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Edição #609, Nov 20, 2009

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    Europa: Suprema Corte holandesa decide que paciente pode cultivar maconha para consumo terapêutico

    Na terça-feira, a Suprema Corte holandesa sustentou o acórdão de um tribunal de apelações que permitia que um paciente que padece de esclerose múltipla cultivasse maconha para fins terapêuticos. O tribunal superior descobriu que embora o cultivo de maconha seja ilegal na Holanda, os pacientes podem lançar mão do que equivale a uma defesa por razões de saúde para evitar o acionamento.

    http://stopthedrugwar.org/files/medmj-bag.jpg
    sacos de maconha medicinal na Califórnia (por cortesia de Daniel Argo via Wikimedia)
    “É possível justificar um ardil quando ele for cometido por necessidade”, decidiu o tribunal. No caso do paciente, as “circunstâncias excepcionais” de sua doença podiam escusá-lo da legislação holandesa contra o cultivo de cânabis. “O estado de necessidade está estabelecido”, sustentou o tribunal.

    O tribunal ratificou uma decisão de outubro de 2006 no caso de Wim Moorlag, paciente de esclerose múltipla, e sua mulher, Klasiena Hooijers, que declarava que o casal podia cultivar maconha para consumi-la a fim de aliviar a doença dele. Em primeira instância, o casal fora condenado por cultivo de maconha e multado em $350. Mas, o governo conservador holandês impugnou o acórdão do tribunal de apelações, dizendo que estabelecia um precedente eu podia pôr em perigo a abordagem tolerante do país à maconha.

    Moorlag e sua mulher argumentaram que precisavam cultivar a própria maconha deles porque a que era oferecida nas famosas cafeterias da Holanda podia conter fungos e bactérias nocivos para os que padecem de esclerose múltipla.

    Não se sabe ao certo qual será o impacto da decisão sobre outros pacientes holandeses que consomem maconha medicinal. Porém, depois do acórdão do tribunal de apelações em 2006, o advogado de Moorlag disse que a decisão queria dizer que outros pacientes, como as pessoas com AIDS, também poderiam cultivar o próprio remédio delas legalmente.

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