TRUTH CAMPAIGN 08

Edição #561, Nov 21, 2008

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    Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana

    Uma força-tarefa antidrogas do Indiana enfrenta alguns interrogatórios por bens apreendidos, a Polícia de Nova Iorque não consegue encontrar algumas provas em casos de delitos de drogas, um laboratório de perícia criminal texano fica ganancioso, assim como um policial do Indiana. Vamos ao que interessa:

    Em Muncie no Indiana, a Força-Tarefa de Muncie-Delaware está sob investigação pelas suas práticas de seqüestro de bens. Desde pelo menos 1999, a força-tarefa tem violado a lei estadual que exige que os bens apreendidos sejam depositados no fundo geral da entidade sob a qual opera a força-tarefa e depois transferidos para o estado do Indiana a fim de serem empregados em despesas com a educação. A força-tarefa depositou sim o dinheiro confiscado em duas contas do fundo geral de Muncie, mas elas serviam especificamente à força-tarefa, descobriram os auditores do estado. Eles também descobriram que a força-tarefa gastara parte do dinheiro ilegalmente em doações caridosas e também em uma academia de ponta para a polícia. A polêmica provocou alguns comentários impressionantemente francos da polícia defendendo a força-tarefa. “A Força-Tarefa Antidrogas não pode sobreviver sem o dinheiro dos traficantes”, disse o sargento da Polícia de Muncie, Jesse Neal. Em razão de reduções nas subvenções Byrne do governo federal nos últimos anos, a força-tarefa depende bastante das apreensões, disse. “Tivemos que fazer ajustes, ser mais agressivos com os seqüestros de bens, mais agressivos em objetivar contas bancárias, veículos, propriedade tangível, coisas que podemos vender em leilões”, disse Neal. “O dinheiro serve para comprar equipamentos essenciais para fazer a força-tarefa antidrogas funcionar – veículos, celulares, gravadores, armas e coletes para a equipe da SWAT, cães farejadores”.

    Na Cidade de Nova Iorque, todas as drogas confiscadas como provas no Brooklyn um dia em 2006 não podem ser encontradas. As provas desaparecidas vieram a lume no ano passado quando promotores chamaram o laboratório de perícia criminal da polícia nova-iorquina para obterem os resultados dos exames toxicológicos em um caso e não foi possível achar as drogas. Isso levou à descoberta de que nenhuma das drogas apreendidas em 43 casos no dia 20 de outubro de 2006 podia ser encontrada. Apesar de uma sindicância de um ano, os funcionários ainda não podem dizer se as drogas desaparecidas foram roubadas, perdidas ou jogadas fora. As drogas foram recolhidas por um entregador policial que visitou os distritos policiais do Brooklyn diariamente para reunir provas e levá-las ao laboratório. De acordo com os investigadores, as provas em casos de delitos de drogas chegaram sim ao destino delas, mas parece que depois desapareceram. A investigação continua.

    Em Houston, na segunda-feira, um ex-técnico da Secretaria de Segurança Pública (DPS, na sigla em inglês) do Texas se declarou culpado das acusações de roubar cocaína do laboratório de perícia criminal da DPS em Jersey Village e de revendê-la ao longo de um período de vários anos. Jesus Hinojosa filho, ex-técnico da DPS, se confessou culpado de duas acusações de porte de mais de 400 gramas de cocaína com a intenção de entregar. Ele pode pegar de 15 anos a prisão perpétua. Hinojosa foi pego em fevereiro depois que uma revisão do laboratório mostrou que pelo menos 26 quilogramas de cocaína haviam sido substituídos por blocos falsos ao longo dos anos. Um dos cúmplices de Hinojosa, Roberto Reynoso, também se confessou culpado hoje. Reynoso organizava os compradores da cocaína roubada, vendendo-a a eles por $11,000 o quilograma, muito abaixo do preço de venda. Reynoso ficava com $1,000 e devolvia $10,000 a Hinojosa.

    Em South Bend no Indiana, um ex-policial de South Bend foi condenado a seis anos de prisão federal por extorquir drogas e dinheiro de um motorista durante uma batida de trânsito. O ex-oficial Haven Freeman, 32, se confessou culpado em setembro de acusações de utilizar o cargo dele para exigir propriedade indebitamente e de porte de heroína com a intenção de distribuir. No acordo de confissão dele, Freeman admitiu que deteve um furgão de um abastecedor de drogas no verão de 2005 depois que um traficante lhe disse que poderia estar levando uma grande quantidade de dinheiro em espécie. Ele mostrou a arma dele e pegou o dinheiro e as drogas do abastecedor, dizendo aos ocupantes que não ia prendê-los se cooperassem.

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