Polícia: Oficial da SWAT do Ohio que matou jovem mãe em reide antidrogas é acusado de contravenção e pode pegar oito meses no máximo
Em janeiro, o sargento Joseph Chavalia, integrante da equipe da SWAT de Lima no Ohio, matou a tiros Tarika Wilson, 26, e mutilou a bala o bebê dela, Sincere Wilson, enquanto o segurava em seus braços quando ele e outros membros da equipe da SWAT executavam um mandado de busca na casa que Wilson dividia com o namorado dela. O namorado era o objeto do reide.

gráfico que aparecia no sítio da equipe da SWAT de Lima, removido depois do tiroteio
Na segunda-feira, promotores acusaram Chavalia de duas contravenções – homicídio culposo na morte de Wilson e agressão culposa por ferir o filho dela – que podiam fazê-lo passar no máximo oito meses na prisão se for condenado pelas duas acusações. Os parentes de Wilson e ativistas, muitos dos quais alegam um padrão de policiamento discriminatório de parte da polícia de Lima, ficaram indignados.
O próprio tiroteio desencadeou reuniões acaloradas nas câmaras municipais e marchas de protesto. Muitos cidadãos e líderes dos direitos civis, inclusive figuras nacionais como o reverendo Jesse Jackson, tinham pedido que a polícia e os funcionários eleitos da cidade fossem responsabilizados. Esses pedidos aumentaram depois que as acusações de Chavalia foram anunciadas.
“Sempre que um homem atirar através de um bebê e matar uma mulher desarmada e for acusado de duas contravenções, acho que seria minimizá-lo dizer que é inaceitável”, disse Jason Upthegrove, presidente da NAACP Lima, em uma entrevista concedida à Associated Press.
Upthegrove disse que as acusações deveriam ter sido mais graves. Acrescentou que a NAACP Lima pedirá ao FBI e ao Ministério da Justiça dos EUA que investiguem se o caso foi tratado com eqüidade.
“Ninguém está acima da lei, mesmo se a servir”, disse Ivory Austin II, irmão de Tarika Wilson. “Não separem a polícia do povo. Somos todos iguais na sociedade. Tratem a polícia como tratariam o homem comum”, disse ele à AP.
Greg Garlock, chefe de polícia de Lima, disse que a tristeza era contínua pelos disparos. “Para nós, é triste o dia em que um de nossos oficiais é indiciado”, disse.























