TRUTH CAMPAIGN 08

Edição #562, Nov 28, 2008

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    Salvia divinorum: Comerciante nebrasquense vai a julgamento por vender “intoxicantes” em caso sobre a menta mágica

    Às vezes publicidade nenhuma é boa publicidade, mas, para Christian Firoz, um comerciante de Lincoln no Nebrasca, é tarde demais. Firoz administra a Exotica, uma botica de Lincoln, e, no último mês de março, enquanto a Assembléia do Nebrasca ponderava a lei que iria proibir a sálvia (derrubaram-na sem votação), Firoz foi citado em um artigo de março no Lincoln Journal-Star a respeito de um repique no interesse pelo alucinógeno de rápida ação e curta duração depois que a tentativa de proibi-lo recebeu cobertura da imprensa da região.

    http://stopthedrugwar.org/files/salvialeaves.jpg
    folhas de sálvia
    Isso resultou em uma audiência de oficiais disfarçados da polícia de Lincoln, os quais compraram sálvia na loja, daí voltaram com mandados de prisão e busca. Firoz não foi acusado de vender sálvia, mas de infringir uma lei estadual contra vender substâncias “que induzirem um estado intoxicado [...] quando o vendedor, oferecedor ou entregador souber ou tiver motivo para saber que tal composto serve para o consumo para induzir tal estado”.

    Isso levou Susan Kirchmann, advogada de Firoz, a procurar o indeferimento das acusações com o argumento de que a lei é tão vaga que as pessoas comuns não conseguem entender o que está proibido e devem adivinhar seu sentido. Mas, o estado rebateu dizendo que Firoz não vendia produtos de limpeza sem saber que iam ser consumidos para ficar chapado. Em troca, sabidamente vendia sálvia que seus compradores iam consumir para ficarem intoxicados, argumentaram.

    Na semana passada, o juiz Gale Pokomy da Comarca de Lancaster deu razão à acusação. Em uma ordem do dia 10 de setembro, Pokomy decidiu que Firoz deve ser processado porque sabia o que estava vendendo.

    “O juiz é do parecer de que o Sr. Christian Firoz sabia precisamente que a Salvia divinorum que vendia era uma ‘substância’ que seus adquirentes compravam para a ingestão humana com o único propósito de alcançar a intoxicação para alterar o estado mental”, escreveu Pokomy.

    “Embora possam existir outros que possivelmente possam se enrolar em alguma terminologia confusa contida nestes dois estatutos, parece que o Sr. Christian Firoz não é um deles”.

    Firoz irá a julgamento por vender ilegalmente uma substância legal no mês que vem. Pode pegar até três meses de cadeia e multa de $500. Enquanto isso, o primeiro acionamento de alguém por acusações ligadas à sálvia nos Estados Unidos está marcado para a semana que vem em Bismarck na Dacota do Norte, onde, segundo as últimas informações, Kenneth Rau estava pronto para ir a julgamento pelas acusações criminais de porte de sálvia na segunda-feira.

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