Liberdade de expressão: Policial difamado e despedido por militância pró-descriminalização consegue acordo importante de vila
Um ex-policial de Mountlake Terrace em Washington que foi vilipendiado e despedido porque é a favor da descriminalização da maconha conseguiu um acordo do município e da Comarca de Snohomish. As duas entidades pagarão ao sargento Jonathan Wender US$ 815,000, além dos três anos de salários atrasados. Calma lá – isso não é tudo: A cidade também lhe pagará seu salário de US$ 90,000 ao ano durante os próximos dois anos enquanto permanece de licença administrativa para então se aposentar com todos os benefícios.
Wender é integrante da Law Enforcement Against Prohibition (LEAP, na sigla em inglês) e professor na Universidade de Washington, onde escreve e faz palestras sobre o trabalho da polícia e as políticas de drogas. Quando era policial, criticara publicamente o comando da polícia e seus comandantes várias vezes por uma série de questões, inclusive pela imposição da legislação antidroga. Tal desacordo público irritou os comandantes e, enfim, resultou em sua demissão sob um pretexto do comando da polícia e da promotoria da Comarca de Snohomish.
Em julho de 2005, Wender recebeu uma ligação de uma mulher que deu parte do cultivo de uma planta de maconha na casa de seu ex-marido. Conforme a resolução do divórcio do casal, o consumo de drogas estava proibido por causa da presença de menores de idade. Wender reagiu ligando para o homem e dizendo-lhe ser “imprudente e irresponsável” cultivar uma planta de maconha e que “fizesse o que fosse preciso fazer” de imediato. Porém, a mulher entrou na casa no dia seguinte, viu que as plantas de maconha ainda estavam ali, fotografou-as e deu as fotos a detetives antidrogas, que invadiram a casa.
Tanto os comandantes do comando da polícia quanto os promotores da Comarca de Snohomish lançaram mão do incidente para começarem a investigar Wender. Os promotores o tachavam de “Brady cop” ou um policial cuja integridade ou honestidade é tão duvidosa que os promotores devem contar as acusações aos advogados de defesa. Isso bastou para que Wender fosse despedido, embora não houvesse sido acusado de nenhum crime.
Ele entrou com uma ação que alegava que o comando da polícia e a comarca infringiram seus direitos à liberdade de expressão e o demitiram por causa de suas crenças políticas. Ele também afirmou que os promotores e o comando da polícia não lhe deram a oportunidade de impugnar o parecer de ser um “Brady cop”, o que, assim, infringia seu direito ao devido processo.
A cidade e a comarca chegaram a um acordo no caso em vez de ir a julgamento, o que mostrava que Wender era perseguido por suas crenças políticas, disse Andrea Brenneke, advogado dele, ao Seattle Times depois que anunciaram o acordo. “Ele estava impondo a lei”, disse Brenneke. “A delegacia e os promotores presumiram que, em razão de suas crenças a respeito da guerra contra as drogas, o sargento Wender não estava fazendo o trabalho dele. Isso não é verdade”.
Os depoimentos de vários outros policiais da região demonstraram que, embora pudessem ter lidado com o caso de 2005 de forma diferente, todos acreditavam que a resposta dele estava dentro da discrição dele como policial. Porém, seus comandantes e os promotores da comarca viram uma chance de se livrar de alguém cujas opiniões desafiavam as deles. Agora, os bons cidadãos de Mountlake Terrace e da Comarca de Snohomish vão ter que pagar por isso.












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