Pena de morte: Mais execuções no Irã e na Arábia Saudita, ativistas sírios criticam sauditas
O recurso à pena de morte por crimes relacionados com as drogas continuou com rapidez nos últimos dias. De acordo com informes compilados pela organização contrária à pena de morte Ninguém toca no Caim, tanto o Irão quanto a Arábia Saudita estiveram fazendo das suas de novo. Enquanto isso, os saudistas têm sido criticados por ativistas sírios que reclamam que grandes números de seus compatriotas pereceram pela espada do carrasco na Arábia Saudita.
De acordo com informes recentes, o cidadão saudita Abdullah Al-Qahtani foi executado por tráfico de tranqüilizantes em Riade no dia 11 de abril; dois nigerianos pegos contrabandeando cocaína no reino dentro dos corpos deles, Maomé Qaddus Suleyman e Idris Abdel Ghani Maomé, foram decapitados na região ocidental de Meca no dia 13 de abril; um saudita, Ayyed Al-Dousary, foi executado por vender drogas na cidade de Abha no sudoeste em 15 de abril; e um jordaniano, Maomé Bin Awadh al-Khalidi, foi justiçado por tráfico de tranqüilizantes em Al Qarah em 17 de abril. Quatro dias depois, o Irã voltou à ativa ao enforcar quatro condenados por tráfico no sudeste do país.
Enquanto isso, ativistas de direitos humanos disseram que a Arábia Saudita sentenciou pelo menos 30 de seus compatriotas à morte por acusações de crimes relacionados com as drogas e encarceraram mais centenas. “Esta punição arbitrária se baseia em interpretações extremas do Corão. Os julgamentos não têm nada de justiça”, disse o advogado Mohannad al-Hassani depois de ser reunir com funcionários sírios que faziam alarde da condição dos internos. Os ativistas temiam que os cidadãos sírios possam estar sofrendo com as tensões políticas entre a Síria e Arábia Saudita. “Espero que cidadãos normais não acabem sofrendo as conseqüências das más relações entre os dois países árabes”, disse Hassani.
Centenas de sírios se achavam nas cadeias sauditas por crimes relacionados com as drogas, disse, muitos dos quais haviam passado anos aguardando o julgamento. Em sua maioria são caminhoneiros e trabalhadores jovens não-qualificados, disse.

















digg
reddit





