TRUTH CAMPAIGN 08

Edição #561, Nov 21, 2008

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    Manutenção com opiáceos: Temporada aberta contra clínicas de metadona e clientes na legislatura do Indiana

    As clínicas de metadona do Indiana e seus clientes são alvo de estrita vigilância de parte da Câmara dos Deputados Estaduais. No mês passado, o Senado estadual aprovou um projeto, o SB 174, que endureceria a regulação das clínicas no estado, em que as pessoas que tentarem perder a dependência dos opiáceos recebe provisões ou autorizações para levarem para suas casas doses de metadona enquanto opiáceo sucedâneo.

    O projeto do Senado pode representar a regularização de um setor no qual umas 10.000 participam no Indiana, mas na Câmara a história é outra. Embora o projeto aprovado no Senado se restrinja a exigir que as clínicas adiram à legislação estadual e federal, se inscrevam junto ao estado e cumpram certos requisitos de manutenção de registros, a Câmara tenta micro-administrar não tanto as clínicas, mas os clientes delas.

    Na terça-feira, o Comitê de Saúde da Câmara aprovou por unanimidade o SB 157, mas não sem antes aprovar emendas que requerem que os pacientes sejam examinados para ver se consumiram maconha e que tenham um condutor designado para compromissos. O comitê derrotou por pouco outra emenda que teria impedido os pacientes de levarem seus filhos junto com eles às clínicas.

    De acordo com comentários informados no Louisville Courier-Journal, o defensor da disposição, o deputado Steve Stemler (D-Jeffersonville), disse que a acrescentou porque a FDA considera que a metadona está na mesma classe de drogas que a heroína, o Oxycontin [oxicodona] e outros opiáceos. Hospitais e centros médicos exigem que os pacientes que procurarem estes medicamentos após cirurgias ambulatórias e outros procedimentos tenham um condutor designado.

    Uma testemunha, John Dattilo, que mora perto do Southern Indiana Treatment Center, disse ao comitê que estava preocupado com a segurança da família dele já que pegam a estrada com centenas de pacientes de metadona todos os dias. “Para mim, trata-se de segurança”, disse. “Precisamos de ajuda. Precisamos sim pôr algumas restrições nisto”.

    Mas, Tim Bohman, gerente regional da sociedade anônima da saúde que é dona da clínica, disse ao comitê que os pacientes têm uma alta tolerância para opiáceos e podem agir normalmente depois do tratamento.

    Pelo menos uma integrante do comitê, a deputada Carolene Mays (D-Indianápolis), receava que a medida pudesse afastar os pacientes das clínicas de metadona. “Temo que vamos perder as pessoas em tratamento que pegam ônibus ou vêm a pé ou não têm um condutor designado”, disse.

    O exame para ver se os pacientes de metadona consumiram maconha é necessário porque alguns estados vizinhos o exigem, disse o deputado Stemler. O Indiana não deve ser um ímã para viciados de outros lugares em razão de suas leis permissivas sobre a metadona, disse ele.

    De fato, cerca de metade dos 10.000 pacientes servidos pelas clínicas do estado vem de fora do estado. Porém, talvez isso não seja tão espantoso assim, considerando a posição geográfica do estado. Chicago está no seu extremo a noroeste, no nordeste próximo fica Detroit, no sudoeste próximo está Cincinnati e diretamente do outro lado do Rio Ohio ao sul está Louisville.

    Pelo menos o comitê recusou mais uma tentativa de micro-administrar os pacientes de metadona, uma emenda do deputado Terry Goodin (D-Crothersville) que teria proibido os pacientes de levarem seus filhos às clínicas. Ela contou com o apoio do comissário Michael Moore da Comarca de Clark, que depôs que pacientes “demais” levam seus filhos junto com eles quando chegam cedo para tratamentos. Moore, que é dono de um restaurante próximo a uma clínica, disse que com freqüência os via caírem nosso sono ou agindo de maneira errática antes ou depois do tratamento. “Este é o tipo de comportamento que faria com que a maior parte das agências do serviço social entre em ação”.

    Mas, o deputado John Day (D-Indianápolis) conseguiu desbaratar a emenda de Goodin, dizendo que temia que uma mãe solteira pudesse perder um compromisso se não levar o filho dela. “É um dilema muito real”, disse Day.

    Embora Goodin logo retratasse a medida dele, dizendo que não tinha apoio suficiente para ser aprovada, ele disse que ia apresentar uma proposta parecida depois.

    Não é a primeira vez que a opiofobia virou um problema na legislatura do Indiana. No ano passado, ela foi a favor de promulgar uma moratória contra novas clínicas. Mas, esta é a primeira vez que a legislatura apontou para os pacientes – com medidas aparentemente pensadas para proteger a segurança pública, mas cujo verdadeiro resultado seria afastar os pacientes das clínicas.

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