Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana
Mais corrupção na Filadélfia, mais repercussões do assassinato de Kathryn Johnston em Atlanta e mais um agente fronteiriço desonesto. Vamos ao que interessa:
Na Filadélfia, no dia 18 de junho, denunciaram um detetive da Polícia da Filadélfia por acusações de ter avisado um importante suspeito de delitos de drogas a respeito de um mandado de busca iminente. O detetive Rickie Durham se declarou inocente das acusações de obstrução da Justiça, prestar falso depoimento e notificar uma busca com antecipação. Ele é acusado de alertar Alton “Ace Capone” Coles, o “chefão do tráfico” da Filadélfia, de uma batida policial pendente em agosto de 2005 e, então, de mentir aos investigadores quando o interrogaram. Durham recebeu uma suspensão de 30 dias e o comando da polícia diz que está em vias de despedi-lo. Ele cumpre prisão domiciliar à espera do julgamento.
Em Yuma no Arizona, no dia 18 de junho, um agente das Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP, na sigla em inglês) dos EUA se confessou culpado de acusações de corrupção passiva e delitos de drogas. Henry Gauani, agente da CBP, declarou sua culpabilidade por formar quadrilha para cometer corrupção passiva e formar quadrilha para importar êxtase por aceitar US$ 33.000 a fim de permitir que veículos cheios de êxtase passassem pelo porto de entrada vindos do México sem inspeção. Gauani foi capturado no dia 27 de janeiro depois de uma investigação e uma armação federais em que deixou passar por sua faixa sem inspeção um veículo contendo o que achava ser meio milhão de pastilhas de êxtase. Ele pode pegar uma pena de 20 anos na prisão federal e US$ 1.250.000 em multas.
Em Atlanta, na última sexta-feira, sentenciaram um ex-supervisor do esquadrão antidroga da Polícia de Atlanta a 18 meses de prisão por seu envolvimento em uma busca ilegal com invasão de domicílio de um duplex na Dill Avenue em 2005. O ex-policial Wilbert Stallings se confessara culpado de formar quadrilha para infringir os direitos civis do proprietário. Durante a condenação, Julie Carnes, juíza de Tribunal de Distrito Federal dos EUA, disse que a sentença também refletia o envolvimento de Stallings em permitir que uma cultura de corrupção proliferasse desenfreadamente na unidade que supervisionava. Os integrantes dessa unidade foram responsáveis pelo assassinato da nonagenária Kathryn Johnston em 2006 durante uma batida fundamentada em provas inventadas. Stallings foi capturado quando os investigadores que examinavam o assassinato de Johnston esquadrinharam a unidade dele.












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