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Edição #609, Nov 20, 2009

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    Sudoeste Asiático: Comandante estadunidense da OTAN no Afeganistão cede em ordem de matar qualquer traficante de drogas

    Como informamos na semana passada, o general estadunidense John Craddock, alto comandante da OTAN, criou um grave racha dentro da aliança ocidental ao ditar uma “orientação” – o primeiro passo antes de dar ordens – que dizia aos comandantes da OTAN no Afeganistão que queria que seus efetivos “atacassem diretamente produtores e instalações de produção de drogas pelo Afeganistão afora”. Agora, diz a OTAN, Craddock se retratou e o acordo inicial de que os efetivos da OTAN só iriam atacar os narcotraficantes ligados ao Talibã e rebeldes afins foi restaurado.

    http://stopthedrugwar.org/files/poppy2.jpg
    espécimes talhados de papaver (papoulas)
    “A discussão dentro da cadeia de comando foi concluída”, anunciou James Apparthurai, porta-voz da OTAN, em uma sessão informativa com a imprensa na quarta-feira em Bruxelas. “As forças da ISAF [Força Internacional de Assistência para Segurança, na sigla em inglês] poderão enfrentar instalações de produção de entorpecentes e facilitadores onde fornecerem o suporte material à insurgência”.

    A “orientação” inicial de Craddock causara indignação no comando da OTAN no Afeganistão. O comandante David McKierman da ISAF afirmou que Craddock estava tentando criar “uma nova categoria” dentro das regras de enfrentamento e se aproximava perigosamente de infringir as leis internacionais da guerra. Egon Ramms, o chefe de McKiernan e líder alemão do Comando da OTAN na Holanda, que atualmente se encarrega das forças da ISAF, comungou com essa crítica.

    “A orientação proporcionada de cima pelo general Ramms e o general McKiernan foi acatada pelo general Craddock”, disse Apparthurai. “Tudo o que será feito na ISAF será feito em total conformidade com a lei internacional, com as leis do conflito armado e também com as leis nacionais”.

    As forças combinadas da OTAN e dos EUA no Afeganistão chegam a um total de 50.000 e o presidente Obama promete aumentar esse número em 20.000 a 30.000. Encontram-se em um dilema quando se trata do tráfico de ópio: Tentem suprimi-lo e corre-se o risco de conduzir os agricultores aos braços pacientes do Talibã ou, mais bem, ignorem-no e o Talibã arrecada centenas de milhões de dólares com os lucros do ópio, de que pode lançar mão para comprar armas novinhas em folha para atirar contra efetivos da OTAN e dos EUA.

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