CHANGING MINDS, LAWS & LIVES CAMPAIGN

Edição #607, Nov 06, 2009

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    Semanal: Esta semana na história

    29 de julho de 1995: Em entrevista com os editores do Charlotte Observer, Pat Buchanan diz que é a favor de medidas que permitam que os médicos receitem maconha para alívio de certas doenças. “Se um médico indicasse a seu paciente que esta era a única maneira de aliviar certos sintomas dolorosos, seguiria o juízo do médico”, disse.

    29 de julho de 1997: Um grande número de ajudantes do xerife de Los Ângeles entra em tropel no lar de Peter McWilliams, autor e paciente consumidor de maconha medicinal, e de Todd McCormick, famoso ativista pró-maconha medicinal, consumidor e cultivador que teve câncer dez vezes quando criança e padece de dores crônicas como conseqüência da fusão das vértebras de seu pescoço em uma cirurgia de infância. Afinal de contas, McCormick cumpre uma sentença de cinco anos, enquanto McWilliams morre engasgado com seu próprio vômito em 2000 depois que um juiz federal lhe negou autorização para consumir maconha medicinal.

    27 de julho de 2000: Aludindo a uma das diatribes de Barry McCaffrey, secretário antidroga dos EUA, o Salon.com publica “Combatendo a medicina de ‘Cheech e Chong’” [Fighting "Cheech and Chong" Medicine], um artigo que demonstrava que toda a gênese da nova campanha midiática do governo dos EUA, a motivação para fazer o tempo publicitário cedido da Partnership for Drug Free America e deixá-la em um bilhão de dólares de verbas do contribuinte, era uma resposta direta à aprovação de iniciativas pró-maconha medicinal na Califórnia e no Arizona em 1996.

    31 de julho de 2000: No Canadá, o tribunal superior do Ontário decide por unanimidade (3-0) que a lei canadense que transforma o porte de maconha em crime é inconstitucional porque não leva em conta as necessidades dos pacientes canadenses que consomem maconha medicinal. Os juízes deixam que a lei atual continue em vigor por mais 12 meses, para que o Parlamento possa reescrevê-la, mas diz que se o governo federal canadense não instaurar um programa de distribuição de maconha medicinal até 31 de julho de 2001, todas as leis sobre a maconha no Canadá serão derrogadas.

    26 de julho de 2001: A revista informativa britânica The Economist dedica uma edição inteira às políticas de drogas, apoiando a descriminalização e a redução de danos.

    25 de julho de 2002: O Hawaiian Tribune Herald informa: A erradicação da maconha no Havaí contribui para o aumento do consumo da droga “ice”, de acordo com um estudo de três anos preparado para o Instituto Nacional sobre a Toxicomania dos EUA. O sumário executivo de quatro páginas do estudo declara: “O consumo de ice em Honolulu resultou em problemas físicos e psicológicos particularmente graves e em considerável desordem social em comunidades carentes em que substituiu a maconha, que ficara escassa e cara devido às políticas de erradicação... Os moradores foram afastados do pakalolo [maconha], sua droga básica de escolha, e levados ao ice por uma campanha bem organizada por distribuidores asiáticos”. Ele também indica que a violência predomina mais entre os consumidores de metanfetamina de Honolulu.

    27 de julho de 2002: A Associated Press informa que um diretor regional da principal agência de inteligência do México foi assassinado na cidade fronteiriça de Tijuana, a décima primeira pessoa morta ao longo de uma semana no que as autoridades chamam de intensificação do combate às drogas.

    30 de julho de 2002: A ABC transmite o informe especial de John Stossel, “Guerra contra as drogas, uma guerra contra nós mesmos” [War on Drugs, A War on Ourselves], que aponta criticamente a futilidade da abordagem atual do governo às políticas de fiscalização das drogas.

    26 de julho de 2003: O Honolulu Advertiser informa que uma mulher de Hilo que fuma maconha para tratar seu glaucoma recebeu um cheque de $2,000 da seguradora dos donos de sua casa pela perda de quatro plantas roubadas da horta dela. Segundo uma lei estadual aprovada em 2000, os pacientes com autorizações que estiverem sob os cuidados de um médico podem portar até 85 gramas de maconha e cultivar até sete plantas por vez para fins medicinais.

    28 de julho de 2003: James Geddes, inicialmente sentenciado a 150 anos por porte de uma pequena quantidade de maconha e apetrechos e por cultivar cinco plantas de maconha, é solto. Geddes dissera: “Como é possível que o presidente, sua mulher, o vice-presidente e sua mulher, o prefeito de Washington, DC, até mesmo o presidente da Câmara possam fazer estas coisas, mas eu devo pagar caro?”

    31 de julho de 2003: Karen P. Tandy é investida por consentimento unânime no Senado dos EUA como administradora da Administração de Repressão às Drogas. Tandy trabalhava no Ministério da Justiça (DOJ, na sigla em inglês) dos EUA enquanto subprocuradora-geral-adjunta e diretora da Força-Tarefa de Repressão ao Crime Organizado e às Drogas. Ela trabalhou antes no Ministério da Justiça como chefa de litígio no Gabinete de Seqüestro de Ativos e subchefa de Entorpecentes e Drogas Perigosas e processou casos de delitos de drogas, lavagem de dinheiro e confiscação como subprocuradora dos Estados Unidos no Distrito Oriental da Virgínia e no Distrito Ocidental de Washington.

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