Pena de morte: Malásia condena dois a enforcamento por tráfico de maconha, Irã executa nove vendedores de drogas
Países pelo mundo afora, mas particularmente no Sudeste Asiático e no Oriente Médio, continuam recorrendo à pena de morte para punirem os crimes relacionados com as drogas. Nesta semana, informamos sobre mais execuções no Irã e penas de morte por maconha na Malásia.
Na terça-feira, um tribunal malaio sentenciou dois cidadãos tailandeses à morte por tráfico de maconha. Os dois homens, Masoh Daloh, 35, e Romuelee Yakoh, 46, foram condenados no Tribunal Superior de Kuala Lumpur por tráfico de 34 quilogramas de fumo. Haviam sido presos em 2002 com blocos de maconha no veículo deles. Os dois recorreram de suas sentenças.
A Malásia enforcou mais de 200 pessoas, seus próprios cidadãos em sua maioria, por delitos de narcotráfico desde que lhes impôs a pena de morte em 1975. Recentemente, tem sido criticada pela Anistia Internacional pelo segredo em torno a seu recurso aos justiçamentos, mas o governo nega qualquer encobrimento e insiste que a sanção final é um elemento de dissuasão da criminalidade.
Enquanto isso, as autoridades iranianas anunciaram no dia 05 de maio que haviam enforcado 12 criminosos condenados, inclusive nove sentenciados por crimes relacionados com as drogas, de acordo com a organização contrária à pena de morte, Ninguém toca no Caim. Os nove infratores da legislação antidroga foram enforcados na cidade de Bojnourd a nordeste, a pouca distância da fronteira com o Afeganistão. Um deles foi enforcado em público, o primeiro enforcamento púbico informado desde que o aiatolá Mahmoud Hashemi Sharoudi, o chefe do judiciário iraniano, ordenou o fim das exibições macabras sem sua prévia aprovação em janeiro.

















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