Dependência: Pequena porcentagem de usuários de drogas vira dependente um ano depois de primeiro consumo
Contrariamente ao que se diz sobre as políticas de drogas que retratam os consumidores em uma descida rumo a um inferno de dependência e vício, uma nova análise dos dados da Sondagem Nacional de Consumo de Drogas e Saúde (NSDUH, na sigla em inglês) dos EUA indica que a maioria dos consumidores primários da maior parte das drogas não as consumia um ano depois e que, para quase todas as drogas ilícitas, mais de 90% dos consumidores primários não tinham virado dependentes.
O relatório de pesquisa da Administração de Serviços de Saúde Mental e Toxicomania (SAMHSA, na sigla em inglês) descobriu que só 1% dos consumidores primários de inalantes e tranqüilizantes virou dependente um ano depois. Para alucinógenos e sedativos, o dado era de 2%; para analgésicos e álcool, 3%. A droga com o número mais alto de usuários dependentes um ano depois do primeiro consumo era a heroína (13%), seguida pela pedra de cocaína (9%), a maconha (6%), os estimulantes (5%) e o pó de cocaína (4%).
Quando se tratou de qualquer consumo da droga dentro de um ano depois do primeiro consumo, só o álcool e a maconha ultrapassaram os 50%, com 71% e 52%, respectivamente. Menos de 20% dos consumidores primários de heroína ou crack ainda consumiam um ano depois sem serem considerados dependentes, enquanto mais de um terço dos consumidores de estimulantes e cocaína o era.
Tais dados podem não bater com as narrativas populares sobre o consumo de drogas – particularmente a idéia muito sustentada de que a metanfetamina é “mais viciante” do que as demais substâncias -, mas isso é o que os números dizem.























