Maconha: Projeto de descriminação do Connecticut encalha após prisão de ativista
Um projeto que teria descriminalizado o porte de pequenas quantidades de maconha morreu de vez depois de ser obstruído por uma importante opositora no Comitê de Finanças do Senado do Connecticut na terça-feira. Com um prazo-limite para que o comitê tomasse providências que ia até o início da tarde da terça-feira, a senadora Toni Boucher (R-New Canaan) infamou o projeto até que o prazo-limite tivesse passado.
“Esta entidade legislativa propõe lidar com uma substância comprovadamente malsã, perigosa e ilegal – uma droga de classe um ainda no âmbito federal -, o que nos coloca em contraste direto. E dar um puxão de orelhas em quem a consome como se mais outra multa por estacionar no lugar errado", disse Boucher. "É apenas um passinho em uma longa progressão", acrescentou ao passo que chamava a maconha de droga inicial.
O projeto SB 349 teria transformado o porte de uma quantidade inferior a 28 gramas de maconha em uma infração punida com multa máxima de US$ 250. Ele recebeu o apoio dos quadros democratas da Assembléia e dos grupos de militância Efficacy e A Better Way Foundation.
Embora o projeto parecesse pronto para ser aprovado na semana passada, Boucher conseguiu um pouco de solidariedade e atenção quando um dirigente da sucursal recém-formada da NORML no Estado de Connecticut foi preso por supostamente ameaçá-la em um e-mail. Dominic Vita, 28, ex-combatente da Guerra do Iraque e vice-presidente da sucursal que depôs em favor do projeto de lei no início deste ano, enviou um e-mail em que dizia estar prestes a “ficar violento” [go postal] com Boucher. Ele foi preso por acusações de atentado aos bons costumes na sexta-feira.
Embora o escritório nacional da NORML fechasse rapidamente a sucursal do Connecticut, o incidente fez os colegas republicanos se solidarizarem com Boucher. A NORML Connecticut não desempenhou um papel de liderança na luta pela reforma na legislação sobre a maconha no estado - tinha só um mês -, mas o incidente foi assunto para a imprensa ao longo do fim de semana.
Em comentários publicados no blog de uma apresentadora de um programa de entrevistas da região, parentes de Vita disseram que mostrou ter "perdido o juízo" ao dar vazão a seus sentimentos dessa forma em um e-mail, mas criticaram o retrato que a mídia fazia disso tudo. Vita pretendia que a mensagem se destinasse a um amigo e colega, explicaram, mas ele clicou em "responder" em vez de "encaminhar" por acidente, o que, em troca, o enviou ao serviço legislativo de "rastreamento de projetos de lei” do estado. O e-mail foi escrito como reação a uma emenda desfavorável ao projeto de descriminalização que Boucher apresentara, a qual Vita sentia que ia impedir que os pacientes tirassem partido dele. O funcionário que recebeu o e-mail o encaminhou à Polícia do Capitólio do Connecticut.
Shelly Sindland, a apresentadora do programa de entrevistas, escreveu que ficou “chocada” e que Vita fora “muito articulado e educado” quando apareceu em seu programa.












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