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Edição #609, Nov 20, 2009

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    América Latina: Camponeses colombianos lutam com polícia por lavouras de coca

    O plano do presidente colombiano Álvaro Uribe para erradicar manualmente 100.000 hectares de coca neste ano deu com oposição violenta na semana passada quando uns 2.000 camponeses bloquearam uma estrada nas redondezas de Medelim, destruíram uma praça de pedágio e lutaram com a polícia para protestar contra a campanha de Uribe. Os lavradores exigem dois anos para mudar para cultivos legais.

    http://stopthedrugwar.org/files/coca-seedlings.jpg
    mudas de coca
    Alguns dias depois, a violência pelo cultivo de coca chegou à fronteira com a Venezuela, onde dois soldados e três rebeldes esquerdistas foram mortos em enfrentamentos pelas lavouras de coca. Na segunda-feira, soldados e rebeldes morreram em um choque na província de Santander.

    Os governos estadunidense e colombiano gastaram bilhões de dólares nos últimos anos em trabalhos de erradicação das lavouras de coca por lá, mas o país continua sendo o principal produtor de coca e cocaína do mundo. Os protestos camponeses e tiroteios entre soldados e rebeldes ilustram os obstáculos enfrentados por Uribe e seus aliados em Washington.

    Para os lavradores fora de Medelim, proteger suas lavouras de coca é uma questão de sobrevivência, disseram funcionários municipais. “O que estão pedindo são soluções para sua segurança alimentaria e seu sustento”, disse Miguel Angel Gómez, prefeito do município de Tarazá, à Reuters.

    “Protestamos porque quando acabar o cultivo ilícito, que todos sabemos que é ilícito e faz mal, acaba o sustento de nossas famílias, acaba o pão de nossas famílias”, disse um agricultor a uma emissora local de televisão.

    O governo colombiano pôs a culpa nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o maior grupo guerrilheiro do país, por fomentar os protestos. Como muitos outros atores no conflito colombiano, as FARC têm lucro com a coca e o tráfico de cocaína.

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