Semanal: Esta semana na história
14 de abril de 1989: Um subcomitê do Congresso sobre Narcóticos, Força Pública e Políticas de Relações Exteriores, presidido pelo senador John Kerry (D-MA), lança um relatório que declara que os trabalhos estadunidenses para combater o tráfico foram solapados pelo temor do governo Reagan de pôr seus objetivos em perigo na guerra civil nicaragüense. O relatório conclui que o governo ignorou as provas de tráfico de parte dos contras e continuou proporcionando-lhes ajuda.
13 de abril de 1995: A Comissão de Penas dos EUA vota na igualação das penas para quantidades de pedra e pó de cocaína para crimes de tráfico e porte, proposta que teria sido sancionada no dia 1º de novembro se o Congresso não tomasse providências. A ministra da Justiça Janet Reno insta o Congresso a repudiá-la no dia seguinte.
11 de abril de 1997: Graham Boyd, um advogado da ACLU que representa um grupo de réus que inclui onze médicos destacados de câncer e AIDS em São Francisco, apresenta a um juiz federal a seguinte declaração: “O governo federal dos EUA fez ameaças gerais contra médicos que possam recomendar maconha a alguns de seus pacientes em estado grave. Estas ameaças amordaçaram os médicos e impediram a prática responsável da medicina. Asseveramos que os médicos têm o direito a discutir a maconha medicinal com os pacientes e procuramos diretrizes claras para os médicos que desejarem fazê-lo”.
15 de abril de 1998: O juiz David Garcia do Tribunal Superior da Califórnia ordena que Dennis Perón, autor da Proposta 215, pare o funcionamento de seu Cannabis Cultivators’ Club (CCC, na sua sigla em inglês) em São Francisco. O juiz Garcia escreve: “O tribunal encontra provas incontroversas neste registro de que o réu Perón toma parte atualmente em vendas ilegais de maconha”. As vendas ilegais, disse a corte, eram para “cuidadores primários”, não pacientes como definido pela lei de maconha medicinal da Califórnia. Perón concorda em pedir demissão como diretor do CCC em uma tentativa de manter a loja aberta.
16 de abril de 1998: A Assembléia Legislativa do Iowa aprova esmagadoramente um projeto que incrementa as penas para os reincidentes e permite que policiais realizem exames toxicológicos com condutores que pareçam estar dirigindo sob os efeitos da maconha.
12 de abril de 2002: O Toronto Sun do Canadá informa que um recente relatório cita o setor interno de maconha de Ontário como o terceiro maior setor agrícola na província, uma indústria de $1 bilhão ultrapassada apenas pelo $1.3 bilhão da de laticínios e o $1.2 bilhão da de gado. Acrescentem-se os vários milhões que estão sendo colhidos de cultivos externos e a maconha nesta província passa ao primeiro lugar da lista.
17 de abril de 2002: Enquanto estavam sob os efeitos de anfetaminas distribuídas a eles pelo governo dos EUA a fim de ficarem acordados durante a missão, dois pilotos estadunidenses soltam uma bomba por engano que mata quatro soldados canadenses no Afeganistão. As “go pills” distribuídas pela Aeronáutica comprometeram o juízo dos pilotos, diz David Beck, advogado do comandante William Umbach, acrescentando que os pilotos receberam antidepressivos após voltarem de sua missão. “A Aeronáutica tem um problema. Administraram ‘go pills’ a soldados que os fabricantes declararam que afetam o desempenho e o juízo”, disse Beck.
16 de abril de 2004: Richard Paey, um paciente que sofre de dores em cadeira de rodas, é condenado a 25 anos de prisão por um juiz floridense. Paey, quem foi condenado por falsificar receitas para comprimidos para aliviar a dor intensa e crônica nas costas que remonta a cirurgias mal-sucedidas depois de um acidente automobilístico em 1985, foi sentenciado conforme a lei floridense como traficante – embora até mesmo os procuradores reconhecessem que não havia provas de que não fez nada além de consumir ele mesmo os analgésicos opiáceos. (Posteriormente, Paey foi perdoado pelo governador Charlie Crist.)

















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