Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Semanal: Esta Semana na História

10 de março de 1839: Lin Tse-hsü, o governador da província chinesa de Hu-Huang, problema que o tráfico de ópio não será mais tolerado no Cantão e começa a prender os traficantes conhecidos de ópio nos colégios locais e nas casernas navais. Os que forem declarados culpados de comprar, portar ou vender ópio são sentenciados à execução pública por estrangulamento. "Que ninguém pense", Lin proclamou, "que este é só um esforço temporário em nome do Imperador. Persistiremos até terminarmos o trabalho".

14 de março de 1937: Estabelecendo um precedente judicial importante nas políticas de drogas, a Suprema Corte dos EUA decide que as metralhadoras podem ser compradas pela taxação primeiro, então pelo uso da lei de taxação para proibi-las. Um mês depois, Harry Anslinger, diretor da Agência Federal de Entorpecentes, apresenta a Lei de Taxação da Maconha [Marijuana Tax Act ] ao Congresso.

11 de março de 1966: O guru psicodélico, Timothy Leary, pega uma sentença de 30 anos de prisão no Texas por tentar cruzar ao México com uma pequena quantidade de maconha.

09 de março de 1982: A maior apreensão doméstica de cocaína dos EUA na história faz com que os EUA fiquem cientes do cartel de Medellín. A apreensão de 1ton 773kg de cocaína, estimada em mais de $100 milhões no atacado, de um hangar no Aeroporto Internacional de Miami diz ao aparato judiciário-legal dos EUA que os narcotraficantes colombianos devem estar trabalhando juntos porque nenhum traficante pode estar por trás de uma carga tão grande.

10 de março de 1984: Ao rastrearem a venda ilegal de enormes quantidades de éter à Colômbia, a DEA e a polícia colombiana descobrem a Tranqüilândia, um laboratório enfiado na selva colombiana. Na apreensão subseqüente, os oficiais da lei destroem 14 complexos de laboratórios, que contêm 13,8 toneladas de cocaína, 7 aviões e 11.800 barris de químicos, estimados conservadoramente em $1,2 bilhão. A apreensão confirma a consolidação da operação de fabricação do cartel de Medellín.

12 de março de 1998: O Canadá legaliza a produção do cânhamo e estabelece um limite de 0,3% de conteúdo de THC que pode estar presente nas plantas e exige que se certifique o conteúdo de THC de todas as sementes.

12 de março de 1998: Os prefeitos de São Francisco, Oakland, Santa Cruz e West Hollywood escrevem cartas ao presidente Clinton pedindo-lhe que mantenha os clubes de compradores de cannabis abertos. Eles dizem ao presidente: "Se os centros forem fechados, muitos destes indivíduos serão compelidos a procurar os becos e as esquinas para obterem o medicamento deles" e lhe pediram que "implementasse uma moratória contra a imposição das leis federais sobre as drogas que interferem no funcionamento diário dos dispensários".

09 de março de 2001: William J. Allegro, 32, de Bradley Beach, Nova Jérsei, é sentenciado a 50 anos de prisão por cultivar maconha na casa dele. "A corte impôs esta sentença porque a corte se sentiu obrigado a fazer isso segundo a lei", diz o juiz Paul F. Chaiet, um ex-procurador. "As disposições de condenação obrigatória podem criar resultados difíceis. Na opinião da corte, esta é uma daquelas vezes em que os resultados finais são difíceis de aceitar".

10 de março de 2004: Em um artigo do Washington Post, "A Obesidade Passa o Fumo como Causa Evitável de Morte Mais Importante", o ministro de Saúde e Serviços Humanos, Tommy G. Thompson, quando inquirido sobre os alimentos não-saudáveis, diz, "Não quero começar a proibir as coisas... A proibição nunca deu certo". [NOTA: Em 2000, só 0,7% de todas as mortes se deviam ao consumo de drogas ilícitas enquanto que um regime alimentar ruim e o sedentarismo foram responsáveis por 16,6% de todas as mortes.]

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Porém, precisamos da sua ajuda para mantermos o calendário atualizado, então, por favor, entre em contato conosco e não suponha que já estamos informados sobre o evento ou que vamos saber dele por outra pessoa, porque isso nem sempre acontece.

Ansiamos por informá-lo de mais matérias novas de nossa nova página assim que estiverem disponíveis.

Matéria: No Peru, o Movimento dos Cocaleiros Junta Forças, Mas Enfrenta Obstáculos

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planta de coca atrofiada em horta em Machu Picchu
Tanto de acordo com os dados dos Estados Unidos quanto com os das Nações Unidas, o Peru o segundo maior produtor de coca e de cocaína do mundo, atrás da Colômbia e à frente da Bolívia. Na Colômbia, a importante região da produção da coca andina, os cocaleiros enfrentam um governo hostil e uma guerra civil crescente. O odor de herbicidas químicos enche o ar nas zonas cocaleiros do país e Washington saúda o presidente Álvaro Uribe por fazer seguir as suas ordens.

Na Bolívia, onde a coca tem sido parte da vida por milhares de anos, o movimento dos cocaleiros floresceu até o ponto em que um dos seus líderes, Evo Morales, ascendeu agora à presidência e está desempenhando um papel ativo na defesa da "folha sagrada". Morales também está fazendo pressão pela industrialização da folha de coca e está trabalhando com os governos venezuelano e cubano para levar o processo a cabo. E ele respondeu o clamor dos cocaleiros na sua região nativa do Chapare pela expansão de fato do cultivo de coca permitido.

No Peru, onde a coca também tem uma longa história de consumo tradicional, o movimento cocaleiro não é tão aguerrido como na Colômbia nem tão avançado como na Bolívia. Embora o governo do presidente Alan García siga as suas políticas de erradicação forçada do excedente de coca endossadas pelos EUA e adote o desenvolvimento alternativo como opção para os cocaleiros, pelo menos também dá o seu apoio à noção da coca como cultivo legítimo com numerosos usos medicinais, alimentares e industriais.

Diferentemente da Colômbia, o Peru reconhece o mercado tradicional em coca e criou um monopólio nacional, a ENACO, para comprar o cultivo legítimo. Mas, o cultivo legítimo só é uma fração da folha de coca produzida no país, então os agricultores continuam enfrentando campanhas de erradicação e repressão legal ali. Mais de 30.000 acres de cocais foram erradicados pela força em 2005 e embora os números finais de 2006 ainda não tenham chegado, com certeza esse dado será ainda mais alto.

Assim, os cocaleiros peruanos estão com vontade de lutar. Eles entraram em conflito várias vezes com a polícia, os soldados e os erradicadores civis peruanos, eles realizaram greves locais e protestos nacionais contra a erradicação forçada e o que eles vêem como esforços malfeitos de desenvolvimento alternativo e, agora, alguns de seus membros estão alcançando cargos de poder político dentro do governo peruano e de organizações políticas regionais.

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Nancy Obregón discursando na conferência de 2003 da DRCNet no México, enquanto segurava as folhas de coca
"Nada mudou com o novo governo", disse Nancy Obregón, uma ex-líder do maior sindicato cocaleiro do país, a Confederação de Produtores Agropecuários das Bacias Cocaleiras do Peru (CONPACCP, sigla em espanhol), que foi eleita ao congresso peruano em 2005. "É uma política ruim, muito repressora e agora estão fazendo a erradicação forçada de novo em Tocache e San Martín", a região que ela representa. "O governo tem um duplo discurso. Fala sobre valorizar a coca, mas então a erradica. García está apoiando as políticas norte-americanas, mas nós estamos tentando conseguir uma política mais sensível e humana, não uma que reprima os mais pobres enquanto os homens de negócios ricos no narcotráfico se safam".

Embora Obregón dissesse que ela e seus aliados no congresso estão trabalhando para fazerem avançar a legislação pró-coca, as coisas estão difíceis. Como integrante do Partido Nacionalista Peruano do candidato à presidência derrotado, Ollanta Humala, ela e os seus aliados estão na oposição.

"Nós, cocaleiros, somos pessoas que vivem na extrema pobreza e temos que cultivar a folha sagrada para sobrevivermos", disse o atual diretor da CONPACCP, Nelson Palomino. "Somos peruanos honestos e trabalhadores e não somos culpados de nada por cultivarmos a coca para subsistir", disse ele, mascando folhas de coca enquanto falava. "O que vamos fazer? O desenvolvimento alternativo fracassou. O dinheiro estrangeiro que deveria chegar aos vales é embolsado pelos funcionários em Lima", reclamou Palomino. "Esperamos que o mundo entenda que temos boas intenções".

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Nelson Palomino, com as folhas de coca
Embora a CONPACCP seja o maior sindicato cocaleiro do país, não é o único, e alguns acham que isso é um problema para o movimento. O movimento cocaleiro tem os seus problemas sim, admitiu Palomino. "Temos uma liderança que é isolada e radical, mas gritar slogans simples como 'Gringos, Não!" não vai solucionar os nossos problemas, pôr pedras na estrada também não", explicou. "Toda luta tem as suas fases. Primeiro, a linha dura, depois, a parte democrática".

Na área natal de Palomino, o Vale do Rio Ene, os cocaleiros assumiram o poder exatamente por meios democráticos. "No meu vale, as 70 municipalidades são governadas por cocaleiros e o governo está preocupado. Temos uma presença democrática em Ayacucho e no Vale do Ene. Agora, temos que dar um fim à política burra da erradicação".

Mas, isso vai exigir cada vez mais unidade do movimento cocaleiro nacional. Embora Palomino afirmasse que a CONPACCP representa 90% de todos os cocaleiros peruanos, há divisões e rivalidades tanto dentro da confederação quanto entre ela e outros líderes cocaleiros. Os analistas que estão familiarizados, porém fora do movimento cocaleiro, acusam não só Palomino, mas outros líderes, como Obregón e a deputada do parlamento andino, Elsa Malpartida, ambas ex-líderes da CONPACCP, de virarem presas do personalismo e de outros pecados políticos.

Enquanto isso, em Monzón no Vale do Alto Huallaga, o líder cocaleiro Iburcio Morales segue o seu próprio caminho radical. "A situação é muito complexa", disse Palomino. "Respeitamos muito a democracia e não podemos ditar ordens às demais regiões, mas Iburcio caminha sozinho porque não ouve e conversa com qualquer um - o governo, o Sendero Luminoso, com quem lhe der na telha".

"O movimento cocaleiro está isolado e é subordinado às políticas gerais do governo peruano, descoordenado, egoísta e incapaz de construir uma agenda coletiva para afrontar os problemas reais da pobreza, o meio ambiente, as questões culturais e a situação política internacional, particularmente com os EUA", disse o advogado, ativista dos direitos humanos e especialista em drogas e defesa, Ricardo Soberón, em uma crítica fulminante. Soberón também viu as vitórias eleitorais de Obregón e Malpartida como se houvessem sido um custo para o processo organizativo que confiara anteriormente na sua liderança ativa.

"O movimento perdeu bons líderes quando Nancy Obregón e Elsa Malpartida [ambas ex-líderes da CONPACCP] foram eleitas ao congresso peruano e ao parlamento andino, respectivamente. O governo peruano é suficientemente esperto para conhecer a incapacidade do movimento de trabalhar juntos e joga uns contra os outros. O governo convida um líder, mas não o outro; dá dinheiro a alguns, mas não a outros, e os líderes cocaleiros ficam tão ocupados atacando uns aos outros que pela árvore não vêem o bosque. Eu culpo os quatro líderes nacionais por esta situação", disse Soberón, que fora assessor de Obregón, mas pediu demissão por frustração.

Embora Palomino zombasse de tais críticas, ele qualificou o movimento cocaleiro democrático como "gestante". Um "parto prematuro" seria um desastre, disse. "Se isto não funcionar de maneira democrática, veremos muita sangue", advertiu. "Estamos tentando preparar o terreno; queremos fazer isto direito, queremos salvar a vida da coca e queremos salvar a nós mesmos. Não vamos morrer de fome", prometeu.

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a coca esperando na beira da estrada para ser levada ao mercado, província de Ayacucho, no mês passado
Obregón também minimizou as críticas. "Não sou uma política tradicional; sou uma camponesa e uma líder cocaleira", disse ela na quarta-feira. "Não tenho inimigos dentro do movimento, mas há camaradas que têm o seu próprio trabalho e o a sua própria liderança. Tivemos líderes fracassados no passado, mas temos que seguir fortalecendo-nos e superar esses fracassos da liderança. É um trabalho difícil, mas estamos fazendo progresso", acrescentou, apontando para a eleição ao cargo de Elsa Malpartida e ao seu.

Embora Obregón reconhecesse murmúrios e ataques intramuros dentro do movimento, ela os atribuiu em grande parte à debilidade humana. "Há inveja e egocentrismo, como em todos os lugares", disse Obregón. "Também estamos sob o ataque da imprensa marrom, que representa equivocadamente as nossas ações. E, como líderes, acho que Elsa e eu fazemos frente a um certo machismo. Sim, há diferentes líderes nacionais e alguns são mais favorecidos pelos camponeses do que os outros, mas não há polêmica dentro do movimento", sustentou.

Embora os governos peruano e estadunidense sejam rápidos em traçar conexões entre os cocaleiros e as guerrilhas persistentes do Sendero Luminoso, Palomino foi cuidadoso em negar todo e qualquer vínculo entre os cocaleiros e as guerrilhas, que se originaram em Ayacucho nos anos 1960 e 1970, então lançaram uma tentativa de revolução que matou quase 80.000 peruanos nos anos 1980 antes de perder energia. Na estrada entre Ayacucho e o VRAE, as ruínas das aldeias queimadas pelo Sendero Luminoso são lembretes do seu reinado breve e sangrento. Mas, o Sendero Luminoso ainda marca presença no VRAE, onde nos últimos meses atacou e matou policiais e trabalhadores da erradicação das drogas.

[Nota do Editor: Pelo menos, essa é a versão oficial. Os líderes cocaleiros nos municípios em que cinco policiais e dois erradicadores civis foram mortos no início deste ano negaram que fosse uma ação do Sendero Luminoso. Pelo contrário, eles disseram que a polícia estivera abordando e roubando os cocaleiros e que os habitantes locais fizeram justiça com suas próprias mãos.]

"A CONPACCP é contra a subversão, seja de parte do governo ou das forças clandestinas", disse Palomino. "Somos um movimento pacífico e democrático e nós gostaríamos de ver uma política eficiente para o narcotráfico e para a subversão, mas a sua guerra às drogas não está funcionando. As suas agências de inteligência estão trabalhando sem inteligência e a polícia provavelmente nos deterá como terroristas, mas nós, cocaleiros, não somos responsáveis por isso".

Para Palomino, uma política correta de coca é uma que não ataque a coca, mas uma que se concentre no narcotráfico e persiga os consumidores no Primeiro Mundo. "Uma política sincera atacaria os produtos químicos usados para fazer cocaína e não há política drástica contra os consumidores", sustentou. [Nota do Editor: A esta altura, o vosso repórter teve que fazer uma interrupção para apontar que só nos EUA, mais de 500.000 pessoas são presas na guerra às drogas.] "Os EUA não vão atrás das grandes fábricas químicas", prosseguiu Palomino. "A corrupção e o narcotráfico são administrados pelos Estados Unidos, os homens de terno e gravata, enquanto nos perseguem, nós, humildes camponeses".

Sem dúvida, a erradicação é uma política errada, disse Palomino. "O governo peruano está seguindo o exemplo dos norte-americanos, mas esta política está nos matando. Por isso viramos um polo de resistência. Não somos uma colônia dos EUA, não estamos loucos, mascamos coca a toda hora e também não somos terroristas nem traficantes de drogas, só estamos tentando sobreviver. Não podemos permitir a erradicação forçada dos nossos cultivos".

"A política atual é um desastre", concordou o psicólogo e especialista em coca, Baldomero Cáceres, do seu apartamento no subúrbio limenho exclusivo de Miraflores. "Nada mudou com García. A opinião pública começou a mudar no sentido de que a folha de coca agora está começando a ser vista como um recurso natural valioso, mas o governo não tirou as suas próprias conclusões porque não quer irritar o governo norte-americano. Vamos precisar de um milagre, porque o establishment político não quer conversar sobre isto".

Soberón concorda em grande parte com o que é preciso fazer a respeito das políticas de coca no Peru. "Primeiro, temos que dar um fim às coisas que estão sendo feitas atualmente pelo Estado Peruano - a erradicação, a interdição, a militarização", disse ele. "O governo anda confiscando dez ou doze toneladas métricas de cocaína por ano e prendendo 10.000 ou 12.000 pessoas, mas em sua maioria elas são só consumidores que têm que ser soltas, e isto é muito ineficaz. Precisamos ter uma avaliação do que as políticas atuais conseguiram", discutiu.

"Segundo, precisamos deixar os cocaleiros em paz. Eu usaria os recursos no litoral para interceptar a cocaína que deixa o país", sugeriu. "Também precisamos mais transparência no desenvolvimento alternativo. Os camponeses desconfiaram completamente de Lima durante décadas e temos que mostrar que confiamos nos camponeses. Por fim, temos que revisar fundamentalmente as nossas relações com os EUA. Quais são as nossas prioridades peruanas?"

Palomino e a CONPACCP olham com esperança para a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre as Drogas em Viena no ano que vem. "Estamos fortificando a nossa causa para Viena em 2008. Trabalharemos juntos contra as drogas, mas quando falem da coca, exigimos que a legalizem e que a descriminalizem como planta indígena - não uma droga - e a promovam para o uso industrial e nutricional".

Quanto a tirar a coca da lista de substâncias proibidas dos tratados da ONU, Cáceres não tinha esperanças. "Eu continuo sendo pessimista sobre as perspectivas de mudança nesse nível", disse. "O governo peruano não vai fazer o que é tem de se fazer para apresentar um caso a favor da mudança na ONU e não acho que a Bolívia possa fazer isso sozinha. Essa é única rota útil para afetar a mudança, mas não acho que tenha chegado a hora".

Para Cáceres, legalizar a coca seria só um passo interino rumo a eliminar o regime global da proibição das drogas. "Acho que, enfim, precisamos trabalhar para a legalização tanto das plantas como dos fármacos derivados delas", disse ele. "Como com a coca, o mesmo com a maconha e a papoula. Mas, não há por que ter esperanças de que isso vá acontecer no futuro previsível", lamentou.

Soberón também tinha um ponto de vista sóbrio das perspectivas de mudança na ONU. "Acho que 2008 nos trará a mesma história de sempre", disse. "Agora que entendo mais ou menos como funciona a burocracia, acho que as drogas se moverão nesse nível. Eles podem atirar algumas migalhas, mas, afinal, a questão das drogas é uma ferramenta política para que os EUA intervenham nos países estrangeiros. E embora Morales na Bolívia possa fazer pressão, Bogotá sempre fará o que os EUA querem, e Lima também".

O movimento cocaleiro do Peru é forte e vibrante, mas também está dividido e isolado. Acossado por rivalidades fortíssimas e uma conjuntura internacional difícil, até agora tem sido incapaz de se esquivar das piores políticas repressoras ordenadas de Washington e Lima. Embora líderes como Nelson Palomino gostassem de alcançar a estatura de Evo Morales da Bolívia, nenhum conseguiu fazer isso ainda. No entanto, o movimento cocaleiro não vai desaparecer. Há muito em jogo; para os cocaleiros, o que está em jogo não é só uma planta ou um cultivo, mas a sua própria cultura e modo de ser.

Quando indagados sobre o que eles diriam ao governo e ao povo estadunidenses, Palomino estendeu uma mão amiga. "Eu lhes enviaria um cumprimento fraternal e democrático dos cocaleiros. Não somos os seus inimigos, mas seus amigos e irmãos. Mas vocês têm que mudar as suas políticas internacionais. Precisamos de alternativas que reduzam a pobreza, não a aumentem e queremos viver em paz. Também transmitimos à sua terra a esperança de que a nossa cultura não desapareça. A própria idéia faz o nosso sangue gelar".

Matéria: A maconha medicinal vira regra nos estados

Há apenas uma dúzia de anos, nenhum estado tomava precauções para o uso medicinal da maconha. Agora, onze anos depois que a Califórnia abriu passagem com a Proposição 215 de 1996, os pacientes têm acesso legal à maconha em 11 estados (Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Montana, Nevada, Oregon, Rhode Island, Vermont, Washington), enquanto Maryland permite que os pacientes montem uma defesa afirmativa às acuações por maconha. Os eleitores do Arizona também aprovaram uma iniciativa sobre a maconha medicinal em 1996, mas por causa de sua formulação que exigia a prescrição de um médico (ao invés de uma recomendação), essencialmente a lei não está sendo aplicada ali.

Embora em grande parte dos estados com maconha medicinal as leis acontecessem através do processo de iniciativas e referendos - só o Havaí, Vermont e Rhode Island legalizaram a maconha medicinal através da assembléia -, há projetos de lei pendentes sobre a maconha medicinal neste ano em mais de 20 estados, de acordo com uma lista recebida pela Crônica da Guerra Contra as Drogas do Marijuana Policy Project (MPP). Embora os defensores reconheçam que, dado o processo moroso de fazer a lei nas assembléias estaduais do país, a aprovação real da legislação sobre a maconha seja provável neste ano somente em um punhado de estados na melhor das hipóteses, parece que a maconha medicinal saiu do relento e agora é uma questão completamente normal.

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o dep. Maurice Hinchey discursa em entrevista coletiva sobre a maconha medicinal em 2005 enquanto Montel Williams aguarda a sua vez no pódio
"Houve um montão de projetos apresentados neste ano, com mais por vir", disse o diretor de comunicação do MPP, Bruce Mirken. "Embora em muitos casos não saibamos com exatitude quais são as suas chances e muitos deles não tenham um esforço sério e profissional de apoio para aprová-los, é um bom sinal de que isto já não é mais uma questão marginal", disse.

"Agora está claro que a maconha medicinal é cada vez mais uma questão normal que já deixou de ser terrivelmente polêmica", prosseguiu Mirken. "Lenta, porém certamente, os legisladores de todo o país estão chegando a perceber que isto é algo que o público apóia e que eles podem apoiar com segurança".

"Muitos destes estados tiveram cerca de 10 anos para vetar isso, houve vários projetos de lei apresentados, várias audiências, a primeira vez que saíram não tiveram muito sucesso em geral, mas quando saíram pela segunda vez, conseguiram um pouquinho mais de tração, e por volta da terceira vez já é quase óbvio em si mesmo que algo tem que ser feito", disse Allen St. Pierre, diretor-executivo da National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML). "Há poucos anos, era difícil apontar um modelo para a maconha medicinal, mas agora há um montão de modelos. A esta altura, os legisladores não têm nenhum pretexto para arrastar os pés deles; eles sentem o imperativo moral de responder às pessoas que estão doentes e morrendo".

Em diversos estados com leis já existentes acerca da maconha medicinal, os esforços estão em curso para expandir esses programas. Esses estados incluem o Havaí, Maine, Maryland, Montana, Oregon, Rhode Island e Vermont. Em outros estados, os esforços estão em marcha para promulgar leis de maconha medicinal pela primeira vez. Eis aqui alguns dos destaques:

Em Illinois, um projeto de lei sobre a maconha medicinal, o SB 650, foi aprovado na terça-feira pelo Comitê de Saúde Pública do Senado e agora aguarda uma terceira leitura na semana que vem. Espera-se que tenha uma votação no Senado dentro de um mês. Apresentado pelo senador John Cullerton (D-Chicago), o projeto deixaria que as pessoas diagnosticadas com uma doença debilitante e seu fornecedor principal se inscrevessem junto ao estado para obterem a autorização para portarem até 12 plantas de maconha e 75 gramas de maconha usável.

Apesar das preocupações expressas pela lei e os conservadores, os legisladores no comitê votaram 6 a 4 para aprovar a medida. Eles foram influenciados em parte pelo depoimento do grupo Illinois Drug Education and Legislative (IDEAL) Reform e de cidadãos como Gretchen Steele de Coulterville. Steele, enfermeira credenciada e paciente de esclerose múltipla, disse ao comitê que a maconha podia tratá-la com eficácia e segurança dos seus sintomas quando outras drogas mais perigosas tinham falhado.

"Posso dizê-lo por experiência direta que a maconha dá melhores resultados para controlar a espasticidade, a dor neuropática e os tremores do que qualquer outra miríade de medicações prescritíveis que tomo atualmente", disse ela ao comitê. "O fato de que seja perfeitamente legal para os meus médicos prescreverem morfina, oxicodona, diazepam, hidrocodona e outras drogas que não só são altamente causadoras de dependência, mas também cheias de efeitos colaterais desagradáveis, porém continue ilegal recomendar a maconha, vai além do entendimento".

Em Minnesota, o SF0345 permitiria que os pacientes que padecem de uma doença debilitante e que têm a recomendação de um médico se inscrevam junto ao estado para ficarem protegidos contra processo criminal. Os pacientes e fornecedores podem portar até 12 plantas e 75 grama de maconha usável.

O projeto já foi aprovado pelo Comitê de Saúde, Moradia e Segurança da Família do Senado em uma votação oral bipartidária e agora aguarda as providências no Comitê do Senado sobre o Judiciário. De acordo com o Minneapolis Star-Tribune, a medida "tem boas chances de aprovação na Assembléia do Minnesota neste ano".

Embora os mesmos de sempre - a lei e os conservadores - se oponham fortemente ao projeto, o Star-Tribune informa que metade dos republicanos da Câmara pode votar a favor disso. "Dez anos atrás isso não teria chance nenhuma", disse o deputado Steve Sviggum, que apresentou um projeto acompanhante na Câmara. "Dois anos atrás provavelmente eu teria estado na oposição. É uma questão muito emocional, mas, com sorte, os fatos e a informação sairão adiante".

No Novo Hampshire, o deputado Tim Robertson (D-Keene), anunciou nesta semana que o projeto de lei sobre a maconha medicinal que ele está apresentando, o HB 774, terá uma audiência no Comitê de Saúde, Serviços Humanos e Idosos da Câmara na próxima segunda-feira. Também nesta semana, os defensores no Granite State lançaram uma pesquisa que mostrava 68% de aprovação para a maconha medicinal ali.

"Esta pesquisa é mais outro indício de que o projeto de maconha medicinal do Novo Hampshire não só é uma legislação sensível e compassiva - também é politicamente popular", disse Robertson. "Os eleitores estão nos mandando um recado claro: Dêem-nos uma lei humana sobre a maconha medicinal já".

"Não estou surpreso em saber que a maioria esmagadora dos habitantes do Novo Hampshire apóiam gente como eu que só quer a liberdade para tomar as melhores decisões médicas possíveis", disse Ian Taschner, que padece de náuseas graves. "Eu deveria poder lutar contra os meus sintomas debilitantes e levar uma vida seminormal sem ter que me preocupar se o meu medicamento recomendado pelo médico me transforma em um criminoso".

No Novo México, os defensores da maconha medicinal esperam ter sorte na terceira vez. Nas duas últimas sessões legislativas, a Lei Lynn e Erin de Uso Compassivo [Lynn & Erin Compassionate Use Act (SB007)] foi aprovada pelo Senado só para ser derrubada sem votação na Câmara, por motivos que têm mais a ver com a política legislativa do que com as virtudes da maconha medicinal. Neste ano, a medida foi aprovada mais uma vez pelo Senado e pela votação em um comitê da Câmara e aguarda uma votação final na Câmara.

O governador Bill Richardson (D) deu sinais de seu apoio ao projeto e, com o tempo se esgotando nesta sessão - acaba dentro de duas semanas -, na terça-feira ele pediu à assembléia que comece a trabalhar em vários de seus projetos favoritos, inclusive o da maconha medicinal. "Temos só alguns dias e estou instando ação rapidíssima sobre o pacote de ética", disse Richardson aos repórteres. "Estou instando providências muito rápidas e fortes sobre os empréstimos predatórios. Quero esse projeto sobre a briga de galos, quero a maconha medicinal, quero os meus cortes nos impostos".

No presente momento, o Novo México parece ser a melhor oportunidade para aprovação de um projeto de maconha medicinal neste ano, mas os projetos em alguns dos demais estados podem se mexer com mais velocidade e ir mais longe do que o esperado também. Enquanto isso, os defensores da maconha medicinal em estados que já têm tais leis estão procurando ou fortalecê-las ou expandi-las:

Em Maryland, a Lei de Uso Compassivo de Maryland [Maryland Compassionate Use Act (HB1040)] foi o objeto de uma audiência no Comitê da Câmara sobre o Judiciário na terça-feira. Embora Maryland tenha uma lei de 2003 que permita a proteção limitada para pacientes de maconha medicinal, a nova medida permitiria que os pacientes usassem a erva sem temor de detenção ou processo. Criaria um registro, permitiria que os pacientes ou fornecedores portassem até 12 plantas e 75 gramas de maconha usável e poria Maryland totalmente nas fileiras dos estados da maconha medicinal.

O esforço de Maryland é apoiado pelo MPP, a Drug Policy Alliance e o Americans for Safe Access. "A ciência que apóia a cannabis medicinal é esmagadora, no entanto, a lei atual continua tratando os pacientes como se fossem criminosos. O que os pacientes grave e cronicamente doentes em Maryland precisam é da garantia de que seis direitos como pacientes serão protegidos", disse Caren Woodson, diretora de relações governamentais, Americans for Safe Access.

Em Rhode Island, onde a assembléia anulou um veto do governador Donald Carcieri (R) para aprovar um projeto sobre a maconha medicinal no ano passado, os defensores estão de volta neste ano para tirarem uma disposição de vencimento que faria com que o programa terminasse no dia 30 de junho. O deputado Thomas Slater (D-Providence), o qual, juntamente com a senadora Rhoda Perry (D-Providence), encabeçou o esforço bem-sucedido do ano passado, também está por trás da ação para torná-lo permanente.

"Esta é a terceira vez que me envolvo neste projeto", disse Slater. "No primeiro ano não chegamos a lugar nenhum. No segundo ano fomos muito bem-sucedidos. Foi anulado pelo veto do governador, mas pudemos conseguir a votação final. Agora, o que estamos tentando fazer é manter o projeto sobre a maconha [medicinal] vivo para aliviar os vômitos [e] as náuseas dos pacientes e para ajudar as pessoas que têm câncer e distrofia muscular. Agora mesmo temos 52 assinaturas, então não acho que vamos ter qualquer problema em aprová-lo", disse. "Se o governador o vetar, esperamos anular essa decisão".

Os estados mencionados neste artigo não são os únicos que têm legislação sobre a maconha medicinal ou apresentada ou pendente, mas são aqueles com as melhores chances de sucesso neste ano. Entretanto, dadas as dificuldades de fazer com que projetos de qualquer tipo andem pelas assembléias estaduais, seria um ano muito bom se o número de estados com maconha medicinal se expandisse em três ou quatro.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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Con el lanzamiento de nuestra nueva página web, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saberlo por otra persona, porque eso no siempre sucede.

Deseamos informarle sobre nuevos reportajes de nuestra nueva página web apenas estén disponibles.

Anuncio: Los Feeds RSS de DRCNet Están Disponibles

Los feeds RSS son una onda del futuro – ¡y la DRCNet los ofrece ahora! La última edición de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas está disponible usando RSS en http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Tenemos muchos otros feeds RSS disponibles también, sobre cerca de cien subtópicos distintos de las políticas de drogas que empezamos a rastrear desde el relanzamiento de nuestra página web este verano – relacionando no solamente los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, sino también las publicaciones en el Bar Cladestino, los listados de eventos, los enlaces a noticias externas y más – y para nuestras publicaciones diarias en los blogs y en sus distintas subdirecciones. Visite nuestro Mapa del Sitio para leer la serie completa.

¡Gracias por sintonizarse en la DRCNet y en la reforma de las políticas de drogas!

Anuncio: ¡Ahora los Feeds de Agregación de Contenido de la DRCNet Están Disponibles para SU Página Web!

¿Usted es un aficionado a la DRCNet y tiene una página web que le gustaría usar para difundir el mensaje con más fuerza que un único enlace a nuestra página puede lograr? Tenemos la satisfacción de anunciar que los feeds de agregación de contenido de DRCNet están disponibles. Tanto si el interés de sus lectores está en el reportaje investigativo como en la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, el comentario corriente en nuestros blogs, la información sobre subtópicos específicos de la guerra a las drogas, ahora podemos darles códigos personalizables para que usted los ponga en los lugares adecuados en su blog o página web y actualicen automáticamente los enlaces al contenido de concienciación de DRCNet.

Por ejemplo, si usted es un gran aficionado a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas y cree que sus lectores sacarían beneficios de ella, puede tener los titulares de la última edición, o una porción de ellos, apareciendo y actualizándose automáticamente cuando salga cada nueva edición.

Si su página web es dedicada a las políticas de marihuana, puede publicar nuestro archivo temático, con enlaces a todos los artículos que publicamos en nuestra página acerca de la marihuana – los artículos de la Crónica, las publicaciones en los blogs, el listado de eventos, enlaces a noticias externas y más. Lo mismo vale para la reducción de daños, la confiscación de bienes, la violencia del narcotráfico, los programas de trueque de jeringas, Canadá, las iniciativas electorales, casi cien tópicos distintos que rastreamos corrientemente. (Visite la portada de la Crónica, en la columna derecha, para ver la lista actual completa.)

Si a usted le gusta especialmente nuestra nueva sección del Bar Clandestino, hay contenido nuevo todos los días tratando de todas las cuestiones y usted puede poner enlaces a esas publicaciones o a subsecciones del Bar Clandestino.

Haga clic aquí para ver una muestra de lo que está disponible - por favor, fíjese que la extensión, la apariencia y demás detalles de cómo ello aparecerá en su página pueden ser personalizados para adecuarse a sus necesidades y preferencias.

Por favor, fíjese también que estaremos contentos en hacerle más permutas de nuestro contenido disponible bajo pedido (pese a que no podamos prometer cumplimiento inmediato de dichas solicitaciones ya que, en muchos casos, la oportunidad dependerá de la disponibilidad de nuestro diseñador web). Visite nuestro Mapa del Sitio para ver lo que está disponible actualmente – cualquier feed RSS disponible allí también está disponible como feed de javascript para su página web (junto con el feed de la Crónica que no aparece todavía pero que usted puede encontrar en la página de feeds relacionada arriba). Experimente nuestro generador automático de feeds aquí.

Contáctenos si quiere asistencia o infórmenos sobre lo que está relacionando y adónde. Y gracias de antemano por su apoyo.

Semanal: Esta Semana en la Historia

10 de marzo de 1839: Lin Tse-hsü, el gobernador de la provincia china de Hu-Huang, proclama que el tráfico de opio ya no será tolerado en Cantón y empieza a arrestar a los traficantes conocidos de opio en los colegios locales y en los barracones navales. Los que son declarados culpables de comprar, tener o vender opio son sentenciados a ejecución pública por estrangulación. “Que nadie piensa”, Lin proclamó, “que éste es sólo un esfuerzo temporal en nombre del Emperador. Persistiremos hasta que se termine el trabajo”.

14 de marzo de 1937: Estableciendo un precedente judicial importante en las políticas de drogas, la Corte Suprema de los EE.UU. decide que las ametralladoras pueden ser controladas por la tasación primero, entonces por el uso de la ley de tasación para prohibirlas. Un mes después, Harry Anslinger, director de la Agencia Federal de Estupefacientes, presenta la Ley de Tasación de la Marihuana [Marijuana Tax Act ] al Congreso.

11 de marzo de 1966: El gurú psicodélico, Timothy Leary, recibe una sentencia de 30 años de prisión en Tejas por intentar cruzar a México con una pequeña cantidad de marihuana.

09 de marzo de 1982: La redada doméstica más grande de cocaína de los EE.UU. en la historia hace que los EE.UU. tengan ciencia del cartel de Medellín. La redada de 1ton 773kg de cocaína, estimada en más de $100 millones al por mayor, de un hangar en el Aeropuerto Internacional de Miami le dice al aparato judiciario-legal de los EE.UU. que los narcotraficantes colombianos deben estar trabajando juntos porque ningún traficante puede estar por detrás de una carga tan grande.

10 de marzo de 1984: Al rastrear la venta ilegal de enormes cantidades de éter a Colombia, la DEA y la policía colombiana descubren a Tranquilandia, un laboratorio metido en la selva colombiana. En la redada subsiguiente, los oficiales de la ley destruyen 14 complejos de laboratorios, que contienen 13,8 toneladas de cocaína, 7 aviones y 11.800 barriles de químicos, estimados conservadoramente en $1,2 billón. La aprehensión confirma la consolidación del operativo de fabricación del cartel de Medellín.

12 de marzo de 1998: Canadá legaliza la producción del cáñamo y establece un límite de 0,3% de contenido de THC que puede estar presente en las plantas y exige que se certifique el contenido de THC de todas las semillas.

12 de marzo de 1998: Los alcaldes de San Francisco, Oakland, Santa Cruz y West Hollywood escriben cartas al presidente Clinton pidiéndole que mantenga los clubes de compradores de cannabis abiertos. Ellos le dicen al presidente: “Si los centros son cerrados, muchos de estos individuos serán compelidos a buscar los callejones y las esquinas para obtener su medicamento” y le pidieron que “implementara una moratoria en contra de la imposición de las leyes federales sobre las drogas que interfieren en el funcionamiento diario de los dispensarios”.

09 de marzo de 2001: William J. Allegro, 32, de Bradley Beach, Nueva Yérsey, es sentenciado a 50 años de prisión por cultivar marihuana en su casa. “La corte impuso esta sentencia porque la corte se sintió obligada a hacerlo según la ley”, dice el juez Paul F. Chaiet, un ex fiscal. “Las disposiciones de condenación obligatoria pueden crear resultados difíciles. En la opinión de la corte, ésta es una de aquellas veces en que los resultados finales son difíciles de aceptar”.

10 de marzo de 2004: En un artículo del Washington Post, “La Obesidad Pasa el Fumo como Causa Evitable de Muerte Más Importante”, el ministro de Salud y Servicios Humanos, Tommy G. Thompson, cuando inquirido sobre los alimentos no saludables, dice, “No quiero empezar a prohibir las cosas.. La prohibición nunca ha funcionado”. [NOTA: En 2000, sólo 0,7% de todas las muertes se debían al consumo de drogas ilícitas en tanto que un mal régimen alimentar y el sedentarismo fueron responsables por 16,6% de todas las muertes.]

Europa: Verdes de la Izquierda Neerlandesa Inauguran Página Web Pro Marihuana

Dos políticos verdes de la izquierda neerlandesa (GroenLinks) han inaugurado una página web para promover la marihuana y su consumo y gozo legales. La página web Mapa de la Hierba cuenta con un sistema de búsqueda que ubica todos los cafés de Holanda, como son conocidos coloquialmente los bares de marihuana del país. Las ubicaciones de los cafés son marcados con el logotipo de una hoja de marihuana, el cual hace aparecer una ventana con la dirección del café si se pone el ratón encima.

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la página web Mapa de la Hierba en uso – captura parcial de pantalla
Los políticos verdes de izquierda, David Rietveld y Koen Martens, inauguraron la página web porque ellos querían que la marihuana estuviera disponible a todos “porque fumar cannabis es agradable”, como dice la página web. “Fumar cannabis debería simplemente ser permitido. Siempre y en todos los lugares. Porque es agradable y, en muchos respectos, mejor que el alcohol, por ejemplo. Mejor para la salud de la gente y mejor para la sociedad”.

Pero eso no pasa siempre, aun en Holanda, advierte la página web. “Algunos lugares no ofrecen la posibilidad de usar cannabis. Te toca a ti unirte a nosotros en hacer el seguimiento de estas áreas problemáticas. Entonces podemos instar a los consejos a asegurar que los cafés estén dentro del alcance de todos de una vez por todas”.

La página web fue montada para parodiar la página web antimarihuana Libre de la Hierba, establecida por los demócratas cristianos (CDA). “La página web de la CDA declara que el consumo de cannabis puede estar relacionado con quejas psicológicas”, les dijo Rietveld a los reporteros durante el fin de semana. “Sin embargo, no hay pruebas científicas suficientes en apoyo a eso”.

Suroeste Asiático: La Adormidera – ¿Ya No Es Más Sólo para Afganistán?

Con una mirada penetrante echada sobre el vecino sureño de su país, Afganistán, el miércoles un político kirguiz inventó una solución singular para resolver el problema de la deuda externa de su propio país. El congresista Azimbek Beknazarov de Kirguistán, un ex fiscal general nacional, le dijo al parlamento que Kirguistán debería permitir el plantío de la adormidera para pagar su deuda externa.

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especimenes tallados de papaver (adormideras)
“Para solucionar este problema [de la deuda externa], necesitamos providencias fuera de lo común. Sé que mi sugestión provocará un debate acalorado”, dijo Beknazarov. “Este año Afganistán anunció casi oficialmente que aumentará los cultivos de la adormidera. Tenemos que hacer lo mismo y permitir que nuestro pueblo plante la adormidera durante uno o dos años. Después de eso, todas las organizaciones internacionales sentirán los estragos y se ofrecerán a cancelar las deudas de nuestro país”, dijo el diputado.

Los comentarios de Beknazarov sucedieron después que el parlamento se rehusó a inscribirse en un programa internacional que cancelaría parte de la deuda para los países más pobres del mundo porque los diputados no querían admitir que Kirguistán está entre aquellos países. La deuda externa del país es de cerca de $2 billones.

El dato es cerca de dos tercios de los réditos anuales estimados que vienen del tráfico del opio afgano. Afganistán también recibirá cientos de millones de dólares en auxilio antidroga de los Estados Unidos y de los países de la OTAN este año. Aunque Beknazarov estuviera hablando irónicamente sin duda, hay un cierto elemento de verdad en sus comentarios.

Canadá: La adormidera afgana debería ser acaparada y vendida en todo el mundo, dice instituto de consultoría

Un instituto de consultoría canadiense impasiblemente hegemónico, el Canadian Defense and Foreign Affairs Institute, está pidiendo una junta comercial internacional para la adormidera afgana en un esfuerzo para quitar los colmillos de la insurgencia del Talibán y desalentar el narcotráfico floreciente en Afganistán. La recomendación sucedió en un informe del Instituto sobre la participación de Canadá en Afganistán que advirtió que la guerra contra el Talibán podía ser perdida.

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simposio de 2005 del Consejo Senlis sobre la autorización de la adormidera, Kabul (foto del editor de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, Phil Smith)
El Instituto y el informe apoyan la participación canadiense en Afganistán, pero dicen que las políticas actuales de la OTAN en el país necesitan ajustes. La posibilidad de negociar con el Talibán debe ser considerada, concluyó el informe, así como los abordajes innovadores al dilema de la adormidera afgana.

El año pasado, Afganistán respondió por más de 90% de la oferta global de la adormidera ilícita, creando más de $3 billones en réditos. Aunque gran parte de ese dinero vaya a los traficantes nacionales e internacionales, el cultivo vale por lo menos $750 millones para los agricultores afganos.

Intentar erradicar los cultivos afganos de la adormidera, lo que es la política oficial de los EE.UU. y de la OTAN, sólo lleva a los agricultores a los brazos pacientes del Talibán, dijo el informe de autoría de Gordon Smith, el embajador de Canadá en la OTAN entre 1985 y 1990. Un mejor abordaje sería crear una agencia de liquidación para comprar los cultivos de adormidera y revenderlos en el mercado medicinal legal.

De acuerdo con el informe, Canada in Afghanistan: Is It Working? [Canadá en Afganistán: ¿Está Funcionando?]:

”Alternativas innovadoras son exigidas con urgencia para reemplazar las políticas contraproducentes actuales de erradicación de la adormidera a fuer de que sólo aliena a los agricultores y los lleva a los brazos del Talibán. La producción de la adormidera en Afganistán ha sido un problema durante medio siglo y ha desafiado los esfuerzos internacionales de fiscalización consistentemente. Mientras tanto, los hospitales del mundo enfrentan una tremenda escasez de medicamentos opiáceos como la morfina. Canadá debería defender la creación de una junta comercial internacional para los productores afganos de la adormidera, a través de la cual los agricultores reciben precios justos y son supervisados por los auspicios de un cuerpo gubernamental que garantizaría la reglamentación central, la legalidad y la seguridad. La producción comerciada a través de este cuerpo sería usada solamente para fines medicinales en el mercado internacional”.

Mientras el Occidente se encuentra delante del dilema de la adormidera afgana – erradicarla y aumentar el apoyo al Talibán; ignorarla y presenciar el enriquecimiento del Talibán con el tráfico mientras que los viciados del mundo se ahogan en la heroína barata -, pedidos de una respuesta innovadora como la delineada por el Instituto están ocurriendo con más frecuencia. Pero hay pocos indicios de que les estén escuchando en Washington.

Suroeste Asiático: La Cosecha de la Adormidera Afgana para 2007 Puede Ser Plusmarquista, Predice ONU

Con mucho el líder mundial en la producción de la adormidera, Afganistán puede establecer un nuevo récord global este año, advirtió la Oficina de la ONU Contra las Drogas y el Delito (ONUDD) el lunes. De acuerdo con su evaluación de las tendencias del plantío de invierno, se esperan aumentos en 15 provincias, principalmente en los volátiles sur y este, disminuciones en siete provincias, ningún cambio en seis provincias y seis provincias no producirán la adormidera.

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el opio del traficante, en las afueras de Jalalabad, Afganistán, foto del editor de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, Phil Smith
“El aumento real está ocurriendo en las provincias caracterizadas por la insurgencia y el problema allá no es solamente el problema de los estupefacientes, sino un problema de insurgencia”, dijo Antonio Maria Costa, el director del gabinete contra las drogas y el delito sedeado en Viena, en Kabul el lunes. “Las provincias del sur son un caso claro de dominación de la ilegalidad y, por consiguiente, todos, de agricultores y laboratorios a traficantes y jefes de guerra, están intentando lucrar con la bonanza del producto”.

El año pasado ya tuvo una zafra plusmarquista, con Afganistán cosechando más de 6.000 toneladas de adormideras, suficiente para producir más de 600 toneladas de heroína. El aumento en el área de cultivo, juntamente con la gran cantidad de lluvia y la nieve este invierno, deben resultar en una cosecha abundante este año, informó la ONU.

El informe aparece mientras los efectivos de los EE.UU. y de la OTAN se preparan para la temporada de combates de primavera contra el Talibán en el sur y el este. De acuerdo con todos los relatos, el Talibán está entre aquellos que lucran bastante con el tráfico del opio. Pero los esfuerzos para suprimir el comercio a fin de cortar la financiación del Talibán amenazan conducir a los agricultores directamente a los brazos pacientes de las guerrillas.

Sin embargo, los EE.UU. y la OTAN siguen una política de erradicar el cultivo de adormideras y reemplazarlo por el desarrollo alternativo, un programa que no ha funcionado hasta el presente momento. Ellos siguen rechazando un clamor creciente por intentar un abordaje distinto, incluso varias propuestas de autorizar y comerciar el cultivo a través de los canales legítimos.

Costa también avisó que más de $1 billón en adormideras de la zafra extraordinaria del año pasado aún no había llegado al mercado, con los comerciantes esperando por precios más altos. “¿Está en las manos de los insurgentes?” preguntó. “No está debajo de la cama de los agricultores”, dijo, añadiendo, “Ello puede devenir un problema serio en el futuro”.

Europa: Comentarios de Candidato Crean Oportunidad para Escisión en el Partido Laborista Escocés por las Políticas de Drogas

Tras años de adoptar lo que es esencialmente un abordaje de reducción de daños a las políticas de drogas, el Partido Laborista Escocés (SLP, sigla en inglés) se volvió hacia un abordaje línea dura, con pedidos de abstinencia para los usuarios de drogas y planes para impedirlos de tener hijos. Pero eso no le cayó bien al candidato del parlamento escocés y miembro del SLP, Norman Murray, que regañó las nuevas políticas de drogas de su partido a fines de la semana pasada por ser “simplistas y equivocadas”.

“Apenas no siento que los puntos de vista de mi partido sobre las cuestiones de las drogas sean necesariamente los correctos”, dijo Murray. “Yo creo que ellos podrían enviar el mensaje equivocado a los usuarios de drogas, particularmente a las personas que están intentando parar de usar heroína o crack. Es demasiado simplista un punto de vista que sugiera a las personas que deben abstenerse de pronto”.

Murray se ofendió por la adopción del SLP de los “contratos” con los usuarios de drogas que los impedirían de tener hijos. “Eso es un total y completo disparate”, dijo. “Creo que eso es desagradable y parte del mensaje equivocado que estamos mandando a las personas”.

En vez de una línea dura, el SLP debería adoptar la reforma radical de las políticas de drogas, incluso la despenalización de la marihuana y posiblemente aun de las drogas duras, dijo Murray, que es el presidente de la Cámara de East Lothian. “Creo que debemos discutir a favor de la despenalización del cannabis. Mi propio partido no lo está debatiendo, pero es un punto de vista que sostengo fuertemente. Dicha política quitaría el cannabis del mercado negro”, dijo. “La penalización no está funcionando y la policía se lo dirá a usted. El cannabis no conduce a las drogas de la clase A, pero sí permite que los traficantes hagan experiencias con los jóvenes”.

Tal vez lo mismo deba ser hecho con la heroína y la cocaína, sugirió Murray. “Hay un fuerte argumento que viene de la policía y de la gente de la medicina que dice que quizá debiéramos examinar la autorización de la heroína y de la cocaína, creando un ambiente más controlado”, dijo.

Murray está esperando para reemplazar la parlamentaria escocesa Susan Deacon, que se va a jubilar y que ya ha articulado críticas similares de la nueva línea partidaria sobre las políticas de drogas. Deacon, una ex ministra de la salud, acusó recientemente el SLP de ofrecer “respuestas reflejas y soluciones vagas” a los problemas de las drogas de Escocia. “El hecho es que ya es hora de poner los pies en la tierra”, dijo ella. “La demonización de las drogas y de los usuarios de drogas puede dar resultados cuando se trata de discursos alborotadores y titulares sensacionalistas, pero hace muy poco para promover la comprensión de lo que está pasando de veras en nuestra sociedad”.

Pero los puntos de vista reformistas de Murray y Deacon no son políticas partidarias y el vocero del SLP fue rápido en distanciar el partido de sus comentarios. “Simplemente no puedo concordar con los comentarios divulgados de Norman”, dijo el vocero. “Estoy seguro de que cualquiera que haya echado un vistazo detallado a lo que el partido laborista está haciendo en la lucha contra las drogas verá claramente que tenemos la política correcta para afrontar la causa y los efectos de las drogas en Escocia”.

Y así está el debate dentro del partido político gobernante de Escocia.

Europa: Panel Británico Pide Revisión Completa de la Ley Sobre las Drogas

El jueves, un panel de expertos en Gran Bretaña pidió una revisión completa de las leyes sobre las drogas del país, diciendo que la Ley de Mal Uso de Drogas [Misuse of Drugs Act] de Gran Bretaña es tan poco científica y realista que debería ser descartada totalmente. La recomendación ocurrió en un informe de 335 páginas basado en dos años de deliberaciones de un panel de expertos y legos reunidos por la Real Sociedad para el Fomento de las Artes, de las Industrias y del Comercio (RSA, sigla en inglés).

El informe, “Drogas – Enfrentando los Hechos” [Drugs -- Facing Facts] es desconcertantemente brusco en su evaluación de las actuales políticas de drogas británicas – que son muy similares a las políticas de drogas estadounidenses -, advirtiendo que “un repensar radical” de las políticas de drogas es necesario antes de la revisión del gobierno de la Estrategia Nacional de Drogas el próximo año. Entre sus recomendaciones:

  • La Ley de Mal Uso de Drogas (1971) debería ser revocada y reemplazada por una Ley de Mal Uso de Sustancias que incorpore el alcohol, el tabaco, los solventes y drogas vendidas con y sin receta;
  • El nuevo armazón debería estar basado en un índice de danos relacionados con las sustancias – físicos, sociales y económicos – y los resultados de las políticas de drogas deberían ser juzgados en términos de daños reducidos en vez de drogas confiscadas o infractores procesados;
  • Más énfasis debería ser puesto sobre la concienciación sobre las drogas en los colegios primarios y menos en los colegios secundarios y más recursos deberían ser dedicados al trabajo de prevención fuera de las escuelas para alcanzar a los jóvenes en sus propios entornos;
  • Los usuarios de drogas deberían ser tratados de la misma manera que cualesquier otros pacientes de enfermedades crónicas. Ellos deberían tener mejor acceso a una gama de opciones para su tratamiento, incluso la prescripción de heroína cuando apropiado, mejorías en la prescripción de la metadona, la rehabilitación residencial, terapias psicológicas y tratamientos con toda la familia;
  • Los drogadictos que estén tratando su enfermedad no deberían ser discriminados por los servicios públicos como la vivienda y el empleo;
  • A través del armazón de los Acuerdos de las Áreas Locales, debería adherirse a las políticas de drogas locales e incluir un énfasis renovado en crear comunidades resilientes. Por consiguiente, el liderazgo en las políticas de drogas debería pasar del Ministerio del Interior al Ministerio de Comunidades y Gobierno Local;
  • El cannabis debería seguir siendo controlado. Pero su posición en el índice de daños varios del alcohol o del tabaco puestos abajo sugiere que la forma que este control asume podría tener que corresponder mucho más con la manera por la cual el alcohol y el tabaco son regulados.

“Uno de los temas de este informe ha sido la necesidad de apartar las políticas de drogas de su enfoque actual sobre la reducción de la criminalidad y del sistema de justicia criminal hacia una preocupación con las drogas en cuanto grupo mucho más variado y complejo de problemas sociales”, dijo el profesor Anthony King, presidente de la comisión sobre drogas de la RSA en una declaración a la prensa que acompañaba el lanzamiento del informe. “En nuestra sociedad, las drogas no se tratan solamente de la criminalidad; ellas se tratan de la salud individual, de la salud pública, de la vida familiar y de la salud y del bienestar de comunidades enteras. Eso no es bueno para el Reino Unido, que actualmente es el centro europeo del consumo de drogas”.

Con miras a 2008, King pidió al gobierno que empezara a trabajar en políticas de drogas radicalmente nuevas. “Instamos a los ministros a poner en curso el trabajo sobre una Ley de Mal Uso de Sustancias nueva y que lleve a cabo con urgencia la tarea de reorientar las políticas de drogas y de redirigirlas hacia una concepción más amplia de la prevención y de la reducción del daño. Las políticas actuales han fracasado y necesitan ser arregladas”.

Latinoamérica: Gobernador brasileño propone legalizar las drogas para combatir contra criminalidad

El gobernador del estado brasileño de Río de Janeiro les dijo a los reporteros el viernes pasado que legalizar las drogas puede ayudar a estancar los delitos de sangre que están volviendo a la ciudad de Río una de las más peligrosas en Latinoamérica. Al hacerlo, él le asestó un golpe a las políticas prohibicionistas a la estadounidense.

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una favela en Río de Janeiro
“Gran parte de la criminalidad en mi estado y en mi ciudad viene de la prohibición [de las drogas], muchos de los jóvenes mueren en las guerras por puestos de venta de drogas”, dijo el gobernador Sérgio Cabral. Él pidió una discusión de la legalización de las drogas en Brasil e internacionalmente. “¿Estados Unidos está correcto en sus políticas conservadoras sobre las drogas? A mi parecer, absolutamente incorrecto”, dijo.

En las favelas de Río, los narcotraficantes organizados en “comandos” controlan barrios enteros y se han metido en rebeliones y enfrentamientos armados con la policía en numerosas ocasiones en los últimos años. Recientemente, grupos justicieros paramilitares conocidos como “milicias” se han sumado a la reyerta, haciendo la guerra contra los comandos. Todo esto contribuye con un índice de homicidios de cerca de 40 por 100.000, volviendo el delito de sangre un problema sociopolítico serio.

El gobernador Cabral hizo campaña prometiendo reducir los delitos de sangre y tomó providencias al principio de su gobierno para enviar a la policía especial federal a la ciudad a fin de confrontar a los comandos. Pero hasta el presente momento, no ha funcionado.

“El gobernador está simplemente diciendo en voz alta lo que muchos otros piensan, pero temen decir”, dijo Ethan Nadelmann, director ejecutivo de la Drug Policy Alliance. “Hoy, Río es como la Chicago bajo Al Capone – veces diez. Reformar la prohibición de las drogas no será tan rápido y fácil como revocar la Ley Seca, pero no hay esperanza de romper el nexo drogas-criminalidad a menos que muchos otros servidores electos sigan el pedido del gobernador Cabral”.

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Sérgio Cabral
Los comentarios de Cabral fueron aclamados cautelosa, pero entusiasmadamente, por la destacada organización antiprohibicionista de reforma de las políticas de drogas de Brasil, la Psicotropicus sedeada en Río. En carta abierta, el grupo alabó a Cabral por tener el “coraje para decir lo que la mayoría de las personas que conoce la realidad detrás de la economía de las drogas no tiene el coraje de decir”. Para la Psicotropicus, las felicitaciones se aplican a un gobernador “que empieza realmente con el pie derecho al atreverse a proponer nuevos caminos que aún no fueron tomados para la solución de la grave problemática resultante de la penalización de algunas sustancias psicoactivas – erróneamente llamadas todas de estupefacientes – y de la violencia barbarizante advenida de esa penalización”.

La Psicotropicus teme que Cabral no siga adelante, sino retroceda frente a las críticas de los guerreros antidrogas y de los moralistas. Ella insta al gobernador a seguir firme y formar una comisión para dirigirse hacia un fin al régimen de la prohibición de las drogas. La vida de la ciudad está en juego: “[Hay que hacer] una transición que, entre otras cosas, reduzca al máximo el arsenal de guerra en posesión de los diversos grupos que controlan el comercio ilegal de drogas prohibidas”, debatió el grupo. “Vivimos en medio de una Guerra Civil y no nos damos cuenta de que uno de sus motivos es que no controlamos las ‘drogas’: En vez de reglamentar y controlar la circulación de esas ‘malditas’ drogas, servimos en bandeja a grupos sin preparación y criminalizados el control y el monopolio de la producción y del comercio de esas mismas drogas, para después combatir a esos grupos e individuos: el tráfico, que entonces se arma para el combate, la violencia estalla y la población pierde. Es el colmo de la estupidez”.

Marihuana: La Comarca de Dane (Madison) de Wisconsin Ya No Procesará la Simple Tenencia

La Fiscalía de la Comarca de Dane, Wisconsin, ya no procesará los casos de simple tenencia de marihuana que involucren una cantidad inferior a 25 gramos (casi una onza) de marihuana. Los fiscales dijeron que no era un esfuerzo para despenalizar la marihuana, sino un mero reconocimiento de los recursos limitados y el establecimiento de prioridades para el gabinete.

“Ha habido algunos ajustes en nuestras políticas”, les dijo el Fiscal de la Comarca de Dane, Brian Blanchard, a los reporteros el 01 de marzo. Aunque Blanchard reconociera que la ley estadual define la tenencia de marihuana como crimen, él dijo que su gabinete tenía prioridades distintas. “Simplemente estamos preocupándonos más con la gran escala para decir que 25 gramos o menos de tenencia de marihuana – no es crimen”.

Con la Comarca de Dane teniendo el mismo número de fiscales que tenía hace 20 años, procesar los delitos por tenencia de marihuana no puede tener prioridad sobre los otros crímenes, dijo Blanchard. “Estamos a punto de tener el mismo número de fiscales en este gabinete que teníamos en 1988”, observó. “Luchamos para asignar gente a los casos de abuso infantil, entonces cuando se trata de algo como la tenencia de marihuana no vamos a tratarla tan agresivamente como podríamos”.

Aunque la ley estadual ordene hasta seis meses de cárcel y una multa de $1.000 para la simple tenencia de marihuana, los habitantes de la Comarca de Dane ahora enfrentarán sólo una citación. En Madison, una multa para la tenencia de marihuana puede costar hasta $109, pero en algunas comunidades menores de la Comarca de Dane, las multas pueden ser mucho más caras, como en Fitchburg, donde los usuarios pueden recibir una multa de $1.300. Las comunidades de la comarca sin una ordenanza municipal sobre la marihuana pueden enviar los casos a la Fiscalía, que emitirá las citaciones por infringir la ordenanza antimarihuana de la comarca. Eso acarrea una multa de hasta $310.

“La tenencia de marihuana es uno de los casos menos importantes que recibimos en nuestra oficina”, dijo Blanchard. Casos con víctimas – como las agresiones sexuales y físicas y los robos – tienen prioridad, dijo. La comarca enfrenta problemas de drogas mucho más serios que la marihuana, dijo Blanchard. “No creo que tengamos un problema con la marihuana en la Comarca de Dane. Creo que tenemos un problema con la heroína. Creo que tenemos un problema con el crack... Creo que tenemos un problema mucho más grande con el alcohol que con la marihuana”.

Maryland: Esfuerzos de Reforma de las Políticas de Drogas Repuntan en el Terrapin State

Este año, el Terrapin State está presenciando cada vez más esfuerzos para reformar las políticas de drogas. Como discutido en otro artículo en esta edición, la Ley de Uso Compasivo [Maryland Compassionate Use Act (HB 1040)] se expandiría con base en una ley estadual sobre la marihuana medicinal aprobada en 2003. A fines del mes pasado – quizá como preludio a un esfuerzo más general -, el respetado Justice Policy Institute lanzó un informe, “Las Leyes de Condenación Mínima Obligatoria por Drogas de Maryland: Su Impacto sobre el Encarcelamiento, los Recursos Estaduales y las Comunidades de Color” [Maryland's Mandatory Minimum Drug Sentencing Laws: Their Impact on Incarceration, State Resources and Communities of Color].

También a fines del mes pasado, el Comité de Modos y Medios de la Cámara de los Diputados oyó el HB 283, un proyecto presentado este año y el pasado por la diputada Ana Sol Gutiérrez (D-Bethesda) que exigiría que la agencia de educación del estado proveyera becas estaduales a estudiantes que se califiquen según los propios padrones del estado, pero que son inelegibles para la beca federal en razón de leyes federales (como la disposición antidroga de la Ley de Enseñanza Superior [Higher Education Act]). Actualmente, dichos estudiantes pueden perder tanto la beca estadual como la federal, pero las decisiones son delegadas a los gabinetes individuales de becas. El HB 283 no pasó de nuevo por el comité este año, pese a que otros caminos, como un proyecto de ley del Senado, puedan ser posibles.

Las cosas parecen tener mejores perspectivas para un esfuerzo de la Universidad de Maryland para reducir las penas para los estudiantes atrapados en tenencia de marihuana en los dormitorios del campus. Actualmente, la tenencia de marihuana en los dormitorios es considerada una infracción de Clase A de las reglas universitarias, junto con el incendio criminoso, la agresión y delitos de sangre similares y resulta en expulsión automática del colegio mayor del campus.

Pero, tras una campaña de un año de las sucursales del SSDP y de la NORML en la UMD que tuvo una iniciativa electoral estudiantil exitosa que pedía la igualación de las penas para la tenencia de marihuana y la tenencia de alcohol de parte de menores (una infracción de Clase B) y una resolución subsiguiente del Senado de la Asociación del Colegio Mayor que convocaba la Secretaría de Residencia a reclasificar la tenencia primaria de marihuana para la Clase B, ahora los activistas están aguardando ansiosamente una decisión de la directora de la secretaría, Deb Grandner, sobre aceptar o no la recomendación de la resolución.

“Estoy bien optimista respecto a esto”, dijo la directora de la sucursal del SSDP UMD, Anastasia Cosner. “Me reuniré con Grandner el viernes y voy a decirle que esto ha sido aprobado por los estudiantes y los colegios mayores, entonces ella probablemente debe aprobarlo de una vez ahora”.

Grandner está sufriendo alguna presión para acceder a la exigencia, dijo el director ejecutivo nacional del SSDP, Kris Krane. “El periódico estudiantil ha escrito tres reportajes sobre esto en las últimas dos semanas”, observó, “el Senado de los Colegios Mayores ha pedido el cambio, el presidente del gobierno dicente lo apoya y ahora aun un miembro de la Cámara de los Diputados ha dado su contribución con una carta a Grandner".

“Si su gabinete no promulga las recomendaciones del Senado de la Asociación de los Colegios Mayores, esto puede tener implicaciones más serias que resultarían de un cambio en las políticas residenciales”, advirtió Ana Sol Gutiérrez, la misma diputada que presentó el HB 283. “Los estudiantes que son forzados a dejar los colegios mayores durante el semestre frecuentemente no logran completar las asignaturas y pueden acabar saliendo completamente de la facultad. Consecuentemente, los estudiantes que abandonan sus metas de completar la enseñanza superior tienen más probabilidades de meterse en comportamientos menos productivos, incluso el abuso químico, en el futuro".

No hay un plazo firme para que Grandner actúe, pero los activistas dicen que están preparados para ser más enérgicos si ella se demora o se retrasa. Con suerte no tendrán que hacerlo y una batalla en el campus de la Universidad de Maryland será vencida lo más pronto posible.

Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana

Nuestro artículo “Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana” puede haber sufrido un hiato mientras su editor estaba de camino hacia Sudamérica, pero lo mismo de siempre ha pasado. Hemos regresado y he aquí la edición de esta semana con el reparto usual de policías corruptos y guardias gananciosos. Vamos a ello:

En la Comarca de Randolph, Carolina del Norte, un supervisor de detención juvenil ha sido incriminado por acusaciones federales de tráfico de cocaína. James Ledwell, 37, que pasó los últimos nueve años enseñando a los jóvenes sobre los peligros de las drogas, fue preso el 28 de febrero por acusaciones federales. La incriminación ocurrió tres semanas después que Ledwell fue atrapado intentando vender casi un cuarto de kilo de cocaína a un oficial de la policía de Greensboro.

En Hollywood, Florida, un detective veterano se ha entregado después de ser acusado junto con tres otros oficiales en un montaje en que ellos creían que estaban protegiendo cargas de drogas y arte, diamantes y relojes robados que pertenecían a la mafia. El detective de Hollywood, Thomas Simcox, 50, se entregó a los agentes federales el 28 de febrero y fue puesto en libertad al mismo día bajo fianza de $350.000. Los cuatro oficiales fueron acusados de narcotráfico y otras infracciones tras un montaje de dos años del FBI en el cual ellos estuvieron de acuerdo en “proteger y facilitar” actividades criminosas para lo que debería ser una “organización criminal sedeada fuera de Nueva York”. En cambio, eran federales fingiendo ser mafiosos. Ahora, los policías pueden recibir hasta pena de prisión perpetua.

En Scranton, Pensilvania, un oficial de la policía de Scranton fue arrestado el 01 de marzo tras supuestamente traficar drogas mientras estaba de servicio. El oficial Mark Conway, 36, estaba uniformizado cuando los detectives de la Comarca de Lackawanna encontraron cinco pastillas de Oxycontin y 33 pastillas de metadona en su auto. Conway cayó después que un informante le dijo a la policía que Conway había sido adicto a la heroína durante más de un año y que el propio le había vendido varias veces. Un segundo informante grabó una conversación con Conway en la cual el oficial estuvo de acuerdo en entregar Oxycontin y metadona por $780. Conway fue acusado de tenencia de metadona, tenencia de Oxycontin, entrega ilegal de Oxycontin y dos cargos de usar teléfono para una transacción de drogas. Él está en libertad después de pagar una fianza de $25.000.

En Fishkill, Nueva York, un guardia de la Comarca de Ulster fue arrestado el lunes tras ser atrapado con 300 gramos de cocaína. Shawn Forte, 30, enfrenta una acusación de tenencia criminosa de sustancia controlada después que fue parado por manejar en alta velocidad en la Autopista Interestadual 84 en FishKill. De acuerdo con la policía estadual, las acusaciones salieron de una investigación del Gabinete del Sherif de la Comarca de Ulster y del Equipo Regional de Represión a los Estupefacientes y las Pandillas de Ulster. Forte estaba siendo detenido sin fianza estipulada en la Cárcel de la Comarca de Dutchess hacia mediados de la semana y más acusaciones pueden estar por venir.

En Beaver, Pensilvania, un informe externo ha descubierto que la Cárcel de la Comarca de Beaver está “manchada” con sexo, drogas y violencia, y los guardias están involucrados. El informe descubrió que los guardias tenían relaciones sexuales con los presos, que abusaban físicamente de ellos, guardias acusados de dar drogas a los prisioneros y que casi mitad de los presos que había estado adentro por al menos 60 días y que fue examinada para ver si encontraban drogas en su organismo sacó resultados positivos. El controlador de la Comarca de Beaver, Richard Towcimak, que preside la junta de inspectores de la prisión, dijo que los miembros de la junta quedaron “completamente desanimados” con el informe, en tanto que el fiscal de la Comarca de Beaver, Tony Berosh, dijo que entregaría el caso la fiscalía general del estado.

Reportaje: La marihuana medicinal deviene regla en los estados

Hace sólo una docena de años, ningún estado tomaba precauciones para el uso medicinal de la marihuana. Ahora, once años después que California abrió paso con la Proposición 215 de 1996, los pacientes tienen acceso legal a la marihuana en 11 estados (Alaska, California, Colorado, Hawai, Maine, Montana, Nevada, Oregón, Rhode Island, Vermont, Washington), mientras que Maryland permite que los pacientes monten una defensa afirmativa a las acusaciones por marihuana. Los votantes de Arizona también aprobaron una iniciativa sobre la marihuana medicinal en 1996, pero a causa de su formulación que exigía la prescripción de un médico (en vez de una recomendación), esencialmente la ley no está siendo aplicada allí.

Aunque en gran parte de los estados con marihuana medicinal las leyes sucedieran a través del proceso de iniciativas y referendos – sólo Hawai, Vermont y Rhode Island han legalizado la marihuana medicinal a través de la legislatura -, hay proyectos de ley pendientes sobre la marihuana medicinal este año en más de 20 estados, de acuerdo con una lista recibida por la Crónica de la Guerra Contra las Drogas del Marijuana Policy Project (MPP). Aunque los defensores reconozcan que, dado el proceso moroso de hacer la ley en las asambleas estaduales del país, la aprobación real de la legislación sobre la marihuana medicinal sea probable este año solamente en un puñado de estados a lo mejor, parece que la marihuana medicinal ha salido del relente y ahora es una cuestión completamente normal.

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el dip. Maurice Hinchey discursa en una rueda de prensa sobre la marihuana medicinal en 2005 mientras Montel Williams aguarda su vez en el podio
"Ha habido un montón de proyectos presentados este año, con más por venir”, dijo el director de comunicación del MPP, Bruce Mirken. “Aunque en muchos casos no sepamos con exactitud cuáles son sus chances y muchos de ellos no tengan un esfuerzo serio y profesional de apoyo para aprobarlos, es una buena señal de que esto ya no es más una cuestión marginal”, dijo.

“Ahora está claro que la marihuana medicinal es cada vez más una cuestión normal que ya dejó de ser terriblemente polémica”, prosiguió Mirken. “Lenta pero seguramente, los legisladores de todo el país están llegando a percibir que esto es algo que el público apoya y que ellos pueden apoyar con seguridad”.

“Muchos de estos estados han tenido cerca de 10 años para vetarlo, han habido varios proyectos de ley presentados, varias audiencias, la primera vez que salieron no tuvieron mucho éxito en general, pero cuando salieron por segunda vez, lograron un poquito más de tracción, y hacia la tercera vez ya es casi obvio en sí mismo que algo tiene que ser hecho”, dijo Allen St. Pierre, director ejecutivo de la National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML). “Hace unos cuantos años, era difícil señalar un modelo para la marihuana medicinal, pero ahora hay un montón de modelos. A esta altura, los legisladores no tienen ningún pretexto para arrastrar sus pies; ellos sienten el imperativo moral de responder a la gente que está enferma y muriendo”.

En diversos estados con leyes ya existentes acerca de la marihuana medicinal, los esfuerzos están en curso para expandir esos programas. Esos estados incluyen a Hawai, Maine, Maryland, Montana, Oregón, Rhode Island y Vermont. En otros estados, los esfuerzos están en marcha para promulgar leyes de marihuana medicinal por primera vez. He aquí algunos de los destaques:

En Illinois, un proyecto de ley sobre la marihuana medicinal, el SB 650, fue aprobado el martes por el Comité de Salud Pública del Senado y ahora aguarda una tercera lectura la próxima semana. Se espera que tenga una votación en el Senado dentro de un mes. Presentado por el senador John Cullerton (D-Chicago), el proyecto dejaría que las personas diagnosticadas con una enfermedad debilitante y su proveedor principal se inscribieran junto al estado para obtener el permiso para tener hasta 12 plantas de marihuana y 75 gramos de marihuana usable.

Pese a las preocupaciones expresadas por la ley y los conservadores, los legisladores en el comité votaron 6 a 4 para aprobar la medida. Ellos fueron influenciados en parte por la deposición del grupo Illinois Drug Education and Legislative (IDEAL) Reform y de ciudadanos como Gretchen Steele de Coulterville. Steele, enfermera titulada y paciente de esclerosis múltiple, le dijo al comité que la marihuana podía tratarla con eficacia y seguridad de sus síntomas cuando otras drogas más peligrosas habían fallado.

“Se lo puedo decir por experiencia directa que la marihuana da mejores resultados para controlar la espasticidad, dolor neurópata y temblores que cualquier otra miríada de medicaciones prescriptibles que tomo actualmente”, le dijo ella al comité. “El hecho de que sea perfectamente legal para mis médicos prescribir morfina, oxicodona, diazepam, hidrocodona y otras drogas que no sólo son altamente adictivas, sino llenas de efectos colaterales desagradables, pero siga ilegal recomendar la marihuana, va más allá del entendimiento”.

En Minnesota, el SF0345 permitiría que los pacientes que padecen de una enfermedad debilitante y que tienen la recomendación de un médico se inscriban junto al estado para quedar protegidos contra proceso criminal. Los pacientes y proveedores pueden tener hasta 12 plantas y 75 gramos de marihuana usable.

El proyecto ya ha sido aprobado por el Comité de Salud, Vivienda y Seguridad de la Familia del Senado en una votación oral bipartidaria y ahora aguarda las providencias en el Comité del Senado sobre el Judiciario. De acuerdo con el Minneapolis Star-Tribune, la medida “tiene buenas chances de aprobación en la Legislatura de Minnesota este año”.

Aunque los mismos de siempre – la ley y los conservadores – se opongan fuertemente al proyecto, el Star-Tribune informa que mitad de los republicanos de la Cámara puede votar a favor de ello. “Diez años atrás ello no tendría ninguna chance”, dijo el diputado Steve Sviggum, que presentó un proyecto acompañante en la Cámara. “Dos años atrás probablemente habría estado en la oposición. Es una cuestión muy emocional, pero con suerte los hechos y la información saldrán adelante”.

En Nuevo Hampshire, el diputado Tim Robertson (D-Keene) anunció esta semana que el proyecto de ley sobre la marihuana medicinal que él está presentando, el HB 774, tendrá una audiencia en el Comité de Salud, Servicios Humanos y Ciudadanos Mayores de la Cámara el próximo lunes. También esta semana, los defensores en el Granite State lanzaron una encuesta que mostraba 68% de aprobación para la marihuana medicinal allí.

“Esta encuesta es más otro indicio de que el proyecto de marihuana medicinal de Nuevo Hampshire no sólo es una legislación sensible y compasiva – también es políticamente popular”, dijo Robertson. “Los votantes nos están mandando un mensaje claro: Dennos una ley humana sobre la marihuana medicinal ahorita”.

“No estoy sorprendido en saber que la mayoría abrumadora de los habitantes de Nuevo Hampshire apoyan a gente como yo que sólo quiere la libertad para tomar las mejores decisiones médicas posibles”, dijo Ian Taschner, que padece de náuseas graves. “Yo debería poder luchar contra mis síntomas debilitantes y llevar una vida seminormal sin tener que preocuparme si mi medicamento recomendado por el médico me transforma en un criminal”.

En Nuevo México, a la tercera va la vencida para los defensores de la marihuana medicinal. En las dos últimas sesiones legislativas, la Ley Lynn y Erin de Uso Compasivo [Lynn & Erin Compassionate Use Act (SB007)] ha sido aprobada por el Senado sólo para ser derribada sin una votación en la Cámara, por motivos que tienen más que vez con la política legislativa que con las virtudes de la marihuana medicinal. Este año, la medida ha sido aprobada más una vez por el Senado y por la votación en un comité de la Cámara y aguarda una votación final en la Cámara.

El gobernador Bill Richardson (D) ha dado señales de su apoyo al proyecto y, con el tiempo agotándose esta sesión – termina dentro de dos semanas --, el martes él le pidió a la legislatura que empiece a trabajar en varios de sus proyectos favoritos, incluso el de la marihuana medicinal. “Tenemos solamente algunos días y estoy instando acción rapidísima sobre el paquete de ética”, les dijo Richardson a los reporteros. “Estoy instando providencias muy rápidas y fuertes sobre los préstamos predatorios. Quiero ese proyecto sobre la riña de gallos, quiero la marihuana medicinal, quiero mis cortes en los impuestos”.

En el presente momento, Nuevo México parece ser la mejor oportunidad para aprobación de un proyecto de marihuana medicinal este año, pero los proyectos en algunos de los demás estados pueden moverse con más velocidad e ir más lejos que lo esperado también. Mientras tanto, los defensores de la marihuana medicinal en estados que ya tienen dichas leyes están buscando o fortalecerlas o expandirlas:

En Maryland, la Ley de Uso Compasivo de Maryland [Maryland Compassionate Use Act (HB1040)] fue el objeto de una audiencia en el Comité de la Cámara sobre el Judiciario el martes. Aunque Maryland tenga una ley de 2003 que permita la protección limitada para pacientes de marihuana medicinal, la nueva medida les permitiría a los pacientes usar la hierba sin temor de detención o proceso. Crearía un registro, permitiría que los pacientes o proveedores tuvieran hasta 12 plantas y 75 gramos de marihuana usable y pondría totalmente a Maryland en las filas de los estados de la marihuana medicinal.

El esfuerzo de Maryland es apoyado por el MPP, la Drug Policy Alliance y el Americans for Safe Access. “La ciencia que apoya el cannabis medicinal es abrumadora, sin embargo, la ley actual sigue tratando a los pacientes como si fueran criminales. Lo que los pacientes grave y crónicamente enfermos en Maryland necesitan es la garantía de que sus derechos como pacientes serán protegidos”, dijo Caren Woodson, directora de relaciones gubernamentales, Americans for Safe Access.

En Rhode Island, donde la legislatura anuló un veto del gobernador Donald Carcieri (R) para aprobar un proyecto sobre la marihuana medicinal el año pasado, los defensores han regresado este año para quitar una disposición de vencimiento que haría que el programa se terminara el 30 de junio. El diputado Thomas Slater (D-Providence), el cual, juntamente con la senadora Rhoda Perry (D-Providence), encabezó el esfuerzo exitoso del año pasado, también está detrás de la acción para volverlo permanente.

“Ésta es la tercera vez que me involucro en este proyecto”, dijo Slater. “El primer año no llegamos a ningún lugar. El segundo año fuimos muy exitosos. Fue anulado por el veto del gobernador, pero pudimos lograr la votación final. Ahora, lo que estamos intentando hacer es mantener el proyecto sobre la marihuana [medicinal] vivo para aliviar los vómitos [y] las náuseas de los pacientes y para ayudar a la gente que tiene cáncer y distrofia muscular. Ahorita tenemos 52 firmas, entonces no creo que vayamos a tener cualquier problema en aprobarlo”, dijo. “Si el gobernador lo veta, esperamos anular esa decisión”.

Los estados mencionados en este artículo no son los únicos que tienen legislación sobre la marihuana medicinal o presentada o pendiente, pero son aquellos con las mejores oportunidades de éxito este año. Sin embargo, dadas las dificultades de hacer andar proyectos de cualquier tipo por las legislaturas estaduales, sería un año buenísimo si el número de estados con marihuana medicinal se expandiera en tres o cuatro.

Reportaje: En Perú, el Movimiento de los Cocaleros Junta Fuerzas, Pero Enfrenta Obstáculos

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planta de coca atrofiada en jardín en Machu Picchu
Tanto de acuerdo con los datos de los Estados Unidos como con los de las Naciones Unidas, Perú es el segundo productor más grande de coca y de cocaína del mundo, detrás de Colombia y delante de Bolivia. En Colombia, la destacada región de la producción de la coca andina, los cocaleros enfrentan un gobierno hostil y una guerra civil creciente. El olor de herbicidas químicos llena el aire en las zonas cocaleras del país y Washington saluda al presidente Álvaro Uribe por hacer seguir sus órdenes.

En Bolivia, donde la coca ha sido parte de la vida por miles de años, el movimiento de los cocaleros ha florecido hasta el punto en que uno de sus líderes, Evo Morales, ha ascendido ahora a la presidencia y está desempeñando un papel activo en la defensa de la “hoja sagrada”. Morales también está haciendo presión por la industrialización de la hoja de coca y está trabajando con los gobiernos venezolano y cubano para llevar el proceso a cabo. Y él ha contestado el clamor de los cocaleros en su región nativa del Chapare por la expansión de hecho del cultivo de coca permitido.

En Perú, donde la coca también tiene una larga historia de consumo tradicional, el movimiento cocalero no es tan aguerrido como en Colombia ni tan avanzado como en Bolivia. Aunque el gobierno del presidente Alan García siga sus políticas de erradicación forzada del excedente de coca endosadas por los EE.UU. y adopte el desarrollo alternativo como opción para los cocaleros, por lo menos también da su apoyo a la noción de la coca como cultivo legítimo con numerosos usos medicinales, alimentares e industriales.

Diferentemente de Colombia, Perú reconoce el mercado tradicional en coca y ha creado un monopolio nacional, la ENACO, para comprar el cultivo legítimo. Pero el cultivo legítimo sólo es una fracción de la hoja de coca producida en el país, entonces los agricultores siguen enfrentando campañas de erradicación y represión legal allí. Más de 30.000 acres de cocales fueron erradicados por la fuerza en 2005 y aunque los números finales de 2006 aún no hayan llegado, seguramente ese dato será aún más alto.

Así, los cocaleros peruanos están con ganas de luchar. Ellos han entrado en conflicto varias veces con la policía, los soldados y los erradicadores civiles peruanos, ellos han realizado huelgas locales y protestas nacionales contra la erradicación forzada y lo que ellos ven como esfuerzos malhechos de desarrollo alternativo y, ahora, algunos de sus miembros están alcanzando cargos de poder político dentro del gobierno peruano y de organizaciones políticas regionales.

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Nancy Obregón discursando en la conferencia de 2003 de la DRCNet en México, mientras sujetaba hojas de coca
"Nada ha cambiado con el nuevo gobierno”, dijo Nancy Obregón, una ex lideresa del sindicato cocalero más grande del país, la Confederación de Productores Agropecuarios de las Cuencas Cocaleras del Perú (CONPACCP), que fue electa al congreso peruano en 2005. “Es una política mala, muy represora y ahora están haciendo la erradicación forzada de nuevo en Tocache y San Martín”, la región que ella representa. “El gobierno tiene un doble discurso. Habla sobre valorizar la coca, pero entonces la erradica. García está apoyando las políticas norteamericanas, pero nosotros estamos intentando lograr una política más sensible y humana, no una que reprima a los más pobres mientras que los hombres de negocios ricos en el narcotráfico quedan libres”.

Aunque Obregón dijera que ella y sus aliados en el congreso están trabajando para hacer avanzar la legislación pro coca, las cosas están difíciles. Como integrante del Partido Nacionalista Peruano del candidato a la presidencia derrotado, Ollanta Humala, ella y sus aliados están en la oposición.

“Nosotros los cocaleros somos personas que viven en la extrema pobreza y tenemos que cultivar la hoja sagrada para sobrevivir”, dijo el actual director de la CONPACCP, Nelson Palomino. “Somos peruanos honestos y trabajadores y no somos culpables de nada por cultivar la coca para subsistir”, dijo él, mascando hojas de coca mientras hablaba. “¿Qué vamos a hacer? El desarrollo alternativo ha fracasado. El dinero extranjero que debería llegar a los valles es embolsado por los funcionarios en Lima”, se quejó Palomino. “Esperamos que el mundo comprenda que tenemos buenas intenciones”.

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Nelson Palomino, con las hojas de coca
Aunque la CONPACCP sea el sindicato cocalero más grande del país, no es el único, y algunos creen que eso es un problema para el movimiento. El movimiento cocalero sí tiene sus problemas, admitió Palomino. “Tenemos un liderazgo que es aislado y radical, pero gritar eslóganes simples como ‘¡Gringos, No!’ no va a solucionar nuestros problemas, poner piedras en la carretera tampoco”, explicó. “Toda lucha tiene sus fases. Primero, la línea dura, después, la parte democrática”.

En el área natal de Palomino, el Valle del Río Ene, los cocaleros han asumido el poder exactamente por medios democráticos. “En mi valle, las 70 municipalidades son gobernadas por cocaleros y el gobierno está preocupado. Tenemos una presencia democrática en Ayacucho y en el Valle del Ene. Ahora tenemos que dar un fin a la política estúpida de la erradicación”.

Pero eso va a exigir cada vez más unidad del movimiento cocalero nacional. Aunque Palomino afirmara que la CONPACCP representa a 90% de todos los cocaleros peruanos, hay divisiones y rivalidades tanto dentro de la confederación como entre ella y otros líderes cocaleros. Los analistas que están familiarizados pero fuera del movimiento cocalero acusan no sólo a Palomino, sino a otros líderes, como Obregón y la diputada del parlamento andino, Elsa Malpartida, ambas ex lideresas de la CONPACCP, de volverse presas del personalismo y de otros pecados políticos.

Mientras tanto, en Monzón en el Valle del Alto Huallaga, el líder cocalero Iburcio Morales sigue su propio camino radical. “La situación es muy compleja”, dijo Palomino. “Respetamos mucho la democracia y no podemos dictar órdenes a las demás regiones, pero Iburcio camina solito porque no escucha y conversa con cualquiera – el gobierno, el Sendero Luminoso, con quien se le ocurra”.

“El movimiento cocalero está aislado y es subordinado a las políticas generales del gobierno peruano, descoordinado, egoísta e incapaz de construir una agenda colectiva para afrontar los problemas reales de la pobreza, el medio ambiente, las cuestiones culturales y la situación política internacional, particularmente con los EE.UU.”, dijo el abogado, activista de los derechos humanos y especialista en drogas y defensa, Ricardo Soberón, en una crítica fulminante. Soberón también vio las victorias electorales de Obregón y Malpartida como si hubieran sido un costo para el proceso organizativo que había confiado anteriormente en su liderazgo activo.

“El movimiento perdió buenos líderes cuando Nancy Obregón y Elsa Malpartida [ambas ex lideresas de la CONPACCP] fueron electas al congreso peruano y al parlamento andino, respectivamente. El gobierno peruano es suficientemente astuto para conocer la incapacidad del movimiento de trabajar juntos y los echa unos contra los otros. El gobierno invita a un líder, pero no al otro; le da dinero a algunos, pero no a otros, y los líderes cocaleros se quedan tan ocupados atacándose unos a otros que por ver el árbol no ven el bosque. Les echo la culpa a los cuatro líderes nacionales por esta situación”, dijo Soberón, que había sido asesor de Obregón, pero se dimitió por frustración.

Aunque Palomino se burlara de dichas críticas, él calificó el movimiento cocalero democrático como “gestante”. Un “parto prematuro” sería un desastre, dijo. “Si esto no funciona de manera democrática, veremos mucha sangre”, advirtió. “Estamos intentando preparar el terreno; queremos hacerlo bien, queremos salvar la vida de la coca y queremos salvarnos a nosotros mismos. No vamos a morirnos de hambre”, prometió.

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la coca esperando al borde de la carretera para ser llevada al mercado, provincia de Ayacucho, el mes pasado
Obregón también minimizó las críticas. “No soy una política tradicional; soy una campesina y una líder cocalera”, dijo ella el miércoles. “No tengo enemigos dentro del movimiento, pero hay camaradas que tienen su propio trabajo y su propio liderato. Hemos tenido líderes fracasados en el pasado, pero tenemos que seguir fortaleciéndonos y superar esos fracasos del liderato. Es un trabajo difícil, pero estamos haciendo progreso”, añadió, señalando la elección al cargo de Elsa Malpartida y al suyo.

Aunque Obregón reconociera murmuraciones y ataques intramuros dentro del movimiento, ella los atribuyó en gran parte a la debilidad humana. “Hay envidia y egocentrismo, como en todos los lugares”, dijo Obregón. “También estamos bajo el ataque de la prensa amarilla, que representa equivocadamente nuestras acciones. Y, como lideresas, creo que Elsa y yo hacemos frente a un cierto machismo. Sí, hay distintos líderes nacionales y algunos son más favorecidos por los campesinos que otros, pero no hay polémica dentro del movimiento”, sostuvo.

Aunque los gobiernos peruano y estadounidense sean rápidos en trazar conexiones entre los cocaleros y las guerrillas persistentes del Sendero Luminoso, Palomino fue cuidadoso en negar todo y cualquier vínculo entre los cocaleros y las guerrillas, que se gestaron en Ayacucho en los años 1960 y 1970, entonces lanzaran una tentativa de revolución que mató a casi 80.000 peruanos en los años 1980 antes de perder energía. En la carretera entre Ayacucho y el VRAE, las ruinas de los pueblos quemados por el Sendero Luminoso son recordatorios de su reinado breve y sangriento. Pero el Sendero Luminoso aún marca presencia en el VRAE, donde en los últimos meses ha atacado y matado a policías y a trabajadores de la erradicación de las drogas.

[Nota del Editor: Por lo menos, ésa es la versión oficial. Los líderes cocaleros en los municipios en que cinco policías y dos erradicadores civiles fueron muertos a principios de este año negaron que fuera una acción del Sendero Luminoso. Al contrario, ellos dijeron que la policía había estado abordando y robando a los cocaleros y que los habitantes locales hicieron justicia con sus propias manos.]

“La CONPACCP es contra la subversión, ya sea de parte del gobierno o de las fuerzas clandestinas”, dijo Palomino. “Somos un movimiento pacífico y democrático y a nosotros nos gustaría ver una política eficiente para el narcotráfico y para la subversión, pero su guerra a las drogas no está funcionando. Sus agencias de inteligencia están trabajando sin inteligencia y la policía probablemente nos detendrá como terroristas, pero nosotros los cocaleros no somos responsables por eso”.

Para Palomino, una política correcta de coca es una que no ataque a la coca, sino una que se concentre en el narcotráfico y persiga a los consumidores en el Primer Mundo. “Una política sincera atacaría a los productos químicos usados para hacer cocaína y no hay política drástica contra los consumidores”, sostuvo. [Nota del Editor: A esta altura, vuestro reportero tuvo que hacer una interrupción para señalar que sólo en los EE.UU., más de 500.000 personas son presas en la guerra a las drogas.] “Los EE.UU no van tras las grandes fábricas químicas”, prosiguió Palomino. “La corrupción y el narcotráfico son administrados por los Estados Unidos, los hombres de terno y corbata, mientras que nos persiguen a nosotros, humildes campesinos”.

Sin duda, la erradicación es una política equivocada, dijo Palomino. “El gobierno peruano está siguiendo el ejemplo de los norteamericanos, pero esta política nos está matando. Por eso nos volvemos un polo de resistencia. No somos una colonia de los EE.UU., no estamos locos, mascamos coca todo el tiempo y tampoco somos terroristas ni narcotraficantes, sólo estamos intentando sobrevivir. No podemos permitir la erradicación forzada de nuestros cultivos”.

“La política actual es un desastre”, concordó el psicólogo y experto en coca, Baldomero Cáceres, desde su departamento en el suburbio limeño exclusivo de Miraflores. “Nada ha cambiado con García. La opinión pública ha empezado a cambiar en el sentido de que la hoja de coca ahora está empezando a ser vista como un recurso natural valioso, pero el gobierno no ha sacado sus propias conclusiones porque no quiere irritar el gobierno norteamericano. Nos va a ser necesario un milagro, porque el establishment político no quiere conversar sobre esto”.

Soberón está de acuerdo en gran parte con lo que hay que hacer respecto de las políticas de coca en Perú. “Primero, tenemos que dar un fin a las cosas que están siendo hechas actualmente por el Estado Peruano – la erradicación, la interdicción, la militarización”, dijo él. “El gobierno anda confiscando diez o doce toneladas métricas de cocaína por año y arrestando a 10.000 ó 12.000 personas, pero en su mayoría ellas son sólo consumidoras que tienen que ser puestas en libertad, y esto es muy ineficaz. Necesitamos tener una evaluación de lo que las políticas actuales han logrado”, discutió.

“Segundo, necesitamos dejar a los cocaleros en paz. Yo usaría los recursos en la costa para interceptar la cocaína que deja el país”, sugirió. “También necesitamos más transparencia en el desarrollo alternativo. Los campesinos han desconfiado completamente de Lima durante décadas y tenemos que mostrar que confiamos en los campesinos. Por ende, tenemos que revisar fundamentalmente nuestras relaciones con los EE.UU. ¿Cuáles son nuestras prioridades peruanas?”

Palomino y la CONPACCP miran con esperanza hacia la Sesión Especial de la Asamblea General de la ONU sobre las Drogas en Viena el próximo año. “Estamos fortificando nuestra causa para Viena en 2008. Trabajaremos juntos contra las drogas, pero cuando hablen de la coca, exigimos que la legalicen y que la despenalicen como planta indígena – no una droga – y la promuevan para el uso industrial y nutricional”.

En cuanto a quitar la coca de la lista de sustancias prohibidas de los tratados de la ONU, Cáceres no tenía esperanzas. “Yo sigo siendo pesimista sobre las perspectivas de cambio en ese nivel”, dijo. “El gobierno peruano no va a hacer lo que hay que hacerse para presentar un caso a favor del cambio en la ONU y no creo que Bolivia pueda hacerlo sola. Ésa es la única ruta útil para afectar el cambio, pero no creo que ya sea hora”.

Para Cáceres, legalizar la coca sería sólo un paso interino hacia eliminar el régimen global de la prohibición de las drogas. “Creo que, por fin, necesitamos trabajar hacia la legalización tanto de las plantas como de los fármacos derivados de ellas”, dijo él. “Como con la coca, lo mismo con la marihuana y la adormidera. Pero no hay por qué tener esperanzas de que eso vaya a pasar en el futuro previsible”, lamentó.

Soberón también tenía un punto de vista sobrio de las perspectivas de cambio en la ONU. “Creo que 2008 nos traerá la misma cantaleta de siempre”, dijo. “Ahora que entiendo más o menos cómo funciona la burocracia, creo que las drogas se moverán en ese nivel. Ellos pueden tirar algunas migajas, pero, al fin, la cuestión de las drogas es una herramienta política para que los EE.UU. intervengan en los países extranjeros. Y aunque Morales en Bolivia pueda hacer presión, Bogotá siempre hará lo que los EE.UU. quieren, y Lima también”.

El movimiento cocalero del Perú es fuerte y vibrante, pero también está dividido y aislado. Acosado por rivalidades carniceras y una coyuntura internacional difícil, hasta ahora ha sido incapaz de esquivarse de las peores políticas represoras ordenadas desde Washington y Lima. Aunque a líderes como Nelson Palomino les gustaría alcanzar la estatura de Evo Morales de Bolivia, ninguno ha logrado hacerlo todavía. Sin embargo, el movimiento cocalero no va a desaparecer. Hay mucho en juego; para los cocaleros, lo que está en juego no es sólo una planta o un cultivo, sino su propia cultura y modo de ser.

Cuando indagados sobre lo que ellos dirían al gobierno y al pueblo estadounidenses, Palomino extendió una mano amiga. “Yo les enviaría un saludo fraternal y democrático de los cocaleros. No somos sus enemigos, sino sus amigos y hermanos. Pero ustedes tienen que cambiar sus políticas internacionales. Necesitamos alternativas que reduzcan la pobreza, no la aumenten y queremos vivir en paz. También transmitimos a su tierra la esperanza de que nuestra cultura no desaparezca. La propia idea nos deja fría la sangre”.

Weekly: This Week in History

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March 18, 1839: Lin Tse-Hsu, the imperial Chinese commissioner in charge of suppressing the opium traffic, orders all foreign traders to surrender their opium. In response, the British send expeditionary warships to the coast of China, initiating the First Opium War.

March 22, 1972: The Richard Nixon-appointed, 13-member National Commission on Marijuana and Drug Abuse recommends the decriminalization of marijuana, concluding, "Marihuana's relative potential for harm to the vast majority of individual users and its actual impact on society does not justify a social policy designed to seek out and firmly punish those who use it."

March 19, 1983: Best known for her role in Just Say No, First Lady Nancy Reagan appears on the NBC sitcom Different Strokes, declaring: "Let me tell you a true story about a boy we'll call Charlie. He was only 14 and he was burned out on marijuana… One day, when his little sister wouldn't steal some money for him to go and buy some more drugs, he brutally beat her. The real truth is there's no such thing as soft drugs and hard drugs. All drugs are dumb... Don't end up another Charlie."

March 17, 1999: A report by the Institute of Medicine for the Office of National Drug Control Policy states that "there is no conclusive evidence that the drug effects of marijuana are causally linked to the subsequent abuse of other illicit drugs" and "scientific data indicate the potential therapeutic values of cannabinoid drugs for pain relief, control of nausea and vomiting, and appetite stimulation."

March 16, 2000: Patrick Dorismond, an unarmed security guard, is shot and killed by undercover New York City police officers who had unsuccessfully tried to sell him marijuana in a "buy-and-bust" operation. [The shooting was the third time in 13 months that New York City police officers dressed in plainclothes shot and killed an unarmed black man. Under Mayor Rudolph Giuliani, marijuana arrests rose from 720 in 1992, to 59,945 in the first eleven months of 2000.]

March 19, 2001: Mexican President Vicente Fox is quoted in the Associated Press: "[T]he day that the alternative of freeing the consumption of drugs from punishment comes, it will have to be done in the entire world because we are not going to win anything if Mexico does it, but the production and traffic of the drugs... to the United States continues. Thus, humanity will one day view it [legalization] as the best in this sense."

March 20, 2002: Reuters reports that British scientists found that motorists who smoke a cannabis joint retain more control behind the wheel than those who drink a glass of wine. Research from Britain's Transport Research Laboratory showed drivers found it harder to maintain constant speed and road position after drinking the equivalent of a glass of wine than after smoking a "spliff."

March 21, 2003: President Bush announces his intention to nominate Karen P. Tandy to be the Drug Enforcement Administration's new administrator. Tandy served in the Department of Justice (DOJ) as Associate Deputy Attorney General and Director of the Organized Crime Drug Enforcement Task Force. She also previously served in DOJ as Chief of Litigation in the Asset Forfeiture Office and as Deputy Chief for Narcotics and Dangerous Drugs. Earlier in her career, she prosecuted drug, money laundering, and forfeiture cases as an Assistant United States Attorney in the Eastern District of Virginia and in the Western District of Washington.

Job Listings: MPP, Minneapolis and DC

The Marijuana Policy Project has two new jobs available -- one located in Washington, DC, and the other in Minneapolis, MN.

The IT Director position is Washington, DC-based. The IT Director manages a four-person IT department, which oversees all of MPP's networking infrastructure, Web development, and data management. MPP is a heavily Apple-based organization, so extensive experience with Mac OS X and Mac OS X Server is essential. Candidates should be comfortable working in both the graphical user environment and at the command line level, as well as generally familiar with and comfortable using UNIX or Linux and Microsoft Windows XP. Experience managing Linux/UNIX servers and/or experience with Windows-based networking is a plus. The position also requires an ease with juggling multiple projects simultaneously and quickly, the ability to translate technical issues into plain English for non-technical staff, and a proven track record of successful project management in a deadline-driven environment.

The Campaigns Analyst position is Minnesota, MN-based. The Campaigns Analyst -- who is part of MPP's State Campaigns department -- assists with legal research in all areas of state and local ballot initiative law, including signature gathering requirements, campaign finance laws, attorneys general opinions, case law, and municipal codes; files all campaign finance reports; ensures that MPP's campaigns and initiatives comply with all relevant laws; advises MPP grantees and others who are running their own local marijuana-related ballot initiative campaigns; and acts as the first point of contact and manages the day-to-day activities for activists who are on the ground in each of MPP's campaign states/locales. A strong preference will be given to candidates who are lawyers, although we will consider other candidates as well.

For both positions, please visit http://www.mpp.org/jobs for full job descriptions, salary information, and instructions on how to apply.

Southwest Asia: 2007 Afghan Opium Crop Could Be Record-Breaker, UN Predicts

Already by far the world's leader in opium production, Afghanistan could set a new global record this year, the United Nations Office on Drugs and Crime warned Monday. According to its assessment of winter planting trends, increases are expected in 15 provinces, mainly in the volatile south and east, decreases in seven provinces, no change in six provinces, and six provinces will produce no opium.

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trader's opium, outside Jalalabad, Afghanistan, photo by Drug War Chronicle editor Phil Smith
"The real increase is taking place in the provinces characterized by insurgency, and the problem there is not only a narcotic problem but an insurgency problem," Antonio Maria Costa, the director of the drugs and crime office, based in Vienna, said in Kabul Monday. "The southern provinces are a textbook case of lawlessness prevailing, and therefore everybody from farmers and labs, traffickers and warlords are trying to profit from the bonanza of the product."

Last year was already a record crop, with Afghanistan harvesting more than 6,000 metric tons of opium, enough to produce more than 600 metric tons of heroin. Increased cultivation area, along with ample rain and snowfall this winter, should result in a bountiful harvest this year, the UN reported.

The report comes as US and NATO troops prepare for the spring fighting season against the Taliban in the south and east. According to all accounts, the Taliban is among those profiting nicely from the opium trade. But efforts to repress the trade to cut funding for the Taliban threaten to drive peasant farmers right into the guerrilla group's waiting arms.

Still, the US and NATO follow a policy of eradicating the opium crop and substituting alternative development, a program that has not worked so far. They continue to reject an increasing clamor to try a different approach, including various proposals to license and market the crop through legitimate channels.

Costa also warned that more than $1 billion of opium from last year's bumper crop had not yet made it to market, with traders holding onto it in a bid for higher prices. "Is it in the insurgents' hands?" he asked. "It is not under the bed of the farmers," he said, adding, "It could become a serious problem down the road."

Drug War Issues

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