América Latina: Venezuela pode renovar cooperação com a DEA, diz Chávez
Em entrevista no domingo, o presidente venezuelano Hugo Chávez disse que as relações entre seu governo e os EUA podem melhorar tremendamente em um governo Obama, inclusive com a renovação da cooperação com a DEA. Chávez, cujas relações com o governo Bush têm sido tensas e conflituosas, expulsou a agência antidroga estadunidense do país em 2005 por acusá-la de fazer espionagem e interferir nos assuntos internos da Venezuela.

placa anuncia a construção de uma planta de industrialização da folha de coca financiada pela Venezuela na região do Chapare na Bolívia (foto de Phil Smith, editor da Crônica)
A Casa Branca acusou a Venezuela de fazer vista grossa para o tráfico de cocaína da vizinha Colômbia – aliada dos EUA e maior produtora do mundo –, mas essa é uma área de várias em que relações mais amigáveis e respeitosas podem resultar na renovação da cooperação, disse Chávez. “Que possamos refazer um acordo respeitoso da soberania venezuelana com a DEA, estou disposto a avaliar tudo isto, a luta contra o terrorismo, a criminalidade internacional [...] mas, sempre pautado pelo respeito e a pela soberania”.
Porém, a cooperação implica reciprocidade. Chávez está profundamente interessado na extradição do terrorista foragido Luis Posada Carriles à Venezuela para que vá a julgamento pelo atentado a bomba de 1976 contra um avião comercial cubano que matou 73 pessoas. Posadas fugiu de uma prisão venezuelana e apareceu nos EUA anos depois, mas os funcionários estadunidenses têm-se negado a extraditá-lo.
No sábado, Chávez convocou Obama a extraditar Posada Carriles. “Obama, presidente, mande-nos cá o terrorista, pois estamos pedindo-o. Deve estar na cadeia e não livre lá pelas ruas dos Estados Unidos”, declarou Chávez.










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