Terapia da dor: Grupo de apoio questionará Lei de Substancias Controladas em ação que visa a proteger médicos e pacientes
O Dr. Stephen Schneider, um médico de Haysville no Kansas, e Linda Schneider, sua esposa enfermeira, foram presos no mês passado por um indiciamento federal de 34 acusações pela suposta prescrição inadequada de analgésicos opiáceos e causar as mortes de pelo menos quatro pacientes. Os Schneider são os últimos funcionários da saúde em matéria de terapia da dor a serem vítimas da guerra do governo federal contra o abuso e desvio de medicamentos receitas e agora um destacado grupo de apoio ao alívio da dor promete levar o governo à Justiça para impedir o futuro assédio de médicos e dos pacientes assolados pela dor que dependem deles.
Na sexta-feira passada, a Pain Relief Network anunciou que vai tentar conseguir um requerimento civil que impeça o Ministério da Justiça dos EUA de processar os Schneider. Mas, a ação pode ter implicações muito mais gerais do que a liberdade do casal. Vai argumentar que a maneira pela qual se aplica a Lei de Substâncias Controladas [Controlled Substances Act] federal a médicos e pacientes é inconstitucional.
“Quero que um juiz dê uma olhada nisto e veja se os Estados Unidos têm autoridade para processar”, disse Siobhan Reynolds, diretora da Pain Relief Network, durante uma sessão informativa com a imprensa na sexta-feira passada. Reynolds citou um parecer em um caso parecido que disse que tais processos dão ao governo poder irrestrito para interferir no relacionamento entre médico e paciente.
As verdadeiras vítimas das medidas duras do governo contra os Schneider e demais profissionais da saúde que receitam analgésicos opiáceos são os pacientes, disse Reynolds. “Estes pacientes estão verdadeiramente em perigo”, manifestou. “Estão sendo atacados pelo Ministério da Justiça dos EUA”.
Embora alguns dos ex-pacientes do Dr. Schneider tenham entrado com ações na Justiça por imperícia afirmando que viraram viciados por causa das práticas de prescrição dele, outros pacientes disseram que ele fora uma dádiva de Deus e que agora sofrem sem ele.
Um deles é Jamie McGuire, 49, que estivera recebendo analgésicos para a artrite intensa na coluna vertebral, no quadril e nos ombros resultante de um acidente de carro. Desde que Schneider foi preso, ele não conseguiu nem sequer um encaminhamento a outro médico. “Acho que passaram por cima dela”, disse do processo. McGuire disse aos repórteres que está quase sem analgésicos e que a situação dele é horrível. “Se não fizerem algo, vou me suicidar”, disse McGuire.
Outro paciente, Martin Beatty, 46, também apareceu para apoiar o médico dele. Ele disse que optou por um regime de analgésicos em vez de cirurgia ou esteróides após cair de um teto há 12 anos e que fora paciente de Schneider durante três anos. Ele admitiu ser dependente dos analgésicos dele, mas disse que isso não deveria importar. “O vício não quer dizer que vou ser uma pessoa ruim”, disse Beatty. Agora se preocupa por passar pela síndrome de abstinência sem estar sob os cuidados de um médico.
Nesta semana, pacientes e defensores continuaram lutando pelo Dr. Schneider, quem, junto com a mulher dele, segue preso. Eles se reuniram nos consultórios dele para demonstrarem apoio e assinarem petições, uma que deve ser incluída na demanda federal e outra para impedir que o Conselho de Medicina do Kansas tome providências para suspender a licença dele. De acordo com Reynolds, a clínica será forçada a fechar porque os associados médicos que agora prescrevem as receitas o fazem sob os auspícios de trabalhar para uma clínica de propriedade de um médico titulado. Outros médicos que já praticaram na clínica saíram correndo por temores de processo federal, disse ela.
“Agora convocamos o conselho de medicina a se abster de se somar a este ataque contra esta clínica. Ela foi tolhida pelo Ministério da Justiça dos EUA. Estes pacientes vivem com medo mortal”, disse Reynolds.

















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