América Latina: Fim de semana de Páscoa sangrento em guerra às drogas do México
A violência relacionada com a proibição das drogas no México não tirou folha na Páscoa, já que 59 pessoas foram mortas no período de três dias entre a Quinta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa, de acordo com informes da imprensa mexicana compilados pelo serviço de notícias Frontera NorteSur (FNS) da Universidade Estadual do Novo México. As vítimas incluem policiais retirados e ativos, quatro soldados, traficantes de rua, vendedores de carros usados e um cidadão estadunidense, Humberto Flores, cubano de nascimento, que foi abatido em Cancun.
A violência atravessou o país, sendo que houve matanças nos estados fronteiriços do norte (Baixa Califórnia, Sonora, Chihuahua, Coahuila, Nuevo León, Tamaulipas), no centro (Guanajuato, o Estado do México) e na Costa do Pacífico (Oaxaca, Guerrero, Sinaloa). Como apontou o FNS: “Mais uma vez, o padrão geográfico de matanças demonstra como o crime organizado estendeu seu alcance violento por todos os cantos do país”.
Mas, há zonas de conflito e uma delas é Cidade Juárez, do outro lado do Rio Grande vindo de El Paso. Cerca de vinte e cinco assassinatos aconteceram lá ao longo do fim de semana de Páscoa, inclusive foram encontradas quatro pessoas carbonizadas em Los Lamentos em Chihuahua, localizada na fronteira com o Novo México. O chefe de polícia do lugar cruzou a fronteira estadunidense rumo ao Novo México em busca de asilo depois que seus ajudantes pediram demissão, dizendo que temia os traficantes.
Mais abaixo em Reynosa em Tamaulipas, o cadáver de Araceli de la Cruz, uma mulher de 47 anos seqüestrada no dia 13 de março, foi desovado diante de um posto do Exército vendado e com uma das mãos mutilada e enfiada na boca dela. Junto com o corpo havia uma nota dirigida a um general do Exército mexicano advertindo-lhe do destino que recai sobre os informantes.
Nos dois últimos anos, quando o governo mexicano levou a cabo enormes ofensivas contra as organizações do tráfico e os cartéis têm brigado entre eles mesmos pelo controle das franquias lucrativas, o saldo de vítimas esteve em torno dos 2.000 ao ano. Parece que 2008 segue o ritmo, se é que não o passou. E a matança continua: Mais nove assassinatos foram informados em Cidade Juárez por volta de meados desta semana.











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