Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

South Pacific: New Zealand Sports Drug Tests Snag Mainly Marijuana Smokers

The athletic drug testing regime in New Zealand continues to detect primarily marijuana users, according to the latest annual report from Drug Free Sports New Zealand (DFNZ), the quasi-governmental agency in charge of sports drug testing in the South Pacific island nation. Of some 1,262 athletes tested in the year prior to June 30, a paltry 15 of them -- or slightly more than one-tenth of one percent -- tested positive for any banned substance, and 10 of them tested positive for marijuana. Both the paltry positive result rate and the snagging of pot-smokers are in line with previous years.

DFNZ executive director Graeme Steel told the New Zealand Press Association that marijuana was not a performance-enhancing substance like steroids and complained that positive tests for marijuana were taking up DFNZ resources. "Cannabis remains a singular challenge to both the testing and education programs," he said. "We have continued to argue that the nature of cannabis use is such that it should not be lumped in with performance-enhancing substance use."

Steel said DFNZ was working with sports associations and players' groups to educate them about how long marijuana can stay in their systems. If such groups were aware of marijuana metabolites' staying power, perhaps the agency wouldn't have to waste its time and resources on the herb, he suggested. "Our efforts to respond to the challenge posed by the inclusion of cannabis on the list continue to require a very high proportion of our resources."

Of the five athletes' drug tests that came back positive for substances other than marijuana, four were for anabolic steroids in bodybuilding and one was for epinephrine in power lifting.

Law Enforcement: This Week's Corrupt Cops Stories

A tawdry tale out of Tulsa, a New York cop gets off easy, and the Boston Police aren't sure where all the dope went. Just another week of drug prohibition-related police corruption. Let's get to it:

https://stopthedrugwar.org/files/tulsa.jpg
hot times in Tulsa
In Tulsa, Oklahoma, a federal civil rights lawsuit filed by the husband of an exotic dancer is shining a light on some sordid business involving a pair of Tulsa Police Department officers. The lawsuit was filed by Shannon Coyle, the husband of dancer Crystal Garr. Coyle was arrested on drug charges last year by Officer Travis Ludwig, after Coyle filed an internal affairs complaint against Ludwig because Ludwig was sleeping with Garr. Coyle was arrested first on marijuana possession charges, then again on methamphetamine and paraphernalia charges in raids led by Ludwig. When Coyle found out Ludwig was sleeping with his wife, he text-messaged him, warning him to stay away. Ludwig then took those messages to a deputy prosecutor who okayed another arrest for Coyle, this time for intimidating a witness -- Ludwig. All the charges were dropped once officials became aware of the affair, and Ludwig has been disciplined by the department, but he still faces Coyle's lawsuit. So does Officer Israel Rodriguez, whom Coyle also accuses of sleeping with his wife. Ludwig and Garr currently live together, although she remains married to Coyle, the father of her four children. Oh, by the way, the deputy prosecutor who okayed Coyle's third arrest? She had also been sleeping with the busy Ludwig. Read all about this Oklahoma law enforcement Peyton Place in the Tulsa World, which has in-depth coverage and a handy chart with all the players.

In New York City, a former NYPD narcotics detective got off easy last week when he was sentenced for robbing more than $740,000 from drug dealers over an eight-year period, Newsday reported. Former detective Julio Vasquez, 46, was among five NYPD cops arrested in the scheme, which unraveled when federal agents staking out a drug suspect saw him robbed by Vasquez and fellow cop Thomas Rachko. All of the other cops have pleaded guilty, too. Vasquez got a sweet six-year sentence from federal Judge Carol Amon on October 5 after prosecutors filed a letter saying he had cooperated with investigators. Under the federal sentencing guidelines, he would have faced between 17 and 22 years.

In Boston, an audit of the Boston Police drug depository has revealed that the department cannot account for some of the drugs seized over the years, the Boston Globe reported Sunday. Police Commissioner Albert Goslin told the Globe it was too early to suggest corruption and that the drugs -- seized as evidence over the years -- may just be lost. As the audit continues, three officers are trying to track down the drug evidence in some 190,000 cases, some dating back more than 20 years.

Anúncio: Novo Formato para o Calendário do Reformador

https://stopthedrugwar.org/files/appointmentbook.jpg
A partir desta edição, O Calendário do Reformador não aparecerá mais como parte do boletim Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas será mantido como seção de nossa nova página:

O Calendário do Reformador publica eventos grandes e pequenos de interesse para os reformadores das políticas de drogas ao redor do mundo. Seja uma grande conferência internacional, uma manifestação que reúna pessoas de toda a região ou um fórum na universidade local, queremos saber para que possamos informar os demais também.

Porém, precisamos da sua ajuda para mantermos o calendário atualizado, então, por favor, entre em contato conosco e não suponha que já estamos informados sobre o evento ou que vamos saber dele por outra pessoa, porque isso nem sempre acontece.

Ansiamos por informá-lo de mais matérias novas de nossa nova página assim que estejam disponíveis.

Semanal: Esta Semana na História

06 de Outubro de 2000: O ex-Presidente dos EUA, Bill Clinton, é citado na Rolling Stone: “Eu acho que a maioria das pequenas quantidades de maconha foi descriminalizada em alguns lugares, e deveria ser”.

07 de Outubro de 1989: O ex-Secretário de Estado dos EUA, George P. Schultz, diz aos alunos reunidos na Faculdade de Administração de Empresas de Stanford, “Me parece que não vamos chegar a lugar algum até que tiremos a criminalidade do negócio das drogas e os incentivos à criminalidade disso. Francamente, a única maneira em que eu posso pensar de conseguirmos isto é possibilitar que os dependentes comprem drogas em algum lugar regulado a um preço que se aproxime do custo delas... Precisamos pelo menos pensar nisso e examinar formar de legalização controlada das drogas... Nenhum político quer dizer o que eu acabei de dizer, nem por um segundo sequer”.

07 de Outubro de 2003: O comediante Tommy Chong começa uma sentença de nove meses de prisão federal por administrar uma loja de narguilés que vendia cachimbos aos fumantes de maconha.

08 de Outubro de 1932: A Lei Estadual Uniforme de Narcóticos [Uniform State Narcotics Act] é aprovada e endossada pela Agência de Narcóticos federal como alternativas às leis federais. Por volta de 1937, todos os estados proíbem o consumo de maconha.

09 de Outubro de 2000: A PBS dá início a um programa especial de dois dias intitulado “Drug Wars”. A série examina os esforços incessantes dos Estados Unidos durante as três últimas décadas para parar o fluxo de drogas ilegais que entram no país e mostra como a guerra às drogas desperdiça centenas de bilhões de dólares, altera o sistema de justiça criminal, põe milhões de pessoas na cadeia e permite o florescimento do crime organizado.

10 de Outubro de 2002: O Secretário Antidrogas John Walters viaja a Las Vegas, Nevada e começa dois dias de aparições ao redor do estado fazendo pressão ilegalmente contra a Questão 9, uma proposta de emenda da constituição estadual legalizando o porte de 90 gramas ou menos de maconha para adultos. A medida é derrotada nas urnas no mês seguinte.

12 de Outubro de 1984: A Lei Compreensiva de Controle da Criminalidade [Comprehensive Crime Control Act] vira lei, estabelecendo normas federais de condenação “mínima obrigatória” que não dão aos juízes discricionariedade nenhuma na imposição das sentenças de prisão. Durante os dois anos seguintes, as sentenças por delitos de drogas aumentam 71% em todo o país.

Maconha: Tribunal Superior de Idaho Decide que os Funcionários Não Podem Impedir Iniciativa de Legalização Só Porque Não Gostam Dela

Há dois anos atrás em Sun Valley, Idaho, Ryan Davidson queria começar uma petição a favor de uma iniciativa municipal que teria permitido que os habitantes de Sun Valley portassem, cultivassem e vendessem maconha dentro dos limites da cidade da comunidade das montanhas. Mas, os funcionários municipais, ao invés de meramente confirmarem que a petição inicial de Davidson com 22 assinaturas estava corretamente formatada, como especificamente no código municipal, recusaram a petição proposta dele de uma vez, dizendo que contradizia as legislações estadual e federal e que, assim, estava fora do alcance do processo de iniciativas da cidade.

Davidson entrou com uma ação e perdeu no tribunal distrital, daí recorreu ao Tribunal Superior de Idaho. Em uma decisão dada no dia 27 de Setembro, o tribunal superior concordou unanimemente com Davidson. “A Cidade protesta que se o Escrevente não pode parar as iniciativas inconstitucionais, qualquer grupo pode enviar petições em favor de qualquer número de causas bizarras”, escreveu o Ministro Roger Burdick pelo tribunal. “Embora seja verdade que muitas de tais iniciativas possam ser propostas, ordenar através da substância das iniciativas propostas para separar o joio do trigo não é o papel do Escrevente Municipal. Os contrapesos adequados contra o poder da iniciativa são o público eleitor e os tribunais, e uma câmara municipal retém o poder de revogar ou emendar decretos-lei equivocados aprovados pela legislação direta”.

Além de permitir o consumo e o comércio regulados de maconha, a iniciativa de Davidson teria ordenado que a lei municipal convertesse as leis sobre a maconha na menor prioridade dela. Também teria ordenado que a cidade pressionasse os funcionários estaduais a mudarem as leis sobre a maconha do estado.

O tribunal não decidiu se tal iniciativa seria constitucional sob a lei de Idaho, dizendo que a decisão podia aguardar a aprovação de tal iniciativa. Em um parecer concorrente, o Ministro-Chefe Gerald Schroeder debateu que partes dela infringiriam a lei estadual e, portanto, seriam inválidas. “Tempo, esforço e dinheiro terão sido gastos, exceto até o ponto em que os legisladores terão a opinião de um pequeno segmento dos eleitores classificados do estado”, escreveu Schroeder. “Não obstante, a decisão para permitir que o processo aconteça por si só sem a intervenção judicial é apropriada”.

Não se sabe ainda se Davidson começará uma nova petição agora, apesar de ser razoável achar que alguém que foi à corte mais alta no estado para ganhar esse direito provavelmente o exercerá logo, logo.

Condenação: Iniciativa Legislativa do Arizona Faria as Reformas Retrocederem Quando Se Trata dos Infratores da Legislação Antidrogas

Há uma década, os eleitores no Arizona aprovaram uma iniciativa inovadora, a Proposição 200, “A Lei de Medicalização, Prevenção e Controle das Drogas de 1996” [The Drug Medicalization, Prevention, and Control Act of 1996], que impediria os juízes de enviarem infratores primários ou secundários por porte de drogas à prisão. Mas, agora, a assembléia do Arizona, preocupada com a droga demoníaca do dia, quer tratar aqueles condenados por porte de metanfetamina diferentemente – ser mandados à cadeia ou à prisão ao invés de receber regime de liberdade vigiada e tribunal de drogas.

https://stopthedrugwar.org/files/safford.jpg
Complexo Prisional do Estado do Arizona - Safford
Na votação de Novembro está a Proposição 301, uma iniciativa defendida não pelos eleitores, mas pela assembléia estadual. Se os legisladores do Arizona quisessem ir a público para desfazerem parcialmente a Prop. 200, eles podiam ter votado na emenda dela. Ao invés disso, eles redigiram esta proposição e deixaram que os eleitores decidissem.

“A metanfetamina é altamente viciante e destrutiva”, escreveu o Promotor da Comarca de Maricopa (Phoenix), Andrew Thomas, em um argumento eleitoral a favor da medida. “Há uma forte relação entre o abuso de metanfetamina e o roubo de identidade. Phoenix tem o segundo índice mais alto de abuso de metanfetamina de todas as cidades do país, como evidenciado pelos exames toxicológicos realizados nos detentos... Esta proposição mudará a lei para que as pessoas presas por porte de metanfetamina possam ser condenadas à cadeia ou à prisão depois de suas primeiras condenação por porte de drogas. Atualmente, os usuários de metanfetamina podem ser encarcerados somente depois de sua segunda ou terceira condenação por porte de drogas, ou se eles se recusarem a participar do tratamento. O tempo na cadeia é freqüentemente a única coisa que oferece aos dependentes da metanfetamina um ambiente seguro e livre das drogas e uma chance de refletirem sobre a situação deles”.

A Proposição 301 destaca os infratores da legislação antimetanfetamina para tratamento especial e faz isso com base em um texto eleitoral equívoco – texto que sobreviveu a um desafio judicial não por mérito próprio, mas porque o desafio aconteceu tarde demais. Na análise da iniciativa feita pelo Conselho Legislativo do Arizona, o qual é parte do processo, o conselho informa aos eleitores que: “Esta mudança na lei permitirá que os juízes usem uma sentença de cadeia como condição de liberdade vigiada para forçar os usuários de metanfetamina a obedecerem ao tratamento e à reabilitação químicos ordenados pela corte”.

O texto é equívoco, na melhor das hipóteses. Embora de acordo com a lei atual, os juízes não possam sentenciar as pessoas à cadeia ou à prisão por infrações primárias ou secundárias da legislação antidrogas, podem colocá-las em liberdade vigiada ou mandá-las à cadeia por infringi-la, como em caso de inobservância aos programas de tratamento químico ordenados pelo tribunal, por exemplo”.

“O ponto de vista deles é o de que isto é simplesmente uma ferramenta para forçar as pessoas a permanecerem no tratamento”, disse Caroline Isaacs da Meth Free Arizona – “Não” na 303. “Isso contradiz completamente o texto real do projeto”, disse ela ao a href="http://www.tucsonweekly.com/gbase/Currents/Content?oid=oid:86957" target=_blank_>Tucson Weekly na semana passada. “Todos estão preocupados com o tamanho do consumo de metanfetamina na nossa comunidade. Mas, a Proposição 301 nos levaria exatamente na direção errada, em termos de lidarmos com o nosso problema de metanfetamina. Dizer que a solução não é proporcionar tratamento às pessoas é fazer as coisas absolutamente ao contrário”.

Não são apenas ativistas como Isaacs que se opõem à medida. A Juíza do Tribunal Superior da Comarca de Pima, Barbara Sattler, que preside o programa de tribunal de drogas da comarca, disse ao Weekly que “há muitos mal-entendidos no tocante à Proposição 301... É verdade que os infratores primários e secundários que portarem pequenas quantidades de drogas (seja metanfetamina, cocaína, heroína etc.) não podem ser inicialmente mandados à prisão ou à cadeia. Contudo, se eles infringirem as ordens de tratamento ou forem detidos por outros crimes ou delitos de drogas, podem ser enviados à cadeia ou à prisão. Os infratores secundários podem pegar uma sentença de prisão diretamente como condição para a liberdade vigiada (apesar de que, mais uma vez, eles não podem ir à prisão diretamente). Infringir uma ordem de tratamento significa não prestar exame toxicológico, tirar positivo para drogas ou não comparecer ao tratamento ou ao aconselhamento ou não morar em um abrigo de apoio aos consumidores de drogas”, escreveu a Juíza Sattler. “Também é possível ir à cadeia ou à prisão se se recusar o regime de liberdade vigiada ou em caso de recusa do tratamento químico”.

Uma vitória para a Proposição 301 seria um desastre, escreveu a Juíza Sattler. “Prender as pessoas é mantê-las fora de circulação, mas quando saem, se não tiveram tratamento, começarão a usá-la novamente. Se esta proposição for aprovada, custará aos contribuintes montões de dinheiro e lotará as prisões de dependentes não-violentos. Embora haja algum tratamento químico, na cadeia ou na prisão, é mínimo e está disponível apenas para uma pequena porcentagem dos presos”.

“Eu acho que o projeto é muito limitado ao objetivar somente a metanfetamina”, prosseguiu. “Embora a metanfetamina seja com certeza uma droga horrível e altamente viciante, os dependentes podem ser tratados. Os tribunais de drogas e outros programas têm tido sucesso. No passado, outras drogas como a heroína e o crack eram a ‘metanfetamina’ de suas épocas. A solução não é objetivar uma droga. Em alguns anos, haverá uma nova droga que substituirá a metanfetamina”.

Cânhamo: Governador da Califórnia Veta Projeto de Cânhamo Industrial

Na sexta-feira passada, o Governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (R), vetou um projeto que teria permitido que os agricultores californianos cultivassem cânhamo industrial. Defendido pelo Deputado Mark Leno (D-San Francisco), o Projeto da Assembléia 1147 [Assembly Bill 1147] teria definido o cânhamo industrial como cultivo agrícola, teria limitado o seu conteúdo de THC para menos de 0,3% e teria ordenado o teste anual dos campos para assegurar o cumprimento dos limites ao conteúdo.

https://stopthedrugwar.org/files/hempia.gif
(cortesia Centro de Mídia Independente)
Em sua mensagem de veto, Schwarzenegger disse que a medida entrava em conflito com a lei federal e teria tornado mais difícil a supervisão legal dos cultivos ilícitos de maconha. Embora reconhecesse as recentes batalhas jurídicas bem-sucedidas travadas pela indústria do cânhamo, Schwarzenegger disse que “nenhuma corte decidiu especificamente que uma planta viva de cannabis é uma substância não-controlada ou que a agricultura destas plantas não é uma atividade regulada. Conseqüentemente, seria inadequado aprovar a medida que entra diretamente em conflito com os estatutos e as decisões jurídicas federais atuais. Isto só serve para causar confusão e reduzir a confiança pública no nosso sistema de governo”.

Schwarzenegger acreditou no pretexto padrão da polícia estadunidense de que permitir a produção de cânhamo dificultaria a suspensão dos cultivos externos de maconha: “Por fim”, disse, “a lei californiana expressou preocupações de que a implementação desta medida pode gastar os seus recursos e causar problemas consideráveis nas atividades de repressão às drogas. Isto é preocupante dadas as necessidades de erradicação e prevenção à produção de drogas neste estado”.

Curiosamente, a polícia em países em que o cultivo de cânhamo é uma parte legal e produtiva da economia não parece ter problema nenhum na distinção entre o cânhamo industrial e a maconha.

A indústria do cânhamo não ficou contente. “O veto do Gov. Schwarzenegger é uma falta de incentivo a milhares de agricultores, negociantes e consumidores que querem trazer de volta o cânhamo industrial à Califórnia para criar empregos, aumentar a arrecadação de impostos e beneficiar o meio ambiente”, disse Eric Steenstra, fundador e Presidente da Vote Hemp, o principal grupo de defesa da agricultura do cânhamo industrial do país, em nota à imprensa na segunda-feira denunciando o veto. “O veto não estava baseado em fatos, mas em um temor irracional de parecer indulgente com as drogas em ano eleitoral. A mensagem de veto dele mostra que ele sabia que o cânhamo industrial é um problema de desenvolvimento econômico e de agricultura, mas se acovardou perante os lobistas confusos da guerra às drogas. O AB 1147 teria refreado o exagero das autoridades federais que tem impedido as variedades de cânhamo industrial que não são drogas de serem cultivadas em solo estadunidense para termos fibra e sementes. É pouco engenhoso citar as restrições federais quando os lobistas da guerra às drogas se recusam a discutir com a ampla coalizão de agricultores, negociantes e ambientalistas que redigiram a legislação sobre o cânhamo industrial. O cânhamo industrial continuará sendo o único cultivo que é legal importar, vender e consumir, mas ilegal cultivar, na Califórnia”.

“É uma infelicidade que o Governador Schwarzenegger tenha vetado o AB 1147. Tínhamos ansiado pelo cultivo e produção de azeite e sementes de cânhamo nos nossos produtos aqui na Califórnia”, disse David Bronner, presidente do Comitê de Alimentos e Azeites da Hemp Industries Association e presidente da Alpsnack/Dr. Bronner's Magic Soaps. “Os agricultores aqui na Califórnia, como os agricultores por todos os Estados Unidos, estão sempre procurando cultivos lucrativos como o cânhamo para acrescerem à rotação deles. Este veto demonstra claramente por que o HR 3037, a Lei de Agricultura do Cânhamo Industrial de 2005 [Industrial Hemp Farming Act of 2005], precisa ser aprovado no nível federal”.

Agora, sete estados (Havaí, Kentucky, Maine, Maryland, Montana, Dakota do Norte e Virgínia Ocidental) mudaram suas leis para dar aos agricultores o direito afirmativo a cultivarem cânhamo industrial comercialmente ou para fins de pesquisa. Mas, o projeto que o Gov. Schwarzenegger vetou difere daquelas leis. Naqueles sete estados, as leis exigem uma autorização da DEA para cultivar a planta, autorização que a agência reluta historicamente em dar. O projeto da Califórnia teria estipulado explicitamente que o governo federal não tem base nenhuma nem direito nenhum de se meter com o cânhamo industrial na Califórnia.

Condenação: Governador da Califórnia Assina Projeto para Diminuir a Condicional para Infratores que Receberem Tratamento Químico

No sábado, o Governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (R), assinou silenciosamente um projeto de lei que permitirá que os infratores não-violentos saiam da condicional antes se completarem um programa intensivo de tratamento químico. Segundo a nova lei, os condenados sob liberdade condicional eu desejarem participar serão enviados diretamente a um programa de tratamento residencial de cinco meses. Depois da graduação, sairão da condicional.

A nova lei entrará em vigor em Janeiro. Somente os infratores não-violentos serão elegíveis e devem ter cumprido pelo menos seis meses de tratamento químico enquanto estavam na prisão.

A condicional pós-soltura tem provado ser onerosa para muitos infratores. De acordo com a Secretaria de Correção e Reabilitação da Califórnia, 47% dos condenados sob condicional são devolvidos à prisão como infratores da condicional. São pessoas que cometeram faltas administrativas – não notificar o novo endereço ou o novo emprego ao oficial da condicional, tirar positivo em um exame toxicológico --, não novas infrações criminais. Mais 15% dos presos sob liberdade condicional são devolvidos à prisão sob novas acusações criminais. Atualmente, há mais de 116.000 pessoas em liberdade condicional na Califórnia.

Defendido pela Senadora Jackie Speier (D-Hillsborough), o projeto conseguiu o apoio de uma variedade de grupos, inclusive do poderoso sindicato dos agentes penitenciários. “Os presos sob condicional que demonstrarem o nível de compromisso com o tratamento merecem o reconhecimento pelos esforços deles”, disse o porta-voz do sindicato, Lance Corcoran, ao Los Angeles Times na quarta-feira. “É um conceito que vale a pena apoiar”, disse. “A única questão é como vão conseguir um número suficiente de leitos de tratamento químico para todos os que se qualificarem”.

A Senadora Speier disse ao Times que ela defendia a medida porque cerca de três quartos dos 172.000 presos do estado têm problemas com as drogas ou com o álcool. “Se pudermos ajudá-los a derrotar os vícios deles e tirá-los desta desgraça de voltar à prisão, economizaremos centenas de milhões de dólares do contribuinte”, disse Speier.

Agora, a questão é de onde vai sair o dinheiro. O estado economizará $4.340 por ano por cada ex-condenado se não tiver que fazer o monitoramento. O projeto assinado nesta semana não destina nenhuma verba à expansão do tratamento, mas Speier sugeriu que as economias nos custos da condicional podiam arcar com os novos leitos.

Condenação: Projeto Federal para Criar Registro Criminal de Traficantes de Drogas É Apresentado

Era apenas uma questão de tempo. Primeiro, vieram as leis que ordenavam que os criminosos demonizados prediletos da sociedade, os criminosos sexuais, deviam registrar os paradeiros deles junto ao estado depois de terem cumprido as sentenças deles. Depois, vários estados começaram a aprovar legislação que exigia que os preparadores de metanfetamina condenados fizessem o mesmo. Agora, um congressista republicano do Novo México, o Dep. Steve Pearce, entrou com legislação federal que criaria um registro eletrônico nacional de “narcotraficantes criminosos” e exigiria que os estados façam o mesmo ou corram o risco de perderem o auxílio federal.

https://stopthedrugwar.org/files/methregistry.gif
queremos mesmo ajudar os nossos filhos a encontrarem os traficantes de drogas?
No mês passado, Pearce apresentou outro acrônimo chamativo de um projeto, HR 6155, a “Lei Comunidades Liderando a Todos para Longe dos Narcóticos Através de Advertências Eletrônicas” [Communities Leading Everyone Away From Narcotics through Online Warning Notification Act] ou a “Lei CIDADE LIMPA” [CLEAN TOWN Act]. De acordo com o projeto proposto, qualquer um condenado por infração de distribuição, conspiração ou porte de drogas com intenção de distribui-las seria obrigado a se registrar junto às autoridades anualmente e dar-lhes seu nome, endereço, empregador e/ou informação escolar, número do seguro social, antecedentes sociais, descrição física, cópia de identificação oficial e demais informações pessoais. A duração do registro variaria de cinco anos desde o fim da sentença para os réus primários e 10 anos para os réus secundários a registro perpétuo para os reincidentes de terceira ocasião.

O projeto exigiria que tanto o procurador-geral dos EUA quanto vários estados estabelecessem tais registros. Os estados que não obedecessem seriam penalizados mediante a suspensão de uma porcentagem das verbas federais de controle da criminalidade que recebem através da Lei Abrangente de Controle da Criminalidade e Ruas Seguras [Omnibus Crime Control and Safe Streets Act]. Os narcotraficantes condenados podem ser isentos de registro se virarem delatores, ou, no texto anódino do projeto, se derem “assistência considerável na investigação ou processo de outra pessoa que tenha cometido uma infração”.

O projeto ordena que os estados aprovem leis penalizando a inobservância ao registro. Tais leis devem ter sentenças de duração superior a um ano. Em outras palavras, devem ser crimes.

Em nota à imprensa alardeando o seu novo bebê legislativo, Pearce apresentou a sua defesa do projeto em termos de proteção das crianças e deu às suas bases de apoio o crédito pela idéia. “Durante a nossa turnê de conscientização sobre a metanfetamina por todo o 2° Distrito em Agosto, ouvi várias vezes que deveríamos tratar os narcotraficantes condenados como tratamos os infratores sexuais”, disse o Dep. Pearce. “Ambos têm a coragem de violentar os nossos filhos e destruir as vidas deles. As nossas comunidades precisam de mais ferramentas para proteger as nossas crianças. Em particular, os pais e mestres têm o direito de saber quando alguém que pode envenenar os filhos deles mora na vizinhança”.

Até agora, nenhum outro legislador deu o seu apoio ao projeto. Ele foi enviado ao Comitê Judiciário da Câmara.

Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana

Temo-los em cada estágio do processo da justiça criminal nesta semana, na detenção, passando pelos acordos de confissão de culpabilidade, à condenação. Para um par de policiais gananciosos e traficantes de São Luis e Miami, a passagem pela casa de diversões da justiça criminal está só começando. Um ex-policial de St. Paul aceitou um acordo e agora ex-policiais em Connecticut e no Havaí estão dirigindo-se à prisão. Vamos ao que interessa:

https://stopthedrugwar.org/files/miamidade.jpg
patch da Polícia de Miami-Dade (ou artigo # 180033018469 no ebay)
Em Miami, um oficial da polícia da Comarca de Miami-Dade foi preso na sexta-feira passada sob acusações de tráfico de cocaína, anunciou a Promotoria do Distrito Meridional da Flórida em nota à imprensa no mesmo dia. O Oficial Errol Benjamin é acusado de vender 5kg902g de cocaína enquanto vestia uniforme. Ele é acusado de porte de cocaína com intenção de distribuir e pode pegar até pena de prisão perpétua e uma multa de $4 milhões, observaram os federais.

Em São Luis, um oficial da polícia da suburbana Hillsdale, Missouri foi indiciado em uma conspiração elaborada de distribuição de cocaína, anunciou a Promotoria do Distrito Oriental do Missouri em nota à imprensa na sexta passada. O Sargento da Polícia de Hillsdale, Christopher Cornell, conspirou com um atendente de uma empresa de guinchos para roubarem traficantes de drogas e revenderem a cocaína deles, acusaram os federais. O operador de guinchos fazia que os entregadores de drogas entregassem cocaína em Hillsdale e notificava Cornell, que os parava e prendia por pequenas infrações, deixando os carros dele no acostamento. Então, a empresa de guinchos levava os carros, roubava as drogas e as revendia. A Procuradora da União, Catherine Hanaway, estimou que o esquema rendera $2,4 milhões em lucros. O indiciamento procura o seqüestro das propriedades de Cornell, inclusive um Mercedes Benz e outros carros.

Em St. Paul, Minnesota, um oficial aposentado da polícia de St. Paul se confessou culpado na sexta-feira passada de portar metanfetamina com intenção de distribui-la, informou o St. Paul Pioneer Press. Clemmie Howard Tucker, veterano de 23 anos que se aposentou em 1998, foi preso tentando recolher quase 10 quilos de cocaína e aproximadamente 5,5kg de metanfetamina no Armazém da Greyhound Bus na vizinha Mineápolis. A polícia estimou as drogas confiscadas em $4 milhões. Apesar de que Tucker estivesse choroso e constrito durante o acordo dele, não importava: Ele enfrenta uma sentença mínima obrigatória de 10 anos de prisão. As acusações pendentes por cocaína provavelmente serão retiradas na condenação, disse o advogado de Tucker.

Em Bridgeport, Connecticut, um ex-oficial da polícia de Bridgeport foi sentenciado a 45 meses de prisão por revender oxicodona, o ingrediente ativo no analgésico popular Oxycontin. O ex-Oficial Jeffrey Streck, 40, com 10 anos de serviços prestados, se confessou culpado em Janeiro de conspirar para portar oxicodona com intenção de distribui-la após ser preso pelo FBI em 2005. De acordo com a Associated Press, Streck foi preso como parte de uma investigação de três meses do tráfico de cocaína e maconha em grande escala e preparara uma compra de Oxycontin.

Em Honolulu, um oficial da Polícia de Honolulu que se confessou culpado de vender mais de $5.000 em metanfetamina a um informante disfarçado foi sentenciado a cinco anos e cinco meses de prisão no dia 28 de Setembro, informou o Honolulu Star-Bulletin. Robert Henry Sylva, 50, podia ter pegado três acusações de distribuição de metanfetamina durante 2004, mas aceitou uma acusação em um acordo feito em Dezembro. Apesar de Sylva enfrentar uma variação penal de 7 a 12 anos de acordo com as normas acessórias federais, o Juiz Distrital dos EUA, David Ezra, lhe deu uma força a pedido dos procuradores federais depois que eles disseram que ele cooperara com os investigadores após ser pego.

Documentário: Waiting to Inhale

Caro leitor da Crônica da Guerra Contra as Drogas:

Muitos entusiastas da reforma das políticas de drogas leram há duas semanas sobre o nosso novo blog acerca de um novo documentário, Waiting to Inhale: Marijuana, Medicine and the Law [Esperando para Inalar: A Maconha, a Medicina e a Ley], e um debate emocionante aqui em Washington entre dois dos meus colegas e um representante da secretaria antidrogas dos EUA aconteceu depois da exibição do filme. Tenho o prazer de anunciar que a DRCNet está lhe disponibilizando este filme como o nosso mais recente prêmio de filiação – doe $30 ou mais à DRCNet e você pode receber uma cópia de Waiting to Inhale como nosso agradecimento pelo seu apoio.

https://stopthedrugwar.org/files/waitingtoinhale-small.jpg
Soube de Waiting to Inhale durante alguns anos e estou muito feliz por vê-lo divulgado e causando repercussões. As pessoas que aparecem no filme – os fornecedores de maconha medicinal Mike e Valerie Corral e Jeff Jones, a porta-voz dos pacientes Yvonne Westbrook, o cientista Don Abrams – são heróis cujas estórias merecem ser contadas e cujas entrevistas neste filme deveriam ser exibidas em todo o redor. Você pode ajudar ao pedir uma cópia e fazer uma exibição privada no seu lar! Ou você e seus amigos ativistas podem simplesmente assisti-lo em casa como inspiração. (Clique aqui para maiores informações, inclusive um trailer na Internet.)

A sua doação ajudará a DRCNet enquanto fazemos o que achamos que será um plano incrível de dois anos para avançar consideravelmente a reforma das políticas de drogas e a causa de acabar com a proibição globalmente e nos EUA. Por favor, faça uma doação generosa hoje mesmo para ajudar a causa! Eu sei que você sentirá que o dinheiro foi bem gasto depois de ver o que a DRCNet está preparando. O nosso formulário de doação eletrônica permite doar por cartão de crédito, por PayPal ou imprimir um formulário para enviar juntamente com o seu cheque ou ordem de pagamento por correio. Por favor, note que as contribuições à Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas ou Drug Reform Coordination Network, a nossa entidade de pressão política, não são dedutíveis do imposto de renda. As doações dedutíveis podem ser feitas para a Fundação DRCNet, a nossa ala de conscientização. (Escolher um presente como Waiting to Inhale reduzirá a parte de sua doação que pode deduzir pelo custo do artigo.) Ambos os grupos recebem cartas dos membros no seguinte endereço: DRCNet, P.O. Box 18402, Washington, DC 20036.

Obrigado pelo seu apoio. Se você não viu a nossa nova página, espero que tenha um momento para fazer isso – está muito bom, se me for permitido dizê-lo. :)

Cuide-se bem e espero ter notícias suas.

Sinceramente,


David Borden
Diretor Executivo

Resenha: “De los Maras a los Zetas: Los secretos del narcotráfico, de Colombia a Chicago”, de Jorge Fernández Menéndez e Víctor Ronquillo (Cidade do México: Editorial Grijalbo, 2006, 290 pp. PB)

Se se quiser uma lição sobre as conseqüências involuntárias da proibição das drogas, é preciso voltar o olhar para o outro lado do Rio Grande. Como todas as fronteiras, a fronteira EUA-México sempre foi a cena de um contrabando vivaz. Apesar dos autores de “De los Maras a los Zetas: Los secretos del narcotráfico, de Colombia a Chicago não se meterem na pré-história das poderosas organizações mexicanas do narcotráfico, antes naqueles dias tranqüilos dos anos 1960 e 1970, um montão de maconha cruzou essa fronteira, mas era mais um comércio pacífico, freqüentemente coisa de família.

Em 1982, quando o Presidente Ronald Reagan, tendo declarado uma nova guerra contra as drogas, mandou o Vice-Presidente George H.W. Bush a Miami para dirigir um novo esforço de bloqueio do fluxo de cocaína colombiana que cruzava o Caribe até a Flórida, os colombianos se ajustaram mudando as rotas do contrabando através do México. Os colombianos usaram as redes existentes de contrabando, que desde então se transformaram em um monstro, não somente aos olhos dos seus homônimos colombianos, que se viram excluídos da distribuição final aos EUA e dos lucros enormes que rendia.

Fomentados pela cocaína colombiana, os dólares e o armamento estadunidenses, nos últimos 20 anos, os chamados “cartéis” do México – uma designação incorreta para estas organizações brutalmente competitivas do narcotráfico – têm corrompido legiões de policiais, soldados e políticos mexicanos e têm assassinado muitos outros. Todas as vezes que o Estado Mexicano, perseguido pelo seu companheiro do norte, tenta desmantelar os cartéis, o resultado não é a tranqüilidade social ou o fim do narcotráfico, mas as guerras sangrentas entre gangues enquanto as diferentes organizações lutam por posições – e o fluxo de drogas parece nunca ser afetado.

Nos últimos anos, os cartéis se fortaleceram tanto e o número de baixas dos constantes acertos de contas ficou tão horrendo – mais de 1.500 mortos no ano passado e um número parecido até agora neste ano – que parecem estar agindo com impunidade.

Entram os jornalistas da Cidade do México, Jorge Fernández Menéndez e Víctor Ronquillo. Com os grupos do narcotráfico decapitando policiais e se metendo em batalhas de rua com pessoas disfarçadas em Acapulco e causando estragos mortais ao longo da fronteira com os EUA, a sua oportunidade não podia ser melhor, porque eles procuram explicar os procedimentos obscuros do narcotráfico mexicano. Eles estudam e informam sobre Mara Salvatrucha, a gangue tão famigerada que surgiu dos filhos dos refugiados salvadorenses em Los Ângeles e outras cidades estadunidenses (outra lição sobre as conseqüências involuntárias) que aprenderam bem demais os trâmites da vida bandidas e então a reexportaram de volta à América Central. De acordo com Fernández e Ronquillo, Mara Salvatrucha controla grande parte do tráfico em imigrantes ilegais e drogas – na fronteira meridional do México. Mas, como as verdadeiras organizações criminosas do México, os seus tentáculos se estendem até o norte também.

Eles também dão informações sobre os Zetas, a ex-força antidrogas de elite treinada pelos Estados Unidos que mudou de lado e agora age como as forças armadas de Osiel Cárdenas e do Cartel do Golfo – outra lição sobre as conseqüências involuntárias. Graças às habilidades paramilitares dos Zetas, Cárdenas conseguiu confrontar diretamente o Estado Mexicano, como quando os homens dele mataram seis empregados da prisão em Matamoros no início de 2005 em retaliação por uma operação do governo federal contra os chefes presos do cartel.

Há muitas, muitas coisas mais em meio a tudo isso. Fernández e Ronquillo avisam que os líderes presos do cartel passam parte do tempo deles atrás das grades amigando-se com as guerrilhas esquerdistas na prisão e podem estar aprendendo lições táticas ou forjando alianças preocupantes com elas. Apesar das diferenças ideológicas aparentes entre os rebeldes marxistas e os narcotraficantes, os cartéis mexicanos têm mostrado que quando se trata de negócios eles são apartidários. Eles corrompem políticos de qualquer partido, fazem negócios com quem quer que possa beneficiá-los e matam aqueles que ficam no caminho deles.

Os cartéis giram em torno do poder. Quando o antigo PRI administrava o governo, os cartéis corrompiam o PRI. Quando o governo do Presidente Vicente Fox do PAN chegou ao poder, eles tentaram corrompê-lo, e como demonstram Fernández e Ronquillo, tiveram algum sucesso. Os políticos panistas foram flagrados indo aos funerais de traficantes importantes, as administrações municipais panistas foram compradas e os traficantes até conseguiram colocar um sócio no círculo interno do Presidente Fox antes que a mácula do escândalo o retirasse.

Mas, embora Fernández e Ronquillo sejam muito bons em desvelarem os mistérios dos cartéis e explicarem os resultados de décadas de políticas proibicionistas de drogas, eles não dão o salto para o próximo nível. Para eles, “De los Maras a los Zetas” é um despertar desesperado para o público e a classe política mexicanos, um aviso de que o poder dos cartéis ameaça a integridade do Estado Mexicano. Eles não dão o passo seguinte para perguntarem se não há uma maneira melhor. Porém, mais uma vez, não têm que fazer isso – o próprio livro é um testemunho eloqüente do legado corrupto e sangrento da proibição no México.

Sim, o livro está apenas em espanhol. Não será de grande valia para muitos dos nossos leitores norte-americanos, mas a Crônica da Guerra Contra as Drogas também é publicada em espanhol e português, e talvez se pudermos despertar algum interesse aqui na Gringolândia, uma editora estadunidense ou canadense publicará uma tradução. Sabemos muito bem que recebemos pouquíssimas reportagens sérias sobre a guerra mexicana às drogas.

Enquanto isso, para vocês hispanófonos que lêem este tópico com interesse, lhes recomendo o relatório recente do Washington Office on Latin America, "State of Siege: Drug-Related Violence and Corruption in Mexico" [Estado de Sítio: A Violência e a Corrupção Relacionadas com as Drogas no México].

Matéria: Casos de imigrantes deportados por pequenos delitos de drogas são ouvidos nesta semana pela Suprema Corte

Na terça-feira, a Suprema Corte dos EUA ouviu os argumentos orais em dois casos consolidados que questionam se os imigrantes que são residentes legais dos EUA devem enfrentar deportação obrigatória por pequenas infrações como o porte de drogas. Milhares de imigrantes enfrentam uma punição tão perturbadora e de acordo com a National Network for Immigrant and Refugee Rights, mais de um milhão e meio de pessoas foram deportadas desde a apresentação da deportação obrigatória por “crimes agravados” segundo a Lei de Imigração e Nacionalidade de 1996 [1996 Immigration and Nationality Act] que está sendo desafiada nestes casos.

https://stopthedrugwar.org/files/supremecourt.jpg
a Suprema Corte dos EUA
Essa lei expandiu a definição de “crimes agravados” – crimes pelos quais a deportação é obrigatória – além dos crimes violentos graves, que tinham sido o padrão anterior. Os casos perante a Suprema Corte nesta semana giram em torno de se as infrações que são consideradas contravenções de acordo com a Lei de Substâncias Controladas [Controlled Substances Act] federal, mas que são consideradas crimes segundo a lei estadual nos estados em que as pessoas foram condenadas, podem se qualificar como “crimes agravados” de acordo com a lei de imigração.

Muitos daqueles deportados de acordo com a lei de imigração foram em realidade declarados culpados de crimes sérios, mas muitos outros não foram. Em um caso coberto pela Crônica da Guerra Contra as Drogas, João Herbert, que foi adotado por pais estadunidenses de um orfanato brasileiro quando criança, mas que nunca solicitou a cidadania estadunidense, foi preso em sua adolescência por vender um saquinho de maconha. Foi condenado a regime de liberdade vigiada, mas as autoridades federais procuraram deportá-lo com sucesso de acordo com a lei de 1996. Enviado a uma terra que nunca conheceu, ele sobreviveu alguns anos como professor de inglês antes de ser morto pela polícia brasileira em 2004.

Nos casos perante a corte na terça-feira, López vs. Gonzales e Toledo-Flores vs. EUA, as infrações pelas quais os EUA procuram deportar os imigrantes são ainda mais triviais que as do caso de Herbert. José Antonio López era dono de uma mercearia e de uma barraquinha de tacos em Sioux Falls, SD, que veio do México em 1985. O homem casado e pai de dois filhos, que são cidadãos estadunidenses, se confessou culpado de dizer a alguém como obter cocaína. Tal infração é uma contravenção de acordo com a lei federal, mas era crime segundo a lei de Dakota do Sul. Os funcionários federais de imigrações classificaram a infração dele como “crime agravado” de acordo com a lei de imigração e o deportaram ao México.

Reymundo Toledo-Flores foi preso por porte de cocaína no Texas, onde isso é contravenção, mas quando foi pego tentando reentrar ao país pegou uma sentença de prisão de dois anos porque as autoridades de imigrações consideraram a apreensão dele no Texas um “crime agravado” de acordo com a lei de imigrações. Ele está recorrendo da sentença.

“O problema aqui é que a lei estadual e a lei federal não concordam com a determinação da gravidade da infração”, disse o Ministro David Souter durante a argumentação oral da terça-feira. “Não é muito estranho que o Congresso tivesse querido uma leitura do estatuto que tornaria a sua definição de contravenção um crime agravado para fins das leis de imigração?” perguntou.

Os advogados do governo Bush debateram que os funcionários de imigrações classificaram corretamente ambos os casos. “A definição estatutária de ‘crime agravado’ abrange grandes categorias de conduta criminosa de acordo com a lei estadual, sem exigir um paralelo com a lei federal”, escreveu o Subprocurador-Geral de Justiça dos EUA em documento apresentado à corte.

O Subprocurador de Justiça Edwin Kneedler disse à corte na terça-feira que a lei de imigração “olha para a lei estadual”. Se um delito de drogas é crime segundo a lei estadual, é um crime deportável de acordo com a lei federal, debateu.

Mas, três ex-advogados do Serviço de Imigração e Naturalização discordavam em uma posição favorável que eles apresentaram. “Não há indícios claros de que o Congresso pretendesse que a definição de crime agravado se aplicasse aos delitos de drogas que são... contravenções de acordo com a lei federal”, escreveram eles.

O Desembargador-Chefe John Roberts estava tendo idéias similares. “Deve fazê-lo suspeitar”, disse a Kneedler, “que a sua análise de uma infração de ‘tráfico de drogas’... leve à conclusão de que o simples porte se iguala ao tráfico de drogas”.

“Os imigrantes não deveriam ser expulsos do país por fazerem o que o presidente dos Estados Unidos fez”, disse Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da Drug Policy Alliance. “Está claro que o tipo de delitos de drogas que discutimos aqui não é o tipo de delitos que o Congresso pretendia quando aprovou essa lei”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Também parece que isto levanta problemas de proteção igual porque parece que ser deportado ou não depende do estado em que se foi condenado. Naqueles estados em que o porte de drogas é crime, se é deportado; naqueles que não é, não se é deportado”.

Os grupos de direitos dos imigrantes e das liberdades civis estão pedindo à corte que recuse a interpretação ampla da lei do governo federal e até o Center for Immigration Studies, que geralmente defende uma linha dura na repressão à imigração, não ficou tão entusiasmado com a deportação de pequenos infratores da legislação antidrogas. “Se a assembléia estadual decidiu que isto é um crime sério e alguém que o cometer será deportado, não é como se essa pessoa não soubesse que isso era ilegal”, disse o Dr. Steven Camarota, diretor de pesquisa do grupo. “Não vejo problema nenhum em expulsar estas pessoas. Em alguns casos, contudo, as pessoas se confessam culpadas de crimes sem perceberem que estariam sujeitas à deportação e isso levanta uma questão de justiça”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. “Todo o sistema de justiça criminal deve moderar a justiça com a misericórdia, mas com a imigração criamos tantas exceções e renúncias que às vezes é bom ser duro”.

Para Camarota, todo o debate sobre a deportação de imigrantes por pequenas infrações da legislação antidrogas “não é nada” em comparação com os verdadeiros problemas de imigração que o país enfrenta. “Estamos falando de milhares de pessoas quando há 37 milhões de imigrantes no país”, apontou. “Não nada de errado na forma pela qual o governo está abordando isto, mas parece que há debate demais sobre algo tão pequeno. Deveríamos colocar os recursos na imposição geral das leis de imigração”.

“A lei de 1996 é destrutiva de verdade”, disse Arnaldo Garcia da National Network for Immigrant and Refugee Rights. “Em qualquer semana, há 20.000 residentes permanentes legais que cometeram pequenas infrações esperando na cadeia de acordo com os trâmites de deportação. Isso inclui casos com o de um garoto de 20 anos que fez sexo com a sua namorada de 17 anos e inclui coisas como a detenção de pessoas com porte de pequenas quantidades de maconha”, disse ele à Crônica. “O governo federal está tentando institucionalizar um padrão duplo. Os residentes legais têm direitos iguais sob o nosso sistema judicial, mas depois que completaram as sentenças deles, são submetidos a uma punição injusta – o banimento para sempre. Esta é uma enorme brecha na fundação do tratamento igual sob a lei”.

Há pouca coisa que os residentes permanentes podem fazer, disse García. “O que se pode fazer é garantir que se conhece a lei”, disse. “Se se vai preso, é preciso ter o conselho de um advogado de imigrações para saber as conseqüências da acusação e se ela é uma infração deportável. Alguns juízes trabalharão com você – fazendo coisas como condenar você a 364 dias em vez de 366, a diferença entre uma contravenção e um crime --, mas o INS só quer te deportar. Vi pessoas que entram para fazer a sua prova de cidadania e a imigração as está aguardando porque foram presas quando adolescentes”.

A proteção final contra a deportação segundo a lei de imigração é virar cidadão estadunidense. “É mais fácil falar que fazer”, disse García. “Há uma enorme espera. Estou trabalhando com uma família que enviou a petição de reunificação dela em 1994. O caso dela esta saindo agora”.

Editorial: Queremos Mesmo Ajudar as Nossas Crianças a Encontrar Traficantes de Drogas?

Repetimos o editorial de Julho de David Borden sobre este tópico devido à sua pertinência nesta semana.

https://stopthedrugwar.org/files/bordenoncouch-smaller.jpg
a sessão usual de edição de quinta-feira à noite de David Borden
Um dos artigos sobre a guerra às drogas desta semana é um esforço legislativo no estado do Maine para criar um comitê para estudar a possibilidade de um registro, acessível ao público em geral, de gente que foi condenada várias vezes por delitos de drogas. Os defensores têm retratado a idéia como uma maneira de ajudar as famílias a proteger os filhos delas de pessoas que possam querer dar-lhes drogas no Maine.

Mesmo usando a lógica da guerra às drogas (que, geralmente, é uma má idéia), esta idéia fracassa decisivamente. A maioria das crianças não começa a usar drogas porque elas lhes são oferecidas por traficantes profissionais. A maioria das crianças começa a usar drogas porque elas lhes são oferecidas por outros garotos - crianças que lhes estão oferecendo por razões sociais ou porque se envolveram na empresa criminosa, mas em qualquer um dos casos não pelos adultos várias vezes condenados que apareceriam no sítio do estado. Também é importante lembrar que a maioria dos traficantes de drogas nunca foi pega, portanto, nunca aparecerá no registro por esse motivo.

Então, embora um registro permita que os pais estejam cientes de alguma fração dos traficantes de drogas de verdade que existem, não levará em conta (e talvez desvie a atenção) das maneiras mais comuns através das quais as drogas chegam às mãos de seus filhos. Além do mais, o mesmo processo econômico incontível que torna qualquer prisão de um traficante uma oportunidade de emprego para novos traficantes, também deve aplicar-se, pelo menos parcialmente, a quaisquer traficantes reincidentes que perderam o negócio porque alguns pais conseguiram fazer com que seus filhos mantivessem distância de qualquer traficante - se as crianças forem determinadas ou apenas voluntariosas, elas acabam conseguido as drogas delas de outra pessoa.

Contudo, mais resplandecente é um argumento que foi apontado numa publicação de um blog "de ensaio" por um membro do nosso pessoal, Scott Morgan, em nossa página que será lançada logo, logo. Scott usou um registro similar no Tennessee, limitado a infratores por delitos de metanfetamina, para mostrar quão útil seria (talvez seja) para qualquer jovem, em qualquer comarca no estado, que desejar encontrar pistas de gente na comarca dele que possa vender-lhe metanfetamina ou outras drogas - um resultado exatamente oposto ao que o registro pretende prevenir.

A diferença principal entre o registro do Tennessee e o registro proposto do Maine, sem contar que o do Maine inclui todas as drogas ilegais, é que o do Maine está limitado a infratores "habituais" da legislação antidrogas, as pessoas que foram condenadas várias vezes por tráfico de drogas. Mas, os infratores reincidentes são exatamente as pessoas que têm mais chances de infringir a lei novamente - as listagens mais úteis para as crianças ou outros que queiram localizar vendedores de drogas convenientemente restringidos. De qualquer forma, não se pode escapar da idéia de que um registro de infratores da legislação antidrogas é na verdade uma campanha publicitária paga pelo contribuinte que apóia o tráfico de drogas.

Afinal, devemos voltar à questão de que a principal maneira pela qual os jovens começam a se envolver no consumo de drogas é através da influência dos outros garotos - em muitos casos, comprando as drogas de outros garotos, nas escolas. Este é um dos fatores que levou a um aumento na predominância de armas nas escolas - aonde vai o mercado subterrâneo, também tendem a ir as armas.

Mas não precisava ser assim. Embora o consumo de álcool por menores de idade seja uma questão importante (o álcool é tanto uma droga quanto qualquer uma das drogas, e bem destrutiva), pelo menos os garotos não estão comprando álcool de outros garotos, na escola, de pessoas que portam armas. Essa situação existe com as drogas ilegais precisamente porque as proibimos. Com a legalização das drogas, os problemas criminais associados ao comércio em drogas desapareceriam - nada de tráfico armado de drogas nas escolas, nada de guerras por território ou mercados a céu aberto.

E embora o dano do consumo de drogas não desapareça quando a proibição terminar, o puro nível de destrutividade que está associado atualmente à dependência em particular também cairia consideravelmente, já que os usuários não estariam mais sujeitos às impurezas aleatórias e às flutuações na pureza, que presentemente levam a intoxicações e overdoses; e os preços altos que as drogas das ruas têm também cairiam, permitindo que muitos, se não a maioria, dos dependentes que são levados agora a comportamentos extremos como o roubo e a prostituição consigam o seu dinheiro para comprar drogas para pelo menos arcar com o vício através de meios legais de sustento. Intensificar a política fracassada a proibição não alcançará isto.

Enquanto isso, pelo menos vamos com calma com estas idéias desatinadas como registros de infratores de drogas. A estigmatização contínua de pessoas que já foram punidas deve ser um motivo suficiente. Mas se não for, a lógica incrivelmente fraca por trás desta idéia deve sê-lo. Queremos realmente ajudar as nossas crianças a encontrar traficantes de drogas? Eu não.

Matéria: Mais Reides Antimaconha Medicinal na Califórnia: O Novo Status Quo?

Pelo menos cinco dispensários diferentes de maconha medicinal na Califórnia foram atacados nos últimos dez dias, totalizando até agora mais de 30 neste ano, de acordo com os defensores da maconha medicinal. Mas, isso significa que aproximadamente 200 dispensários existentes não foram sitiados, o que sugere que o que está acontecendo é mais uma pequena batalha de atrito do que uma ofensiva total da Administração de Repressão às Drogas (DEA) dos EUA e dos aliados dela, entre funcionários recalcitrantes do aparato judiciário-legal estadual e municipal e servidores eleitos.

Eis aqui a mais recente lista de baixas:

https://stopthedrugwar.org/files/ca06raid1.jpg
foto cortesia ASA
Na quarta-feira passada em Modesto, um dia depois que a cidade de Modesto votou na revogação de uma disposição municipal que isenta as organizações sem fins lucrativos do seu decreto-lei que proíbe os dispensários, os agentes da DEA sitiaram o Califórnia Healthcare Collective, um dos dois dispensários restantes na área. Um porta-voz da DEA disse à Crônica da Guerra Contra as Drogas nesta semana que a Polícia de Modesto começou a investigar o dispensário, daí entregou o caso aos federais. Quatro pessoas foram presas sob acusações federais de distribuição de maconha.

No dia seguinte, os agentes da DEA e da polícia municipal sitiaram o dispensário North Valley Discount Caregivers em Grenada Hills e confiscaram toda a cannabis medicinal no lugar. Os dois atendentes foram presos sob acusações estaduais relacionadas com a maconha.

No mesmo dia, os adjuntos do Xerife da Comarca de Stanislaus sitiaram o 2816 Collective em uma área rural perto de Modesto usando um mandado estadual de busca. A polícia confiscou cerca de um quilo de maconha seca e as fichas dos pacientes. O coletivo fechara um dia antes em razão do reide em Modesto. Com tanto o California Healthcare em Modesto quando o 2816 Collective fora do negócio, a região inteira está destituída de dispensários agora, deixando milhares de pacientes em maus lençóis.

Na terça-feira, a DEA sitiou pelo menos oito locais na área da Baía de São Francisco, confiscando mais de 12.000 plantas, $125.000 em espécie e um carro esportivo de luxo. Apesar de alguns informes iniciais histéricos na imprensa local, todos os reides estavam relacionados com o dispensário New Remedies em São Francisco, que envolvia o mesmo pessoal que trabalhava no Compassionate Caregivers, que foi sitiado pela DEA em Los Ângeles em Maio de 2005, quando os federais encontraram mais de $300.000 em espécie, ocasionando a investigação que culminou nos reides da segunda-feira.

Na quarta-feira, a DEA e os oficiais da lei municipal sitiaram o dispensário Palm Springs Caregivers na Comarca de Riverside, confiscando cannabis medicinal, mas sem realizar nenhuma detenção nesse momento. O reide aconteceu um dia depois que o Conselho de Supervisores da Comarca de Riverside votou na proibição dos dispensários em áreas municipais não-incorporadas, que nem sequer incluem Palm Springs, e um mês depois que o Promotor da Comarca de Riverside, Grover Trask, lançou um relatório governamental que debatia que os dispensários são ilegais segundo a lei estadual e federal.

Os reides precipitaram o Projeto de Resposta Emergencial do grupo de defesa da maconha medicinal, o Americans for Safe Access, que reuniu manifestantes na sexta-feira passada na sede da DEA em Los Ângeles, assim como em Modesto, Oakland, Sacramento, São Diego, São Francisco e Santa Ana. Os manifestantes também receberam os reides da terça em São Francisco e mais ações estão marcadas para hoje.

“Com o nosso programa de resposta emergencial, toda vez que há um reide federal – e podemos descobri-lo em questão de horas --, ativamos a nossa resposta local, como fizemos em São Francisco nesta semana”, disse Caren Woodson do ASA. “Mas, agora, estamos ativando a resposta nacional de emergência para a sexta-feira. É um dia de ligações. Estamos instando todos a ligarem para a administradora da DEA, Karen Tandy, e informá-la sobre o que acham destes reides. Karen Tandy tem muita discricionariedade e precisa exercê-la”.

Embora o ASA esteja liderando uma batalha imediata, não está só entre os grupos do movimento na tentativa de descobrir o que está acontecendo. De acordo com a DEA, não é nada especial, apenas a imposição das leis contra a maconha. “Os dois casos nos quais o nosso gabinete estava envolvido, Modesto na semana passada e aqui na área da Baía nesta semana, foram a culminação de investigações de longa data”, disse a funcionária de informação pública da DEA de São Francisco, Casey McEnry. “Em Modesto, a polícia de Modesto começou a investigar e daí nos passou a investigação, e com a New Remedies, havíamos lhes apresentado mandados como com a Compassionate Caregivers em LA em Maio de 2005 e soubemos em Dezembro de 2005 que eles tinha mudado o nome deles e tinham aberto uma loja em Oakland”, disse ela à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

“Não podemos saber o que passa pela cabeça da DEA, mas não há nenhum sinal de uma ofensiva total”, disse Bruce Mirken, diretor de comunicação do Marijuana Policy Project (MPP). “Este pessoal em São Francisco já estava sendo objetivado – eram vítimas do próprio sucesso deles --, mas com certeza há muitos outros lugares funcionando abertamente. Se a DEA quisesse, podia ir atrás deles com pouco esforço, mas parece que tomaram a decisão de não fazer isso”.

https://stopthedrugwar.org/files/ca06raid2.jpg
foto cortesia ASA
McEnry da DEA não respondeu diretamente as perguntas sobre se a agência tomara a decisão política de não ir agressivamente contra os quase 200 dispensários do estado, mas ela deu um aviso sim. “A contagem da planta mágica é zero, o número da distribuição é zero se se quiser ter certeza de que não vamos possivelmente bater na sua porta”, disse ela. “Qualquer um que cultivar ou distribuir maconha corre risco”.

Embora isso possa ser uma bravata dados os recursos limitados da agência, é preocupante para os dispensários e seus defensores. “Estes dispensários de cannabis legal certificados pelo estado parecem à DEA abrigos de distribuições de drogas”, disse Woodson. “Se um dispensário servir a 150 pessoas por dia, o atendente se parece com um rei do narcotráfico para eles. São alvos fáceis, estão na lista telefônica. E agora algumas destas pessoas enfrentam sentenças muito duras, algumas de até prisão perpétua”.

Não é só a DEA. “Temos o envolvimento esporádico da polícia municipal nos reides, principalmente nas comarcas em que o governo municipal não é favorável, como as Comarcas de Modesto ou Riverside, que é onde fica Palm Springs”, disse Mirken. “Isso nos diz como é importantíssimo que os governos municipais entendam a Proposição 215 e ouçam de suas bases que o acesso à cannabis medicinal é importante”.

“Eles estão escolhendo locais em que as autoridades locais não têm uma postura amigável”, disse Woodson do ASA.

“Estes reides são irrisórios quando há mais de 200 dispensários em funcionamento”, disse Dale Gleringer, diretor da NORML Califórnia, “mas não queremos presenciar a sua disseminação. Temo que isto vá ser um campo de batalha durante algum tempo aqui até que consigamos um regime que permita melhores sistemas de dispensários e produção. A falta de um sistema de produção legal causa muitos problemas e todos no negócio dos dispensários estão trabalhando no mercado negro ou cinza e estão vulneráveis às incertezas legais”.

Embora os dispensários de maconha medicinal continuem sendo numerosos em Los Ângeles e na área da Baía de São Francisco, os reides estão tendo um impacto muito real sobre a oferta em algumas áreas do estado. “Em São Diego, há alguns meses havia uma dúzia de dispensários em funcionamento, mas depois dos reides, desapareceram e o acesso à cannabis medicinal já quase não existe”, disse Woodson. “Há apenas um punhado de serviços de entrega agora e não conseguem lidar com a demanda. Há uma situação similar em Modesto – não há nenhum dispensário na área agora”.

“Acho que isso vai continuar no curto prazo, até que algo aconteça politicamente para mudar a dinâmica”, disse Mirken. “Isso pode acontecer até que haja uma mudança de regime em Washington, e talvez nem assim, dependendo da inteligência dos democratas. Não parece que as coisas vão mudar drasticamente na Califórnia no próximo mandato. A maioria das pessoas no governo estadual e em alguns governos municipais pelo menos faz boca-a-boca em apoio à Proposição 215, mas não vimos muita ação dos funcionários do estado com a influência para tentar parar os reides. Na verdade, não vejo nenhuma mudança no nível estadual”, disse.

Woodson do ASA não estava tão pronta para desistir do governo estadual. “Aqui na Califórnia, nós precisamos fazer que mais funcionários estaduais se pronunciem e denunciem estes reides”, disse ela. “A assembléia estadual como um todo precisa lidar com esta questão e criar normas ou redigir proibições que ordenem a lei estadual e municipal a não participarem destes reides antimaconha medicinal. A assembléia não está fazendo o trabalho dela se não proteger adequadamente os pacientes”.

Outra coisa que a assembléia pode fazer é reiterar e expandir o seu apoio à Proposição 215. “Eles deveriam recodificar isso e tomar uma posição contra os reides federais”, disse Woodson. “E eles deveriam exigir que a nossa delegação federal prestasse mais atenção a esta questão. Tudo o que Diane Feinstein sabe dizer é sobre a metanfetamina; ela e Barbara Boxer não levantaram nem um dedo para ajudar a maconha medicinal. Nós também gostaríamos de ver mais oficiais da lei treinados na questão da cannabis medicinal”.

“A Califórnia não fará nada em todo o estado até que a lei federal mude”, previu Gleringer. “Vejo este padrão de reides esporádicos continuando até que haja uma mudança na lei federal. Há dois ou três anos atrás, eu teria dito que estávamos correndo perigo mortal, mas, na verdade, não tivemos nada além de um aumento no número de dispensários mesmo depois de perdermos duas decisões na Suprema Corte. De alguma forma, é difícil achar que isto vá mudar, especialmente dado o que aconteceu em LA. Há dois anos atrás, não havia clube nenhum em LA, agora há cem. Me parece que a segunda maior cidade do país está sendo firmemente inundada de dispensários. Quando era só na área da Baía, estava preocupado que os federais pudessem fechá-los, mas perderam a chance deles. Agora, tudo o que podem fazer é prender alguém de vez em quando e tentar macular a imagem dos dispensários, mas eles estão aqui para ficar”.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

https://stopthedrugwar.org/files/appointmentbook.jpg
A partir de esta edición, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saber de ello por otra persona, porque eso ni siempre sucede.

Ansiamos por informarlo a usted de más reportajes nuevos de nuestra nueva página web así que estén disponibles.

Marihuana: Tribunal Superior de Idaho Decide que los Funcionarios No Pueden Impedir Iniciativa de Legalización Solamente Porque No Les Gusta

Hace dos años en Sun Valley, Idaho, Ryan Davidson quería empezar una petición en favor de una iniciativa municipal que habría permitido que los habitantes de Sun Valley tuvieran, cultivaran y vendieran marihuana dentro de los límites de la ciudad de la comunidad de las montañas. Pero, los funcionarios municipales, en vez de meramente confirmar que la petición inicial de Davidson con 22 firmas estaba formatada correctamente, como específicamente en el código municipal, rechazaron su petición propuesta de una vez, diciendo que contradecía las legislaciones estadual y federal y que, así, estaba fuera del alcance del proceso de iniciativas de la ciudad.

Davidson entró con una acción y perdió en tribunal distrital, de ahí recurrió al Tribunal Superior de Idaho. En una decisión dada el 27 de Septiembre, el tribunal superior estuvo de acuerdo unánimemente con Davidson. “La Ciudad protesta que si el Escribano no puede detener las iniciativas inconstitucionales, cualquier grupo puede enviar peticiones en favor de cualquier número de causas rarísimas”, escribió el Desembargador Roger Burdick por el tribunal. “Aunque sea verdad que muchas de dichas iniciativas puedan ser propuestas, ordenar a través de la sustancia de las iniciativas propuestas para separar el trigo de la paja no es el papel del Escribano Municipal. Los contrapesos adecuados en contra del poder de la iniciativa son el público votante y los tribunales, y un consejo municipal retiene el poder de revocar o enmendar ordenanzas equivocadas aprobadas por la legislación directa”.

Además de permitir el consumo y comercio reglamentados de marihuana, la iniciativa de Davidson habría ordenado que la ley municipal convirtiera las leyes sobre la marihuana su menor prioridad. También habría ordenado que la ciudad presionara a los funcionarios estaduales a cambiar las leyes sobre la marihuana del estado.

El tribunal no decidió si dicha iniciativa sería constitucional bajo la ley de Idaho, diciendo que la decisión podía aguardar la aprobación de dicha iniciativa. En un fallo concurrente, el Desembargador Jefe Gerald Schroeder debatió que partes de ella infringirían la ley estadual y, por lo tanto, serían inválidas. “Tiempo, esfuerzo y dinero habrán sido gastados, excepto hasta el punto en que los legisladores tendrán la opinión de un pequeño segmento de los electores clasificados del estado”, escribió Schroeder. “Sin embargo, la decisión para permitir que el proceso ocurra por sí mismo sin la intervención judicial es apropiada”.

No se sabe aún si Davidson empezará una nueva petición ahora, pese a que sea razonable creer que alguien que ha ido a la corte más alta en el estado para ganar ese derecho probablemente lo ejercerá pronto.

Semanal: Esta Semana en la Historia

06 de Octubre de 2000: El ex Presidente de los EE.UU., Bill Clinton, es citado en la Rolling Stone: “Yo creo que la mayoría de las pequeñas cantidades de marihuana ha sido despenalizada en algunos lugares, y debería serlo”.

07 de Octubre de 1989: El ex Secretario de Estado de los EE.UU., George P. Schultz, le dice a los alumnos reunidos en la Facultad de Administración de Empresas de Stanford, “Me parece que no vamos a llegar a ningún lugar hasta que quitemos la criminalidad del negocio de las drogas y los incentivos a la criminalidad de ello. Francamente, la única manera que puedo pensar de lograr esto es posibilitar que los adictos compren drogas en algún lugar reglamentado a un precio que se aproxime a su costo... Necesitamos por lo menos pensarlo y examinar formas de legalización controlada de las drogas... Ningún político quiere decir lo que he acabado de decir, ni siquiera por un segundo”.

07 de Octubre de 2003: El cómico Tommy Chong empieza una sentencia de nueve meses de prisión federal por administrar una tienda de narguiles que vendía pipas a los fumadores de marihuana.

08 de Octubre de 1932: La Ley Estadual Uniforme de Narcóticos [Uniform State Narcotics Act] es aprobada y endosada por la Agencia de Narcóticos federal como alternativa a las leyes federales. Por vuelta de 1937, todos los estados prohíben el consumo de marihuana.

09 de Octubre de 2000: La PBS empieza un programa especial de dos días intitulado “Drug Wars”. La serie examina los esfuerzos incesantes de los Estados Unidos durante las tres últimas décadas para detener el flujo de drogas ilegales que entran al país y muestra cómo la guerra a las drogas desperdicia centenas de billones de dólares, altera el sistema de justicia criminal, pone a millones de personas en la cárcel y permite el florecimiento del crimen organizado.

10 de Octubre de 2002: El Secretario Antidroga John Walters viaja a Las Vegas, Nevada y empieza dos días de apariciones alrededor del estado haciendo presión ilegalmente en contra de la Cuestión 9, una propuesta para enmendar la constitución estadual legalizando la tenencia de 90 gramos o menos de marihuana para adultos. La medida es derrotada en las urnas al mes siguiente.

12 de Octubre de 1984: La Ley Comprehensiva de Control de la Criminalidad [Comprehensive Crime Control Act] se vuelve ley, estableciendo normas federales de condenación “mínima obligatoria” que no les dan a los jueces ninguna discreción en la imposición de las sentencias de prisión. Durante los dos próximos años, las sentencias por delitos de drogas aumentan 71% en todo el país.

Condenación: Iniciativa Legislativa de Arizona Haría Retroceder las Reformas Cuando Se Trata de los Infractores de la Legislación Antidroga

Hace una década, los electores en Arizona aprobaron una iniciativa innovadora, la Proposición 200, “La Ley de Medicalización, Prevención y Control de las Drogas de 1996” [The Drug Medicalization, Prevention, and Control Act of 1996], que impediría a los jueces de enviar a infractores primarios o secundarios por tenencia de drogas a la prisión. Pero, ahora, la legislatura de Arizona, preocupada con la droga demoníaca del día, quiere tratar a aquellos condenados por tenencia de metanfetamina distintamente – ser mandados a la cárcel o a la prisión en vez de recibir régimen de libertad vigilada y tribunal de drogas.

https://stopthedrugwar.org/files/safford.jpg
Complejo Penal del Estado de Arizona - Safford
En la votación de Noviembre está la Proposición 301, una iniciativa auspiciada no por los electores, sino por la legislatura estadual. Si los legisladores de Arizona quisieran ir a público para deshacer parcialmente la Prop. 200, ellos podían haber votado en su enmienda. En vez de eso, ellos redactaron esta proposición y dejaron que los electores lo decidieran.

“La metanfetamina es altamente adictiva y destructiva”, escribió el Fiscal de la Comarca de Maricopa (Phoenix), Andrew Thomas, en un argumento electoral a favor de la medida. “Hay una fuerte relación entre el abuso de metanfetamina y el robo de identidad. Phoenix tiene el segundo índice más alto de abuso de metanfetamina de todas las ciudades del país, como evidenciado por los exámenes toxicológicos realizados en los arrestados... Esta proposición cambiará la ley para que las personas presas por tenencia de metanfetamina puedan ser sentenciadas a la cárcel o a la prisión después de sus primeras condenaciones por tenencia de drogas. Actualmente, los usuarios de metanfetamina pueden ser encarcelados solamente después de su segunda o tercera condenación por tenencia de drogas, o si ellos se rehúsan a participar del tratamiento. El tiempo en la cárcel es frecuentemente la única cosa que le ofrece a los adictos a la metanfetamina un ambiente seguro y libre de las drogas y una oportunidad para reflexionar sobre su situación”.

La Proposición 301 destaca a los infractores de la legislación antimetanfetamina para tratamiento especial, y lo hace con base en un texto electoral equívoco – texto que sobrevivió a un desafío judicial no por mérito propio, sino porque el desafío ocurrió demasiado tarde. En el análisis de la iniciativa hecho por el Consejo Legislativo de Arizona, el cual es parte del proceso, el consejo le informa a los electores que: “Este cambio en la ley permitirá que los jueces usen una sentencia de cárcel como condición de libertad vigilada para forzar a los usuarios de metanfetamina a obedecer el tratamiento y rehabilitación químicos ordenados por la corte”.

El texto es equívoco, a lo mejor. Aunque de acuerdo con la ley actual, los jueces no puedan sentenciar a las personas a la cárcel o a la prisión por infracciones primarias o secundarias de la legislación antidroga, pueden ponerlas en libertad vigilada y mandarlas a la cárcel por infringirla, como en caso de inobservancia a los programas de tratamiento químico ordenados por el tribunal, por ejemplo”.

“Su punto de vista es el de que esto es simplemente una herramienta para forzar a la gente a permanecer en el tratamiento”, dijo Caroline Isaacs de Meth Free Arizona – “No” en 303. “Eso contradice completamente al texto real del proyecto”, le dijo ella al Tucson Weekly la semana pasada. “Todos están preocupados con el tamaño del consumo de metanfetamina en nuestra comunidad. Pero, la Proposición 301 nos llevaría exactamente en la dirección equivocada, en términos de tratar de nuestro problema de metanfetamina. Decir que la solución no es proporcionar tratamiento a la gente es hacer las cosas absolutamente al revés”.

No son apenas activistas como Isaacs que se oponen a la medida. La Jueza del Tribunal Superior de la Comarca de Pima, Barbara Sattler, que preside el programa de tribunal de drogas de la comarca, le dijo al Weekly que “hay muchos malentendidos en lo tocante a la Proposición 301... Es verdad que los infractores primarios y secundarios que tengan pequeñas cantidades de drogas (ya sea metanfetamina, cocaína, heroína etc.) no pueden ser inicialmente mandados a la prisión o a la cárcel. Con todo, si ellos infringen las órdenes de tratamiento o son arrestados por otros crímenes o delitos de drogas, pueden ser enviados a la cárcel o a la prisión. Los infractores secundarios pueden recibir una sentencia de prisión directamente como condición para la libertad vigilada (pese a que, más una vez, ellos no pueden ir a la prisión directamente). Infringir una orden de tratamiento significa no dar examen toxicológico, sacar positivo para drogas o no comparecer al tratamiento o al asesoramiento o no vivir en un abrigo de apoyo a los consumidores de drogas”, escribió la Jueza Sattler. “También se puede ir a la cárcel o a la prisión si se rechaza el régimen de libertad vigilada o en caso de rechazo del tratamiento químico”.

Una victoria para la Proposición 301 sería un desastre, escribió la Jueza Sattler. “Prender a las personas las mantiene fuera de circulación, pero cuando salen, si no han tenido tratamiento, empezarán a usarla nuevamente. Si esta proposición es aprobada, costará a los contribuyentes montones de dinero y llenará las prisiones de adictos no-violentos. Aunque haya algún tratamiento químico, en la cárcel o en la prisión, es mínimo y está disponible apenas para un pequeño porcentaje de los presos”.

“Yo creo que el proyecto es muy limitado al objetivar solamente la metanfetamina”, prosiguió ella. “Aunque la metanfetamina sea seguramente una droga horrible y altamente adictiva, los adictos pueden ser tratados. Los tribunales de drogas y otros programas han tenido éxito. En el pasado, otras drogas como la heroína y el crack eran la ‘metanfetamina’ de sus épocas. La solución no es objetivar una droga. En algunos años, habrá una nueva droga que reemplazará la metanfetamina”.

Cáñamo: Gobernador de California Veta Proyecto de Cáñamo Industrial

El viernes pasado, el Gobernador de California, Arnold Schwarzenegger (R), vetó un proyecto que habría permitido que los agricultores californianos cultivaran cáñamo industrial. Defendido por el Asambleísta Mark Leno (D-San Francisco), el Proyecto de la Asamblea 1147 [Assembly Bill 1147] habría definido el cáñamo industrial como cultivo agrícola, habría limitado su contenido de THC para menos de 0,3% y habría ordenado el examen anual de los campos para asegurar el cumplimiento de los límites al contenido.

https://stopthedrugwar.org/files/hempia.gif
(cortesía Centro de Medios Independientes)
En su mensaje de veto, Schwarzenegger dijo que la medida entraba en conflicto con la ley federal y habría vuelto más difícil la supervisión legal de los cultivos ilícitos de marihuana. Aunque reconociera las recientes batallas jurídicas exitosas trabadas por la industria del cáñamo, Schwarzenegger dijo que “ninguna corte ha decidido específicamente que una planta viva de cannabis es una sustancia no-controlada o que la agricultura de estas plantas no es una actividad reglamentada. Consecuentemente, sería inadecuado aprobar una medida que entra directamente en conflicto con los estatutos y las decisiones jurídicas federales actuales. Esto apenas sirve para causar confusión y reducir la confianza pública en nuestro sistema de gobierno”.

Schwarzenegger creyó en el pretexto padrón de la policía estadounidense de que permitir la producción de cáñamo dificultaría el paro de los cultivos externos de marihuana: “Por ende”, dijo, “la ley californiana ha expresado preocupaciones de que la implementación de esta medida puede gastar sus recursos y causar problemas considerables en las actividades de represión a las drogas. Esto es preocupante dadas las necesidades de erradicación y prevención a la producción de drogas en este estado”.

Curiosamente, la policía en países en que el cultivo de cáñamo es una parte legal y productiva de la economía no parece tener ningún problema en la distinción entre el cáñamo industrial y la marihuana.

La industria del cáñamo no quedó contenta. “El veto del Gob. Schwarzenegger es un desaliento a miles de agricultores, negociantes y consumidores que quieren traer de vuelta el cáñamo industrial a California para crear empleos, aumentar la recaudación de impuestos y beneficiar al medio ambiente”, dijo Eric Steenstra, fundador y Presidente de la Vote Hemp, el principal grupo de defensa de la agricultura del cáñamo industrial del país, en un comunicado de prensa el lunes denunciando el veto. “El veto no estaba basado en hechos, sino en un temor irracional de parecer indulgente con las drogas en un año electoral. Su mensaje de veto muestra que él sabía que el cáñamo industrial es un problema de desarrollo económico y de agricultura, pero se acobardó ante los lobistas confusos de la guerra a las drogas. El AB 1147 habría refrenado el exagero de las autoridades federales que ha impedido las variedades de cáñamo industrial que no son drogas de ser cultivadas en suelo estadounidense para tener fibra y semillas. Es poco ingenioso citar las restricciones federales cuando los lobistas de la guerra a las drogas se rehúsan a discutir con la amplia coalición de agricultores, negociantes y ambientalistas que redactaron la legislación sobre el cáñamo industrial. El cáñamo industrial seguirá siendo el único cultivo que es legal importar, vender y consumir, pero ilegal cultivar, en California”.

“Es una infelicidad que el Gobernador Schwarzenegger haya vetado el AB 1147. Habíamos ansiado por el cultivo y producción de aceite y semillas de cáñamo en nuestros productos aquí en California”, dijo David Bronner, presidente del Comité de Alimentos y Aceites de la Hemp Industries Association y presidente de Alpsnack/Dr. Bronner's Magic Soaps. “Los agricultores aquí en California, como los agricultores por todos los Estados Unidos, están siempre buscando cultivos lucrativos como el cáñamo para añadir a su rotación. Este veto claramente demuestra por qué el HR 3037, la Ley de Agricultura del Cáñamo Industrial de 2005 [Industrial Hemp Farming Act of 2005], necesita ser aprobado a nivel federal”.

Ahora, siete estados (Hawai, Kentucky, Maine, Maryland, Montana, Dakota del Norte y Virginia Occidental) han cambiado sus leyes para darles a los agricultores el derecho afirmativo a cultivar cáñamo industrial comercialmente o para fines de pesquisa. Pero, el proyecto que el Gob. Schwarzenegger vetó difiere de aquellas leyes. En aquellos siete estados, las leyes exigen una autorización de la DEA para cultivar la planta, autorización que la agencia vacila históricamente en dar. El proyecto de California habría estipulado explícitamente que el gobierno federal no tiene ninguna base ni ningún derecho de meterse con el cáñamo industrial en California.

Condenación: Gobernador de California Firma Proyecto para Disminuir la Condicional para Infractores que Reciban Tratamiento Químico

El sábado, el Gobernador de California, Arnold Schwarzenegger (R), firmó silenciosamente un proyecto de ley que permitirá que los infractores no-violentos salgan de la condicional antes si completan un programa intensivo de tratamiento químico. Según la nueva ley, los condenados bajo libertad condicional que deseen participar serán enviados directamente a un programa de tratamiento residencial de cinco meses. Después de la graduación, saldrán de la condicional.

La nueva ley entrará en vigor en Enero. Solamente los infractores no-violentos serán elegibles y deben haber cumplido por lo menos seis meses de tratamiento químico mientras estaban en la prisión.

La condicional post-liberación ha probado ser onerosa para muchos infractores. De acuerdo con la Secretaría de Corrección y Rehabilitación de California, 47% de los condenados bajo condicional son devueltos a la prisión como infractores de la condicional. Son personas que cometieron faltas administrativas – no notificar la nueva dirección o el nuevo empleo al oficial de la condicional, sacar positivo en un examen toxicológico --, no nuevas infracciones criminales. Más 15% de los presos bajo libertad condicional son devueltos a la prisión bajo nuevas acusaciones criminales. Actualmente, hay más de 116.000 personas en libertad condicional en California.

Defendido por la Senadora Jackie Speier (D-Hillsborough), el proyecto logró el apoyo de una variedad de grupos, incluso del poderoso sindicato de los agentes penales. “Los presos bajo condicional que demuestren el nivel de compromiso con el tratamiento merecen el reconocimiento por sus esfuerzos”, le dijo el vocero del sindicato, Lance Corcoran, al Los Angeles Times el miércoles. “Es un concepto que vale la pena apoyar”, dijo. “La única cuestión es cómo van a conseguir un número suficiente de lechos de tratamiento químico para todos los que se califiquen”.

La Senadora Speier le dijo al Times que ella defendía la medida porque cerca de tres cuartos de los 172.000 presos del estado tienen problemas con las drogas o con el alcohol. “Si podemos ayudarlos a derrotar sus adicciones y quitarlos de esta desgracia de regresar a la prisión, ahorraremos centenas de millones de dólares de los contribuyentes”, dijo Speier.

Ahora, la cuestión es de donde va a salir el dinero. El estado ahorrará $4.340 por año por cada ex condenado si no tiene que hacer la supervisión. El proyecto firmado esta semana no destina ningún fondo a la expansión del tratamiento, pero Speier sugirió que los ahorros en los costos de la condicional podían sufragar los nuevos lechos.

Condenación: Proyecto Federal para Crear Registro Criminal de Traficantes de Drogas Es Presentado

Era apenas una cuestión de tiempo. Primero, vinieron las leyes que ordenaban que los criminales demonizados favoritos de la sociedad, los criminales sexuales, debían registrar sus paraderos junto al estado aun después de haber cumplido sus sentencias. Después, varios estados empezaron a aprobar legislación que exigía que los preparadores de metanfetamina condenados hicieran lo mismo. Ahora, un congresista republicano de Nuevo México, el Dip. Steve Pearce, ha entrado con legislación federal que crearía un registro electrónico nacional de “narcotraficantes criminales” y exigiría que los estados hagan lo mismo o corran el riesgo de perder el auxilio federal.

https://stopthedrugwar.org/files/methregistry.gif
¿queremos ayudar a nuestros hijos a encontrar narcotraficantes?
El mes pasado, Pearce presentó otro acrónimo llamativo de un proyecto, HR 6155, la “Ley Comunidades Liderando a Todos para Alejarse de los Narcóticos a través de Advertencias Electrónicas” [Communities Leading Everyone Away From Narcotics through Online Warning Notification Act] o la “Ley CIUDAD LIMPIA” [CLEAN TOWN Act]. De acuerdo con el proyecto propuesto, cualquiera condenado por infracción de distribución, conspiración o tenencia de drogas con intención de distribuirlas sería obligado a registrarse junto a las autoridades anualmente y darles su nombre, dirección, empleador y/o información escolar, número de seguro social, antecedentes criminales, descripción física, copia de identificación oficial y demás informaciones personales. La duración del registro variaría de cinco años desde el fin de la sentencia para los reos primarios y 10 años para los reos secundarios a registro perpetuo para los reincidentes de tercera ocasión.

El proyecto exigiría que tanto el fiscal general de los EE.UU. como varios estados establecieran dichos registros. Los estados que no obedecieran serían penalizados mediante la suspensión de un porcentaje de los fondos federales de control de la criminalidad que reciben a través de la Ley Abarcadora de Control de la Criminalidad y Calles Seguras [Omnibus Crime Control and Safe Streets Act]. Los narcotraficantes condenados pueden ser exentos de registro si se vuelven delatores, o, en el texto anódino del proyecto, si dan “asistencia considerable en la investigación o proceso de otra persona que haya cometido una infracción”.

El proyecto ordena que los estados aprueben leyes penalizando la inobservancia al registro. Dichas leyes deben tener sentencias de duración superior a un año. En otras palabras, deben ser crímenes.

En un comunicado de prensa alardeando su nuevo bebe legislativo, Pearce presentó su defensa del proyecto en términos de protección de los niños y le dio a sus bases de apoyo el crédito por la idea. “Durante nuestra gira de concienciación sobre la metanfetamina por todo el 2º Distrito en Agosto, escuché varias veces que deberíamos tratar a los narcotraficantes condenados como tratamos a los infractores sexuales”, dijo el Dip. Pearce. “Ambos tienen la lisura de violentar a nuestros hijos y destruir sus vidas. Nuestras comunidades necesitan más herramientas para proteger a nuestros niños. En particular, los padres y maestros tienen el derecho de saber cuando alguien que puede envenenar a su hijo o hija vive en el barrio”.

Hasta ahora, ningún otro legislador ha dado su apoyo al proyecto. Ha sido enviado al Comité Judiciario de la Cámara.

Imposición de la Ley: Las Historias de Policías Corruptos de Esta Semana

Los tenemos en cada estadio del proceso de la justicia criminal esta semana, de la detención, pasando por los acuerdos de confesión de culpabilidad, a la condenación. Para un par de policías gananciosos y traficantes de San Luis y Miami, el pasaje por la casa de diversiones de la justicia criminal está apenas empezando. Un ex policía de St. Paul ha aceptado un acuerdo y ahora ex policías en Connecticut y Hawai están dirigiéndose a la prisión. Vamos a ello:

https://stopthedrugwar.org/files/miamidade.jpg
parche de la Policía de Miami-Dade (o artículo # 180033018469 en ebay)
En Miami, un oficial de la policía de la Comarca de Miami-Dade fue preso el viernes pasado bajo acusaciones de tráfico de cocaína, anunció la Fiscalía del Distrito Meridional de Florida en un comunicado de prensa al mismo día. El Oficial Errol Benjamin es acusado de vender 5kg902g de cocaína mientras usaba uniforme. Él es acusado de tenencia de cocaína con intención de distribuir y puede recibir hasta pena de prisión perpetua y una multa de $4 millones, observaron los federales.

En San Luis, un oficial de la policía de la suburbana Hillsdale, Missouri fue incriminado en una conspiración elaborada de distribución de cocaína, anunció la Fiscalía del Distrito Oriental de Missouri en un comunicado de prensa el viernes pasado. El Sargento de la Policía de Hillsdale, Christopher Cornell, conspiró con un dependiente de una empresa de coches grúas para robar a traficantes de drogas y revender su cocaína, acusaron los federales. El operador de grúas hacía que los entregadores de drogas entregaran cocaína en Hillsdale y notificaba a Cornell, que los detenía y prendía por pequeñas infracciones, dejando sus autos al borde de la carretera. Entonces, la empresa de coches grúas se llevaba los autos, robaba las drogas y las revendía. La Fiscal de la Unión Catherine Hanaway estimó que el esquema había rendido $2,4 millones en lucros. La incriminación busca la confiscación de las propiedades de Cornell, incluso un Mercedes Benz y otros autos.

En St. Paul, Minnesota, un oficial jubilado de la policía de St. Paul se confesó culpable el viernes pasado de tener metanfetamina con la intención de distribuirla, informó el St. Paul Pioneer Press. Clemmie Howard Tucker, veterano de 23 años que se jubiló en 1998, fue preso intentando recoger casi 10 kilos de cocaína y aproximadamente 5,5kg de metanfetamina en el Almacén de la Greyhound Bus en la vecina Minneapolis. La policía estimó las drogas confiscadas en $4 millones. Pese a que Tucker estuviera lloroso y arrepentido durante su acuerdo, no importaba: Él se enfrenta a una sentencia mínima obligatoria de 10 años de prisión. Las acusaciones pendientes por cocaína probablemente serán retiradas en la condenación, dijo el abogado de Tucker.

En Bridgeport, Connecticut, un ex oficial de la policía de Bridgeport fue sentenciado a 45 meses de prisión por revender oxicodona, el ingrediente activo en el analgésico popular Oxycontin. El ex Oficial Jeffrey Streck, 40, con 10 años de servicios prestados, se confesó culpable en Enero de conspirar para tener oxicodona con intención de distribuirla tras ser arrestado por el FBI en 2005. De acuerdo con la Associated Press, Streck fue arrestado como parte de una investigación de tres meses del tráfico de cocaína y marihuana en gran escala y había preparado una compra de Oxycontin.

En Honolulú, un oficial de la Policía de Honolulú que se confesó culpable de vender más de $5.000 en metanfetamina a un informante encubierto fue sentenciado a cinco años y cinco meses de prisión el 28 de Septiembre, informó el Honolulu Star-Bulletin. Robert Henry Sylva, 50, podía haber recibido tres acusaciones de distribución de metanfetamina durante 2004, pero aceptó una acusación en un acuerdo hecho en Diciembre. Pese a que Sylva se enfrentara a una variación penal de 7 a 12 años de acuerdo con las normas accesorias federales, el Juez Distrital de los EE.UU., David Ezra, le ayudó un poco a pedido de los fiscales federales después que ellos dijeron que él había cooperado con los investigadores tras ser atrapado.

Documental: Waiting to Inhale

Caro lector de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas:

Muchos entusiastas de la reforma de las políticas de drogas leyeron hace dos semanas sobre nuestro nuevo blog acerca de un nuevo documental, Waiting to Inhale: Marijuana, Medicine and the Law [Esperando para Inhalar: La Marihuana, la Medicina y la Ley], y un debate emocionante aquí en Washington entre dos de mis colegas y un representante de la secretaría antidroga de los EE.UU. que ocurrió después de la exhibición de la película. Tengo el placer de anunciar que la DRCNet está disponibilizándole este film como nuestro más reciente premio de membresía – done $30 o más a DRCNet y puede recibir una copia de Waiting to Inhale como nuestro agradecimiento por su apoyo.

https://stopthedrugwar.org/files/waitingtoinhale-small.jpg
He sabido de Waiting to Inhale durante algunos años y estoy muy feliz por verlo divulgado y causando repercusiones. La gente que aparece en la película – los proveedores de marihuana medicinal Mike y Valerie Corral y Jeff Jones, la vocera de los pacientes Yvonne Westbrook, el científico Don Abrams – son héroes cuyas historias merecen ser contadas y cuyas entrevistas en esta película deberían ser exhibidas a como de lugar. ¡Usted puede ayudar al pedir una copia y hacer una exhibición privada en su hogar! O usted y sus amigos activistas pueden simplemente verlo en casa como inspiración. (Haga clic aquí para más informaciones, incluso un avance en la Internet.)

Su donación ayudará a DRCNet mientras hacemos lo que creemos que será un plan increíble de dos años para avanzar considerablemente la reforma de las políticas de drogas y la causa de terminar la prohibición globalmente y en los EE.UU. ¡Por favor, haga una donación generosa hoy día para ayudar a la causa! Sé que usted sabrá que el dinero fue bien gastado después de ver lo que la DRCNet está preparando. Nuestro formulario de donación electrónica le permite donar por tarjeta de crédito, por PayPal o imprimir un formulario para enviar juntamente con su cheque u orden de pago por correo. Por favor, fíjese que las contribuciones a la Red Coordinadora de la Reforma de las Políticas de Drogas o Drug Reform Coordination Network, nuestra entidad de presión política, no son deducibles del impuesto a la renta. Las donaciones deducibles pueden ser hechas a la Fundación DRCNet, nuestra ala de concienciación. (Escoger un regalo como Waiting to Inhale reducirá la parte de su donación que usted puede deducir por el costo del artículo.) Ambos grupos reciben cartas de los miembros en la siguiente dirección: DRCNet, P.O. Box 18402, Washington, DC 20036.

Gracias por su apoyo. Si usted no ha visto nuestra nueva página web, espero que tenga un momento para hacerlo – está buenísimo, si se me permite decirlo. :)

Cuídese bien y espero tener noticias suyas.

Sinceramente,


David Borden
Director Ejecutivo

Reseña: "De los Maras a los Zetas: Los secretos del narcotráfico, de Colombia a Chicago", por Jorge Fernández Menéndez y Víctor Ronquillo (México DF: Editorial Grijalbo, 2006, 290 pp. PB)

Si se desea una lección sobre las consecuencias involuntarias de la prohibición de las drogas, hay que volver la mirada al otro lado del Río Grande. Como todas las fronteras, la frontera EE.UU.-México siempre ha sido la escena de un contrabando vivaz. Pese a que los autores de “De los Maras a los Zetas: Los secretos del narcotráfico, de Colombia a Chicago” no se metan en la prehistoria de las poderosas organizaciones mexicanas del narcotráfico, antes en aquellos días tranquilos de los años 1960 y 1970, un montón de marihuana cruzó esa frontera, pero era más un comercio pacífico, frecuentemente cosa de familia.

En 1982, cuando el Presidente Ronald Reagan, habiendo declarado una nueva guerra contra las drogas, mandó al Vicepresidente George H.W. Bush a Miami para dirigir un nuevo esfuerzo de bloqueo del flujo de cocaína colombiana que cruzaba del Caribe a Florida, los colombianos se ajustaron cambiando las rutas del contrabando a través de México. Los colombianos usaron las redes existentes de contrabando, que desde entonces se han transformado en un monstruo, no solamente a los ojos de sus homónimos colombianos, que se han visto excluidos de la distribución final a los EE.UU. y de los lucros enormes que rendía.

Fomentados por la cocaína colombiana, los dólares y el armamento estadounidenses, en los últimos 20 años, los llamados “carteles” de México – una designación incorrecta para estas organizaciones brutalmente competitivas del narcotráfico – han corrompido legiones de policías, soldados y políticos mexicanos, y han asesinado a muchos otros. Todas las veces que el Estado Mexicano, perseguido por su compañero norteño, intenta desmantelar los carteles, el resultado no es la tranquilidad social o el fin del narcotráfico, sino las guerras sangrientas entre pandillas mientras las distintas organizaciones luchan por posiciones – y el flujo de drogas parece nunca ser afectado.

En los últimos dos años, los carteles se han fortalecido tanto y el número de bajas de los constantes ajustes de cuentas se ha puesto tan horrendo – más de 1.500 muertos el año pasado y un número parecido hasta ahora este año – que parecen estar actuando con impunidad.

Entran los periodistas de Ciudad de México, Jorge Fernández Menéndez y Víctor Ronquillo. Con los grupos del narcotráfico decapitando a policías y metiéndose en batallas callejeras con personas disfrazadas en Acapulco y causando estragos mortales a lo largo de la frontera con EE.UU., su oportunidad no podía ser mejor, porque ellos buscan explicar los procedimientos oscuros del narcotráfico mexicano. Ellos estudian e informan sobre Mara Salvatrucha, la pandilla tan propalada que surgió de los hijos de los refugiados salvadoreños en Los Ángeles y otras ciudades estadounidenses (otra lección sobre las consecuencias involuntarias) que aprendieron demasiado bien los trámites de la vida bandida y entonces la reexportaron de vuelta a Centroamérica. De acuerdo con Fernández y Ronquillo, Mara Salvatrucha controla gran parte del tráfico en inmigrantes ilegales y drogas – en la frontera meridional de México. Pero, como las verdaderas organizaciones criminosas de México, sus tentáculos se extienden hasta el norte también.

Ellos también dan informaciones sobre los Zetas, la ex fuerza antidroga de elite entrenada por los Estados Unidos que cambió de lado y ahora actúa como las fuerzas armadas de Osiel Cárdenas y el Cartel del Golfo – otra lección sobre las consecuencias involuntarias. Gracias a las habilidades paramilitares de los Zetas, Cárdenas ha logrado confrontar directamente al Estado Mexicano, como cuando sus hombres mataron a seis empleados de la prisión en Matamoros a principios de 2005 en retaliación por una operación del gobierno federal contra los capos presos del cartel.

Hay muchas, muchas cosas más en medio de todo eso. Fernández y Ronquillo avisan que los líderes presos del cartel pasan parte de su tiempo tras rejas amigándose con las guerrillas izquierdistas en la prisión y pueden estar aprendiendo lecciones tácticas o forjando alianzas preocupantes con ellas. A pesar de las diferencias ideológicas aparentes entre los rebeldes marxistas y los narcotraficantes, los carteles mexicanos han mostrado que cuando se trata de negocios ellos son apartidarios. Ellos corrompen a políticos de cualquier partido, hacen negocios con quienquiera que pueda beneficiarles y matan a aquellos que se meten en su camino.

Los carteles giran en torno del poder. Cuando el antiguo PRI administraba el gobierno, los carteles corrompían al PRI. Cuando el gobierno del Presidente Vicente Fox del PAN llegó al poder, ellos intentaron corromperlo, y como demuestran Fernández y Ronquillo, han tenido algún éxito. Los políticos panistas han sido atrapados yendo a los funerales de narcos importantes, las administraciones municipales panistas han sido compradas y los narcos aun lograron poner un socio en el círculo interno del Presidente Fox antes que la mácula del escándalo lo quitara.

Pero aunque Fernández y Ronquillo sean muy buenos en desvelar los misterios de los carteles y explicar los resultados de décadas de políticas proibicionistas de drogas, ellos no dan el salto al próximo nivel. Para ellos, “De los Maras a los Zetas” es un despertar desesperado para el público y la clase política mexicanos, un aviso de que el poder de los carteles amenaza la integridad del Estado Mexicano. Ellos no dan el paso siguiente para preguntar si no hay una manera mejor. Pero, más una vez, no tienen que hacerlo – el propio libro es un testimonio elocuente del legado corrupto y sangriento de la prohibición en México.

Sí, el libro está apenas en español. No será de gran valía para muchos de nuestros lectores norteamericanos, pero la Crónica de la Guerra Contra las Drogas también es publicada en español y portugués, y quizá si podemos despertar algún interés aquí en la Gringolandia, una editora estadounidense o canadiense publicará una traducción. Sabemos muy bien que recibimos poquísimos reportajes serios sobre la guerra mexicana a las drogas.

Mientras tanto, para ustedes hispanohablantes que leen este tópico con interés, les recomiendo el informe reciente del Washington Office on Latin America, "State of Siege: Drug-Related Violence and Corruption in Mexico" [Estado de Sitio: La Violencia y la Corrupción Relacionadas con las Drogas en México].

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, Vaping, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Pill Testing, Safer Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psilocybin / Magic Mushrooms, Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School