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América Latina: Violência relacionada com a proibição sofre aumento repentino no México | Stop the Drug War (DRCNet)

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Edição #609, Nov 20, 2009

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    América Latina: Violência relacionada com a proibição sofre aumento repentino no México

    Mais de 100 pessoas, inclusive pelo menos 20 policiais, morreram na violência relacionada com a proibição no México na última semana enquanto os cartéis do narcotráfico trocavam tiros com policiais, soldados e entre si em cidades pelo país afora. Entre os mortos estavam Édgar Millán, comandante da Polícia Federal Preventiva (PFP) assassinado na soleira de sua casa na Cidade do México, e Juan Antonio Román, chefe da polícia municipal de Ciudad Juárez, abatido diante de seu lar no sábado em uma saraivada de balas.

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    Pelo menos três outros altos comandantes da PFP foram assassinados na Cidade do México nos últimos dias, supostamente por pistoleiros do Cartel de Sinaloa chefiado por Joaquín “El Chapo” Guzmán. Outro comandante da PFP, Arturo Cabrera, escapou por um triz da bala do assassino na terça-feira em Monterrey. Ele foi atacado por pistoleiros enquanto saía da Academia Estadual de Polícia, mas conseguiu voltar à base, onde pôde resistir a seus agressores com sua própria arma até ser resgatado por uma equipe de operações especiais da polícia.

    O próprio filho de Guzmán, Édgar Guzmán, foi abatido em Culiacán, capital de Sinaloa, no sábado, supostamente por pistoleiros do rival Cartel de Juárez, que esteve lutando com o grupo de Guzmán pelo controle do tráfico por lá. Foi apenas a última eclosão em duas semanas de violência que contou com ataques sanguinários contra a PFP e a polícia municipal, enormes comboios de vários veículos de traficantes armados perambulando pelas ruas e uma infusão de mais 3.000 soldados no estado.

    O presidente mexicano Felipe Calderón dispersou os militares mexicanos há um ano e meio em uma tentativa de quebrar o poder dos cartéis. Mas, com uns 30.000 soldados a postos na luta, a violência não só continua, parece se intensificar. Cerca de 3.000 pessoas foram mortas desde que a ofensiva de Calderón começou, mais de 1.100 delas até este momento do ano, de acordo com informes da imprensa mexicana.

    Agora, o Congresso dos EUA debate a aprovação de um pacote de ajuda antidrogas de três anos estimado em $1.6 bilhão ao México, com fortes inclinações para o auxílio aos militares. Embora pareça que a violência fortaleceria os argumentos para tal programa de ajuda, não se sabe ao certo se uma infusão de treinamento e tecnologia militar vai causar um impacto positivo sobre o combate às drogas do México.

    [Ed.: Em fevereiro de 2003, o congressista sinaloense Gregorio Urías Germán, após pedir a legalização das drogas, assistiu à nossa conferência na América Latina, “Saindo das sombras: Acabando com a proibição das drogas no Século XXI”. Urías argumentou que “Se não pudermos nem discutir as alternativas, se não pudermos nem admitir que o combate às drogas é um fracasso, então nunca vamos resolver o problema”. Ele disse que os foros existentes, como a ONU e a Organização dos Estados Americanos, não são lugares frutíferos para a discussão, “porque só se discutem as políticas repressivas dos Estados Unidos”. Sinaloa continua sofrendo com a violência causada pela proibição das drogas, como se discutiu neste boletim informativo cinco anos depois. De maneiras diferentes, porém parecidas, os bairros carentes pelos EUA afora sofrem com a violência e a desordem causadas pela proibição também.]

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