Maconha medicinal: Juíza do Estado de Washington brinca de médico e condena paciente autorizado por cultivar seu próprio remédio
Um homem do Estado de Washington que possui a autorização de um médico para consumir maconha medicinal foi condenado por cultivo na sexta-feira passada quando uma juíza estadual decidiu que seu consumo da erva para tratar dores lombares crônicas não cumpria com as condições da legislação sobre a maconha medicinal do estado. A juíza Anna Laurie do Tribunal Superior decidiu que o consumo de maconha de Robert Dalton não cumpre os requisitos porque não mostrou que suas dores “não eram aliviadas pelos tratamentos médicos e medicações habituais”, como os analgésicos à base de opiáceos.

manifestação pró-maconha medicinal em DC
A subpromotora Coreen Schnepf da Comarca de Kitsap argumentou durante o julgamento que Dalton recebia alívio de analgésicos opiáceos e que precisava sentir dores não aliviadas por outros remédios a fim de consumir maconha medicinal. Não se sabe onde Schnepf obteve seu diploma de medicina.
O advogado de defesa Douglas Hiatt argumentou que os opiáceos deixavam Dalton enjoado e que não aliviavam suas dores, mas a juíza Laurie ficou do lado dos promotores, anulando, com efeito, a recomendação do médico que permitiu o consumo de maconha medicinal de Dalton.
Hiatt ficou bravo e disse que não cabia à juíza questionar a recomendação do médico. “Se a juíza Laurie quiser ser médica, deveria cursar a faculdade de medicina”, disse Hiatt ao Kitsap Sun. “Nenhum paciente está seguro neste estado se ela tiver razão”.
Com a condenação, o cartão de maconha medicinal de Dalton foi revogado e agora pode pegar até seis meses de prisão pela condenação criminal. Seus advogados pediram que se suspendesse a sentença à espera das apelações.
Dalton disse ao Sun depois do veredicto que não queria consumir opiáceos para aliviar suas dores porque viciam. “Não quero ficar viciado”, disse. “Por isso escolhi a maconha medicinal”. [Ed.: Dever-se-ia observar que o consumo de opiáceos para a terapia das dores não constitui dependência e que a opiofobia em si é outro mal do combate às drogas, assim como a proibição da maconha medicinal. Para alguns pacientes, a maconha é um remédio melhor, para outros os opiáceos o são.]

















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