Maconha medicinal: Berkeley se declara cidade-refúgio
Na terça-feira à noite, a Câmara Municipal de Berkeley mostrou um dedo médio coletivo para a DEA, aprovando por unanimidade uma resolução que declara a cidade um refúgio caso a agência federal tente interferir em seus dispensários de maconha medicinal. A aprovação da resolução foi aclamada com fortes aplausos, de acordo com o Daily Californian, o jornal estudantil da Universidade da Califórnia em Berkeley.
A resolução sofreu oposição da DEA e se abrandou no mês passado para dar lugar a reclamações do chefe de polícia Douglas Hambleton e do administrador da cidade Phil Kamlarz, mas ainda manifesta oficialmente que a cidade “se opõe às tentativas da Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês) dos EUA de fechar dispensários de maconha medicinal e declara a Cidade de Berkeley como refúgio para o consumo, cultivo e distribuição de cânabis medicinal que estejam em conformidade com a lei estadual e os decretos-lei municipais caso” a DEA tente invadir um dos dispensários regularizados da cidade”.
A resolução também reforça uma política de Berkeley de 2002 que ordena que a polícia não coopere em investigações federais sobre a maconha medicinal. No semestre passado, a polícia municipal foi criticado após chegar ao lugar de uma ação da DEA relacionada com um reide contra um dispensários de Los Ângeles. A resolução volta a enfatizar que a polícia de Berkeley e a promotoria municipal não devem cooperar com a DEA em “investigação de, reides ou ameaças contra médicos, pacientes individuais ou seus principais cuidadores e dispensários e cultivadores de cânabis medicinal” que atuarem dentro da lei californiana.
Além disso, a resolução ordena que o tabelião municipal envie cartas à Comarca de Alameda, da qual Berkeley faz parte, ao procurador-geral estadual Jerry Brown e ao governador Arnold Schwarzenegger instando-os a apoiarem a maconha medicinal adequadamente.
Agora, a cidade de Berkeley se comprometeu a garantir que seus habitantes tenham acesso à maconha medicinal, mas não se sabe o que isso quer dizer exatamente. A resolução ordena que o chefe de polícia e o administrador municipal tentem encontrar maneiras de transformá-la em realidade. Se a DEA fechar dispensários em Berkeley, será que a cidade vai oferecer maconha medicinal? Será que vai ajudar novos dispensários a se estabelecer? As respostas estão no forno.












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