Semanal: Esta semana na história
24 de dezembro de 1912: A Merck patenteia a MDMA. Os efeitos psicoativos dela continuam desconhecidos durante mais 60 anos, mas, no final das contas, a droga se populariza sob a gíria “êxtase”.
25 de dezembro de 1994: O Buffalo News informa: “Preocupado com três longas sentenças que se sentiu forçado a impor nas últimas semanas, o juiz de Juizado dos EUA, John T. Curtin, diz que vai parar de ouvir casos de delitos de drogas no que vem ao invés de continuar fazendo parte de um sistema de castigo que ‘simplesmente não está dando certo’”. Curtin diz que preferiria ver o governo federal gastando mais dinheiro em programas de conscientização, aconselhamento e prevenção às drogas em vez de botar mais gente na cadeia. “Não é preciso pensar nisso em termos morais. Em termos financeiros, simplesmente não está dando certo”, disse Curtin.
23 de dezembro de 1995: Um editorial do British Medical Journal chamado “A guerra contra as drogas” declara: “A estratégia do governo britânico para as drogas para os próximos três anos declara sem rodeios que ‘Não haverá legalização de nenhuma droga atualmente controlada’. Mas, um pouco de legalização seria útil”.
26 de dezembro de 1997: O San Francisco Chronicle informa que o vereador Gavin Newsom de São Francisco disse que é hora de tratar o consumo abusivo de heroína menos como crime e mais como doença. Ele acrescentou que os trabalhos para deter as drogas na fronteira ou o “Basta dizer não” fracassaram.
24 de dezembro de 1998: O Times (Reino Unido) informa que o Príncipe de Gales mostrou interesse na eficácia da cânabis no alívio da dor de doenças como a esclerose múltipla. Durante a sua visita anual ao Lar Sue Ryder em Cheltenham, Gloucestershire, ele perguntou à paciente de EM, Karen Drake: “Você experimentou consumir cânabis? Ouvi falar que é o melhor para isso”. Drake, 36, disse depois “Fiquei surpresa, mas acho que gostaria de experimentá-lo pelo menos. Qualquer coisa que possa ajudar a aliviar a dor só pode ser para o bem”.
24 de dezembro de 2001: O North Carolina Lexington Dispatch informa a despronúncia de 65 casos criminais investigados por três agentes antidrogas acusados em um indiciamento federal de formação de quadrilha para distribuir drogas. De acordo com um ofício federal expedido no caso, os policiais abusaram da autoridade deles de uma ou mais maneiras, inclusive escrever mandados de busca e apreensão falsos, plantar provas e inventar acusações, ficar com as drogas ou o dinheiro confiscado durante as prisões, tentar extorquir mais dinheiro das pessoas presas e intimidar suspeitos e testemunhas em potencial.
22 de dezembro de 2003: A Faculdade Annenberg de Comunicação (ASC, na sigla em inglês) da Universidade da Pensilvânia lança um relatório sobre a Campanha Midiática Antidrogas Nacional para os Jovens do Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas. A ASC foi contratada pelo ONDCP para analisar a campanha como um todo e seu trabalho sobre a maconha em específico. A ASC descobriu que há poucas provas de que dezenas de milhões gastos todos os anos estejam causando qualquer impacto discernível sobre o consumo ou as condutas em relação à maconha entre os jovens do país.
25 de dezembro de 2003: O Philippine Star informa que a campanha para livrar a ilha das drogas até 2010 resultou no abarrotamento das cadeias e na paralisação do sistema de justiça.
27 de dezembro de 2004: O Washington Post publica um artigo sobre a aprovação da FDA da pesquisa acerca da correlação entre a MDMA e a ansiedade advinda do câncer e a renovação da pesquisa do potencial terapêutico da MDMA e dos compostos psicodélicos em geral.

















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