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Edição #607, Nov 06, 2009

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    Europa: Assessores britânicos em matéria de drogas dizem deixem a maconha onde está, mas primeiro-ministro Brown está pronto para ignorá-los

    A BBC News informou na quinta-feira que a Assessoria sobre o Consumo Indébito de Drogas (ACMD, na sigla em inglês), a entidade oficial que assessora o governo britânico a respeito das políticas de drogas, recomenda que a maconha permaneça sendo uma droga de Classe C, uma categoria mais baixa, em vez de ser reclassificada para a B, uma classe de maior gravidade. Isso põe a ACMD em desacordo com o primeiro-ministro Gordon Brown, quem tem dado claras mostras de que quer reclassificar a maconha.

    Mas, reclassificar a maconha em vista das recomendações da ACMD poria o governo trabalhista na situação embaraçosa de recusar as descobertas do painel de 23 especialistas em drogas – coisa que nunca fez antes.

    A princípio, a maconha foi classificada como droga de Classe B, sendo que o porte era punido com até cinco anos de prisão, mas foi reclassificada para a C (até dois anos de prisão) em 2004 depois que a ACMD revisou as provas. A tal entidade revisou a maconha de nodo em 2006 e não encontrou motivos para reclassificá-la. Então, o primeiro-ministro Brown pediu à ACMD que a revisasse outra vez.

    A BBC informa que esta terceira revisão manterá a postura da ACMD de que a maconha deveria continuar sendo uma droga de Classe C.

    Isso porá a assessoria em conflito direto com Brown, quem, desde o princípio de seu mandado indicou que queria que a maconha voltasse para a Classe B. Em um momento anterior da semana, em sua coletiva de imprensa, tratou disso de novo.

    Ele disse que embora fosse considerar o relatório da ACMD, sentia que mudar a lei era preciso. “Acho que não é a coisa certa passar a idéia aos adolescentes e àqueles na idade mais vulnerável em particular, os adolescentes jovens, de que achamos a cânabis aceitável de alguma maneira, visto tudo o que sabemos sobre as mudanças na maneira pela qual ela vem sendo vendida neste país”, disse. “O meu ponto de vista pessoal tem sido bem conhecido durante algum tempo. Dada a natureza cambiante dos estoques de cânabis que chegam ao país e o prejuízo maior que isso parece estar causando às pessoas que a consomem, há mais motivos para mandar um sinal de que ela não só é ilegal, mas inaceitável”.

    A ACMD não lançou a recomendação oficial dela, mas espera-se que o faça até o fim de mês. O Ministério do Interior do Reino Unido decidirá em maio se vai retroceder ou não nas políticas de maconha.

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