Semanal: Esta semana na história
1º de janeiro de 1932: A recém-instaurada Agência Federal de Narcóticos, uma unidade do Ministério do Tesouro dos EUA, se encarrega da imposição das leis federais contra os opiáceos e a cocaína da Unidade de Álcool do ministério. Harry J. Anslinger, o ex-subcomissário da Lei Seca, assume como comissário de narcóticos.
29 de dezembro de 1988: Em Estado vs. Mussika, o juiz Mark Polen comenta: “Há uma necessidade premente de uma lei mais compassiva e humana que distinga claramente entre a conduta criminal dos que abusam socialmente de químicos e as necessidades médicas legítimas de pacientes gravemente doentes...”.
30 de dezembro de 1989: Ignorando as provas do contrário, o diretor John Lawn da DEA ordena que a cânabis permaneça na lista dos entorpecentes de Classe I que está reservada para drogas que não têm nenhum emprego medicinal conhecido.
03 de janeiro de 1990: Após eludir a captura depois da invasão estadunidense do Panamá e buscar asilo no consulado do Vaticano, o general Manuel Noriega se entrega à DEA e é levado a Miami no dia seguinte.
28 de dezembro de 1992: A emissora ABC Television transmite um especial importante sobre a guerra às drogas na Bolívia que, de acordo com o governo Bush, é a nossa “melhor esperança” de vencer o combate às drogas na América do Sul. A ABC conclui decisivamente que não há esperança nenhuma e que a guerra contra a produção de drogas já foi perdida.
02 de janeiro de 1994: Durante o processo de classificação emergencial, o psicodélico sintético 2C-B (4-bromo-2,5-dimetoxifenetilamina) é acrescentado à lista de drogas de Classe I.
1º de janeiro de 1995: A maior emissora de televisão do Oregon, a KATU-TV em Portland, realiza uma “telepesquisa” que faz a pergunta: “Você apóia a legalização da maconha para financiar a educação?” Mais de cinqüenta e quatro por cento dos milhares de entrevistados respondem que “sim”.
30 de dezembro de 1996: O presidente Clinton aprova o plano para combater as novas leis estaduais que legalizam a maconha para os doentes e moribundos.
29 de dezembro de 1997: O New York Times informa que funcionários estadunidenses e mexicanos disseram que os Estados Unidos estavam proporcionando aos militares mexicanos bastante suporte de inteligência secreta e treinamento para centenas dos seus oficiais a fim de moldar uma rede de efetivos antidrogas ao redor do país. O Times aponta que “o trabalho seguiu adiante apesar da inquietação crescente nos EUA de que isso resultar em problemas mais sérios de corrupção e direitos humanos em uma das instituições mais respeitadas do México... De fato, uma nova análise do serviço de inteligência estadunidense dos laços dos militares com as drogas citará provas da ampla infiltração no corpo de oficiais”.
02 de janeiro de 1988: A Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês) desiste das tentativas de intimar os nomes de indivíduos que compraram um livro sobre o cultivo de maconha chamado “A hidroponia da maconha: Cultura aquática de alta tecnologia” [Marijuana Hydroponics: High-Tech Water Culture]. A agência se retrata de suas ações depois de questionamentos legais da União Estadunidense das Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) e o reconhecimento de John Stevens, subprocurador dos EUA, de que as intimações são “indevidamente acabrunhantes”.
1º de janeiro de 1999: A Campanha de Paz das Drogas, um comitê californiano de ação política, é formada no intuito de “procurar um fim pacífico para acabar com a guerra que está sendo travada agora pelos nossos governos contra nós, os cidadãos dos Estados Unidos da América e do Mundo”.
31 de dezembro de 2000: Um relatório do Ministério de Justiça declara que as prisões estaduais funcionam entre a capacidade total e 15% acima dela, enquanto que as federais funcionam com 31% acima da lotação.

















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