África: A maconha “tenta destruir a nossa sociedade”, diz principal agente antidrogas nigeriano
Ahmadu Giade, diretor da Agência Nacional de Imposição da Lei sobre as Drogas (NDLEA, na sigla em inglês) da Nigéria, se valeu de uma cerimônia em que se queimou maconha apreendida no fim de semana passado para declarar guerra contra a maconha como parte do trabalho da agência dele para “proporcionar uma sociedade livre das drogas para todos”. Seus comentários foram feitos enquanto 45.400 quilogramas do que os nigerianos costumam chamar de cânhamo-indiano viraram fumaça. A queima cerimonial ia “incomodar os chefões das drogas” e demonstrar a superioridade das forças da ordem sobre os traficantes, disse.
Embora o jornal The Day de Lagos, que escreveu informe sobre o ocorrido, descrevesse as drogas como “narcóticos” e “drogas pesadas”, parece que, em realidade, estava representando a maconha cultivada na Nigéria.
O diretor antidrogas Giade sofreu da mesma confusão terminológica. “A ameaça das drogas narcóticas é palpável”, disse. “É difícil ignorar este perigo que nos encara. A fiscalização da cânabis constitui o maior desafio das drogas na Nigéria e na África. Isto acontece porque ela dá em qualquer lugar no país. Esta droga tem a propensão a destruir a nossa sociedade, mas também temos a capacidade de dominá-la”.
Bom, em todo caso, não até agora. De acordo com o Relatório Internacional da Estratégia de Fiscalização dos Narcóticos de 2007 do Departamento de Estado dos EUA, “[a] venda e o consumo local de maconha estão crescendo. A alta no consumo doméstico de maconha na Nigéria é manifestada pelas quantidades cada vez maiores que são apreendidas, o número e o tamanho dos terrenos ilícitos descobertos e destruídos e os números das prisões feitas”.












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