Pena de morte: Mais execuções, mais penas de morte, um raio de esperança no Vietnã
O recurso à pena de morte para crimes de drogas continua em ritmo acelerado. E são os mesmos de sempre. Eis o que aconteceu até este momento do mês, sendo que houve um raio de possíveis boas notícias vindo do Vietnã. (Todas as informações abaixo vêm do Ninguém toca no Caim, o grupo contrário à pena de morte.)
09 de junho: O Irã enforcou um homem condenado por tráfico na província do Coração do Norte a nordeste, informou o jornal Jomhouri Eslami. O homem não-identificado foi executado na prisão da cidade de Bojnourd por comprar e traficar quatro quilogramas de metanfetamina-cristal.
10 de junho: Ojo Maduekwe, o ministro nigeriano das Relações Exteriores, disse aos repórteres que não menos de 60 cidadãos nigerianos enfrentam a pena de morte por crimes de drogas só na Indonésia. Antes, o ministro das Relações Exteriores suplicara às autoridades indonésias que comutassem uma pena de morte contra um de seus concidadãos, mas se perguntava como ia conseguir defender os demais. “Com mais de 60 nigerianos no corredor da morte na Indonésia, como será que o governo pode defender todos eles?”, perguntou.
19 de junho: Em uma rara boa notícia sobre a pena de morte, o Vietnã anunciou que pensa em abolir a sanção final para 12 crimes, inclusive contrabando e “organização de consumo de drogas ilegais”. O Vietnã condenou dezenas à morte por delitos de drogas até este momento do ano.
23 de junho: Um Tribunal Superior malaio sentenciou um cozinheiro de 59 anos de idade à morte por traficar 1,4 quilograma de heroína defronte a um hotel há oito anos. Tan Kok Tioing irá à forca, mas seu comparsa só pegou 18 anos. Na Malásia, os crimes punidos com a pena de morte incluem assassinato, estupro, crimes de drogas, traição e porte de armas. Conforme a Lei de Drogas Perigosas [Dangerous Drugs Act] de 1952, a pena de morte é obrigatória para a distribuição de drogas.
24 de junho: A Suprema Corte kuaitiana sustentou uma pena de morte contra um integrante da família real por tráfico. O personagem real, identificado apenas como xeque Talal, foi preso juntamente com dois libaneses, um iraquiano, um “árabe sem-estado” (palestino) e um bangladeshiano em abril de 2007 quando a polícia achou 10 quilogramas de cocaína e 118 quilogramas de haxixe. Três co-acusados pegaram penas de prisão perpétua, enquanto outros dois receberam sete anos cada. Só outro integrante da família real foi sentenciado à morte – por assassinato -, mas depois sua condenação foi comutada.
25 de junho: Na véspera do Dia internacional contra o abuso e o tráfico ilícito de drogas, os tribunais de três cidades chinesas executaram três traficantes e sentenciaram outros cinco à morte em uma ação coordenada para tirar à luz a abordagem severa à toxicomania do país. “Como o número e escala do tráfico estiveram subindo ultimamente, o tribunal aumentou sua força para tomar medidas duras”, disse Zhang Zhijie, vice-presidente do Segundo Tribunal Intermediário da Municipalidade de Xangai, segundo a Xinhua, a agência de notícias oficial. O tribunal de Xangai fulminou as sentenças em quatro casos de tráfico na segunda-feira, impondo a pena capital em três deles. Outros dois foram condenados à morte pelo Tribunal Popular Intermediário em Shenzhen, sita à província de Guangdong, que pronunciou sentenças em sete casos, disse.























