Semanal: Esta semana na história
13 de julho de 1931: Sanciona-se a “Convenção Internacional para Limitar a Manufatura e Regular a Distribuição de Drogas Narcóticas” em Genebra.
14 de julho de 1969: O presidente Richard Nixon envia uma mensagem ao Congresso dos EUA chamada “Mensagem especial ao Congresso sobre a fiscalização de entorpecentes e drogas perigosas”. Ela pede que promulgue leis para combater os níveis crescentes de consumo de drogas.
11 de julho de 1979: Um tiroteio mortífero entre traficantes colombianos em plena luz do dia no Centro Comercial de Dade em Miami leva a selvageria dos chefões colombianos da cocaína à atenção da força pública estadunidense.
17 de julho de 1980: Financiados por ricos rancheiros e chefões do tráfico comandados por Roberto Suárez Gómez, os “Generais da Cocaína” do “golpe da cocaína” tomam o poder. Em alguns meses se sabe que Pierluigi Pagliai e Stefano Delle Chiaie eram terroristas do grupo Propaganda Due (P-2) de direita com suspeitas de assassinato em três continentes e que Klaus Altmann não era ninguém menos que Klaus Barbie, o Açougueiro de Lião, criminoso de guerra nazista foragido. Barbie, quem matara centenas de judeus, evitara ser levado a julgamento quando estadunidenses na Alemanha ocupada o recrutaram como informante em 1947 e tramaram a fuga dele.
17 de julho de 1984: O combate às drogas e a Guerra Fria colidem quando o Washington Times publica uma matéria que detalha a infiltração bem-sucedida do informante Barry Seal da DEA nas operações do Cartel de Medelim no Panamá. Oliver North vazou a notícia e pretendia mostrar o envolvimento dos sandinistas nicaragüenses no tráfico. Dez dias depois, Carlos Lehder, Pablo Escobar, Jorge Ochoa e José Gonzalo Rodríguez Gacha são indiciados por um júri federal em Miami com base em provas obtidas por Seal. Em fevereiro de 1986, Seal é assassinado em Baton Rouge na Luisiana por pistoleiros contratados pelo cartel.
13 de julho de 1995: O New York Times informa que a FDA concluiu pela primeira vez que a nicotina é uma droga viciante que deveria ser regulada.
13 de julho de 1998: A Associated Press informa que o secretário antidroga estadunidense Barry McCaffrey criou uma polêmica na Holanda por sua informação errônea de que “o índice de assassinatos na Holanda é o dobro do dos Estados Unidos”, o que ele explicou dizendo que “são as drogas”. Em realidade, o índice holandês de homicídios é inferior a um quarto do estadunidense. O cônsul holandês responde: “Devo dizer que a oportunidade de seus comentários – seis dias antes de sua visita planejada à Holanda com vistas a obter conhecimento em primeira mão sobre as políticas de drogas holandesas e seus resultados – me parece bastante assombrosa”.
15 de julho de 1998: Barry McCaffrey, diretor do ONDCP, visita a Suíça para se reunir com os funcionários responsáveis pelas políticas de drogas e ver em primeira mão o programa de distribuição de heroína. O secretário antidroga McCaffrey esclarece o receio do governo a respeito deste programa, indicando que embora tais políticas possam trazer benefícios a curto prazo, os EUA acreditam que, a longo prazo, demonstrarão ser prejudiciais para o bem-estar da sociedade suíça.
17 de julho de 2001: Sue Bauman, a prefeita de Madison no Wisconsin, se manifesta sobre o combate às drogas em seu discurso Estado da Cidade: “Enquanto cidade e sociedade, precisamos investir mais dinheiros em programas de prevenção e, portanto, menos em policiamento e no sistema de justiça penal... É hora de que o país, o estado, a comarca e a Cidade entendam a toxicomania e o alcoolismo como problema de saúde pública. Infelizmente, há anos que a ênfase esteve na guerra contra as drogas – uma tentativa de acabar com o consumo de drogas e o alcoolismo punindo os consumidores e usuários abusivos. É uma estratégia fracassada”.
12 de julho de 2002: O Wall Street Journal informa que o ex-presidente Bill Clinton reconheceu “estar errado” ao não suspender a proibição de verbas federais para programas de troca de seringas.
16 de julho de 2003: A presidenta Gloria Arroyo das Filipinas ordena queimas públicas semanais de drogas ilegais apreendidas pela polícia e a publicação de retratos fotográficos dos traficantes presos. “Vamos dar um rosto e uma identidade a estas pessoas e façamos que o público se envolva em caçá-las”, diz Arroyo.

















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