CHANGING MINDS, LAWS & LIVES CAMPAIGN

Edição #609, Nov 20, 2009

    About DRCNetStop the Drug War (DRCNet) is an international organization working for an end to drug prohibition worldwide and for interim policy reform in US drug laws and criminal justice system. Read more about DRCNet.

    Make a Donation

    Want to stop the drug war? One way to help is to make a generous donation -- member support makes up a critical portion of our budget, and we can't do it without you!

    some organizations DRCNet played a role in starting:


    in Englishen Español

    DRCNet em Português

    Europa: Assessoria britânica sobre drogas recomenda rebaixar o êxtase e governo diz que não

    Um padrão começa a surgir. Pela segunda vez em um número igual de anos, o governo trabalhista da Grã-Bretanha recusou as recomendações comprovadas do painel encarregado de redigir as políticas de drogas britânicas para mitigar as penas de drogas específicas. No ano passado, foi a cânabis; neste ano, é o êxtase.

    http://stopthedrugwar.org/files/ukparliament.jpg
    o Parlamento britânico
    Na quarta-feira, a Assessoria sobre o Consumo de Indevido de Drogas (ACMD, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha lançou sua revisão do êxtase, e, como era de se esperar, pediu que rebaixassem a popular droga de danceterias da Classe A para a B. O governo trabalhista recusou a recomendação no mesmo dia.

    A ACMD é uma assessoria constituída pela Lei sobre o Consumo Indevido de Drogas de 1971 [Misuse of Drugs Act of 1971] e está encarregada de revisar a adequação da classificação de cada droga e aconselhar os ministros sobre reclassificar ou não uma droga, além de oferecer conselhos gerais acerca de medidas referentes ao consumo de drogas. O governo não é obrigado a seguir os conselhos dela, como aconteceu no ano passado com a cânabis e, agora, com o êxtase.

    O professor David Nutt, diretor da ACMD, contestou o indeferimento da recomendação da parte do governo com a acusação de que os ministros são influenciados pela política e não pelas provas científicas. O êxtase, disse Nutt, era “nocivo”, mas não nocivo o suficiente para figurar na Classe A junto com a heroína e a cocaína.

    “Nosso trabalho não é comunicar mensagens ao público”, disse Nutt em comentários informados pela Press Association. “Nosso trabalho é informar os ministros do Interior e das drogas sobre os danos relativos das drogas. Acho que aceitaram nossos testes, mas acho que tomaram uma decisão política. Não resta dúvida de que o êxtase é nocivo, mas não tão nocivo quanto a heroína ou a cocaína”.

    O governo aceitou 11 de 13 recomendações da ACMD ligadas, sobretudo, a fazer frente ao êxtase com uma abordagem de redução de danos. Além da reclassificação, o governo recusou a recomendação de que os consumidores de drogas recebam kits de exame toxicológico para garantirem que os comprimidos não estejam adulterados nem contaminados.

    “Nosso trabalho é fazer ciência e apresentar a melhor ciência ao governo”, prosseguiu Nutt. “Governo é política e acho que, em um mundo ideal, os dois estariam em harmonia e em sintonia, mas, de certa maneira, é uma pergunta que deveria ser feita aos políticos”.

    Alan Campbell, funcionário do Ministério do Interior, disse que não questionava as descobertas científicas no relatório da ACMD. Mas, manifestou que o êxtase era “imprevisível” e podia resultar em morte até mesmo em usuários pela primeira vez.

    De acordo com a ACMD, 17 pessoas faleceram todo ano por causas ligadas ao êxtase. Isso levou Nutt, em um artigo que apareceu em uma publicação científica, a escrever que os riscos de consumir êxtase equivalem aos de montar a cavalo. Por sua vez, isso provocou uma refutação severa de Jacqui Smith, ministra do Interior, quem insistiu com sucesso que Nutt pedisse desculpas pela comparação.

    Embora os trabalhistas e conservadores se recusassem a reclassificar o êxtase, os democratas liberais defenderam a comissão. O Dr. Evan Harris, porta-voz do partido em matéria de ciência, disse que era “deplorável” que os ministros recusassem a proposta. “Agora, os cientistas devem se perguntar seriamente se vale a pena dedicar o tempo deles a ajudar um governo que não só nega a mensagem, mas ataca o mensageiro”.

    Embora a recusa reiterada das recomendações da ACMD levante dúvidas sobre o futuro papel da agência, ela não foge à polêmica. Na seqüência, a agenda trata de rebaixar o LSD da Classe A para a B.

    O Ministério do Interior já esclareceu que também se oporá a isso. “O governo não tem nenhuma intenção de reclassificar o LSD, que surte efeitos muito aleatórios e às vezes muito assustadores”, disse um porta-voz do Ministério do Interior. “Pode ter implicações graves e duradouras para alguém com antecedente de problemas mentais e pode ser responsável por precipitar um problema de saúde mental que passara despercebido antes”.

    Envie um comentário

    O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
    • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <img> <i> <blockquote> <p> <address> <pre> <h1> <h2> <h3> <h4> <h5> <h6> <br>
    • As linhas e os parágrafos quebram automáticamente
    • You may post code using <code>...</code> (generic) or <?php ... ?> (highlighted PHP) tags.
    • Os endereços de e-mail e de sítio são automaticamente transformados em links.
    Mais informação sobre as opções de formatação. Captcha Image: you will need to recognize the text in it.
    Favor digitar as letras/números que aparecem na imagem acima.