Semanal: Esta semana na história
1º de fevereiro de 1909: A Comissão Internacional sobre o Ópio se reúne em Xangai. Quem dirige a delegação estadunidense é o Dr. Hamilton Wright e o bispo episcopal Henry Brent, os quais tentam convencer a delegação internacional dos efeitos imorais e ruins do ópio.
07 de fevereiro de 1968: Em uma ação provavelmente instigada pela retórica de “ordem pública” da campanha de Nixon, o presidente Lyndon Johnson cria a Agência de Narcóticos e Drogas Perigosas (BNDD, na sigla em inglês) ao combinar a Agência Federal de Narcóticos (FBN, na sigla em inglês) com a Agência de Controle da Toxicomania. Por volta de 1972, a BNDD conta com 1.361 agentes.
07 de fevereiro de 1985: Enrique Camarena, um agente agressivo da DEA posicionado no México que descobriu que traficantes atuavam sob a proteção de policiais mexicanos, é seqüestrado do lado de fora do escritório dele em Guadalajara. Seu cadáver é encontrado várias semanas depois portando marcas de tortura brutal.
03 de fevereiro de 1987: Carlos Lehder é capturado pela Polícia Nacional Colombiana em um refúgio de propriedade de Pablo Escobar nas montanhas nas aforas de Medelim. Ele é extraditado aos EUA no dia seguinte. No dia 19 de maio de 1988, Lehder é condenado por contrabando de drogas e condenado à prisão perpétua sem condicional, mais 135 anos.
05 de fevereiro de 1988: Um júri federal em Miami expede um indiciamento contra o general panamenho Manuel Noriega por tráfico. Noriega permitira que o cartel de Medelim lavasse dinheiro e construísse laboratórios de cocaína no Panamá.
04 de fevereiro de 1994: Um relatório inédito do Ministério da Justiça dos EUA indica que mais de um terço dos criminosos por drogas que estão nas prisões federais são infratores não-violentos de pouca gravidade.
07 de fevereiro de 2001: Após um processo de confirmação contencioso, o novo procurador-geral John Ashcroft declara: “Quero intensificar a guerra contra as drogas. Quero renová-la. Ou melhor, quero atualizá-la, relançá-la”. Ele disse isto a pesar de que, sob os dois mandatos do presidente Clinton, o número de sentenças de prisão em todos os EUA para infratores da legislação antimaconha foi 800% mais alto do que sob os governos Reagan e Bush juntos.
04 de fevereiro de 2003: Jurados que haviam condenado Ed Rosenthal por acusações federais de cultivo de maconha realizam uma entrevista coletiva, dizendo que foram enganados pela não-divulgação de informações sobre o envolvimento de Rosenthal com a maconha medicinal e que não o teriam condenado se tivessem sabido, e pedem um novo julgamento.
04 de fevereiro de 2003: O New York Times publica um editorial que defende Ed Rosenthal e a maconha medicinal. Em parte, diz: “A guerra do governo Bush contra a maconha medicinal não só está errada, mas é de má fé. Há muito que os médicos reconheceram o valor da maconha na redução das dores e no auxílio ao tratamento do câncer e da AIDS, entre outras doenças. Uma pesquisa recente descobriu que 80 por cento dos estadunidenses são a favor de legalizar a maconha medicinal. Os motivos que o governo dá para objetar a isso não superam o bem que la faz. E dada a falta de sucesso da guerra contra as drogas recentemente, deve haver lugares melhores a que dirigir os recursos da força pública”.
02 de fevereiro de 2004: Uma condição orçamentária do Congresso conhecida como a “Emenda Istook”, batizada com o nome de seu defensor, o deputado federal James Istook (R-OK), entra em vigor. A lei criminaliza qualquer sistema de transporte que aceitar anúncios “que promovam a legalização ou o consumo medicinal” de drogas ilegais como a maconha ao cortar toda a ajuda financeira federal, que freqüentemente chega a milhões de dólares. Quatro meses depois o juiz de distrito Paul Friedman decide que a lei de Istook viola a Primeira Emenda ao infringir os direitos à liberdade de expressão e que, portanto, é inconstitucional.
06 de fevereiro de 2004: O Tribunal de Apelações do Nono Circuito dos EUA indefere a proibição da DEA contra os alimentos à base de cânhamo.























