América Latina: Presidente equatoriano quer perdoar as “mulas” de drogas
No sábado passado, em seu discurso semanal na rádio, o presidente equatoriano Rafael Correa propôs perdoar entregadores de drogas de menor importância, conhecidos comumente como “mulas”. Correa também pediu a redação de novas leis antidrogas que reflitam a gravidade de vários delitos de drogas.

Rafael Correa
Conforme as leis antidrogas equatorianas, de que Correa reclama que foram redigidas sob pressão de Washington, as pessoas pegas até com 100 gramas de cocaína podem ser condenadas a mais de 10 anos de prisão, uma situação que Correa chamou de “absurda”. A lei atual trata da mesma maneira o “chefão Rodríguez Orejuela, do cartel de Cáli (Colômbia) e a pobre mulher, mãe solteira, desempregada que se atreveu a levar 300 gramas de droga”, disse Correa. “É uma barbaridade”.
Embora o Equador quase não produza coca, o principal ingrediente na cocaína, é freqüentemente utilizado como país de trânsito para drogas provenientes dos vizinhos Colômbia e Peru, os dois maiores produtores de coca do mundo, que têm como destino os Estados Unidos.
Desde a sua eleição no início deste ano, Correa tem criticado a guerra às drogas dos EUA na América Latina. Ele se recusou a prorrogar o arrendamento da base área estadunidense em Manta e virou truta do anátema de Washington, o mandatário venezuelano Hugo Chávez. Quando se trata da guerra às drogas, Correa também tem alguma experiência pessoal. No início deste ano, reconheceu que o pai dele, quem faleceu quando ele tinha nove anos de idade, cumpriu três anos de prisão nos EUA por portar drogas.

















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