Canadá: Marc Emery acatará pena de prisão canadense sob acusações dos EUA
Marc Emery, o ativista pró-maconha mais conhecido do Canadá, chegou a um acordo provisório com procuradores federais estadunidenses que acusam ele e dois sócios como traficantes por venderem sementes de maconha a clientes nos EUA. Emery, Michelle Rainey e Greg Williams podiam ter pegado uma sentença mínima de 10 anos e prisão perpétua se houvessem sido condenados nos EUA. Conforme o acordo a que se chegou, Emery disse que cumprirá uma sentença mínima de cinco anos atrás das grades, a maior parte no Canadá.

Marc e Jodie Emery (de cannabisculture.com)
Todd Greenberg, o subprocurador dos EUA em Seattle, onde Emery foi indiciado em 2005, se negou a fazer comentários a respeito do acordo de confissão de culpabilidade até agora. Uma audiência sobre a extradição ainda está agendada para a segunda-feira em Vancouver, apontou.
Vender sementes de maconha é ilegal segundo a lei canadense, mas as lojas de sementes prosperam e a última condenação foi contra Emery em 1998. Ele foi multado em $2,000. Desde então, ele administrou um negócio de sementes público e notório, pagando mais de $600,000 em impostos de renda canadenses até que foi fechado quando as autoridades canadenses o prenderam a pedido dos EUA em 2005.
Emery, uma personagem extravagante que fundou o Partido da Maconha da Colúmbia Britânica, disputou cargos eletivos várias vezes, publicou a revista Cannabis Culture e teve a sua própria emissora de televisão pela Internet, a Pot TV. Como crítico ávido da proibição da maconha que fazia pouco caso das autoridades estadunidenses, afinal Emery era um alvo suculento demais para que os combatentes das drogas dos EUA resistissem.
Na verdade, depois de sua prisão em 2005, Karen Tandy, a então administradora da DEA, se regozijou com isso – e ajudou Emery a defender que a prisão dele era por razões políticas. “A prisão de hoje, feita pela DEA, de Marc Scott Emery, editor da revista Cannabis Culture e fundador de um grupo de legalização da maconha, é um golpe significativo não somente para o tráfico de maconha nos EUA e no Canadá, mas também para o movimento pró-legalização da maconha”, disse ela em uma declaração que causou consternação no establishment da justiça penal federal em Seattle.
“Sabe-se que centenas de milhares de dólares dos lucros ilícitos de Emery foram canalizadas a grupos de legalização da maconha ativos nos Estados Unidos e no Canadá. Os lobistas da legalização das drogas agora têm uma dinheirama a menos para depender”.
Apesar dos comentários desenfreados de Tandy, Greenberg disse ao Seattle Post-Intelligencer na semana passada que isso era simplesmente outra investigação criminal. “A política dele o movimento pró-legalização da maconha em geral não têm nada a ver com as acusações neste caso nem com as razões pelas quais as acusações foram apresentadas”, disse ele.
O aparente acordo provocou uma quantidade considerável de angústia na imprensa canadense, com vários colunistas e editorialistas repreendendo o governo canadense por não lutar para impedir a extradição de Emery, por não mudar as leis de venda de sementes de maconha do país para que se ajustem à realidade da não-repressão (ou vice-versa) e por permitir que os estadunidenses fizessem o trabalho sujo deles ao se livrarem de um chato irritante.
Embora o acordo ainda não seja oficial, uma coisa é certa: Esta não é a última vez que temos notícias de Marc Emery.












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