Semanal: Esta semana na história
25 de abril de 1894: A Comissão da Droga Cânhamo Índico conclui que a cânabis não tem propriedades viciantes, alguns usos medicinais e uma série de benefícios emocionais e sociais positivos.
27 de abril de 1937: Em declaração perante o Comitê de Modos e Meios da Câmara dos Deputados dos EUA, Clinton Hester depõe que um editorial do Washington Times publicado pouco antes que o Congresso realizasse sua primeira audiência sobre a questão da maconha argumentou: “O cigarro fatal de maconha deve ser reconhecido como uma droga mortífera e as crianças estadunidenses devem ser protegidas dele”.
1º de maio de 1972: Milton Friedman, laureado com o Prêmio Nobel de Economia, é citado na Newsweek: “Legalizar as drogas reduziria simultaneamente a quantidade de crimes e aumentaria a qualidade da força pública. Dá para pensar em qualquer outra medida que conseguiria tanto para promover a lei e a ordem?”
30 de abril de 1984: O ministro colombiano da Justiça, Rodrigo Lara Bonilla, quem combatera o cartel de Medelim, é morto por assassinos de aluguel em motocicleta. O presidente Belisario Betancur, quem se opusera à extradição, anuncia: “Extraditaremos colombianos”. Carlos Lehder é o primeiro a ser posto na lista. A operação força a família Ochoa, Escobar e Óscar Rodríguez Gacha a fugirem para o Panamá durante vários meses. Alguns meses depois, Escobar é indiciado pelo assassinato de Lara Bonilla e nomeia os Ochoa e Rodríguez Gacha como testemunhas materiais.
29 de abril de 1996: Em um discurso em uma escola de ensino médio de Miami, o presidente Clinton pede uma guerra contra as drogas – pela segunda vez. O general Barry McCaffrey, o secretário antidrogas estadunidense, disse ao Cleveland Plain Dealer no dia 1º de maio que “tudo o que o presidente anunciou já está sendo feito. Não há nada de novo nisto”.
25 de abril de 2000: Apesar da oposição formal da Igreja Católica havaiana, o Senado estadual do Havaí aprova uma lei de maconha medicinal, somando-se a Califórnia, Oregon, Washington, Maine, Alasca e Arizona em proteger os pacientes que a consomem contra ações criminais.
1º de maio de 2003: Sanciona-se a Lei antiproliferação das drogas ilícitas de 2003 [Illicit Drug Anti-Proliferation Act of 2003 (IDAPA)], que, entre outras coisas, emenda uma seção da Lei de substâncias controladas [Controlled Substances Act] para visar a organizadores de festas de música eletrônica. Muda a ênfase do estatuto de punir os que estabelecem lugares em que se fazem e consomem drogas, como “bocas-de-fumo”, aos que mantêm sabidamente “dependências envolvidas com as drogas”, inclusive eventos externos como concertos de roque. Além das sanções penais no estatuto inicial, a emenda agrega uma pena civil, baixando assim o padrão probatório de sem dúvida razoável à preponderância da prova.























