América Latina: Soldados colombianos condenados por matar policiais antidrogas colombianos
Em um dos casos mais depravados de corrupção nas Forças Armadas colombianas nos últimos anos, na segunda-feira, um tribunal colombiano condenou um coronel do Exército e 14 soldados por massacrarem 10 integrantes de uma unidade de elite da polícia antidrogas treinada pelos EUA e um informante a pedido de traficantes. Em Cáli, um juiz declarou o coronel Bayron Carvajal e seus soldados culpados de homicídio com agravantes pela emboscada de maio de 2006 fora de uma casa de repouso no campo perto da tal cidade. Os homens serão sentenciados em duas semanas.
Os soldados emboscaram uma unidade da polícia enquanto estava prestes a apreender 100 quilogramas de cocaína que o informante lhes dissera estar escondidos dentro de uma instalação psiquiátrica no município de Jamundí. Os soldados atiraram centenas de balas contra os policiais e os atacaram com granas de mão. Descobriu-se que seis dos policiais haviam sido baleados à queima-roupa. Nenhuma droga foi recuperada.
Durante o julgamento, mais de cem testemunhas depuseram. Alguns deles relacionaram Carvajal tanto com as guerrilhas esquerdistas quanto com os traficantes. Carvajal afirmou que seus efetivos estavam atacando rebeldes esquerdistas que colaboraram com traficantes, mas ninguém engoliu isso nem a primeira explicação dada pelos militares de que as mortes foram acidentais. Depois eles reconheceram que suas apurações indicavam vínculos entre os soldados e as quadrilhas do tráfico atuando na região.
Conforme o Plano Colômbia, os EUA enviaram uma média de $650 milhões ao ano nos últimos anos para combater o tráfico e as guerrilhas esquerdistas das FARC. Grande parte desse dinheiro foi gasto na expansão, equipamento e treinamento de militares e policiais colombianos. Parte da lógica para essa ajuda era que ela reduziria a corrupção e os abusos dos direitos humanos nas Forças Armadas colombianas.
O caso Carvajal não é o único a macular a imagem dos militares colombianos ultimamente. Nos dois últimos anos, oficiais militares de alto escalão foram acusados de vender segredos a traficantes para ajudá-los a fugir da captura e de plantar bombas falsas para progredirem em suas carreiras. Também consta que as matanças de não-combatentes de parte dos militares estão em alta depois de caírem durante os primeiros anos do Plano Colômbia.
Enquanto isso, depois de todos os bilhões gastos, essa cocaína colombiana continua vindo.























