Tratamento da toxicomania: Senado do Idaho derruba veto do governador ao aumento de verbas e a luta continua
Na terça-feira, o Senado do Idaho votou esmagadoramente para derrubar um veto do governador de um projeto de lei que teria aumentado o financiamento de programas de tratamento e prevenção à toxicomania. Agora, a Câmara deve votar na anulação por uma “supermaioria” parecida para completar a devolução das verbas contra os desejos do governador republicano Butch Otter.
Na semana passada, Otter vetou artigos em dois projetos que teriam proporcionado $16.8 milhões a programas de combate à toxicomania do Idaho. A anulação do veto no Senado no SB 1458 devolve $2.4 milhões em verbas complementares. Mas, Otter também vetou $14.4 milhões em subsídios ao tratamento para o ano que vem no HB 608.
Os vetos gêmeos reduzirão pela metade as verbas destinadas aos juizados de delitos de drogas e ao tratamento da farmacodependência para pessoas em liberdade vigiada e condicional e também a alguns programas de tratamento comunitário. A rixa na assembléia legislativa é o último assalto na luta para saber qual é a melhor maneira de continuar com um trabalho antidrogas de três anos e $21 milhões de dólares financiado a princípio por uma subvenção federal. O dinheiro federal acabou no ano passado e os legisladores o substituíram por verbas estaduais. Otter reclamou de que os programas não eram comprovados e que haviam sido expandidos além de seu alcance inicial.
Mas, o Senado estadual parecia determinado a fazer algo mais do que custear mais celas somente e, para vários senadores, o combate às drogas do Idaho chegou à vizinhança. “Acho que não há uma família representada nesta entidade que não tenha sido afetada por drogas ou álcool ou problemas de saúde mental em algum momento”, disse o senador Chuck Coiner (R-Twin Falls) em comentários informados pela revista The New West.
O senador Brent Hill (R-Rexburg), quem também se manifestou a favor da anulação, contou uma estória de um parente “quase arruinado” pela metanfetamina. “Seus dentes saíram podres da cabeça dele”, disse aos seus colegas.
O senador Lee Heinrich (R-Cascade) disse que o filho dele passara dois anos e meio na prisão por acusações relacionadas com as drogas. “Ele podia ter tirado partido deste programa... Sei o que estes problemas relacionados com as drogas podem fazer com as famílias”, acrescentou, mas daí disse que ia votar contra a anulação porque não tinha certeza de que “examinamos todas as alternativas”.
Mas talvez o mais perceptivo foi o senador Dean Cameron (R-Rupert), quem falou de uma “mudança de paradigma” entre seus colegas conservadores. “Não parece esperto tratar destas decisões no princípio? Não parece esperto tentar afetá-los antes que sejam presos para que não infrinjam?” perguntou. “Apenas celas não são a resposta”.
Em meados da semana, o governador dava mostras de que ainda procurava um acordo. “O governador tem indicado com coerência que estava disposto a discutir esta questão e chegar a um compromisso como tem feito em outras questões importantes”, disse ele em uma declaração na quarta-feira. Mas, o tamanho do aumento em gastos em tratamento “não podia ser justificado em um ano em que pedimos a tantas outras agências, isso sem falar dos funcionários do estado, que se virassem com menos”.
Agora é com a Câmara.

















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