oficial na cena atira acidentalmente, matando-o instantaneamente. Um ano e meio depois, a família entra em acordo na ação federal aberta pela morte.

14 de Setembro de 1995: Um juiz conservador nomeado por Reagan descrito pela revista American Lawyer como “o juiz mais brilhante do país”, Richard Posner, Presidente do Tribunal de Apelações do Sétimo Circuito dos EUA em Chicago, é citado pelo USA Today: “Sou cético de que uma sociedade que seja tão tolerante com o álcool e os cigarros deva ser tão dura com o consumo de maconha e mandar pessoas à prisão até o fim de suas vidas sem condicional. Não deveríamos revogar todas as leis de drogas do dia para a noite, mas deveríamos começar com a maconha e ver o que acontece”.

Oportunidades de Emprego: Drug Policy Alliance, NYC e Sacramento

A Drug Policy Alliance está procurando candidatures para dois cargos, um em Nova Iorque e o outro em Sacramento, Califórnia:

Diretor, Assuntos Públicos, Nova Iorque:

Este novo cargo terá a responsabilidade principal de desenho e execução de comunicação, marketing e estratégias de construção de marcas compreensivas para promover a DPA e a sua missão, comunicar a sua pauta de políticas e incrementar a visibilidade e imagem da organização entre os partidos interessados internos e externos, incluindo os defensores da DPA, a mídia, os legisladores e o público em geral. O Diretor de Assuntos Públicos terá a autoridade de supervisionar oito pessoais que abrangem todas as funções comunicativas da DPA, inclusive: relações midiáticas, advocacia eletrônica e a página da DPA, publicações e a Biblioteca Lindesmith. O Diretor também trabalhará na equipe administrativa da DPA.

As responsabilidades principais incluem: Garantir que a pauta de reforma das políticas de drogas da DPA esteja disposta persuasivamente para públicos múltiplos e diversos, esteja posicionado com vantagem no contexto de outras questões de políticas sociais e esteja comunicada efetivamente através de uma ampla gama de canais midiáticos existentes ou emergentes; garantir o envio de mensagens e a comunicação da imagem e das posições nas políticas da DPA tanto internamente como para os partidos interessados externos da DPA; supervisar as relações com as emissoras, a mídia eletrônica e a imprensa impressa, para construir a compreensão do trabalho e das posições nas políticas da DPA, encorajar o reconhecimento dos porta-vozes da DPA e promover a cobertura das atividades da DPA; administrar a escrita, o desenho e a produção de todas as publicações impressas e eletrônicas; manter sistemas para processar a distribuição de todas as publicações; supervisionar o desenho de anúncios baseados em questões e outros e coordenar a sua colocação na mídia apropriada; coordenar a representação da DPA em conferências, simpósios e outros eventos regionais, nacionais e internacionais; supervisionar o desenho e a produção de mercadorias da DPA; administrar e ser o mentor do pessoal do programa e supervisionar os orçamentos para todas as funções comunicativas da DPA; treinar o pessoal da agência em estratégias de comunicações, mensagens fundamentais e no uso de materiais.

O candidato ideal será um defensor motivado e instruído que pense conceitual, criativa e estrategicamente. As qualificações específicas incluem: Dez anos de experiência progressiva em comunicação orientada para a advocacia; experiência na justiça criminal e/ou na saúde pública de preferência; antecedentes provados de desenho e implementação de estratégias sofisticadas de comunicação e marketing; experiência na administração de um ou mais departamentos, na supervisão de orçamentos e na motivação das equipes de criação; entendimento total das questões da reforma das políticas de drogas; preferência, não exigência, de um diploma avançado em jornalismo ou comunicação; capacidade analítica forte e habilidades comunicativas superiores que incluem a escrita e a oratória em público; experiência direta com as políticas de drogas de preferência; o compromisso com a filosofia da redução de danos é essencial; a disponibilidade de trabalho em noites e fins de semana ocasionais e de viagens periódicas.

Diretor, Escritório da Capital da Califórnia, Sacramento:

Este cargo tem a responsabilidade principal da defesa legislativa da Califórnia da DPA, supervisiona um pequeno escritório profissional e trabalha na equipe administrativa da DPA.

As responsabilidades principais incluem: identificar oportunidades para promover as prioridades institucionais da DPA e responder às questões de políticas que surgirem na assembléia californiana; desenvolver e manter relações com aliados legislativos importantes; conscientizar e exercer pressão sobre legisladores e subordinados nas questões de políticas de drogas; supervisionar os lobistas profissionais e administrar os contratos do trabalho de pressão; colaborar com os companheiros de coalizão em estratégias legislativas e em mensagens públicas; mobilizar o apoio estadual de base em épocas fundamentais para se comunicar com os legisladores; trabalhar como porta-voz da DPA na mídia e em eventos comunitários, conferências e outros fóruns; contribuir com a administração, a supervisão, o controle de qualidade e a comunicação interna da DPA através da participação na equipe administrativa; garantir que os programas e práticas do escritório da Capital da Califórnia sejam consistentes com a missão e filosofia, a abordagem estratégica, as metas e os objetivos totais da DPA; administrar um pequeno escritório, inclusive a supervisão e tutela do pessoal, estagiários e voluntários; contribuir com as atividades de arrecadação de fundos para a DPA, tanto local quanto nacionalmente.

O candidato ideal será um defensor motivado e instruído que pense conceitual, criativa e estrategicamente. As qualificações específicas incluem: De sete a dez anos de experiência progressiva em políticas públicas e assuntos legislativos e/ou governamentais, campanhas políticas ou iniciativas eleitorais; experiência na justiça criminal e/ou na saúde pública de preferência;entendimento completo dos processos de iniciativas eleitorais e legislativas da Califórnia; preferência, não exigência, de um diploma avançado em políticas públicas/administração, saúde pública, direito ou um campo relacionado; capacidade analítica forte e habilidades comunicativas superiores que incluem a escrita e a oratória em público; experiência direta com as políticas de drogas de preferência; o compromisso com a filosofia da redução de danos é essencial; a disponibilidade de trabalho em noites e fins de semana ocasionais e de viagens periódicas.

Estes cargos estão disponíveis até que sejam preenchidos. Envie uma carta que descreva o seu interesse e contenha currículo e amostra escrita (que não seja editada por terceiros) para: Derek Hodel, Vice-Diretor, Drug Policy Alliance, 70 West 36th Street, 16º Andar, Nova Iorque, NY 10018, (212) 613-8021 fax, [email protected]. Os envios de mensagens eletrônicas são encorajados (por favor, use o nome do cargo no campo assunto) – não ligue, por favor.

A DPA oferece um pacote excelente de benefícios que inclui seguro de saúde, plano odontológico, oftalmológico e de invalidez, além de seguro de vida; um plano 403(b) generoso; e quatro semanas de férias remuneradas. A Drug Policy Alliance é uma Empregadora de Oportunidade Igual. Mulheres, pessoas de cor e deficientes são incentivados a se candidatarem. Visite http://www.drugpolicy.org para saber mais sobre a DPA.

Errata: Will the Real UISCE Please Stand Up?

In our story last week about Law Enforcement Against Prohibition's Jerry Cameron creating a stir when he appeared at a conference in Ireland, we misidentified one of the sponsors of the conference. The UISCE that cosponsored the conference is an Irish drug users' group (whose actual name we still do not know), not the Gaelic language youth development group to whom we linked in the story.

Matéria: Law Enforcement Against Prohibition Agita as Águas na Irlanda

O comandante aposentado da polícia da Flórida e porta-voz da Law Enforcement Against Prohibition (LEAP), Jerry Cameron, conseguiu tornar redondamente o debate sobre as drogas o centro das atenções com a sua aparição na Irlanda na semana passada. O discurso de Cameron na conferência “Repensando a Guerra Contra as Drogas” em Dublin, patrocinada por um trio de grupos irlandeses que trabalham as questões da prisão, as políticas de drogas e a juventude provocou numerosos editoriais e artigos de opinião jornalísticos, preencheu as ondas radiofônicas de papos sobre a legalização e forçou o governo irlandês a responder.

Organizada pelo Irish Penal Reform Trust, a organização beneficente que lida com as drogas, Merchant's Quay e a Union for Improved Services, Communication, and Education (UISCE), um grupo que combina esportes e aprendizagem da língua gaélica, a conferência “Repensando a Guerra Contra as Drogas” reuniu mais de mil políticos, funcionários do governo, reformadores e ativistas irlandeses no dia 28 de Agosto. Com Cameron como orador, a conferência certamente inspirou a reflexão irlandesa sobre as políticas nacionais de drogas.

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Jerry Cameron na conferência de Dublin (cortesia IPRT)
Era exatamente o que o IRPT queria, disse o diretor executivo Rick Lines. “O IRPT não tem nenhuma política formal que apóie a legalização e a descriminalização”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Contudo, partimos da análise de que a descriminalização das drogas é uma força motriz do crescimento das populações penais na Irlanda e é uma causa principal dos altos índices de infecção de HIV e Hepatite C nas prisões. Portanto, examinar as alternativas à criminalização das drogas e as alternativas à prisão para as pessoas que consumem drogas deve ser uma parte central do trabalho realizado pelas organizações de reforma das prisões internacionalmente. Freqüentemente, me dizem nas conferências de redução de danos que as organizações de reforma das prisões nos países deles nem sequer discutem as leis sobre as drogas. Quer isto seja verdade ou não, não tenho certeza, mas espero que não seja”.

Para Lines, a conferência e a atenção que atraiu foram um grande sucesso. “O evento foi bem-sucedido além de todas as nossas esperanças”, disse. “A multidão foi muito maior do que a antecipada – só na sala – assim como a cobertura da imprensa. Contamos 26 veículos diferentes de televisão, rádio e da mídia impressa cobrindo o evento e podemos ter ignorado alguns. Assim, o evento foi um começo muito bem-sucedido para remoldarmos o debate sobre esta questão, que era o que realmente esperávamos conseguir”.

“Esta foi uma das melhores conferências de que participei”, disse Cameron da LEAP à DRCNet. “O pessoal do Irish Penal Reform Trust fez um trabalho maravilhoso de organização e entre aqueles participantes havia um parlamentar e um membro do Parlamento Europeu, o ex-ministro irlandês de drogas, vários membros do sistema de liberdade vigiada, um representante da Garda [a polícia irlandesa] – foi um verdadeiro entrecruzamento de interessados nestas questões. Tenho que dizer que o pessoal do governo irlandês era muito mais aberto que os políticos que encontro nos EUA”.

A atenção da mídia foi tremenda, disse Cameron. “Aparecemos em todo jornal irlandês um dia depois da conferência. Também fiz muito trabalho com as emissoras irlandesas de rádio e televisão”, explicou. “Apareci até em um programa de rádio em que uma mulher que debatia comigo ficou tão enlouquecida que tivemos ouvinte após ouvinte ligando para refutar as posições dela e debater a favor da reforma fundamental”.

De fato, a resposta da mídia foi intensa e principalmente favorável. O Irish Examiner cobriu a conferência e os comentários de Cameron no mesmo dia com uma matéria intitulada "US Police Chief's Warning Over Doomed Drug Policy" [A Advertência do Comandante Estadunidense da Polícia Sobre as Políticas de Drogas Fracassadas], enquanto que o Irish Times publicou um artigo de reação, "Government Considered Legalizing Heroin" [Governo Considerou Legalizar a Heroína] e o Examiner voltava no dia seguinte com outro artigo de reação, "Legalizing Cannabis 'Would Result in State Being Sued'" [Legalizar a Cannabis “Resultaria em Processos Contra o Estado”]. Mas, mesmo esses artigos de reação que contavam com dados do governo os quais explicavam por que as drogas nunca poderiam ser legalizadas mantiveram a discussão da proibição das drogas perante o público irlandês.

Por volta do fim da semana passada, o governo irlandês foi forçado a responder diretamente. O homem encarregado do tratamento químico irlandês, o Ministro de Estado no Departamento de Comunidade, Noel Ahern, chamou os repórteres para dizer-lhes que o governo ia recusar os pedidos de legalização das drogas. “Não vamos nessa direção”, disse, em comentários informados pelos serviços irlandeses de notícias. “E se houver ações no futuro, elas teriam que ser tratadas mundialmente. Um país sozinho não pode agir. A Holanda tentou fazer isso há poucos anos e está retrocedendo bastante porque percebeu que estava atraindo o turismo de drogas”, acrescentou Ahern, entendendo equivocadamente as atuais políticas de drogas holandesas.

“Não teríamos esperado mais nada da resposta do governo”, disse Lines do IRPT. “Mas, mais uma vez, o nosso objetivo principal era somente colocar o debate de verdade e, nesse sentido, tivemos um sucesso impressionante. Para parafrasear um dos oradores no evento, se tivéssemos realizado um fórum público há 20 anos que falasse sobre a troca de seringas, as pessoas teriam pensado que fosse loucura, mas agora é uma política bem-estabelecida”.

“A tempestade na mídia ainda continua”, disse Cameron na terça-feira com uma mescla de surpresa e prazer. “Tem havido mais um par de colunas nos últimos dias, uma que me citou extensamente. A abordagem que tomei teve bons resultados. Disse-lhes que não estava ali para dizer à Irlanda como conduzir os negócios dela, mas para lhes dizer que as políticas estadunidenses de drogas têm sido um fracasso total e para lhes pedir que lucrem com os nossos erros. Eles têm muita gente talentosa que pode inventar soluções irlandesas para problemas irlandeses. O que fizemos nos EUA certamente não deu certo”, disse.

Uma carta aberta no Irish Independent no sábado passado intitulada "The War Isn't Working So Is It Now Time to Consider the Unthinkable and Legalize All Drugs?" [A Guerra Não Está Funcionando, Então Chegou a Hora de Pensar no Impensável e Legalizar as Drogas?] foi o típico comentário da imprensa irlandesa. “Atualmente, há mais criminalidade, doença, morte e dependência do que nunca antes”, escreveu o colunista. “Ele [Cameron] acha, e eu comungo com o ponto de vista dele, que nem sequer um objetivo nem uma meta da ‘guerra contra as drogas’ foi cumprido e que a ‘relegalização das drogas’ é ‘a única maneira de impedir que as drogas caiam nas mãos dos nossos filhos, de fazer espaço para que os infratores violentos cumpram as sentenças completas deles nas nossas prisões e de devolver à imposição da lei a sua função legítima de proteger os nossos cidadãos”.

Um colunista no Irish Examiner opinou similarmente um dia antes em um artigo intitulado "We Are Losing the War on Drugs and Policy Should Be Stood On Its Head" [Estamos Perdendo a Guerra Contra as Drogas e as Políticas Deveriam Ser Postas de Cabeça Para Baixo]. Nesse artigo, o colunista Ryle Dwyer resumiu o argumento de Cameron, acrescentou alguns argumentos seus e concluiu desta forma: “Usar táticas tentadas e testadas que fracassaram tanto é uma causa, não a resposta, dos nossos problemas”.

“O primeiro passo em qualquer esforço para promover a mudança das políticas é popularizar a sua perspectiva e transformá-la de ‘loucura’ em parte legítima do discurso público”, disse Lines do IRPT. “Um evento não conseguirá isto, mas é um começo. A matéria continuou na imprensa dias depois do evento e acho que isto agüenta bem o trabalho contínuo nesta questão, já que talvez tenhamos ajudado a abrir um lugar seguro para que outros levantem argumentos similares”.

Conferência após conferência, carta após carta, programa após programa, aa mensagem antiproibicionista está se difundindo e com a ajuda de grupos como a LEAP e o IRPT, está se difundindo na corrente principal.

Clique aqui para ver o vídeo da LEAP ou faça uma doação de $15 ou mais à DRCNet para pedir uma cópia do DVD.

Matéria: Local de Injeção Segura de Vancouver Recebe Somente Isenção Limitada de Continuação

O Insite, o local pioneiro de injeção segura de Vancouver, conseguiu um indulto do governo conservador do Primeiro Ministro Steven Harper na sexta-feira passada – mas um indulto limitado. A isenção de três anos do local das leis sobre as drogas do Canadá ia vencer na semana que vem e o governo Harper demorara meses para saber se aprovaria novamente a experiência polêmica da redução de danos. Os defensores, inclusive a cidade de Vancouver, o atual prefeito e dois ex-prefeitos, ativistas locais, investigadores de todo o mundo e políticos canadenses tinham procurado uma renovação da isenção de três anos, mas o governo Harper anunciou que renovaria a isenção só até Dezembro de 2007.

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InSite (cortesia Autoridade Litorânea da Saúde de Vancouver)
Em um pronunciamento na sexta passada à tarde – aparentemente, calculado para fazer com que a matéria desaparecesse durante uma eliminação de notícias do feriado prolongado de três dias --, o Ministro da Saúde Tony Clement disse que os resultados dos primeiros três anos da operação do Insite levantaram novas perguntas que devem ser respondidas antes que o governo Harper tomasse uma decisão sobre o futuro do Insite no longo prazo ou aprovasse qualquer outro local de injeção segura no Canadá.

“Os locais de injeção segura contribuem com a diminuição do consumo de drogas e com a luta contra a dependência? Agora mesmo, a única coisa que a pesquisa provou conclusivamente até o presente momento é que os dependentes químicos precisam de mais ajuda para se livrarem das drogas”, disse o Ministro Clement. “Dada a necessidade de mais fatos, sou incapaz de aprovar a solicitação atual de estender o local de Vancouver durante mais três anos e meio”.

Os comentários de Clement refletiram o antagonismo ideológico do governo Harper em relação às práticas de redução de danos em geral e em relação a qualquer forma de trato dos consumidores de drogas que não envolva a abstinência em particular. “Achamos que a melhor forma de redução de danos é ajudar os viciados a romperem o ciclo da dependência”, disse Clement. “Também precisamos de conscientização e prevenção melhores para garantirmos que os canadenses não virem dependentes das drogas, para início de conversa”.

Apesar do Insite e a Autoridade Litorânea da Saúde de Vancouver, a entidade governamental encarregada de operar o local, terem produzido resmas de pesquisa mostrando que o local reduziu as overdoses de drogas, ele atraiu os usuários que correm o risco de contraírem HIV/AIDS e hepatite C, aumentou o número de usuários que buscam tratamento ou aconselhamento e reduziu a partilha de seringas – tudo isso sem levar a aumentos nem na criminalidade nem no consumo de drogas --, o Ministério da Saúde insiste que quer mais.

“Demos uma olhada na pesquisa publicada pela Real Polícia Montada Canadense”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Erik Waddell, à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Queremos que se faça mais pesquisa para mostrar que esta forma de redução de danos ajudará realmente os viciados a se livrarem das drogas”.

Embora o Ministro Clement e o governo Harper estejam pedindo mais pesquisa sobre a eficácia do Insite, não estão dispostos a arcar com ela. O governo federal esteve patrocinando a pesquisa no Insite até a soma de $500.000 ao ano, mas Waddell disse que isso chegara ao seu fim. “Não vamos dar mais financiamento nenhum à pesquisa”, disse.

Isso era novidade para a Autoridade Litorânea da Saúde de Vancouver e os defensores do Insite. “Não sabíamos disso”, disse Viviana Zanocco, porta-voz da Autoridade Litorânea da Saúde de Vancouver. “Ainda estamos tentando contatá-los e aguardamos detalhes”, disse ela à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Mas, estamos satisfeitos que a extensão tenha sido concedida, apesar de não ter sido para os três anos e meio que solicitamos”.

“É uma boa notícia que a isenção tenha sido estendida e que eles não o tenham fechado”, disse Gillian Maxwell da Insite for Community Safety, uma coalizão criada para ajudar a garantir a continuação da existência do local. “O Insite continua aberto por causa do amplo apoio em prol dele e em razão da profundidade da pesquisa levada a cabo que mostra o que já conseguiu”, disse ela à Crônica.

Mas, Maxwell também reclamou que o governo Harper está mudando as traves do gol. “Eles deixaram as coisas mais difíceis”, disse. “Temos um programa de redução de danos que ajuda as pessoas a entrarem no tratamento, mas agora o governo Harper quer que mostre que ajuda as pessoas a parar de consumir drogas. Nunca poderemos fazer que todos parem de usar drogas. Isto significa que temos muito trabalho a fazer para proteger o Insite”.

Maxwell disse que ela estava chocada, mas não surpresa, pela recusa do Ministério da Saúde a financiar a pesquisa adicional que pede. “Eles são ideologicamente opostos a isto, então tentam dificultar as coisas o máximo possível. Eles podem achar que as coisas deveriam ser de certa maneira, mas a realidade e a pesquisa dizem o contrário”.

Embora a extensão de curto prazo da isenção seja melhor do que fechar a instalação, disse Maxwell, ela pode ser muito bem um sinal de que o governo Harper tentará fechar o local permanentemente depois. “Eles não se sentiam confiantes o bastante para tentar fechá-lo agora, mas eles já deixaram claro que favorecem uma abordagem de três, não quatro, pilares. Não se importam muito com a redução de danos e acho que eles acreditam que daqui a 16 meses terá havido outra eleição e que eles terão a maioria e, então, poderão fechá-lo”.

Os representantes do Insite e da secretaria municipal de políticas de drogas de Vancouver saíram de férias nesta semana e não foram encontrados.

Ann Livingston da Vancouver Area Network of Drug Users (VANDU) previu há meses que o governo Harper buscaria uma solução interna. “Acho que estava certa”, disse ela à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Eu os conheço e eles não querem deixar que montemos uma campanha. Se eles tivessem dito não francamente, isso teria sido ótimo, podíamos ter nos mobilizado de verdade”.

Mas, Livingston e a VANDU não estão só de braços cruzados esperando o mês de Dezembro de 2007. No fim do mês passado, o grupo entrou com uma ação que busca um interdito para manter o local aberto e acusa o governo Harper de discriminar as pessoas com doenças diagnosticáveis como a dependência química. “Criminalizar um grupo de pessoas que é dependente das drogas é impedi-los de terem acesso aos cuidados médicos, e esse é um direito garantido pela Carta”, disse. “A ação judicial continuará”.

A ação judicial também acusou que o Insite não precisa de uma isenção das leis canadenses sobre as drogas e que mesmo se precisar dela, o governo não deu um processo de solicitação. “O pessoal no Insite não manuseia as drogas, então não deve precisar de uma isenção”, debateu Livingston. “Se eles forem debater que precisam de uma autorização, têm que nos dizer como fazer isso. No momento, não há processo de solicitação; tudo está ao bel-prazer de um ministro”.

O local de injeção segura sobreviveu a uma data de execução, mas os pretensos carrascos em Ottawa ainda continuam afiando os seus machados. Felizmente, o Insite tem um monte de amigos e antecedentes provados. Esta batalha vai continuar durante algum tempo.

Matéria: Cultivo Afegão de Papoulas Bate Recorde Enquanto Aumenta a Violência

As coisas não andam bem no Afeganistão. Em uma admissão desconcertante de que centenas de milhões de dólares gastos na tentativa de erradicar o cultivo de papoulas do país conseguira pouca coisa, o Escritório da ONU Contra as Drogas e o Crime (ONUDC) anunciou no sábado que o cultivo afegão de papoulas deste ano teve uma alta de “assombrosos” 60% sobre o ano anterior e renderá um recorde de 6.100 toneladas neste ano, levando a um excedente global no mercado negro da heroína.

O ópio é a espinha dorsal da economia afegã, respondendo por algo entre 35% e 50% do produto interno bruto, e o ópio afegão é a espinha dorsal do tráfico global em narcóticos, respondendo agora por 92% da produção global ilícita total, de acordo com o UNODC.

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equipe de erradicação da papoula (foto do relatório do Conselho Senlis, seção de fotografias)
Enquanto isso, as tropas estadunidenses e as forças da OTAN, que assumiram as operações no sul intranqüilo do país no início deste ano, estão sendo mortas em um nível recorde enquanto os rebeldes do Talibã e da Al Qaeda, revigorados pelos lucros ganhos com o tráfico de ópio, estão levando a batalha aos estrangeiros e o governo que eles mantêm. E em um reflexo do aumento do papel da OTAN, pela primeira vez, as baixas da OTAN estão acompanhando o passo das baixas estadunidenses. No que está virando o ano mais sangrento até agora para os ocupantes do Afeganistão, 73 soldados da OTAN e 74 soldados estadunidenses foram mortos até o momento. No ano passado, o segundo mais sangrento desde a invasão estadunidense há quase cinco anos atrás, 99 soldados estadunidense e 31 da OTAN foram mortos em combate.

“As notícias são muito ruins. Hoje, na frente da papoula em algumas das províncias do Afeganistão, enfrentamos um estado de emergência”, disse o diretor do UNODC, Antonio Maria Costa, em entrevista coletiva em Cabul após apresentar os resultados da sondagem do cultivo ao Presidente Hamid Karzai. “Nas províncias do sul, a situação está fora de controle”.

Na província sulista de Helmand, presente germinal de atividade do Talibã, o cultivo teve uma alta de assombrosos 162% e responde por 42% do cultivo afegão total de papoulas, disse o UNODC. Costa disse à entrevista coletiva em Cabul que a OTAN deve aumentar o seu papel no combate ao tráfico de ópio, especialmente no sul, onde está ajudando a fomentar a insurgência do Talibã.

“Precisamos de medidas muito mais fortes e enérgicas para melhorarmos a segurança ou temo que vamos enfrentar uma situação dramática de fracasso em regiões, distritos e talvez até províncias no futuro próximo”, disse Costa.

Mas, embora no fim desta semana os comandantes da OTAN tenham pedido urgentemente mais tropas no sul, eles têm pouco interesse em lutar a guerra às drogas. A posição oficial da OTAN é que a sua ordem é de manutenção da estabilidade e da paz, não antinarcóticos.

Mas, há a pressão dos estadunidenses e britânicos que tentam fazer duas guerras simultaneamente, a guerra contra o terror e a guerra contra as drogas. O alto oficial antidrogas estadunidense no Afeganistão, Doug Wankel, disse em entrevista coletiva que a necessidade era urgente. “Este país pode ser derrubado por este problema das drogas”, disse aos repórteres. “Temos visto o que pode sair do Afeganistão, se voltarmos ao 11 de Setembro. Obviamente, os EUA não querem ver aquilo de novo”.

Porém, os analistas consultados pela Crônica da Guerra Contra as Drogas advertiram que tentar esmagar a economia do ópio e lutar contra o Talibã ao mesmo tempo é uma receita para o desastre. “Paradoxalmente, quanto mais forem atrás da produção de ópio, mais eles fortalecem o laço entre o Talibã e a população e os traficantes”, disse Vanda Felbab-Brown, pesquisadora na Instituição Brookings e na Faculdade John F. Kennedy de Assuntos Governamentais da Universidade de Harvard. “É um dilema difícil. Não pode haver progresso fundamental seja no problema dos narcóticos, seja na estabilização em geral, a menos que lidemos com esta insurgência”, disse ela à Crônica.

“Agora, o Talibã ficou mais integrado na produção no sul mais uma vez”, explicou Felbab-Brown. “Após 2001, eles foram expulsos do tráfico de drogas porque estavam em fuga e porque as forças estadunidenses e da coalizão não estavam indo atrás do tráfico de drogas. Mas agora, os traficantes precisam de alguém para protegê-los, para assustar as equipes de erradicação e a presença do estado, e o Talibã está lhes dando esta proteção. Também está explorando a erradicação”, disse a especialista em drogas ilícitas e o conflito militar. “Eles estão entregando panfletos que dizem coisas como ‘Somos o Talibã. Não é horrível que Karzai, sob pressão dos infiéis estrangeiros, esteja tentando destruir os nossos cultivos? Aí está o nosso telefone celular. Ligue para gente’. Então, agora o Talibã não está só lucrando financeiramente, também está conseguindo a fidelidade da população ao proporcionar-lhe proteção”.

“As coisas estão um pouco fora de controle porque muitas coisas que acontecem no Iraque e no Oriente Médio tiram a atenção das superpotências ao Afeganistão, então os intrusos têm mais chances de acelerarem as atividades destrutivas e ilegais deles”, disse Raheem Yacer, vice-diretor do Centro de Estudos Sobre o Afeganistão na Universidade de Nebraska-Omaha. “Ao mesmo tempo, a coalizão e o governo Karzai estão ocupados demais lutando contra o Talibã e a Al Qaeda para se concentrarem na erradicação”, disse ele à Crônica.

“O Talibã está adentrando áreas em que há cultivo de papoulas e eles recebem o apoio dos agricultores cujas plantações foram destruídas ou ameaçadas”, prosseguiu Yaseer. “Assim, os traficantes e cultivadores têm um pouco mais de liberdade que costumam ter. Por isso o negócio está florescendo para os traficantes de drogas. Há frentes demais a lidar e a erradicação é só uma frente”.

É difícil conseguir soluções. “Ninguém sabe qual é a resposta”, reconheceu Yaseer. “Daqueles bilhões de dólares que eles estão gastando, precisam usar parte disso para compensar os agricultores e criar outros empregos e projetos. As pessoas nas províncias não têm emprego e passam fome e os terroristas oferecem dinheiro para que se juntem a eles. As pessoas se voltam para o Talibã, os terroristas e os narcotraficantes porque aí está o dinheiro. O governo e a coalizão não podem competir com o dinheiro que os narcotraficantes oferecem. E não ajuda em nada que exista tanto nepotismo e envolvimento de funcionários importantes no tráfico. Isso só dificulta mais a imposição das leis sobre as drogas. Muitos funcionários do governo estão apoiando o tráfico, não combatendo-o”.

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os artigos do traficante de ópio (foto do editor da Crônica Phil Smith durante a sua visita de Setembro de 2005 ao Afeganistão)
"Sem dúvida, muitos funcionários do governo são cúmplices no tráfico, mas se concentrar nos indivíduos é um erro”, observou Felbab-Brown. “Não se trata dos indivíduos, mas de fatores estruturais profundos como a falta de estabilidade, segurança e o desenvolvimento econômico. Quem quer que esteja no poder, seja honesto ou corrupto, terá que confrontar estas questões. Os honestos confrontarão o fato de que não há nada, exceto cultivar papoulas, para grande parte da população. A única maneira de fazer a erradicação agora é a ponto de bala e assim não se levam a cabo políticas legítimas e aceitas. A erradicação forçada gera a instabilidade e a oposição do povo, e os políticos ambiciosos no sul se aliarão ao Talibã”.

Para Felbab-Brown, tudo se trata de fazer a contra-insurgência direito. “É crucial aumentar o número das forças, aumentar a presença de tropas e a entrega de ajuda”, disse ela. “É difícil entregar ajuda durante uma insurgência ativa, mas é vital. Também precisamos de paciência, especialmente na questão dos narcóticos. A grande pressão em prol da erradicação prematura que vem de Washington e das organizações internacionais precisa ser resistida. Precisamos de mais dinheiro, mais tropas, mais desenvolvimento. Esta comunidade internacional está disposta a proporcionar estes recursos?”

Ser paciente com a economia do ópio é aproximar-se da abordagem certa, disse Ted Galen Carpenter, um analista de relações exteriores e políticas de drogas junto ao Instituto Cato, de tendência libertariana. “A única solução é a que ninguém em qualquer cargo de influência em Washington ou nas capitais da OTAN quer considerar – a legalização das drogas”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Isso tiraria os lucros do mercado negro do tráfico de drogas. É a solução final. Se eles não pensarem na legalização, o mínimo que podem fazer é vista grossa quando se trata do tráfico de drogas. Isso funcionou no Peru nos anos 1980, quando os generais peruanos resolveram que ignorar o cultivo de coca acabaria com o apoio ao Sendero Luminoso. Algo similar precisa acontecer no Afeganistão, quer eles admitam isso ou não. Se falam sério em prevenir mais rebotes do Talibã e da Al Qaeda, precisam se livrar da guerra às drogas”.

Tentar fazer tanto a guerra contra o terror quanto a guerra contra as drogas solapa as políticas estadunidenses no país, debateu Carpenter. “Há uma inconsistência fundamental na estratégia estadunidense de construção do país no Afeganistão. A meta principal é solapar o Talibã e a Al Qaeda, mas o problema é que se eles forem atrás do tráfico de drogas, alienam uma grande parte da população e fortalecem o apoio ao Talibã. Mesmo tentar processar a guerra contra as drogas ali solapa a meta principal dos EUA no Afeganistão”.

O nosso grupo europeu de advocacia e desenvolvimento, o Conselho Senlis, tem proposto durante quase um ano que o cultivo afegão de papoulas seja autorizado, legalizado e desviado para o mercado medicinal legítimo. O Conselho Senlis foi um forte crítico das políticas ocidentais nesta semana.

“Enormes quantidades de dinheiro foram gastas em operações militares grandes e custosas, mas após cinco anos, o sul do Afeganistão é mais uma vez um campo de batalha pelo controle do país”, disse o diretor executivo do Conselho Senlis, Emmanuel Reinert, enquanto anunciava a publicação de um novo relatório sobre o renascimento do Talibã. “Ao mesmo tempo, os afegãos passam fome. Os EUA perderam o controle no Afeganistão e, de várias maneiras, solapou a nova democracia no Afeganistão. Eu acho que podemos chamar isso de fracasso, e um fracasso tal que as suas conseqüências terríveis devem nos preocupar a todos. As políticas estadunidenses no Afeganistão recriaram o abrigo do terrorismo que a invasão de 2001 visava a destruir”.

Mas, a proposta de autorização do Conselho Senlis está conseguindo pouco respeito ou tração e provavelmente não vencerá, disse Yaseer. “Não acho que a proposta do Conselho chegue muito longe”, disse Yaseer. “Há todos os tipos de oposição a qualquer legalização. Os grupos religiosos não a apoiarão, os legisladores não a apoiarão. Também há questões sérias sobre se isso simplesmente abriria mais locais de cultivo e tráfico”.

Perguntas, perguntas. Há muitas perguntas no Afeganistão, mas poucas boas respostas.

Semanal: Esta Semana en la Historia

10 de Septiembre de 2004: El servicio de noticias NewScientist.com lanza un artículo intitulado “Cannabis Truly Helps Multiple Sclerosis Sufferers” [El Cannabis Ayuda de Verdad a Pacientes de Esclerosis Múltiple], informando sobre la nueva pesquisa que confirma la eficacia de la marihuana en el tratamiento de los dolores y los espasmos musculares asociados con los pacientes de la enfermedad.

12 de Septiembre de 2002: En Petalumo, CA, el dispensario de marihuana medicinal Génesis 1:29 es allanado por la DEA y Robert Schmidt, el dueño, es preso. Los agentes también allanaron a un jardín en Sebastopol, que suplía el dispensario Génesis.

13 de Septiembre de 1994: El Presidente Clinton firma la Ley de Control y Represión del Crimen Violento de 1994 [The Violent Crime Control and Law Enforcement Act of 1994 (P.L. 103-322)], que incluye a disposiciones para incrementar las penas para ciertos crímenes relacionados con las drogas y financiar nuevos programas relacionados con las drogas.

13 de Septiembre de 1999: El Tribunal del 9º Circuito de los EE.UU. decide que los pacientes terminales deben poder usar marihuana si hay necesidad.

13 de Septiembre de 2000: Alberto Sepúlveda, 11, de Modesto, California, es muerto a tiros durante un allanamiento de la DEA que buscaba a su padre, cuando un oficial en la escena dispara accidentalmente, matándolo instantáneamente. Un año y medio después, la familia hace un acuerdo en la acción federal abierta por la muerte.

14 de Septiembre de 1995: El juez conservador nombrado por Reagan descrito por la revista American Lawyer como “el juez más brillante del país”, Richard Posner, Presidente del Tribunal de Apelaciones del Séptimo Circuito de los EE.UU. en Chicago, es citado por el USA Today: “Soy escéptico de que una sociedad que sea tan tolerante con el alcohol y los cigarrillos deba ser tan dura con el consumo de marihuana y enviar personas a la prisión hasta el fin de sus vidas sin condicional.. No deberíamos revocar todas las leyes de drogas de la noche a la mañana, pero deberíamos empezar con la marihuana y ver lo que pasa”.

Oportunidades de Empleo: Drug Policy Alliance, NYC y Sacramento

La Drug Policy Alliance está buscando postulaciones para dos cargos, uno en Nueva York y el otro en Sacramento, California:

Director, Asuntos Públicos, Nueva York:

Este nuevo cargo tendrá la responsabilidad principal de diseño y ejecución de comunicación, marketing y estrategias de construcción de marcas comprehensivos para promover la DPA y su misión, comunicar su agenda de políticas e incrementar la visibilidad e imagen de la organización entre los partidos interesados internos y externos, incluyendo a los defensores de la DPA, los medios, los legisladores y el público en general. El Director de Asuntos Públicos tendrá la autoridad de supervisar a ocho personales que abarcan a todas las funciones comunicativas de la DPA, incluso: relaciones mediáticas, abogacía electrónica y la página web de la DPA, publicaciones y la Biblioteca Lindesmith. El Director también trabajará en el equipo administrativo de la DPA.

Las responsabilidades principales incluyen: Asegurar que la pauta de reforma de las políticas de drogas de la DPA esté dispuesta persuasivamente para públicos múltiples y diversos, esté posicionada con ventaja en el contexto de otras cuestiones de políticas sociales y esté comunicada efectivamente a través de una amplia gama de canales mediáticos existentes o emergentes; Asegurar el envío de mensajes y la comunicación de la imagen y las posiciones en las políticas de la DPA tanto internamente como para los partidos interesados externos de la DPA; Supervisar las relaciones con las emisoras, los medios electrónicos y la prensa impresa, para construir la comprensión del trabajo y de las posiciones en las políticas de la DPA, alentar el reconocimiento de los voceros de la DPA y promover la cobertura de las actividades de la DPA; Administrar la escrita, el diseño y la producción de todas las publicaciones impresas y electrónicas; Mantener sistemas para procesar la distribución de todas las publicaciones; Supervisar el diseño de anuncios basados en cuestiones y otros y coordinar su colocación en los medios apropiados; Coordinar la representación de la DPA en conferencias, simposios y otros eventos regionales, nacionales e internacionales; Supervisar el diseño y la producción de mercancías de la DPA; Administrar y ser el mentor del personal del programa y supervisar los presupuestos para todas las funciones comunicativas de la DPA; Entrenar el personal de la agencia en estrategias de comunicaciones, mensajes fundamentales y el uso de materiales.

El postulante ideal será un defensor motivado e instruido que piense conceptual, creativa y estratégicamente. Las calificaciones específicas incluyen: Diez años de experiencia progresiva en comunicación orientada hacia la abogacía; experiencia en la justicia criminal y/o la salud pública de preferencia; antecedentes probados de diseño e implementación de estrategias sofisticadas de comunicación y marketing; experiencia en la administración de uno o más departamentos, la supervisión de presupuestos y la motivación de los equipos de creación; entendimiento total de las cuestiones de la reforma de las políticas de drogas; preferencia, no exigencia, de un diploma avanzado en periodismo o comunicación; capacidad analítica fuerte y habilidades comunicativas superiores que incluyen a la escrita y la oratoria en público; experiencia directa con las políticas de drogas de preferencia; el compromiso con la filosofía de la reducción de daños es esencial; la disponibilidad de trabajo en noches y fines de semana ocasionales y de viajes periódicos.

Director, Oficina de la Capital de California, Sacramento:

Este cargo tiene la responsabilidad principal de la defensa legislativa de California de la DPA, supervisa una pequeña oficina profesional y trabaja en el equipo administrativo de la DPA.

Las responsabilidades principales incluyen: identificar oportunidades para promover las prioridades institucionales de la DPA y responder a las cuestiones de políticas que surjan en la legislatura californiana; desarrollar y mantener relaciones con aliados legislativos importantes; concienciar y ejercer presión sobre legisladores y subordinados en las cuestiones de políticas de drogas; supervisar a los lobistas profesionales y administrar los contractos del trabajo de presión; colaborar con los compañeros de coalición en estrategias legislativas y en mensajes públicos; movilizar el apoyo estadual de base en épocas fundamentales para comunicarse con los legisladores; trabajar como vocero de la DPA en los medios y en eventos comunitarios, conferencias y otros foros; contribuir con la administración, la supervisión, el control de calidad y la comunicación interna de la DPA a través de la participación en el equipo administrativo; asegurar que los programas y prácticas de la oficina de la Capital de California sean consistentes con la misión y filosofía, el abordaje estratégico, las metas y los objetivos totales de la DPA; administrar una pequeña oficina, incluso la supervisión y tutela de personal, practicantes y voluntarios; contribuir con las actividades de recaudación de fondos de la DPA, tanto local como nacionalmente.

El postulante ideal será un defensor motivado e instruido que piense conceptual, creativa y estratégicamente. Las calificaciones específicas incluyen: De siete a diez años de experiencia progresiva en políticas públicas y asuntos legislativos y/o gubernamentales, campañas políticas o iniciativas electorales; experiencia en la justicia criminal y/o la salud pública de preferencia; entendimiento completo de los procesos de iniciativas electorales y legislativas de California; preferencia, no exigencia, de un diploma avanzado en políticas públicas/administración, salud pública, derecho o un campo relacionado; capacidad analítica fuerte y habilidades comunicativas superiores que incluyen a la escrita y la oratoria en público; experiencia directa con las políticas de drogas de preferencia; el compromiso con la filosofía de la reducción de daños es esencial; la disponibilidad de trabajo en noches y fines de semana ocasionales y de viajes periódicos.

Estos cargos están disponibles hasta que sean llenados. Envíe una carta que describa su interés y contenga currículo y muestra escrita (que no sea editada por terceros) a: Derek Hodel, Vicedirector, Drug Policy Alliance, 70 West 36th Street, 16º Piso, Nueva York, NY 10018, (212) 613-8021 fax, [email protected]. Se alientan los envíos de correos-e (por favor, use el nombre del cargo en el campo asunto) – no haga llamadas, por favor.

La DPA ofrece un paquete excelente de beneficios que incluye a seguro de salud, plan odontológico, oftalmológico y de invalidez, además de seguro de vida; un plan 403(b) generoso; y cuatro semanas de vacaciones remuneradas. La Drug Policy Alliance es una Empleadora de Oportunidad Igual. Mujeres, personas de color y deficientes son alentados a postular. Visite http://www.drugpolicy.org para saber más sobre la DPA.

Sur Asiático: Rebeldes Indianos Amenazan Matar a Traficantes de Drogas y Tabaco

Un trío de grupos separatistas armados en el estado de Manipur en el noreste indiano están amenazando matar a traficantes de drogas y tabaco y disparar contra vendedores de licor en la pierna, informó el Indo-Asian News Service el jueves. La amenaza fue hecha en una declaración conjunta de la Frente Unida de Liberación Nacional (UNLF), el Kanglei Yawol Kanna Lup (KYKL) y el Partido Revolucionario del Pueblo de Kangleipak (PREPAK), todos puestos en la clandestinidad.

De acuerdo con la declaración, la venta y consumo de heroína, opio, algo llamado “pastillas de Spasmo Provyvon” y productos de tabaco serán prohibidos a partir del 15 de Septiembre. Hay una excepción para el licor casero usado para fines religiosos.

“Los traficantes de drogas pueden ser condenados a muerte sin ningún juicio y cualquiera declarado culpable de vender licor recibiría un tiro en la pierna”, advirtió la declaración rebelde. “El abuso químico solamente ha compuesto el problema del VIH/SIDA, pero también ha tenido un fuerte impacto sobre la salud física y mental de los jóvenes”, decía la declaración.

El estado de Manipur – población de 2,4 millones de habitantes – hace frontera con Birmania y junto con grande parte del noreste de India, que abarca al “triángulo dorado” productor de opio del Sureste Asiático, tiene un problema serio con la inyección de heroína, informó la agencia de noticias. Hasta 100.000 usuarios de drogas intravenosas viven en Manipur, muchos de los cuales, según consta, son VIH positivos.

Los tres grupos separatistas quieren territorios independientes de la comunidad Metei mayoritaria que habita el valle central de Manipur, pero que está en conflicto endémico con sus vecinos del altiplano, los Naga. Ellos son tres de por lo menos 19 grupos rebeldes en el estado que buscan de todo, desde más autonomía y gobierno centralizado a la sucesión directa. Más de 10.000 personas han sido muertas en combate en las últimas dos décadas, dijo la agencia de noticias.

Aunque esta declaración marque la primera campaña formal contra los traficantes de drogas de parte de los grupos rebeldes, por lo menos una docena ya han sido muertos en Manipur y más han sido albeados en las piernas por “no reformarse”. Los rebeldes moralistas ponen mucha énfasis en eso. Ellos también les dispararon a 10 personas en la pierna el año pasado por ayudar a estudiantes a hacer trampa en los exámenes de la universidad.

Sureste Asiático: Ministro Australiano de Relaciones Exteriores Se Dice “Agradecido” por la Posición Antidroga Severa de Indonesia Después que Cuatro Australianos Son Condenados a Muerte por Contrabando

Después que la Corte Suprema indonesia condenó a cuatro ciudadanos australianos a muerte por intentar contrabandear heroína de Bali a Australia, el Ministro Australiano de Relaciones Exteriores, Alexander Downer, dijo en una conferencia de prensa el lunes por la noche que él estaba “agradecido” por la posición severa de Indonesia en las políticas de drogas. Downer tenía poca esperanza que los cuatro, y dos otros que ya fueron condenados a muerte, fueran escatimados.

Parte de un grupo conocido como los “Nueve de Bali”, los cuatro australianos habían sido sentenciados originalmente a largas sentencias de prisión, pero los fiscales recurrieron de las sentencias “indulgentes” y a principios de esta semana la Corte Suprema los recondenó a muerte. Ellos se juntaron a dos otros miembros jóvenes de los “Nueve de Bali” que ya fueron condenados a morir en un caso que involucraba a más de 8 kilos de heroína.

En la conferencia de prensa convocada para confirmar la imposición de las sentencias de muerte, Downer dijo que el caso no perjudicaría las relaciones entre los dos países. “En verdad, les instamos a los indonesios a ser duros con el tráfico de drogas”, dijo. “La última cosa que queremos es que la heroína sea llevada de Indonesia a Australia. No se engañen. Agradecemos a los indonesios por ser duros con las drogas. El caso es que no queremos apoyar la pena de muerte. Que ellos hayan arrestado personas que han sido narcotraficantes no significa que aquellas drogas no van a Australia y que australianos inocentes, o usuarios de drogas en Australia, inocentes o no, no van a usar aquellas drogas, y eso es bueno”.

A pesar de los comentarios optimistas de Downer, el Primer Ministro liberal John Howard, él mismo un firme guerrero antidroga, anunció que buscaría la clemencia, pese a que haya advertido que eso sería algo improbable. “No creo que la gente deba tener muchos pensamientos optimistas porque es difícil, pero lo intentaremos bastante y seremos contrarios a la pena de muerte”, dijo Howard el miércoles.

Otros políticos australianos han protestado más alto. “El asesinato judicial es lo que las autoridades indonesias tienen en mente aquí. Es una práctica repugnante y bárbara”, le dijo el Senador verde Bob Brown a la Reuters.

Un grupo de políticos australianos que son miembros de Amnistía Internacional dijo que protestaría contra el gobierno indonesio. “No deberíamos quedarnos de brazos cruzados y decir que éstas son sus leyes y que pueden hacer lo que quieran”, dijo el parlamentario Bruce Baird. Mientras tanto, los seis jóvenes australianos confrontan a su muerte inminente.

Uno de los australianos sentenciados a muerte, Scott Rush de 20 años, dijo que estaba chocado con la decisión y que pediría ayuda. “Esto me hace dar vueltas la cabeza. Estoy para morirme, ¿no?”, dijo. “A principio, no quise recurrir a causa de este tipo de cosa. Estaba asustado y mis padres y yo nos estresamos. Pero todos dijeron que ningún australiano sería ejecutado y ahora estoy en el corredor de la muerte. Si hay algo que la gente puede hacer para impedir esto, por favor hágalo porque necesito una segunda oportunidad en la vida”.

Así hacemos las cosas en Indonesia, dijo el General Sutanto. “En Indonesia, el abuso químico es incontrolado porque el castigo ha sido demasiado indulgente. Si no hablamos en serio de tratar del problema, los narcotraficantes no serán disuadidos”, les dijo Sutanto a los reporteros, de acuerdo con la Reuters.

Nota del Editor: Es una ingenuidad tonta pensar que la pena de muerte pueda disuadir el tráfico de drogas. Al fin, muchos participantes del narcotráfico ya corren el riesgo de morir en las manos de sus competidores rutinariamente. Un gobierno que añada más algunos cuerpos a la pila no hace nada para alterar fundamentalmente la realidad. Es mucho más probable que lleve el tráfico a las manos de los tipos más peligrosos de criminales que se sienten más cómodos en asumir el riesgo.

Europa: Policía Escocesa Pasa a Advertir la Simple Tenencia de Marihuana

La policía en dos distritos policíacos escoceses ha empezado un programa-piloto en el cual las personas atrapadas en tenencia de pequeñas cantidades de marihuana reciben advertencias en vez de ser arrestadas y procesadas. La policía informó que ya emitió 23 advertencias en el área de West Lothian. El otro distrito en que el programa está en andamiento es Fife, donde unas 40 advertencias ya han sido emitidas.

El periódico The Scotsman citó al vocero de la policía de Lothian y las Fronteras que decía, “West Lothian es la única división en que ellos usan advertencias para los adultos. Hay un proyecto-piloto de acuerdo con la fiscalía”.

Después que la policía escocesa fue criticada por algunos organizadores de campañas antidrogas por “enviar el mensaje equivocado”, la Asociación de Comandantes de la Policía, el agrupamiento de altos oficiales de la policía de Gran Bretaña, actuó para tranquilizar a los nerviosos que la policía no iba a ser indulgente. “El servicio de la policía en Escocia sigue tomando una posición robusta contra cualquiera que sea atrapado en tenencia de drogas. Los proyectos a puestos en Fife y Lothian y las Fronteras están de acuerdo con la fiscalía local y en el espíritu del proceso de reforma de la justicia criminal”, dijo el grupo.

El programa-piloto ocurre después de una decisión de todas las corporaciones escocesas de la policía de pasar a advertir en vez de arrestar para una variedad de pequeñas infracciones – como orinar en público o por la perturbación menor del orden – para infractores primarios. Las acciones son parte de un esfuerzo para reducir el peso del conjunto pesado de procesos sobre los tribunales y los fiscales.

Pero, el Primer Ministro Escocés, Jack McConnell está quejándose. Aunque les diga a los reporteros que él no quería darles órdenes a la policía o a los fiscales, él añadió que “le gustaría mucho” que la gente que tuviese marihuana fuera procesada. “El cannabis es ilegal y nadie en Escocia debería tener la impresión contraria”, dijo.

Marihuana: En Captura Anual de Cosecha, 98% de Todas las Redadas de Marihuana Son Marihuana Salvaje

El hecho puede perderse en medio del frenesí sobre las aprehensiones multimillonarias de jardines de marihuana a esta altura del año, pero la vasta mayoría de todas las plantas de marihuana confiscadas por la ley es marihuana salvaje. Para aquellos que no crecieron en el Medio Oeste, “ditchweed” es la marihuana salvaje que descendió de las plantas de cáñamos que los agricultores produjeron como parte del esfuerzo de guerra en la Segunda Guerra Mundial.

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equipo de erradicación de la marihuana (o, probablemente, marihuana salvaje) de la Guardia Nacional, Dodge County, Minnesota
Como las plantas de cáñamo de donde salió, la marihuana salvaje tiene niveles irrisorios de THC, el componente psicoactivo de la marihuana. Hay un dicho antiguo en el Medio Oeste que dice que se puede fumar un pitillo de marihuana salvaje del tamaño de un poste telefónico y todo lo que se consigue es un dolor de cabeza.

De acuerdo con los datos oficiales de la DEA, la policía confiscó una estimativa de 223 millones de plantas de marihuana el año pasado. Pero 219 millones de ellas, o 98%, eran marihuana salvaje. Ese dato estaba de acuerdo con los años anteriores. Y asombrosos 212 millones de plantas vinieron solamente de Indiana. Missouri llegó en segundo lugar con 4.5 millones de plantas, Kansas en tercero con 1.1 millón y Wisconsin en cuarto con 272.000. La mayoría de los estados no tuvo aprehensiones de marihuana salvaje.

La DEA sufraga la erradicación de la marihuana salvaje, algo que ocasionó las críticas del director ejecutivo de la National Organization for the Reform of Marijuana Laws en una declaración que observa los datos anuales de aprehensión. “Claro, la ironía es que el cáñamo industrial es cultivado legalmente por la mayor parte del mundo occidental como cultivo comercial por su contenido fibroso”, dijo. “Pero, el gobierno de los EE.UU. está gastando el dinero del contribuyente para objetivar y erradicar este mismo bien agrícola”.

Así se emplea el dinero de sus impuestos.

Terapia del Dolor: DEA Lista para Relajar Restricciones Sobre Prescripciones de Clase II

Según una regla propuesta revelada el miércoles, la Administración de Represión a las Drogas (DEA) permitiría que los médicos que prescriban drogas de Clase II, como la morfina o el Oxycontin, llenen prescripciones durante 90 días en vez de los 30 días. Actualmente, los pacientes del dolor pueden recibir solamente prescripciones no-renovables de 30 días, las cuales exigen que hagan más visitas al consultorio médico apenas para conseguir una nueva prescripción. Los médicos y pacientes han reclamado que la reglamentación estricta de la DEA de las drogas de Clase II ha forzado los médicos a limitar sus prescripciones, con consecuencias como la falta de tratamiento de pacientes.

En una conferencia de prensa el miércoles en Washington, la administradora de la DEA, Karen Tandy, intentó dar señales de que la agencia estaba escuchando a esas preocupaciones. “La declaración de políticas de hoy reafirma que la DEA quiere que los médicos traten el dolor de la manera adecuada de acuerdo con los estándares aceptados por la comunidad médica”, dijo Tandy en comentarios informados por la Associated Press. “Los médicos que actúen en concordancia con la práctica médica aceptada deberían estar confiados de que no serán acusados criminalmente”.

Aunque el número de médicos que se enfrentan a acusaciones criminales por sus prácticas de prescripción sea relativamente pequeño, está aumentando – de 38 en 2003 para 67 el año pasado. Otros terapeutas del dolor se han enfrentado a acusaciones criminales estaduales de sanciones administrativas y los grupos de defensa de los pacientes y terapeutas del dolor reclaman que la agencia está alterando y teniendo un efecto terrible sobre la práctica de la terapia del dolor.

La acción fue bien recibida por la Asociación Estadounidense de Medicina, con la integrante de la directoria de la AMA, la Drª. Rebecca Patchin, diciéndole a la AP que eso era un avanzo rumbo al mejoramiento del tratamiento de los pacientes del dolor. “Aliviar el sufrimiento en tanto que se hace todo lo posible para impedir el abuso de sustancias controladas refleja tratamiento adecuado de los pacientes, un estándar que es más fácil de lograr cuando existe una fuerte relación entre el paciente y el médico”, dijo la Drª. Patchin. “Precisamos proporcionar acceso a los analgésicos a los pacientes con necesidades legítimas y la propuesta de la DEA ayudaría a hacer esto”.

Los demás fueron menos optimistas. “Como en muchas otras ocasiones, la Sra. Tandy declara aquí que los médicos no necesitan temer proceso criminal con tanto que practiquen la medicina en conformidad con lo que estos policías de las drogas creen que sea ‘apropiado’”, dijo Siobhan Reynolds, presidenta de la Pain Relief Network. “Si eso no es una amenaza, seguramente pasará por una dentro de la comunidad médica totalmente intimidada”.

Imposición de la Ley: Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana

Las tentaciones de la frontera maculan otro distintivo de un hombre de la ley de Tejas, un policía de Tulsa es condenado por ser demasiado útil a un traficante de drogas y un par de lo mejor de Newark se confiesa culpable en un esquema de venta de píldoras. Vamos a ello:

En McAllen, Tejas, la Procuraduría Federal del Distrito Sureño de Tejas emitió un comunicado de prensa anunciando el 29 de Agosto la incriminación del ex oficial de la policía del Sur de Tejas por presuntamente aceptar soborno para proteger a lo que él creía que era una carga de cocaína. El ex Oficial de la Policía de la Ciudad de Elsa, Herman Carr, 45, es acusado de aceptar un pago de $5.000 de un agente encubierto del FBI para usar su cargo como oficial de la ley para proteger un vehículo que le dijeron que contenía cinco kilos de cocaína. Él es acusado de corrupción pasiva y puede recibir hasta 20 años en prisión federal.

En Tulsa, Oklahoma, un jurado federal declaró a un ex oficial de policía de Tulsa culpable de conspiración, obstrucción de la justicia y notificación ilegal de una orden de búsqueda el viernes pasado. El ex Oficial Rico Yarbrough fue condenado por informar a un narcotraficante sospechoso que una orden de búsqueda estaba a punto de ser entregada en su residencia, informó el Tulsa World. En Febrero, Yarbrough llamó a un hombre de Tulsa y le pidió que informara al traficante sospechoso del allanamiento inminente. Desdichadamente para Yarbrough, la conversación estaba siendo grabada. Los investigadores federales que habían chuponeado el teléfono del narcotraficante sospechoso oyeron las referencias a Yarbrough, de ahí le dieron información para ver si la contaría. Lo hizo. Yarbrough no fue declarado culpable en dos acusaciones relacionadas, pero aún se enfrenta a una sentencia considerable de prisión cuando sea sentenciado el 29 de Noviembre.

En Newark, dos oficiales de la policía de Newark se confesaron culpables en tribunal federal el martes de acusaciones de haber comprado miles de píldoras de Oxycontin de un médico y de haberlas vendido, informó la Associated Press. Los Patrulleros John Hernández y Ronald Pomponio pueden recibir hasta 20 años de prisión y $1 millón en multas cuando sean sentenciados en Diciembre por conspiración para distribuir oxicodona, el ingrediente activo en el Oxycontin. El par admitió en la corte que Hernández compró pastillas de Oxycontin estimadas en centenas de miles de dólares, en tanto que Pomponio llevó las recetas para las píldoras a las farmacias de todo el estado. El médico de quienes ellos supuestamente compraron las drogas se ha declarado inocente.

Reportaje: Law Enforcement Against Prohibition Agita las Aguas en Irlanda

El comandante jubilado de la policía de Florida y vocero de Law Enforcement Against Prohibition (LEAP), Jerry Cameron, logró poner el debate sobre las drogas rotundamente en el candelero con su aparición en Irlanda la semana pasada. El discurso de Cameron en la conferencia “Repensando la Guerra Contra las Drogas” en Dublín, auspiciada por un trío de grupos irlandeses que trabajan las cuestiones de la prisión, las políticas de drogas y la juventud provocó a numerosos editoriales y artículos de opinión periodísticos, llenó las ondas radiofónicas de charlas sobre la legalización y forzó el gobierno irlandés a responder.

Organizada por el Irish Penal Reform Trust, la organización caritativa que trata de las drogas, Merchant's Quay y la Union for Improved Services, Communication, and Education (UISCE), un grupo que combina deportes y aprendizaje de la lengua gaélica, la conferencia “Repensando la Guerra Contra las Drogas” reunió a más de mil políticos, funcionarios del gobierno, reformadores y activistas irlandeses el 28 de Agosto. Con Cameron como orador, la conferencia inspiró seguramente la reflexión irlandesa sobre las políticas nacionales de drogas.

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Jerry Cameron en la conferencia de Dublín (cortesía IPRT)
Era exactamente lo que el IPRT quería, dijo el director ejecutivo Rick Lines. “El IRPT no tiene ninguna política formal que apoye a la legalización y la despenalización”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas. “Con todo, partimos de un análisis de que la penalización de las drogas es una fuerza motriz del crecimiento de las poblaciones penales en Irlanda y es una causa principal de los altos índices de infección de VIH y Hepatitis C en las prisiones. Por lo tanto, examinar las alternativas a la penalización de las drogas y las alternativas a la prisión para la gente que consume drogas debe ser una parte central del trabajo realizado por las organizaciones de reforma de las prisiones internacionalmente. A menudo me dicen en las conferencias de reducción de daños que las organizaciones de reforma de las prisiones en sus países ni siquiera discuten las leyes sobre las drogas. Tanto si esto es verdad o no, no estoy seguro, pero espero que no sea”.

Para Lines, la conferencia y la atención que atrajo fueron un gran éxito. “El evento fue exitoso más allá de todas nuestras esperanzas”, dijo. “La multitud fue mucho más grande que la anticipada – apenas en la sala – así como la cobertura de la prensa. Contamos 26 vehículos distintos de tele, radio y prensa impresa cubriendo el evento y podemos haber ignorado a algunos. Así, el evento fue un comienzo muy exitoso para remoldar el debate sobre esta cuestión, que era lo que realmente esperábamos lograr”.

“Ésta fue una de las mejores conferencias en las que he participado”, le dijo Cameron de la LEAP a la DRCNet. “La gente del Irish Penal Reform Trust hizo un trabajo maravilloso de organización y entre aquellos participantes había un parlamentario y un miembro del Parlamento Europeo, el ex ministro irlandés de drogas, varios miembros del sistema de libertad vigilada, un representante de la Garda [la policía irlandesa] – fue un entrecruce verdadero de interesados en estas cuestiones. Tengo que decir que la gente del gobierno irlandés era mucho más abierta que los políticos que encuentro en los EE.UU.”.

La atención de los medios fue tremenda, dijo Cameron. “Aparecimos en todo periódico irlandés un día después de la conferencia. También hice harto trabajo con las emisoras irlandesas de radio y televisión”, explicó. “Y todavía aparecí en un programa de radio en que una mujer que debatía conmigo se puso tan altercada que tuvimos oyente tras oyente llamando para rechazar sus posiciones y debatir a favor de la reforma fundamental”.

De hecho, la respuesta de los medios fue intensa y, en su mayoría, favorable. El Irish Examiner cubrió la conferencia y los comentarios de Cameron al mismo día con un reportaje intitulado "US Police Chief's Warning Over Doomed Drug Policy" [La Advertencia del Comandante Estadounidense de la Policía Sobre las Políticas de Drogas Fracasadas], en tanto que el Irish Times publicó un artículo de reacción, "Government Considered Legalizing Heroin" [Gobierno Consideró Legalizar la Heroína] y el Examiner volvía al día siguiente con otro artículo de reacción, "Legalizing Cannabis 'Would Result in State Being Sued'" [Legalizar el Cannabis “Resultaría en Procesos Contra el Estado”]. Pero aun esos artículos de reacción que contaban con datos del gobierno las cuales explicaban por qué las drogas nunca podrían ser legalizadas mantuvieron la discusión de la prohibición de las drogas delante del público irlandés.

A fines de la semana pasada, el gobierno irlandés fue forzado a responder directamente. El hombre encargado del tratamiento químico irlandés, el Ministro de Estado en el Departamento de Comunidad, Noel Ahern, llamó a los reporteros para decirles que el gobierno iba a rechazar los pedidos de legalización de las drogas. “No vamos en esa dirección”, dijo, en comentarios informados por los servicios irlandeses de noticias. “Y si hay pasos para el futuro, ellas tendrían que ser tratados mundialmente. Un país solo no puede actuar. Holanda lo intentó hace pocos años y está retrocediendo, o bien porque se dio cuenta que estaba atrayendo al turismo de drogas”, añadió Ahern, comprendiendo equivocadamente las actuales políticas de drogas holandesas.

“No habríamos esperado más nada de la respuesta del gobierno”, dijo Lines del IRPT. “Pero, más una vez, nuestro objetivo principal era solamente el de plantear de verdad el debate y, en ese sentido, tuvimos un éxito impresionante. Parafraseando a uno de los oradores en el evento, si hubiéramos realizado un foro público hace 20 años que hablara sobre el trueque de jeringas, la gente habría pensado que eso sería una locura, pero ahora es una política bien establecida”.

“La tempestad en los medios sigue aún”, dijo Cameron el martes con una mezcla de sorpresa y placer. “Ha habido un par más de columnas en los últimos días, una que me citó extensamente. El abordaje que tomé tuvo buenos resultados. Les dije que no estaba allí para decirle a Irlanda cómo conducir sus negocios, sino para decirles que las políticas estadounidenses de drogas han sido un fracaso total y para pedirles que lucren con nuestros errores. Ellos tienen mucha gente talentosa que puede inventar soluciones irlandesas para problemas irlandeses. Lo que hemos hecho en los EE.UU. seguramente no ha funcionado”, dijo.

Una carta abierta en el Irish Independent el sábado pasado intitulada "The War Isn't Working So Is It Now Time to Consider the Unthinkable and Legalize All Drugs?" [La Guerra No Está Funcionando, Entonces ¿Ya Es Hora de Pensar en lo Impensable y Legalizar las Drogas?] fue el típico comentario de la prensa irlandesa. “Actualmente, hay más criminalidad, enfermedad, muerte y adicción que nunca”, escribió el columnista. “Él [Cameron] cree, y yo comparto su punto de vista, que ni siquiera un objetivo ni una meta de la ‘guerra contra las drogas’ ha sido cumplida y que la ‘relegalización de las drogas’ es ‘la única manera de impedir que las drogas caigan en las manos de nuestros hijos, de hacer espacio para que los infractores violentos cumplan sus sentencias completas en nuestras prisiones y de devolver la imposición de la ley a su función legítima de proteger a nuestros ciudadanos’”.

Un columnista en el Irish Examiner opinó similarmente un día antes en un artículo intitulado "We Are Losing the War on Drugs and Policy Should Be Stood On Its Head" [Estamos Perdiendo la Guerra Contra las Drogas y las Políticas Deberían Ser Puestas con los Pies en el Alto]. En ese artículo, el columnista Ryle Dwyer resumió el argumento de Cameron, añadió algunos argumentos suyos y concluyó de esta forma: “Usar tácticas intentadas y testadas que han fracasado tanto es una causa, no la respuesta, de nuestros problemas”.

“El primer paso en cualquier esfuerzo para promover el cambio de políticas es popularizar su perspectiva y transformarla de ‘locura’ en parte legítima del discurso público”, dijo Lines del IPRT. “Un evento no logrará esto, pero es un comienzo. El reportaje siguió en la prensa días después del evento y creo que esto aguanta bien el trabajo continuo en esta cuestión, ya que quizá hayamos ayudado a abrir un lugar seguro para que otros planteen argumentos similares”.

Conferencia tras conferencia, carta tras carta, programa tras programa, el mensaje antiprohibicionista se está difundiendo y con la ayuda de grupos como la LEAP y el IPRT, se está difundiendo en la corriente principal.

Haga clic aquí para ver el video de la LEAP o haga una donación de $15 o más a la DRCNet para pedir una copia del DVD.

Reportaje: Local de Inyección Segura de Vancouver Recibe Solamente Exención Limitada de Continuación

El Insite, el local pionero de inyección segura de Vancouver, logró un indulto del gobierno conservador del Primer Ministro Steven Harper el viernes pasado – pero un indulto limitado. La exención de tres años del local de las leyes sobre las drogas de Canadá iba a caducar la próxima semana y el gobierno Harper había demorado meses para saber si aprobaría nuevamente el experimento polémico de reducción de daños. Los defensores, incluso la ciudad de Vancouver, el actual alcalde y dos ex alcaldes, activistas locales, investigadores de todo el mundo y políticos canadienses habían buscado una renovación de la exención de tres años, pero el gobierno Harper anunció que renovaría la exención solamente hasta Diciembre de 2007.

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InSite (cortesía Autoridad Costera de la Salud de Vancouver)
En un pronunciamiento el viernes pasado por la tarde – aparentemente, calculado para hacer con que el reportaje desapareciera durante una eliminación de noticias del feriado prolongado de tres días --, el Ministro de la Salud Tony Clement dijo que los resultados de los primeros tres años de la operación del Insite plantearon nuevas preguntas que deben ser contestadas antes que el gobierno Harper tomara una decisión sobre el futuro del Insite a la larga o aprobara cualquier otro local de inyección segura en Canadá.

“¿Los locales de inyección segura contribuyen con la disminución del consumo de drogas y la lucha contra la adicción? Ahorita, la única cosa que la pesquisa ha probado concluyentemente hasta el presente momento es que los drogadictos necesitan más ayuda para librarse de las drogas”, dijo el Ministro Clement. “Dada la necesidad de más hechos, soy incapaz de aprobar la solicitación actual de extender el local de Vancouver durante más tres años y medio”.

Los comentarios de Clement reflejaron el antagonismo ideológico del gobierno Harper hacia las prácticas de reducción de daños en general y hacia cualquier forma de trato de los consumidores de drogas que no involucre a la abstinencia en particular. “Creemos que la mejor forma de reducción de daños es ayudarles a los adictos a romper el ciclo de la dependencia”, dijo Clement, “También necesitamos mejores concienciación y prevención para asegurar que los canadienses no se vuelvan adictos a las drogas, en primer lugar”.

Pese a que el Insite y la Autoridad Costera de la Salud de Vancouver, la entidad gubernamental encargada de operar el local, hayan producido resmas de pesquisa mostrando que el local ha reducido las sobredosis de drogas, ha atraído a los usuarios que corren riesgo de contraer VIH/SIDA y hepatitis C, ha aumentado el número de usuarios que buscan tratamiento o asesoramiento y ha reducido la partilla de jeringas – todo eso sin llevar a aumentos ni en la criminalidad ni en el consumo de drogas --, el Ministerio de la Salud insiste que quiere más.

“Echamos un vistazo a la pesquisa publicada por la Real Policía Montada Canadiense”, le dijo el vocero del Ministerio de la Salud, Erik Waddell, a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas. “Queremos que se haga más pesquisa para mostrar que esta forma de reducción de daños ayudará realmente a los adictos a librarse de las drogas”.

Aunque el Ministro Clement y el gobierno Harper estén pidiendo más pesquisa sobre la eficacia del Insite, no están dispuestos a sufragarla. El gobierno federal ha estado auspiciando la pesquisa en el Insite hasta la suma de $500.000 por año, pero Waddell dijo que eso había llegado a su fin. “No vamos a dar más ninguna financiación a la pesquisa”, dijo.

Eso era novedad para la Autoridad Costera de la Salud de Vancouver y los defensores del Insite. “No sabíamos de eso”, dijo Viviana Zanocco, vocera de la Autoridad Costera de la Salud de Vancouver. “Aún estamos intentando contactarlos a ellos y aguardamos detalles”, le dijo ella a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas. “Pero, estamos satisfechos que la extensión haya sido concedida, pese a que no sea para los tres años y medio que solicitamos”.

“Es una buena noticia que la exención haya sido extendida y que ellos no lo hayan cerrado”, dijo Gillian Maxwell de Insite for Community Safety, una coalición creada para ayudar a asegurar la continuación de la existencia del local. “El Insite sigue abierto a causa del amplio apoyo en pro de ello y en razón de la profundidad de la pesquisa llevada a cabo que muestra lo que ya ha logrado”, le dijo ella a la Crónica.

Pero, Maxwell también reclamó que el gobierno Harper está mudando los postes de la portería. “Ellos nos han dificultado las cosas”, dijo. “Tenemos un programa de reducción de daños que ayuda a las personas a entrar al tratamiento, pero ahora el gobierno Harper quiere que muestre que ayuda a las personas a parar de consumir drogas. Nunca podremos hacer que todos paren de usar drogas. Esto significa que tenemos harto trabajo que hacer para proteger al Insite”.

Maxwell dijo que ella estaba chocada, pero no sorprendida, por la rehúsa del Ministerio de la Salud a financiar la pesquisa adicional que pide. “Ellos son ideológicamente opuestos a esto, entonces intentan dificultar las cosas lo máximo posible. Ellos pueden pensar que las cosas deberían ser de cierta manera, pero la realidad y la pesquisa dicen lo contrario”.

Aunque la extensión de corto plazo de la exención sea mejor que cerrar la instalación, dijo Maxwell, ella puede muy bien ser una señal de que el gobierno Harper intentará cerrar el local permanentemente después. “Ellos no se sentían lo suficientemente confiados para intentar cerrarlo ahora, pero ellos ya han dejado claro que favorecen un abordaje de tres, no cuatro, pilastras. No se importan mucho con la reducción de daños y creo que ellos creen que de aquí a 16 meses habrá habido otra elección y que ellos tendrán la mayoría y, entonces, podrán cerrarlo”.

Los representantes del Insite y de la secretaría municipal de políticas de drogas de Vancouver se fueron de vacaciones esta semana y no fueron encontrados.

Ann Livingston de la Vancouver Area Network of Drug Users (VANDU) predijo hace meses que el gobierno Harper buscaría una solución interina. “Creo que estaba correcta”, le dijo ella a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas. “Yo los conozco y ellos no quieren dejarnos armar una campaña. Si ellos hubieran dicho no francamente, eso habría sido estupendo, podríamos habernos movilizado de veras”.

Pero Livingston y la VANDU no están solamente de brazos cruzados esperando el mes de Diciembre de 2007. A fines del mes pasado, el grupo entró con una acción que busca un interdicto para mantener abierto el local y acusa al gobierno Harper de discriminar a la gente con enfermedades diagnosticables como la drogadicción. “Penalizar un grupo de personas que es adicto a las drogas es impedirlos de acceder a los cuidados médicos, y ése es un derecho garantizado por la Carta”, dijo ella. “La acción judicial seguirá”.

La acción judicial también acusó que el Insite no necesita una exención de las leyes canadienses sobre las drogas y que aun si la necesita, el gobierno no ha dado un proceso de solicitación. “El personal en el Insite no manosea las drogas, entonces no debe necesitar una exención”, debatió Livingston. “Si ellos van a debatir que necesitan un permiso, tienen que decirnos cómo hacer eso. Ahorita, no hay proceso de solicitación; todo está al capricho de un ministro”.

El local de inyección segura ha sobrevivido a una fecha de ejecución, pero los pretensos carrascos en Ottawa aún siguen afilando sus hachas. Afortunadamente, el Insite tiene un montón de amigos y antecedentes probados. Esta batalla va a seguir durante algún tiempo.

Job Opportunities: Marijuana Policy Project, DC & LA

The Marijuana Policy Project has the following new job opportunities:

Assistant Director of Communications:

MPP is hiring an Assistant Director of Communications, to be based in Washington, DC. The Assistant Director of Communications promotes MPP's message to the news media and writes and edits brochures and other literature for public distribution. This position is an excellent opportunity to work on the front lines of a fast-paced advocacy organization that is regularly featured and cited in the news -- both locally and nationally.

Applicants should have excellent oral communications skills, flawless writing, solid editing skills, and an ability to do newspaper and radio interviews (and eventually TV interviews).

Director of VIP Relations:

MPP is also seeking a Director of VIP Relations to increase the network of celebrities who are willing to help MPP end marijuana prohibition in the US. (Please visit www.mpp-vip.org to learn more about MPP’s celebrity outreach effort.) The Director of VIP Relations -- who is responsible for coordinating MPP's outreach to celebrities, maintaining relationships with celebrities and other VIPS, and organizing high-profile events -- must be persistent and knowledgeable in the ways of Hollywood, highly organized, and based in Los Angeles.

For both positions, please visit http://www.mpp.org/jobs for full job descriptions, salary information, and instructions on how to apply.

Reportaje: Cultivo Afgano de Adormideras Atinge Récord Mientras Aumenta la Violencia

Las cosas no están bien en Afganistán. En una admisión desconcertante de que centenas de millones de dólares gastados en la tentativa de erradicar el cultivo de adormideras del país había logrado poca cosa, la Oficina de las Naciones Unidas contra la Droga y el Delito (ONUDD) anunció el sábado que el cultivo afgano de adormideras de este año tuvo un alza de “asombrosos” 60% sobre el año anterior y rendirá un récord de 6.100 toneladas este año, llevando a un excedente global en el mercado negro de la heroína.

El opio es el espinazo de la economía afgana, respondiendo por algo entre 35% y 50% del producto interno bruto, y el opio afgano es el espinazo del tráfico global en narcóticos, respondiendo ahora por 92% de la producción global ilícita total, de acuerdo con la UNODC.

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equipo de erradicación de la adormidera (foto del informe del Consejo Senlis, sección de fotografías)
Mientras tanto, los efectivos estadounidenses y las fuerzas de la OTAN, que asumieron las operaciones en el sur intranquilo del país a principios de este año, están siendo muertos en un nivel récord mientras los rebeldes del Talibán y de la Al Qaeda, revigorizados por los lucros ganados con el tráfico de opio, están llevando la batalla a los extranjeros y el gobierno que ellos mantienen. Y en un reflejo del aumento del rol de la OTAN, por primera vez, las bajas de la OTAN están acompañando el paso de las bajas estadounidenses. En lo que se está volviendo el año más sangriento hasta ahora para los ocupantes de Afganistán, 73 efectivos de la OTAN y 74 soldados estadounidenses han sido muertos hasta el momento. El año pasado, el segundo más sangriento desde la invasión estadounidense hace casi cinco años, 99 efectivos estadounidenses y 31 de la OTAN fueron muertos en combate.

“Las noticias son muy malas. Hoy día, en la frente de la adormidera en algunas de las provincias de Afganistán, nos enfrentamos a un estado de emergencia”, le dijo el director de la ONUDD, Antonio Maria Costa, a una rueda de prensa en Kabul tras presentar los resultados de su sondeo del cultivo al Presidente Afgano Hamid Karzai. “En las provincias del sur, la situación está fuera de control”.

En la provincia sureña de Helmand, presente semillero de actividad del Talibán, el cultivo tuvo un alza de asombrosos 162% y responde por 42% del cultivo afgano total de adormideras, dijo la ONUDD. Costa le dijo a la rueda de prensa en Kabul que la OTAN debe aumentar su rol en el combate al tráfico de opio, especialmente en el sur, donde está ayudando a fomentar la insurgencia del Talibán.

“Necesitamos medidas mucho más fuertes y enérgicas para mejorar la seguridad o temo que vayamos a enfrentar una situación dramática de fracaso en regiones, distritos y quizá aun provincias en el futuro cercano”, dijo Costa.

Pero aunque a fines de esta semana los comandantes de la OTAN hayan pedido urgentemente más efectivos en el sur, ellos tienen poco interés en luchar la guerra a las drogas. La posición oficial de la OTAN es que su orden es de manutención de la estabilidad y de la paz, no antinarcóticos.

Pero, hay la presión de los estadounidenses y británicos que intentan hacer dos guerras simultáneamente, la guerra contra el terror y la guerra contra las drogas. El alto oficial antidroga estadounidense en Afganistán, Doug Wankel, le dijo a la rueda de prensa que la necesidad era urgente. “Este país puede ser derribado por este problema de las drogas”, les dijo a los reporteros. “Hemos visto lo que puede salir de Afganistán, si se regresa al 11 de Septiembre. Obviamente, los EE.UU. no quieren ver aquello nuevamente”.

Pero, los analistas consultados por la Crónica de la Guerra Contra las Drogas advirtieron que intentar aplastar la economía del opio y luchar contra el Talibán al mismo tiempo es una receta para el desastre. “Paradójicamente, cuánto más van detrás de la producción de opio, tanto más ellos fortalecen el lazo entre el Talibán y la población y los traficantes”, dijo Vanda Felbab-Brown, investigadora en la Institución Brookings y la Facultad John F. Kennedy de Asuntos Gubernamentales de la Universidad de Harvard. “Es un dilema difícil. No puede haber progreso fundamental sea en el problema de los narcóticos, sea en la estabilización en general, a menos que tratamos de esta insurgencia”, le dijo ella a la Crónica.

“Ahora, el Talibán se ha vuelto más integrado en la producción en el sur más una vez”, explicó Felbab-Brown. “Tras 2001, ellos fueron echados del tráfico de drogas porque estaban en fuga y porque las fuerzas estadounidenses y de la coalición no estaban yendo detrás del tráfico de drogas. Pero ahora, los traficantes necesitan alguien para protegerlos, para asustar a los equipos de erradicación y la presencia del estado, y el Talibán les está dando esta protección. También está explotando la erradicación”, dijo la experta en drogas ilícitas y el conflicto militar. “Ellos están entregando volantes que dicen cosas como ‘Somos el Talibán. ¿No es horrible que Karzai, bajo la presión de los infieles extranjeros, esté intentando destruir nuestros cultivos? Ahí tiene el número de nuestro teléfono celular. Llámenos’. Entonces, ahora el Talibán no está solamente lucrando financieramente, también está logrando la fidelidad de la población al proporcionarle protección”.

“Las cosas están un poco fuera de control porque muchas cosas que pasan en Irak y en el Oriente Medio quitan la atención de las superpotencias a Afganistán, entonces los intrusos tienen más oportunidades de acelerar sus actividades destructivas e ilegales”, dijo Raheem Yaseer, vicedirector del Centro de Estudios Sobre Afganistán en la Universidad de Nebraska-Omaha. “Al mismo tiempo, la coalición y el gobierno Karzai están demasiado ocupados luchando contra el Talibán y la Al Qaeda para concentrarse en la erradicación”, le dijo él a la Crónica.

“El Talibán está adentrando áreas en que hay cultivo de adormideras y ellos reciben el apoyo de los agricultores cuyas plantaciones fueron destruidas o amenazadas”, prosiguió Yaseer. “Así, los traficantes y cultivadores tienen un poco más de libertad que suelen tener. Por eso el negocio está floreciendo para los traficantes de drogas. Hay demasiadas frentes que tratar y la erradicación es apenas un frente”.

Es difícil lograr soluciones. “Nadie sabe cuál es la respuesta”, reconoció Yaseer. “De aquellos billones de dólares que ellos están gastando, necesitan usar parte de ello para compensar a los agricultores y crear otros empleos y proyectos. La gente en las provincias no tiene empleo y tiene hambre y los terroristas le ofrecen dinero para que se junten a ellos. La gente se vuelve hacia el Talibán, los terroristas y los narcotraficantes porque ahí está el dinero. El gobierno y la coalición no pueden competir con el dinero que los narcotraficantes ofrecen. Y no ayuda en nada que exista tanto nepotismo y envolvimiento de funcionarios importantes en el tráfico. Eso solamente dificulta más la imposición de las leyes sobre las drogas. Muchos funcionarios del gobierno están apoyando al tráfico, no combatiéndolo”.

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los artículos del traficante de opio (foto del editor de la Crónica Phil Smith durante su visita de Septiembre de 2005 a Afganistán)
"Sin lugar a dudas muchos funcionarios del gobierno son cómplices en el tráfico, pero concentrarse en los individuos es un error”, observó Felbab-Brown. “No se trata de los individuos, sino de factores estructurales profundos como la falta de estabilidad, seguridad y el desarrollo económico. Quienquiera que esté en el poder, ya sea honesto o corrupto, tendrá que confrontar a estas cuestiones. Los honestos confrontarán al hecho de que no hay nada, excepto cultivar adormideras, para gran parte de la población. La única manera de hacer la erradicación ahora es a punto de tiro y así no se llevan a cabo políticas legítimas y aceptadas. La erradicación forzada genera la inestabilidad y la oposición del pueblo, y los políticos ambiciosos en el sur se aliarán al Talibán”.

Para Felbab-Brown, todo se trata de hacer la contrainsurgencia bien. “Es crucial aumentar el número de las fuerzas, aumentar la presencia de efectivos y la entrega de ayuda”, dijo ella. “Es difícil entregar ayuda durante una insurgencia activa, pero es vital. También necesitamos paciencia, especialmente en la cuestión de los narcóticos. La gran presión en pro de la erradicación prematura que viene de Washington y las organizaciones internacionales precisa ser resistida. Necesitamos más dinero, más efectivos, más desarrollo. ¿Esta comunidad internacional está dispuesta a proporcionar estos recursos?”

Ser paciente con la economía del opio está aproximarse del abordaje correcto, dijo Ted Galen Carpenter, un analista de relaciones exteriores y políticas de drogas junto al Instituto Cato, de tendencia libertariana. “La única solución es la que nadie en cualquier cargo de influencia en Washington o las capitales de la OTAN quiere considerar – la legalización de las drogas”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas. “Eso quitaría los lucros del mercado negro del tráfico de drogas. Es la solución final. Si ellos no piensan en la legalización, lo mínimo que pueden hacer es hacerse de la vista gorda cuanto se trata del tráfico de drogas. Eso funcionó en el Perú en los años 1980, cuando los generales peruanos resolvieron que ignorando el cultivo de coca acabaría con el apoyo a Sendero Luminoso. Algo similar necesita suceder en Afganistán, tanto si lo admiten o no. Si hablan en serio sobre prevenir más rebotes del Talibán y la Al Qaeda, necesitan librarse de la guerra a las drogas”.

Intentar hacer tanto la guerra contra el terror como la guerra contra las drogas socava las políticas estadounidenses en el país, debatió Carpenter. “Hay una inconsistencia fundamental en la estrategia estadounidense de construcción del país en Afganistán. La meta principal es socavar el Talibán y la Al Qaeda, pero el problema es que si ellos van trás del tráfico de drogas, alienan a una gran parte de la población y fortalecen el apoyo al Talibán. Aun intentar procesar la guerra contra las drogas allí socava la meta principal de los EE.UU. en Afganistán”.

Nuestro grupo europeo de abogacía y desarrollo, el Consejo Senlis, ha propuesto durante casi un año que el cultivo afgano de adormideras sea autorizado, legalizado y desviado hacia el mercado medicinal legítimo. El Consejo Senlis fue un fuerte crítico de las políticas occidentales esta semana.

“Enormes cantidades de dinero han sido gastadas en operaciones militares grandes y costosas, pero tras cinco años, el sur de Afganistán es más una vez un campo de batalla por el control del país”, dijo el director ejecutivo del Consejo Senlis, Emmanuel Reinert, mientras anunciaba la publicación de un nuevo informe sobre el renacimiento del Talibán. “Al mismo tiempo, los afganos tienen hambre. Los EE.UU. han perdido el control en Afganistán y, de varias maneras, ha socavado la nueva democracia en Afganistán. Yo creo que podemos llamarlo de fracaso, y un fracaso tal que sus consecuencias terribles deben preocuparnos a todos. Las políticas estadounidenses en Afganistán han recreado el abrigo del terrorismo que la invasión de 2001 visaba destruir”.

Pero la propuesta de autorización del Consejo Senlis está logrando poco respeto o tracción y probablemente no vencerá, dijo Yacer. “No creo que la propuesta del Consejo Senlis llegue muy lejos”, dijo Yaseer. “Hay todo tipo de oposición a cualquier legalización. Los grupos religiosos no la apoyarán, los legisladores no la apoyarán. También hay cuestiones serias sobre si ello simplemente abriría más locales de cultivo y tráfico”.

Preguntas, preguntas. Hay muchas preguntas en Afganistán, pero pocas buenas respuestas.

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A partir desta edição, O Calendário do Reformador não aparecerá mais como parte do boletim Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas será mantido como seção de nossa nova página:

O Calendário do Reformador publica eventos grandes e pequenos de interesse para os reformadores das políticas de drogas ao redor do mundo. Seja uma grande conferência internacional, uma manifestação que reúna pessoas de toda a região ou um fórum na universidade local, queremos saber para que possamos informar os demais também.

Porém, precisamos da sua ajuda para mantermos o calendário atualizado, então, por favor, entre em contato conosco e não suponha que já estamos informados sobre o evento ou que vamos saber dele por outra pessoa, porque isso nem sempre acontece.

Ansiamos por informá-lo de mais matérias novas de nossa nova página assim que estejam disponíveis.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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A partir de esta edición, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saber de ello por otra persona, porque eso ni siempre sucede.

Ansiamos por informarlo a usted de más reportajes nuevos de nuestra nueva página web así que estén disponibles.

Chamado: Por Favor, Envie Publicações, Notícias e Eventos à Nova Página da DRCNet!

Entre as características disponíveis na nova página da DRCNet estão as possibilidades interativas para que você seja parte da equipe eletrônica. Para começar, há os Blogs dos Leitores, uma seção do novo projeto blogosférico “O Bar Clandestino da Stop the Drug War”. Visite http://stopthedrugwar.org/speakeasy/reader para conferi-lo e começar a publicar! (Se você já tentou isso e teve problemas, por favor, tente novamente – consertamos alguns dos problemas técnicos iniciais, apesar de não termos corrigido todos ainda.) Vamos dedicar cada vez mais atenção com o tempo que passa aos Blogs do Leitor – isto é só o começo!

Você pode nos informar sobre notícias importantes ou interessantes ao enviá-las diretamente à nossa nova seção de Últimas Notícias – visite http://stopthedrugwar.org/node/add/content-recent_news para enviar as sus sugestões de links de notícias aos nossos moderadores.

A DRCNet continua publicando listagens de eventos grandes ou pequenos que estiverem relacionados com a causa, mas agora os publicamos em uma listagem que aparece na maioria das página no nosso sítio e que tem um link para o calendário completo. Se você estiver envolvido ou conhece algum evento relevante, pode publicá-lo diretamente – não só uma descrição curta como as que fizemos anteriormente, mas o anúncio completo – na nossa página de eventos em http://stopthedrugwar.org/node/add/event.

Agora, os artigos da Crônica da Guerra Contra as Drogas têm seções de comentários debaixo deles, outra maneira de entrar na discussão.

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Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Pill Testing, Safer Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psilocybin / Magic Mushrooms, Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School