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Edição #607, Nov 06, 2009

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    Terapia da dor: Procuradores em caso procuram calar médico e críticos

    Procuradores federais no caso do médico Steven Schneider de Haysville no Kansas e a esposa dele, que foram indiciados por supostamente administrarem um “moinho de comprimidos” ao receitarem a pacientes que sofrem de dores, pediram a um juiz na sexta-feira passada uma ordem de mordaça para impedir que Schneider e seus simpatizantes se defendam no tribunal da opinião pública.

    O caso dos Schneider tem chamado a atenção dos defensores da terapia da dor que criticam os ataques pesados do governo federal dos EUA contra os terapeutas da dor, inclusive a Pain Relief Network. A líder da rede, Siobhan Reynolds, tem sido instrumental na mobilização de pacientes de Schneider em apoio a seu médico e em oposição ao processo federal. Os procuradores buscaram uma limitar judicial temporária para proibir Schneider, a esposa dele, outros parentes e Reynolds da PRN de falarem com a mídia.

    “Somos contrários à ordem de mordaça porque acreditamos no acesso do público ao sistema de justiça”, disse o advogado de defesa Lawrence Williamson ao tribunal. “Achamos que a solicitação é ampla demais e não está fundada na lei de jeito nenhum”. Embora os procuradores acusassem a defesa de tentar macular a seleção de jurados, Williamson disse que não era isso não. “Freqüentemente somos contatados pela mídia para responder alegações que deveríamos poder responder dentro da regra”, disse Williamson.

    Os procuradores não tinham nenhum problema com a cobertura midiática do caso quando fizeram alarde das detenções de Schneider e de sua esposa no último mês de dezembro e eles permaneceram em silêncio quando a mídia local publicou artigos de apoio ao processo. Porém, perguntas levantadas na imprensa por Reynolds e demais simpatizantes a respeito do indiciamento de 34 acusações de Schneider acusando-o de uma variedade de delitos relacionados aos seus atos de prescrever analgésicos opiáceos têm feito com que os federais procurem silenciar seus inimigos.

    Os procuradores afirmaram que Reynolds disse a um paciente que se fosse se suicidar por causa da falta de acesso aos analgésicos, que o fizesse em público – acusação que Reynolds refutou com raiva, chamando-a de “absolutamente falsa”.

    “Isto não passa de um disparate”, disse Reynolds. “Em poucas palavras, foi divulgada para tentar me difamar. A Pain Relief Network trabalho bastante para tentar parar os suicídios que acontecem pelos EUA afora em razão da dor não-tratada, a epidemia da dor não-tratada”, disse ela à Associated Press. “Me escandaliza que o governo tente conseguir uma ordem de mordaça contra uma ativista política. Acho isso assombroso”.

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