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Edição #609, Nov 20, 2009

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    América Latina: Walters continua ataque de EUA contra trabalhos antidrogas da Venezuela e chama políticas de Chávez de “ameaça mundial”

    O governo estadunidense continuou seu ataque contra os trabalhos antidrogas venezuelanos nesta semana, com John Walters, diretor do Gabinete de Política Nacional de Fiscalização das Drogas dos EUA, dizendo que a postura do presidente Hugo Chávez para com o tráfico de cocaína representa uma “ameaça mundial”, especialmente para a Europa. Nas últimas semanas, antes da vindoura certificação do governo dos EUA da conformidade dos demais países com os objetivos estadunidenses nas políticas de drogas, funcionários estadunidenses acusaram a Venezuela de ser a responsável por cerca de um quarto da cocaína contrabandeada a partir da América Latina.

    A Venezuela negou várias vezes que foge a seus trabalhos antidrogas. Diz que possui acordos de cooperação antitráfico com outros países, mas se recusa a permitir que a DEA estadunidense atue em seu território e acusa os EUA de autoritarismo.

    Na terça-feira, faltou tato ao secretário antidroga Walters em Estocolmo, onde discursou em uma conferência antidroga internacional. “O problema não é que Chávez precisa ou não da ajuda dos EUA, o problema é que Hugo Chávez não age”, disse Walters à Associated Press durante um intervalo na conferência. “Não só ameaça a segurança e salvaguarda do povo da Venezuela”, disse Walters. “É uma ameaça mundial crescente; está colocando a Europa em perigo”.

    Porém, a Venezuela pode apontar grandes apreensões ao longo dos últimos anos, inclusive umas 20 toneladas de cocaína confiscada até este momento do ano, de acordo com números apresentados pelo consulado venezuelano.

    Curiosamente, Walters não aludiu à Colômbia, aliada dos EUA, enquanto “ameaça mundial” por causa da produção de cocaína. A Venezuela não produz cocaína, mas a Colômbia é o maior produtor do mundo. Igualmente, embora seja totalmente possível que, de fato, um quarto da oferta colombiana de cocaína transite pelo território da Venezuela, que compartilha uma extensa fronteira selvática com a Colômbia, Walters não disse nada sobre os demais países na região que são responsáveis pelos outros três quartos do tráfico de cocaína da Colômbia.

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