Oriente Médio: Campanha antidrogas israelense relaciona consumo de maconha com terrorismo
John Walters, o secretário antidrogas estadunidense, ficaria todo orgulhoso. Imitando seu bordão "fumar maconha apóia o terrorismo", a Autoridade Antidrogas Israelense lançou nesta semana uma nova campanha que contava com Hassan Nasrallah, o líder libanês do Hizbolá, com a esperança de coibir os israelenses de fumar maconha.

(haaretz.com)
A nova campanha, com seu vínculo entre maconha e terrorismo, acontece justamente uma semana depois que fontes de segurança israelenses disseram à mídia do país que o Hizbolá, que combateu Israel no verão de 2006, planeja inundar o país com drogas na tentativa de prejudicar seus cidadãos. No mesmo dia, policiais israelenses e efetivos das Forças de Segurança Israelenses apreenderam o maior carregamento de heroína já confiscado na fronteira com o Líbano, uns 27 quilogramas.
O haxixe libanês tem sido um produto de primeira necessidade da cena de drogas israelense durante décadas, mas ninguém cultiva a papoula por lá. O mais provável é que a heroína tenha vindo de longe dos vales do Afeganistão. Mas, se Israel está realmente preocupado com os maconheiros locais botando dinheiro nas mãos do Hizbolá, bem que podia solucionar esse problema permitindo o cultivo interno e regularizado de cânabis.












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