CHANGING MINDS, LAWS & LIVES CAMPAIGN

Edição #609, Nov 20, 2009

    About DRCNetStop the Drug War (DRCNet) is an international organization working for an end to drug prohibition worldwide and for interim policy reform in US drug laws and criminal justice system. Read more about DRCNet.

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    Assessoria de imprensa: Noventa e nove por cento dizem que não consumiriam drogas pesadas se fossem legalizadas, de acordo com pesquisa Zogby

    Washington, DC – Marcando 74º aniversário da revogação da Lei Seca nos EUA, na terça-feira a StoptheDrugWar.org (DRCNet, na sigla em inglês) lançou resultados de pesquisa que dão a entender que o principal argumento de sustentação da proibição das drogas pode estar simplesmente errado. Os reformadores das políticas de drogas apontam um amplo leque de danos sociais demonstrados e criados pelas leis antidrogas – a criminalidade e a violência, a proliferação de doenças contagiosas, a corrupção de funcionários, o fácil financiamento de grupos terroristas, só para nomear alguns – enquanto que os proibicionistas argumentam que o consumo e a dependência iriam estourar se as drogas fossem legalizadas. Mas, será que a suposição proibicionista está bem fundada?

    http://stopthedrugwar.org/files/dc-beer-raid-small.jpg
    reide anticerveja na região de DC durante a Lei Seca (a Biblioteca do Congresso)
    A pesquisa Zogby, cujos dados foram lançados hoje, perguntou a 1.028 possíveis eleitores: “Se drogas pesadas como a heroína ou a cocaína fossem legalizadas, seria provável que você as consumisse?” Noventa e nove por cento dos entrevistados responderam que “Não”. Apenas 0,6 por cento disse que “Sim”. O 0,4 por cento restante estava indeciso.

    Os resultados são parecidos com os índices de consumo que acontecem sob a guerra às drogas de hoje, medidos pela Sondagem Nacional sobre Consumo de Drogas e Saúde (anteriormente conhecida como Sondagem Doméstica Nacional) do governo federal. A NSDUH de 2006 descobriu que 0,3 por cento da população consumira heroína no mês anterior e que 2,4 por cento haviam consumido cocaína. Mesmo para a cocaína, os dados são compatíveis, porque a Zogby entrevistou pessoas com 18 anos ou mais, embora a NSDUH comece aos 12 anos; e por causa da margem estatística de erro da pesquisa de 3,1 pontos percentuais.

    A comparação dos índices de consumo de drogas em países que têm sanções penais para isso com os mesmos índices de países que contam com uso pessoal descriminalizado também dá a entender que as políticas podem desempenhar somente um papel secundário na determinação dos índices de consumo. Por exemplo, nos Países Baixos, onde a maconha é vendida abertamente nos famosos “cafés”, 12 por cento dos adultos jovens na faixa etária de 15 a 24 anos informaram consumir maconha durante 2005, em comparação com os 24 por cento na vizinha França, onde a maconha é um delito passível de prisão, de acordo com dados coletados pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência. Nos Estados Unidos, onde a polícia faz quase 800.000 prisões por causa da maconha todos os anos, os adultos jovens de 18 a 25 anos no ano da sondagem 2004-2005 informaram consumo de maconha no ano anterior ao índice de 27,9 por cento.

    David Borden, o diretor-executivo da StoptheDrugWar.org, fez os seguintes comentários no momento do lançamento dos dados da Zogby:

    “A proibição está mandando centenas de bilhões de dólares ao ano à clandestinidade criminosa global. Esse dinheiro fomenta a violência e a desordem nas ruas das nossas cidades enquanto que, simultaneamente, ajuda a financiar organizações terroristas internacionais. Enquanto isso, os preços da cocaína ajustados conforme a inflação são um quinto do que eram há 30 anos e qualquer moleque que quiser se unir à Máfia pode alistar-se para repassá-la na escola dele. Os dependentes são os mais prejudicados pelas políticas da proibição. É hora de parar de atirar nos nossos pés e fiscalizar e regularizar as drogas através da legalização”.

    Os resultados completos da pesquisa Zogby estão disponíveis on-line em http://stopthedrugwar.org/legalization (exclusivamente em inglês).

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