Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana
Três casos de policiais desonestos nesta semana e duas situações de abuso na apreensão de ativos em São Luiz e Muncie no Indiana. Vamos ao que interessa:
Em Altamonte Springs na Flórida, na segunda-feira à noite um policial de Altamonte Springs e sua mulher foram presos por acusações federais relacionadas com armas e drogas. O oficial Clay Adams, veterano de nove anos e ex-integrante da força-tarefa antidroga da delegacia, foi preso por agentes da DEA e a Agência de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo quando foi trabalhar na segunda-feira à noite. Adams e sua mulher são acusados de administrarem um cultivo de maconha que abastecia erva a distribuidores em Tallahassee e de traficarem medicamentos receitados. Adams também é acusado de portar armas e explosivos. Os dois foram pegos depois que uma pessoa que Adams recrutou para trabalhar na operação mostrou ser um cagüete Adams e sua mulher ficaram presos até a audiência de hoje.
Em Miami, na sexta-feira passada, cinco guardas da Cadeia da Comarca de Miami-Dade foram presos depois de serem indiciados por um júri federal por contrabandearem drogas na instalação. Foram pegos graças a uma operação secreta do FBI em que um agente se passou por traficante e lhes vendeu heroína e cocaína para a revenda atrás das grades. Um empregado da cozinha da cadeia e vários reclusos também foram acusados. Os guardas podem pegar uma sentença máxima de 20 anos por cada acusação e multa de $250,000 se forem condenados.
Em Miami, dois policiais de Miami-Dade foram presos no dia 17 de julho durante uma operação estadual-federal conjunta contra uma quadrilha envolvida com a cocaína e o jogo. O oficial Michael Anthony King, 42, responde na Justiça por acusações estaduais de jogo ilegal e acusações federais de encobrir a distribuição de pó e pedra de cocaína. King tem 19 anos de serviços prestados como policial. O oficial Antonio Roberts, veterano de 27 anos, responde na Justiça por acusações parecidas. Estavam entre 36 pessoas presas na operação, inclusive o ex-agente penitenciário Marvin “Cabeça de Cone” Coney da Comarca de Dade, quem é acusado de ser distribuidor de cocaína. King e Roberts teriam lançado mão de seus postos como policiais para ajudarem o Cabeça de Cone e outros a evitarem a detenção. Se forem condenados, podem pegar sentenças que variam dos 20 anos à prisão perpétua.
Em São Luiz, a Polícia de São Luiz esteve utilizando carros apreendidos, inclusive os confiscados em apreensões de drogas, para manter a filha do chefe em veículos novos, de acordo com um informe no St. Louis Post-Dispatch. Não era só Aimie Mokwa, a filha do chefe Jon Mokwa, quem se beneficiava com a transação vantajosa entre a delegacia e o Reboque da Região Metropolitana de São Luiz, que lida com os veículos para a cidade. Os policiais também recebiam gratificações parecidas, como o uso gratuito de veículos apreendidos e a oportunidade de comprá-los a preços profundamente reduzidos. Agora, o chefe Mokwa parou com a prática, mas permanecem muitas perguntas. O artigo do Post-Dispatch entra em todos os detalhes chinfrins.
Em Muncie no Indiana, abusos na maneira pela qual a Força-Tarefa Antidroga da Comarca de Muncie-Delaware e o promotor lidavam com casos municipais de seqüestro de ativos por delitos de drogas instigam novas regras mais severas. Segundo um anteprojeto das novas regras redigido pelo juiz Richard Dailey do Tribunal de Circuito 2 de Delaware, os casos criminais terão realmente de ser despronunciados antes que qualquer trâmite de seqüestro civil possa começar e um advogado independente – não o promotor – lidará com esses casos. Mark McKinney, o presente promotor, recebeu quase $100,000 em honorários advocatícios ao longo da última década por tratar de casos de apreensão. O promotor e a força-tarefa antidroga faziam acordos confidenciais para dividirem o botim, empregando boa parte dele para financiar mais operações da força-tarefa e comprar equipamentos para academias da polícia e acarpetar a promotoria, uma infração da legislação estadual do Indiana. Essa lei diz que a renda das apreensões por delitos de drogas devem ser colocadas nos fundos gerais do governo municipal e nos fundos escolares comuns depois que as custas da força pública tenham sido liquidadas.

















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