Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana
Ocupado, muito ocupado. Agentes fronteiriços são pegos, agentes penitenciários são pegos, mais policiais em apuros e mais investigações de uma promotora que consentiu com perjúrio em Detroit. Vamos ao que interessa:
Em São Diego, no dia 03 de junho, um funcionário do Serviço de Alfândegas e Proteção Fronteiriça dos EUA foi indiciado por um júri federal de supostamente aceitar $200,000 em propinas para deixar que imigrantes ilegais e maconha entrassem no país. Luis Francisco Alarid, 31, é acusado de formação de quadrilha para contrabandear mais de 100 quilogramas de maconha, formação de quadrilha para transportar imigrantes ilegais e corrupção passiva. Em março, Alarid permitiu que um carro conduzido por seu tio com 18 imigrantes ilegais e 77 quilogramas de maconha entrasse nos Estados Unidos, de acordo com as autoridades. No dia 03 de maio, Alarid deixou que uma caravana de quatro veículos transportando imigrantes ilegais entrasse no país. Ele pode pegar até 90 anos de prisão se for condenado.
Em McAllen no Texas, na segunda-feira, um agente do Serviço de Alfândegas e Proteção Fronteiriça dos EUA foi preso e acusado de contrabandear 11 blocos de cocaína ao país. O agente Reynaldo Zúñiga, 34, responde na Justiça por acusações de formação de quadrilha para distribuir cocaína. Zúñiga teria recolhido um entregador de drogas mexicano na fronteira e o teria levado a se encontrar com outro homem em Hidalgo. Os dois também se encontram detidos. Um deles disse que Zúñiga ajudou a contrabandear drogas ou imigrantes ilegais pelo menos seis vezes.
Em Texarkana no Arkansas, no dia 30 de maio, um guarda da prisão da Comarca de Miller foi preso após tentar contrabandear seringas na cadeia dentro de tacos e maconha escondida em uma embalagem de chile. O guarda Jordan Michael Waller, 25, foi pego quando um supervisor suspeitou e revistou a comida. Revistou-se o próprio Waller, quem levava consigo tabaco, metanfetamina e mais apetrechos para consumo de drogas. Ele é acusado de porte de substância controlada com a intenção de entregar, porte de apetrechos para consumo de drogas e abastecimento de artigos proibidos em uma penitenciária. Ele deve se apresentar no tribunal no dia 17 de junho.
Em Andalusia no Kentucky, no dia 04 de junho, um policial de Andalusia foi preso por acusações de distribuição de drogas. O oficial Joshua Chad Wood foi detido em um motel da cidade por integrantes da Força-Tarefa Antidrogas da Comarca de Covington enquanto tentava vender ilegalmente comprimidos receitados obtidos de maneira legal a agentes disfarçados. Ele é acusado de distribuição de drogas, cumplicidade por não declarar a presença de maconha e infração dos estatutos estaduais contra a prostituição. Ele foi suspenso sem direito à remuneração até que a audiência se conclua.
Em Farmington no Missouri, na sexta-feira passada, um ex-agente penitenciário estadual foi sentenciado a sete anos de prisão por acusações relacionadas com drogas e armas. Seth Barton, quem trabalhara na prisão estadual de Bonne Terre, foi pego quando empregados da penitenciária revistaram o veículo dele no terreno da prisão em fevereiro de 2006. Encontraram sacos de maconha, uma arma carregada, munição, uma faca de caça, um pote de sementes de maconha, apetrechos para consumo de drogas e mais de $1,500 em espécie. Em abril, não impugnou as acusações de porte criminoso de drogas com a intenção de distribuir e de entrega de uma arma em uma prisão.
Em Indianápolis, no dia 04 de junho, um ex-policial de Indianápolis foi sentenciado a três anos de liberdade vigiada por proporcionar informações a suspeitos de delitos ligados às drogas para ajudá-los a evitar serem presos. Em abril, o ex-oficial Noble Duke, 39, se confessou culpado de revelar ilegalmente o conteúdo de escutas autorizadas pelo governo federal dos EUA com a intenção de obstruir ou impedir uma investigação criminal. Duke monitorava conversações telefônicas em um caso com escutas e estava ciente de outro caso que era monitorado na mesma sala no escritório do FBI em Indianápolis. Duke transmitiu informações sobre telefones sob escuta, indiciamentos pendentes e a data agendada das operações. Também tem de cumprir quatro meses de regime semi-aberto e seis meses de prisão domiciliar.
Em Detroit, a Procuradoria-Geral do Michigan vai assumir a investigação da principal promotora da Comarca de Wayne em matéria de drogas, que é acusada de empregar sabidamente declarações perjuradas em um caso de 2005 relacionado com a cocaína. A subpromotora Karen Plants foi suspensa em abril depois que a Comissão de Queixas da Procuradoria do Michigan a acusou de improbidade por permitir que um informante e dois policiais de Inkster mentissem sob juramento durante o julgamento de um crime de formação de quadrilha relacionado com a cocaína. A promotora Kym Worthy da Comarca de Wayne pediu a outra agência que investigasse Plants e a Procuradoria-Geral interveio depois que os promotores de quatro comarcas vizinhas se negaram a se envolver.

















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