Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Semanal: O Calendário do Reformador

Por favor, clique aqui para enviar listas para eventos que digam respeito às políticas de drogas e aos tópicos relacionados

https://stopthedrugwar.org/files/appointmentbook.jpg
22 de Agosto, 09:30-11:30, Chicago, IL, "Vozes Cruzadas: Os Impactos das Políticas de Drogas do Illinois", fórum do Illinois Consortium on Drug Policy. No Institute for Metropolitan Affairs, Universidade Roosevelt, Salão do Congresso, 2o Andar, 430 Avenida Michigan S., ligue para o (312) 341-2457 até o dia 18 de Agosto para confirmar presença. Para maiores informações, ligue para Kathleen Kane-Willis pelo (312) 341-4336 ou [email protected].

De 01 a 04 de Setembro, Manderson, SD, Quinto Festival Anual de Cânhamo de Lakota. No Parque Kiza, a 5km ao norte da cidade, visite http://www.hemphoedown.com para maiores informações.

07 de Setembro, Londres, Reino Unido, "Avançando a Redução de Danos: Lições Internacionais para Práticas Locais - Destaques da 17a Conferência Internacional Sobre a Redução do Dano Relacionado às Drogas em Vancouver, Maio de 2006". Registro £47 (incluindo VAT) com refrescos e almoço, para maiores informações, contate Michelle Vatin pelo 0207 272 6902 ou [email protected].

21 de Setembro, 20:30, Los Angeles, CA, "Extravaganja: Uma Comédia Sobre a Maconha Medicinal". Festa Beneficente na Comedy Store, 8433 Sunset Blvd., visite http://www.greentherapy.com ou envie um e-mail para [email protected] para maiores informações.

23 de Setembro, 13:00-16:20, São Clemente, CA, Marcha Contra a Guerra Fracassada Contra as Drogas, patrocinada por The November Coalition e pela NORML Comarca de Orange. No Cais de São Clemente, Avenida do Mar, ligue para o (714) 210-6446, e-mail [email protected] ou [email protected] ou visite http://www.ocnorml.org para maiores informações.

De 07 a 08 de Outubro, Madison, WI, 36o Festival Anual da Colheita de Cânhamo do Grande Meio-Oeste, patrocinado pela NORML Madison. No Library Mall, centro, visite http://www.madisonnorml.org para maiores informações.

De 28 a 29 de Outubro, 11:00-19:00, São Francisco, CA, “Segundo Festival Anual das Maravilhas do Cannabis”, festa beneficente para a Cannabis Action Network e a Green Aid, recebida por Ed Rosenthal. No Salão das Flores, parque Golden Gate, entrada individual $20, para maiores de 18 anos, contate Danielle pelo (510) 486-8083 ou [email protected] para maiores informações.

De 09 a 12 de Novembro, Oakland, CA, “A Saúde do Usuário de Drogas: A Política e o Pessoal”, 6ª Conferência Nacional de Redução de Danos. Patrocinada pela Harm Reduction Coalition, para maiores informações visite http://www.harmreduction.org/6national/ ou contate Paula Santiago pelo [email protected].

De 17 a 19 de Novembro, Washington, DC, Conferência Internacional e Oficina de Treinamento do Students for Sensible Drug Policy. Na Faculdade de Direito da Universidade Georgetown, incluindo oradores, sessões de treinamento, um dia de pressão e mais. Maiores informações serão publicadas logo em http://www.ssdp.org.

01 de Dezembro, 18:30, Nova Iorque, NY, Primeiro Jantar/Festa Beneficente Anual para In Arms Reach: Parent Venid Bars: Children in Crisis, com o ex-beque do New York Giants, Carl Banks. No Saguão da Universidade Municipal, ligue para o (212) 650-5894 para maiores informações.

De 01 a 03 de Fevereiro de 2007, Salt Lake City, UT, “Ciência e Resposta: 2007, A Segunda Conferência Nacional Sobre a Metanfetamina, o HIV e a Hepatite”, patrocinada pelo Harm Reduction Project. No Hilton City Center, visite http://www.methconference.org para maiores informações.

Semanal: Esta Semana na História

18 de Agosto de 1989: Luis Carlos Galán, candidato à presidência da Colômbia que falou a favor da extradição, é assassinado em um comício de campanha perto de Bogotá. Nessa noite, o Presidente Virgilio Barco Vargas emite um decreto emergencial que restabelece a política de extradição. Em resposta a isso, os "Extraditáveis" declaram guerra total contra o governo colombiano e começam uma campanha de atentados/assassinatos que dura até Janeiro de 1991.

18 de Agosto de 1996: Em São Francisco, uma igreja municipal distribui maconha a pacientes que têm a recomendação de um médico depois da interdição temporária que fechava o San Francisco Cannabis Buyers' Club. "Eu acho que a posição moral [nesta instância] é infringir a lei para disponibilizar esta maconha", disse o Rev. Jim Mitulski da Igreja Comunitária Metropolitana de São Francisco. "A vitalidade espiritual da nossa igreja sempre veio da vontade de agir onde as pessoas têm sido relutantes em agir. Esta não é uma igreja observadora".

20 de Agosto de 1990: O Comitê de Operações Governamentais da Câmara dos Deputados Federais lança um relatório sobre os resultados da Operação Capa de Neve [Operation Snowcap], o programa do governo Reagan-Bush que visa a deter o fluxo de drogas que entram nos Estados Unidos na sua fonte. A meta da [Operação] Capa de Neve fora eliminar os cultivos de coca, os laboratórios de processamento de cocaína, as faixas de cultivos clandestinos e outras operações do tráfico nos países produtores de coca da América do Sul. O relatório descobriu que menos de um por cento da cocaína da região fora destruída por esta campanha e que as autoridades na Bolívia, no Peru e na Colômbia estavam profundamente envolvidas no tráfico de narcóticos.

20 de Agosto de 1994: O Guardian (UK) informa que Raymond Kendall, secretário-geral da Interpol, disse, "O processo criminal de milhares de cidadãos obedientes à lei todos os anos é tanto hipócrita como uma afronta aos direitos individuais, civis e humanos... O consumo de drogas já não deveria ser uma infração criminal. Sou totalmente contra a legalização, mas a favor da descriminalização para o usuário".

22 de Agosto de 2001: A Associated Press e a EFE informam que a Senadora colombiana Viviane Morales apresentou um projeto no congresso que legaliza e regula as drogas sob monopólio controlado pelo estado, chamando a proibição de "o grande aliado dos narcotraficantes" e que seu objetivo é "criar ações políticas para abrir o debate sobre a legalização porque a alternativa proibicionista não é a solução para a Colômbia".

22 de Agosto de 2003: David Borden, Diretor Executivo da Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas, escreve uma carta aberta ao Ministro-Chefe do Tribunal Superior do Distrito de Colúmbia, Rufus G. King III, declarando a sua recusa a prestar serviço de júri. "[...] Determinei que as leis injustas contra as drogas e a corrosão ocasionada pela guerra às drogas no sistema de justiça criminal como um todo, me compelem a recusar conscienciosamente o serviço de júri", disse Borden. Leia a carta na íntegra em http://stopthedrugwar.org/openletter/judge-king-letter.shtml (em Inglês).

Europa: Público Britânico Apóia Políticas Mais Racionais de Drogas, Diz Sondagem

Uma sondagem da atitude britânica em relação às políticas de drogas descobriu que a maioria das pessoas está pronta para descriminalizar a maconha ou torná-la uma infração equivalente a uma multa por estacionamento. Mas, a pesquisa também descobriu que uma sólida maioria faz distinção entre drogas "leves" como a maconha e drogas "pesadas" como a cocaína e a heroína. A maioria das pessoas não quer ver nenhuma diminuição das restrições sobre o uso ou venda das drogas pesadas.

O lançamento da sondagem nesta semana acontece com a Grã-Bretanha em meio a uma batalha para redefinir as suas políticas de combate às drogas. Há apenas duas semanas, um comitê parlamentar que estudava as políticas de drogas lançou um relatório que chama o esquema de classificação das drogas da Grã-Bretanha de não-científico. As políticas de maconha continuam atormentando os britânicos, assim como a alta no consumo de cocaína e os altos níveis de consumo de outras drogas. O governo também está discutindo as políticas de drogas agora porque em dois anos deve avaliar a sua estratégia atual de 10 anos.

A maconha é atualmente uma droga de Classe C - a categoria de drogas menos sérias - e os infratores por porte são tipicamente multados, enquanto que as vendas de maconha continuam sendo um crime sério punível por até sete anos de prisão. Apenas 38% queriam que tanto o porte quanto as vendas continuassem sendo infrações criminais, enquanto que 30% queriam menos sanções penais apenas para o porte, 13% queriam a descriminalização total do simples porte e outros 15% queriam ver tanto as vendas quanto o porte tratadas não como se fossem crimes. Em outras palavras, 58% dos respondentes foram a favor das políticas de maconha mais indulgentes que as políticas atuais.

As condutas foram muito mais duras em relação às drogas "pesadas", com 73% dos respondentes sendo a favor do status quo. Apenas 17% foram a favor de menos sanções penais para o simples porte e apenas 6% foram a favor da descriminalização total do porte. A pesquisa nem perguntou se alguém seria a favor de legalizar o tráfico de drogas pesadas.

Os respondentes também concordaram em geral que um novo esquema de classificação das drogas, que contenha talvez uma Classe D para drogas como o álcool, o tabaco e a maconha, seria algo bom por uma margem de 56% a 30%. Quando se trata de comparar os danos de várias drogas - lícitas e ilícitas - os respondentes classificaram a heroína como a pior, seguida de perto pela cocaína, os solventes, o êxtase e o tabaco em ordem descendente. A maconha foi classificada como a menos nociva de quaisquer drogas, exceto os tranqüilizantes prescritíveis e o café.

A cidadania britânica também demonstrou uma consciência da noção de redução de danos, com desconcertantes 89% de acordo com ela: "Quer gostemos ou não, sempre haverá gente que usa drogas e as metas devem ser as de reduzir o dano que elas causam a si mesmas e aos demais".

Se esta sondagem servir como indício, parece que o público britânico está pronto para algumas políticas de drogas mais racionais. A pergunta é: A classe política britânica está pronta?

Sudoeste Asiático: Cultivo Afegão de Papoulas Atinge Nível Recorde

“Oficiais ocidentais” anônimos no Afeganistão estão dizendo que o cultivo de papoulas do país aumentou desconcertantes 40% durante o ano passado apesar de centenas de milhões de dólares em financiamento antinarcóticos e de milhares de tropas estadunidenses e da OTAN nas zonas de cultivo, informou a Associated Press na quarta-feira. Dado o que eles estão dizendo à AP, é compreensível por que ninguém quer ser nomeado.

https://stopthedrugwar.org/files/opium-smaller.jpg
ópio afegão
De acordo com um "oficial ocidental antinarcóticos" que citava projeções preliminares dos cultivos, o Afeganistão vai bater o recorde anterior de 324.000 acres sob cultivo em 2004 com mais de 370.000 acres plantados neste ano. Isto foi uma alta em relação aos 257.000 acres plantados no ano passado, de acordo com o relatório anual da produção afegão de ópio do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime. Espera-se o relatório da ONU deste ano em Setembro.

O Afeganistão já responde por quase 90% da produção global total de ópio. Os lucros do cultivo e do tráfico são vistos geralmente como auxiliares no financiamento dos insurgentes do Talibã e da Al Qaeda, os quais, junto com os narcotraficantes ameaçados pela erradicação, estão combatendo as forças afegãs, estadunidenses e da OTAN numa campanha cada vez mais sangrenta centrada nas províncias sulistas cultivadoras de ópio de Helmand e Kandahar. Os esforços de erradicação também estão surgindo como faca de dois gumes: Suprimir o cultivo avança as metas da guerra às drogas, mas empurra os camponeses para os braços dos rebeldes. De acordo com a ONU, o ópio respondeu por 52% do produto interno bruto do Afeganistão no ano passado.

"Sabemos que se começarmos a erradicar toda a superfície de cultivo de papoulas em Helmand, aumentaremos a atividade da insurgência e aumentaremos o número de insurgentes", disse Tom Koenigs, o alto oficial da ONU no Afeganistão e quase a única pessoa disposta a falar oficialmente. Ele disse à comunidade internacional que precisa dar sustentos alternativos aos agricultores, mas fez advertências contra esperar resultados imediatistas. "O problema tem crescido e o remédio tem que se ajustar", disse.

"É um aumento considerável desde o ano passado... infelizmente, é um ano recorde", disse um "oficial sênior do governo estadunidense sediado em Cabul" à AP. "Agora, o que eles têm é uma narco-economia. Se não solucionarem o problema da corrupção, podem virar um narco-estado", advertiu. "Esperávamos um (cultivo) grande neste ano, mas infelizmente Helmand excedeu até as nossas previsões".

Metanfetamina: Terceiro Julgamento por Homicídio Doloso em Caso de Morte Infantil por Intoxicação com Metanfetamina da Califórnia

Uma mulher californiana cujo filho pequeno morreu com metanfetamina no metabolismo dele enfrentará um terceiro julgamento por homicídio doloso, decidiu um Juiz da Comarca de Riverside na segunda-feira. Amy Leanne Prien foi condenada por homicídio duplamente qualificado na morte do filho dela em 2003, mas essa condenação foi revogada por um tribunal de apelações que citou instruções defeituosas ao júri. Um novo julgamento acabou em anulação em Junho depois que os jurados empataram em 6-6.

Depois da anulação do julgamento, os advogados de Prien fizeram os trâmites para dispensar a acusação, mas o Juiz Patrick Magers negou moção. "Está abundantemente claro para a corte que a causa de morte da vítima foi intoxicação por metanfetamina", disse ele à banca enquanto recusava a moção.

O que não está claro é de onde veio a metanfetamina no metabolismo da criança. Os promotores debateram que Prien, uma usuária admitida de metanfetamina de longa data, ocasionou a morte do filho dela ao dar-lhe o leite de peito dela quando estava usando o popular estimulante. Eles debateram que Prien continuou fumando metanfetamina enquanto amamentava, uma acusação que ela negou consistentemente. Ela sugeriu que um convidado na casa dela pode ter dado a droga ao bebê.

Um grande problema para a acusação é que a garrafa de leite encontrada ao lado do bebê morto foi deslocada pelos agentes da lei e nunca foi testada para saber se havia presença de metanfetamina. E embora Prien tenha sido testado e tenha tirado positivo para metanfetamina, a polícia nunca examinou o leite de peito dela. O advogado de Los Angeles, Joe Reichmann, que está representando Prien, debateu inutilmente que a acusação deveria ser retirada porque estava baseada em "ciência falsa" já que os promotores não tinham nenhuma forma de conhecer os níveis de metanfetamina no leite de peito dela.

Os promotores californianos provaram várias vezes que são incapazes de vencer casos de assassinatos com metanfetamina cometidos pela mãe e não está claro por que eles estão indo atrás de Prien com tanta vontade. Não é como se ela houvesse fugido sã e salva. Além de perder o filho dela, ela está cumprindo atualmente uma sentença de 10 anos de prisão por negligência infantil criminosa no mesmo caso.

Metanfetamina: Um Mês no Fórum de Justiça de Comarca Texana Abre uma Janela para a Versão 2.006 da Guerra às Drogas

Se você quiser uma foto instantânea do estado atual da guerra às drogas no território estadunidense, a Comarca de Grayson, Texas, é tão bom lugar quanto qualquer outro. A Comarca de Grayson fica mais ou menos a uma hora de Dallas na Rodovia Federal 75 ao sul da fronteira com Oklahoma. De acordo com o Censo de 2000 dos EUA, a comarca tem uma população de 110.000, com umas 35.000 pessoas em Sherman, o centro da comarca e maior município. A economia local depende da agricultura, da indústria e, cada vez mais, do papel da comarca como centro de distribuição de drogas para a região da fronteira Texoma da qual faz parte. E se as disposições jurídicas da 336ª Corte Distrital servirem como indício, ou tem um grande problema com a metanfetamina ou o aparato de repressão legal está obcecado com encontrar um.

https://stopthedrugwar.org/files/graysoncourthouse.jpg
rua tranqüila, mas fórum de justiça ocupado, graças à guerra às drogas
De acordo com uma lista de disposições jurídicas para o mês de Julho compiladas pelo Promotor da Comarca de Grayson, Joe Brown, e publicadas no Sherman Herald-Democrat, 15 dos 31 réus cujos casos foram resolvidos durante esse período enfrentavam acusações por metanfetamina. Um caso era de maconha, enquanto que três outros envolviam porte ou distribuição de cocaína. Dos casos de metanfetamina, 11 eram por simples porte, três por porte ou transporte de químicos usados no preparo de metanfetamina e um por preparo de metanfetamina. De todos os 19 casos de delitos de drogas, nenhum foi por vendas de drogas e apenas um aconteceu por porte com intenção de distribuir.

Os juízes da 336ª Corte Distrital golpearam duramente os infratores da legislação antimetanfetamina. Dos 11 casos de simples porte de metanfetamina, quatro receberam sentenças de prisão com liberdade vigiada, três pegaram sentenças de cadeia (até dois anos) e quatro foram mandados à prisão por sentenças que variam de três a seis anos e têm uma média de 4 anos e meio. Os tribunais foram especialmente duros com as pessoas que procuravam comprar químicos para preparar metanfetamina em casa, dando sentenças de quatro, sete e 10 anos. O único preparador de metanfetamina pegou apenas 10 anos de liberdade vigiada, mas ele também teve uma sentença de dois anos de prisão por negligência infantil.

Os juízes também foram bem duros com outros infratores da legislação antidrogas. O único senhor acusado de porte de maconha numa zona livre de drogas pegou dois anos de cadeia estadual, enquanto que uma pessoa condenada por porte de cocaína pegou seis anos e o outro recebeu liberdade vigiada. O único caso de porte de cocaína com intenção de distribuir granjeou 10 anos para o réu.

Os casos que não tratavam de drogas eram uma mistura heterogênea: uma agressão sexual infantil com agravantes (15 anos), um caso de roubo de moradia (nove anos), um caso de condução intoxicada de barco (três anos), um abuso de cartão de crédito (16 meses), um caso de negligência infantil (dois anos), três fugas da detenção com veículo motorizado (dois pegaram dois anos cada, um pegou liberdade vigiada), um caso de ausência (três anos), um caso de falsificação (dois anos), uma retaliação (liberdade vigiada) e um roubo de mais de $1.500 (15 meses).

Sem todos aqueles casos sobre a metanfetamina, o Fórum de Justiça da Comarca de Grayson ficaria muito mais tranqüilo. Em 13 dos 15 casos relacionados à metanfetamina, não houve outra acusação não relacionada com as drogas, apenas pessoas escolhendo uma droga impopular para ingerir ou tentar fazer em casa. O mesmo aconteceu com os outros casos sobre drogas. Como os bons burgueses em todos os Estados Unidos, os cidadãos da Comarca de Grayson estão pagando um monte de dinheiro para deter, encarcerar, condenar e prender muitas pessoas que não faziam nada a ninguém.

Redução de Danos: Reducionistas Globais do Dano Emitem Declaração Urgente que Pede Ação a Respeito do Consumo de Drogas e do HIV

Os representantes de 19 organizações internacionais e regionais da redução de danos que se encontram em Toronto nesta semana lançaram uma declaração que pede ação imediata para lidar com a disseminação do HIV através do consumo de drogas injetáveis. Conhecida como a Declaração de União, a declaração exige que os governos e as organizações antidrogas internacionais parem de impedir a adoção de medidas de redução de danos que provam reduzir a disseminação da doença, como as trocas de seringas e os locais de injeção segura.
Os grupos instaram os governos a:

  • fornecer cobertura adequada e acesso mínimo, inclusive em estabelecimentos correcionais, a equipamentos esterilizados de injeção, preservativos, metadona e buprenorfina como componentes essenciais da prevenção e os cuidados compreensivos do HIV;
  • garantir que os consumidores de drogas e todas as populações marginalizadas tenham acesso igual à prevenção ao HIV, cuidados médicos e tratamento antiretroviral altamente ativo de qualidade, que alvos nacionais e globais sejam estabelecidos e que o progresso seja monitorado;
  • proporcionar o envolvimento significativo dos consumidores de drogas em todos os níveis do planejamento e das políticas e apoio financeiro às suas organizações; e
  • pôr um fim à cassação e infrações dos direitos humanos dos usuários de drogas incluindo o encarceramento massivo, os programas punitivos e degradantes do tratamento químico e o uso disseminado da abstinência como forma de coerção.

Notando que a UNAIDS não consegue diminuir eficazmente a disseminação do HIV quando as forças dentro do sistema da ONU estão criando obstáculos para levar a cabo as medidas de redução de danos, os grupos exigem que:

  • o Escritório da ONU Contra Drogas e Crime, como a agencia da ONU encarregada da liderança na prevenção ao HIV entre usuários de drogas, garanta que a projeção eficaz da comunidade contra o HIV não seja ignorada em nome do controle e da repressão às drogas;
  • o Conselho Internacional de Controle dos Narcóticos, como corpo encarregado da responsabilidade por monitorar a implementação dos tratados sobre as drogas, apóie e promova a redução de danos pública e francamente como abordagem consistente com aqueles tratados e faça a monitoração da entrega global de tratamento sucedâneo e medidas de prevenção ao HIV para consumidores de drogas;
  • a comunidade internacional e todos os corpos importantes da ONU envolvidos na questão das drogas e do HIV abordem o uso de drogas como problema social e de saúde, que também requer algumas intervenções da lei, ao invés de ser principalmente uma questão de justiça criminal.

Os reducionistas de danos de todo o globo estavam em Toronto para a Conferência Internacional da AIDS de 2006. “O HIV está se disseminando cada vez mais - em algumas partes do mundo, principalmente através da partilha de instrumentos para injeção”, disse a Drª. Diane Riley, que assinou a declaração em nome da Canadian Foundation for Drug Policy e da Youth Network for Harm Reduction International. "Existem provas consideráveis de que as estratégias de redução de danos como os programas de troca de seringas podem eficaz, barata e certamente reduzir a disseminação do HIV; porém, há muito poucos programas a postos. Na verdade, os governos estão espalhando a doença através de suas políticas de controle e repressão às drogas que incentivam o consumo de apetrechos contaminados e a marginalização e encarceramento de usuários”, acrescentou Riley numa nota à imprensa que anunciava a declaração.

“Os Estados Unidos, o doador mais importante de auxílio internacional do mundo, restringe a implementação das estratégias de redução de danos”, acusou Riley. “O compromisso político e social, inclusive o compromisso de recursos necessários, e o fim do embargo do governo estadunidense contra a redução de danos são necessários agora”, disse Riley. “Se não conseguirmos fazer isto, mais catástrofes serão inevitáveis e a economia global simplesmente não poderá arcar com o ônus resultante”.

América Latina: Federais Estadunidenses Prendem Traficante Mexicano Importante, Espera-Se Violência e a Continuação do Tráfico de Drogas Como Resultados

Javier Arellano-Félix, um poderoso jogador numa das organizações mais potentes e violentas do tráfico de drogas do México, foi preso pela Guarda Costeira dos EUA em águas internacionais fora da costa do Golfo da Califórnia do México. Mas mesmo enquanto os oficiais federais da lei correm o risco de sofrer prejuízos sérios com toda a comemoração na sua entrevista coletiva comemorativa na quinta-feira, eles reconheceram que a detenção dele resultaria em pouca coisa.

https://stopthedrugwar.org/files/arellano-felix.jpg
pôster da DEA
A organização Arellano-Félix controla a franquia do tráfico de drogas de Tijuana, ou "plaza" como é conhecida no jargão mexicano. Nos anos 1980, virou um grupo importante do tráfico de cocaína, mas recebeu um duro golpe em 2002 quando o mais velho dos irmãos Arellano-Félix foi morto e o outro preso. Nos dois últimos anos, desde as desordens mais recentes da estrutura do cartel mexicano, a organização Arellano-Félix foi um ator fundamental nas vinganças sangrentas entre traficantes que deixaram mais de 1.500 mortos.

"El Tigrillo", como é conhecido no México, foi um de diversos membros da organização indiciados por um júri federal em São Diego em 2003 sob acusações de conspiração para contrabandear toneladas de cocaína para os EUA. Ele pode pegar prisão perpétua aqui.

"No mundo da repressão legal às drogas, melhor impossível", disse John Fernandes, agente especial encarregado do escritório da Agência de Repressão às Drogas (DEA) de São Diego, em entrevista coletiva. "Isto é importantíssimo. A oportunidade de capturar um senhor do tráfico de drogas do calibre de Javier Arellano-Félix é um evento singular". A sua captura marca "o fim de duas décadas da organização mais... poderosa e violenta do tráfico", acrescentou.

E o que isso significa no México é uma nova rodada de violência enquanto as organizações do tráfico em competição lutam para se aproveitar da brecha. Fernandes reconheceu isso, dizendo que a disputa violenta pelo poder é o resultado provável da detenção de Arellano.

As autoridades tampouco esperam que a sua detenção faça qualquer diferença considerável. "No tráfico de drogas não somos ingênuos o suficiente para pensarmos que o tráfico de drogas vai ser detido", disse o agente especial encarregado do escritório municipal do FBI, Daniel R. Dzwilewski.

Mas, as fotos ficaram bem legais.

Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana

Esta não é a sua semana típica de policiais corruptos. Temos o agente penitenciário metido em problemas de sempre, mas não como de costume; temos um oficial da Polícia de Los Angeles preso por fazer detenções ilegais; temos um agente do Alabama preso por roubar; temos um juiz do Alabama com um aparente mau hábito. Com respeito ao juiz, não publicamos tipicamente reportagens de policiais que enfrentam acusações simples de porte de drogas, mas quando se trata de um juiz que condena regularmente infratores da legislação antidrogas, achamos que vale a pena. Também nesta semana, um par de links para artigos investigativos mais extensos feitos por jornais municipais sobre escândalos supurantes de corrupção municipal. Vamos ao que interessa:

Na Comarca de Lowndes, Mississippi, um juiz do Alabama foi preso por acusações de porte de metanfetamina, informou o Tuscaloosa News. O Juiz Distrital da Comarca de Pickens, Ira Colvin, foi preso na segunda-feira pelos adjuntos da Comarca de Lowndes ao mesmo tempo em que eles prendiam uma mulher de 36 anos (que não era a esposa dele) sob as mesmas acusações, mas em outro veículo. De acordo com a Associated Press, Colvin foi preso enquanto os adjuntos investigavam pessoas que dirigiam de loja em loja para comprar precursores da metanfetamina. Os precursores, um grama de pó de metanfetamina e duas seringas cheias de metanfetamina líquida foram supostamente encontrados no carro dele. A esposa de Colvin, Christy Colvin, foi presa sob acusações de porte de metanfetamina há quatro meses atrás em Columbus Mississippi, enquanto ela dirigia pela cidade comprando ingredientes que podiam ser usados para fazer metanfetamina. O Juiz Colvin, que foi apontada para a banca em Dezembro de 2002 para substituir um juiz que se demitiu após ser acusado de contato inadequado com mulheres envolvidas em casos que eram julgados na corte dele, foi indiciado com acusações federais de fraude fiscal em Maio de 2004 por esconder supostamente bens para um cliente em 2001, mas essas acusações foram retiradas depois que Colvin pediu desculpas. Ele aguardava uma audiência sobre a fiança na quarta-feira.

Em Dotham, Alabama, um ex-oficial de narcóticos da Comarca de Houston se confessou culpado na terça-feira de acusações de roubo. O ex-Xerife-Adjunto da Comarca de Houston, Ricky Ducker, foi acusado de roubar até $30.000 em apetrechos e acessórias de caça na Southern Outdoor Sports, na qual ele já trabalhara. Ducker se confessou culpado de roubo qualificado de propriedade e pode pegar entre dois e 20 anos de prisão quando foi sentenciado em Outubro. De acordo com a WTVY-News 4, Ducker, um veterano de 25 anos da delegacia, "se escondeu atrás dos advogados dele" enquanto entrava no fórum de justiça e "saiu correndo da sala de justiça após apresentar a sua confissão de culpa".

Em Los Angeles, um oficial veterano da Divisão Ramparts da Polícia de Los Angeles foi acusado na sexta-feira passada de fazer detenções falsas, informou o Los Angeles Times. O oficial Edward Beltran Zamora foi preso depois de ter sido pego numa armação pela Seção de Imposição da Ética da Polícia de Los Angeles. O departamento diz que tem uma fita de Zamora prendendo dois oficiais disfarçados que passavam por suspeitos sob suspeita de porte de drogas quando eles não portavam drogas. Zamora, 44, já foi acusado de prestar falso depoimento e ac cidade de Los Angeles já pagou $520.000 para entrar em acordo em duas ações civis abertas contra ele. Em um caso, Zamora foi acusado de plantar um rifle em um suspeito, no outro, ele foi acusado de plantar drogas e um rifle. Zamora pode pegar até três anos de prisão sob uma acusação criminal de fazer falso relatório. Ele também enfrenta duas acusações contraventoras de detenção falsa e prisão falsa. O veterano de 16 anos da Polícia de Los Angeles está livre sob fiança.

Na Paróquia de Tangipahoa, Luisiana, um agente penitenciário do Texas foi preso na segunda-feira de manhã com mais de 13 quilogramas de cocaína. De acordo com a KGBT-4 TV em Brownsville, Texas, o guarda da Comarca de Hidalgo, Pedro Longoria, foi preso pelos Patrulheiros Estaduais da Luisiana e agora enfrenta acusações de transporte de cocaína. Agora, Longoria foi despedido do trabalho dele e está preso enquanto aguarda uma audiência sobre a fiança.

Para aqueles que estão interessados em uma olhada mais profunda na corrupção da polícia relacionada à guerra às drogas no nível municipal, dois artigos jornalísticos recentes valem a pena ser lidos. Na Carolina do Norte, o Fayetteville Observer tem um artigo extenso sobre a "Operação Distintivo Maculado" [Operation Tarnished Badge], uma investigação federal que agitou a Comarca de Robeson durante os últimos anos, resultando nas condenações de diversos oficiais e a demissão ou inversão de centenas de casos de drogas. Enquanto isso, no Mississippi, o Laurel Leader-Call publicou uma atualização sobre a investigação corrente da Força-Tarefa do Sudeste do Mississippi, que foi fechada em Abril em meio a preocupações com "irregularidades", com seu artigo "Averiguação de Força-Tarefa Quase Completa" [Task Force Probe Nearly Complete].

Matéria: SSDP e Drug War Rant Alcançam Sucesso Midiático com Ataque Contra a Exibição Terror-Drogas da DEA

Durante mais de quatro anos - desde o dia do primeiro aniversario dos ataques de 11 de Setembro - a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA) e seu museu têm apresentado uma exibição que tenta relacionar as drogas ao terrorismo. Conhecida como Target America: Opening Eyes to the Damage Drugs Cause [Alvo Estados Unidos: Abrindo os Olhos para o Dano que as Drogas Causam], a mostra itinerante tem despertado muitas queixas e troças das pessoas que discutem que não são as drogas, mas a proibição das drogas que gera os lucros ilícitos usados às vezes pelos grupos políticos violentos.

https://stopthedrugwar.org/files/deatargetsflyer.jpg
panfleto da DEA Targets America
Houve alguns ataques contra a exibição quando foi mostrada em Dallas, Omaha, Detroit e Nova Iorque, quando há dois anos atrás, Patricia Perry, mãe do oficial da polícia da Cidade de Nova Iorque, John Perry, que perdeu a sua vida no dia 11 de Setembro, criticou a exibição neste boletim informativo. Mas foi apenas quando chegou a Chicago na semana passada que os reformadores das políticas de drogas tiveram sucesso no revide com um contra-ataque cuidadosamente planejado e bem executado que conseguiu gerar atenção crítica da mídia em relação à exibição.

Tudo começou com uma preocupação municipal de parte do professor de artes cênicas da Universidade Estadual do Illinois e autor do blog Drug War Rant, Peter Guither. Após divulgar a chegada iminente da exibição no blog dele e criar um novo site, DEA Targets América, a resposta dos leitores provocou Guither, e os aliados começaram a chegar. Quando a mostra chegou a Chicago na semana passada, os ativistas estavam entregando panfletos na frente do museu e Guither e o Students for Sensible Drug Policy (SSDP) tinham lançado notas à imprensa em um esforço para chamar a atenção dos meios de comunicação.

https://stopthedrugwar.org/files/dea-exhibit.jpg
a mostra ofensiva da DEA
"Quando eles apresentaram esta exibição pela primeira vez, lembro-me de pensar: a DEA está fazendo propaganda em um museu de ciência?" disse Guither. "Eu cresci no Museu de Ciência e Tecnologia de Chicago, e me lembro de pensar que o meu museu nunca faria isso. Daí, um par de anos depois, vou ver as exibições seguintes e vejo a apresentação da DEA. Esta é uma propaganda tão clara que eu tinha que fazer alguma coisa", disse à Crônica da Guerra Contra as Drogas. "Mencionei isso no meu blog e um dos meus leitores concordou em entregar panfletos, daí eu produzi a nota à imprensa e o site, e então o SSDP se envolveu - são um grupo excelente! Tom Angell do SSDP ajudou com o panfleto e com deixar a imprensa interessada, daí era com a imprensa fazer o trabalho dela".

"Eu mandei e-mails aos nossos membros na área de Chicago e pudemos fazer com que algumas pessoas entregassem panfletos", disse Angell. "Temos umas boas pessoas na área".

A manobra compensou bem com um artigo do Washington Post no sábado passado intitulado "Drug-Terror Connection Disputed" [Conexão Drogas-Terror É Questionada]. Essa reportagem, que também foi usada por jornais em Knoxville, Indianápolis e Tampa, citou tanto Guither como Angell do SSDP, assim como a professora de Chicago, Jeanne Barr, que também é integrante do SSDP. O Congressional Quarterly também publicou uma matéria sobre a exibição que fazia menção do argumento de que é a proibição das drogas - não as próprias drogas - que fomenta o terrorismo e até o UPI publicou um artigo curto que mencionava a polêmica na sua rede internacional, artigo que foi usado pelo Washington Times.

Os artigos deixaram a DEA na defensiva, com o porta-voz Steve Robertson dizendo ao Post: "Somos uma agência de repressão legal - nós impomos as leis como estão escritas. O Congresso faz as leis. As pessoas dizem que se não tivéssemos leis sobre as drogas não haveria problema nenhum, mas havia um problema antes e por isso essas leis foram estabelecidas".

"Acho que pegamos a DEA desprevenida", disse Guither. "Tem esse agente dizendo que eles apenas impõem a lei, mas eles são os que fazem pressão por essas leis. Eu não acho que a DEA estava preparada para isto".

"Aplicamos alguns golpes de judô na DEA", disse Angell do SSDP. "Pegamos a mensagem dela e a enrolamos com ela. Os repórteres ficaram intrigados com o que estávamos dizendo. Por um lado, estávamos concordando com o ponto principal da DEA - que os lucros do tráfico de drogas do mercado negro podem financiar o terrorismo -, mas nós destacamos o fato de que eles estão deixando de fora uma grande parte da história", disse ele à Crônica.

"Fiquei decepcionado com o Chicago Tribune e o Sun-Times, apesar de tudo", prosseguiu Angell. "Eles seguiram a linha da DEA. Eles não nos mencionaram por nome nem nos citaram; eles tiveram uma ou duas linhas sobre 'os críticos dizem isto'".

Guither disse que ele não esperava nada além disso da imprensa local. "Já que tanto o Sun-Times quanto a McCormick Tribune Corporation eram patrocinadores da exibição, eu não esperava que qualquer um dos jornais fizesse muitas críticas. O mero fato deles terem mencionado os críticos que dizem que a exibição é propaganda é uma vitória, na minha opinião".

Os ativistas tiveram muito cuidado em apontar a ira deles contra a DEA, não contra o Museu de Ciência e Tecnologia. "Não queríamos protestar contra o museu, mas contra a DEA", disse Guither. "E não queríamos esmiuçar cada uma de suas falsidades, então o nosso enfoque estava na inadequação da DEA relacionando as drogas ao terrorismo já que é a proibição que possibilita o tráfico de drogas e os seus lucros. Além do mais, já que isto é Chicago, temos todo o legado de Al Capone. O Prefeito Daley convidou essa exibição, mas ele parece ter ignorado a conexão entre a proibição das drogas e a lei seca e como a segunda criou Al Capone. O que temos nesta mostra é uma agência federal com um placar em desvantagem fazendo escândalo e relacionando a si mesma à guerra contra o terror, quando ela é o problema de verdade".

Embora a DEA não tenha mais nenhuma cidade na sua programação de viagem da exibição, o SSDP estará pronto para comparecer se e quando a apresentação da DEA chegar a outra cidade. "Já que temos os materiais e as notas à imprensa, vamos segui-la aonde quer que vá", disse Angell. "Se tivermos gente no lugar, vamos organizá-los para que entreguem materiais. Eles devem saber que vamos atrás deles; Se os estorvarmos o suficiente, talvez desapareçam algum dia desses".

"Estou muito satisfeito", disse Guither. "Isto foi divertido. Se não tivéssemos feito o que fizemos, teria sido o pronunciamento padrão. Aqui está uma nova exibição educacional. Traga os seus filhos e aprenda sobre os perigos das drogas e como a DEA está salvando você. Mas, em razão do trabalho que fizemos aqui, conseguimos derrotar a DEA. Isso nos faz sentir bem".

Introducing: The Stop the Drug War Speakeasy

<?php print l('David Borden', 'user/2/contact'); ?>, Executive Director

[inline:borden12.jpg align=right caption="David Borden"]It's an auspicious moment at Drug War Chronicle -- the publication of issue #450, not only a nice, round number, but also an indicator of roughly nine years having passed since Drug War Chronicle's founding. Doubly auspicious, though, as I am pleased to announce a major upgrade to DRCNet's web site and the launching within it of "The Stop the Drug War Speakeasy." Please visit http://stopthedrugwar.org -- each day -- to check it out and for original writing on a range of tracks dealing with the issue in a blog format.

The Speakeasy, among other things, will serve as the launching point for a campaign, as our slogan expresses it, to raise awareness of the consequences of prohibition. Stay tuned for some calls to action on how you can be involved. The Speakeasy will also serve as our daily soapbox where we briefly address the latest important developments in drug policy (without waiting until Friday morning's in-depth treatments in the Chronicle) and in which we also extend our tradition of supporting the work of all the different groups in the movement. Speaking of the Chronicle, that will continue too, and Chronicle editor Phil Smith will also be blogging, sharing his "inside" insights on the drug war and the process of reporting on it as well as offering observations on the kinds of stories that don't usually make the Chronicle.

[inline:dc-beer-raid-reduced.jpg align=left caption="photo of prohibition-era beer raid in the District of Columbia, from the Library of Congress archive"]The Speakeasy can also be your daily soapbox, via our new "Reader Blogs" section. Start your own blog on DRCNet to help us preach to the unconverted via the blogosphere -- especially excellent posts will get displayed on the DRCNet home page!

If you take a moment to check out the new site -- again, http://stopthedrugwar.org -- you will see that there are many other new features and reasons to visit daily besides the Speakeasy. An extensive set of topical categories on drug war issues, consequences of prohibition and articles' relation to politics & advocacy; a "Latest News" feed; content in Spanish and Portuguese; links to the most popular articles or to articles that are similar to the one you're reading; pages to watch the important Law Enforcement Against Prohibition and BUSTED videos; a "tracking" page where you can remind yourself of pages you've visited before; an improved Reformer's Calendar; more. And even more coming soon.

Please send us your thoughts and suggestions as we continue to add to this new web site direction. Onward and upward, with your help!

Special thanks to Antinomia Solutions web site design for going above and beyond the call of duty on this project.

Sentencing: Illinois Drug War at Full Throttle, Study Finds

A study released Tuesday by Roosevelt University's Institute for Metropolitan Affairs in Chicago has found that Illinois is second only to California when it comes to locking up drug war prisoners. Some 13,000 drug offenders were sent to prison in Illinois in 2002, second only to California's nearly 40,000. Illinois trumped states with larger populations, such as Texas and New York.

It's not just raw numbers where Illinois ranks high, according to "Intersecting Voices: Impacts of Illinois' Drug Policies". When it comes to drug possession prisoners per capita, Illinois again ranks second in the nation, trailing only Mississippi and throwing people in prison for drug possession faster than "lock 'em up" states like Oklahoma, Missouri, Georgia, and South Carolina.

Not in the least surprisingly, the study, authored by researchers Kathleen Kane-Willis and Jennifer Janichek (a member of the board of directors of Students for Sensible Drug Policy), found that although whites and blacks used illicit drugs at the same rates, blacks were imprisoned at a rate of six for each white drug offender. Here, Illinois can claim first place nationally in the per capita rate of African Americans imprisoned for drug offenses.

"The number of people who face incarceration in Illinois for drug possession -- and the racial disparity of those who are incarcerated -- is just staggering," said Kathleen Kane-Willis, lead author of the study and assistant director of the Institute for Metropolitan Affairs.

What is also staggering is the explosive growth in drug war prisoners in Illinois. In 1983, drug offenders made up 4.9% of the state prison population; in 2002, they made up 37.9%. The drug war prisoner population grew from a little over 400 in 1983 to almost 13,000 in 2002, a mind-bending 2,748% increase in two decades.

Also staggering is the cost of locking up thousands of nonviolent drug offenders. The study estimates that Illinois spent about $280 million to imprison drug offenders in 2002. There is a better way, said Kane-Willis. "Drug abuse is a public health problem, and our study suggests that treatment for drug offenders is more appropriate, more cost-effective and has better results than incarceration."

Feature: Seattle's Hempfest Going Strong at 15

Seattle's Hempfest turned 15 this year, and attendees at the world's largest marijuana "protestival" basked in the sun, sampled the delectibles, bought glass pipes by the truckload, listened to a stellar lineup of area and touring bands, and some even took in some serious drug policy reform speechifying. With attendance for the two-day annual event estimated at around 150,000 people, the physical space was cramped, but there was plenty of room for partying and politics.

https://stopthedrugwar.org/files/hempfestcrowd.jpg
Hempfest crowd shot (courtesy Hempfest)
Hempfest takes place in Myrtle Edwards Park, a long, narrow strip of land facing Puget Sound just north of downtown Seattle. To the south, the snowy bulk of Mt. Rainier looms. All day Saturday and Sunday, people by the thousands flooded into the park through a pair of narrow entrances only to confront miles of pipe sellers, hemp product hawkers, exotic food booths, various political organizations, and bands playing on multiple stages.

Among those bands was Los Marijuanos, the bilingual hip-hop group describing themselves as "Mexican pro-pot poets." Los Marijuanos' pro-pot repertoire ranged from Cypress Hill-inspired stylings to remakes of classic ranchera tunes, much to the amusement and sometimes bemusement of the crowd.

While it may take on the appearance of a giant rock concert, Hempfest is at root about legalizing marijuana. In a city like Seattle, where residents approved a "lowest law enforcement priority" initiative in 2003, the battle is half won -- but only half won. Still, the ranks of the pro-marijuana legalization forces are growing, and who better to demonstrate that than the city's former police chief, Norm Stamper?

Stamper, a member of Law Enforcement Against Prohibition, has emerged as a leading police critic of the drug war and certainly warranted the main stage speaking slot (among others) he got. Seattlites who remember Stamper primarily as the head cop during the World Trade Organization riots in 1999 were in for a surprise.

Stamper talked about police officers he knew or commanded who were killed or injured enforcing the drug laws, and he talked about the futility of that policy. "It's laughable when people say we are winning the drug war," he said. "We need to legalize all drugs. Police should be focused on violent crime," he told the crowd.

Stamper wasn't the only big name drug policy reformer attending Hempfest; in fact, it would probably be quicker to name those who were not present. They held forth in the Hemporium, a large tent strewn with carpets, where festival goers could wander in and get a taste of what leaders like Ethan Nadelmann of the Drug Policy Alliance, Rob Kampia of the Marijuana Policy Project, Keith Stroup, the founder of the National Organization for the Reform of Marijuana Laws, or DRCNet's David Guard are thinking these days.

But the crowds at the Hemporium were small. For most people, Hempfest is a party, a chance to see some bands, and yes, a celebration of cannabis culture, but that doesn't necessarily imply an especially elevated political consciousness. Structured as an all-volunteer event free to the public, Hempfest attracts many whose commitment to the cause could be seriously challenged if they had to pay an entrance fee.

"I'm here for the weed and the bands and the girls, man," laughed one red-eyed, shirtless young man sporting a top hat. "Pot is cool. Hempfest is cool," he told Drug War Chronicle. But when asked if he had put a dollar in one of the ubiquitous donation buckets being toted around by volunteers, he merely shrugged.

Indeed, if there were one constant at Hempfest other than the sweet smell of burning sinsemilla it was the unrelenting call from festival volunteers for donations. With a budget in the hundreds of thousands of dollars, Hempfest relies on its crowd for support, but if the ominous rumblings from Hempfest director Vivian McPeak and the legion of volunteers are to be heeded, the crowd is not coming through with enough dollars to ensure Hempfest will be back next year. Is it time to start charging admission?

Editorial: Sempre Há Outro Cartel do Narcotráfico...

David Borden, Diretor Executivo

https://stopthedrugwar.org/files/borden12.jpg
David Borden
Foi o dia de sorte da DEA y de azar para um narcotraficante. O famoso narcotraficante, Javier Arellano-Félix, chefe de uma das principias organizações do tráfico de cocaína do mundo, foi preso no mar perto do litoral mexicano pela Guarda Costeira dos EUA. Agora, ele pode pegar prisão perpétua por um indiciamento de 2003 por tráfico de cocaína.

Há muitos motivos além do tráfico de drogas para afastar este homem - o cartel dele é uma parte importante da violência do tráfico de drogas que assola a região de Tijuana e que já deixou 1.500 mortos. Alguns dos assassinatos foram inenarráveis na sua pura horripilância. A organização foi responsável pelo infame assassinato do Cardeal Juan Posadas Ocampo em 1993 enquanto aguardava para encontrar um funcionário papal que chegava ao aeroporto de Guadalajara.

Apesar de não lamentarmos a perda de liberdade de Arellano, há muito a lamentar no sistema que o tornou possível, um sistema que no seu impacto, se não nas suas intenções, tem deixado tantas mortes e continuará fazendo mesmo no futuro. Os traficantes de cocaína e seus sequazes não matam as pessoas porque estão doidonas com cocaína; as matam porque é parte do negócio - ganhar dinheiro - nesta empresa criminosa lucrativa. Sabemos de longa experiência que retirar um senhor do narcotráfico, até desmembrar uma organização do tráfico inteirinha, apenas leva ao crescimento ou ao estabelecimento de uma nova, sem redução nenhuma na quantidade de cocaína absorvida pelo mercado. Os funcionários da DEA reconheceram isto mesmo enquanto celebravam a captura de alta visibilidade deles - eles até previram que isso resultaria em violência, já que os traficantes rivais lutam para preencher o vazio que a captura criou.

O narcotraficante mais famoso foi talvez o construtor do cartel de Medellín, Pablo Escobar, morto numa chuva de balas das forças do governo que atuavam sob a liderança do procurador-geral Gustavo de Greiff. O comentário público de de Greiff foi muito mais esclarecedor do que o que se deveria esperar da DEA. De Greiff explicou na mídia que não aconteceria nada com o fluxo de cocaína, o cartel de Medellín apenas seria substituído por outro grupo de caracteres, a resposta é... a legalização. Claro que a DEA e os seus chefes no Departamento de Justiça não gostam disso. (Clique aqui para saber o que de Greiff disse na nossa conferência de 2003 no México.)

Então, enquanto os capitães da DEA continuarão celebrando os frutos por semanas ou meses, as vítimas da proibição das drogas seguirão sofrendo e morrendo desnecessariamente. Porque sempre há outro cartel, outro líder pronto e à espreita, outro vendedor ou atravessador disposto a disparar uma arma para conseguir a sua parte.

Matéria: Iniciativa de Legalização do Porte de Maconha de Colorado Entra na Votação

O secretário de estado do Colorado anunciou na quarta-feira que uma iniciativa que legalizaria o porte de até trinta gramas de maconha para pessoas com 21 anos ou mais entregou assinaturas suficientes para entrar na votação de Novembro. Organizada pela SAFER Colorado, o grupo que alcançou uma vitória-surpresa com uma iniciativa pró-legalização no ano passado em Denver, a Iniciativa de Igualação do Álcool e da Maconha do Colorado [Colorado Alcohol-Marijuana Equalization Initiative] levaria o estado à linha de frente da reforma da legislação sobre a maconha simplesmente por mudar uma sentença nos estatutos estaduais.

O anúncio aconteceu menos de duas semanas depois que a SAFER Colorado entregou mais de 130.000 assinaturas, bem mais do que as 80.000 necessárias para se classificar para as urnas. A secretaria de estado certificou a medida para a votação com base numa amostragem estatística das assinaturas.

"Estamos felicíssimos", disse Steve Fox da SAFER Colorado. "Tivemos muito mais assinaturas do que precisávamos e isso nos permitiu conseguirmos esta classificação rápida ao invés de termos a secretaria de estado examinando as nossas petições linha por linha", disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

A iniciativa, que será conhecida como Emenda 44 na votação, pede que os eleitores votem sim ou não na seguinte pergunta: "Deve haver uma emenda à seção 18-18-406(1) dos estatutos revisados do Colorado que legalize o porte de trinta gramas ou menos de maconha para qualquer pessoa com vinte e um anos ou mais?"

Segundo a lei atual do Colorado, o porte de até trinta gramas de maconha é uma contravenção de Classe 2 punível por multa de até $100. De acordo com os empregados legislativos que prepararam uma análise da iniciativa, uns 3.700 adultos foram condenados por porte simples de maconha no ano passado.

Agora, o Colorado se junta a Nevada como estados em que os eleitores decidirão neste mês de Novembro se reformarão radicalmente as leis sobre a maconha. Em Nevada, o Marijuana Policy Project (MPP) e seu afiliado local, o Committee to Regulate and Control Marijuana, estão fazendo pressão por uma iniciativa que não apenas legalizaria o porte de até trinta gramas, mas também permitiria as vendas reguladas de quantidades iguais.

O MPP não está envolvido no esforço do Colorado, mas espera que tenha sucesso, disse o diretor de comunicação Bruce Mirken. "Isto foi uma surpresa", disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas. "Desejamos o melhor. Ninguém deve menosprezar esta gente - eles surpreenderam todo o mundo com o seu sucesso em Denver no ano passado".

Estranhamente, essa vitória instigou o esforço em todo o estado. Depois que os cidadãos de Denver votaram a favor do decreto-lei, os oficiais municipais da lei se recusaram a obedecê-la, escolhendo processar as pessoas de acordo com a lei estadual. A SAFER Colorado quer tirar essa opção. Se a medida for aprovada em Novembro, as comunidades no Colorado que queiram leis mais severas contra a maconha teriam que aprovar decretos-lei municipais e acusar os infratores de acordo com elas.

A campanha continuará enfatizando o seu tema provado de que a maconha é mais segura que o álcool e que, pelo menos, não deveria ser tratada com mais severidade. Esse tema ressoou com força junto aos estudantes na Universidade do Colorado e na Universidade Estadual do Colorado, ambas as quais aprovaram resoluções não-compulsórias que pedem a igualação das penas, assim como junto aos eleitores em Denver no outono passado.

O diretor de campanha da SAFER Colorado, Mason Tvert, tratava disso na quarta-feira. "A campanha dará destaque à hipocrisia das leis que proíbem o consumo de maconha enquanto que permitem e até encorajam o consumo de álcool, uma droga infinitamente mais nociva", disse numa declaração saudando o anúncio da secretaria de estado.

Agora, chegou a hora de ganhar a eleição, disse Fox. "Estamos realizando uma campanha de captação de recursos para que possamos distribuir os nossos materiais e divulgar a nossa mensagem", disse. "Temos muitos artigos divertidos - camisetas, broches, adesivos - que visam às pessoas que nos apóiam, mas que não necessariamente votam sempre. É nosso dever sair e votar e faremos o possível para incentivá-los".

Será uma batalha difícil de vencer em Novembro. Na única pesquisa sobre a medida feita até o presente momento, o Denver Post descobriu que ela perde por 51% a 37%. Mas Fox examinou esses dados e ficou otimista.

"Achamos que isso é muito bom enquanto entramos nesta campanha", disse. "Se apenas 51% apóiam a proibição da maconha antes que tenhamos começado a divulgar a nossa mensagem, achamos que temos uma chance muito boa de vencer. Ouça, a SAFER é o Barry Goldwater da maconha. Mesmo se não vencermos desta vez, estamos dizendo o que deveria ser feito com a confiança de que o povo sairá a favor da nossa posição. É uma verdade inegável que a maconha é menos nociva do que o álcool", disse. "A nossa campanha é aqui no Colorado, mas isto se trata de acabar com a proibição da maconha por todo o país, não apenas em um estado. Estamos metidos nisto para vencer com tudo a que temos direito".

Uma vantagem da campanha é a falta de qualquer oposição organizada até agora. "Temos uma senhora louca antidrogas que faz barulho, mas ela não é uma opositora sofisticada", disse Fox. "Nós vimos um guerreiro antidrogas estabelecendo um comitê aqui no Colorado e há rumores de que o procurador-geral planeja reunir um grupo de oposição possivelmente formado de oficiais da lei, mas isso ainda não aconteceu", explicou. "Esperamos que os oficiais da lei compreendam que eles são os impositores da lei, não os legisladores, e que eles devem permitir que as pessoas decidam quais serão as leis".

O apelido oficial do Colorado é o Estado Centenário [Centennial State], mas uma de suas alcunhas não-oficiais é a do Estado Mais Alto [Highest State], com base em suas montanhas gigantes e sua elevação média. Se os eleitores do Colorado aprovarem a Emenda 44 em Novembro, sem dúvida nenhuma muitos considerarão que ele merece muito mais esse apelido.

Matéria: Conferência “Além da Tolerância Zero” Visa a Proporcionar Novo Paradigma a Educadores

Durante as duas últimas décadas, as políticas de tolerância zero têm sido a lei em vigor nos colégios secundários por todos os Estados Unidos. Resultado das preocupações conjuntas do governo federal com as drogas e armas nas escolas, tais políticas são designadas para punir inflexivelmente as grandes ou pequenas infrações com suspensões, expulsões ou encaminhamentos às autoridades legais. Mas os críticos da tolerância zero a ridicularizam como se criasse uma "tubulação da escola á prisão" e por ser ineficaz. Agora, os educadores com uma abordagem pragmática ao consumo estudantil de drogas estão se preparando para uma conferência de Outubro em São Francisco para apresentarem alternativas operáveis, humanas e eficazes à abordagem duríssima popularizada no governo Reagan e até amplamente adotada nas escolas de todo o país.

A conferência Além da Tolerância Zero está marcada para o dia 25 de Outubro e objetiva professores, administradores e conselheiros escolares, disse Marsha Rosenbaum da Drug Policy Alliance, um dos grupos que patrocinam o evento. Os outros patrocinadores incluem a cidade e a comarca de São Francisco, o Departamento de Saúde Pública de São Francisco, a Sociedade de Medicina de São Francisco, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos da Comarca de Marin e o International Institute for Restorative Practices.

Rosenbaum não é apenas mais outra reformadora das políticas de drogas, ela é pedagoga, pesquisadora e importante defensora de políticas mais sensíveis para lidarem com o consumo de drogas entre estudantes. O projeto dela, o Safety First, é um recurso fundamental para professores e administradores que procurarem meios mais eficientes de lidar com a questão. O projeto Safety First desempenhou um papel importante na preparação para a conferência de Outubro.

"Esta conferência é um resultado do trabalho que estivemos fazendo durante alguns anos", disse Rosenbaum à Crônica da Guerra Contra as Drogas. "Há três anos atrás, reunimos uma força-tarefa estadual aqui na Califórnia para sairmos com uma declaração sobre o que seria uma conscientização eficaz sobre as drogas e produzimos um folheto chamado Além da Tolerância Zero, que combina três elementos que não tinham sido combinados antes: a conscientização das drogas que é honesta e baseada na ciência, a abordagem a crianças de uma maneira interativa e participativa e o emprego de práticas restaurativas em vez de punição. Estávamos defendendo um processo pelo qual os estudantes são reunidos e aceitos pela comunidade escolar depois que se emendarem ao invés de serem suspensos, expulsos ou castigados de qualquer outra forma".

Por volta do outono passado, estava ficando aparente que a abordagem estava granjeando um amplo interesse entre os educadores. "O projeto Safety First estava recebendo muitos pedidos de educadores que nos perguntavam qual seria a nossa abordagem à conscientização sobre as drogas no segundo grau", disse Rosenbaum. "Como seria? E você pode nos treinar nisto? Não sabíamos que a nossa abordagem teria tanta repercussão junto aos educadores. Esta conferência é uma resposta a essa demanda e isso objetiva de verdade os professores, administradores e conselheiros escolares. Visamos a combinar as políticas de educação com as práticas restaurativas e mostrar aos educadores como eles podem implementar a abordagem além da tolerância zero".

"As práticas restaurativas tratam de restaurar a comunidade em um mundo cada vez mais desconexo", explicou Ted Wachtel, diretor do International Institute on Restorative Practices, sediado na Pensilvânia. "As pessoas estão mais contentes, são mais produtivas e mais cooperativas e têm mais chances de fazer mudanças positivas quando a autoridade faz coisas com elas em vez de fazê-las para elas ou por elas. As práticas restaurativas se tratam de reconhecer isto".

Os leitores podem ter mais familiaridade com a justiça restaurativa, um movimento iniciado nos anos 1970 que busca colocar infratores e vítimas cara-a-cara para reparar o dano causado em vez de enfatizar apenas o castigo. "A justiça restaurativa é um subgrupo de práticas restaurativas", disse Wachtel. "A justiça restaurativa é reativa pela sua própria natureza, mas as práticas restaurativas são pró-ativas. São coisas que podem ser feitas nas escolas ou na família, pode-se construir capital social e um sentido de pertença e conectividade pró-ativamente. Isso não é algo que o sistema de justiça possa fazer", explicou.

"Expulsar os jovens da escola por delitos de drogas e uma ampla gama de outro mau comportamento simplesmente não é produtivo", disse Wachtel. "Não funciona. Nós tratamos as infrações por drogas e álcool como questões criminais quando são na verdade uma questão de saúde pública. Se falarmos de estudantes que consomem drogas ou álcool, falamos de gente que precisa de apoio e assistência no trato mais eficiente de suas vidas. Expulsá-las da escola ou entregá-las à polícia não ajuda a mudar o comportamento delas de maneira positiva".

O distrito escolar de Oakland dá uma idéia de como tais programas funcionam realmente. Durante os últimos nove anos, esse distrito tem operado um programa chamado Up Front, um programa de conscientização e prevenção às drogas baseado na redução de danos nos seus colégios secundários. O diretor do programa, Charles Ries, fará um discurso na conferência e explicará o que as escolas de Oakland estão fazendo.

"Somos um grupo de pessoas baseado nas relações e orientado rumo ao processo que acha que as melhores mensagens de tratamento e prevenção devem estar baseadas na ciência e ser informados com precisão", disse Ries. "Achamos que a única maneira de ajudar qualquer um a decidir o que é o seu melhor interesse é engajá-lo numa exploração das questões", disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

As abordagens de tolerância zero simplesmente não funcionam, disse Ries. "As pessoas que realmente fazem este trabalho entendem como é ridículo doutrinar jovens com propaganda contra os perigos do consumo de drogas. Tentem isso com estudantes atualmente e serão ridicularizados", disse. "Há muitos educadores que já estão adotando uma abordagem similar à nossa, mas isso acontece por debaixo dos panos. O problema não é com os praticantes, mas com os administradores e legisladores que se sentem pressionados pelo governo federal a obedecerem à filosofia pragmática dele de que não existe consumo responsável de drogas e que a única resposta é basta dizer não. Os estudantes não aceitam isso e quando eles percebem que vamos nessa direção, eles se apaixonam pela gente".

O programa parece estar funcionando bem, disse Ries. "O avaliamos tanto através dos estudantes, que dizem que é eficiente e informam freqüentemente que é a primeira vez que puderam ter conversações honestas com adultos sobre o consumo de drogas, como através dos avaliadores de fora. Tivemos uma avaliação feita pelo estado e outra pelo distrito escolar e as duas definiram o programa como exemplar. Não é uma ciência aparatosa. Manter relações honestas e respeitosas com os jovens lhes ajuda a ouvir o que se diz. Está-se colaborando com eles no que é o seu melhor interesse. Assim se mudam as vidas das pessoas".

Embora a conferência esteja marcada em São Francisco e dirigida fortemente para as preocupações californianas, o seu alcance é mais amplo, disse Rosenbaum. "Não estamos apenas objetivando a Califórnia; este é um evento nacional e internacional. Reconhecemos que há um interesse de todo o país e estamos tentando disponibilizar algumas bolsas. Se você for um educador que gostaria de participar, mas não tem dinheiro, deve nos perguntar. O que retirará desta conferência é uma série de materiais e um argumento sólido em prol da implementação de tal abordagem na sua escola ou no seu distrito".

Feature: Pain Doctor William Hurwitz to Get New Trial

In a closely watched case with national implications, a federal appeals court has granted a new trial to a well known Northern Virginia pain doctor sent to federal prison for 25 years as a drug dealer. Pain patient advocates and medical associations praised the ruling in the case of Dr. William Hurwitz, who was convicted in late 2004 of 50 counts in a 62-count indictment, including conspiracy to distribute controlled substances.

Hurwitz appealed his conviction, arguing that trial Judge Leonard Wexler erred by not instructing the jury that Hurwitz should not be convicted if he acted in "good faith." Typically in cases where the quality of medical care is in question, such matters are decided by medical boards or civil courts in the form of malpractice suits. Only doctors who are not prescribing in good faith that they are in line with accepted medical practices face criminal charges. In his jury instructions, Judge Wexler removed Hurwitz' only effective defense.

https://stopthedrugwar.org/files/hurwitz.jpg
Dr. Hurwitz in 1996 (photo courtesy Skip Baker)
For federal prosecutors, who pointed to multiple examples of high-dose prescriptions Hurwitz had written and who claimed he should have recognized some of his patients to be addicts or dealers, Hurwitz was nothing more than a Dr. Feelgood, no different from -- or perhaps worse than -- the kid slinging crack on the street corner. But for patient advocates and a growing number of medical professionals, the case was the highest-profile example yet of a Justice Department and DEA creating a chilling climate toward doctors' willingness to treat chronic pain with opioid pain medications.

That is why even though even some questioned Hurwitz's prescribing practices, his appeal nevertheless won the support of professional organizations like the American Academy of Pain Medicine, the American Pain Foundation, and the National Pain Foundation, all of which filed briefs in his support. Also joining the fray was the Drug Policy Alliance, which filed its own brief on behalf of pain specialists.

A three-judge panel in the 4th US Circuit Court of Appeals in Richmond agreed with Hurwitz and his allies in its opinion Monday. The panel held that Judge Wexler had erred when he told jurors they could not consider whether Hurwitz had acted in "good faith" when he prescribed large doses of opioid pain relievers like Oxycontin to patients.

"A doctor's good faith in treating his patients is relevant to the jury's determination of whether the doctor acted beyond the bounds of legitimate medical practice," wrote Judge William Traxler. "The district court effectively deprived the jury of the opportunity to consider Hurwitz's defense." That was a fatal error, the panel held. "We cannot say that no reasonable juror could have concluded that Hurwitz's conduct fell within an objectively-defined good-faith standard," wrote Traxler.

"We are very gratified by this decision," said Dr. Jane Orient, executive director of the libertarian-leaning Association of American Physicians and Surgeons, a group that has been in the vanguard of the medical profession on the issue of protecting pain doctors and patients. "Overturning one of these verdicts is something that almost never happens, and we hope it represents a tipping point," she told DRCNet. "We hope that the courts will finally begin to pay attention to the fundamental issues of justice involved here. A doctor is not a drug dealer, and neither is he a policeman. Doctors cannot be held responsible for patient misbehavior."

"I'm delighted," said Dr. Frank Fisher, a California physician originally charged with five counts of murder over his prescribing practices by overzealous prosecutors and state agents, but who was eventually completely exonerated. "This means they will have to let Billy out. The appeals court was absolutely correct in its decision," he told DRCNet.

The appeals court decision is a victory for Hurwitz and his supporters, but it is only one battle in a larger war over who controls the prescribing of pain medications -- the medical profession or the cops -- and in the meantime, doctors and patients are the casualties.

"They are still harassing and investigating doctors," said Orient. "And that in itself can destroy your practice. There are still doctors languishing in prison because they tried to do their best for their patients and there are still patients having difficulty finding physicians willing to do the pain treatment necessary to make them functional instead of bed-ridden suicidal people in severe pain," she said. "More doctors are aware of the extreme risk they take in getting involved with chronic pain patients. The DEA wants them to treat patients like they were suspected criminals."

Fisher pointed to the case of Dr. Richard Heberle, an Ohio physician, of how devastating even defending oneself from such charges can be. "Look at what happened to Dr. Heberle," he said. "He won, but his practice is ruined, his reputation is ruined, his life is ruined. The only thing worse than winning one of these cases is losing one, or maybe coming down with a bad case of chronic pain."

Appeal: A Glowing Testimonial for Drug War Chronicle

Posted in:

With the launching of the "Stop the Drug War Speakeasy," DRCNet will now be publishing content on a daily basis -- visit our web site very day to check it out! That said, Drug War Chronicle will continue to be a central part of our educational program. On that note, I thought you might appreciate this wonderful note of support we received from long-time drug reform activist Troy Dayton, whom I first met in 1995 and who is currently doing amazing work as the associate director of the Interfaith Drug Policy Initiative.

Troy wrote this in hopes that you would be inspired to make a donation to enable Drug War Chronicle to continue to be published. Member support makes up a critical part of our budget -- I hope we can count on your support this month! To donate online, please visit http://stopthedrugwar.org/donate -- donation-by-mail info appears below.


I have at least skimmed every issue of the Drug War Chronicle since 1997 when it was called the Week Online. You know that sense of excitement when your favorite television show is about to come on? That's what I feel on Friday mornings when I see the Drug War Chronicle in my box. It's like an old friend.

https://stopthedrugwar.org/files/troydayton.jpg
Troy Dayton
Over the last 10 years I have spent about six of them working full time in drug policy. I definitely read it more closely when drug policy is my job, but I have still skimmed it and read one or two articles when I have had other professions. As associate director of the Interfaith Drug Policy Initiative it plays a critical role in my work. We are a small organization that focuses narrowly on bringing the faith community into the movement and getting them to contact their legislators in key policy efforts.

That means we rely on MPP, DPA, MAP, and DRCNet for the knowledge that we act on and share with our community. MPP and DPA email alerts serve a vital purpose for us since our main goal is to help them with their legislative efforts. MAP is useful because it is an easy way to find out what is being reported in the major media. But the Drug War Chronicle serves a uniquely valuable purpose. It is original hard-hitting reporting that isn't skewed to the perspective of one drug policy reform group's perspective. When I tell people what is happening broadly in drug policy, I am mostly telling them what I read in the Drug War Chronicle.

Every week our views are challenged by the conventional wisdom. The editorial each week is an immediately relevant refresher on the big picture of why I get up every morning... to end the human suffering caused by drug prohibition.

If the Drug War Chronicle were to disappear, the obvious tangible value it brings would be lost. But one thing that might be overlooked is the inspiration it gives to people fighting the good fight and the morale boost that happens when people realize that great work is being done on this front by people of conscience all over the world.

Sincerely,

Troy Dayton, associate director
Interfaith Drug Policy Initiative
http://www.idpi.us

Again, I hope we can count on your support this month! To donate online, visit http://stopthedrugwar.org/donate -- or send a check or money order to: DRCNet Foundation (tax-deductible donations supporting Drug War Chronicle) or Drug Reform Coordination Network (non-deductible donations for our lobbying work), P.O. Box 18402, Washington, DC 20036.

Sincerely,

David Borden
Executive Director

DRCNet on MySpace

Posted in:

https://stopthedrugwar.org/files/stopsign.gif
We of course used our long-time stop sign logo as our MySpace profile picture
Even though we have not publicly announced the existence of the Stop the Drug War (DRCNet) MySpace account (until today, of course), somehow 1,800 people have found it and signed up as "friends."

If you're a MySpace enthusiast, we hope you'll become a DRCNet MySpace friend too so your own friends and friends of theirs can find out about us that way and become part of the cause.

Visit http://www.myspace.com/drcnet to link DRCNet on MySpace into your MySpace!

Announcement: New Format for the Reformer's Calendar

Posted in:
https://stopthedrugwar.org/files/appointmentbook.jpg
Effective this issue, The Reformer's Calendar will no longer appear as part of the Drug War Chronicle newsletter but instead will be maintained as a section of our new web site: The Reformer's Calendar publishes events large and small of interest to drug policy reformers around the world. Whether it's a major international conference, a demonstration bringing together people from around the region or a forum at the local college, we want to know so we can let others know too. But we need your help to keep the calendar current, so please make sure to contact us and don't assume that we already know about the event or that we'll hear about it from someone else, because that doesn't always happen. We look forward to apprising you of more new features of our new web site as they become available.

Marijuana: "Lowest Priority" Local Initiatives Make Ballot in Santa Barbara, Santa Cruz, Santa Monica, and Missoula

It's official. Local initiatives that would make adult marijuana infractions the lowest law enforcement priority will be on the November ballot in three California cities -- Santa Barbara, Santa Cruz, and Santa Monica -- and the college town of Missoula, Montana. Missoula County officials certified that effort Thursday, and certifications of the California local elections came in over the summer.

https://stopthedrugwar.org/files/santamonica.jpg
Santa Monica
In Missoula, Citizens for Responsible Crime Policy used a grant from the Marijuana Policy Project to collect more than 20,000 signatures in three months, far more than are needed to make the ballot. Organizers there hope to build on the statewide medical marijuana victory in 2004.

In California, organizers in Santa Barbara, Santa Cruz, and Santa Monica also succeeded in gathering sufficient signatures to make the ballot. The three California local initiatives contain almost identical language and describe themselves similarly. As the Santa Monica web site notes, the initiative "makes marijuana offenses, where cannabis is intended for adult personal use, the lowest police priority" and "it frees up police resources to focus on violent and serious crime, instead of arresting and jailing nonviolent cannabis users."

The Santa Cruz initiative goes one step further by establishing an official city position in favor of marijuana legalization. "Voters in Santa Cruz are tired of the failed and immoral federal war on drugs," said Andrea Tischler, chair of Santa Cruz Citizens for Sensible Marijuana Policy. "Let's move to a more reasonable marijuana policy, and make sure that our police and courts are not wasting their time and resources arresting and prosecuting nonviolent marijuana offenders. By passing this initiative, Santa Cruz can be a beacon of light showing the way to a more sensible policy that is compatible with the values of the majority of citizens."

Lowest priority initiatives have already passed in Seattle and Oakland, which was the model and inspiration for this year's local California initiatives, as well as a handful of college towns around the country.

Latin America: Brazilians Oppose Marijuana Legalization By Wide Margin, Poll Finds

A poll of Brazilian adults conducted by the newspaper Folha de Sao Paulo found that a whopping 79% think marijuana smoking should remain a crime. Only 18% favored legalizing the use of marijuana.

Marijuana, known locally as "maconha," is grown in the Brazilian northeast, as well as being imported from Paraguayan pot plantations. The drug is widely consumed in Brazil, with the United Nations Office on Drugs and Crime estimating that roughly two million Brazilians smoked marijuana at least once in the last year.

https://stopthedrugwar.org/files/psicotropicusbanner.jpg
Psicotropicus banner promoting marijuana (maconha) legalization.
There have been calls for liberalization of the country's marijuana laws, not only in annual marijuana marches, but also from some of the country's leading politicians. Last year, Culture Minister (and musician extraordinaire) Gilberto Gil went public with his marijuana use, saying he had smoked it for years. "I believe that drugs should be treated like pharmaceuticals, legalized, although under the same regulations and monitoring as medicines," he said at the time.

But it appears Brazilians are in a conservative mood these days. The poll asked respondents to identify themselves politically and found 47% saying rightist, 23% saying centrist, and 30% saying leftist. The conservative trend was even stronger on criminal justice and moral issues, with 63% opposing abortion, 84% supporting lowering the age at which juveniles can be charged as adults, and 51% supporting the death penalty.

Brazilian observers blamed too much influence from the United States. Former national anti-drug secretary Walter Maierovitch told Folha the results show "a lack of generalized information" among the population. "Brazilians are ill-informed on these polemical matters and generally align themselves with positions that emanate from the United States, where these discussions are more profound and conservative," he told the Folha.

American political scientist David Fleischer, a professor at the University of Brasilia, agreed. "The television is the great source of information for Brazilians," he said. "Cultural imperialism and North American customs, which have become more conservative in the past 20 years, are very relevant."

(Brazilians who want to help change things should join Psicotropicus.)

Law Enforcement: This Week's Corrupt Cops Stories

We've got us a Southern trifecta this week, with missing evidence in Alabama, a rogue task force in Mississippi, and, of course, a drug-dealing prison guard in Louisiana. Let's get to it:

In Tuskegee, Alabama, agents with the Alabama Bureau of Investigation are sniffing around the Tuskegee Police Department to see what happened to drugs and money allegedly missing from the evidence safe. The cops were tight-lipped, but "sources close to the case" told WSFA-12 News $26,000 in cash and an unknown quantity of drugs seized from alleged drug dealers has gone missing. According to WSFA, at least four drug cases may be in jeopardy. The Alabama Bureau of Investigation told the station the investigation could take another month.

In Hattiesburg, Mississippi, at least 34 drug cases were dismissed last month because deputies with the Southeast Mississippi Narcotics Task Force planted evidence on suspects or otherwise planted evidence, the Hattiesburg American reported Tuesday. Those deputies have been charged with crimes and were expected to plead guilty this week to charges including assault, obstruction of justice, and conspiracy. According to Parrish and Jones County Sheriff Larry Dykes, while the task force has been shut down, the drug problem remains, so he is forming a drug enforcement division in his department.

In Columbia, Louisiana, a former Caldwell Correctional Center guard was arrested Tuesday on charges he sold marijuana to jail inmates, KATC-TV reported. Dennis Cartridge, 23, was charged with possession of marijuana, malfeasance in office, introducing contraband into a correctional facility, and conspiracy to distribute marijuana. Cartridge, who had been a jail guard for only two months, is now sitting in a different jail trying to raise $15,000 to bond out.

Asia: China Begins Debate on First Comprehensive Drug Law

Although China has long waged war on drug users and traffickers, it has never had statutes aimed specifically at the drug trade and dealing with drug users. That is about to change. Chinese lawmakers Tuesday began debating a new bill that would expand police powers to crack down on the cross-border drug trade and set standards for drug treatment, the Chinese state news agency Xinhua reported.

https://stopthedrugwar.org/files/chinaposter.jpg
Chinese anti-drug poster
"It is important to introduce such a law as China is now facing a grave situation in drug control," the agency quoted Zhang Xinfeng, vice minister of public security, as telling the standing committee of China's parliament. Drugs from Afghanistan and the Golden Triangle are "pouring" into China and "posing a grave threat to China's drug control efforts," Zhang added.

Chinese authorities estimate the country has more than 1.1 million drug users, including 700,000 heroin addicts. In addition to heroin and opium, authorities report problems with methamphetamine and ecstasy use.

The drug trafficking portion of the proposed bill would expand police powers. According to Xinhua, "The bill will also authorize police to search people and their luggage for illegal drugs at key public places such as train stations, long-distance bus stations and border crossings."

Police would also be granted the power to force suspected drug users to submit blood or urine samples -- a practice so far limited to primitive places like South Dakota -- and owners of bars and nightclubs would have to post anti-drug propaganda on their premises.

But while the proposed bill takes a tough line on trafficking, it strikes a softer tone when it comes to drug users and addicts. It includes provisions that would bar treatment centers from physically punishing or verbally humiliating addicts and demands they pay addicts for work they do. The bill also provides for people ordered into treatment to receive it in their communities rather than forcing them into treatment centers. Treatment center admissions would be limited to injection drug users, people who refuse community help, or people who live in communities without treatment resources.

"Drug takers are law violators, but they are also patients and victims. Punishment is needed, but education and assistance are more important," Zhang said.

Industrial Hemp: California Assembly Passes Hemp Bill, Will Schwarzenegger Sign It?

The California Assembly Monday passed a bill that would allow farmers there to produce hemp oil, seed, and fiber for nutritional and industrial purposes. The bill, AB 1147, was sponsored by Assemblymen Mark Leno (D-San Francisco) and Chuck DeVore (R-Irvine), and passed by a margin of 43-28. It has already passed the state Senate and now awaits the signature of Gov. Arnold Schwarzenegger (R).

https://stopthedrugwar.org/files/hempplants.jpg
hemp plants
Hemp is a $270 million industry, but American farmers are at a disadvantage because federal law bans its production -- but not its importation. California law currently mirrors federal law in failing to differentiate between industrial hemp and marijuana. If signed into law, the California bill would not mean farmers there could begin growing hemp, but it would add pressure on the federal government to revisit the issue.

Both hemp and marijuana are members of the cannabis family, but are different cultivars within that family. Hemp contains only trace levels of THC, the primary psychoactive ingredient in recreational marijuana, but its fibers are used in paper, clothing, car parts, and building materials, and its seeds and oils are used as food products.

"Hundreds of hemp products are made right here in California, but manufacturers are forced to import hemp seed, oil and fiber from other countries," said Leno during debate on the bill. "When this bill becomes law, it will be an economic bonanza for California."

The bill passed on partisan lines, with only one Republican joining Democrats to vote for it. GOP lawmakers resorted to Reefer Madness-style posturing to explain their opposition. "As a conservative Republican, I can't have my name attached to hemp," said Assemblyman Dennis Mountjoy (R-Monrovia). According to Mountjoy, the bill would make the fight against marijuana cultivation more difficult because hemp "sends off the exact same heat signal that is used to spot marijuana crops." Assemblyman John Benoit (R-Palm Desert) sang the same tune, claiming marijuana and pot plants are "indistinguishable."

But law enforcement officers in the 30 countries where hemp is grown legally seem to be able to tell the difference, a point that Assemblyman Leno made. The differences between marijuana and hemp are such that "a five-year-old could tell the difference... Law enforcement who have the gift of sight would have no trouble."

"We thank legislators from both parties that listened to the facts about industrial hemp and made an historic decision to bring back the crop," said Eric Steenstra, president of Vote Hemp, an advocacy group that supported the bill. "Passage in the California Legislature is a major accomplishment for the authors and sponsors of the bill, as well as for thousands of environmentally-conscious voters, farmers and businesses who wrote California legislators," says Steenstra.

No word yet on whether Schwarzenegger will sign or veto the bill.

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, Vaping, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Pill Testing, Safer Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psilocybin / Magic Mushrooms, Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School