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Edição #607, Nov 06, 2009

    About DRCNetStop the Drug War (DRCNet) is an international organization working for an end to drug prohibition worldwide and for interim policy reform in US drug laws and criminal justice system. Read more about DRCNet.

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    Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana

    Policiamento desonesto em Oakland e New Haven, outra agente penitenciária é descoberta e um inspetor da Patrulha das Fronteiras dos EUA também, um agente antidroga da Luisiana é capturado por roubo com invasão de domicílio e um policial do Illinois é pego com a boca na botija. Vamos ao que interessa:

    Em Oakland na Califórnia, a Polícia de Oakland faz frente a um processo de pelo menos nove pessoas que afirmam que policiais de Oakland falsificaram informações indevidamente em mandatos de busca de drogas e preencheram boletins de ocorrência falsos. A polícia de Oakland admitiu que alguns policiais lançaram mão de supostos entorpecentes obtidos através de compras de drogas dissimuladas como causa provável para vasculhar lares embora o instituto de criminalística ainda não houvesse confirmado que as substâncias eram drogas ilícitas mesmo. Alguns casos em matéria criminal tiveram de ser indeferidos e veredictos revogados. A ação busca indenização e uma interdição legal contra a cidade.

    Em New Haven no Connecticut, um homem que respondeu por oito acusações criminais por drogas depois que a polícia de New Haven lhe plantou drogas está pedindo $10 milhões em juízo ao comando e à cidade. A ação apresentada na segunda-feira por Norval Falconer menciona o município, o ex-chefe de polícia Francisco Ortiz, Jr., o ex-diretor da Unidade de Repressão a Entorpecentes do comando, o ex-detetive William White, e dois outros ex-detetives, Justen Kasperzyk e José Silva. Os três detetives se confessaram culpados de acusações federais de corrupção e foram sentenciados à prisão. Kasperzyk e Silva reconheceram armar para Falconer. Kasperzyk depôs “que Ortiz, White e a URE impunham uma política de plantar provas, falsificar autos de prisão, tirar as chaves dos condutores a fim de vasculhar ilegalmente suas casas e fazer detenções que os policiais sabiam que eram ilegais”.

    Em Santa Fé no Novo México, na terça-feira, uma agente penitenciária foi presa por contrabandear drogas na Cadeia da Comarca de Santa Fé. Leah Fragua, 21, supostamente levou cocaína e maconha contrabandeada à cadeia em um maço de cigarros para um preso e a pegaram depois que as autoridades da cadeia ouviram falar delas enquanto escutavam as ligações dos reclusos. Não se sabe nada ainda a respeito de acusações formais.

    Em Eagle Pass no Texas, no dia 30 de outubro, um inspetor do Serviço de Alfândegas e Proteção Fronteiriça dos EUA foi preso por supostamente ajudar traficantes a introduzir 1ton362Kg de cocaína contrabandeada nos EUA ao longo de cinco anos. O aduaneiro Jorge Leija, 43, foi indiciado por um júri federal por acusações de formação de quadrilha para portar cocaína com a intenção de distribuir e prestar falso depoimento. Leija recebeu centenas de milhares de dólares por seus encargos, testemunhou um agente da DEA, cujo nome não foi revelado, em uma audiência para determinar a fiança dele na semana passada, inclusive $30,000 que recebeu para prestar falsos depoimentos sobre uma solicitação de passaporte para um terceiro. Leija ficou preso sem fiança. Pode pegar de 10 anos a prisão perpétua e multa de $4 milhões se for condenado.

    Em Nova Ibéria na Luisiana, no dia 26 de outubro, prenderam um agente do esquadrão antidroga do Comando da Polícia da Paróquia de Ibéria por invadir uma casa para roubá-la. O agente Jerrel Tauzin supostamente invadiu um domicílio para roubá-lo enquanto seus donos estavam fora, furtando um revólver, um carrinho de controle remoto e um saco contendo $1.000 em partes. Os donos suspeitaram que era alguém que conheciam porque alguns dos artigos haviam estado escondidos na casa e atenção logo se voltou para Tauzin, quem admitiu em seguida pegar os artigos. Os bens foram encontrados em sua casa. O veterano de dois anos foi despedido no início deste mês e agora responde na Justiça por uma acusação de roubo simples com invasão de domicílio desabitado. Está em liberdade sob fiança de $10,000.

    Em Galesburg no Illinois, no dia 06 de novembro, um ex-policial de Galesburg foi sentenciado por roubar drogas do armário de provas da delegacia. No mês passado, David Hendricks, 50, se confessou culpado das acusações de má conduta de servidor público e porte de drogas depois que o prenderam no ano passado. Acusaram-no de roubar drogas ao longo de um período de três anos para consumo pessoal. Embora pudesse ter recebido até 20 anos de prisão, cumprirá somente 180 dias e 30 meses de regime especializado de liberdade vigiada.

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