Semanal: Esta semana na história
02 de novembro de 1951: A Lei Boggs [Boggs Act] quase quadruplica as penas para todos os delitos por entorpecentes e junta nada cientificamente a maconha com os entorpecentes. (Por definição, os entorpecentes são uma classe de drogas derivadas da papoula, que contém ópio ou é produzida sinteticamente para surtir efeitos parecidos com os do ópio. As drogas opiáceas aliviam a dor, entorpecem os sentidos e induzem o sono.)
1º de novembro de 1968: A Assessoria sobre a Farmacodependência do Reino Unido lança o Dossiê Wootton, o qual recomenda que o porte de maconha não seja crime.
06 de novembro de 1984: A DEA e funcionários mexicanos sitiam um grande complexo de cultivo e processamento de maconha no Deserto de Chihuahua possuído pelo chefão Rafael Caro Quintero. Sete mil camponeses trabalham no complexo, onde entre 5.000 e 10.000 toneladas de maconha de alta qualidade estimadas em $2.5 bilhões são achadas e destruídas. A revista Time chama-o de “a apreensão do século” e isso revela a existência do setor sofisticado do contrabando de maconha do México.
06 de novembro de 1985: Intensificando a luta contra a extradição, as guerrilhas ligadas ao Cartel de Medelim ocupam o Palácio de Justiça da Colômbia. Pelo menos 95 pessoas são mortas quando os militares colombianos atacam após um sítio de vinte e seis horas, inclusive 11 ministros da Suprema Corte. Muitos documentos judiciais, inclusive requerimentos pendentes, são destruídos pelo incêndio.
05 de novembro de 1987: Nina Totenberg da National Public Radio anuncia que Douglas Ginsburg, o apontado de Reagan para a Suprema Corte dos EUA, admitiu ter fumado maconha com seus estudantes “algumas vezes nos anos 1970” enquanto era professor em Harvard. Dois dias depois, o presidente Reagan pede a Ginsburg que renuncia à sua indicação.
06 de novembro de 1989: George Shultz, ex-secretário de Estado do presidente Ronald Reagan, é citado pela Associated Press: “Precisamos pelo menos considerar e examinar formas de legalização controlada das drogas”.
05 de novembro de 1996: A Proposta 215 [Proposition 215] da Califórnia (a Lei de Consumo Compassivo ou Compassionate Use Act) é aprovada com 56% dos votos públicos em seu favor. A Proposta 200 [Proposition 200] (a Lei de Medicalização, Prevenção e Fiscalização das Drogas ou Drug Medicalization, Prevention, and Control Act) é aprovada com 65% dos votos no Arizona.
04 de novembro de 1998: Os eleitores aprovam esmagadoramente nove iniciativas pró-maconha medicinal e de reforma geral das políticas de drogas em sete estados.
03 de novembro de 1999: A Criminal Justice Policy Foundation (CJPF, na sigla em inglês) co-patrocina uma entrevista coletiva e publica uma carta ao general Barry McCaffrey, secretário antidroga dos EUA, de lideranças estadunidenses e latino-americanas distintas que repudiam a exportação da fracassada “guerra contra as drogas” dos EUA para a América Latina.
03 de novembro de 2001: A DEA invade o Los Angeles Cannabis Resource Center, uma instalação de distribuição de maconha medicinal, e prende seu presidente, Scott Imler. Funcionários municipais condenam o reide em uma entrevista coletiva assistida por mais de 100 integrantes do centro.
31 de outubro de 2002: O Washington Post publica uma matéria sobre uma rara entrevista com Benjamín Arellano Félix, o homem acusado de administrar o cartel do narcotráfico mais impiedoso do México, a partir da prisão federal de segurança máxima de La Palma em Almoloya de Juárez no México. Arellano disse que os Estados Unidos já perderam sua guerra contra as drogas e que os cartéis violentos do tráfico vão prosperar contanto que os estadunidenses continuem comprando maconha, cocaína e heroína.
1º de novembro de 2002: Todo procurador nos Estados Unidos recebe uma carta do Gabinete de Política Nacional de Fiscalização das Drogas (ONDCP, na sigla em inglês) dos EUA e da Associação Nacional de Promotores de Distrito (NDAA, na sigla em inglês) que os insta a transformar o acionamento dos delitos por cânabis em uma alta prioridade e combater os esforços para relaxar a legislação antidroga.
05 de novembro de 2002: A Reuters informa que pesquisadores dizem que o álcool e a violência apresentam um risco imediato à saúde maior do que as drogas para os adultos jovens que gostam de freqüentar danceterias. Os pesquisadores dizem que drogas como o êxtase, a anfetamina, a cocaína e a heroína são um problema grave nos clubes, mas que as agressões estimuladas pelo álcool são o principal motivo por que os freqüentadores de danceterias buscam tratamento hospitalar.












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